Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

5

de
novembro

Retornos

Ontem fui ao Namga (http://www.namga.com.br/), restaurante irmão do TeleThai (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/23/muito-oba-oba-para-o-meu-gosto/).  Quando fui ao TeleThai, que trabalha basicamente com delivery, mas tinha um espacinho pequeno para atender quem quisesse comer no local, ele ficava em outra rua (acho que Apinagés).  Mudou, ampliou e inaugurou o restaurante Namga que atende no almoço e jantar (o delivery funcionava à noite somente).  A casa é de fácil acesso, bem localizada, com serviço de manobrista, bonita, simpática.  A comida é basicamente a do TeleThai, pelo que pude ver e me lembro do que havia comido e pedido lá no delivery antigo.  Barata não é, mas serve bem e é saborosa.  O atendimento é aquela coisa que nem vou mencionar.  Um prato que pedimos (lulas recheadas) não correspondeu às fotos.  Pelo que está nas fotos do cardápio seria uma lula de Júlio Verne, gigante (Yam Plaa Meuk ), e o que veio foi um prato mirradinho mesmo.  O outro prato, de carne acompanhado com arroz de jasmim, estava muito bom e a sobremesa também.  Com um chá, umas águas, serviço, saiu a R$ 55/pessoa. Gostaria de retornar para experimentar ou revistar outros pratos. Vamos ver se dá.

Obs.: acompanho o blog do Marcelo Katsuki (http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/) e de outros jornalistas da área de gastronomia, porque sempre tem alguma novidade. Aquele jornalista da Folha faz algumas descobertas pessoais, mas obviamente é convidado de monte e tem acesso em primeira-mão ao que nós, comensais mortais, não temos.  Como gostei do TeleThai desde o primeiro contato, resolvi experimentar o restaurante.  Já mencionei que desconfio desse pessoal que identificado, ie., cara conhecida comenta e indica lugares, produtos.  E não é perseguição: vejam a foto, no link do blog acima (título: Namga: o thai que eu queria no meu bairro) do mesmo prato (Yam Plaa Meuk) que comi ontem.  O prato que me serviram era 1/3 do que está na foto sem exagero: em tamanho e volume. Acho que comemos o filhote da lula que está na foto, pobrezinho! Então, blogs desse pessoal valem pelo acesso que têm ao que nós não temos em geral, afinal é o trabalho deles, mas é só. Vá por si, com mente aberta, e pronto para ter surpresas (boas e más) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/07/30/nao-valeu-a-pena/).  Como já escrevi, eles não nos obrigam a ir a nenhum lugar, a gente é que tem de ter espírito crítico suficiente para não levar os textos como bíblia.

Bottom line: de todo jeito é interessante conhecer o restaurante (não encantou, mas também não decepcionou) e provar pratos diferentes.

Depois, no meio da tarde, combinei de tomar um café com um conhecido.  Primeira opção: café da Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Lotado! Às 16h de uma sexta!  Aliás, tanto lá quanto no Bourbon, os cafés sempre são complicados para achar lugar. Desisti e fui para o Center 3. Lá tem mais opções: Ofner, Havana, Starbucks.  Fiquei com a Ofner. É um processo!  Tira-se a ficha, aí à direita retiram-se os salgados ou doces, depois se vai para outro balcão para tirar o café.  Mais, pedi um strudel aquecido. Demorou.  Fui perguntar se estava pronto. Resposta: demora mesmo, estava frio e nosso forno é elétrico (hein?! meu forninho de casa aquece em segundos) e demora para aquecer, tudo com cara de “se quiser quente, espere; quem mandou pedir para esquentar o doce”.  Bacana, né?  E com os preços que cobram!  Detesto aquele lugar, mas só me lembro disso quando já estou lá.  Bem feito!

Em compensação, a noite foi gloriosa. Uma amiga me convidou para jantar no Brasil a Gosto (http://www.brasilagosto.com.br/#/restaurante). Simplesmente maravilhoso!  Havia ido ao restaurante há muito tempo, uma vez para jantar e outra para almoçar.  Acho que gostei, mas faz tanto tempo…O jantar foi um banho de descarrego do evento “Ofner”.  Impecável o serviço, o atendimento, a comida.  A casa é muito bonita, bem decorada, cuidada. Até elevador do térreo para o primeiro andar tem.  A gentileza e o profissionalismo estavam por toda parte.  A garçonete que nos atendeu foi fantástica. Os pratos também estavam deliciosos. Estão com um  festival de comidas do Pará.  Esses cardápios temporários são alterados periodicamente.

