Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

30

de
janeiro

Dia de dar tudo certo

Se a gente está bem, tudo vai bem, ou dá certo, ou parece dar certo, não tenho dúvida. E a companhia ajuda muito.  Como ouvi do enólogo, num curso de harmonização de vinhos: se a companhia é boa, até Chapinha desce redondo, e isso vale para todos os momentos da vida.

E meio no susto de novo, um programa delicioso no sábado.  Comer feijoada no Dois Irmãos. Hein? Quando, como, onde?  Pois é. Gosto de feijoada, mas não sou fanática. Fazia tempo que não comia o prato, então por que não? Amigos me chamaram, vamos lá.  A casa, Dois Irmãos, fica na R. Diógenes 55, no Campo Belo. Não achei site ou informações mais ricas na net. Este link vai ter de resolver: http://www.planetarestaurante.com.br/restaurante/SP/Sao-Paulo/Dois-Irmaos/9916.

O local é um botecão repaginado. Antiiigoo, acho que tem uns 80 anos.  Começou com dois sócios, portugueses. Morreram, as viúvas/famílias não puderam ou não quiseram levar o negócio adiante, um grupo de clientes comprou o lugar, e lá está a casa em pleno funcionamento. Às quartas e sábados, feijoada, tem música ao vivo em alguns dias, tem petiscos, e um chope bem tirado, servido em tulipa de cristal!  Impressionante, mas isso faz uma diferença!! E olha que eu não entendo nada de chope. A feijoada estava bem gostosa, é bem farta e acabou saindo R$ 30/pessoa, incluindo água, refri, chopes e serviço.  Um lugar bem low profile. O atendimento foi bom. Gostosa a sensação de estar em uma casa tão antiga com suas características originais mantidas, respeitadas, funcionado perfeitamente.

Depois visita à casa dos amigos dos amigos que estavam no almoço, sorvete, muuuitaaa conversa. Até ganhei temperos da horta da casa. Uma delícia!

E não terminou. Visita ao Marie-Madeleine (http://www.marie-madeleine.com.br/). Uma casa aberta há pouquíssimo tempo. Um mix excelente de produtos produzidos na casa (pães, croissants, macarrons, pains au chocolat, etc.), além de itens nacionais e importados sofisticados. Claro que os preços correspondem ao ambiente, qualidade (dizem que até a farinha para o que é produzido ali é importada) dos produtos,atendimento (excelente).  Trouxe alguns itens para casa. Não provei todos, mas o que já experimentei são excelentes mesmo. Em breve darão cursos no andar superior (tipo Atelier Gourmand). Há um cantinho bem gostoso para se tomar um café e degustar itens comercializados ali. Acho que vale a visita.

E depois de um sábado frenético…um domingo de pura preguiça.  Aproveitei para terminar de ver os dvds da terceira temporada de Big Bang Theory (http://www.bigbangtheory.com.br/).

Minha relação com as sérias americanas começou há muito tempo.  Primeiramente, foram as de detetives, policiais, e.g., Law and Order, CSI, Without a Trace, Cold Case, entre as que continuam no ar. Depois veio 24 horas, parte de Lost,  Desperate housewives, Ugly Betty, Grey Anatomy. Aí cansei e fui para as comédias: Two and a half man, Big Bang, além de Lie to me, The mentalist, NCIS, Criminal minds (uma das minhas preferidas).  Mas gosto mesmo é das humorísticas. Não que eu consiga acompanhar tudo, aliás esqueço, às vezes há outro programa mais interessante no horário, então as séries dançam.

Felizmente hoje se pode alugar ou comprar dvds de temporadas inteiras da maioria das séries. então, aproveitei uma oferta e comprei o terceiro ano de Big Bang. Impagável. Muitos divertidos os 4 rapazes e a moça (Penny), atores principais da série. Gosto de todas as personagens, mas o Sheldon (Jim Parsons), é o de que mais gosto. Suas tiradas, seu comportamento supernerd, sua “racionalidade” exagerada, sua postura anti-social são muito divertidos.  Deu para rir e relaxar comme il faut.

29

de
janeiro

Longa vida aos clubes de desconto

Não fosse isso, do jeito que a coisa está por aqui em termos de descalabro de preços, seria quase impossível, a não ser para a parcela mais abonada por herança, sorte no jogo, negócios escusos ou bons salários (muitos merecidos, ok?), frequentar restaurantes ou alguns restaurantes.

Como já mencionei, fiz um certo investimento antes de me aposentar em cupons, sobretudo para conhecer restaurantes ou ir a alguns que já conheço e dos quais gosto, sem gastar muito.

Nesta semana fui a dois: dui (http://www.duirestaurante.com.br/) de Bel Coelho, ali na Franca, Trinidad (http://trinidadpizzaria.com.br/), em Pinheiros, a quarteirões de casa.

