Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

18

de
abril

Insights de um cidadão - I

  1. Como comentei no Insights anterior (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/10/insights-de-um-cidadao/), minha rua estava sem iluminação.  Bem, o prazo do Ligue-Luz ia vencer na 5a. 14/4, às 8h45. Pasmem! Quatro dias corridos para resolver o problema. Em SP? Com o iptu que pagamos?  Com a estrutura que a prefeitura deveria prover? Com os problemas de segurança que temos? No meu caso específico, falta de luz em frente a uma escola enorme, com aulas noturnas?  Bem, às 20h da quarta, 13/4, continuava sem luz. Apesar de ser assertiva, otimista, aí já não dava para acreditar que os paladinos da prefeitura viriam durante a noite para consertar os postes de luz. Então, como já fiz muitas vezes em desespero de causa, escrevi para a Rádio Bandeirantes - Boca no Trombone (salves@band.com.br) - anotem, porque é utilíssimo e resolve muitas coisas.  Não deu outra, 5a. à noite “fiat lux”.  Só assim…
  2. Hoje estive no Einstein, ali da Av. Sumaré, para realizar minha última bateria de exames. Esse é um dos motivos porque me ufano (ao lado de Itaipú, Parques de Foz do Iguaçú, Inhotim, e alguns etcéteras).  O laboratório é enorme, tem 7 andares se não me engano. O atendimento é excelente, como em outras unidades, e ainda, apesar dos vários meses de funcionamento, supervazio. Fui fazer exames que não são marcados. Não deu 30 minutos entre tudo. E com uma técnica excelente, equipamentos de ponta.  Fica a dica para quem tiver acesso. Vale muito a pena dar um pulinho e conhecer, mesmo que não seja a unidade mais próxima. A ausência de filas compensa;
  3. Voltando para casa fui pegar um chuveiro que deixei para consertar na R. Paes Leme 60 (Eletro Nova Paes Leme). É uma ducha 4 Estações da Corona que tem uns 11 anos. De repentecomeçou a não sair água. Comprei outra, de outra marca pois não achei da mesma naquele momento, mas fiquei com a antiga para tentar consertar e deixar de stand-by, até porque é um ótimo chuveiro.  No site da Corona vi qual a oficina mais próxima.  Deixei o chuveiro lá na 6a pela manhã para um orçamento. Um chuveiro novo custa por volta de R$ 250,00.  Primeiramente me ligaram dizendo que ficaria R$ 140. Achei caro. Aí me disseram que iam ver o que conseguiam abaixar nas peças. No sábado me ligaram dizendo que ficaria em R$ 80, e hoje, ao retirá-lo, tive de pagar R$ 100. Ainda um bom negócio, considerando a qualidade da peça. Realmente trocaram várias peças, fizeram um teste na minha frente e tudo parece estar em ordem. Agora, o lugar é que é surreal: no mesmo espaço: relojoeiro, chaveiro, encanador, eletricista, eletrotècnica (nem sei se ainda se usa esse termo). Todos pessoas muito simples, mas muito atenciosos e, aparentemente, conhecedores de seus ofícios. Uma bodega inimaginável hoje em dia em Pinheiros. De todo jeito, fica a dica também para quem precisar;
  4. A caminho de casa, passei no Futurama da R. Pinheiros. Ôôôô, lugarzinho detestável de fazer compras. É como mencionei no post da Silveira Martins (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/12/acabou-cheirando-mal/): o que é barato tem de ser bagunçado, sujo, mal-apresentado? E assim é esse supermercado. Muitas pessoas me dizem que ali tudo é mais barato. Não é, não. Fui comprar um branqueador sem cloro e está o mesmo preço do Pâo de Açucar Delivery. É que como esqueci de pedir em minha compra do delivery tive de comprar assim, in loco, pois não justificaria a comodidade de pedir e ter de pagar a taxa de entrega do delivery.  Além de ter muito menos opções, é bagunçado mesmo, e tem um aspecto de sujeira. E o atendimento do caixa? Nem perguntou se eu queria a nf paulista, o que é obrigatório. Tipo assim: como o produto custa R$ 3,50, a caixa, de cara bem feia, decidiu que nf paulista para mim, não. É brinca?
  5. Agora o mais bacana são os Correios. Instituição que era modelar, uma das poucas, confiável,etc. Foi sucateada pelo mau gerenciamento dos últimos anos. Creio que não relatei isto por aqui, mas noutro dia tive de despachar uma correspondência registrada. Fui até a agência da R. Pinheiros, que é enorme. Pude fazer o despacho, mas algumas pessoas estavam voltando para trás. Era uma sexta-feira e os Correios haviam tirado o sistema do ar desde a tarde da quinta para uma manutenção, adaptação, ou sei lá o quê. Os atendentes tinham de fazer tudo na mão e determinadas operações não eram possíveis. Como assim? Não dava para fazer no final de semana?  À noite? Agora deixar o usuário sem serviços pode, certo?  E ao preço que os correios daqui cobram, um dos custos mais altos do mundo?  E agora pela manhã passei ali em frente novamente: portões fechados, funcionários (todos) saindo para o almoço, e um cartazete informando que estavam de novo fazendo não sei o quê no sistema. Como assim??? ao quadrado! Considerando que todas as agências (creio que a exceção é a central) fecham sábado às 12h, mais de 36 horas do final de semana não são suficientes? Que raio de técnicos ou tecnologia é essa?  E falo com conhecimento de causa: trabalhei em uma empresa em que sistemas eram unificados, alterados, e testados em horas, e tudo tinha de dar certo pois não se tinha as costas-quentes de um órgão público por trás. Tudo era planejado, verificado, estudado, testado antes, etc., pois era fazer ou fazer, ou causar graves problemas aos clientes. Nada justifica esse desrespeito. Impressionante no que se transformou a EBCT.
Bem, creio que para uma segunda deu. Boa semana!

