Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

30

de
junho

Insights de um cidadão - VI

Esta é rapidinha, um susto!

A gente ouve, lê, vê nos meios de comunicação várias referências a problemas de segurança, à atuação da polícia, própria ou imprópria. Nós lamentamos, fazemos cara feia, enrugamos a testa, discutimos com a família, amigos, mas estamos muito longe daquilo em geral. Felizmente!

Acontece que numa cidade como S. Paulo, fica cada dia mais difícil encontrar alguém que não tenha cruzado com bandido ou polícia, para o bem ou para o mal. E foi o que aconteceu comigo na terça passada.

Verdade que já tive carteira batida em ônibus (faz mais de 30 anos); sofri uma tentativa de assalto a mão armada (há uns 30 anos); tive um carro roubado (idem), mas acho que foi só. Pouco para uma longa vida andando por aí, de manhã, de tarde, de noite.  Meus 5 anjinhos têm estado sempre alerta para minha sorte.

Mas na terça passada, vi-me numa situação inédita, apavorante num certo sentido, e que comprova que nossa polícia não está preparada nem para prevenir, nem para coibir, nem para assistir, como eu intuía.

Um amigo e eu voltávamos de um jantar lá pelas 23h30.  Estávamos ali na Teodoro Sampaio, a uns quarteirões de minha casa. Meu amigo dirige sempre com cuidado, estávamos em baixa velocidade. De repente ele diz: Ué, tem um carro de polícia dando luz para mim!  Será? Ele ainda duvidou, pois estava dirigindo tranquilamente, mas acabou encostando à direita. Abriu a janela e quando olhou para trás já havia um policial de pé, fora da viatura. Aos gritos de “sai, sai”, exigiu que meu amigo saísse do carro. E o policial continuava gritando: Mão na cabeça!  Tem mais alguém no carro? Meu amigo: Sim, uma amiga! Não ouvi o que o policial disse, mas meu amigo disse-me que o tal queria que eu saísse também.  Saí. O policial vendo minha carinha, meu jeitinho de pessoa de bem, disse para eu me afastar do carro já num tom mais ameno. Perguntou de novo: tem alguém no carro? E eu respondi à meia voz, pois não vou sair gritando por aí só porque um descerebrado quer: não tem ninguém.

O policial aproximou-se olhou para dentro do carro e aí relaxou. É preciso dizer que:

1) quando saí do carro, vi que ele tinha uma bazuca na mão. Ou seja, se meu amigo ou eu tivéssemos uma reação qualquer, por susto, medo, pânico, sei lá, poderia estar psicografando isto aqui;

2) os vidros do carro são bem escuros, como os de tantos carros, e o policial não abriu a porta traseira para ver se realmente não havia outra pessoa lá dentro. Pasmem! Ele acreditou na minha palavra!

Todo esse furdunço porque receberam pelo rádio a informação de que um carro preto havia sido roubado. Como quem presenciou o roubo não viu a placa, o modelo, a marca, estavam parando todos os carros pretos de médio porte.

Esse encontro “folclórico” foi interessante pelo seguinte:

a) entendo que até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Mesmo considerando o que ocorre por aqui em termos de bandidagem, imaginei que policiais tivessem um mínimo de competência para lidar com suspeitos de forma mais profissional, tranquila. Suspeitos, eu disse! Afinal estão em dois no carro em geral, têm armas, colete à prova de bala, etc., etc. Mas francamente, pareceu-me que o policial que nos abordou estava muito mais assustado do que meu amigo e eu, o que representa um perigo imenso para o cidadão. Será por isso tanta gente morta em operações policiais? Gente que não teria morrido, tivesse a força policial mais preparo, mais competência?

b) há um mês, mais ou menos, em Dallas, um amigo e eu fomos abordados por um carro de polícia. Fomos visitar uma amiga. Ela estava na casa dos patrões e não viu o sinal de luz que meu amigo deu. Como ela estava trabalhando, meu amigo não quis tocar a campainha da casa. Eram umas 21h30/22h.  O que fez ele? Deu um toque de buzina. Dois minutos depois havia um carro de polícia atrás de nós. Meu amigo saiu do estacionamento da casa e fomos barrados pelo carro de polícia. O policial, sozinho no carro, em voz tranquila conversou com meu amigo: O que o senhor está fazendo aqui? O senhor acha uma boa ideia buzinar a esta hora? Tem gente que quer descansar. Explicações dadas, meu amigo desculpou-se e partimos.   Ainda demos uma volta, e o carro de polícia estava por ali.  Não houve desrespeito, pressa, estresse. E não tenho dúvida de que o policial estava o tempo todo com a mão em sua arma, pronto para agir se necessário, além de estarmos na mira de câmeras e de outros policiais.

Sentiram a diferença? Se antes eu já não tinha certeza de ser um bom negócio chamar a polícia, agora então…

29

de
junho

Isso é da vida

Coisas bonitas, coisas feias, mas a gente tem de saber viver com isso, oras!

1) Museu da Casa Brasileira (http://www.mcb.org.br/index.asp?sMenu=P000)

Além de o Museu ter uma área linda e estar num lugar privilegiado, há sempre exposições interessantes e apresentações musicais de qualidade (tudo gratuito). O restaurante é um plus a mais, superaprazível, com bom cardápio, serviço bom, preços não muito chocantes.

Há duas exposições atualmente: (1) Produtos imperfeitos, com itens de design interessantes, divertidos; (2) Arquitetura da madeira para o século XXI.  Esta última é bem inusitada (pelo menos para mim). Há fotos, plantas, maquetes de casas enormes feitas somente de madeira.  Nem poderia imaginar quantas há em S. Paulo nessa linha. Mostram como as madeiras são fixadas, encaixadas. A justificativa para o uso vai desde menos emissão de CO2 no processo de utilização da madeira, até o fato de ser mais econômico, rápido. Obviamente trata-se de madeira certificada.  Fiquei bem surpresa com o conteúdo da exposição.

Mas fui lá para ver a apresentação do Metrópole Quarteto de Saxofones (http://www.myspace.com/metropolequartetosax). Na verdade eu nem sabia que havia quarteto de saxofone de câmara.  Gosto do instrumento lá no meio da orquestra, ou num solo de jazz, de MPB, mas não gostei muito do quarteto, não pela qualidade dos músicos, evidentemente, mas é que o conjunto  (sax barítono, tenor, alto e soprano) não resultou num som muito agradável para meus ouvidos.  Gosto é gosto…

A seleção musical foi ótima: Lennon e McCartney, Elton John, Bach, Noel Rosa, Gershwin, Pixinguinha, etc. O responsável pelo grupo, Ed Fogaça (http://edfogaca.com.br/index02.html), é um músico experiente, simpático, explicou o funcionamento do grupo, as músicas escolhidas.  Mesmo não sendo meu grupo de câmara favorito, valeu muito ver o espetáculo.