Em dado momento, durante o jantar, a chef foi à mesa e simpaticamente perguntou-nos sobre os jantar.

Acertos da entrada à saída.  Barato não é: com vinho, serviço, entrada/prato principal/sobremesa, águas, café e estacionamento = R$ 150/pessoa.  Mas, considerando os preços praticados pela cidade atualmente e o que recebemos em troca, vale quanto pesa.

3

de
novembro

De vez em quando a gente acerta

Mostra é assim mesmo, sobretudo a Mostra Internacional de Cinema daqui;  Tem alguma coisa ótima ou muito boa, outro tanto de boa qualidade, e montes de coisas ruins.  Para quem gosta de cinema, como eu, é uma aventura. A cada filme bacana uma vitória! Bobo, né?  Mas ver um filme bom, por feeling (eu raramente sigo as indicações dos jornais. Leio, mas não me esforço para ver exatamente aqueles filme), é uma delícia.

A 35a. Mostra (http://35.mostra.org/) teve exatamente os mesmos problemas de outras: filmes trocados na última hora; irregularidade total quanto à qualidade dos filmes; algumas cópias ruins (pois é, difícil acreditar…); filmes que saem de um cinema e têm de ir voando (e voar em SP, mesmo para um motoboy, já não é mais coisa fácil) para ser rodado em outro porque alguém comeu bola na programação; ingressos caros; equipes nos cinemas superdimensionadas (para quê tanta gente exatamente?); legendas ruins (amarelas e pequenas).

Havia visto dois filmes semana passada (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/10/30/parede-tela-palco/), nesta foram mais quatro. Para minha sorte dois foram de boa qualidade.

Aos filmes:

1) The day he arrives (http://www.imdb.com/title/tt1922561/)

Mais um coreano em minha vida. Já havia visto alguns (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/03/02/o-que-nao-tem-solucao/) e gostado. Filmes despretensiosos, produção baratíssima, bons roteiros, atuações interessantes.

The day he arrives é a história de um cineasta que está num “sabático”. Dá aulas em uma universidade, e volta a Seul para visitar um amigo.  Há algumas coisas notáveis, pelo menos para mim:

