Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

14

de
fevereiro

Bandidos e mocinhos para ninguém botar defeito

Nossa, fazia algum tempo que não via um filme de far west tão bom! Vários têm aparecido por aí, muito bons aliás: Os Indomáveis, Appaloosa, O Assassinato de Jesse James. Outros não são exatamente filmes de bangue-bangue, mas tratam dos que desbravaram o oeste americano. Gente que deu sangue, suor e lágrimas, além da vida em muitos casos.

Esta refilmagem de True Grit/Bravura Indômita (http://www.imdb.com/title/tt1403865/), pelos irmãos Coens (meus queridinhos: http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/19/i-am-so-normal/) com produção Spielberg, está demais.  A versão anterior, de 1969, também fez história (http://www.imdb.com/title/tt0065126/).  Francamente, não me lembro de ter visto a produção com John Wayne e olha que eu gostava do gênero. Na minha pré-adolescência e começo da dita eu não perdia filme de bandido e mocinho. Adorava Mickey Rooney, Allan Lad, Randolph Scott, e o próprio John Wayne, além de uma pá de atores e atrizes que fizeram filmes ótimos na linha faroeste.  Depois de um tempo, mudei o foco, e hoje só vejo quando parece que a coisa é muito boa.

Na versão atual, Jeff Bridges está fantástico! Aliás ele é o tipo de ator que melhora com a idade, tipo Travolta, Freeman, Connery, Newman, Hanks, e tantos outros e outras também, claro!  Além dele, Matt Damon  (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/10/voltando-a-ativa/) também está ótimo! Agora, bacana é a menina: Hailee Steinfield, que parece ter feito só tv antes.  As personagens, a história são fantásticas. Outdated? Pode ser, mas mesmo assim muito ricas, muito interessantes. Sabe que a gente acaba torcendo pelos mocinhos mesmo, não tem jeito.

A trilha é muito boa e a fotografia, linda.  E estão lá características dos Coens, de que tanto gosto: tomadas mais dark, timing perfeito no humor, e a ratificação da  riqueza de um país que não é feito de gente urbanizada apenas, aliás muito pelo contrário, o americano médio, lá dos cantões distantes, é que importa e encanta de fato.

Agora está difícil, hein!  Além de O Discruso do Rei (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/02/12/long-live-the-king/), Bravura Indômita merece muitos aplausos e prêmios.  Vamos ver como fica…

14

de
fevereiro

Vergonha pela pessoa alheia

Foi quase isso, mas felizmente não chegou a tanto.

Comprei uma promoção  pela We Go! para o show Cinema segundo a Cia. Filarmônica. Para quem gosta de cinema, das trilhas que fizeram sucesso, sempre é muito bom ver um show baseado nisso.  Já assisti a outros muito bons (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/01/29/eletromovie-o-retorno/), então…vamos lá.

Achei o ingresso bem caro. Preço cheio = R$ 60, pela We Go! R$ 24.  Considerando que vou bastante a teatro, sei que R$ 60,00 ou pouco mais significa vários atores em cena, alguns estrelados, iluminação, trilha sonora, um espaço razoável.  Até musicais tipo Broadway e espetáculos bons nem chegam a isso,portanto para um show dominical, de um grupo não conhecido, pareceu-me carinho.

Não conhecia o Teatro Juca Chaves (http://jucachaves.uol.com.br/teatro/). Fica dentro da área do Extra ali na esquina da João Cachoeira com a Juscelino.  Sempre vejo várias peças anunciadas, sobretudo infantis, que parecem boas, mas nunca fui a nenhuma, pois me parecia que o teatro fosse muito fora de mão para mim, mas não é, não.  O teatro é relativamente pequeno, talvez uns 200 lugares, não sei.  Vê-se que o teatro precisa de um tapa. Tem cheiro esquisito, pois fica  num lugar com pouca ventilação natural, no fundão de um nicho do prédio onde está o supermercado.  As cadeiras parecem gastas. Quem senta bem na frente tem má visão da cena, perde bastante.  Lembrou-me teatros decadentes como o Gazeta, por exemplo.  E é uma pena, pois o acesso é bom, tem estacionamento no prédio do supermercado, i.e., segurança, o espaço é interessante.

O problema, no entanto, nem são as instalações um tanto depauperadas, mas o som.  Ir a  um espetáculo basicamente musical e ter uma caixa de som zunindo o tempo todo no ouvido, um desequilíbrio total entre instrumentos e vozes, ou seja, uns matando a outra, numa altura de estourar tímpano, é uma tortura. E foi! Imagino que o problema não seja somente o equipamento de som, o técnico de som, se é que há um, também é bem ruinzinho.

A Cia. Filarmônica (http://www.ciafilarmonica.com.br/site/index2.html) até que é bem boa. Fizeram uma boa escolha de músicas, havia projeções para os filmes retratados, boa interação com a plateia. Aliás, alguns números até me lembraram os bons tempos de Miriana e Miriansa. Não pela voz, claro, que eles cantam de fato, mas pelas ideias inusitadas, até corajosas, que acabaram divertindo, surpreendendo e aliciando a plateia.   Os músicos são muito bons, as vozes nem tanto, mas não comprometem. Ou não comprometeriam, já que o sistema de som deficiente prejudicou muitíssimo a apresentação.

Desfilaram por ali só músicas bem emblemáticas, boas de ouvir sempre. O show foi suportável pelo repertório, qualidade dos músicos e performances bem sacadas, mas que o teatro jogou contra, ah, isso jogou.  Francamente, se eu fosse a Cia. Filarmônica, pensaria duas vezes em fazer um show num local como aquele. Depõe contra.   No início a gente até achou que o cantor fosse ruim, mas não, a estrutura de som dali é que é capaz de destruir até um Pavarotti.

O grupo está apresentando outro espetáculo às 20h. com músicas dos Beatles. Eu gosto muito dos Beatles, acho até que os músicos devem fazer um bom espetáculo, mas naquele lugar, nem pensar.

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