Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

24

de
dezembro

O ano está quase acabando

Verdade, ainda faltam alguns dias, mas como viajo na noite de 25, não vai dar para manter o blog regularmente até minha volta (8/1). O blog da hora será este, com detalhes de minha viagem:http://miriamk-buenosaires2010.blogspot.com/. Espero que gostem. Vou tentar atualizar, baixar fotos regularmente. Vamos ver se dá.

Quanto ao ano que termina, foi muito bom. Com rupturas de percurso que eu não imaginava. No começo do ano soube que a área em que eu trabalhava havia 17 anos ia ser extinta. Conclusão: poucas chances de ter um lugar no que sobraria da empresa. Momento tensão: e agora, José? 17 anos na empresa, quase 36 trabalhando…e agoooraaa, Jooosééé? Mas como diz o ditado: nada como dar tempo ao tempo. E foi o tempo que me salvou, além da troca de ideias com meu chefe, colegas na mesma situação, amigos fora da empresa, família. O brainstorming ajudou muito.

Tinha planejado visitar parentes no exterior antes de receber a notícia. Felizmente, não desisti da ideia. Fui, passeei, vi os queridos Lola e Fábio, Vanessa e Roger, Ingrid, revi coisas lindas e descobri outras. Na volta, o espírito já estava mais tranquilo. Com calma revi meu caminho pela vida: colégio, universidade, empresas. Por que não parar? Eu já havia dado minha contribuição ao mundo corporativo, estudei muito quando era tempo de estudar, sempre obrigações, horários, disciplina, cobrança (minha mesmo, sobretudo). Tudo isso teve sua função e seu tempo, e me ajudou a ser o que sou, então…hora de romper paradigmas. Para minha sorte, meu chefe foi de uma honradez e respeito incontestáveis comigo e com outros dois funcionários que estavam na mesma situação, i.e., sem lugar na estrutura local (por opção ou imposição, não importa).

Com todas as limitações que a “aposentadoria” impõe tenho feito montes de coisas de que gosto (SP oferece muitas coisas ótimas gratuitas ou a preços muito acessíveis), revi pessoas queridas, contatei outras que ainda tenho de rever in person, tenho mais tempo para mim, para minha casa, para minha alimentação (voltei a cozinhar com muito prazer para mim e para outros. Há muito tempo não fazia isso), durmo religiosamente 8 horas por noite. Só falta colocar minhas leituras em dia e mexer um pouco mais na casa… tem tempo… Obviamente, não é um roseiral, afinal tudo tem de ser medido ($), há várias limitações, mas mesmo assim ainda está valendo muito a pena. Sinto-me uma pessoa melhor, não para os outros mas para mim mesma. Aliás, ontem ouvi de uma amiga que uma pessoa que se aposentou (amigo dela), depois de curtir atividades de montão, comentou: nossa, não sei como tinha tempo para trabalhar!

Pois é, olhando daqui, do dia 24 de dezembro, 2010 foi um ano supimpa! Tive perdas significativas, mas quantos ganhos! Se 2011 for meio 2010 já vai ser bom demais.

Que os que comemoram tenham um bom Natal entre amigos, familiares, ou mesmo sós, e que o meu 2011 e o de todos vocês seja generoso, com boas surpresas, e que estas superem de longe os obstáculos que todos temos em algum momento da vida, mas que temos de aprender a vencer.

Saúde, paz, alegria, sucesso para todos nós.

23

de
dezembro

Que dupla!

