Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

9

de
dezembro

Tudo na vida tem ônus e bônus

Como comentei em meu post de 20 de outubro (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/20/reflexoes-de-uma-aposentada/), alguns dias após encerrar atividades, tenho podido fazer com mais calma um monte de coisas de que gosto ou gostaria e não tinha tempo para aproveitar com tranquilidade ou integralmente: rever pessoas que não via há tempos (um por vez, que é para durar bastante); almoçar em lugares diferentes durante a semana; flanar por quarteirões de que gosto, no meio da tarde; fazer feira; ir a cinema e exposições (de graça ou mais barato) durante a semana; fazer um curso na Casa do Saber; cozinhar para mim; dormir oito horas por noite quase que religiosamente, etc. etc.  Como mencionei, que seja muito bom enquanto dure, depois…depois eu vejo.

Um dos bônus do período foi poder voltar a ler algumas publicações que havia deixado de lado. A piauí (http://revistapiaui.estadao.com.br/), por exemplo.  Assinei a publicação por uns dois anos, lá atrás. Sempre a achei divertida, irreverente (quase um Pasquim bem comportado), textos fluidos, inteligentes.  Mas aí…first things first, então deixei para lá.  Voltei a ler a publicação agora (ed. de novembro), e voltei a rir e a me surpreender não só com os temas, mas com a abordagem também. Há matérias como a Óleo ao mar, de L. Maklouf, tratando extensivamente de testes de segurança por aqui, de vazamentos acontecidos e possíveis, que é uma delícia de ler em termos de informação objetiva e das possibilidades de inferir que nos dá. Há “bobaginhas” tipo O que há na cabeça de Eike Batista - sobre a peruca que o empresário usa - que a gente lê pela qualidade do texto. Numa publicação dessas de fofoca, que há em salões de beleza, eu só veria a “figurinha”, nem me daria ao trabalho de ler.  Há um texto de autoria de W. Allen, sim, ele mesmo!  Divertidíssimo!  E super bem traduzido, senão a gente poderia perder o timing das tiradas hilariantes. Há um comparativo entre visões diferentes de segurança pública: Capitão Nascimento x estudiosos do assunto x políticos. E muito mais.

Enfim, uma delícia de publicação, com temas que interessam a todos, alguns inusitados (e.g. peruca do EBatista), com vocabulário e correção de linguagem invejáveis.  Único senão da publicação - desde sempre, em minha opinião: o formato e o material em que é impressa. É desconfortável de carregar (sei lá, para ler no ônibus, na fila, na sala de espera) e de manusear.  A edição de dezembro parece estar imperdível também.  Vale conferir.

7

de
dezembro

Qué pasó?

Todos saben que me gusta el cine argentino (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/07/duas-boas-noticias-e-outra-melhor-ainda/). Darín es mi preferido, y películas con otros actores también me gustan mucho. Pero Carancho (http://www.imdb.com/title/tt1542852/) fue una sorpresa!

Bom, deixando de lado esse meu lado “gardelona”, vamos para o idioma pátrio que é melhor. Gosto muito do cinema argentino, tenho escrito sobre isso muitas vezes (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/05/e-se-acabou/) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/12/uma-coisa-e-uma-coisa-outra-coisa-e-outra-coisa/). Mesmo se o filme não é ótimo, em geral é pelo menos bom. Eles conseguem ter uma regularidade que a filmografia brasilis não alcançou ainda. Gosto dos temas, dos atores, das produções contidas, mas que cumprem seu papel. Não rejeito um filme que venha de los hermanos.

Por isso fui ver Abutres, com meu queridíssimo Darín. O filme não tem cenários bonitos (tudo muito escuro, bem simples, bem comum: hospitais, ruas escuras, casas simples, escritórios amarfanhados, bares ou restaurantes sem nenhum glamour); tem uma trilha sonora de arrepiar (rock pesadíssimo, e um bolerinho ingrato). Os atores também são poucos: Darín e Matina Gusman que estão ótimos, e tem mais uma meia dúzia de atores que não me lembro de ter visto antes, mas que cumprem seu papel muito bem.