O dui foi uma grata surpresa.  O voucher custou R$34 e dava direito a R$70. O restaurante tem menu executivo a R$ 49 (entrada, prato principal, sobremesa), no entanto preferi provar pratos do menu, já que tinha o benefício de um bom desconto.  Escolhemos carré de cordeiro com mostarda dijon, risoto de abóbora, gengibre e avelãs. A sobremesa foi uma tarte tartin de banana com sorvete de cachaça e amêndoas.  Deram-nos uma salada (a do menu executivo) como cortesia. Também provamos um suco tinto de uva orgânico (agora tem montes pelos supermercados a preço razoável - manga, uva, maracujá, tudo orgânico. Vou provar) que estava muito bom.  Os pratos estavam saborosos, o atendimento foi nota mil.  Pois é, em dias atuais, com a parca e porca mão-de-obra de serviços, quando um serviço é muito bom acaba ombreando com o principal, i.e., uma boa comida.

Se tivéssemos de pagar a conta, bateria em mais de $ 200.  Com o desconto, pagamos R$ 78 (R$ 39/cada).  Ou seja, mesmo com a economia, o total final saiu por R$ 73/pessoa.  Verdade: lugar bonito, bem cuidado, comida ótima, atendimento super (aliás, como deveria ser em todo lugar), mas mesmo assim caro para nosso paisinho.  Valeu conhecer. Num momento de “spending spree” volto para um menu executivo.

Quanto à Trinidad, pizzaria, a oferta era: pague R$ 19,00 e consuma R$ 52 (uma pizza grande).  Provamos uma pizza de shitake e outra de alho-poró, abobrinha e queijo brie. Esta cobertura estava muito boa. A massa já não é das melhores. Um tanto massuda, esava difícil até de cortar.  Tenho outro cupom, então vou de novo. Quem sabe a coisa mude. Agora espero mesmo é que mude quanto ao serviço.  A recepção é simpática, o maitre que nos atendeu também era eficiente, simpático, mas a brigada, brigava mesmo (não pude evitar o trocadilho infame).  Um pessoal ruim de tomar pedido, correndo para um lado e outro, com olhar esgazeado, angustiado, no horizonte, sem olhar par o salão, trazendo coisas erradas, para a mesa errada.  E só o maitre para servir a pizza (não vi outros garçons fazendo isso), não entendi por quê. Enfim…vamos ver se da próxima vez a coisa melhora.  E a casa por volta de 22h estava bem cheia, mesmo numa sexta-feira.  Tudo bem que Pinheiros e cercanias é muito populoso, o desconto era bom, paulistano adora uma pizza no café, almoço, lanche e jantar, mas mesmo assim estava mais cheio do que eu poderia imaginar.

O preço total (considerando  bebidas, serviço, café - não pedi sobremesa) ficou em R$ 25. Não é barato, mas também não é caríssimo.

Ah, e nada a ver com cupons de desconto, mas quinta-feira, dia de feira perto de casa, combinei um almoço diferente na casa de uma amiga: um bacanal de pastéis regado a caldo de cana.  Uma delícia! Comemos feito loucas e não demos conta de comer todos os pastéis que eu havia comprado, mas tudo bem. E eu, que nunca havia tomado caldo de cana na vida, provei e gostei. Comprei na feira mesmo (superlimpinho e bem atendido) com limão. Disseram-me que tenho de provar com abacaxi também.  As I say, vivendo e aprendendo, ainda bem!

26

de
janeiro

A miséria humana não tem endereço fixo

Esta realização de Alejandro González Iñarrítu não dever nada a 21 Gramas, Babel, Amores Brutos. Aliás, eu diria que é um upgrade na carreira do diretor.

Ainda bem que título é Biutiful (http://www.imdb.com/title/tt1164999/), porque se fosse Ugly…sei não (perdão, perdão…não consegui segurar a piadinha infame).

O filme é cru até a medula em alguns momentos, e em outros sublime.  Uxbal, a personagem de Bardem, é todo e cada ser humano, no espectro de seu melhor a seu pior, ou vice-versa. É a tal da “metamorfose ambulante”, cantada por R. Seixas. Uma personagem que poderia facilmente ser patética, piegas, não fosse um Bardem a representá-la.  E como foi difícil reconhecer-me, em vários momentos, em Uxbal.  A gente não gosta de se ver assim, que os outros nos vejam assim, nem bons, nem maus, só humanos, falíveis, generosos, cruéis, impulsivos, pouco racionais muitas vezes.  Mesmo que alguém esfregue a verdade em nossa cara, nós preferimos achar que é um exagero, que não é bem assim.  No entanto, Uxbal dá-nos a oportunidade de nos olharmos sem pejo, sem firulas, de frente, e isso incomoda muito.

Depois de ver toda a roda-viva de Uxbal, de sua família, das pessoas com que ele trabalha ou num certo sentido explora, dá um cansaço. A miséria humana é imensa, onipresente, e não vai absolutamente ser reduzida a curto ou médio prazo.

O filme exige atenção do espectador. Eu saí um tanto cansada, apesar de a produção ser ótima.  É que o filme é muito dinâmico em termos de ação e denso (riqueza das personagens, sobretudo).

Vejam  se faz lembrar algo: imigrantes chineses (podia ser qualquer nacionalidade) sendo explorados por gângsters, realizando trabalhos pesados, ganhando pouquíssimo, dormindo em porões; imigrantes africanos, ilegais, vendendo tudo que é produto pirata; policiais corruptos recebendo propinas de monte; operações da polícia para fazer ou simular limpeza/controle; áreas da cidade completamente deterioradas, impenetráveis para o cidadão comum.  Pensou em S. Paulo? No Rio?  Na sua cidade?  Não, é Barcelona.  Isso, aquela da Espanha mesmo, lá na Europa, no primeiro mundo. Pois é.