O dia estava nublado. Quase ao final do espetáculo, o vento começou a desfolhar as árvores, as folhas amarelas começaram a voar lá atrás do quarteto. Era como se a gente estivesse assistindo a uma chuva de ouro. Apesar do frio, do vento que chegava até a plateia, a imagem que funcionava como pano de fundo para a apresentação era mesmerizante.

Único senão: cheguei um pouco mais cedo (a apresentação começava às 11h), pois sempre há muita gente e se não se chega um pouco mais cedo corre-se o risco de ter de assistir ao show em pé ou na área aberta, que em dias como domingo passado, feioso, não é muito agradável. Perguntei aos pseudosseguranças se poderia entrar: Fale com a recepcionista, pois não sabemos (hein?!).  Perguntei à mocinha da recepção, que seguramente nunca assistiu a nenhum espetáculo por gosto, e ela disse que a sala de concertos só abriria às 11h. Argumentei que isso era estranho, pois em todas as outras vezes em que estive ali (e foram dezenas de vezes) foi diferente. Ademais, não tinha cabimento ficar de pé por 30 minutos por uma regra tão irracional.  Resposta: eu não faço as regras. É assim que funciona.  É duro ou não é? E lá estavam os meganhas, que devem custar mais do que outras despesas básicas do Museu, para garantir que o público selvagem esperasse desconfortavelmente a abertura do espaço.  Bem, acabou abrindo lá pelas 10h40. Até em áreas voltadas à cultura, está difícil conviver e raciocinar com a patula que grassa por lá.

2) Quebrando o tabu (http://www.quebrandootabu.com.br/) / (http://www.imdb.com/title/tt1951090/)

Depois de ver o excelente documentário Inside Job (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/02/22/isso-e-que-e-filme-de-terror/), e o fraquinho Lixo Extraordinário (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/02/08/luxo-e-lixo-ou-vice-versa/), fiquei meio na dúvida sobre ver ou não este novo documentário nacional.  Lendo a sinopse, achei que poderia dar samba, então lá fui eu.

Os enfoques, as personalidades (Fernando Henrique Cardoso, Bill Clinton, Jimmy Carter, e muitas outras autoridades internacionais), as informações estatísticas, tudo bem alivanhado e apresentado.  Verdade que ver gente daquela estatura, com a experiência de vida, administrativa e política que eles têm, discutindo algo tão sério como o avanço das drogas e o combate a esse caminho é intrigante.  Faz a gente ver os vários prismas da questão e refletir de forma objetiva, ampla.

Vê-se que o problema não dobrou apenas o Brasil, mas quase todos os países do mundo. A diferença evidente é a capacidade de outras sociedades (Suíça, Holanda, por exemplo) de tratarem a questão de maneira profícua, menos policialesca, mais cidadã. Mesmo países com grande estrutura, dinheiro, e.g. USA, ainda não encontraram o melhor caminho. Investiram zilhões, mas não obtiveram o resultado de países europeus.  Não resta dúvida que é o grande câncer de qualquer país e precisa ser enfrentado com inteligência, eficiência, coragem, persistência.

Estava conversando com um amigo sobre essas experiências com drogas e disse a ele (antes de ver o filme) que não havia me permitido jamais experimentar nada do que está por aí (de cigarro a outras drogas) porque minha liberdade está acima de qualquer coisa, e qualquer vício elimina essa liberdade. Aliás, Paulo Coelho, que também dá alguns depoimentos, resume bem a questão (vou parafrasear. pois não me lembro das palavras exatas): é preciso que quem recorre às drogas, ao vício em geral, entenda que o que essa pessoa está perdendo é o direito de fazer escolhas, de decidir.  Em suma, em última análise. a liberdade.

O filme é relativamente curto, dinâmico, agradável de assistir. Aborda a questão por prismas bem interessantes. Vale ver.

29

de
junho

…outra coisa é outra coisa

Mais um c.q.d., mas desta vez no setor restaurantes.

1) Bar da Dona Onça (http://www.baressp.com.br/detalhe.asp?n=6363&canal=1) (http://vejasp.abril.com.br/bares/dona-onca)

Ontem fui ao centro da cidade para tratar de um assunto burocrático.  Como eu gosto do centro e como ele está abandonado - aliás, como toda a cidade- pela administração pública! Little Kassab só pensa em brincar de partido e cuidar de seu salário.  E a cidade…que se lasque. E os cidadãos…que se lasquem. O centro é um microretrato do que vai pela imensa SP: calçadas quebradas ou em péssimo estado, inclusive bem em frente ao prédio da Prefeitura, lixo para todo lado, falta de lixeiras, iluminação deficiente, depósito de sem-teto por todo canto, pouquíssimo policiamento.  Run Kassab, run, and do not come back, ever!  O próximo prefeito vai ter um trabalhão, o duro é que qualquer coisinha que ele faça vai parecer uma coisona diate do estado em que o atual vai deixar a cidade. Minha cidade não merece isso!

Enfim, aproveitei a proximidade e fui ao Bar da Dona Onça. Fazia um tempão que não ia ao restaurante. Ele fica ali no térreo do Copan, todo envidraçado, dá para ver o movimento da rua ou dos corredores de acesso ao Copan. Uma delícia! A comida é muito boa. Cara, mas de excelente qualidade.  O atendimento também é muito bom.  Comi o picadinho com arroz, farofa, feijão e um tartar de banada. E claaroooo, uma pinguinha (eles têm uma carta extensa).  Tudo muito saboroso, uma delícia mesmo.  De sobremesa, musse de chocolate amargo com calda de frutas.  Café, serviço e a conta ficou em R$ 85,00.

Pena que o restaurante está sem um site ativo, pois vocês poderiam ver as demais delícias dali.  Segue o link para o futuro: http://www.bardadonaonca.com.br/.

Depois uma flanada básica pelo térreo do Copan. Que saudade! Umas lojinhas bacanas, o Café Floresta, alguns serviços (videolocadora, cabeleireiro, lavanderia, etc.).  E numa lojinha coreana aquele monte de badulaques (inutilidades necessárias). E não é que lá encontrei um tipo de caneta que procurava havia um tempão, e a bom preço.

Delícia rever aquela região.