Trata-se da história, violentíssima, de um advogado, que perdera sua licença, operando com um escritório advocatício que explora os milhares de acidentes automobilísticos e suas vítimas em B. Aires. Alguém foi atropelado, lá estão eles junto com o SAMU local - aliás antes algumas vezes; houve uma batida, um ferido, idem; forjam acidentes. É uma grande máfia (será que tem isso por aqui?) com informantes e “colaboradores” em todos os níveis: hospitais, ambulâncias, polícia, judiciário, seguradoras e por aí vai. Uma rede digna de qualquer Complexo do Alemão, só que de terno e gravata, mas com a mesma sede de ganho, sem respeito pela vida, violenta, sanguinária.  Para complicar, o filme mostra um monte de relações humanas bem complicadas: gente que tem de achar um jeito de escapar da realidade para não surtar; gente solitária, não por viver sozinha, mas por que não tem ninguém lá dentro delas.  De novo veio-me a ideia de como sou normalzinha (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/19/i-am-so-normal/ ), minha vida é ótima, nada a reclamar no momento.

O filme é pesado, um tanto arrastado, violento, mas surpreendente até o final.  Lembrou-me um pouco Amores Perros (http://www.imdb.com/title/tt0245712/), de 2000, pelo emaranhado que vai se formando e anunciando momentos bem amargos.  Foi só um link, saído do nada mesmo.

Dito tudo isto, um filme que tensiona muito, mas vale ver.

Depois fui queimar mais um cupom de desconto no Santa Pizza, ali da V. Madalena (http://www.santapizza.com.br/). Apesar de 3a., 21h, casa bem cheia.  Pelo jeito muita gente faz sua reunião de final de ano (amigos, empresas) ali.  O atendimento foi razoável, as pizzas escolhidas estavam bastante saborosas. Só que é caro, mesmo considerando o tamanho das pizzas individuais.  Fazia bastante tempo que não ia ali, e acho que vou me ausentar por outro longo período.

Ah,sim, e antes de todo este tango, fui ver a exposição das obras de Carlos Oswald (http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Oswald) na CEF Cultural da Paulista. Para mim, que não conhecia o artista,  foi muito interessante. Muitas gravuras de grande beleza e expressão.  A mostra, gratuita, fica ate fevereiro de 2011.

6

de
dezembro

Oh, dúvida cruel! E põe cruel nisso!

Claro que todo mundo já teve um momento de indecisão, ou vários, ou todos, enfim depende um pouco de quem somos e do que a vida reserva-nos. Conheço pessoas que não conseguem decidir entre duas opções, que dirá entre várias alternativas?  Mas a dúvida é importantíssima para se ver uma questão por vários lados.  Assertividade é bom, mas dependendo da questão, de sua extensão, das possíveis consequências, melhor deixar as verdades ou convicções absolutas de lado muitas vezes.

Já li tanto sobre julgamentos, contendas jurídicas; vi tantos filmes relativos ao tema (desde o tempo do Perry Mason (http://pt.wikipedia.org/wiki/Perry_Mason)), mas de repente, isso mesmo: de repente, assistindo à peça Doze Homens e uma Sentença (http://estadao.br.msn.com/cultura/artigo.aspx?cp-documentid=26408611) no Centro Cultural Banco do Brasil, ali no centro da cidade, entendi o real peso de decidir sobre a vida alheia, uma carga angustiante.

Leiam este texto sobre a peça.  Está ótimo, ilustra muito bem o que aconteceu no palco (qualidade da direção, atores, iluminação, enfim, um show no palco do CCBB): http://bit.ly/eo6KSl .