A trilha sonora é muito bonita; a fotografia também é interessante, é dramática.

Trata-se da história de um homem que se vira como pode para manter a casa, seus filhos. Divorciado de uma mulher problemática, descobre-se doente. Parece o Drácula: bom de dia, mau de noite. I.e., oscila do melhor ao pior em termos de humanidade a cada momento.  Mesmo assim é intrinsecamente bom, e sua redenção vem de onde nem se espera.

Ah, sim, e o tema já abordado em Um Olhar do Paraíso, Além da Vida, e alguns outros filmes recentes, é retomado de leve, o que torna a personagem de Bardem ainda mais complexa, mais interessante.

Um filme excelente, mas é preciso estar em bom estado para apreciá-lo de fato. Se estiver meio para baixo, um tantinho azedo, desolado, desencantado, nem passe na porta, nem olhe o cartaz do filme. Deixe para outro dia, mas não perca

25

de
janeiro

É pique, é pique, é pique, é hora, é hora, é hora

Dias de aniversários muito importantes. Começou na sexta, com aniversário da minha queridíssima Fernanda, que é da família. Ontem minha mãe faria 75 anos, e também aniversariaram Cesar, filho de uma prima, e Marco, querido amigo.  E hoje…bem, hoje é dia da festa de minha querida cidade (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/22/meu-lugar-e-aqui/).

O calor está demais nestas semanas, então juntando uma coisa com outra: calor + feriado = preguiça federal. Já tinha me programado para fazer bem pouco mesmo, assumindo o ritmo da cidade, e foi ótimo.

Primeiramente uma apresentação dos monges beneditinos (Mosteiro de S. Bento) (http://www.mosteiro.org.br/) no Museu da Casa Brasileira, um lugar de que gosto muito e sobre o qual já discorri várias vezes por aqui (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/15/musica-musica-musica/). Hoje, como em vezes anteriores, muita gente. Talvez menos que em outras ocasiões: muitos viajaram e preferiram sol e mar. Havia bem menos cadeiras à disposição, uma pena, já que muita gente teve de ver a apresentação de pé ou pelos jardins (nada mau ficar pelos jardins, mas para esse tipo de música seria melhor ficar mais próximo da área da apresentação e de form mais cômoda - sentado). De todo jeito, mais uma escolha musical acertada. Os monges apresentaram-se por 45 minutos aproximadamente e encantaram. Após a apresentação, um grande grupo dirigiu-se à mesa do lançamento do livro  ”Patrimônio da metrópole paulistana”, para compra/autógrafo do livro, e meia dúzia de pessoas foi para o lado oposto conversar com os monges. Fui atrás deste grupo e pude ver, novamente, a boa vontade do pessoal de S. Bento. Como atenderam bem as pessoas, responderam as perguntas que já devem ter respondido mil vezes, como são bons de marketing, convidando todos a visitarem o mosteiro, ouvir os cantos por lá (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/28/se-tudo-mais-falhar/). Já tinha me tornado fã da perspicácia, atitude inteligente dos beneditinos, quando visitei o mosteiro. Hoje foi só um reforço.

Neste link está o resumo da apresentação (programa e participantes): http://www.mcb.sp.gov.br/mcbItem.asp?sItem=1633&sMenu=P008. Valeu ver, ouvir e aprender que as partituras que utilizam são com notação quadrada (superinteressante: http://lphrc.org/Chant/index.html) e que tudo teve de ser reescrito ou interpretado obviamente.  Mais informações sobre tecnicidades desse estilo de música: http://www.christusrex.org/www2/cantgreg/info_links.html.

E já que estava por ali mesmo, flanando, vi a mostra de pinturas de plantas e flores, e de fotos relativas ao livro que estava sendo lançado expostas pelos jardins da casa.

Almocei no Restaurante Quinta do Museu (http://www.quintadomuseu.com.br/quinta_site/index.htm) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/01/boa-musica-bela-paisagen-boa-comida-assim-que-eu-gosto/) com minha querida amiga Elê. Depois uma volta pelos jardins, pela coleção do museu. Sempre um prazer renovado estar por ali.

E menção especial ao Ricardo que trabalha no Quinta do Museu: todo mundo ali atende mutio bem, mas o Ricardo, que já conheço há um tempinho, é de uma atenção, solicitude, interesse, profissionalismo admiráveis, sobretudo em tempos de serviços tão capengas mesmo onde se arroga glamour, refinamento e se cobra muito sem se fazer o delivery do basiquinho.   S. Paulo é uma metrópole, como tantas outras pelo mundo, em que a grande indústria é a de serviços, e isso não tem volta, por isso acho que ele poderia (acho até que deveria mesmo) dar umas aulas para colegas da área  entenderem o que é prestação de serviço de primeira,digna, inteligente, que valoriza o trabalho que se faz.  Se cruzarem com ele por lá, vão se encantar.  Ah, sim, e o restaurante também faz eventos no museu - devem ser maravilhosos, considerando o cenário.

Agora é curtir a preguiça em casa, antes que venha a chuva.

