Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

18

de
junho

De pecinhas

Quase isso.

1) Sem Pensar (http://www.teatrotuca.com.br/sem_pensar.html)

Fui ver a peça na sexta retrasada.   Está no teatro TUCA, que é bem graaandee.  O preço é bom (R$ 40/inteira). Mas só isso não basta.

Depois de ver Sem Pensar, lembrei-me imediatamente de Mambo Italiano (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/06/06/um-certo-desconforto/).  Primeiramente porque o texto é quase de mesmo nível, com humor mais contido, mas mais ácido. Saí cansada do teatro, pois é uma agressão de começo a fim.  O casal Vicky/Nick se ataca a cada minuto. Não há um minuto de folga. Aliás, há uns momentos em que declaram seu amor (difícil acreditar diante de tanta raiva), mas mesmo assim a paz não reina totalmente, pois aí passam a atacar a filha.

Verdade que a plateia ri muito, as usual. No meu caso, ri, sim, algumas vezes pelo absurdo, pelo exagero da situação, mas foi um riso difícil, angustiado, menos espontâneo que no Mambo. Lembrou-me Albee, Pinter, e outras na linha, mas bem piorados.

Já vi outras peças com a Denise Fraga e embora goste da atriz, ache-a simpática, nunca a achei uma superatriz no teatro.  Vai ver que é implicância de minha parte. Vale dizer que nesta peça, como acontece no Mambo com a personagem de Jussara Freire, tudo está calcado sobre uma personagem, a dela. As outras agregam, mas nem de longe são vitais. Os atores estão bem azeitados, têm timing, até porque é altercação que não acaba mais e se se perde o ritmo o negócio deve degringolar.

O cenário é interessante. Tipo Dogville (http://www.imdb.com/title/tt0276919/), mas vertical. Vê-se tudo que é feito em cena, nos vários cômodos da casa. É possível ver duas, três ações ocorrendo ao mesmo tempo.

A peça foi escrita por uma moça de 17 anos. De repente para ela a crueza do que se vê no palco seja muito divertido, para mim não.

É outra peça para ir se não tiver coisa melhor para fazer, mas bastante dispensável.

2) Otro (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=195424)

Transcrevo o que consta do site do SESC Pompeia, onde a peça está em cartaz:

Otro (ou weknowitsallornothing) é uma investigação sobre identidade e alteridade (a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro em uma relação) e sobre como esses dois conceitos são inseparáveis. Uma experiência coletiva sobre estar vivo hoje, convivência, diferença, afeto e limites entre o eu e o que não é “eu”. O espetáculo é composto por cenas fragmentadas, que misturam relatos, vídeos, música em cena, atores, cenas cotidianas.

Eu traduziria o que está escrito acima e o que vi como “exercício”.  Atores bastante seguros, versáteis, num exercício: a entrevistada e a entrevistadora; o expatriado; a coach, a mulher que conta sua história, etc.

A trilha sonora é bem interessante. As roupas são bem simples, confortáveis, imagino.  Ha um momento de nudez totalmente desnessário. Tão forçado que nem chega a chocar ou provocar outro sentimento, além de tédio. E no mais é um exercício interessante.

Como a estrutura do espetáculo é bem diferente do que se está acostumado a ver por aí, acho que vale assistir. Fica até 26/6 lá no SESC.

Ah, e o Enrique Diaz está na novela Cordel Encantado (Globo - 18h). É o pai adotivo da filha do rei.

3) A mulher que ri (http://guia.folha.com.br/teatro/ult10053u927845.shtml)

O espetáculo estava em cartaz há uns 3 anos, por várias praças, vários teatros. Para as três últimas encenações, segundo anunciado ao final da peça pela atriz principal, foram acolhidos pelo Espaço dos Fofos (http://www.osfofosencenam.com.br/).

A peça, baseada em conto do húngaro Zsigmond Móricz, narra a história de um homem (Fernando Alves Pinto) passando pela infância, adolescência, até se separar dos país para estudar distante de sua casa.  Eloísa Elena está ótima como a mãe/mulher que ri. Plínio Soares também convence como o pai, operário e tosco.