  • quando o amigo convida o cineasta para almoçar/jantar, ele sempre diz (pelo menos é o que está na legenda): é um bom restaurante de comida coreana. Como assim? Se na capital do país não tiver restaurante bom da comida nacional como é que fica?
  • A história é enrolada cronologicamente, mesmo assim o cineasta não muda de roupa e carrega só uma minimochila nas costas (ali não tem pasta de dente, escova de dente, cuecas, camisa, meias limpas, que eu sei…);
  • fizeram o filme com 5 ou 6 personagens e só e repetem à exaustão algumas locações;
  • como aquele pessoal bebe e fuma!  Impressionante!
O cineasta é um homem que ama uma, outra, e mais outra, mas não quer nenhum vínculo definitivo. E a mulherada encanta-se com ele.
Como há várias retomadas de algumas cenas, e.g., num caso específico a cena de um restaurante é retomada três vezes com variações pequenas.  Minha opinião é de que se tratou de metalinguagem: a vida do cineasta sofre cortes e remakes como seus filmes.  Não deu para saber se era isso mesmo. Se não for, aí complicou.
Nota: regular e olhe lá.
2) Che, um novo homem (http://www.imdb.com/title/tt1736558/)
Uma produção hispano-argentino-cubana (será que é isso?). Uma surpresa para mim. Nunca procurei saber direito quem foi Che (http://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara).  Li muito aqui e ali, mas sem entusiasmo, apenas para me informar.  O que pregava ele é, sem dúvida, o ideal de qualquer ser humano, mas eu não concordava/concordo com a forma de atingir os objetivos, principalmente os meios que utilizou no final de sua carreira/vida. Eu conhecia essa fase basicamente.
O filme, que é um documentário de excelente qualidade, mesmo considerando o viés ideológico, revela dados e documentos que eram guardados como “classified”.  Mais, tendo a minha frente a história cronológica completa de Guevara: sua relação com a família, sua participação diplomática pelo mundo por Cuba, suas entrevistas, alguns de seus escritos, percebi a nobreza de seu ideário, sua fidelidade a uma postura humanista, sua cultura, sua inteligência, e como ele foi usado, sobretudo por Castro/Cuba, nem sempre de uma forma transparente. Difícil não acreditar em sua honestidade de propósitos. Tanto que, em dado momento, ele foi para a África para uma luta vã, e depois para a Bolívia, onde acabou sendo morto.  Ele não disse, mas seguramente se desencantou com os rumos da política cubana.  Foi plantar e cultivar suas ideias em outras plagas, só que aí baseado em armas. Sua família, pelo que entendi, vive em Cuba ainda.  Também percebe-se que ele teve uma origem confortável, pôde estudar (era médico), viajar para tratar carentes pela Argentina por exemplo, mas não acumulou riquezas desmedidas durante seu tempo de vida pública.
No filme, também vi um Che sem aquela cara de mártir tão disseminada: um homem bonito, guapo, sorridente, simpático, articulado, carismático.
Seus diários, já filmados com sucesso (http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rios_de_Motocicleta), são documentos interessantes e importantes e foram utilizados como base para grande parte do documentário. Um filme que vale ver, mesmo que não se concorde com ideias e ações de Guevara. Na verdade, a ideia e a personagem eram ótimas, mas alguma coisa deu errado na vida real.
Nota: bom ou até muito bom.
Esse filme fez-me lembrar imediatamente dos conflitos locais: USP x PM.  Um negócio meio antigo, déjà vu.  Outro documentário, só que desta vez sobre Timothy Leary (sim, ele, o gajo do LSD - http://pt.wikipedia.org/wiki/Timothy_Leary) e a aplicação de seu ideário por estudantes de Santa Cruz - Califórnia (aliás, de onde mais, certo?) (http://www.cityofsantacruz.com/). Eles discutem com seriedade o tema psicotrópico. Até Leary, mais velho, deixou de lado isso e se voltou com sucesso para o mundo da tecnologia, lá pelos idos de 1980/90.  Era inteligente, sem dúvida, afinal foi professor de Harvard, mas era meio matusca também (sua cabeça foi separada do corpo e congelada, claro que pós-morte. A ideia é a empresa que guarda a cabeça tentar um dia colocá-la sobre um novo corpo. Affeee!).  E aí me vem um grupo de estudantes, em pleno século XXI, e retoma o tema como se fosse um anúncio bíblico? Oooh, coisa mais chata. O melhor do filme são as aparições e fatos sobre a vida de Leary: suas experiências, prisões, relacionamentos com o mundo pop, etc. E sua frase final, antes de morrer: Why not?  Isso achei fantástico!  Mesmo se produto de muito LSD no organismo.
Depois de muito filme rodando, o que a gente percebe é que aquela meninada, com olhar embasbacado por Leary, é quadrada e ponto. Uma das meninas que foi pelo caminho das drogas está em fase de recuperação, ou seja, ninguém do grupo, exceto a garota, rompeu nenhuma linha ou barreira. Ah, e me lembrei do conflito USP x PM, justamente porque alguns uspianos querem o direito de fumar maconha no campus.   Nossa, isso é do meu tempo, baixo a ditadura.  Rebeldia das grandes! Eu pensava que tinham evoluído por lá e haveria motivos e maneiras mais refinados por/para se lutar nos dias de hoje. Parece que não. Devem ser fãs de Leary também.
Nota: ruim.
Este foi o filme trazido na vula do Frei Caneca para o Cine Sabesp (Pinheiros).  O melhor é que o filme que passaria às 19h estava lá tranquilinho.  Por que quando fizeram a programação simplesmente não inverteram a ordem?   Não me venham dizer que são 300 filmes, etc., etc., pois com informática e o monte de gente que a Mostra recruta para trabalhar dava para fazer uma coisinha melhor.  Ah, e quando comprei o ingresso (ainda não sabiam do atraso na bilheteria), o bilheteiro do cinema disse que o pessoal da Mostra pedira para avisar que a qualidade do filme não estava 100%.  Pois é, e olha que foi a melhor exibição em termos de qualidade que vi. Vai entender…
Che e este filme foram os melhores que vi com certeza. Produção espanhola, bem cuidada. A fotografia e trilha são bem bacanas. As atuações também são muito boas.
É a história de uma mulher famosa (design de moda) que está na pior. Ao sair brigada da casa da mãe, depois de ser despejada de sua própria casa, integra-se a um grupo bem sui-generis: pessoas que moram em trailers, num camping.  Gente comum: uma depiladora, uma balconista de fast-food, um pessoal que tem um cirquinho, um cantor russo em decadência, e por aí vai.  A protagonista (Bárbara) acaba se envolvendo com um rapaz que escolheu ganhar dinheiro com performance e que mora em um dos trailers. Vejam bem: escolheu, não queria nada além daquilo, aliás não precisava.  A vida no camping tinha gente triste, trabalhadora, enroladora, gente alegre como em todo lugar.  Um jeito barato de morar com certa dignidade. Ou seja, melhor que favela e cortiço com certeza.
Andrés, o rapaz com quem Bárbara tem um envolvimento temporário, aquele que escolheu um jeito diferente de viver, tem um toque chapliniano.  Interessante vê-lo caminhando, de costas, por ruas, carregando um vaso sanitário roxo (item importante de sua performance) no ombro.  Causa uma impressão onírica, lírica.
Um filme bem interessante mesmo. Nota: muito bom.
A Mostra vai continuar mais uns dias no Cinesesc e no Frei Caneca. Veja a programção: http://35.mostra.org/destaques/confira-a-programacao-extra-da-mostra/.
Se gostar de cinema e/ou não for escravo do “ganha-ganha”, vá.  Essa aventura sempre vale a pena.