24

de
janeiro

A vida é cheia de compensações

Assim, sem mais essa nem aquela. Segundona despretensiosa, meu último filminho foi na sexta (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/23/fui-enrolada/), e tanto para ver ainda…

Segunda é dia de preço popular no Belas Artes, o cine do fecha-não-fecha.  Ultimamente tenho procurado ir ali nesse dia, quando há filmes que eu queira ver, já que a economia é considerável. Além disso, o cinema é de fácil acesso para mim.  Então, vamos lá.

O Concerto (http://www.imdb.com/title/tt1320082/) já está em cartaz há umas semanas, no BArtes e no Reserva e mais uma ou outra sala. Sabe que eu nem tinha visto trailer desse filme, dei uma lida por cima na sinopse (francamente nem me lembrava direito dela quando estava indo para o cinema hoje), mas sou prova viva de que a sorte não e madastra, pelo menos não  na área cinemateográfica.

Que beleza de filme! Seguramente um dos melhores dos últimos tempos. Além de um roteiro muito interessante, que, apesar de parecer fantasioso, parece-me muito provável em um ambiente como o do comunismo ou ditadura russa. Momentos pungentes e muitas cenas ou situações divertidíssimas. Humor bacana. E música, muuuitaaa música da melhor qualidade.

Uma produção mais que globalizada (meia dúzia de países envolvidos na produção), rodado na Romênia, falado em russo e francês. Enfim, um cadinho internacional.

E a trilha??? http://www.imdb.com/title/tt1320082/soundtrack. Maravilhosa! Aleksey Guskov e Dmitri Nazarov estão fantásticos. Igualmente Mélanie Laurent e Valeriy Barinov.

Um quadro interessante da Rússia, pré e pós-comunismo acirrado: primeiramente a história da destruição de vidas, carreiras, famílias por Brejnev e sua camarilha; gente submetida a uma subvida para poder resistir ou sobreviver;depois o cenário que vemos hoje nos noticiários: gângsters que sugam da economia do país seu fausto, bandidagem de verdade, além de gente que ganhou muito dinheiro e nem sabe bem como usá-lo racionalmente. De verdade, não acho que a Rússia de hoje seja muito diferente do que está no filme: muita maracutaia, liberdade fake, mil esquemas dos quais todo mundo sabe, mas ninguém se habilita a brecar. Hipocrisia para ninguém botar defeito.

Uma delícia de filme! E o concerto final…dá vontade aplaudir de pé. Não perca!

24

de
janeiro

Ainda estou tentando entender

Como mencionei em alguns posts (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/15/envelhecer-e-uma-questao-de-tempo/), tenho assistido a shows de cantoras, cantores, inéditos no palco para mim. A grande maioria tem preenchido minhas expectativas.

Meio no susto fui ver o show de Leila Pinheiro (http://www2.uol.com.br/leilapinheiro/) no SESC Pinheiros.  Tenho um cd da cantora (imaginem, dos tempos do Mappin! Tem a etiquetinha e tudo), vi-a algumas vezes em programas de tv, ouvi no rádio, e a cantora sempre me foi muito agradável.  Minha lembrança: boa voz, bom repertório, boa interpretação. Com isso na cabeça, achei interessante poder vê-la em cena.   Ah, sim, além disso tudo ela estaria lançando seu cd de músicas de Renato Russo e Paralamas. Gosto demais tanto de um, quanto de outro, com eles não tem erro. Não pode ter erro…mais uma de minhas teorias que cai por terra.

Antes de falar do show propriamente, algumas observações sobre o SESC.  Ontem estava lotado. Piscinas e demais áreas com um quilo de gente. Não estava diferente no restaurante (comedoria).  Fila para pegar sorvete e um mísero cafezinho. Pudera, apenas uma pessoa no sorvete (tirando os pedidos numa máquina lerdinha, repondo matéria-prima, cobrando, enfim Brombril total) e somente duas no café, igualmente para fazer tudo.  Foram quase 20 minutos para conseguir ser atendida e pegar meu cafezinho. E tem mais: sempre pedi um café grande, mas surpresa! Não servem mais nem café, nem capuccino grande, só pequeno. I wonder why… Além disso, como o espaço da comedoria estava lotado, viu-se que o sistema de ar-condicionado dali não dá nem para o cheiro. Um horror! E para terminar: como diria meu pai, economia porca é fogo.   Com todo o atropelo, as moças do café deixaram de marcar o que consumi (água + café). Ao passar no caixa a moça disse: Não tem consumo?  Se eu fosse malandra, ou quem sabe estivesse com a família toda, poderia ter dito: Isso mesmo, e tudo ficaria na faixa, mas não fiz, nem faria isso. Só relato o acontecido para ver que idiotice economizar tanto na mão-de-obra, pois devem perder de monte com a sobrecarga das pobres funcionárias que, é preciso dizer, atendiam a todos gentilmente e com a presteza possível. Só que tem uma hora que com tanta bagunça o raciocínio vai para o espaço. Pobrecitas…

