11
de
março
Dia de fúria

Não que justique, isso jamais!, mas até explica. Este é um relato de 36 horas de uma cidadã comum, cliente, consumidora igual a qualquer um de você. Relato alguns dos percalços por que passamos, sem a menor necessidade. Já escrevi sobre o tema, mas isso é algo “endless” (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/20/eu-odeio-muito-isso-unabridged-version-by-mk/).
- Na quinta, fui com uma amiga ao Shopping Paulista - Loja da Vivo. Minha amiga foi brindada com uma série de vantagens, inclusive redução de $ na conta, sem pedir, ao visitar essa loja para tratar de um assunto puramente administrativo. Como o atendimento de balcão da Vivo é ruim e muito irregular (melhor em um lugar, pior em outro), resolvi ir à mesma loja em que ela obteve o atendimento, para tentar melhorar meu pacote, que acho caro. Realmente, consegui negociar uma série de coisas. Deram-me até um telefone que tem x minutos para celular e para fixo de graça. Parece que foi tudo bem - vamos ver quando chegar a conta, se está tudo conforme informaram em termos de valores. Quanto ao tal telefone, cheguei em casa, coloquei para carregar, e não consegui usar. Nem me ocorreu desligar e religar, ou retirar bateria e chip (esses são os famosos Santo On e Santo OFF que resolvem muita coisa). Palermamente, liguei para a Vivo. Demorou um tempão para ser atendida e depois para passarem para um suposto técnico. O rapaz falava aos borbotões. Quase impossível entender o que ele dizia. Ele parecia estar em fuga desesperada, falando nervosamente, que não sabia direito o que estava falando. Resumo: ele pediu que eu tirasse o chip do telefone novo - parece que ele viu por lá (bola de cristal?) que o chip estava com problema, não era reconhecido - e o colocasse em um outro celular para fazer um teste. Cooomooo?? Se eu estava falando com ele ao celular, em que celular eu poderia colocar aquele chip? Aí veio o golpe mortal: não dá para a senhora pedir um celular emprestado aí, para seu vizinho, ou algum conhecido para fazermos o teste? Vejam que boa vontade não faltou, só bom senso. Enfim, perguntei como deveria proceder, disse que desligaria, faria o tal teste e, se o problema permanecesse, ligaria novamente para a empresa. Não deu outra, foi só desligar e religar o aparelho que tudo funcionou.
- Ontem fui à Biblioteca Mário de Andrade. Como mencionei em outro post (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/02/23/retorno-ao-front/), retirei dois livros para leitura que tinha de devolver ontem. De novo: após 3 anos de fechamento em pleno Século XXI, dão baixa no cartão de empréstimo com um carimbo “devolvido”. Um carimbo que se pode fazer em qualquer lugar por uns $3, acho. Ou seja, o acervo continua totalmente desprotegido, pois um esperto pode retirar livros, carimbar seu próprio cartão, e criar sua biblioteca quase que graciosamente. Como tudo não é feito de forma mais segura, cartões magnéticos, por exemplo? A possibilidade de fraude ou engano seria praticamente nula. Imagino que o investimento seria pífio, mas vai fazer a administração pública raciocinar. À funcionária que recebeu os livros de volta e carimbou minha ficha, eu disse que gostaria de doar um livro. Ela nem quis saber se era a Carta de Caminha ou a Bíblia de Gutemberg. Disse que não estavam aceitando doações e que para tentar doar (veja, que quero doar, dar, não pegar, retirar, emprestar, ou seja, o favor é de cá para lá e não o contrário como fazem parecer de forma mais que arrogante) eu deveria seguir a “Orientação sobre doações de livros” - scan que segue. Gente, mesmo que a obra não interessasse àquela biblioteca ou qualquer outra da rede pública,que tal pegar o livro, e não sendo ele pornográfico, de baixo nível, etc., por que não fazer uma reserva e, sei lá, no último dia do mês, ou quando houvesse a visita de alguma escola, sortear aquele livro para motivar, criar um approach simpático? Mas nãããoooo. Uma vez já tentei doar livros para o USP e foi igual, senão pior. Eu havia dito a mim mesma que não o faria mais. Mas, diferente de quem administra a coisa pública, eu achei que deveria tentar mais uma vez a bem dessa mesma coisa pública. Mas qual! Uma gente mumificada, que não pensa à frente, que quer evitar movimento, visitantes, trabalho. Imagine se vão facilitar. Agora, aceitar a biblioteca do Sr. Mindlin, ou de outro potentado, com obras valiosas, até eu. Isso é fácil. Uma pena! Infelizmente, nessas horas concordo com aquele pensamento um tanto chulo de que “só as moscas mudam!”. É um verdadeiro rosário que só falta terminar com: estamos fazendo o favor de aceitar qualquer coisa que queiram nos dar. Sobretudo porque somos um país de ignorantes, semianalfabetos, gente que não tem acesso à leitura básica. Qual seria o papel de quem cuida da cultura? Achar caminhos, tentar de todos os modos eliminar ou minimizar o problema. Lamentável! (cliquem na imagem para poder ler).