A peça é bem curtinha (70 minutos). Acho que poderia desenvolver um pouquinho mais o tema. De todo jeito é bem bonita, as soluções de cenário, adereços, guarda-roupa são muito interessantes. Os atores estão muito azeitados e emocionam. Pena que foram só três apresentações, então quem viu, viu, quem não viu, não vai ver mais.  Mas quem sabe um dia voltam com a peça.

E como sempre, após uma peça no espaço, o pessoal d’Os Fofos serviram um prato especial: sopa de lentinha com linguiça. Estava fantástica!

Eu já vi todos os espetáculos dos Fofos, um deles inclusive três vezes. Vão voltar com seu repertório em julho e, se der, vejo de novo. São ótimos! Não vejo a hora de o grupo voltar a atuar por ali. Quem puder, vá ver.

18

de
junho

De comidinhas

Ontem foi dia de experimentar dois lugares.

1) Restaurante Halim (http://www.halim.com.br/)

Fui almoçar pelos lados do Paraíso com um amigo (valeu, Edu!).  Na região próxima à Praça Osvaldo Cruz, como ao longo de toda a Paulista, há muitas opções interessantes.  Fomos a um árabe ali na Rafael de Barros.  Chegamos lá umas 13h15 e a casa estava lotada. Filinha de uns 15 minutos. Mas como eu não tinha pressa, estava colocando a conversa em dia, nenhum problema.

O lugar é bem amplo e começou a esvaziar só lá pelas 14h.

Fomos muito bem atendidos desde o início. Além do cardápio normal, têm um menu degustação. Mais econômico (R$ 22) e pode-se escolher 3 pastas (homus, coalhada seca, quibe cru, etc.), mais 2 quentes (charutinho de folha de uva, kafta, etc.), e um arroz (marroquino ou outro).  Muito bem servido, dá para satisfazer mesmo. O garçom que nos atendeu foi muito ágil e atencioso.

Valeu conhecer o lugar.

Ah, e têm doces fantásticos. Acabei não comendo porque o prato já foi mais que suficiente. Comprei uns biscoitos de gergelim com damasco que estão olhando para mim insistentemente, mas ainda não provei. Pela cara parecem ótmos.

2) Vicolo Nostro (http://www.vicolonostro.com.br/)

À noite foi a vez de uma viagem interplanetária, ou quase. Peguei o 856R - Lapa/Socorro para encontrar-me com amigas neste restaurante.  E a Nasa acha que suas naves percorrem longas distâncias…tsc, tsc, tsc, é porque não conhecem o 856R.  Enfim, com o trânsito caótico das 19h30 levou perto de uma hora para chegar ao restaurante, lááááá no Brooklin, bem longe para mim.  Mas foi até rápido, considerando a distância, pois o ônibus pega o corredor da Santo Amaro, então quando ele entra ali a coisa flui muito bem.

O restaurante é muito bonito, muito bem montado. E mesmo àquela hora (20h30) já estava cheio. Reservas só até 20h30.

O atendimento para reserva foi um tanto confuso: primeiramente chamava e ninguém atendia, aí atendeu um rapaz que passou para uma moça, que não foi das mais receptivas. De todo jeito não foi muito pior do que o que existe na praça.  O atendimento no restaurante já foi diferente: muito organizado, atencioso, profissional.  Os garçons foram impecáveis.

Entre couvert, prato principal, sobremesa, café, vinho, refris = R$ 123/pessoa.  Considerando a excelência do lugar e o pandemônio de preços de SP é razoável.

Ah, sim, comi uma polenta mole com rúcula e brie que estava fantástica. Fazia tempo que não comia uma polenta mole/de colher e tão boa.  A sobremesa, um semifreddo al caffe, estava muito bom também.  As porções de tudo (do couvert aos acompanhamento do café) são muito generosas.

Um amigo havia recomendado o lugar há muito tempo, mas por ser fora de mão nunca tinha tido ganas de conhecer. Que bom que minhas amigas (Ana - boa viagem, boas férias e Elê - que sua estadia profissional pelos EUA seja de muito sucesso) escolheram o local. Tão bom que nem parece que é tão longe assim.

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mskeller.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.