2

de
novembro

Não dá para confiar

Verdade que os clubes de compra coletiva vieram para ficar.  A febre passou, seguramente, muitos aventureiros estão no mercado, mas mesmo assim o negócio pode ser bom para o consumidor. Eu mesma já utilizei muito, algumas vezes a experiência foi ótima, na média boa, e houve uns tantos percalços também.  Percalços porque eu não li direito o que estava sendo anunciado, ou porque o “parceiro” das empresas vendedoras não era flor que se cheirasse mesmo.  Hoje, uso bem menos e com muito mais cuidado.

Ainda assim, causou-me surpresa e indignação a resposta de algumas empresas da área ao Idec (http://www.idec.org.br/) quanto a casos testados e problemas relatados a essas empresas. Em sua revista de outubro de 2011, o Idec publicou matéria extensiva sobre o tema. Abordaram desde os descontos maquiados, armadilhas em termos de atendimento, dicas para os consumidores fazerem uma boa compra.  Transcrevo abaixo, pois considero de utilidade pública, não só a resposta de grandes empresas do negócio no Brasil, bem como as dicas do Idec para os compradores.

Antes de começar, o parecer de Guilherme Varella, advogado do Idec, sobre o tema: “O site de compras coletivas faz parte da cadeia de fornecimento, pois atua na oferta, publicidade e transação financeira. Não há o que justifique a isenção ou diminuição de sua responsabilidade.” Mal comparando, seria como se as Casas Bahia, Magazine Luiza, Pão de Açúcar, ou quem for, vendesse algo “bichado” e dissesse ao consumidor: não tenho nada com isso, só coloquei isso aqui em meu estabelecimento para vender, não sei de nada. Vire-se.

Empresas respondem ao Idec (pg. 20 - Revista do Idec - Outubro 2011)

Groupon: admitiu que tem “parte da responsabilidade” sobre os produtos e serviços que oferta e disse que alterou a cláusula que trata do assunto. Sobre a relação entre preço e desconto, explicou que analisa todas as ofertas antes de publicá-las, mas que pela “natureza dinâmica do modelo de negócio” alguns parceiros podem praticar o preço ofertado no site para outros clientes. O site também afirmou que informa sobre o direito de arrependimento nas “perguntas frequentes - modalidades de reembolso”.

Peixe Urbano(obs. esta é demais! Dele não comprou nunca mais. Já descadastrei o recebimento de e-mails): reiterou que não integra a cadeia de fornecimento, pois atua como prestador de serviço de publicidade e disponibilização de vouchers promocionais, esquivando-se da responsabilidade por eventuais problemas. Afirmou que checa todos os preços antes da publicação da oferta e que, no caso apontado pelo Idec, houve equívoco na informação prestada pelo fornecedor; e que não considera necessário informar sobre o direito de arrependimento, pois este está previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Clickon: disse que apenas intermedeia a relação entre parceiro e usuário, e que, por isso, não pode ser responsabilizado por qualquer problema; e apontou que seus descontos são baseados no preço sugerido pelos parceiros, e que estes podem fazer promoção paralela à do site. O Clickon também informou que retirou a previsão de multa da cláusula sobre direito de arrependimento.