17

de
abril

Agora entendi!

O filme 12 Angry Men (http://www.imdb.com/title/tt0050083/) foi produzido em 1957. Lembrem-se que, nessa época, não havia o politicamente correto. Os problemas raciais nos Estados Unidos ainda causavam polêmica, eram críticos e crônicos, e esse era apenas um dos preconceitos que pululavam nas terras de Tio Sam.

Quanto vi a peça por aqui (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/06/oh-duvida-cruel-e-poe-cruel-nisso/), ótima aliás, lá no CCBB, o grande enfoque para mim, talvez pelo texto, talvez pela direção, talvez pelo tom das atuações, ou até por meu estado de espírito foi a questão legal mesmo: as possibilidades de equívoco em um julgamento com júri, i.e., um inocente pode ser morto e para isso não há conserto.  Acho que até o título em português (12 Homens e uma sentença) leva por esse caminho.

No entanto, o filme me fez ver não só esse aspecto, e a importância dos benditos CSIs na vida de todos, mas o que estava por trás e seguramente era tão importante quanto o aspecto ‘jurídico”: os preconceitos escancarado contra o imigrante, contra o pobre, contra o velho, contra o “blue collar”, etc.  Agora entendi o título: realmente são 12 homens irados, bravos, que se agridem, não pela diferença de opinião sobre a culpabilidade do réu, mas porque são diferentes entre si, tão-somente.

O filme de 1957, em preto e branco, é um filmaço. Revi vários atores que assisti em “n’” filmes durante minha vida: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Martin Balsam, Jack Warden, etc. A direção de Sidney Lumet também fez toda a diferença. E incrível como conseguem criar tanta tensão e ação com 12 homens em uma salinha, um cubículo. Janelas com uma paisagem-painel ao fundo, um monte de senhores suando, pois estava muito calor e não havia ar (um ventilador só funciona quase no final do filme). Enfim, cria-se uma atmosfera sufocante em dois níveis: físico e emocional. Mesmo com tal confinamento, o filme é de um dinamismo impressionante.

Algumas observações sobre o filme:

  1. num dado momento, um dos jurados (Warden) joga um papel de chiclete pela janela. Impensável hoje em dia;
  2. como mencionei, um ambiente fechado e sem ar-condicionado. Nos EUA?
  3. vários fumam na sala, sem nenhuma dor de consciência. Um jurado acende um charuto, mas é solicitado a apagá-lo;
  4. um cidadão fica de chapéu do começo ao fim (?) para reforçar as características de sua personagem;
  5. a maioria está de paletó e gravata. Com o calor, alguns tiram o paletó e só. O H.Fonda fica de terno (claro) e gravata até o fim. Eita, elegância!
  6. um dos jurados menciona que fez US$ 27mil no ano anterior vendendo “marmelade”, e isso era uma boa graninha pelo jeito;
  7. há várias falas e muito da ação quer  demonstrar que o sistema americano é justo;
  8. há uma cena antológica: quando um dos jurados começa a descascar seu preconceito sobre a “laia” do réu, todos os outros vão voltando as costas para ele. No mínimo interessante o efeito dramático. E a mensagem é claríssima;
  9. o réu pode ser guilty ou not guilty pelo sistema americano. O not guilty é quando não se tem provas cabais, há dúvida. Interessante que não se usa culpado e inocente, mas culpado ou não-culpado. Isso já dá a dimensão de como o sistema realmente funciona;
  10. frase de H. Fonda, após o discurso preconceituoso de um dos jurados: Prejudice always obscures the truth. Isso ele já sabia em 1957! Good boy!
    Um filmaço, sem sombra de dúvida. Creio que a peça, que está por aqui ainda em cartaz, soube aproveitar bem o texto, e com um filme como esse de base ficou mais fácil para os atores daqui construírem seus personagens com qualidade. Há diferenças filme x peça, mas são poucas. Os modelos foram muito bons.
    Peça ou filme, se puder, veja. Vale muito a pena.

