5
de
outubro
Burocracia faz parte
Todo mundo que vive em alguma sociedade organizada, mesmo que só um pouquinho organizada, acaba percorrendo, em um momento ou outro da vida, meandros burocráticos (nossa, ficou lindo isso!).
Estava eu quietinha, cuidando muito, mas muito bem mesmo de meu rg, e alguma mente criativa, inquieta, achou que eu deveria tirar um novo. Meu rg foi emitido em 1970, isso, há 41 anos. Mas está como novo, perfeitinho, já que só saio com cópia autenticada dele por aÃ.  Outro ponto importante: não mudei nada nesses anos todos (uiaaa, não via a hora de escrever isto!). Verdade que minha assinatura no documento é de uma pessoa de 15 anos, mas nunca tive problema quanto a isso (assinatura antiga x nova).  Consegui tirar meu passaporte em final de 2006 com esse rg, mas já haviam me prevenido que eu deveria tirar outro ou teria problema no futuro.  Para não criar celeuma, perder tempo, e poder renovar meu passaporte em paz, resolvi tirar uma cédula de identidade nova que, espero, vá durar outros 40 anos…Pena que ainda não estão emitindo aquela inteligente, com chip, ou código de barra.  Acho que essa não vou ter nunca, não, infelizmente.
Ensaiei, ensaiei, ensaiei, e resolvi ir à luta, ou ao Poupatempo.  Na internet (http://www.poupatempo.sp.gov.br/perguntas/index.asp) está tudo bem explicadinho. O atendimento desde a marcação foi ótimo.  Rapidinho.  Marquei para dia 30 à s 11h. Pediram para chegar lá 15 minutos antes. Ah, sim, marquei no Poupatempo da Luz, ali na Praça Alfredo Issa.  Achei que seria melhor, pois é menor que a Sé, menos gente. E realmente é mais organizado, mais amplo, arejado, iluminado, e perto do metrô Luz (a Linha Amarela rolls! Ainda bem!).  Cheguei 10h40, saà 11h11. Isso!  E só demorou tanto porque tive de tirar as impressões digitais três vezes. Ainda temos aquele sistema pré-histórico de molhar os dedos em tinta e “limpá-los” num papel. Eu tenho dedos calorentos, que suam um pouco, então borram a impressão. Não dava para colocar umas máquinas modernas, tipo infravermelho ou algo parecido? Já pensou quanto tempo e papel seria economizado?
Apesar de o posto da Luz não ser tão movimentado como a Sé, tinha bastante gente , mas sem bagunça.  Fiz meu cadastro, tirei as impressões digitais, paguei a taxa de perto de R$ 30, e marcaram meu retorno para hoje.  E não é que minha nova identidade estava prontinha? Num plástico protetor e tudo?  E havia milhares a serem entregues no setor de entrega de documentos. Nossa! Será que o pessoal esquece ou o quê?  Enfim, o processo todo foi eficiente, rápido, sem dor.  Muito melhor do que eu esperava. Agora é partir para a sessão tortura do passaporte.  Tenho ouvido horrores. Vamos ver no que dá.
Depois de retirar o rg no Poupatempo, fui buscar um documento num cartório de notas, ali na Marconi.  Cartório é um negócio mais que pré-histórico. A gente sente no ar aquela coisa de “funcionalismo público” (embora seja privado) da pior qualidade e caro.  Sorte que cheguei 11h50, pois o (sim, O) funcionário que entrega os documentos solicitados almoça de 12 à s 13h. Até aÃ, mais que justo, mas não dava para o cartório pensar nos clientes, cidadãos, trabalhadores, e colocar alguém para atender durante o almoço?  Afinal, é o horário que muita gente tem para pedir ou buscar um documento no cartório.  Infelizmente, acho que isso nunca vai mudar por aqui. É coisa pré-estabelecida há muito tempo, quem pegou essa boquinha não quer largar, tem público e ganho cativo, então já viu, né?
Bem, de todo jeito saà dali rapidinho.  Aproveitei e fui almoçar no restaurante do Teatro Municipal (http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/albumdefotos/teatromunicipal/album001/asp/album_tm047.asp).  Já havia tomado uns cafés por ali (durante uma visita e durante espetáculos).  O restaurante tem projeto dos irmãos Campana, até o mobiliário é design deles.  Tudo muito bonito.  Cheguei umas 12h15.  Ainda bem, pois após 12h30 tem de amargar longa espera, mesmo o salão sendo muito grande. É self-service. Não há muita variedade, mas variedade suficiente e de excelente qualidade. O bufê sai por R$ 40.  A sobremesa é à parte. Comi uma taça de iogurte batido com calda de frutas vermelhas e de maracujá intercaladas ótima. O atendimento também é atenciosÃssimo (milagre nos tempos de hoje…).  Só o café achei carÃssimo: R$ 5.  O público também é bem diferenciado: engravatados que trabalham pela região, moças bem vestidas, muita gente de mais idade, e eu…A única coisa é o barulho do próprio salão, por conta do pé-direito e de o local não estar preparado acusticamente. Além disso, as janelas abertas permitem que o ruÃdo da rua, que não é pouco, invada a sala. Colocando na balança, valeu muito conhecer. E dá para voltar.