Sempre gostei de Stephen Fry (http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Fry). Ele participou de mais de uma centena de filmes, seriados, programas, tanto como ator, quanto como produtor, escritor. Enfim, um ator que sempre teve uma aura de competência para mim.  O primeiro filme a que assisti e prestei atenção de fato nele foi Peter’s friends (Para o resto de nossas vidas - http://www.imdb.com/title/tt0105130/), quase 20 anos atrás.  Além dele, nesse filme que marcou minha vida, estavam por lá: Kenneth Branagh, Hugh Laurie, Emma Thompson e montes de outros atores ótimos!  A trilha é o máximo. Tenho até hoje e quando ouço quase fura.  Desse filme, gravei uma frase dita por Fry (gay, aidético, para morrer e que resolve reunir amigos da escola, aquela turma inseparável à época, para vê-los uma última vez) quando EThompson tenta avançar sexualmente sobre ele: I am not in the vagina business (quer jeito mais posh, chique, Brit de explicar uma situação tão complicada?).  Depois vieram outros filmes, muitas dublagens (ele é voz constante em Harry Potter, foi o gato em Alice, voz em o Mochileiro das Galáxias, e por aí vai).

Uma amiga me emprestou os dvds da série A bit of Laurie and Fry (http://en.wikipedia.org/wiki/Fry_and_Laurie), que fez sucesso nas décadas de 80 e 90 e teve um revival recente (http://www.bbc.co.uk/news/10389065) - bom, eu não vi, mas parece que houve pela notícia da BBC.

Hugh Laurie é conhecidíssimo pela personagem Dr. House, que está bombando no cabo.  Mas se a gente ve o Laurie nos dvds não dá para imaginar que ele viraria um House tão bom.  Outros filmes não anunciam isso também, e.g., Um peixe chamado Wanda com Fry e outros big shots do cinema inglês.

Enfim, dois talentos únicos, com muito cérebro (eles se conheceram via EThompson, enquanto faziam Cambridge).  Então…eles podem ser deputados,senadores, sem o vexame de precisar provar que sabem ler e escrever. Que tal?  E o humor deles é de qualidade inquestionável!

Os 4 dvds mostram a progressão do programa semanal: nos dois primeiros não há grandes alterações. Personagens ótimos (adorei o Control), caracterizações impagáveis e quase inimagináveis, programas supertrabalhosos, pois são muitos microepisódios, em espaços bem diferentes com caracterizações muito bem feitas.  Seguramente uma produção competente que exigiu muito dos atores.  Tanto nos dois primeiros dvds, quanto no terceiro, os programas são centrados nos 2 atores. Difícil aparecer um terceiro em cena.  Verdade que no terceiro dvd o formato do programa já muda radicalmente. Para melhor!  O show sempre termina com a preparação de um coquetel, uma sacada e performance brilhantes! Fry que faz o grosso da performance, está demais em todos esses finais.

No terceiro dvd o humor também mudou, igualmente para melhor. Fica mais refinado.  Para mim é o melhor dos 4 dvds. Há personagens bárbaros, e.g., Jack and Neddie - um louco com um pé no terrorrismo chique,  e um homem que quer pertencer ao grupo e sofre muito com isso. Os embates verbais são maravilhosos.

O quarto dvd já traz convidados em todos os programas. O formato mudou novamente.  A introdução do programa nesse dvd é a melhor, com certeza! O humor fica diferente de novo. Sofistica-se ainda mais.  O coquetel final continua lá, e continua divertidíssimo.

Abaixo, alguns links para que tenham uma ideia do que era o show.  Foi ótimo ter conhecido o trabalho dos dois atores.  Não tenho dúvida de que da mesma forma que Monty Python foi inspiração para a série, eles foram a inspiração para a maioria dos sitcoms que pipocam pela tv americana, sobretudo os que estão bombando, como Big Bang Theory.

Se puder alugue, ou veja todos os episódios que estão no Youtube. Vale muito a pena.

http://www.youtube.com/watch?v=ZFD01r6ersw

http://www.youtube.com/watch?v=0BzaWt_mXYY

http://www.youtube.com/watch?v=nYixxt4VgCk

21

de
dezembro

Sol e chuva, casamento de viúva

Vou explicar o que aprendi com minha mãe quando criança e que, tenho certeza, é pura ciência: chuva e sol, casamento de espanhol; sol e chuva, casamento de viúva.  Ouvi e repeti tantas vezes isso que hoje são pensamentos naturais quando acontecem esses fenômenos climatológicos. Mais: não tenho dúvida da veracidade desses fatos…Portanto, pela chuva que caiu hoje aqui em SP, sempre respeitando a equação do título, devem ter acontecido milhares de casamentos de viúvas. Legal!  Que sejam muito felizes!