    16

    de
    abril

    Bravo, bravo, bravo!!

    Novamente cruzei com a Jazz Sinfônica e Fabiana Cozza.  No ano passado, vi um show ótimo, também lá no Auditório Ibirapuera, em homenagem a Noel e Adoniran (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/25/que-palpite-feliz/).  Nossa, nem parece que foi há tanto tempo!  Quase um ano!. Enfim, um espetáculo primoroso.

    Hoje não foi diferente.  A Jazz e Fabiana fizeram um lindíssimo espetáculo com músicas de Piaf, Chico Buarque e canções interpretadas por Henri Salvador (http://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_Salvador). Bem, Piaf é Piaf e ponto. Não há quem não conheça ou não se encante com Milord; La Foule; Non, je ne regrette rien; o dramático Hymne à l’amour; La vie en rose e por aí vai.  Letras e músicas lindas, marcantes, como foi a própria Piaf. E Fabiana esteve à altura. Cantou lindamente, inclusive com um excelente francês.  Os arranjos também estavam magníficos, valorizando cada peça.

    Mais uma apresentação gloriosa tanto da Jazz quanto de Fabiana Cozza. Um encantamento só!

    E amanhã tem apresentação gratuita do mesmo show na parte externa (posterior) do Auditório. Quem puder, vá ver. Vale muito a pena.

    16

    de
    abril

    Que Rio é esse? Tira-teima

    Como escrevi no post sobre o fllme Rio (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/08/que-rio-e-esse/), gostei bastante da animação, achei a dublagem original muito boa -sobretudo por ser algo tão Brasil, os americanos fizeram bonito e deu curiosidade de ver como ficou a dublagem nacional. Afinal, quem melhor que brasucas para dar o texto de um filme que fala sobre o RJ 100%? Pois ééééé…não é bem assim. A dublagem nacional está muito boa, exceto pelo Blu (personagem principal) que achei bem fraquinho. O Rodrigo Santoro está no papel que faz em inglês, Tulio, e novamente está bem. A Jade, a Linda e Nigel, este o melhor de todos em minha opinião, estão muito bem. Eu diria que ficou no mesmo nível da versão em inglês. Acho que já está bom, não é?

    Algumas vantagens: a música que abre e aparece durante a dança das aves mais para o final tornou-se inteligível. Afinal, são brasileiros cantando em português (comentei que na versão original fica um negócio esquisito demais). E Rafael, o tucano simpático, deixou de ter o toque “rumba” que tem no original.  Só um caramba, mas sem sotaque. De novo: não entendi por que se permitiu que no original ele tivesse esse toque íbero-americano. Enfim…

    As músicas foram traduzidas e ficou muito bom.

    E como sempre digo, ôôôô dificuldade achar a lista de dubladores nacionais.  Nem no site oficial: http://www.rio-ofilme.com.br/. E foi até engraçado neste filme especificamente: normalmente, deixam o nome dos dubladores originais (créditos), mas em Rio retiraram o nome de todos os dubladores originais (inglês) sem acrescentar os nacionais. Pode?

    Enfim, caçando muito pela net, consegui estes nomes.  Ah, sim, e vale ver em 3D principalmente pelas imagens aéreas, voo de asa-delta, das aves, desfile da escola de samba, e outras cositas, mas não é vital. O desenho é muito bonito mesmo. E Blu é uma personagem das mais simpáticas, que deve fazer história.

    Gustavo Pereira – Blu
    Adriana Torres – Jade
    Alexandre Moreno – Nico, o cardeal
    Sylvia Salustti – Linda
    Rodrigo Santoro – Tulio
    Mauro Ramos – Pedro
    Guilherme Briggs – Nigel
    Luiz Carlos Persy – Rafael

    14

    de
    abril

    Uma é pouco, duas é muito bom

    Como escrevi lá atrás (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/12/era-um-sabado-como-outro-qualquer/), gostei bastante desta animação.  Havia visto na versão dublada, mas graças ao santo e-bay, consegui o dvd em versão original.  Funcionou superbem: comprei, 3 ou 4 semanas depois chegou direitinho. O preço seria o mesmo de um dvd daqui por causa do frete, senão seria muito mais barato.

