Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

24

de
julho

Eu sabia

Nunca tinha visto (até onde me lembre) um espetáculo dirigido por Gerald Thomas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Gerald_Thomas_(diretor_de_teatro)). O SESC Vila Mariana (bacanésimo!) proporcionou-me essa possibilidade.

Tendo lido tanto sobre o diretor, listo e visto várias entrevistas de GThomas, e não gostado, esperava o pior.

O programa da peça é muito bonito, graficamente.  Lendo-o imaginei o pior: o próprio diretor usa duas páginas inteiras para falar sobre a peça. Melhor, explicá-la. Se é assim, tem problema… Mesmo que a gente seja apenas aficionado, não tenha cultura, não tenha experiência “mundana”, se só a sensibilidade, a vontade de ver, de conhecer não alcança o que a obra  pretende, tanto faz de que natureza: literária, teatral, cinematográfica, etc., quer dizer, é de fato, o problema não é o espectador, leitor, mas a obra em si.

Meu conhecimento teatral é de aficionado mesmo. Eu gosto, procuro ver o que puder, tento não pré-julgar, e acho que consigo ver o “bright side” de tudo, mesmo que seja um “dim bright side”. E foi o que aconteceu hoje.

Fui sem reservas, mas apesar de nunca ter visto uma peça dirigida por Thomas, sua presença na mídia deve ter me contaminado.  Eu sabia, ou talvez intuía, o que ia encontrar. Gargólios ()http://geraldthomasblog.wordpress.com/2011/07/09/estado-de-sao-paulo-gargolios-we-open-today/) não me chocou, não me surpreendeu.

Achei a iluminação, o cenário, a trilha sonora, então!, superbacanas.  Ótimas!  O formato da peça, que tem o próprio Thomas tocando uma guitarra durante quase todo o espetáculo (como parte da trilha), interagindo com os atores, foi encantador.  Adorei!   Os atores - atenção, people!, a peça é inglês com legendas projetadas - são muito bons, tecnicamente.  O texto é um grande exercício.  Conta, se assim posso dizer, a história em torno de um cego que procura uma rua em NY.  Tem de tudo, até uma “Liga da Justiça” - achei esta parte mais que lúdica. Acho que só alguém que atingiu a maturidade em vários níveis (pessoal, profissional) pode se dar o direito de apresentar algo como Gargólios. E pronto.

Como já disse sobre outras experiências que tive: vi, já entendi, não preciso ver de novo. Sei que pode parecer pequeno, chão. E é mesmo. Sou só público, espectadora, e tenho o direito de gostar ou não, aliás, de apreciar ou não, e ponto. Não sou do ramo, não tenho pretensões de ser entendidíssima na arte teatral. Ver, conhecer, e formar/ter opinião já é o suficiente para mim.  Se gostar, então, é lucro. Bom, né? Prazer puro, sem cobranças.

A peça terminou temporada hoje em S. Paulo. Nos dias 30 e 31 vai estar no SESC de Santos (olha aí, Michel+Adriana).  Para quem não conhece/ia o trabalho de Thomas como eu, acho que valeu muito a pena.  E ficou claríssimo: Thomas é um agitador, quebra os tais paradigmas, faz pessoas pensarem. Um elemento importante em qualquer área da Humanidade.  Mais que ser um grande diretor, essa sua participação pelo mundo já o torna um ser muito especial e necessário.

Ah, e pós-peça houve ali mesmo, no SESC V. Mariana, o lançamento (com autógrafo - vejam as fotos) do livro Nada prova nada (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/948688-gerald-thomas-lanca-novo-livro-hoje-no-sesc-vila-mariana.shtml). O diretor pareceu-me ainda mais simpático naquele momento. Vai saber…

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