Ao show: então… Apesar da voz firme, até bem potente, afinada, do repertório com coisas lindas, não vi nada além de uma releitura bem prosaica de algumas músicas, sem aquele toque melodioso do Renato Russo, e sem fazer jus ao brilho das criações dos Paralamas. Eu diria que 40% das músicas foram recitadas, faladas, mais que cantadas. Isso me incomodou bastante. Não sei se foi a linha por que optaram, os arranjos, enfim, muito da musicalidade de várias composições foi colocado por terra. Uma pena!  A cantora tem público fiel, fãs de carteirinha, mas o fato é que o entusiasmo geral existiu sobretudo pelo Renato Russo e Paralamas, suas lindas músicas e interpretação que fizeram história e não serão esquecidas jamais, e muito menos pela própria cantora.  Podem dizer que é marcação de minha parte, mas ela não tem o mesmo domínio de palco que vi em shows anteriores de outros artistas. É boa música (toca vários instrumentos bem), domina técnicas pelo jeito. Conversou um pouco com o público, só que não tem aqueelee carisma, mas isso acontece. O fato é que o core: entregar a beleza das criações de Renato Russo e Paralamas, sob a roupagem que fosse, não aconteceu. Pelo menos para mim.

Fiquei cismada e , chegando em casa, fui ouvir o cd da cantora (Minha História). Realmente ela tem essa tendência, ou será estilo, de falar um pouco as letras, mas no cd em questão não senti isso tão pesadamente como no show.  Aproveitei e ouvi outro cd que dá nova roupagem a Lulu Santos, Paralamas, Barão, Legião Urbana: Ainda é Cedo de Nelson Gonçalves (http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A9lson_Gon%C3%A7alves) (http://www.mpbnet.com.br/musicos/nelson.goncalves/index.html). Apesar da voz um pouco menos firme (ele gravou esse cd já com idade avançada e acho que foi um dos últimos antes de morrer), de meter um bolero nas canções, sua interpretação deixou algumas músicas ainda melhores que as originais. Veludos, carícias. Uma coisa! Pois é, era isso que eu esperava ouvir no show de Leila Pinheiro: carícias, veludos, independentemente do ritmo ou roupagem que aplicasse ao repertório escolhido.  Vamos ver se consigo ilustrar meu raciocínio (sim, eu penso, gente!): quer coisa mais prosaica, previsível, fácil do que colocar Eduardo e Mônica num ritmo de sambinha, bossa-nova?   Pois é, a grande coisa dessa música, além da letra fantástica, é o ritmo inusitado.  Quando ouvi pela primeira vez pensei: esse cara é louco!  Como a gente vai cantar essa música com essa batida?  Depois de um tempinho, eu sabia que não poderia haver Eduardo e Mõnica de outro jeito. Claro que se pode dar nova personalidade a músicas famosas, isso desde sempre, mas não me pareceu que as escolhas feitas pela cantora para esse processo foram felizes.

Tudo isso aqui é produto de meu achômetro, mas a crítica pode não pensar assim, vocês podem não pensar assim.  Freedom is beauiful exatamente por conta disso. Então procurei, mas não achei nenhuma avaliação publicada, e sim este artigo que não deixa de ser interessante: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/09/em-novo-disco-leila-pinheiro-canta-cancoes-de-renato-russo-917108581.asp.

23

de
janeiro

Fui enrolada

Bem, faz muito tempo que não leio os contos de fada em seu original - aliás acabo de desenterrar uma versão dos contos de Grimm em espanhol. Já na fila de leitura.

Percebi que Rapunzel (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rapunzel) nunca foi um dos meus favoritos. Devo ter lido uma vez só e olhe lá. Seguramente ouvi partes da história pela vida, mas ler o conto de novo, não.  Isso não aconteceu com outras histórias: Branca de Neve, Gata Borralheira, Pinóquio e por aí vai, muito cantadas e decantadas.  Interessante que Rapunzel, aparentemente, não prive da mesma simpatia que outras personagens.  De repente, em meu caso, quando li  conto deu-me a sensação de simplicidade extrema, sem “gracês”, e isso ficou como impressão pela vida. Vai saber.

A Disney (http://www.disney.com.br/filmes/cinema/enrolados/pelicula.php), mestra em animações, lançou Tangled (http://www.imdb.com/title/tt0398286/), ou Enrolados por aqui.  Vi o trailer, pareceu bacaninha, aliás difícil animação que não seja bacaninha hoje em dia e muito melhor que muito filme de gente grande ou feito por quem se acha grande.  Fui ver em 3D no Bourbon. O desenho é muito legal, mas não precisa ver em 3D não, acho que não faz toda a diferença no caso desta produção. Colorido, imagens, trilha sonora ótimos.  Incrível como se a gente se concentra de fato parece que estamos vendo pessoas atuando. Os movimentos, as expressões faciais, tudo tão perfeito que é de admirar.

A história original está no link acima.  Era do que eu me lembrava vagamente, mas o filme é bem diferente.  Fora o cabelão da Rapunzel, da torre, todo o resto teve suas adaptações.  Ficou mais moderno, com lição embutida, ainda mais em tempos de pessoas que não conhecem limite para se manter jovens, ser esteticamente aceitas ou ficar mais bonitas que o resto do mundo, ou seja, tempos de vaidade escravizante (parece que o approach foi feito sob medida para a terra brasilis, já que somos campeões na área das intervenções cosméticas ou plásticas, a qualquer custo e para qualquer fim), de egocentrismo, e por aí vai.