    A versão que comprei só tem legendas em inglês, espanhol, ou francês, mas as vozes são tão fantásticas que nem precisa de nenhuma delas se você tiver um tanto de conhecimento em inglês. Ver o filme novamente me fez rever detalhes que já havia esquecido. E que diferença! A versão dublada é boa, mas a original é ótima! Will Ferrell, Brad Pitt (pequena participação), Tina Fey, David Cross e Jonah Hill estão fantásticos. O desenho é bom mesmo. Personagens como o próprio Megamind e Minion são divertidos e nada previsíveis em boa parte da animação.

    Valeu ver o desenho de novo.  E, gente, o e-bay funciona, viu!

    12

    de
    abril

    Acabou cheirando mal

    Essa coisa do que poderia ter sido e não foi é sempre cruel: o amor que poderia ter sido, a viagem que poderia ter sido, a festa que poderia ter sido, o emprego que poderia ter sido…e cada um lida com isso de um jeito. Para uns é facinho, para outros o assunto remói,remói,remói, mas um dia passa.

    E minha experiência com a Rua Silveira Martins  (quem? Google, please!) foi assim. Uma longa vida, andando para todo lado de SP e nunca tinha ido à rua das essências. Não tinha mais desculpa para não conhecer o local.  Fácil, bem pertinho do metrô Sé (mesmo lado da saída para o Poupatempo), uns metros e ei-la: horrível!  Pois é, uma rua como tantas outras pela cidade, ou até pior: decadente, mal cuidada, mal cheirosa (e é a rua das essências, hein!), com um traçado estranho (quase um U), que tem como vizinha a Tabatinguera, outra rua em que há algumas lojas de essências e agregados.

    As lojas são feias, algumas são horríveis (bagunçadas, empoeiradas, escuras), como se a lógica fosse: o que é barato não pode ser bem apresentado, bonito, vistoso, bem trabalhado.  Aquela coisa do “para o que é está ótimo”. O atendimento é ruim demais (entrei em umas sete lojas, só em uma um atendimento decente). É aquele negócio: o patrão faz de conta que paga e o empregado faz de conta que trabalha. Seria melhor ter metade dos atendentes que vi em cada loja e premiar os que fossem bons de fato com bônus, comissão. Todo mundo sairia ganhando.

    Há muitas lojas que só trabalham com atacado. Algumas são até bem montadas, mas é a minoria. Tudo dá a impressão de “mansão mal assombrada”: escuro, sem capricho interno, sem nada que atraia de fato um cliente. Obviamente isso acontece porque têm uma clientela cativa e não se importam em ampliar o espectro. Vi várias atendentes pegando pedido por telefone e para centenas de coisas.  Tudo é muito barato: desde essências até embalagens de todos os jeitos e tipos que se possa imaginar. Minhas compras foram ótimas, sem dúvida, mas fiquei decepcionada muito mais com a falta de visão dos comerciantes e da Subprefeitura responsáve,l do que com qualquer outra coisa.

    Senão vejamos: quantas pessoas conhecem a rua:?  Sempre há uma matéria aqui outra ali, mas por que a rua não está por todos os lados, nas mídias? Justamente porque é tão mal trabalhada. Aquilo não podia ser local turístico até?  Quantos paulistanos ou residentes não iriam lá para aprender a fazer seu próprio aromatizador de ambiente (eu fiz, é fácil e baratíssimo), seu sabonete, seu xampú, seu detergente? Para um passeio, para fuçar, distrair-se. Todas as matérias-primas estão lá, há até apostilas de como fazer tudo bem explicadinho.  Só os céus sabem por que não se deu um up na rua, não se deu um coaching para as lojas (papel da administração urbana: calçamento, calçadas, floreiras, fachadas, etc.).  Vai ver que há interesses escusos de alguma parte, vai saber. Só isso explica não se ter visão de quanto aquilo poderia render para os comerciantes e sobretudo para a cidade. Mas, como escrevi, têm claramente um público cativo que perdurará, mas podia ser mais que um comércio de “venda”, de “armazém”, como acontece na maioria das lojas.

    Repito: fiz compras ótimas, fiquei satisfeita com minha incursão por esse prisma, mas quanta tristeza ver a miopia tão evidente da administração pública e empresários (micro ou não) pela cidade.

    Apesar disso tudo, quem puder deve conhecer. A gente vê coisas interessantes, que nem imaginava fossem vendidas por aí. Itens com possiblidades de uso na cozinha, no banheiro, enfim, pela casa, e tudo a ótimos preços.