2) Mexicaníssimo (http://www.mexicanissimo.com.br/)

Mais um restaurante novo, resultado de um cupom de desconto. Aliás, felizmente! Nunca que eu entraria naquele lugar por livre vontade. Se olharem no site, vai até parecer um negócio ajeitado, bonitinho. Nada disso.  Da mesma forma que o IBistrot (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/06/23/um-cupom-de-desconto-incomoda-muita-gente/), o site engana e muito.

Podem dizer que é um típico restaurante mexicano, folclórico, etc. Não é, não. Estive no México, rodei um pouco, e não vi nada parecido.  O lugar aparentemente está passando por reforma, mas isso não justifica o largado da coisa. Aliás parece até um pouco sujo.  Apesar da reserva, de termos chegado no horário, fomos colocados num corredor apertado, olhando para um paredão a menos de metro. Ué, se não dá para atender com conforto todo mundo, não atenda, atenda menos, mas pelo menos respeite a reserva. Como disse meu amigo, se fizemos reserva, chegamos no horário, deveríamos ter uma mesa no salão nos esperando. Quem não fez reserva, que ficasse com o corredor, ou não fizessem tantas reservas. É o tipo de administração míope: fazem uma promoção como essa, não perde mas ganha pouco ou deixa de ganhar, e não fideliza. Pelo contrário, afasta possíveis novos clientes.  Eu não volto.

O rodízio estava bem bonzinho, foi uma sequência dos pratos básicos (guacamole, burritos, tostadas, enchiladas, etc.), o atendimento foi simpático, mas errático. Com dois restaurantes mexicanos bem razoáveis próximos de casa vocês acham que eu vou até o Itaim? Never! Ainda bem que foi barato.

Ah, tomei uma margarita frozen que estava boa também.

28

de
junho

Uma coisa é uma coisa…

Do mesmo jeito, uma peça é uma peça, outra peça é outra peça.  Essa teoria foi provada na semana passada. Assisti a duas peças da Sutil Companhia de Teatro (http://guia.folha.com.br/teatro/ult10053u931471.shtml), ambas dirigidas por Felipe Hirsch e protagonizadas por Guilherme Weber.  Temas bem diferentes, mas a qualidade da atuação de GWeber e a direção sempre criativa de FHirsch garantiram a beleza das duas apresentações.

Conheci o SESC Belenzinho. Um colosso! Grande, grande, grande. As salas de teatro são ótimas, o estacionamento é enorme (só que bem mal sinalizado - a gente meio que fica dando voltas até achar a saída), as instalações são amplas, o mobiliário é bacana. Não visitei tudo, mas o lugar impressiona. Só a cafeteria no andar do teatro pareceu-me pequeno para aquele tamanhão. Muita fila pouco antes das peças e nos intervalos.  Mas o lugar é muito bonito!

1) Thom Pain e Lady Grey (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=196409

Vi no feriado (23/6). A peça é longa (2h com intervalo). Na primeira parte apenas GWeber no palco, contando a história de homem comum, que perdeu seu amor. Há tiradas divertidas, mas o texto é denso, emocionante. O cenário de Daniela Thomas e Henrique Martins é primoroso. A iluminação também era primorosa. Imaginem, um monólogo de uma hora, sem nada que amarre de fato cada frase, e o ator dando conta de dar peso e lógica e sentimento a tudo que diz. Um show de interpretação.

Aí veio o intervalo, e uma figura feminina fez sua “confissão” também. Mas quanta diferença!  Um discurso monocórdio de Arieta Correa.  Um negócio chatísismo, embora o texto fosse também fantástico, talvez até mais comovente que o discurso masculino. Infelizmente, a beleza perdeu-se por uma atuação incompreensivelmente insípida.

Para mim a peça poderia ter terminado no intervalo. Acho que seria melhor para o público em geral.

2) Trilhas Sonoras de Amor Perdidas (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=196408)

Igualmente com GWeber - nossa, como eu goste dele. Sempre o achei bom ator, mas não me lembro de vê-lo no teatro. Foi um deslumbre.

Além de GW, Natália Lage - não comprometeu, mas está muito longe da qualidade do ator. Também tiveram participações pequenas Maureen Miranda (estava muito bem) e Isabel Wilker (um horror!). A peça longuíssima (não entendo por que autores/diretores insistem nisso. Daria para fazer em no máximo duas horas e manter a beleza, a emoção. Enfim…): 3 horas com intervalo.

A sorte é que o ator foi igualmente fantástico nesta peça.  Muita, muita música bacana! O fio condutor da história de amor entre o protagonista e Soninho, sua mulher.  A parte sonora foi primorosa, perfeita! A iluminação foi bacana também. O cenário era intressante, mas menos que na peça anterior.

Se gravassem um box com todas as músicas (mais de uma centena seguramente) eu tentaria comprar. O conjunto foi maravilhoso. O texto é bem bonito, emocionante.  Um menino e uma menina que se apaixonam, vão viver juntos, casam-se, e se separam. O vínculo entre eles é uma poesia. Apesar das 3 horas (que poderiam ser duas), não deu para aborrecer, pelo contrário.

As duas peças continuam no SESC Belenzinho, acho que com entradas esgotadas. Mas se alguém  conseguir ingresso, pode se considerar um sortudo. Vai ver dos espetáculos ótimos.

27

de
junho

Insights de um cidadão - V

Esse negócio de ser cidadão cansa…Hoje, então, foi uma prova hercúlea de que meu dna não carrega uma personalidade violenta, criminosa.

1) Juizado Especial Cível - Fórum Pinheiros

Há uns meses, recebi uma cobrança do Terra para quase 1600 horas de uso de internet (façam a conta rapidinho, dá mais de 24hs/dia). No caso de meu contrato com a empresa, tenho direito a 720 horas mensais. Há cinco anos, desde que comecei a utilizar esse provedor, nunca cheguei nem nos 50% disso. No entanto, “espertamente”, o Terra cobrou-me 1600 horas de outubro na fatura de janeiro.  Primeiro senão: quem é a empresa cujo core é internet, que deve garantir a segurança de seus usuários, deve detectar desvios de padrão tão absurdos (é o que fazem os cartões de crédito, por exemplo, e o negócio deles não é internet), fazer análise de risco, etc.?  Deixou a coisa correr (de repente um hacker, ou até um funcionário mancomunado com alguém. São tantas as histórias que vemos por aí) e resolveu cobrar R$ 600 de mim.  Óbvio que protestei, mas paguei para não ter uma problema maior. Agora quero meu ressarcimento.

Enviei e-mails, carta, etc. (sob orientação do IDEC) e nada. Então agora vamos para o pau.