Diferente de outras animações que já mencionei por aqui (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/09/15/up-e-over-e-megablastersuperdemais/) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/12/era-um-sabado-como-outro-qualquer/), não tenho curiosidade em ver o original. O desenho é muito bom, gostei, mas não a ponto de querer ver com a dublagem original.  Aqui, as personagens principais foram dubladas por Sylvia Salustti (atriz e dubladora - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sylvia_Salustti) e Luciano Huck.  Vejam bem, eu até gosto do Huck. Não vejo seus programas há quase uma década, mas vi seu início, acompanho algumas notícias a seu respeito, e me parece um bom rapaz, responsável, bom profissional, business man de primeira, envolvido com causas sociais.  Mas dublagem é coisa muito especial, e não é o LHuck que tem culpa de ter aceitado fazer a dublagem, quem o convocou, estúdio, distribuidor, ou o que seja, é que deve ser criticado.

Vejam que texto interessante: http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_filme=2368&aba=cartazes.  É exatamente como penso. Quem pode dublar? Dubladores profissionais ou, no máximo, atores que tenham competência para dublagem, e não são muitos. O LHuck não faz feio, mas o resultado poderia ser muito melhor se a dublagem tivesse sido feita por um profissional especializado. Lembro-me do tempo (quando eu via desenhos na tv, preto e branco e depois em cores) em que a voz do dublador era tão importante que se houvesse alguma alteração (dubladores ficam doentes, morrem, viajam, mudam de país) aquilo era um choque, a gente se sentia incomodado.  Alguns dubladores eram o ator ou atriz na tela, ou a personagem, e o ator, atriz, personagem eram a voz do dublador, ie., amálgama perfeito.  Os tempos mudaram. Os estúdios, distribuidores recorrem a celebridades para alavancar bilheteria, mas é preciso um mínimo de critério, bom senso, respeito ao espectador. As críticas sobre a atuação do LHuck são em sua grande maioria para lá de ácidas. Eu achei que não comprometeu demais, mas poderia ter sido melhor se a dublagem fosse feita por um profissional da área, só isso.

Independentemente da celeuma, vale ver, pois é um desenho muito bem feito, bonito, para cima, e que recupera um lindo conto de fadas.

22

de
janeiro

Meu lugar é aqui

Isso, aqui, em S. Paulo. A poucos dias do aniversário da cidade (25 de janeiro), tive a oportunidade, mais que bem-vinda, de voltar ao centro da cidade, próximo de onde trabalhei em dois períodos da vida. Lá atrás em 1976, até 1980 mais ou menos, e depois de 1993 até 29/12/2000.

Eu adorava o centro da cidade, adorava trabalhar ali.Tudo fácil, acesso fácil, cinemas (sou do tempo do Cine Ipiranga, do Marabá, bem antes da recuperação atual, do Bijou) ótimos, lindos, vários teatros próximos, restaurantes excelentes, comércio diversificado e de bom preço, da Livraria Duas Cidades!  Já nas épocas em que trabalhei lá pelo centro havia risco: trombadinhas e trombadões, pedintes, gente drogada, mas nada perto do que há hoje por ali.

Trabalhei primeiramente no 24 do Largo do Arouche, no Edifício Pekelman, que ainda está lá firme e forte, e depois na R. General Jardim 36, esquina com a Araújo.  Próximas a este último endereço havia várias boates (Love Story, por exemplo) em que, todos sabíamos, havia shows de strip, travestis, frequência altíssima de cafetões, prostitutas e seus clientes.  Eu estava chegando para o trabalho e o pessoal estava ali, do lado de fora dos inferninhos, tomando os últimos goles, acertando a féria, conversando, fumando.  Eu brincava: aqui é assim, eu chego e minhas colegas de trabalho estão de saída, e vice-versa.  O fato é que essa linha de transgressão sempre foi bem esperta: nunca quis ter problema com a polícia. Eu sempre dizia que não havia lugar mais seguro à noite, quando a gente saia tarde. Podíamos passar pelas boates sem susto.  De vez em quando se viam prostitutas se estapeando, ou um cafetão dando uns cascudos numa de suas “meninas” ou em algum desafeto, mas nada além disso. Problemas lá deles…Eles mantinham a área limpa, vigiada, sem confusão. Faziam o que a polícia deveria fazer e não fazia, e acho que continua não fazendo.

O centro de S. Paulo, infelizmente, devido às administrações incompetentes que tivemos, do pouco amor de administradores públicos pela cidade e seu patrimônio, pela falta de visão desses indivíduos, era/é de uma decadência doída para quem gosta da cidade como eu.  Hoje a coisa está pior ainda. Reflexo do país, sem dúvida. Muito mais gente se amontoando pelas ruas, um verdadeiro depósito de miseráveis.  Muita droga. Ações paternalistas sem reais efeitos práticos.  Falta de controle. Isso por todos os lados, até em frente ao prédio da Prefeitura.  Um horror!  Aliás bem ali, na Praça do Patriarca, o cheiro de urina, principalmente nos finais de semana quando não lavam as calçadas - como é que pode? Justamente quando muitos paulistanos e turistas vão ao centro em busca dos ótimos museus, espaços culturais, etc., a limpeza não existe ou é inferior a dos dias de semana! - é absurdo. Outra de minhas certezas: todo visitante/turista que passe por ali vai lembrar da cidade pelo cheiro e pelo amontoado de carne humana, e há tanto mais e melhor que poderia ficar gravado na lembrança.