- No almoço, fui até o Roof na Vila Olímpia (http://www.roofeventos.com.br/). Havia comprado uma oferta de um site de desconto, porque vi o que vocês estão vendo no link acima. Nada que ver! Um negócio sem graça, feioso, um bufê meia-boca. E ontem era o último dia para o usar o voucher de desconto, portanto o pessoal da casa deveria estar mais do que treinado e entendido no assunto…aaaah, táááá…o atendimento não foi ruim, mas totalmente titubeante. A vista é meia-boca também. Então lá não volto, não, ainda mais que a gente tem de pegar crachá para entrar, afinal fica no 19o. andar de um prédio comercial, pegar elevador, enfim…melhor ir no shopping ou outro restaurante de rua que fique por ali. O pessoal não pensa mesmo. Para levar gente para lá tem de ser muito atrativo - o que está na foto mesmo - mas qual.
- Estão cansados? Eu quase cansei também…Foi a vez de ir ao cinema: Unibanco da Augusta. Aquele cinema está mais que derrubado, precisava de um tapa geral. O filme (Incêndios - comento em outro post) estava na sala 4, uma das pequenas, que fica no prédio do sentido centro-bairro. O filme era às 15h, cheguei umas 14h30. Duas pessoas na minha frente na fila para a bilheteria. Chega minha vez: por favor, uma entrada aposentado para Incêndios, 15h. A moça diz o valor, cobra, me dá o ingresso. Surpresa! Ela me deu ingresso para a outra sala, outro filme, que começava às 15h10. Claaarooo, muito movimento, gente saindo pelo ladrão, ser bilheteiro de cinema é uma atividade estressante, que envolve muitas decisões ao mesmo tempo, é vigilância constante…aaah, faça-me o favor! Ainda bem que vi na hora e ela trocou, senão, com a aparente incapacidade mental, vocês acham que se eu voltasse dali a uns minutos ela se lembraria ou admitiria que o engano tinha sido dela? Pode ser, mas felizmente não precise correr o risco.
- Jantar com um amigo no Frango com Tudo (http://www.biroska.com.br/frango/). Outro cupom de desconto. A casa é uma das que pertencem à Lilian Gonçalves, empresária da noite, que admiro bastante. A reserva foi relativamente fácil, o local é simples e simpático. Estava vazio quando chegamos, depois encheu bem. A dona estava por lá e foi a algumas mesas conversar com os clientes. O voucher dava direito a um frango recheado com farofa e legumes. Estava bem gostoso, dá para 3 a 4 pessoas comendo bem. A casa tem um sistema de campainha na mesa (a gente toca e, teoricamente, vem alguém atender). Já estávamos instalados e dissemos a uma atendente que estávamos ali pela promoção, e queríamos o frango. Perguntamos quem anotava bebidas. Resposta: a senhora escolhe no cardápio, aperta a campainha e alguém atende a mesa. Tá. Levamos 60 segundos para resolver o que beber, tocamos a campainha. Quem vem? A própria! Por que será que ela mesma não disse: querem olhar o cardápio? Eu já anoto o pedido. Afinal, o restaurante estava vazio. Mistééériooosss! Mais tarde, quando a casa encheu, nem tocando a campainha. Tivemos de tocar umas duas ou três vezes para alguém aparecer em um dado momento, e olha que o salão é bem pequeno, ou seja, controlável só no olhar. De todo jeito, não foi ruim, e até seria interessante conhecer outras casas da rede. O entorno do restaurante é a parte boa da Santa Cecília. Simpática, limpa, bem cuidada, até tranquila estava ontem.
- Agora o fantasma que me acompanha quase que diariamente: entrega do jornal Brasil Econômico. Fiz essa assinatura há uns 5 meses. Gosto bastante do jornal. Desde o início tem sido uma luta receber o periódico, que é caríssimo considerando que só circula de 2a. a 6a. No começo, tive de reclamar todas as semanas, pois algum dia o jornal não era entregue. Depois normalizou. Em fevereiro o tormento recomeçou, e ontem foi outro dia. A gente tem de ligar para um 0800 que não atende celular. Bom né? A opção seria um interurbano, já que o SAC fica no RJ. Claro que não renovo essa assinatura por nada no mundo (além das falhas de entrega, o jornal não vem embalado ou identificado, pode? Já reclamei, mas…). Se assinar, assino o eletrônico. Ah, o jornal está disponível gratuitamente para Ipad. Então sou eu que vou pagar mais caro e ainda ter todo esse trabalho? O melhor é quando a gente faz a reclamação, solta o verbo, e ouve o atendente do outro lado da linha teclando furiosamente para documentar tudo o que a gente está falando. Como se isso fizesse alguma diferença, pelo que pude depreender destes meses de calvário. O mais divertido é que já recebi até outro jornal no lugar do Brasil Econômico, afinal as publicações usam as mesmas distribuidoras muitas vezes. Sabe o que eu ouvi da atendente do BE? Não temos nada a ver com a entrega do outro jornal. Eu: claro que têm. Afinal, vocês têm um prestador de serviços que trabalha contra vocês e só para o concorrente. Eu assino o jornal de vocês e recebo o do concorrente. Não adianta, a mocinha não entendeu o raciocínio.