    Só fico pensando que um lugar como esse, na mão de qualquer gringo, estaria em guias de viagem pelo mundo. Uma pena!

    11

    de
    abril

    Para todo gosto e todo bolso

    Quatro peças de teatro = R$ 23,00. Isso mesmo! E não é liquidação.  Felizmente. para quem vive por aqui, e sobretudo para os aposentados ou de poucos ganhos, SP tem muita coisa barata ou gratuita.  As revistas semanais dos jornais, sites como o Catraca Livre (http://www.catracalivre.com.br/), sempre informam o que há de barato, gratuito pela cidade. Cadastrar-se nos sites do SESI e do SESC também é interessante. As newsletters são enviadas semanalmente e há muito para escolher.  Assim também CEF Cultural, Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro de Cultura Judaica. Itaú Cultural.

    Claro que nem tudo é para todo mundo. Eu não vou a tudo, e às vezes o que vejo não me agrada de fato. Mas como saber se não experimentar? Ademais, normalmente, as produções dos SESCs, CCBB, SESI são primorosas (tanto as produções para o público adulto, quanto infantil).  Um exemplo recente foi O Idiota (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/04/o-idiota-nao-e-bobo-nao/), que vi no SESC Pompéia.  Coisa de primeiro mundo. Performances, beleza, qualidade inquestionáveis.

    Às peças:

    1) Vamos?

    Esta pela esteve em cartaz no Teatro Imprensa. Voltou no Teatro Folha (http://www.conteudoteatral.com.br/teatrofolha/index1.htm).  Aproveitei a promoção do dia da estreia, via um amigo. Na nova montagem, saíram Dalton Vigh e Tânia Kallil. O DV foi substituído pelo próprio diretor, Otávio Martins.

    A peça baseia-se na história de casais, amigos, que começam a caraminholar sobre possível envolvimento sexual. Amigos durante tanto tempo, por que não? A dinâmica no palco é interessante, as personagens vão se alternando num entra-e-sai bem engendrado.  O timing dos atores é bem importante. No início, o texto é bem rasinho, mas o pessoal morre de rir (isso é comuníssimo). Mais para o meio da peça o nível melhora um pouco. Na noite de estreia, houve um fato interessante: uma senhora, sentada lá na frente, tinha uma risada tão estranha (nunca tinha ouvido algo parecido) e ria tanto que os atores receberam uma ajudinha extra, pois o restante da plateia não conseguia deixar de rir da risada da tal senhora.

    Bem, dá para dar umas risadas, a peça e divertidinha, daquelas coisas para ver e esquecer imediatamente.  De todo jeito, não é totalmente descartável.

    O Teatro Folha é um horror! Desde a bilheteria, até as cadeiras (estado delas e distância entre fileiras). Já passou da hora de dar uma melhorada no espaço.

    2) Devassa

    A peça está no SESC Consolação (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=190285). Como mencionei, a grande maioria do que vi nos SESC vale muito o ingresso, mas não foi o caso de Devassa.

    A peça estava bem mal quotada na mídia, mas como só leio o que dizem como eventual referência, pois já vi coisas ótimas, em minha opinião, que não tinham nenhuma estrelinha para os críticos.

    As salas dos SESCs, mesmo as pequenas, em geral são muito boas, melhores do que a grande maioria dos teatros que cobram uma baba por aí.  Para o comerciário, o valor do ingresso é praticamente simbólico. Mesmo para aqueles que não são associados, o valor do ingresso é muito razoável, menos que uma entrada de cinema em geral.

    A Cia. de Atores, carioca, segundo um amigo é considerada muito boa (esse também um motivo para eu ter pensado em ver a peça).  A peça é uma releitura de A Caixa de Pandora – Lulu’, de Frank Wedekind (o mesmo de O Despertar da Primavera, de que gostei muito -http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/03/e-chegou-a-primavera/ ), a diretora convidada é uma alemã, Lulu é uma personagem interessante, amoral, como todos seríamos não tivéssemos os olhos dos outros sobre nós (querem apostar?).   O guarda-roupa é bonito, o cenário minimalista cumpre o papel, mas algo não deu certo.A ideia é interessante, boa mesmo, mas o delivery não aconteceu. Enfim, a química não bateu para mim. Desta vez teria de concordar com os senhores críticos: cansativa, confusa, atuações cheias de altos e baixos (a atriz que abre a peça começa um discurso gritado, e assim vai por várias partes da peça. Os atores masculinos ou são over ou under em vários momentos), até a iluminação deu a impressão de ter falhado em alguns momentos (coisa raríssima nos SESCs). Portanto, não perca seu tempo.

