14
de
fevereiro
Sou coerente
Tentei deixar passar nas várias vezes a que fui ao MASP nos últimos tempos, mas tem um momento em que o sentimento de repulsa vem à tona. Eu odeio o MASP meeesmooo (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/05/eu-odeio-o-masp/)!
Além de ser o museu mais caro da cidade é o que mais destrata o visitante e o que menos se preocupa em dar-lhe conveniência, conforto, serviços.
Como hoje é terça, a entrada é gratuita. Na bilheteria, um cartazete dizendo isso em português. Não dava para traduzir aquelas 10 palavrinhas e colocar um cartazete em inglês? Afinal, pela localização, seguramente é o museu que mais recebe estrangeiros, então não custa facilitar a vida de quem vem com boa vontade deixar $ por aqui. E a boa vontade do moço da bilheteria (sim, um, e num dia de visita gratuita!)? Uma flor! Não tem bom dia, pois não, obrigado. A cara dele é de quem tem um fígado destroçado, sem esperança.
Aí passa-se pela revista e arco magnético. Eu já abro a bolsa e ponho na mesa. A vigilante que mexa no que ela quiser. Como está muito calor, sempre tenho uma garrafinha d’água na bolsa. A vigilante disse-me que eu deveria deixá-la no guarda-volumes, pois é proibido entrar com líquidos no museu. Tudo bem, eu sou uma pessoa civilizada, responsável, mas quem vai saber, né? Dirigi-me ao guarda-volumes, coloquei minha bolsa no balcão e a abri para retirar a garrafa e deixá-la ali. O funcionário responsável mais que afoito e grosseiramente disse-me: Essa bolsa não precisa ficar aqui. Pode levar. E eu que vou discutir com ele? Tivesse eu ácido ali, e eu entraria com o material no museu autorizada por um funcionário de quinto escalão.
Mora da história: eles (e acho que eu também) pagam um zilhão por um sistema de segurança que faz de conta que funciona, mas não funciona.
Aí vamos pegar o elevador. Poderia ir pela escada, mas já estava ali mesmo, então…
Vejam bem, eu vou ao MASP quantas vezes por ano? Umas 5, 6? Pois é, e sempre que pego o elevador com aquele funcionário (velhinho de casa) ele está ao telefone (celular privado, naturalmente). As pessoas vão entrando, quando ele se digna a desligar o celular pede que todos lhe entreguem os bilhetes. Imagine só a cena: umas 10/12 pessoas no elevador, gente alta, gente baixa, todo mundo tendo de fazer chegar (teoricamente) o ingresso a ele. Olha a confusão! Isso porque ele estava ocupado numa ligação e não pôde cumprir sua obrigação de pegar os canhotos dos tíquetes.
Aí entra uma moça, estrangeira. Ela traz um guarda-chuva. O ascensorista, que no máximo é monolingue, agarra o guarda-chuva e diz a moça em bom português: Não pode entrar com isso. Tem de deixar no guarda-volumes. Felizmente de mímica o ascensorista é bom. Ele apontava para fora, então a moça entendeu o que deveria fazer. Como ele segurou o elevador para pegar os tíquetes (parágrafo anterior), deu tempo de a moça voltar. Aí nosso rapaz monolingue e supereducado disse a ela: P R E C I S O D A E N T R A D A, D O T Í Q U E T E (isso, em português e em letras de forma. Quem não entenderia?). A moça não entendeu (coitada!). Ele repetiu mostrando um tíquete. Aí ela entendeu. Tem gente limitada nesta vida, ou o quê? O ascensorista fez tudo isso com impaciência, afinal tem cada um por aí…
À exposição: Roma - A vida e os imperadores. Um conjunto admirável de obras. Se fosse na Pinacoteca, haveria um cronograma muito bem feito, que tornaria tudo muito claro, esclareceria o que os visitantes veriam com riqueza de detalhes, num contexto. Mas lembrem-se, estamos no MASP… Pelo menos as identificações das peças e textos de cada seção estavam em português e em inglês. Salvou-se uma alma!
Algumas observações de uma chata (eu):
- alguns textos das etiquetas de identificação eram tão miúdos! Por quê? Faltou espaço, papel, tinta? Não dá para fazer a coisa proporcionalmente confortável?
- Deu a impressão que alguém cansou no meio do caminho. Nas etiquetas de identificação havia uma pequena descrição de quem era este ou aquele deus, e de repente: Príapo e nada a respeito (todo mundo sabe quem é, certo?). E mais alguns assim. Por que será?
- havia peças impossíveis de ser vistas na lateral, pois não havia iluminação (nenhuma) para isso. Quem montou pensou: para quê?
- por que a altura das etiquetas de identificação não fica sempre à altura da visão? Eu, que tenho 159cm tive de me dobrar muitas vezes para conseguir ler. Imagine aquele pessoal de 170, 180cm. Não me digam que é difícil, ou que não tem jeito de ficar bom. Um brasileiro já foi ao espaço, então deve haver uma solução para esse teorema;
- por que um folder tão pobrinho? Não dava para fazer uma coisinha melhor com tanto apoio corporativo, patrocinadores, e com o ingresso abusivo cobrado?
- a cafeteria continua a mesma caca;
- a lojinha é aquela coisa antiquada, ruinzinha, fraquinha.