Como conosco ninguém podosco (outra tirada de meus pais), com chuva ou não, o dia rendeu. Comecei por queimar mais um cupom de desconto que estava para vencer. Fui ao Ministro (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Gastronomia/Estabelecimento/Ministro_1153.aspx?id=106101), ali na Ministro Rocha Azevedo, quase esquina com a Oscar Freire. Fui para o almoço. Lugar bonito, bem caprichado, música boa, atendimento ótimo. No entanto, achei a comida cara e meio fraquinha. O cardápio é bem limitado. Pedi um peixe do dia (tinham salmão ou pescada) que pode vir com um acompanhamento. Escolhi legumes grelhados. $36!! Como tenho cozinhado para mim, fiz as contas: mesmo comprando os ingredientes básicos do feirante, que compra do atravessador, que comprou do produtor, o prato não sairia por mais de $ 8. Como então pode-se cobrar $36. Mesmo considerando que  a pescada era de ótima qualidade, o naco servido foi bem modesto e os legumes são servidos em fatias quase transparentes de tão finas. Muito azeite (demais para o meu gosto), mas isso não justifica o preço, mesmo considerando ouros custos: fixos e mão-de-obra.  Ainda bem que paguei $20 pelo cupom e mais $ 4 pelo serviço = $24. Mesmo assim, não acho que o custo x benefício tenha compensado.

Depois fui queimar outro cupom  no Zebra Zero (http://www.zebrazero.com.br/) ali na esquina da Lorena com a Haddock Lobo.  Já tinha ido lá com um amigo para outros dois cupons.  Quando fomos, havia mais gente na loja (clientes e atendentes) e tudo correu razoavelmente. Só o som estava alto demais na ocasião. Hoje só havia eu e mais duas clientes. Uma atendente só e o musicão alto de estourar tímpano. A tal atendente com uma disposição de fazer inveja a qualquer lesminha de caracol, com uma má vontade impressionante!  Para que exatamente alguém monta uma loja como aquela, gasta uma baba,num ponto caríssimo (aluguel, iptu) e deixa uma pessoa tão desabilitada, para dizer o mínimo, sem nenhuma supervisão, cuidando de seu pote de ouro?  E com tanta concorrência na praça?  É bem irracional, né não? Enfim, last time there, for sure.

Aí veio o momento tão esperado: tomar vacina contra febre amarela no Instituto Pasteur (http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/menu.htm), ali na Paulista. O Instituto, até onde eu tenha lido/ouvido, é referência na prevenção, tratamento e imunização (acho que é esse o termo) da raiva. Também se podem tomar outras vacinas ali e funciona de domingo a domingo. Em minha longa vida, nunca havia entrado no local. Imaginei, até pelo que ouço sobre sua qualidade técnica, que encontraria algo meio cibernético. Pois é, caí do cavalo! Os registros e apontamentos por que passei são todos manuscritos, anotados em um cadernão. O documento que recebi, e que tenho de trocar por outro internacional, não sai de uma impressora, mas da mão de um auxiliar de enfermagem. As instalações, pelo menos até onde tive acesso, são tosquíssimas. Na saída perguntei se só poderia obter o certificado internacional em Cumbica. Resposta: acho que sim. Dá uma ligadinha para lá.  Como assim?  Se fosse para dar uma ligadinha eu já o teria feito?  Custa ter algo impresso para distribuir com os dados do site em que os dados devem ser preenchidos antes de ir a Cumbica, e com possíveis locais, além desse, para receber o certificado internacional? Francamente, em tempos de tecnologia, internet, micros, impressoras, um negócio tão século XIX?  Não dá para facilitar para o contribuinte/paciente/usuário?  Por que não há uma rede estadual, já que é um local que pertence ao Estado, em que os dados seriam alimentados para que, quando se fosse retirar o certificado internacional, já estivesse tudo lá, fácil, correto, sem burocracia e com muito mais segurança na guarda de dados do que num cadernão de papel mesmo? Pelo menos, felizmente, não fiquei mais do que 15 minutos lá dentro (só eu para tomar a vacina), mas deu para ver montes de gente (funcionários) entrando e saindo, então gente é que não falta para aquilo funcionar direito. Ah, e já que eles não sabem mesmo, para que vocês não tenham que dar uma ligadinha, aí vai o site para obter algumas informações: http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/posto_fainter.htm.

