13
de
março
Quase lá!
Hoje viajo para Foz do Iguaçu.  O Escrever para viver vai repousar comigo.  Maaassss…quem bloga, bloga mesmo…portanto, já tem link para a viagem:  http://muitaguavairolar.blogspot.com/2011/03/de-novo.html
Mas antes de ir um resumo do dia, que foi agitadinho.
Primeiramente, exposições no Instituo Tomie Ohtake (http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/expocartaz/tecartaz.htm).  Quatro excelentes:
(1)  Vik Muniz, muito melhor do que a que vi no MASP (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/05/24/ser-e-ter-eis-a-questao/). Na verdade, não sei se não foi meu olhar que mudou. Acho o artista criativo, surpreendente em alguns momentos, mas nesta exposição me diverti a valer, achei muita graça no inusitado de algumas obras. Além disso, tem de tudo: escultura, foto, bonsai, instalação.  Um artista multifacetado. Uma festa!
(2) Cartazes de bonde produzidos pelo Atelier Mirga: peguei o fim dos tempos de bondes. Na verdade, andei umas duas vezes só aqui em SPaulo, portanto lembro-me vagamente dos cartazes. Nos bondinhos de Santos (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/19/adoro-essa-cidade/) ainda é possÃvel vê-los. Criativos, divertidos, realistas. Em que outra peça publicitária se poderia ler: “lombrigueiro efficaz, usado há 66 annos”? E o famoso e decantado: Veja, ilustre passageiro / O belo tipo faceiro / Que o senhor tem ao seu lado…/ E, no entretanto, acredite, / Quasi morreu de bronquite, / Salvou-o o RHUM CREOSOTADO!?
(3) Miragens:fotos, vÃdeos, pinturas, instalações de artistas contemporâneos do universo cultural islâmico. É uma exposição paralela, igualmente patrocinada pelo Banco do Brasil, à que está no Centro Cultural do Banco do Brasil (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/02/12/comecando-pelo-film/), no centro da cidade. Muito interessante, imagens instigantes, vÃdeos desconcertantes.
(4) Rótulos de Cachaça: tão divertida e interessante quanto os cartazes de bonde. Quanta cachaça tem por aÃ! E que criatividade para nomes e rótulos.  Até formulei uma teoria para o nome da 51.  Se forem à exposição (eu não perderia um conjunto tão bom e diversificado, e de graça!), vejam se conseguem chegar a uma conclusão também.
Depois, direto para o Galpão do Folias (http://www.galpaodofolias.com.br/site/category/novidades/). Nunca tinha ido ao espaço que, pelo que entendi, tem sempre montagens primorosas.  O acesso é muito fácil, e o local, apesar de ficar ali pela S. João, perto de um viaduto, é bastante tranquilo, limpo, ajeitado. A peça baseia-se em A Dócil de Dostoievski. Dois atores em cena (Dagoberto Feliz e PatrÃcia Gifford). O espaço é bem interessante. O espetáculo começa na rua (quem for baixinho como eu perde “visualmente” os primeiros cinco minutos, mas não tem importância. Relaxe e ouça, porque ver, não vai ver, não), e vai entrando aos poucos pelo teatro.  O espectador arruma sua cadeira - a plateia é bem irregular e os atores movimentam-se (e como!) entre as cadeiras, os espectadores, escadas, itens de cenário. O texto é muito bonito, e os dois atores estão ótimos. Música ao vivo, iluminação primorosa. Guarda-roupa minimalista, mas não presisa mais.  O cenário também está imerso na plateia.  Já vi formatos de encenações similares, mas este surpreende em muitos momentos e cumpre seu papel com louvor. Interessante ver os passantes, pedestres, já que muitas vezes a cena é visÃvel da rua, o ator sai e canta. 99% passa dando uma espiada, mas alguns vão e voltam, e se pudessem, entrariam.  No inÃcio, quando ainda estamos na calçada, um rapaz que passou perguntou: é espiritismo? Se puder vá ver, vale muito a pena.
E por último: Palhaços (http://vejasp.abril.com.br/teatro/palhacos) que, segundo meu amigo me disse, está em cartaz contÃnuo há anos, migrando por teatros. Vi no Imprensa - Sala Vitrine. E, pasmem! O Dagoberto Feliz também é uma das duas personagens.  Chegamos quase juntos! A peça é de Timochenco Wehbi (queeeemmmm? Essa foi minha pergunta). Pois é, com esse nome todo era de Presidente Prudente. Aqui uma biografia interessante: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=853.  A peça foi encenada inicialmente na década de 70.  Palhaço e espectador/fã discutem com profundidade as escolhas que fazemos pela vida, e das quais nos tornamos prisioneiros muitas vezes. Muita risada, timing ótimo para o cômico, atores a poucos metros da plateia, interação total. Danilo Grangheia está ótimo (ele fez outra peça a que assisti / http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/10/para-que-querer-inventar-a-roda//, mas não o havia reconhecido). Quanto a Dagoberto Feliz, o Flash do teatro paulistano - de um teatro a outro em segundos!-, está fantástico. Nada da personagem que eu vira havia uma hora colou no ator. Transformação impressionante!  Estava para ver essa peça há um tempo, ensaiando, ensaiando, ensaiando. Que bom que pude vê-la finalmente. Compensou plenamente a espera. Ah, e não percam de jeito nenhum!
E agora vou mesmo…até a volta!
nota: texto bacana sobre as duas peças: http://iracenna.blogspot.com/2011/03/docil-palhacos-2x-dago.html?spref=fb