Nossos administradores, pelo menos os últimos 5 ou ,6 foram de uma inépcia, de uma incapacidade administrativa retumbantes.  Não tiveram foco, controle, não eram/são transparentes, não eram/são razoáveis e racionais.  Estavam/estão na Prefeitura com um olho em outro cargo, em interesses pessoais acima de tudo.

Nada na cidade é bem cuidado, nada vai até o fim, nada é supervisionado de fato, não há rotinas efetivas, não há rigidez na exigência de resultados.  Não me interessa partido, eu quero é alguém que seja um urbanista de verdade, que saiba por onde começar, que saiba de fato o que fazer, que use o dinheiro - que é muuuitooo, i.e., não falta dinheiro, não - de maneira produtiva, honesta, planejada.

Enquanto esse “Messias Urbano” não chega, vou brigando por minha cidade e gostando dela do jeito que é possível.

Nesta volta à região do Largo do Arouche, às ruas próximas, à Vieira de Carvalho, Araújo, Ipiranga ratifiquei pelo grande amor pela cidade.  Olho para ela embevecida.  Prosaico, não é? Mas é assim mesmo que sinto minha cidade. Como eu gosto daquilo!

Estou sempre no CCBB, CEF lá do centro, mas já fazia um tempo que não ia para o lado do Arouche, da São Luiz. Foi um renovado prazer poder circular por ali, mesmo que rapidamente.  Fiz até uma comprinha numa loja de roupas que eu e colegas da empresa em que eu trabalhava frequentávamos, quando a empresa ainda estava por lá. As lojas continuam ótimas, preços bons, atendimento de dar saudade. A oferta de locais de alimentação também continua grande e de boa qualidade/preço.

Neste breve retorno tive a oportunidade de visitar aquelas lojas de usados da S. João. Sempre passava por ali, mas nunca havia entrado em nenhuma. Quanto dinheiro gastei bobamente em coisas para casa!  Fui ajudar uma pessoa a comprar geladeira, fogão e lavadora de roupas para o novo apartamento.  Com R$ 2mil comprou tudo, recebeu no dia, garantia de 6 meses.  A lavadora, uma Brastemp de 10 kgs, tinha só 6 meses de uso. Novinha. A geladeira, Brastemp daquelas que têm a geladeira em cima e o freezer embaixo, um pouco mais usada, mas perfeita. O fogão mais  simplesinho, mas igualmente ótimo. Tudo limpinho, revisado. Comprar tudo novo, não teria saído por menos de R$ 6 mil e ainda teria de esperar a entrega de 72 horas, horários a critério do vendedor.  São lojas estabelecidas por ali há décadas.  E é assim, uma peça muito boa (e.g., geladeira), vende em horas.  E quem compra?  Não é o pobrezinho segundo eles, mas a classe média média e média alta.  Se eu tiver de trocar algum eletrodoméstico, é lá que vou, com certeza.

Saí de lá do centro com saudade de minha cidade, e com pena porque ela é tão linda e está tão descuidada, tão suja, tão cheia de mendigos, de drogados, tão escura, poluída, com calçadas arrebentadas, lixo por todos os lados por falta de ação efetiva do poder público.  Claro que a população também ajuda na deterioração pela falta de civilidade, mas isso não é desculpa para o status atual e para a falta de ação e de resultados da administração da cidade.  Como eu gostaria de ter um R. Giuliani  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolph_Giuliani) por aqui por uns 8 anos pelo menos, ou até um Jaime Lerner (http://www.jaimelerner.com/).

De todo jeito esta é minha cidade (http://www.saopaulominhacidade.com.br/), este é meu lugar, e dela eu vou gostar sempre, acima de qualquer outro canto no mundo.

Então, um pouquinho antecipado: Parabéns, S. Paulo! Digna, bela, altaneira senhora de 457 anos!

20

de
janeiro

Problema do Brasil = visão

O Brasil tem problema de visão. Não aquela relativa à estratégica, à crítica ou autocrítica, ao planejamento ou ao que quer que seja nessa linha, mas à visão biológica, ou será anatômica?  Enfim, problema de olho mesmo.

Foi a conclusão a que cheguei ao ir a uma clínica oftalmológica hoje.  Tinha gente saindo pelo ladrão!  E, geralmente, não se vai a médico a não ser que haja mal ou incômodo instalado. Eu, não, eu faço visitas preventivas (como sempre digo a meu clínico geral: minha parte eu faço), mas a grande maioria não funciona assim. Enfim…havia centenas de pessoas, isso, centenas ao mesmo tempo. Um entra e sai sem fim.  Minha consulta era às 16h, na verdade um encaixe.  Até que foi rápido pelo fudunço que acontecia por ali, e durante o tempo que fiquei por ali - quase 3 horas, já que fiz um monte de exames- não parava de entrar e sair cliente.  O próprio responsável pela clínica se desculpou: houve um erro no agendamento. Overbooking, sacou?

