29
de
maio
Nem tudo são dores
Depois de tanto nhenhenhém, algumas coisas que valem a pena. Já que estou por aqui mesmo, melhor aproveitar e decantar o que há de bom.
Já fiz muita coisa nesta semaninha de volta a Sampa. Os próximos posts serão dedicados à dança e ao cinema.
Começando:
1) Espectros (http://vejasp.abril.com.br/teatro/espectros)
Vi no SESC Consolação. Como já mencionei, o SESC e o SESI são os salvadores do teatro e outras atividades culturais por aqui. Investimento, patrocÃnio pesado. Além de teatros de ótima qualidade, espaços para exposição de primeira, e tudo a ótimo preço ou gratuito.
O texto, de 1881, é de Ibsen, adaptado por Ingmar Bergman. Sim, ele mesmo.
Os atores estão muito bem, sobretudo Clara Carvalho e PatrÃcia Castilho.
Cinco personagens que se digladiam, entre si e consigo, com suas meias verdades, com suas realidades fantasiosas. Uma mãe que vê o filho à morte, uma empregada que é mais do que isso, um pastor/cunhado de rigidez quase irracÃvel, e um trabalhador esperto, que procura tirar vantagem de tudo e de todos.
Teatrão de ótima qualidade.”Os demônios estão dentro de nós”. Não é texto fácil, levinho, mas vale muito ver.
2) A arte na mecânica do movimento (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_expo.asp)
Está no SESI da Paulista. Mostra fantástica, gratuita.  ”A mostra, com curadoria compartilhada pela Municipalidade de Sainte-Croix (SuÃça) e pelo historiador Lucas Bittencourt, apresentará ao público a vocação da cidade para a mecânica de precisão, bem como a passagem do trabalho artesanal para o trabalho industrial, materializados nas caixas de música e nos autômatos.” (página do Centro Cultural Fiesp).
Aconselho a visitar a mostra com um monitor, pois há muitos equipamentos que somente eles podem acionar. Há caixas de música maravilhosas (do século XIX, XX e XX!). Eu não imaginava como essa indústria ainda é pujante.  As caixas fabricadas pela empresa Reuge são maravilhosas. É preciso olhar uma vez, duas, três.  Há fonógrafos, gramofones, vitrolas, autômatos. Alguns destes são fantásticos em termos de plasticidade, movimentação, humor, tamanho. Uma mostra que não dá para perder.
3) Música em cena (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_Music.asp)
Também no SESI da Paulista. Espetáculo gratuito às quartas-feiras, 12h.  Tive a sorte de poder assitir à apresentação da Banda Sinfônica do Estado de S. Paulo. O grupo apresenta-se sempre na última quarta-feira do mês.
Em maio o programa tratou da música francesa (Saint-Säens, Massenet, Debussy e Ravel), além de apresentar peças de um compositor nacional atual (Sr. Koval).  Aprendi que a flauta pequenininha não se chama flautinha, mas pico,. O clarinete pequeno não é clarinetinho, mas requinta.  Uma apresentação linda, liderada pelo maestro Marcos Shirakawa (simpático, articulado).  Houve também participação de músicos amadores. Para quem vive, trabalha ou circula na/pela região é um presente. Um break no dia como poucos. Se tiver oportunidade, vão ver. Cadastrem-se no site do SESI para receber a programação semanal. Há também apresentações às quartas à noite, com preços mais que camaradas (e.g., http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/23/baixou-um-adoniran-na-maria-alcina/).
E last but not least:
4) Jardim Botânico (http://www.ibot.sp.gov.br/jardim/index.php)
Fiz um curso de orquÃdeas por lá há um tempão, acho que mais de 10 anos.  Voltei para acompanhar um amigo que foi fotografar a flora.  Foi uma ótima oportunidade de voltar ao local, com conforto e em boa companhia.
A entrada do parque surpreendeu-me. Não me lembrava dela tão bonita. É que realmente houve uma reforma ou revitalização em algumas partes do Jardim, inclusive ali. Gramado bem cortado, tudo limpinho, passeios em bom estado. Mas é só isso…adentrando o Jardim há áreas completamente abandonadas, águas sujas, plantas destratadas, fezes de animas espalhadas por vários corredores/caminhos, buracos enormes (vejam fotos/link) por esses corredores, proteções de passagens quebradas e não substituÃdas (pelo jeito a coisa está assim há tempos), poucos banheiros.  Uma pena, pois o Jardim começou no final do século XIX, foi bem planejado, a Natureza coopera muito, mas a administração pública não cuida desse patrimônio como deveria.  Os funcionários são de baixo nÃvel, há (oooh, praga!) montes de seguranças pelo parque (gente, vê-se, sem nÃvel para dar uma mÃsera informação), até um guarda armado eu vi intimidando moleques pobres que queriam entrar no parque.  Imaginem só, 4 moleques e foi preciso de um guarda armado para controlar os meninos!
O dia estava bem bonito, deu para andar por todo o Jardim, tirar muitas fotos (abaixo o link das minhas e das de meu amigo), mas como eu gostaria de ver esse lugar como o Arboretum lá de Dallas! Limpo, bem mantido em toda a sua área, com estrutura (banheiros, bebedouros, informações impressas,monitores) para atender bem os usuários.  Ah e há um museu que está exatamente como o vi há mais de 10 anos. Ou seja, parado no tempo! Uma vergonha!
A lojinha é pobrezinha, mas até tem algumas coisas interessantes, de bom gosto com a marca do Jardim Botânico. Quando o povo da terra entenderá que esse tipo de negócio traz divisas, ajuda a manter, só pode ajudar o lugar visitado?
Apesar da beleza da Natureza, que deu tudo aquilo de graça, e de uma estrutura que está longe do que deveria ser, valeu encher o olhar com tudo aquilo de novo.
Mau link:
https://picasaweb.google.com/miriamkeller/JBotanico29052011?feat=directlink
Link de FabrÃcio (está no Facebook):
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150272648494553.367161.557869552