Fui aconselhada a entrar direto na JEC. O Fórum fica na Vila Madalena, não tão perto de casa. Horário de atendimento: 12h30 às 19h.  Fui bem mais cedo. Vai saber quanta gente haveria por lá. Eu fui a quarta da fila. Depois de mim um cordão de gente.  Mas pasmem: a gente espera nas escadas, nos degrau, não há cadeiras, bancos, nada. E hoje com aquele frio! Os pseudosseguranças até que são gentis, mas logo dizem: vocês se organizem para não dar problema para vocês mesmos. Como assim??? Pois é! Não há senhas distribuídas nesse momento, só quando chegamos ao interior do JEC propriamente. Mais, aquilo é um prédio público. Não tem um tal de estatuto do idoso, não é lei? Os bancos, por exemplo, não tiveram de se adaptar e garantir conforto aos idosos? Então, num fórim isso não acontece. Todo mundo de pé mesmo, por hora e tanto, no frio, velhinho ou mocinho.

Chegada a hora (12h30 pontualmente), começamos a entrar. Já viram a correria. Sorte que o pessoal tem semancol e não abusa em termos de furar fila.  Lá dentro do JEC funcionários, tranquilos e bem humorados, dão senhas diferenciadas: idosos, triados = quem já passou por outro setor, etc.  O atendimento foi até que bem rápido, mas nem sempre é conclusivo, como no meu caso. Tenho de fazer um formulário em Word (não está no site, não), em 4 vias, juntar documentos (além dos que levei referentes ao caso, e.g. troca de correspondência com o Terra, para constituir o processo). Marcaram minha volta para 29/7 (isso mesmo!). Mas a boa vontade, apesar daquele lugar horroroso em que estão trabalhando, com condições aviltantes, é evidente. A pessoa que me atendeu disse que posso voltar na próxima terça e ela me encaixa (claro que tenho de esperar tudo mundo ser atendido, mas tudo bem), assim o processo acelera.

Triste o jeito que tratam o cidadão. Como sempre digo, é do dna nacional: aaah, a gente já está dando justiça de graça, então para quem é tá bom…pra que  cadeira, conforto? Ah, sim, só tem banheiro no terceiro e quarto andares!!! É preciso tomar elevador!!! É brinca ou quer mais? Se um estabelecimento privado faz isso, é capaz de receber multas nas alturas.

Eu estive no mesmo fórum há uns 10/12 anos por conta de um problema de vazamento no imóvel em que morava. Até que ajudou a fazer o assunto andar, mas do que me lembre era tudo igual. Talvez tenham substituído máquinas de escrever por computadores, colocado impressoras/copiadoras melhores, mas é só. As instalações estão ainda mais depauperadas. À época era diferente: como não havia tanta tecnologia por aí, uma pessoa do JEC (tinha outro nome, acho que Pequenas Causas) ouvia o relato da gente, transcrevia e depois passava a limpo, se a gente estivesse de acordo.  Meio das cavernas, não é? Bem, hoje não acho que esteja tão melhor, mas pela falta de estrutura só dá para ser mesmo do jeito que aconteceu comigo.  Imagino, pelo que vi por ali, que quem é mais pobre, analfabeto, vem de longe, os funcionários ainda deem uma de escribas.

Bom, semana que vem estou lá, e o Terra que me aguarde.

2) Clube da Amostra Grátis (http://www.clubeamostragratis.com.br/)

Estava ali pela Vila, resolvi visitar este local. Havia me cadastrado em setembro do ano passado (R$ 50) e cadê chance de ir até ali?

Foi bacana ter passado por ali. Da mesma forma que no falecido Sample Central (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/21/a-gente-nao-pode-elogiar-o-retorno/) - sim, fechou portas, não avisou usuários, um desrespeito total, e tinha entre sócios gente que está na mídia todos os dias, arrotando caviar. Lamentável! - o lugar é grande demais para o conteúdo, mas pelo menos haviaa uma gama interessante de produtos.  Na visita de hoje acho que já resgatei meus R$ 50.  Diferente do outro lugar, só se pode visitar uma vez por mês. Também temos de responder a pesquisas on-line obrigatoriamente sobre os produtos testados.  Gostei do lugar, a recepcionista foi bem simpática (só tinha ela, não aquele batalhão da SC - vê-se por que não deu certo, né?)  e dos produtos. Mês que vem estou lá de novo. Ah, outro facilitador: no falecido SC tinha-se que agendar. Uma loucura para conseguir. No Clube é chegar, entrar, e escolher os produtos.

3) Busy Bee (http://www.busybeechocolates.com.br/)

Resolvi andar mais um pouquinho e fui parar na Busy Bee. Nossa, passo tantas vezes por lá (de ônibus), mas nunca havia pensado em parar. Como estava a pé e ia tomar um coletivo ali em frente para ir para casa, resolvi entrar. A loja é pequeniníssima, mas muito gracinha. Os produtos expostos são bacanas. Além de chocolate e subprodutos (e.g. florentines), há biscoitos também (comprei vários e já,já, vou tomar com um chazinho esperto).  Nada é baratinho, mas também não é caro. Provei o chocolate ao leite e pareceu-me gostoso. Comprei alguns outros tipos (amargo, com frutas, sempre tabletes) e vou experimentar devagar.

A atendente também foi muito simpática.

Bem, acho que o dia até foi bem bom. Mas imagine se eu estivesse trabalhando, ir até o fórum, perder um tempão e ainda ter de voltar…haja! Cidadão sofre messsmooo!

26

de
junho

Dia de boas e poucas

Atividades variadas no sábado.

1) Fundação Ema Klabin (http://www.emaklabin.org.br/)

Além de a Fundação ter um acerto ótimo, visitas guiadas (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/02/28/um-dia-insolitamente-lindo/), também tem promovido apresentações musicais (http://emaklabin.org.br/component/content/article/44-tardes-musicais–centenario-do-piano-erard/65-tardes-musicais) - gratuitas. Ontem fui ouvir Mendelssohn Melges (pianista)  interpretando jazz (Gershwin, Berlin, Porter, etc.). Além de o lugar ser uma delícia (o dia também ajudou, claro), o artista esteve primoroso, os arranjos estavam lindos.  Os concertos começam, em geral, às 16h30. Chegando uma hora antes é possível visitar a linda casa de Ema Klabin.  A série do primeiro semestre terminou. A programação para o segundo semestre deve sair já, já.