A peça foi baseada em filme, que foi baseado em um seriado de tv, e tem um texto ótimo.  Não me lembro bem do filme original (http://www.imdb.com/title/tt0050083/) de 1957, preciso rever. Parece que a peça é bem fiel ao filme.

A gente não consegue despregar o olho, o pensamento, a consciência do que vai pelo palco.  Ter nas mãos a vida de outrem não é brincadeira, mas a percepção de muitos é bem mais rasa e descomprometida, mesmo em países (como os EUA) com tradição democrática, com instituições fortes e independentes para cuidar da justiça e garantir respeito aos direitos do cidadão.  O que é pior: deixar um criminoso ou culpado na rua, ou mandar um inocente para a morte ou pena pesada pela vida?

Acho que o filme original, lá na década de 50, foi um dos precursores dos filmes tipo CSI que abundam pelas tvs. Os EUA têm tecnologia inquestionável e muito à frente de todos os países (mesmo se considerando Inglaterra, Alemanha, etc.) na área investigativa; têm know-how: sabem onde e o quê procurar, mas isso não elimina a necessidade de visão crítica do cidadão, principalmente se ele tem em suas mãos o destino de um semelhante, em qualquer nível.

A peça é um thriller que provoca grandes reviravoltas lá dentro da gente: sim, não, talvez, muito pelo contrário? O certo é que a interpretação majestosa dos atores e a mão precisa do diretor transformaram um bom texto numa peça grandiosa.

5

de
dezembro

Dia de Fura

Já sei, estão pensando que cometi um erro de digitação, né? Nananinanão…lá no fim do post tem a explicação.

A tarde começou com visita à Oca (Parque do Ibirapuera). Antes de mais nada: não, a árvore de Natal ainda não está pronta. Deve ser inaugurada por estes dias.  Já estavam fazendo testes com a iluminação.

A exposição Água na Oca (http://www.aguanaoca.com.br/programacao-especial/) está fantástica. As exposições que acontecem ali são sempre ótimas, modernas, interativas. Só para lembrar da última: Roberto Carlos (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/25/o-rei-e-o-riso/).  Na da Água tem cheiro, barulho, e toque de água, de verdade.  É uma delícia para crianças e adultos.  Muita informação, tentando sobretudo sensibilizar as pessoas para um melhor uso da água, afinal é um elemento vital e pode ser finito se continuarmos no mesmo rumo. Muitas comparações, muitos dados: que países têm os maiores recursos; o que gasta mais água; qual o volume de água necessário para um banho, produzir um quilo de carne, etc.; usos inteligentes da água. Ainda: vida nos rios, nos mares. E o que polui, o que já poluiu e não polui mais.Tem até uma casa com chuva, raios, trovões por todos os lados. A gente entra e sente até o chão tremer, e pode até receber uns borrifos. Bacana é o cinema no teto do último andar. Montes de colchões de água para a gente deitar e assistir a tudo mui confortavelmente. Lá embaixo vária obras ou instalações com água.  Muito bonito, tudo muito plástico. Uma delícia de visita. Uma hora e meia para ler tudo, ver todas as apresentações, manusear os paineis, etc., no mínimo, então vá sem pressa.

Depois, quem, quem, quem??? Claarooo, Coral Luther King (http://www.lutherking.art.br/lutherking/) com Loucura Latina. Impressionante como eles conseguem se reinventar a cada apresentação. Já mencionei (eu sei, eu sei…um monte de vezes…) que há sempre uma novidade. Por mais que a gente tenha visto, lá vem um repertório inusitado, ou uma performance diferente, pouco costumeira. Como aprendi ontem com a Vic: a gente fica feito Barbie na caixa, não tem jeito.  Um repertório lindo, e ontem com a participação de um violonista, um percussionista e um bandonionista (será isso?). Ah, e um ator também fazendo as vezes de Dom Quixote brasuca: interagindo com a plateia, dizendo textos lindos, dando um colorido diferente à apresentação. Foi a última apresentação do ano, mas prometeram reiniciar em fevereiro. Nossa, que bom! Fiquei bem contente com a notícia.

