2
de
fevereiro
Dois pais, mas quanta diferença

Em princÃpio tudo meio igual: pais de filhas (só meninas), vivendo em lugares privilegiados: Havaà e Paris e cercanias, classe média alta ou coisa parecida, gente bonita, com problemas familiares comuns.  Mas quanta diferença!
1) Os Descendentes (http://www.imdb.com/title/tt1033575/)
De famoso mesmo só o Clooney. Como sóóóó??? Adoro o G. Clooney, não pelo motivo mais evidente (boniteza), mas porque o acho corajoso e competente como ator (http://mskeller.blog.terra.com.br/2012/01/02/um-e-pouco-dois-e-bom-2/), diretor, dublador (e.g. Toy Story). Como alguns outros: Brad Pitt, Tom Cruise, Damon, não foi dado como galã e se deitou na cama. Pelo contrário. Tenho a impressão de que todos eles querem que cada trabalho os desmistifique como bonitões ou tipões. É aquela coisa de “quero ser reconhecido pelo que sou ou posso e não pelo que aparento”.  Há muitas atrizes/diretoras assim também, evidentemente.
Mas com tudo isso (eu gostar, Clooney ter conteúdo), o filme é duro de aguentar. Nem Clooney salva!, seria meu bordão.
Trata-se da história de um homem que se vê só para cuidar de suas duas filhas (uma pós-adolescente e outra de 8 anos). A mulher sofre um acidente, bate a cabeça, entra em coma.  Clooney, o pai, que nunca tinha tido a menor proximidade com suas filhas (a razão é a de sempre: muito trabalho. Sei,sei…) tem de cuidar delas o tempo todo. Três estranhos que começam a se conhecer do 0 praticamente. Há vários imbroglios no meio do caminho, mas com tudo isso, o filme é lento, pouco tocante, o que é uma surpresa por toda a situação.  Enfim, duro de ver.  O que salva, além de Clooney, Shailene Woodley (uma das filhas) que está ótima e Nick Krause, que apesar do papel micro encanta, é o visual, as paisagens, e a música havaiana. Ah, sim, e aquele jeito colorido de vestir.
Um filme bem aquém do que eu esperava, eu diria até abaixo da média do que tenho visto. Único grande mérito: bater na tecla do pai-ausente por motivos pouco reais ou justificáveis.
2) O pai dos meus filhos (http://www.imdb.com/title/tt1356928/)
Filme da mesma diretora e roteirista de Adeus, primeiro amor (http://www.imdb.com/title/tt1356928/). Um dos atores também estava lá e está neste filme (Magne-Havard Brekke).
Trata-se também de um filme bem familiar: personagem central o pai, mas este bem atento e que convive com as filhas (3) de modo admirável, tem autoridade sem sufocar, dialoga.
Ele, Grégoire, é um produtor de filmes e sua empresa está com problemas seriÃssimos, quase quebrada.  Até uns 20 minutos de filme é um tal de atender celular a cada dois minutos, à s vezes dois. No carro, em casa, no banheiro…A coisa vai num crescendo, mesmo havendo momentos familiares (casal + 3 filhas) tocantes.  Um tal de falar de filmes, diretores, custos, atores, investidores que cansa um pouco. No entanto, lá pelas tantas acontece algo muito grave. Na verdade, isso é anunciado pela personagem principal (Grégoire) várias vezes, mas eu pensei: nãããooo, isso não vai acontecer. Pois é, mas acontece e da forma mais abrupta que se poderia imaginar. Depois desse ponto culminante lá pelo meio do filme é um tal de advogado, acordos financeiros, e mais outra descoberta rocambolesca na vida de Grégoire.  As meninas que fazem as filhas são lindas, uma graça. Ótimas atrizes.  Louis-Do de Lencquesaing (que também participou de Casamento a três-http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/10/11/nada-a-ver-com-nada/, mas não como protagonista) e Chiara Caselli (Sylvia, a esposa/mãe) também estão ótimos. Só que apesar de alguns clÃmax a coisa não engata. Sabe a sensação de patinar, patinar, e não sair do lugar? A gente pensa: agora vai. E nada. Agora vai, e nada…Pelo menos essa foi minha sensação. Ainda assim achei o filme melhor que Os Descendentes. Pareceu-me mais sólido, mais rico.
Agora, Â como americanos bebem e como franceses fumam nos filmes…impressionante!
Mas uma delÃcia ver as cenas em que Grégoire e demais personagens andam por Paris, atravessam ruas, dirigem, flanam. Claro que não é tudo 100%. Há algumas cenas em que se vê muito lixo pela calçada, ou seja, cá como lá os problemas urbanos não estão ausentes, mas mesmo assim as imagens que a cidade produz são bonitas demais e fazem bem aos olhos e ao coração.
Bottom line: vá ver A Separação, Os homens que não amavam as mulheres, ou até Sherlock Holmes. De realidade familiar, vocês já devem ter o suficiente e até de melhor qualidade.