2) MUBE (http://www.mube.art.br/?Expo)

Depois do lindo concerto, bastou atravessar a rua e ver as exposições do MUBE. Demos sorte, porque já aconteceu de eu ir por ali, tentar aproveitar a proximidade para ver alguma coisa e não haver nada pronto ainda. Explico:é que como vou pouco para aqueles lados, difícil ter na cabeça o que está ou estará e quando. My fault, afinal mídia e internet estão aí para ser consultados.

Havia exposições bem interessantes.  Uma sobre as obras de Niemeyer, histórico sobre o artista; outras com obras bem inusitadas, pelo menos para mim: cerâmica, madeira, vidro, instalações. Nada pesado ou elucubrante. Exposições divertidas e gostosas de ver.

3) Festa junina na Perpétuo Socorro (http://paroquiaperpetuosocorro.net/)

Fazia uns dois anos que não ia por ali. Uma das festas de que mais gosto ( e eu adoro uma festa junina!). Ontem estava bem tranquilo. A festa é superorganizada, fica num lugar bem bacana, comidinhas (montes!) ótimas e a bom preço, brincadeiras também (pescaria, boca do palhaço, árvore da sorte…).  Pena que algumas coisas haviam acabado (era o penúltimo dia da festa). Parece que iam até repor, mas demoraaaa.  As prendas também já estavam meio fracas em uma barraca, mas nas outras foi um arraso. Delícia!  Ontem havia um trio que animou o povo durante horas, mas é diferente dos consagrados que se apresentaram/apresentarão: Jair Rodrigues e família, Simoninha, Luiz Airão, Angelo Máximo (como assim, quem são? Google, pls!), etc. com eles, a “casa” sempre fica mais cheia.  De todo jeito, a noite estava bonita, tinha bastante gente. Deu para andar pela quermesse, comprar as delícias com calma, ouvir música sossegado. Tinha até uma quadrilha bem ajeitada.

A festa da Perpétuo é uma das poucas de rua que sobrevivem com qualidade.  Claro que há as dos clubes, a do Calvário (vai até final da semana que vem, então ainda dá para aproveitar), mas ainda acho que a mais simpática é da Perpétuo mesmo.

Agora só para o ano que vem…

25

de
junho

Dia de poucas e boas

Ontem fui levar minha amiga que mora nos EUA para um rolê.  Fomos ao Ibirapuera, já que ela está fora há 10 anos e não lembrava ou conhecia algumas coisas.

Demos uma passada no Auditório Ibirapuera, sempre interessante. Depois Museu AfroBrasil (http://www.museuafrobrasil.org.br/).

Já fui algumas vezes ao museu e o acho fantástico.  O acervo dá uma canseira, no bom sentido. Num espaço relativamente limitado tem zilhões de peças. Acho que se tivesse uma área três vezes maior, conseguiria estar mais bem montado. É tanta coisa que dá um certo ar de atulhamento. De repente é a intenção, não sei. O visitante tem de se organizar, senão acaba perdendo espaços/montagens interessantes, justamente porque está tudo muito junto.  É um museu para umas duas a três horas no mínimo.  Ah, e são tantos itens mesmo, que muitos não estão identificados, descritos. Pena!

Como em todos os locais do gênero por aqui, há dezenas de seguranças pelo museu. No horário em que estive por lá, havia mais meganhas que público. Devem estar esperando alguma invasão de bárbaros, só pode ser…E o duro é que quando se recorre a essa mão-de-obra, além de serem descorteses, olharem o visitante como se fosse bandido, não dominam o lugar em que estão. Explico: já quase ao final da visita, queríamos ir ao banheiro. Perguntamos a um rapaz no térreo. Ele nos enviou sei lá para onde. Chegando próximo à saída, outro meganha disse que o banheiro não era por ali, não, era no terceiro andar. Não queria nem dar diretrizes mais precisas, enfim, aquela má vontade. Bem, resumindo: quase cinco minutos para chegar ao tal banheiro. Sobe a rampa, passa por toda a exposição do andar superior, e lá num canto um banheiro bem mal cheiroso e maltratado.  Ah, sim, e nenhuma sinalização indicando onde ficava, nem mesmo no andar em que está localizado. Como assim? Num edifício público pode não ter banheiro em todos os andares? Se um cadeirante, idoso precisar ir ao banheiro não vai dar.  Impressionante que quem teoricamente faz cumprir leis, faz exigências para os outros, em suas próprias coisas não tenha o mesmo cuidado e bom-senso.  Não dá para pensar um pouquinho no conforto do público? Lamentável!

Então já sabe: visite, mas leve seu peniquinho. Há duas exposições temporárias imperdíveis: Mulheres Negras da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira e Hereros Angola de Sérgio Guerra.

Depois, almoço no restaurante do MAM (http://www.mam.org.br/paginas/ver/restaurante). Gosto muito de lá. A comida e atendimento são bem bons e a vista para o parque é impagável. Ontem o bufê estava muito bom. Havia um peixe com banana e amêndoas de babar.

Para os que não a conhecem, digo que minha amiga Elva é tão calada quanto eu. Acho que talvez até mais…então muuuitaaa conversa depois, mais uma andadinha antes de ir embora.  Passamos em frente à Oca e vi que a porta estava entreaberta (a mostra Água acabou recentemente). Havia dois seguranças sentados preguiçosamente ali (eles estão em toda parte…). Perguntei se poderíamos dar só uma voltinha pelo térreo, pois minha amiga vinha de fora e fazia muito tempo que não ia por ali. Os dois disseram que não, pois havia trabalhos de desmontagem e havia risco.  Verdade, eu ouvia barulhos, mas nos andares superiores. Se em outro lugar do planeta, tenho certeza de que um deles nos acompanharia ali pelo andar térreo, só para uma curta volta. Um ato de gentileza e que não traria nenhum risco, obviamente. Mas aqui? Os dois marmajões nem de longe pensaram em um dia tirar seus bumbuns das cadeiras. Aliás, devem estar sentados lá até agora.

Vamos ver se chega o dia em que negócios, instituições entendam que esse aparato todo, custoso e agressivo, não tem mais função nenhuma. Acho que nem para os tempos de terrorismo, considerando a qualidade humana empregada, resolveria.  Há formas mais efetivas e mais baratas de se assegurar integridade pessoal e patrimonial. Mas nossos gestores são míopes demais. A coisa vai por inércia. Uma pena. Aliás, nem tanto, porque o dia em que alguém botar o cérebro para funcionar, vai haver uma horda de desempregados pelas ruas. Gente sem nenhuma habilidade, competência, civilidade, etc.

Sorte que o dia estava lindo, foi muito divertido estar com minha amiga, muita conversa, vimos coisas bonitas, comemos bem. Meio da tarde, cada uma para seu lado.

