6
de
março
Confetes e serpentinas
Não para mim, hein! Adoro Carnaval, sobretudo se fico em SP, mas não para as folias de Momo, bem entendido.  Cidade vazia, fácil de circular, cinemas, teatros, restaurantes, tudo menos lotado.  Tem muita coisa fechada nesses dias (museus, restaurantes, comércio), mesmo assim vale a pena.
E hoje não foi diferente: cinema e teatro.
Primeiramente Esposa de Mentirinha (http://www.imdb.com/title/tt1564367/) com Adam Sandler e Jennifer Aniston.  Domingo feioso, então uma comedinha ia bem.  Desconfio um pouco de comédias, tanto no cinema quanto no teatro. Comumente não são tãããooo divertidos assim, mas, para minha satisfação, esta produção superou minhas expectativas. Houve momentos em que ri descontroladamente, tal o “candid” das cenas.  Além dos dois atores, Nicole Kidman está muito bem, e lindÃssima.  No entanto, o máximo é Bailee Madison, garotinha que participou também de Entre Irmãos (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/07/uma-noticia-ruim-e-outra-boa/). Neste filme, ela está fantástica, hilariante, tão segura quanto qualquer adulto, e provê muitos momentos divertidÃssimos.  Trilha sonora bacanésima (Sting, The Beach Boys, Billy Joel, Bob Marley, etc.).  Como parte do filme se passa no HavaÃ, a fotografia também é muito bonita.
Trata-se da história de um médico que foge de relacionamentos sérios, depois de uma desilusão no dia do casamento, e arranja um jeito de ir levando a mulherada na conversa. Um dia encontra sua “cara metade”, e aà tem de montar uma mentira para fisgar e manter a moça. Aà entra Aniston como sua ex-mulher (na verdade não o é), os filhos dela (Madison é um deles), e o imbroglio cresce geometricamente.  Até um primo hilário entra na história, e agrega boas risadas.  O enredo é bem bolado, foge do comum, e todos os atores estão muito bem.  Um bom filme para uma tarde, uma noite bem divertidas.
Ah, fui ver o filme no Marabá, recuperado e reaberto há uns dois anos se tanto. Já comentei sobre o atendimento abaixo do esperado naquele cinema  (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/07/04/era-do-gelo-3casamento-silencioso-e-festa-juninata-bomou-quer-mais/), mas o interior é muito bonito, é emocionante subir escadas apoiando-se no corrimão quase centenário.  O cinema também é de fácil acesso, e barato - acho que um dos mais baratos. Projeção boa, som também, então tudo bem, vamos lá…
Depois fui ver, no Centro Cultural Banco do Brasil, a peça Antes da Coisa toda começar, com a Armázem Companhia de Teatro (http://www.bb.com.br/portalbb/page511,128,10162,1,0,1,1.bb?codigoEvento=3931).
A peça é densa, mas há momentos bem divertidos.  Guarda-roupa e cenário, sobretudo este, muito interessantes: pragmáticos, plásticos e inteligentes.  Música ótima (ao vivo e gravações): Rolling Stones, Piaf, entre outros. Projeções primorosas, iluminação bacana. Vozes maravilhosas, tanto para dizer o texto quanto para cantar. Texto muito delicado: 3 personagens que lidam com seus medos, desejos, responsabilidade por suas próprias vidas. A morte é enfocada de maneira bem interessante e realista. Arrependimentos, lembranças, chances de dizer o que é necessário do jeito certo perdidas, momentos que o público pode reconhecer em si e naqueles com que convive.
Do programa da peça: “Diante da morte a vida ganha força. Diante do silêncio, a música avança. Diante da apatia, o corpo dança. E é exatamente nesse instante que tudo começa.”
Muitos querem, mas não serão imortais; a premência de viver, de sentir, de se descobrir e se revelar com honestidade fazem a cena pulsar.  Um ótimo espetáculo.