Depois foi a vez de ver, após um intervalo muito curto (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/27/um-lexotan-so-e-pouco/), meu segundo filme finlandês: O Ciúme mora ao Lado (http://www.imdb.com/title/tt1188992/) (http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/12/16/comedia-finlandesa-o-ciume-mora-ao-lado-enfoca-contradicoes-de-casal-em-crise.jhtm). O filme é dado como uma comédia por aqui. Sei não…o fato é que por lá têm um cinema muito peculiar, uma visão própria, talvez única, de como fazer cinema.  Este filme tem, claro, alguns momentos hilariantes, mas está bem longe de ser uma comédia como nós as conhecemos.  Não é um filme tão denso como Três homens e uma noite fria, mas tem momentos bem tensos, tristes, agressivos, amargos.  É um filme bem lento até a metade, ganhando um ritmo maior daí para a frente. Tem uma fotografia até que bonita; música, acho que nada de que tenha gostado.  É a história de um casal que, após 10 anos de casamento, se separa. Parece que chegam a isso por puro desgaste, nada muito mais grave que isso. Mesmo separados tecnicamente, habitam a mesma casa (e que casa). O homem arruma uma mulher para fazer ciúme para a ex, ela idem.  No meio disso tudo, um imbroglio colossal: prostituição, morte, gângster, mãe que encontra filha após 30 anos, uma coisa bem Janete Clair de ser. Dá uma certa canseira fazer os liames, mas não dá para se perder. No final tudo acaba bem, na medida do possível. O interessante é que um dos atores de Três homens também trabalha neste filme. Este é de 2009 e Três homens de 2008. No mais recente o ator entra mudo e sai calado. Faz uma meia dúzia de aparições e ponto.  Bem esquisito mesmo, até porque lá no Três homens ele tem um superdiscurso.

E para terminar o dia, um happy com amigos no Bar do Juarez (http://www.bardojuarez.com.br/) ali de Pinheiros, pertinho de casa. Fiz reserva na semana passada, pois nesta época têm muitas mesas de confraternização.  Tudo certinho da reserva à recepção, ao atendimento, às guloseimas.  Uma delícia mesmo.  Já fui ali algumas vezes, e sempre o resultado foi excelente.  Mesmo sendo uma segunda, a casa estava lotada.

E para fechar, aventuras em um fusca. Não é título de filme, não. Fui eu mesma voltando para casa em um fusca 68, sob a direção de um amigo.  Já faz uns 17 anos que não dirijo, mas meu primeiro carro, lá aos 20, foi um fusca (1975, acho).  Voltando a viajar em um fusquinha é que me dei conta de como era apertadinho. É um carro levinho, ágil, pouco ruidoso, e bem facinho de entender, tecnicamente.  Uma delícia essa volta no tempo.  O fusca em que viajei é da mesma cor do que está na foto acima, mas estava menos polido. No mais, igualzinho.  Emocionante!

17

de
dezembro

Meus ótimos investimentos

Pois é, considerando que eu migraria para a classe “aposentados”,que tem de cuidar direito do que amealhou pela vida para não passar apertos, fiz alguns investimentos antes de parar de trabalhar. Uns $, outros em mercadorias/serviços.  Tenho discorrido algumas vezes sobre os cupons de desconto.  Com eles pude conhecer ótimos restaurantes, fazer tratamentos estéticos, massagens, tudo com preços bem convidativos. Até o momento, acho que de duas dezenas só uns dois ou três estabelecimentos não preencheram as expectativas.