E vocês pensaram que o negócio acabou?  Ué, e a Fura? Então…do Ibirapuera lá fui eu para o Memorial da América Latina para ver La Fura dels Baus (http://www.lafura.com/web/eng/home.php). Foi no susto mesmo. Um amigo conseguiu pegar ingresso para mim (tks, Artur) então tive a chance de ver  espetáculo.

Neste post resolvi incluir algumas fotos a mais para que tenham a noção da altura em que os números foram feitos, o tamanho da estrutura. Tudo gigantesco!  Impressionante. Mais que bonito, impressionante. Tudo feito a 30 metros do chão.  Esta matéria do Estadão está bem clara, completa:http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,la-fura-dels-baus-volta-comportada-ao-brasil,649080,0.htm. A última visita do La Fura foi há muitos anos e eu não vi.  Lucas e Júnior Lima é que cuidaram da parte musical e o Lucas voa tocando seu violino no número inicial.  Tudo é grande, grande, grande. E alto, alto, alto. As gruas, ou guindastes, passam em meio à multidão, a sensação é bem bacana. Mas verdade seja dita: tal qual o Cirque de Soleil, talvez ainda um pouco menos que aquele, não é tanto caso de habilidade, malabarismo, técnica pessoal. É muita tecnologia, isso sim, muita engenharia - e ela tem de ser totalmente segura e confiável, afinal um gajo se lança de 30 metros sem proteção, então o mosquetão e o cabo que o seguram não podem falhar de jeito nenhum-,muita iluminação, efeitos especiais, e por aí vai. No Cirque ainda tem uns artistas que atuam meio que como os de antigamente: malabaristas, trapezistas, equilibristas - muito menos, mas na mesma linha. O La Fura é um pouco diferente. Enche os olhos com o ineditismo, com a ousadia da proposta, e enche os ouvidos. Um show curto (dá menos de uma hora), mas movimentado o tempo todo.

É preciso dizer que a entrada era gratuita, o espetáculo foi patrocinado pela Cielo, então pode ser que outros shows da trupe tenham mais tempo, mas acho difícil, porque a estrutura que têm de montar é incrível e os shows não têm estofo para mais de uma hora, eu acho. Um aspecto importante é que só umas 10/15 pessoas são da Espanha. O restante, quase uma centena, é recrutado localmente. Não precisam ser de circo ou bailarinos exatamente, imagino, mas têm de ter coragem para ficar pendurados nas alturas, mesmo considerando toda a segurança que o grupo oferece. Felizmente não choveu pela Barra Funda (lá no Ibirapuera choveu demais, me molhei um pouco, mas na BF não caiu uma gotinha…), porque tudo é feito a céu aberto. Estava superagradável (temperatura, céu bonito).  Foi bem interessante e divertido.  E parabéns aos Limas…fizeram bonito na condução musical. Ah, sim, havia telões mostrando bem de perto alguns lances dos números, ou os músicos. Isso também ajudou bastante.

E depois, jantar um bacalhau básico com um grupo superbacana.

É Fura ou não é?


Vejam a altura, inclusive comparativamente com a passarela ao fundo.

2

de
dezembro

Bandola pelo Itaim

Como moro desde sempre em Pinheiros, que é um bairro em que resolvo minha vida em 4 quarteirões (um pouco de exagero, mas quase):sapateiro, lavanderia, táxi na porta, jornaleiro, conserto de roupas, supermercado, restaurantes de várias linhas/especialidades, bancos, cartórios, estações de metrô - quase prontas, etc., vou no máximo para a Paulista (que adoro pelos cinemas, museus, teatros, arranha-céus, multidão), Jardins, Augusta, Higienópolis. Para os lados do Itaim/Vila Olímpia deixei de ir há muito tempo.