Groupalia: disse que a responsabilidade é dos fornecedores, quando estes são identificados. Informou ainda que após receber a notificação do Idec, enviou uma pessoa anônima ao restaurante mexicanos (obs.: aparentemente a oferta não era oferta), e esta confirmou que o valor integral do serviço era o mesmo da oferta, e não o informado Idec (o valor informado tinha sido menor).

Como se vê, é terra de ninguém. Uma postura como essa, em tempos atuais, visando lucro sem critério ou respeito ao consumidor?  Até para minha descrença de plantão foi uma surpresa a postura descaradamente displicente e aventureira. E vejam o esprit de corps: todos são iguais!

Outro aspecto gravíssimo (ainda no mesmo artigo da revista): “Nenhum dos sites informa de maneira visível canal de atendimento rápido e eficiente ao consumidor, com interatividade direta, como telefone e chat. As opções dadas resumem-se às perguntas frequentes, com respostas pré-formatadas” (obs: verdade. Tive alguns problemas e quis comunicar os sites, e não é fácil mandar mensagens e receber respostas).

Dicas do Idec:

Para fazer boas compras

1. Só se cadastre em um site depois de ler seus termos de uso e sua política de privacidade. Antes de efetuar a compra, procure ler também as perguntas frequentes, que podem esclarecer eventuais dúvidas.

2. “Passeie” pelo site e analise várias ofertas antes de optar por uma. Isso ajudará a entender melhor a dinâmica do site.

3. Escolhida a oferta, repare se ela traz as seguintes informações ESSENCIAIS: preço integral, preço com desconto, percentual do desconto, quanto tempo falta para a promoção expirar, o número mínimo de compradores exigido e quantas pessoas já compraram.

4. Não compre por impulso. Leia as características do produto/serviço e as condições de compra a fim de se certificar de que elas atendem às suas necessidades (por exemplo: uma pousada disponível apenas nos dias úteis não interessa a quem trabalha e não pode tirar dias de folga).

5. Atente também para algumas restrições: agendamento prévio, horários e dias específicos, quantidade de acompanhantes, capacidade do local, estoque do produto etc.

6. Verifique se as informações de identificação da empresa que fornece o produto/serviço estão disponíveis. Acesse sua página virtual e procure por Termos de Uso, CNPJ, telefone e endereço físico, pelo menos.

7. Procure na página da empresa fornecedora o mesmo produto ou serviço anunciado com desconto no site de compras coletivas. Compare seu preço “normal” com o da oferta promocional.

8. Repare no prazo para a utilização do cupom de desconto. Ele pode variar de semanas a anos. Avalie se conseguirá utilizar o produto/serviço adquirido no período estipulado.

9. Se você se arrepender do cupom adquirido, poderá devolvê-lo em até sete dias e receber o dinheiro de volta, de acordo com o artigo 49 do CDC. Caso a empresa não informe sobre o direito de arrependimento, envie um e-mail ou preencha o formulário disponível no Fale Conosco, requisitando a devolução.

10. Procure saber se há taxa de entrega e se ela está inclusa no preço. Verifique também se há algum custo extra.

11. Caso não receba por e-mail a confirmação de que a oferta foi validada ou o aviso de não validação, depois de 24 horas, entre em contato com o site. E lembre que se o número mínimo de compradores não for atingido, o valor pago deve ser devolvido automaticamente.

12. Observe se o site estipula um tempo para que você imprima o cupom (24 horas, 72 horas etc.), se ele é enviado por e-mail para ser impresso a qualquer tempo ou ainda se é possível mostrá-lo no celular, smartphone ou tablet.

13. Não aceite, em hipótese alguma, qualquer tipo de discriminação ou diferença no tratamento por estar utilizando um cupom de desconto. Caso isso ocorra, recorra ao Procon ou à Justiça.

É chato observar essas dicas? Oooh, se é. Mas pior a dor de cabeça e perda financeira pós-compra se não forem observadas.  Portanto: ojo!
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