    3) Menina Nina, duas razões para não chorar

    Esta peça infantil estava muito bem cotada e, normalmente, as infantis do SESC são no mínimo boas produções. Esta estava no SESC Pinheiros (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=189308), na sala grande, o que é raro para montagens infantis.  Ficou pouco tempo, tentei para vários dias, mas estava tudo lotado. Consegui para o último dia da peça;

    É uma releitura de obra homônima de Ziraldo.  Pela segunda vez, em pouco tempo, revi Selma Egrei (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/11/um-pouco-mais-de-tudo/). E de novo fiquei impressionada com ela, realmente  uma atriz de teatro, e como está bem, envelheceu com dignidade e classe - pelo menos no palco.

    É a história de uma perda: a menina Nina, tão ligada a sua avó, tem de lidar com a morte dela.  O conceito é transmitido de forma bem suave para as crianças (apesar disso, montes de adultos debulharam-se em lágrimas e soluços).  Todos os atores estão bem, mas a menina, Pietra Pan (olha que nome bacana para alguém de teatro, parente de Peter Pan…), está ótima. Não é daquelas atrizes-mirins que dançam, cantam, sapateiam com perfeição. É só uma menina atuando. Muito alegre, à vontade, genuína em cena.  Carismática demais.  Valeu ver a peça, mas esperava mais.

    Ah, sim, acabei tendo um insight: dei-me conta que nunca brinquei ou estive com minhas avós como a menina Nina com a sua. Minha avó materna desquitou-se lá pelo final dos anos 50. Virou outcast, persona non-grata em casa. Meu pai, que se dava bem com ela, passou a execrá-la. Para ver minha avó, só às escondidas.  Mas eu gostava dela, e das poucas vezes que estive com ela não tenho recordações claras, mas são boas assim mesmo. Quanto à avó paterna, não gostava dela. Acho…No entanto, analisando um pouco, foi ela que me incutiu esse negócio de sair, passear. Lembro-me que me levava ao cinema (o Jardim ou Fiammetta, ali na Fradique), para eu ver Tom e Jerry. Levou-me a outros filmes. Eu ia com ela também todos os domingos à missa (eu estudava em escola de freitas, minha avó era bem católica, então ela me carregava junto). Com ela também andei muito de ônibus, para visitar parentes que moravam lá na Vila Maria, ou lá na Vila Pompéia. Ou seja, tenho uma dívida de gratidão com ela, mas nem por isso diria que gosto mais dela. Bem, quando eu for para o céu (eu já disse que VOU), espero que as duas me recebam bem.  Quem sabe a gente não recupera o tempo perdido? Com tudo isso quero dizer que tenho um gap em minha formação pessoal, portanto qualquer ação nebulosa, violenta, mesquinha de minha parte já está explicada e justificada.

    4) Menecma

    Esta foi no SESI Paulista.  Um amigo comentou sobre a diretora (Laís Bodanzky).  Achei o tema interessante, então lá vamos nós. Eu sou fácil mesmo, gente.

    A peça (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_teatro_menecma.asp) é encenada por 3 atores apenas. Sem sombra de dúvida, Roney Facchini é o que está melhor. Há muitos jogos de palavras, o que torna algumas cenas bem divertidas. O cenário é minimalista, o guarda-roupa é singelo. Há até efeitos especiais (não conto para não estragar a surpresa ou susto).   É muito mais light que Devassa, não resta dúvida, tem um pouco de suspense, de macabro, enfim uma miscelânea interessante. Mas é isso, divertida e interessante a meu ver (meu amigo achou chata), sobretudo pela dinâmica de parte dos diálogos, como escrevi, e só.  Não espere muito, mas acho que vale ver.

    E assim se foram R$ 23,00 em 4 peças, que se não foram as melhores que vi, valeram de todo jeito como entretenimento e para conhecer textos, performances.

