Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

26

de
outubro

Céu e terra

A 35a. Mostra Internacional de Cinema (http://35.mostra.org/) começou nesta semana. Ainda não tinha visto nada, só havia comprado a programação (R$ 1) para ver horários. Saíram vários artigos sobre os melhores filmes, mas muitas vezes não dá para ver, afinal são vários cinemas, e nem sempre dá para chegar no horário. De todo jeito, por minha experiência com Mostras anteriores, acho que até vale ir meio pelo feeling, ou por comodidade mesmo (o que convém em termos de localização e horário), porque tem de tudo e arriscar é preciso.  A empreitada torna-se uma aventura.  Aliás, sempre conto a história de uma Mostra há décadas.  A crítica, até onde me lembre, elegeu o filme Possession (http://www.imdb.com/title/tt0082933/), com a linda Isabelle Adjani, como o melhor da Mostra naquele ano (1981 ou por aí).  Fui ver o filme: oooh, coisa ruim…Por essa e por outras, até vale ver alguma coisa indicada, mas no mais, dê uma olhada na sinopse e vá.

Hoje era para ver Jogos de verão (http://www.imdb.com/title/tt1753865/), lá no Cine Sabesp, mas como sempre acontece nas Mostras, substituíram esse filme por outro. Nem perguntei o motivo. Já estava lá mesmo, achei que o substituto poderia valer, então vamos que vamos. E vi Bollywood, a maior história de amor (http://35.mostra.org/filme/bollywood-the-greatest-love-story-ever-told/).

Vi alguns filmes indianos pela vida. Os mais recentes foram estes (também de Mostras e o Oscar Quem quer ser um milionário?):

http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/10/29/cooking-with-stella-33a-mostra-internacional-de-cinema/

http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/03/14/por-ordem-alfabetica-cinema-depois-gastronomia/

http://mskeller.blog.terra.com.br/2008/11/15/licao-de-casa-ainda-nao-terminada/.

Não são filmaços, mas filmes interessantes, no mínimo medianos.  Idem, idem Bollywood, a maior história…É um documentário sobre a história de Bollywwod.  Começa lá atrás com a independência do país, e vai pelas tendências posteriores, i.e., para que e como o cinema foi usado pelo país, pela população, e o desenvolvimento da indústria.  O que dá para perceber é que até no tempo do branco e preto já tinham, digamos, personalidade.  Tudo com muita dança e cantoria (ator/atriz que não cante ou dance por lá está perdido), muita cor, e muita, muita gente!  Nada de um, dois, dez, ou vinte cantando ou dançando. O negócio é de centenas!  Megaproduções.   E que gente bonita: homens e mulheres.  E muita maquiagem (viva o kajal!).

O filme, além de mostrar entrevistas com várias pessoas envolvidas com o cinema indiano, é um acumulado de clipes (sei lá, centenas, com certeza).  Muito close, muita dança, muita cantoria. No mínimo o filme é divertido e informativo.  Como escrevi, dá até para perceber a personalidade da filmografia indiana. Tema principal: amor, amor, amor…Affeee!  Eu imaginava que ia ver muito de tradições na tela, mas não: a mulherada, bonita de corpo, com roupas reduzidas, rebolando muito (mesmo nos filmes bem antigos).  Tem até um 007 indiano que é tosco, mas simpático. Ah, e um diálogo surpreendente e hilariante apareceu em dado momento do documentário:

Homem 1-Eu tenho tudo: casa, riqueza, propriedades e você? O que tem?

Homem 2 (irmão) - Eu tenho minha mãe!  (Heeeiiiinnn???!!!)

Mas o desenrolar mostra vários filmes em que a figura materna é cultuada. Aaaah, bom!

Valeu ver o filme. Não recomendo, mas valeu no meu caso para conhecer um pouco mais dessa indústria portentosa:o  cinema indiano.

E passando da terra para o céu…ontem vi Hubble (http://www.imdb.com/title/tt1433813/) em 3D, lá no Imax.  Caríssimo!  O filme tem uns 50 minutos e o cinema tem a cara-de-pau de cobrar os R$ 37 como se fosse um filme de hora e meia ou duas horas.  Tenha dó!  Não dá para fazer um preço um pouco mais razoável?  Além do que, ali no Unibanco Bourbon a gente ainda recebe os óculos, teoricamente desinfetados, e os devolve na saída.  Já tem coisa mais “muderna” por aí e, sobretudo, mais higiênica e segura para o público. E com esse preço…

O filme mostra como o Hubble (http://pt.wikipedia.org/wiki/Telesc%C3%B3pio_espacial_Hubble) foi construído, colocado no espaço, seus problemas e como foi consertado. Um negócio gigantesco, não dá para o cidadão comunzinho nem imaginar como é isso. Ver os astronautas em ação nos consertos, lá no espaço, dá um meeedooo! Impressionante como um equipamento construído há mais de 20 anos já era tão avançado.  A NASA é responsável por muitos desenvolvimentos que estão presentes em nossa vidinha, i.e., graças às pesquisas feitas por eles temos aparelhos ortodônticos invisíveis, lentes resistentes a arranhões, espuma inteligente, termômetro de ouvido, palmilhas especiais de tênis, telecomunicações de longa distância, detector de fumaça ajustável, ferramentas sem fio, ranhuras de segurança e muito mais. Ver como astronautas são treinados e encaram o trabalho no espaço é muito interessante.  A coragem e entusiasmo dessas pessoas é emocionante.  O fato de o filme ser em 3D também encanta: milhões de estrelas voando para a gente, astronautas movimentando-se a centímetros de distância, etc. O filme é dublado, não tem jeito, mas dá para aguentar, as imagens compensam.  Vida longa ao Hubble!

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