Trabalhei por 4 anos no Curt, que ficava ali na R. do Rocio 430. Hoje um espaço irreconhecível para mim. Tenho até uma sensação ruim quando passo por ali, pois parece que varreram um tempo da minha vida do planeta.  Eu dirigia à época (final da década de 70), então conhecia todo aquele entorno. Não sobrou nada para identificar o espaço que eu tinha na memória. O máximo que ficou foi a curva da R. do Rocio quando ela está quase terminando, e só. Também ia muito com minha mãe à João Cachoeira. Início da fama da rua como poderosa no comércio. Aí veio o Mappin Itaim…mas tudo isso é passadíssimo.

Por causa dos clubes de descontos/compras apareceram várias coisas interessantes na região.  Como não dirijo, sempre analiso o custo x benefício das oportunidades. No caso do Itaim/V. Olímpia, é muito fácil,com condução de boa qualidade. E assim fui redescobrindo o bairro.

Comecei com a Clínica Makhoul na Fidêncio Ramos, que insisto em chamar de Florêncio Ramos, um mix de Florêncio de Abreu com a tal rua propriamente.  A  clínica é ótima. Bem montada, fica em um prédio comercial. Ambiente superagradável. A Mariana Ferraz, que me atende, é ótima, bem conectada, atualizada, tranquila, cuidadosa, atenciosa.  Aí vi que há vários restaurantes ótimos na esquininha da rua. Vou provar algum em minhas visitas.

Como tenho de caminhar um pouco para chegar até a clínica, a partir da Brig. Faria Lima, passo pela rua Chilon. Da mesma forma que a Teodoro Sampaio é a rua dos móveis e instrumentos musicais, a S. Caetano é a rua das noivas, ali é a rua dos estacionamentos. Seguramente uns 60% da área linear da rua são voltados para esse negócio. Muitas casas foram colocadas abaixo pelo jeito. Hoje mesmo, passei às 9h15 e duas casas geminadas, já meio detonadas, ainda estavam de pé. Às 11h, quando voltei por ali, já estava tudo no chão. Outro estacionamento ou algum empreendimento imobiliário? Mas o que chama a atenção para quem caminha pela cidade como eu são as calçadas. Que estado lamentável, as da Chilon!  Da mesma forma que na Cardeal Arcoverde, na Mourato Coelho, estas em Pinheiros. A Prefeitura começou, há uns dois anos, um trabalho de recuperação de calçadas e parou. Parou por quê, por que parou? (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/coisas-da-cidade-grande/). Como se calçadas cuidadas não fossem retrato de civilidade, desenvolvimento, cuidado com a população, e não fossem importantes para a administração de uma cidade.

Enfim, outra aquisição foi o Shopping Vila Olímpia. Bem bacaninha, bom mix, várias salas de cinema, boa praça de alimentação (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/02/comer-passear-ver-um-filme-papear-tomar-cafe/).

Também havia comprado, há uns meses, um curso na Casa do Saber. Comecei na semana passada:As Guerras do Século XXI (http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=2136), com Jaime Spitzcovsky (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Spitzcovsky). Apesar de o tema parecer pesado, o conhecimento do palestrante (jornalista que viveu na Rússia, na China), seu timing, bom humor, raciocínio lógico, foco, tornaram o curso muito interessante.  Ainda temos duas aulas. Looking for them!