    10

    de
    abril

    Insights de um cidadão

    1. Utilizei meu bilhete único do trabalhado (ainda tem crédito, tk God!) no metrô. Fiz o percurso Clínicas/Trianon, executei o que precisava em 10 minutos, voltei para tomar o metrô de volta. Tento passar na roleta: bilhete bloqueado temporariamente. Uma funcionária ali ao lado, mas nada de procurar me ajudar. Depois de tentar 2 vezes, IMAGINEI (graças, que eu tenho imaginação) que fosse por prazo de uso.  Perguntei à mesma funcionária catatônica e ela me disse que, para o bilhete do trabalhador, havia um prazo de 30 minutos entre usos no mesmo local (metrô ou ônibus).  Entendo…pergunto: mas, você não pode liberar para eu pagar uma nova passagem?  Não. Vejam a beleza do sistema: para coibir fraudes, mau uso (realmente, eram constantes, afinal brasileiro é isso mesmo), colocaram uma regrinha de reutilização. Muito fair, razoável, necessário, só que eliminaram minha opção/livre arbítrio.  Ou seja, como nesse caso, mesmo que eu queira pagar uma nova passagem com meu bilhete único não posso.  Não deveria haver um mecanismo de liberação nos ônibus e metrô? Afinal, é mais entrada $, e a pessoa não precisa esperar os tais 30 minutos. Tenho culpa de ser rapidinha? Mas, como sou brasileira desde criancinha e não confio no que venha da administração pública, tenho um segundo cartão na bolsa.  Por essa vocês não esperavam, hein?! Então pude passar com esse cartão. Agora é um esqueminha burro ou não?
    2. As lâmpadas dos postes de minha rua anoiteceram apagados ontem.  São uns 8 postes no quarteirão, daqueles bem altos (o quarteirão é comprido).  Cheguei tarde, então hoje liguei para o Ligue-Luz, antes Ilume se não me engano. Número facinho: 0800 72 20 156. Guardou? Fácil, fácil, para lembrar quem qualquer emergência. Atendimento cortês, mas igualmente burro (não é culpa dos atendentes).  Diálogo:Por favor, gostaria de solicitar a verificação da iluminação em minha rua. Vários postes de luz estão apagados. Qual o cep?  Dou o cep.  Em frente a que número? Em frente a minha casa não há problema, mas um pouco mais adiante. A senhora poderia dizer em que número? Como assim? Não basta o cep. eu dizer que há uma escola estadual que ocupa quase um quarteirão do outro lado da rua, e que há problemas nos postes em frente a ela? Chutar um número vale? Senhora, são as normas. Nós NÃO TEMOS ACESSO A MAPAS DE RUA. Sim,estas foram as palavras da atendente, pobrezinha!  Faça você um teste agora: puxe aí o Google Maps, utilizado no mundo todo, e talvez até por marcianos, e ponha um endereço qualquer. Aparece até a foto do local.  E a Prefeitura de S. Paulo não provê acesso a seus atendentes de uma ferramenta gratuita, confiável, utlizada no mundo inteiro. Porém, o cidadão chutar um número, como eu tive de fazer, pode e vale.  Kassab, pelamor, adeus!  E não volte nunca mais!!! Subprefeito da capital, idem.  É o fim ou não é?

    Bem, já desabafei. Agora é continuar a vida…inspira, expira, inspira, expira.

    8

    de
    abril

    Que Rio é esse?

    Bom, depois das chuvas recentes que castigaram várias partes do estado do RJ, inclusive a capital, depois do horror de ontem (atirador em escola), do horror de hoje (bandidos invadindo uma escola e ameaçando alunos), depois dos filmes/documentários, notícias diárias dos embates nos morros da cidade, do problema do tráfico, ver a animação Rio (http://www.imdb.com/title/tt1436562/) é um alívio.

    Lá está um Rio bonito, simpático, alegre, como todo brasileiro gostaria de ver, de visitar. Tem gente malvada no filme, como em tantos outros, só que a gente sabe que aquilo é realidade por aqui, vê isso todos os dias em jornais, tv, então as imagens incomodam. Mas aí eu pensei: na verdade, só nós sabemos que a coisa é daquele jeito mesmo, aliás, até pior. Para o resto do mundo é só ficção, sem grande conexão com a realidade, folclore. Melhor deixar assim.

    O desenho encanta, é bonito, colorido, sobretudo quando os pássaros voam, e como temos pássaros lindos.  Recentemente fui a Foz e visitei o Parque das Aves (http://www.parquedasaves.com.br/v2/br.htm). Um lugar lindíssimo, imperdível! E lá vi tantos pássaros  de nossa fauna, lindos como só eles. Garbosos, coloridos, barulhentos. A animação foca sobretudo a arara azul (macaw blue) que está em extinção.

    Houve alguns momentos que me deixaram um tanto surpresa: (1) primeiramente, por que brasileiros cantando em inglês no início e final do filme (aliás, um monte de nomes famosos da MPB) com um sotaque absurdo? Ficou difícil de entender a letra em inglês; (2) por que nomes de alguns personagens que deixam o espectador em dúvida: Pedro, Rafael, Fernando? Claro que esses nomes também são comuns por aqui mas, para o pouco que o mundo nos conhece, esses nomes remetem imediatamente ao mundo latinoamericano de fala hispânica. E mais: o Rafael, interpretado por George Lopez, diz montes de “caramba” daquele jeito mexicano ou assemelhado de ser e carrega um certo sotaque no inglês. Como o diretor é o Carlos Saldanha, carioca da gema, não entendi essas situações (i.e., ele sabe do sotaque que prejudica pelo mundo afora o entendimento da letra, ele sabe da confusão mundial sobre Brasil e demais países hermanos seguramente).

