2
de
janeiro
Um é pouco, dois é bom…
Pela ordem:
1) Spellbound - Quando fala o coração (http://www.imdb.com/title/tt0038109/) de 1945, de Alfred Hitchcock.
Filme estrelado por Gregory Peck (quase bebê) e Ingrid Bergman.  IncrÃvel! Hitchcock privilegiava mesmo suas atrizes do coração. A IB dá de 10 a 0 no GP.  Ele, aquele bonitão, e só. Ela, a mulher linda independente, determinada, corajosa, insinuante.  Uma personagem gigantesca. O que a personagem do GP mais faz no filme é desmaiar.  Um desmaio a cada 10 minutos. É até engraçado.
Trata-se da história da troca de comando de uma clÃnica psiquiátrica, ou em bom e velho português: manicômio.  Para os que analisam, são analisados, interessam-se pelo tema (psicologia, psicoterapia, psiquiatria e correlatos) é um prato cheio ver/ouvir as teorias, linhas de ação, conceitos da época. Até para mim, distante e leiga, foi bem interessante.
GP apresenta-se como novo diretor da clÃnica. A partir de alguns comportamentos estranhos a história complica-se de monte, chegando a um crime. Bem interessantes o roteiro e as personagens. Tem uma trilha sonora bacana, as usual.  Realmente Hitchcock era um mestre. E como sempre faz sua pontinha em seus filmes.
O filme é em preto e branco.
2) Triângulo Amoroso ou simplesmente 3, no original (http://www.imdb.com/title/tt1517177/), do mesmo diretor de Paris, te amo e Corra, Lola, Corra (Tom Tykwer).
É a história de um casal que sai do quadrado depois de conhecer separadamente um homem bem “aberto”, Adam. Uma jornalista (é o que dá para entender), um construtor de obras de arte e um pesquisador médico = mistura explosiva. Casal de 40 anos que vive junto há 20, encontra um jeito de romper a rotina. Os dois apaixonam-se por Adam, sem que um saiba do outro. Isso mesmo…Na verdade, sobretudo para a mulher, é o tipo de relação sexual ideal, desde que ela não faça questão de repartir o marido e o amante com o amante e o marido. O filme é alemão e em alemão.  Não tem uma fotografia fantástica, mas é agradável. A trilha é boa e tem até David Bowie-Space Oddity:http://youtu.be/rKE3FSPJu-4.  Enfim, um negócio modernoso em vários nÃveis.
Adam, Devid Striesow, pareceu-me muito familiar. Realmente eu o vi em Os Falsários (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/05/30/golden-friday/) há uns anos.  Ele tem um semblante bem marcante.  Os 3 atores (dois homens + uma mulher) estão muito bem.  Há muitas reviravoltas pelo caminho, o que dá a impressão de o filme ser mais longo do que é de fato. A gente tensiona…
Se vocês não estão preparados para ver relações sexuais abertas, homem com homem, mulher com dois homens, não vão ver. O assunto é tratado com certa leveza, não há vulgaridade, mas acho que vocês não vão se divertir.
3) Tudo pelo poder (http://www.imdb.com/title/tt1124035/), que originalmente era The Ides of March.
Ides =Â ides (#dz), n. (used with a sing. or pl. v.)Â (in the ancient Roman calendar) the fifteenth day of March, May, July, or October, and the thirteenth day of the other months.
(segundo Random House Webster’s Unabridged Dictionary)
Ou seja, “num intendi nada…”
O tema é bem batido: bastidores de uma campanha eleitoral, com todas as baixarias morais que sabemos ou intuÃmos. O que faz a diferença é a direção de George Clooney, e a atuação soberba de Ryan Gosling (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/06/15/quem-sabe-sabe-mesmo/), Saymour Hoffman (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/07/27/uma-linda-surpresa/), Paul Giamatti (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/21/todo-mundo-tem-um-robesputin-dentro-de-si/). Marisa Tomei (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/06/02/quanta-emocao/) também está muito bem. Além do próprio Clooney (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/to-infinity-and-beyond/), claaroo!
Um filme que repete em muitos sentidos o que já vimos antes na telona, e sobretudo na vida real. Conclusão: podemos pouco, muito pouco diante dos interesses de figurões, de empresas, e do poder de fogo dessa gente.  Se vemos alguma “justiça” por aà é porque há interesse de alguém em fazê-la. Nada, nem mesmo o castigo, a punição de quem achamos que deva ser castigado ou punido, são desinteressados. O cinismo é palavra de ordem.
Interessante ver o filme já com a campanha americana começando, aliás no mesmo estágio do filme praticamente, e olhar para os polÃticos, suas ações, posturas, ouvir os discursos com olhos e ouvidos despoluÃdos.  Disgusting!
Um filme acima da média.



