18
de
agosto
…outras coisinhas (II)
Continuando…(http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/08/16/de-criancas-e-outras-coisinhas-i/)
Faltou energia, então agora vou terminar o post.
Na semana passada, fui almoçar com uma amiga no restaurante Casa Portuguesa (http://www.casaportuguesa.com.br/). Deram uma boa ajeitada na casa, pelo menos acho, pois fazia década que não ia por ali.  O cardápio traz como prato do dia duas opções com bacalhau (claaarooo!).  O preço é bem justo (menos de R$ 20,00 em geral) e o prato, pasmem, tem até bastante bacalhau. Não é uma posta, um pedação, mas o custo x benefÃcio é bem justo. Os pratos com mais bacalhau batem nos R$ 30, mas mesmo assim são baratos considerando o contexto geral. Ah, e dá para beber um vinho português bem gostosinho por $ 9,00.
O serviço não é dos melhores, mas a comida compensa.  Vou tentar voltar mais amiúde.
E agora um pouco sobre minha rentrée no mundo acadêmico (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/07/22/volta-ao-bancos-escolares/).
Comecei meu curso de italiano na USP. Como mencionei no post de julho, fiz a graduação em neolatinas por lá há uns 30 anos. O francês consegui manter, mas o italiano foi para a gaveta.  Resolvi voltar à ativa.
A classe é até bem grande, talvez uns 15/16 alunos. Toda ela, exceto eu e outro aluno, conhece-se há muito tempo. Muitos começaram juntos, lá no primeiro estágio.  Todo mundo tem curso superior, 99% está aposentado, 90% é mulher ( apenas 2 homens) .  A professora pareceu-me boa. Ótimo acento, postura de quem quer ensinar. E precisa, viu, porque a classe “chiacchiera” (http://en.wiktionary.org/wiki/chiacchierare) de monte. Vai precisar de um pouco de pulso. Mas o grupo pareceu-me bem simpático.
Não precisei comprar o livro. A Letras tem uma supergráfica que reproduz o material didático em alguns casos. Ainda bem, pois parece que o livro atual não terá vida longa e vai mudar em breve. A cópia sai beeem mais barato.
A primeira aula foi um conhecer-se mutuamente, mas a profa. já deu um texto bem interessante e de bom nÃvel.  jà separei meus livros para estudar por conta para tentar retornar a um nÃvel legal mais rapidamente.  Considerando o recomeço, acho que não me saà mal.  Prova de que tive ótimos professores, estudei muito, e gostava do que fazia.
Algumas observações: o prédio da Letras (imagino que muitos na USP sejam assim) é conceitualmente defasado. Não há rampas para deficientes de fácil acesso, não vi elevador.  Escada, escada, escada…má manutenção.  Para comer é um sufoco. Parece que tem alguma coisa melhorzinha perto da ECA, mas tem de andar um bocado. Nossa cafeteria é minúscula, bagunçada.  Não dava para colocar algo melhor ali? Afinal, garanto que quem está ali não perde nada, só lucra. E se atendesse melhor, ganharia mais. Mas alguém tem de exigir, ou não? Oooh, mentalidade atrasadinha.
O mobiliário da sala é até ergonômico e relativamente novo, mas a sala é bem meia-boca. Imagino o estresse de quem faz o curso de graduação por ali: a gente participa da aula alheia e vice-versa tal a baixa qualidade de paredes, divisórias, da acústica.  Periga eu sair falando russo também.
E pasmem: um mês de férias e quando tem gente martelando, quebrando, gerando poeira e ruÃdo de montão?  Isso, agorinha.  Eita, planejamento…é, não é o forte de Humanas mesmo. Mas raciocÃnio e competência não escolhem cadeira, oras!
E dá para ouvir o pessoal do lado de fora do prédio, mesmo estando no segundo andar. Fechar as janelas, nem pensar, pois aquilo é uma verdadeira estufa. Deve ter sido construÃdo para acabar com pensantes humanitários. E eu que achava as colmeias ruins…paga a lÃngua, paga…
De todo jeito, fiquei contente em voltar ao campus e ver como, cada dia mais, ele é a casa de gente aged como eu.
Allora, ci vediamo no próximo post.