Eu já sabia e só confirmei que estou com catarata. Minha mãe também teve nos dois olhos com 53 anos. Eu estou com 55.  E pelo jeito é dna mesmo, até porque o tipo de catarata que tenho é diferente daquela que acomete os mais idosos.  Hoje a tecnologia é fantástica, e vamos esperar que o fator humano também seja.  Já marquei a cirurgia, pois o incômodo é grande demais: fotofobia que fere, a vista que cega, imagens desfocadas e indistintas, mesmo usando os óculos, leitura cansativa, pois tenho de acomodar os olhos a cada tanto ou as imagens vão embora.  O resultado esperado é que eu volte a ter visão perfeita, clara, e nem precise de óculos. Este último item só conseguirei usando uma lente, para substituir o cristalino, que custa a baba de $ 3mil por olho. É brinca?  Infelizmente, a lente coberta pelos convênios, a nacional, não é indicada ou a melhor para meu caso, porque minha catarata está grudada atrás do cristalino. Bem, espero em breve estar vendo o mundo ainda mais colorido, sem precisar recorrer à bebida, às drogas e assemelhados.

O interessante da passagem pela referida clínica, além da multidão de fazer inveja a qualquer Saramago (Ensaio sobre a Cegueira, que foi filme rodado por aqui-SP), foi ter ouvido os três profissionais por que passei. Não duvido de sua capacidade, absolutamente, senão não teria marcado a cirurgia ali, mas os discursos foram diferentes a ponto de confundir o leigo ou o público usual.  Parecia que eu estava passando por instituições diferentes. Nenhuma explanação bateu 100%, as duas primeiras foram incompletas, e fazem isso uma centena de vezes por mês, com certeza.  Qual a dificuldade?  Acham que o cliente leigo não tem a capacidade de processar as informações? Que cliente não tem o entendimento necessário para poder ouvir e entender dados factuais?  Para minha sorte, obtive até a última gota de informação que precisava e que, estou segura, fará a diferença em minha recuperação.  Por que dificultar e submeter o paciente a expectativas não-conformes? Bem, agora só me resta esperar e rezar para que tudo corra bem.

Ah, e só para complementar: semana mais que diferente com massagem no Espaço Aono  (recomendo: http://www.espacoaono.com.br/) logo na segunda de manhã e resto do dia em preguiça sem culpa; terça em Santos (http://mskeller.blog.terra.com.br/2011/01/19/adoro-essa-cidade/);quarta ajudando na mudança de um amigo e dentista; hoje, contato com consultoria - será que volto a trabalhar?  Nenhum filminho durante a semana…Amanhã…muito mais.

E olho para o monte de roupas para passar chamando-me, e eu fingindo que não é comigo. Um dia minhas roupas acabam.  Sem cozinhar para mim tanto quanto gostaria nesta semana; sem ir à feira hoje…oooh, sacrilégio; mas tudo bem, uma semana diferente, agitada. Semana que vem ponho tudo em dia, inclusive o sono e o descanso.

E para terminar: um grande iiiipiiii, uuuurraaaa, para minha querida Fernanda (vi essa menina nascer) que faz aniversário amanhã.

19

de
janeiro

Adoro essa cidade

Já mencionei por aqui  como gosto de Santos (http://www.vivasantos.com.br/). Isso mesmo, a cidade do litoral paulista (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/11/22/sao-tantas-emocoes/).

Quando menina ia muito para lá com meus pais. Guarujá, litoral norte, era tudo muito difícil, caro, distante para nós.  A gente ia mesmo para Santos, S. Vicente.  Era um tempo em que havia bem pouca gente pelas praias, não esse mundaréu que existe hoje em dia por todos os lados. Podíamos até entrar com o carro na praia, na faixa de areia, e sem risco para ninguém. Quantas vezes tive de ajudar a desatolar carro da areia…uma farra!

Hoje está tudo muito diferente, não pior, só diferente. Acho Santos a cidade ideal: praia, mar (a cor da água não é das mais bonitas, mas ouvir o barulhinho do mar, olhar para aquela imensidão é reconfortante), estrutura de serviços e comércio muito boa, gente cortês. Deve ser a maresia…

Enfim, além dos jardins (os mais longos do mundo), clima bom, mesmo quando chove, tem toda a história de uma das mais antigas cidades do Brasil: a Bolsa do Café, a Pinacoteca, o funicular do Monte Serrat, o bondinho, o Valongo, teatros lindos e recuperados, enfim coisa de monte para ver. Um dia é pouco.  E vale conversar com guias, monitores, pessoal da terceira idade que faz parte do programa cultural da cidade.  Muito entusiasmo, muita alegria, muita boa vontade para atender o visitante.

Quanto aos da terceira idade, que se identificam com Santos há décadas (é a cidade dos aposentados), criou-se um programa em que esse pessoal serve de cicerone ao visitante, agrega cultura, conhecimento, experiência, olhar.  Uma delícia cruzar com eles nos lugares históricos.

Há folders na maioria dos locais, com informações importantes. Come-se bem  a bom preço, anda-se de monte sem se cansar, tudo planinho e calçadas muito melhores que por aqui (S. Paulo). Obviamente, falo do centro e da beira-mar. Claro que tem muita coisa que poderia ser melhor, que ali não é o paraíso na terra, mas continua sendo uma cidade que não canso de visitar, de ver, de contar e cantar.

Link para fotos e vídeos de minha visita de ontem:

http://picasaweb.google.com/miriamkeller/Santos1712011?feat=directlink.

Quem não conhece, deveria se dar esse presente.

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