5
de
setembro
Uma festa!
Foi assim, num domingo ensolarado, várias escolhas acertadas.
Primeiramente, fui ver um concerto no SESI da Paulista. Eles promovem o Música em Cena (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/programacao.asp) aos domingos, 12h, gratuitamente. Só uma observação: apesar de o site do Centro Cultural do SESI ser muito bom, sempre cuidado, deve ter dado um tilt. Inexplicavelmente ainda consta a programação de agosto! Bobeada federal!  Enfim, nos próximos domingos vão estar por lá: 11/9 -Trio Canzona (música barroca - programa parece fantástico); 18/9 - Los Impossibles (música barroca - não conheço as peças, mas deve ser bom); 25/9 -Quinteto brasileiro de sopros com Haydn, Piazzola, Tchaikovsky, etc. É preciso chegar uma meia horinha antes para retirar o ingresso. Neste domingo, o teatro tinha 2/3 de lotação.
Apresentou-se o Voz Ativa Madrigal. Um grupo erudito, mas que resolveu cantar spirituals, jazz, como Amazing Grace, Down by the riverside, Elijah rock (lindo), Ride the chariot, etc. Foram 16 músicas lindÃssimas e um bis. As vozes são lindas. Engraçado, sempre achei voz feminina o máximo se comparada à s masculinas num coro, coral, mas no caso de spirituals o Baixo é imbatÃvel.  O Edison de Matos esteve fantástico. Claro que as sopranos, contraltos, tenores, estavam ótimos, mas o baixo fez a diferença.
Aprendi que os negros americanos combinavam fugas ou golpes em seus senhores, algozes cantando seus spirituals. Heaven não era o céu propriamente, mas o lugar alto onde ficava o quilombo que promovia os resgates, as fugas.  Quando o rio fazia parte de uma música, podia ser uma simples referência a água boa, fresca, limpa ou um conselho: fuga pelo rio é melhor, assim as pegadas somem.  Os negros foram catequizados, mas mantiveram suas raÃzes musicais, adaptando-as para poderem continuar a apreciá-las e cantã-las sem problemas. Bacana, né?
O show levou pouco mais de uma hora. Então, time for a bite.  Resolvi comer alguma coisa no Pain de France, dentro do Reserva Cultural.  A coisa estava uma bagunça total. Acho que faltaram funcionários. Os que estavam por ali se desdobravam.  Bem, pedi um quiche de queijo de cabra, uma água, um café e uma chou au chocolat pequena. Total R$ 17.  Depois de comer meu lanchinho, fui comprar minha entrada. A barafunda de quando eu havia chegado, continuava. Acho que faltaram funcionários no caixa do cinema também.
Depois de amargar uma certa fila, comprei meu ingresso para ver  Um Conto Chinês (http://www.imdb.com/title/tt1705786/), com meu Ãdolo: DarÃn. Já mencionei aqui, várias vezes, que adoro o ator argentino (http://mskeller.blog.terra.com.br/?s=dar%C3%ADn). O filme é ótimo. Divertido, mas comovente.  No final dá até para verter uma lagriminha.  Se tiverem voglia, leiam esta entrevista com o ator, sobre o filme: http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/tag/un-cuento-chino/.
O filme trata de um ermitão que vive em Buenos Aires. Um homem pra lá de amargo, mas de repente cai um chinês na sua cabeça, ou quase. Roberto, a personagem de DarÃn, tem bons companheiros no chinês, que não fala uma palavra de espanhol do começo ao fim do filme,  em Muriel Santana, que faz uma Mari encantadora, e nas outras personagens menores que agregam o tempo todo. Muita, mas muita risada mesmo, e uma pintura humana como poucas. A história é boa e a mão do diretor melhor ainda.  E não tem fotografia bacana (muito se passa nas ruas mais simples de B. Aires e na casa simples de Roberto), mas tem uma música bacana.  DarÃn é fantástico, e prova isso em dramas e comédias, sem nunca deixar de ser fiel a si. Seu talento está lá o tempo todo.
Se puder vá ver em qualquer dia, a qualquer hora.  Não há como não gostar, nem que seja um pouquinho. Mesmo que você não aprecie os hermanos, o que não é meu caso.
E last, but not least: teatro com minha prima. Fomos ao Raul Cortez, da Fecomércio, para ver A Escola do Escândalo (http://www.fecomercio.com.br/?option=com_institucional&view=interna&Itemid=28), uma adaptação da peça de Richard B. Sheridan. Adaptação e direção de de Caco Antibes, ou Miguel Falabella.  Até gostei do ator em cena na Globo, nos tempos do Cala a boca, Magda, mas foi só. Nunca gostei, simpatizei, etc., mas não posso dizer que a adaptação esteja ruim. Está até que boazinha. A peça é de 1777 e conta com zilhões de globais.  O custo: R$ 80/inteira. Então…por muito, mas muito menos, eu vi peças iguais ou bem melhores no SESI, SESC, e sem globais em cena. Na verdade, para mim eles são um fator mais para o negativo que o positivo.
No caso, o esforço deles é patente, tentam acertar mesmo, mas um teatro com apenas 2/3 de lotação mostra que não tiveram sucesso total.  O figurino é muito bonito, requintado, de bom gosto. O cenário também é bem bolado e de bom gosto. Vai até 18/9, mas eu não indico, não.
Ah, antes da peça resolvi tomar um cafezinho e comer um docinho no café do teatro. Uma média e um bownie = R$11, ou seja carÃssimo se comparado com o que consumi no Pain de France.
Depois da peça, fomos fazer uma boquinha na Galeria dos Pães. Quase 21h, domingo, e lotadaça. Ficamos na parte de baixo, comi um sanduba, um suco e fiz um arrastão em pães para levar para casa e congelar.  Estava gostoso, mas o lugar estava bem tumultuado. O serviço é mÃnimamente atencioso. As caixas da Galeria são mal-encaradas demais (sempre que vou lá, vejo isso e sempre me surpreendo. Why?).  Mas ainda assim, a Galeria é sempre um bom lugar para fazer uma boquinha.