À noite havia marcado com uma amiga (outra de minhas queridas) filminho e jantar.  E lá fomos nós ver Potiche (http://www.imdb.com/title/tt1521848/) no Reserva Cultural (http://www.reservacultural.com.br/).

Como mencionei algumas vezes, gosto muito do Reserva. Esse é um benchmark de cinema. Prova viva e rentável de que cinema não precisa estar em shopping, aliás nem deveria, para conforto do público. O Reserva tem uma pâtisserie ótima e um restaurante razoável. As salas são boas, e a programação é, em geral, muito interessante.  Apenas os banheiros deixam a desejar em termos de tamanho, localização, equipamentos,e até limpeza. Deram um tapa neles há alguns meses, mas não resolveu grande coisa.

Após o filme, jantamos no restaurante do Reserva mesmo. A comida de lá não é cara e é razoável.  Deu R$ 38,50/pessoa e acho que comemos bem.  Agora o serviço…um horror! Os garçons dão trombada, dão voltas em si mesmos…impressionante como só muda o endereço, mas a péssima qualidade desses serviços é constante.

O filme foi uma delícia, em minha opinião. Catherine Deneuve, embora não seja aqueelaa atriz, estã ótima. Linda, elegante, witty, enfim o ícone que já conhecemos. Fazia tempo que não a via em uma produção com atuação tão longa ou presente. Ela faz par com o darling Gérard Depardieu. Imbatível como ator, põe qualquer galã no bolso. Nele é tudo fantástico.  Como está bem gorducho, acho que ele se transformou num caso de vida imitando a arte. Afinal hoje ele é ou não é  um Cyrano (http://www.imdb.com/title/tt0099334/) real, de carne e osso?

Potiche é um filme ambientado no final da década 70, uma comédia francesa como eu não via há algum tempo. Donos de uma fábrica de guarda-chuvas enfrenta dificuldades com trabalhadores. O diretor da fábrica (Fabrice Luchini, em ótima atuação) tem um peripaque e se afasta do comando da empresa. Aí, abre-se a possibilidade de a personagem de Deneuve deixar de ser uma bonequinha de luxo e tudo muda na vida de todos. Não tem elucubrações  antropológicas ou sociológicas. Só diverte com qualidade.

23

de
junho

Um cupom de desconto incomoda muita gente…

Dois cupons incomodam muito mais!

Pois é, SP está tão cara que só mesmo os cupons de oferta, clubes de desconto, ou como queiram chamar, para permitir que seres comuns como eu possam continuar a conhecer lugares, testar comidinhas. Sempre que aparece algo possivelmente interessante e que caiba no orçamento, eu compro.

Obviamente não há só venturas ou desventuras, mas seguramente sempre aventuras. Conto sobre a ida a três restaurantes (dois com cupom de desconto e um pagando o preço normal da casa) para que entendam minha teoria.

1) Vinheria Negrini (http://www.guiasp.com.br/sao-paulo/bar/vila-leopoldina/vinheria-negrini)

Francamente, não sei por que comprei esta oferta. Não sei se achei a proposta interessante (panelinha para duas pessoas + uma taça de vinho para cada um), o preço bom, ou o quê. Enfim…reservei para ontem.  A reserva já foi um tanto estranha, pois quando liguei na semana passada ouvi que ainda havia “um lugar”. Se vocês ouvissem isso, esperariam chegar a uma casa bombando. Numa terça? Vai saber…Quando chegamos lá por volta de 22h (horário que reservei), havia mais duas mesas além da minha. Total: uns 8 clientes além dos funcionários. E isso não se alterou até eu sair. Chegaram mais 4 pessoas.

A casa fica num lugar meio escondido, não está numa área comercial. Por fora não é muito bonita, mas por dentro foi bem montada. Decoração, iluminação, e trilha sonora. Tem um andar superior, ou seja, é bem espaçosa.

Os funcionários são gentis mas, como em 99% do caso nacional, pouco produtivos, confusos.

As opções da tal panelinha, para a promoção, eram duas massas e uma carne, se não me engano.  Optamos por uma massa, que estava razoável (rondelli quatro queijos com molho de funghli, até onde me lembre). O vinho que tomei ( (não me lembro da marca, mas era um Cabernet Sauvignon) era bom. Pedimos também uma sobremesa (panelinha de brigadeiro com pedaços de morango) que serve muito bem duas pessoas e estava bem gostosa (acho que foi do que mais gostei).  A oferta era de R$ 15/pessoa e pagamos + R$ 20/pessoa pela água (inexplicáveis R$ 6 por uma garrafica de 300ml), sobremesa e serviço.  Barato não é, mas poderia ser bem pior em termos de preço.

Ah, e só não ficou mais caro porque pedi um café para encerrar a refeição e qual foi a resposta: Infelizmente, acabou.  Cooomoooo assiiiiiimmmmm? Acabou o café e ninguém poderia ir à “venda” da esquina (entenda-se: supermercado 24 horas mais próximo) e comprar?  Mesmo que seja um café expresso, compre pó e faça um bom café para não deixar os clientes na mão. E mesmo que seja de máquina, como se deixa acabar um item como esse?  Impressionante a inoperância nacional.

Bem, de todo jeito o lugar é agradável, o atendimento não é competente mas é simpático, o preço não é dos piores, e o cardápio tem pratos (panelinhas) bem interessantes.  Eu não volto, mas se alguém estiver passando, ficou com com vontade de conhecer, ou morar perto, talvez valha a pena uma visita.

2) Dui (http://www.duirestaurante.com.br/)

Já fui umas poucas vezes a esse restaurante, sendo a última durante a mais recente Restaurant Week (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/03/27/restaurant-week-relatorio-do-front-i/).  Acho o lugar muito bonito, o atendimento sempre foi bom (daquele jeito, né, gente…lembrem-se que a coisa aqui não funciona como antes), cortês melhor, a comida é muito boa: criativa, de qualidade, bonita.

Hoje levei minha amiga que mora nos EUA para almoçar ali.  Liguei para fazer  reserva para 13h (não sabia como seria o movimento nesse horário e não queria que minha amiga amargasse uma possível espera) e a coisa foi difícil. Quase 5 minutos com uma pessoa de má vontade na linha. Desliguei. Liguei novamente dali a uns 15 minutos, falei com um rapaz (acho que o mesmo que me atendeu na chamada inicial) e concluí a reserva.

