Como moro desde sempre em Pinheiros, que é um bairro em que resolvo minha vida em 4 quarteirões (um pouco de exagero, mas quase):sapateiro, lavanderia, táxi na porta, jornaleiro, conserto de roupas, supermercado, restaurantes de várias linhas/especialidades, bancos, cartórios, estações de metrô - quase prontas, etc., vou no máximo para a Paulista (que adoro pelos cinemas, museus, teatros, arranha-céus, multidão), Jardins, Augusta, Higienópolis. Para os lados do Itaim/Vila Olímpia deixei de ir há muito tempo.
Trabalhei por 4 anos no Curt, que ficava ali na R. do Rocio 430. Hoje um espaço irreconhecível para mim. Tenho até uma sensação ruim quando passo por ali, pois parece que varreram um tempo da minha vida do planeta. Eu dirigia à época (final da década de 70), então conhecia todo aquele entorno. Não sobrou nada para identificar o espaço que eu tinha na memória. O máximo que ficou foi a curva da R. do Rocio quando ela está quase terminando, e só. Também ia muito com minha mãe à João Cachoeira. Início da fama da rua como poderosa no comércio. Aí veio o Mappin Itaim…mas tudo isso é passadíssimo.
Por causa dos clubes de descontos/compras apareceram várias coisas interessantes na região. Como não dirijo, sempre analiso o custo x benefício das oportunidades. No caso do Itaim/V. Olímpia, é muito fácil,com condução de boa qualidade. E assim fui redescobrindo o bairro.
Comecei com a Clínica Makhoul na Fidêncio Ramos, que insisto em chamar de Florêncio Ramos, um mix de Florêncio de Abreu com a tal rua propriamente. A clínica é ótima. Bem montada, fica em um prédio comercial. Ambiente superagradável. A Mariana Ferraz, que me atende, é ótima, bem conectada, atualizada, tranquila, cuidadosa, atenciosa. Aí vi que há vários restaurantes ótimos na esquininha da rua. Vou provar algum em minhas visitas.
Como tenho de caminhar um pouco para chegar até a clínica, a partir da Brig. Faria Lima, passo pela rua Chilon. Da mesma forma que a Teodoro Sampaio é a rua dos móveis e instrumentos musicais, a S. Caetano é a rua das noivas, ali é a rua dos estacionamentos. Seguramente uns 60% da área linear da rua são voltados para esse negócio. Muitas casas foram colocadas abaixo pelo jeito. Hoje mesmo, passei às 9h15 e duas casas geminadas, já meio detonadas, ainda estavam de pé. Às 11h, quando voltei por ali, já estava tudo no chão. Outro estacionamento ou algum empreendimento imobiliário? Mas o que chama a atenção para quem caminha pela cidade como eu são as calçadas. Que estado lamentável, as da Chilon! Da mesma forma que na Cardeal Arcoverde, na Mourato Coelho, estas em Pinheiros. A Prefeitura começou, há uns dois anos, um trabalho de recuperação de calçadas e parou. Parou por quê, por que parou? (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/coisas-da-cidade-grande/). Como se calçadas cuidadas não fossem retrato de civilidade, desenvolvimento, cuidado com a população, e não fossem importantes para a administração de uma cidade.
Enfim, outra aquisição foi o Shopping Vila Olímpia. Bem bacaninha, bom mix, várias salas de cinema, boa praça de alimentação (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/02/comer-passear-ver-um-filme-papear-tomar-cafe/).
Também havia comprado, há uns meses, um curso na Casa do Saber. Comecei na semana passada:As Guerras do Século XXI (http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=2136), com Jaime Spitzcovsky (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Spitzcovsky). Apesar de o tema parecer pesado, o conhecimento do palestrante (jornalista que viveu na Rússia, na China), seu timing, bom humor, raciocínio lógico, foco, tornaram o curso muito interessante. Ainda temos duas aulas. Looking for them!
A Casa do Saber tem estrutura interessante, mas faltam banheiros para o número de pessoas (sobretudo mulheres) que frequentam os cursos. Coisa basiquinha, né? Tem uma boa cafeteria, tem uma Livraria da Vila no térreo, tem estacionamento e manobrista (não sei como funciona),salas bem confortáveis, com o equipamento necessário. Monitores fiam na sala o tempo todo para auxiliar o professor/palestrante, resolver problemas materiais (projetor, água para o mestre, controlar presença), e, incrível, monitorar (afinal monitor é para isso) a aula (imagino que: se o professor/palestrante tem postura adequada, linguagem - palavrões, se o tema desperta interesse, participação dos alunos, e por aí vai. Interessante, mas gravar não seria mais proveitoso, pragmático e menos ostensivo, gênant? Além de permitir, no caso de haver algum problema, corroborar o fato cabalmente e permitir aos de boa vontade a correção da rota. Enfim…)
Igualmente, por um desses descontos da vida, fui conhecer a Matriz Hamburgueria ((http://www.matrizhamburgueria.com.br/), bem ao lado da Casa do Saber. Lugar bem montado, atendimento nota 10, hambúrguer delicioso (e olha que eu sou vizinha e frequentadora da Oregon - http://www.oregonhamburger.com.br/- então tenho boa referência para comparar). Valeu conhecer.
Foi muito bom voltar ao Itaim/Vila Olímpia. Um tanto sufocante devido aos paredões de prédios construídos nestes quase 30 anos de ausência, mas muito diversificado e com boa estrutura. Na volta do curso, passei pela Brig. Faria Lima à noite. Várias árvores iluminadas para o Natal, como há em várias outras avenidas, mas no caso muitas não estavam acesas. A gente vê que as luzes estão instaladas mas não funcionam. Oh, my, dai-me um milagre de Natal, e que todas as luzes se acendam para a gente ter o espetáculo que a cidade e seus habitantes merecem. Amém!