    A trilha sonora usa várias canções brasileiras em português ou inglês, mas ao final tem um toque africano, depois latino. Enfim…se eu não fosse brasileira, se conhecesse menos o Brasil, acho que sairia do cinema com uma ideia bem confusa ou equivocada do Rio e do Brasil.

    No geral, o desenho é bem positivo. A favela é retratada com leveza, parece até aquelas ruazinhas estreitas de cidades italianas, gregas, etc.  Idílico, talvez. Os bandidos não são tão bandidos assim, o menininho pobre faz coisas erradas porque é “coitadinho”.  Ah, e o Rodrigo Santoro faz o Túlio, uma das personagens principais, e faz bem. Inglês muito bom. Aliás, há outros brasileiros participando como vozes de personagens secundários (Bebel Gilberto, Gracinha Leporace, o próprio Carlos Saldanha, etc.).

    Fui ver o filme legendado, mas sabe que deu vontade de ver o desenho dublado? Interessante, como a referência ao Brasil é tão grande, como nunca vi em outras animações obviamente, deu-me vontade de ver como os da terra se saíram na dublagem. Deve ser bem interessante.  Os americanos e agregados deram-se bem, fizeram um bom trabalho,  e difícil, eu acho, por isso vou tentar ver com o pessoal daqui. Tomara que tenha ficado tão bom quanto a versão original.

    O desenho está sendo exibido em 3D também. Imagino que a tecnologia enriqueça as belíssimas imagens. Diferente de outros desenhos, talvez, para este caso, ver em 3D faça realmente diferença.

    Bem, o desenho é bonito, simpático, trata de um tema bem interessante (captura e venda ilegal de animais, sobretudo aqueles em extinção), é musical, mostra um Rio bonito, o Carnaval numa boa medida, i.e., sem exageros.  Carlos Saldanha fez um lindo trabalho, e dele podemos todos nos orgulhar.

    Site oficial do filme:

    http://www.rio-themovie.com/

    7

    de
    abril

    De comidinhas


    Hoje fui almoçar  lá no Shopping Vila Olímpia (antes do cinema (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/04/07/nem-por-um-milhao-de-us/).  Fui ao Crepes E Waffles (http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2157/crepes-waffles-abre-filial-no-shopping-vila-olimpia).  Já havia tentado ir com amigas, também num dia de cinema, mas não deu. Estava cheio, a recepção foi péssima, então fomos para outro estabelecimento.

    Hoje estava cheinho, mas tinha lugar.  O cardápio é composto de vários crepes, waffles (óbvio, né?), sanduíches em pão pita e outras cositas. É bem carinho: crepes salgados na faixa de R$ 22-24.  Os doces são mais baratinhos.  Resumo da ópera: R$ 45 por pessoa (incluindo refri, água, suco, gorjeta, café).  O atendimento é titubeante. A garçonete não sabia exatamente qual a diferença entre dois crepes, uma pequena alteração em uma sobremesa (tira uma coisa, põe outra - elas são montadas na hora, então não se justifica nenhuma dificuldade) precisou da intervenção da gerente ou dona.  Enfim, a comida é boazinha, mas não é tudo isso. O atendimento foi atencioso, mas pouco eficiente em alguns momentos.

    À noite fui queimar um cupom no Le Manjue Bistrô (http://www.lemanjuebistro.com.br/v2/). Não conhecia a casa, mas minha amiga disse que antes estavam em Pinheiros, em uma lugar bem mais modesto. O endereço de Moema é bem bonito, amplo. A decoração é primorosa. O atendimento foi muito bom de começo a fim. O voucher dava direito a um jambalaya de camarão, com banana e curry por R$ 20.  Nem vi o preço no cardápio, mas seguramente deve ser coisa para mais de R$ 50. O prato é bonito, bem servido e muito gostoso. Sobremesa zero: bem gostosa (vejam descriçao no link acima - cardápio).  Mesmo sem pagar o prato principal, contando 1couvert, 1taça vinho branco, 2 cafés, as sobremesas, serviço e estacionamento: R$ 62/pessoa. Tudo muito bom, muito gostoso, serviço ótimo, mas bem caro (as sobremesas giram entre R$ 18 e 23 aprox.).  De qualquer forma, valeu conhecer. Se tiver fundos, vale a visita.

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