Chegamos lá por volta de 13h. Um dos garçons atendeu-nos, mencionei a reserva. Nem precisava. A casa é relativa grande, a parte externa estava fechada - imagino que só abram em períodos de maior movimento-, só havia outras duas mesas (4 pessoas) ocupadas.  Mentalizem: casa grande, enorme, só duas mesas ocupadas.  E o que faz o garçom? Diz-nos que vai chamar a hostess para nos dirigir a nossa mesa. Um minuto, dois minutos…cinco minutos! Moço, não dá para a gente sentar? Quanto tempo mais vamos esperar alguém da casa para nos colocar numa mesa? Aliás, o funcionário da casa é que deveria nos esperar e não o contrário.

Lá vai ele atrás da dita cuja hostess, e acaba ele mesmo nos conduzindo à mesa - que podia ser qualquer uma! Estava tudo vazio! Dá para entender esse raciocínio tortuoso, essa falta de proatividade, essa imolação (e amolação também, oras!) do conforto do cliente?

Enfim, sentamo-nos e a partir daí fomos bem atendidas, felizmente, até o fim. Há um cardápio executivo, mas um dos pratos desse cardápio para hoje estava em falta (são dois e um estava em falta…é brinca?).  De todo jeito, preferimos escolher pratos do menu completo. Além dos pãezinhos com manteiga (cortesia), comemos: (eu) creme de couve-flor, risoto de magret de pato com figos secos e lâminas de amêndoa e uma sobremesa com caqui que estava divina; (minha amiga) mix de folhas, Saint Peter com quinoa, e a mesma sobremesa que eu. Estava tudo excelente! E, para nossa grande sorte, tinha café! Alguns dos pratos que mencionei não estão no cardápio da página na internet (Only God knows why it is so difficult to keep this updated).  Aqui também, uma garrafinha de água S. Lourenço, 300 ml, saiu por R$ 7,00 (na verdade R$ 7,70 pois há serviço sobre o valor original). É um roubo ou não é? Algo que se compra no supermercado, que já está ganhando, por R$ 1,00, que não estraga, e, a meu ver, como nos EUA deveria ser servido graciosamente. Esse pessoal é de uma desfaçatez impressionante quando joga mais de 500% de lucro em cima de um produto.

Com todos os pratos,, vinho rosé (que estava muito bom) e serviço = R$ 110,00/pessoa.

Apesar dos tropeços, considerando a qualidade do core (comida), é o caso de voltar.

3) I Bistrot (http://www.ibistrot.com.br/#)

Este restaurante foi instalado recentemente numa casa, na Rua Pinheiros, que estava fechada, meio que abandonada, há muitos anos. Com o revival da região, sobretudo com a finalização das obras das estações de metrô, toda a região está sofrendo uma repaginação.

Comprei um jantar para duas pessoas (entrada, salada, prato principal, sobremesa) de inacreditáveis R$ 272 por R$ 80.  Neste caso, dei uma olhada no site e no cardápio. E fui enganada, seguramente.

Passei algumas vezes em frente à casa, mas não deu para ver como era lá dentro.  Ao recorrer às fotos, pareceu-me um bistrô mesmo, ou bem próximo. Mas não é, não! As instalações aproximam-se mais de um botecão: sem toalhas nas mesas, guardanapos de papel de péssima qualidade, talheres daqueles que se encontram em “bandejões”, garçons de baixíssimo nível (embora simpáticos), barulho, cadeiras e mesas daquelas de boteco/bar mesmo. Para arrematar: comida mais que medíocre, mal servida (minha sobremesa veio em um prato até bonito, só que lascado - e bem lascado, eu diria quebrado - em dois pontos da beirada, além de ter uma apresentação péssima).

O local estava meio vazio quando cheguei (20h), mas foi enchendo aos poucos. Pelo que percebi, a grande maioria estava indo pela oferta/cupom de desconto.

Agora, como um lugar com os preços que estão no cardápio pode ser tão rampeiro?

E a surpresa final: quarta-feira, não havia nada dito sobre isso na oferta, mas havia um cantor (incansável…). Como o lugar é relativamente pequeno aquilo incomodou demais.  Também imagino que tenha cantoria todos os dias.  Conta: R$ 5/pessoa de couvert artístico. Pode?

Apesar de ser pertíssimo de casa, never more!

É aventura que não acaba mais, ou não é?

22

de
junho

Let’s fall in love

Assim cantou Cole Porter (http://www.lyricskeeper.com/cole_porter-lyrics/120386-lets_do_it-lyrics.htm). E é assim que a gente se sente sobre o novo filme de Woody Allen: mesmerizado, apaixonado.

Nossa, vi tantos filmes de WA que até perdi a conta. Em geral gosto muito dele como ator, mas sobretudo como diretor. O último que vi foi no final do ano passado (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/16/dose-dupla/). Já não era sem tempo de ter algo novo na praça.

No filme em cartaz (Midnight in Paris - http://www.imdb.com/title/tt1605783/) lá está novamente um glorioso Allen: trilha sonora, fotografia, jeito de retratar a cidade, condução das atuações. Uma delícia de filme. Ao final tive a mesma sensação de quando vi Everyone says I love you (http://www.imdb.com/title/tt0116242/) há muitos anos: blissfulness, ou “um sorriso idiota mantido por boa parte do filme”. Isso equivale a “estado de graça”, podem acreditar.

O Owen Wilson, que não sei se já vi atuando, está ótimo. Seguramente WA escreveu para ele mesmo esse papel (como em Whatever works - http://www.imdb.com/title/tt1178663/), e Wilson representa-o à perfeição.

Os demais atores: Rachel McAdams, Michael Sheen, Adrien Brody (impagável como Dalí), etc., estão ótimos. Não há um senão, em minha opinião.  E Marion Cotillard está magnífica. Desde Piaf, a atriz só ratifica seu talento.

Bem, já no começo do filme música maravilhosa, sequência fotográfica linda…até S. Paulo ficaria bonita se representada daquele jeito, com aquele olhar (tudo bem, é exagero, eu sei…).  Tanto quanto a trilha de Everyone says I love you, que é fantástica, esta também é memorável.

Conta-se a história de um escritor em crise que viaja a Paris com sua noiva para tentar escrever ou terminar seu livro. Muitos imbroglios: dúvidas dele e dela; sogros intrometem-se; um casal de amigos aparece para entornar o caldo mais ainda. E em uma de suas escapadas para “respirar” algo acontece. O quê? Não conto, não.  Obviamente a história é bem pouco verossímil, mas quem liga? É puro sonho, devaneio, prazer.  Uma delicadeza só.

E nada mais nos resta a não ser “fall in love”

http://youtu.be/ElPKuJGWjjQ].