A Casa do Saber tem estrutura interessante, mas faltam banheiros para o número de pessoas (sobretudo mulheres) que frequentam os cursos. Coisa basiquinha, né? Tem uma boa cafeteria, tem uma Livraria da Vila no térreo, tem estacionamento e manobrista (não sei como funciona),salas bem confortáveis, com o equipamento necessário. Monitores fiam na sala o tempo todo para auxiliar o professor/palestrante, resolver problemas materiais (projetor, água para o mestre, controlar presença), e, incrível, monitorar (afinal monitor é para isso) a aula (imagino que: se o professor/palestrante tem postura adequada, linguagem - palavrões, se o tema desperta interesse, participação dos alunos, e por aí vai. Interessante, mas gravar não seria mais proveitoso, pragmático e menos ostensivo, gênant? Além de permitir, no caso de haver algum problema, corroborar o fato cabalmente e permitir aos de boa vontade a correção da rota. Enfim…)

Igualmente, por um desses descontos da vida, fui conhecer a Matriz Hamburgueria ((http://www.matrizhamburgueria.com.br/), bem ao lado da Casa do Saber.  Lugar bem montado, atendimento nota 10, hambúrguer delicioso (e olha que eu sou vizinha e frequentadora da Oregon - http://www.oregonhamburger.com.br/- então tenho boa referência para comparar).  Valeu conhecer.

Foi muito bom voltar ao Itaim/Vila Olímpia. Um tanto sufocante devido aos paredões de prédios construídos nestes quase 30 anos de ausência, mas muito diversificado e com boa estrutura.  Na volta do curso, passei pela Brig. Faria Lima à noite. Várias árvores iluminadas para o Natal, como há em várias outras avenidas, mas no caso muitas não estavam acesas. A gente vê que as luzes estão instaladas mas não funcionam. Oh, my, dai-me um milagre de Natal, e que todas as luzes se acendam para a gente ter o espetáculo que a cidade e seus habitantes merecem. Amém!

1

de
dezembro

Grandes prazeres

Se você vai ao Vinheira Percussi (http://www.percussi.com.br/index.php) duas vezes em 10 dias, não pode reclamar da vida. Ao contrário! Tem de juntar as mãozinhas, ajoelhar, e agradecer. Já fiz isso agora de manhã…

Relatei minha antepenúltima visita em outubro (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/17/conto-primeiro-a-parte-boa-ou-a-meio-ruim/).  Ontem foi uma visita muito especial ao restaurante: além de ter o prazer de poder retribuir um jantar surpreendente que me foi oferecido por um amigo, começou a temporada do tartufo no restaurante. Neste link (http://www.destaquesp.com/index.php/Gastronomia/Sabores-da-Italia/historias-do-tartufo.html), o Alessandro Segato conta muito bem sobre a história, “caça” e valor adquirido do tartufo. Tem o negro também, mas o que temos em geral à disposição é o branco.

Claaarooo, que optamos pelo cardápio formulado para degustar com o tartufo.  Por aqui a coisa é cara. Dá para pensar: um fungo que nasce, brota da terra, é caçado por cães (porcos também), como pode ser vendido por uma pequena fortuna, mesmo por seus “desenterradores”? O fato é que desde o odor (francamente acho que essa é a grande coisa do funguinho) até o sabor, o danado é muito bom.  Em casa tenho, às vezes, o azeite trufado que dá uma boa “impressão” do fungo. Para omelete, massa sem grandes agregados (com recheada é ótima), esse azeite faz a diferença.  Mas obviamente não é o mesmo que o fungo in natura.  Em vários lugares ele é pesado em balancinhas como as de ourives. Siiiim, isso mesmo. A média de preço por grama (atenção: GRAMA) é de R$ 40 a 50. Há restaurantes que apresentam um cardápio completo com o tartufo, com um preço bem robusto para justificar o uso suficiente, sem pesar, do fungo.  Nada nesse campo sai barato. No meu caso, dá para comer um cardápio assim a cada…dois anos? Com a aposentadoria acho que o intervalo vai aumentar. Mas como sempre digo: eu vi, eu vivi, então se  não der mais no futuro, a memória gustativ/olfativa vai ter de funcionar a mil.

Frescura? Pode ser.  Tenho ojeriza à ostentação, mas acho o prazer que o tartufo me dá justificativa razoável para o desembolso que sua chegada por aqui exige.

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