Nota:

Post interessante sobre o filme: http://iracenna.blogspot.com/2011/06/midninght-in-paris.html

20

de
junho

De mostrinhas

De comidinhas, de pecinhas, de mostrinhas…o que a gente não faz para dar uma de engraçadinha. Até rima besta a gente cria…mas já deu!

1) Mães de Umbigo (http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/gratis/1759-maes-de-umbigo-parteiras-da-amazonia-brasileira)

Quando fui ver Otros (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/06/18/de-pecinhas/), aproveitei para ver esta exposição fotográfica sobre as parteiras da Amazônia.  Fotos lindas, em branco e preto. Textos explicativos interessantes. Lendas. As massagens que essas mulheres simples e sábias aplicam para colocar o bebê na posição certa dentro da barriga da mãe, os métodos, os “equipamentos”, as beberagens. E lá vem uma linda criança das entranhas da ribeirinha.  Uma mostra lindíssima, mágica de tão distante de minha realidade.  Vale ver. Vai até 26/6 lá no SESC Pompeia.

Uma amigo de BH veio para SP, então lá fomos nós ver e rever algumas mostras que estão por aqui.

2) A arte na mecânica do movimento (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/05/29/nem-tudo-sao-dores/)

Já havia visto há umas duas semanas, mas aproveitei o visitante e fui de novo.  É uma exposição lindíssima! Além de bem montada, os itens que estão ali (caixinhas de música - aliás algumas são caixonas, e autômatos) são fantásticos.  Como mencionei no post acima, é preciso um monitor para aproveitar ao máximo a mostra, pois só ele pode colocar as peças em movimento.

Uma amiga de Dallas está por aqui. Vou levá-la lá também.  Sem nenhum problema, pois dá vontade de ver e rever aquelas joias indefinidamente.

3) MASP (http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_emcartaz.php)

Como meu amigo já esteve por lá há não muito tempo, demos um giro pelo terceiro andar (acervo do museu). Depois fomos ver Papéis brasileiros - gravura/ 1910-2008 (http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=83&periodo_menu=). Um acervo lindíssimo: Lívio Abramo, Mario Gruber, Cildo Meirelles, e muitos outros.

Aí fomos para o subsolo, onde está 6 Bilhões de Outros (http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=86&periodo_menu=), de Yann Arthus-Bertrand. Dele já havia visto Home (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/08/10/e-muito-tarde-para-ser-pessimista/). Um filme excelente.

A exposição é muito interessante. Um trabalho fantástico: depoimentos, fotos de todos os cantos do mundo.  Há tendas montadas e em cada uma delas depoimentos sobre um tema (amor, sonhos,  desastres naturais,etc).  É para dedicar uma tarde no mínimo.  Há depoimentos crus, outros poéticos, muitos emocionadíssimos.  Vale ver.  Aliás eu volto lá para passar umas horinhas e ver mais.

Se lançassem um box de dvds com o material da mostra, eu compraria sem pestanejar.  Muito bom conhecer tantos outros e saber que eu gostaria de muitos deles.

Depois almoço no restaurante do museu, sempre muito bom. Cheio, mas não lotado. Uma delícia! Atendimento certinho também. Só o caixa é que engripa. Fila, demora. Podiam dar um jeito nisso.

4) Grace Kelly (http://www.faap.br/hotsites/hotsite_grace_kelly/)

Uma exposição linda, que fica até 10 de julho no Museu da Faap. Coisa de rainha mesmo, de sonho.  As exposições na FAAP são sempre muito bem montadas. Há a Sala Hollywood, a do Encontro, a do Casamento, dos Bailes, etc.  Documentação que não acaba mais. Fotos, reprodução de capas de revista, vestidos (uauuuu!), joias (uaauuuuuuuuuu!), centenas de cartas. Enfim, uma exposição completíssima.

Eu conhecia a GKelly dos filmes (Hitchcock sobretudo) e das notícias do reino…Além de linda, nunca um affair escabroso, nenhum tema nebuloso, só realeza, elegância, beleza.  Depois de ver a exposição, é essa a impressão que fica. Se ela foi feliz, ou se deprimiu, como tantas moças que se tornam princesas ou rainhas, não dá para saber. O que se vê é muita serenidade, quase uma platitude.

Bem, nunca fui de acompanhar revistas de fofoca, ou as celebridades que grassam por aí, mesmo assim gostei bastante da exposição.  Termina em 10/7, é de graça.

5) Escher no CCBB (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/29/matando-vontades/)

Já havia visto a exposição. Fui apenas para me encontrar com meu amigo mineiro. Isso no domingo, por volta de 11h. O local estava lotado!  Que bom!  Meu amigo gostou bastante da exposição, conseguiu ver um dos vídeos.  Depois um café na cafeteria de lá. Estava um dia bonito, ficamos no lado de fora. O serviço estava um pouco lento, mas no final deu tudo certo.

A exposição fica até 17 de julho. Vale muito ver. E não deixe de assistir aos dois vídeos.

6) CEF Cultural Sé (http://www.caixacultural.com.br/html/main.html)

A CEF também tem sempre mostras interessantes. Basicamente mostras fotográficas.  Agora há 3 em cartaz:

-Na Foto 20 anos - comemorando os 20 anos do Núcleo dos Amigos da Fotografia. Fotos de profissionais conhecidos. Um universo bem diversificado e interessante.

-Condenados - no meu país, minha sexualidade é um crime.

Um trabalho corajoso do fotógrafo e jornalista francês Philippe Castelbon. Na verdade, as fotos não são tão fantásticas, diferentes. O acervo de depoimentos e da legislação das nacionalidades abrangidas, sim.  Há países em que eu não poderia imaginar que a restrição à homossexualidade fosse tão severa.  Impressionante!

É interessante também ler qual foi o critério ou método para que o jornalista obtivesse as fotos.  Fica claro que se para homens a homossexualidade é um problema em termos de aceitação, para as mulheres as limitações são ainda piores e mais críticas. Notarão que não há sequer uma foto feminina, isso porque além do medo, nos países retratados, elas nem sequer conseguem chegar à internet, o que os homens fazem com certa facilidade para descobrir parceiros, participar de chats ou sites dirigidos aos homossexuais. Enfim, duas realidades que parecem óbvias, mas das quais eu não tinha uma visão clara.

-São Pauo Século XXI - Fausto Chermont

Lindas fotos de minha cidade. E como ela fica bonita na foto!  Interessante tentar descobrir de onde são determinados closes. Para quem gosta da cidade, circula por aí, um prazer ver essa exposição.

As exposições ficam até meados de julho. De graça, então não há por que perder.

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