Nesta semana, voltei a dois lugares: um o Red Angus (http://www.restauranteredangus.com.br/) ali na Henrique Schaumann. Já estive lá várias vezes e sempre achei o serviço bom, a comida bem gostosa e farta, apesar de ser meio carinho.  Desta vez, mesmo utilizando um cupom de desconto, não foi diferente.  Fiz a reserva facilmente e comi uma deliciosa picanha (fazia um tempinho que não comia esse corte) com acompanhamentos.  O serviço foi bem rápido. Apesar de a casa ser grande, devido aos encontros de final de ano (almoços corporativos, de amigos, colegas, etc.), havia várias mesas enormes, muita gente chegando a cada momento. Mesmo assim, euzinha fui bem atendida de começo a fim.

Na quarta à noite, foi a vez de jantar ali no Boa Bistrô. Vejam que site bacanésimo! http://www.boabistro.com.br/indexNoite.html#/HOMEHOME. Amor à primeira vista!  Um lugar bem bonitinho, num lugar de acesso fácil (quase esquina com a Oscar Freire). A casa, apesar de ser uma quarta, estava bem cheia, e encheu mais ainda até eu sair dali.  Comi uma salada verde incrementada (deem uma olhada no cardápio. Está no link), um arroz de polvo de babar, e um sorvete de requeijão com calda de goiabada.  Além de um chardonnay Alamos (taça a preço honesto). Tudo uma delícia, muito bem servido.  Não é barato, mas com meu cuponzinho não tive nenhum problema digestivo posteriormente…É um lugar para se voltar de qualquer maneira.

E last but not least,voltei ao Matriz (http://www.matrizhamburgueria.com.br/), para um lanchinho antes de minha última aula na Casa do Saber (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/02/bandola-pelo-itaim/). Da última vez (com cupom de desconto) ganhei um cartãozinho de 15% de desconto para uma próxima visita. Ontem foi a noite: um super cachorro-quente (dog-dog matriz), com batata chip e um suco de melancia. Tudo super. O atendimento foi de novo fantástico!

Enfim, valeu investir lá atrás nestas efemérides. Ainda tenho alguns cupons para queimar antes do final do ano, então vamos para o sacrifício!

16

de
dezembro

Quase pedi água

Exageraaadaaaa! Mas que foi uma terça trepidante, ah, isso foi!

A tarde começou com uma visita ao Paço das Artes (http://www.pacodasartes.org.br/) lá na USP.  Estudei lá, me formei lá, mas havia décadas que não ia por ali.  O lugar está muito mais bonito (a entrada pelo menos) do que quando eu vagava pelo CRUSP, Colméias, faculdades diversas.  Precisei de um tempo para me localizar.  Ainda é tudo muito ermo, mal aproveitado, sem transporte/acesso de qualidade, mas pareceu-me um pouco mais civilizado.

As exposições no Paço estavam lindas. Primeiramente a dos formandos da ECA de 2010. Muita criatividade, peças fantásticas. Destaque para Camila Mizutani e seus tecidos, Cintia Nishida e suas cerâmicas, Branco Chiacchio e suas fotos, Ana Chun e seu livro de colagens.  Todos os outros artistas também são muito interessantes, mas esses chamaram minha atenção. Além dos formandos, Tiago Judas e Rodrigo Bivar. Este com lindas telas.  Deem uma olhada no link acima para apreciar algumas obras.

Depois foi a vez de visitar a recém-reinaugurada casa de Guilherme de Almeida, ali na r. Macapá (http://www.casaguilhermedealmeida.org.br/).  Eu conhecia bem pouco do GAlmeida (http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_de_Almeida). Só lembrava do nome de algumas obras e do bendito hino do Expedicionário que tive de decorar e cantar.  A casa só pode ser visitada com monitor e 4 pessoas por vez com cada monitor (melhor ligar e agendar).  A casa fica num lugar privilegiado, ainda hoje, e é um aconchego.  GAlmeida, soube pela monitora bem preparada que nos conduziu, era um expoente sobretudo para seus contemporâneos e como gostava de S. Paulo (cidade e estado)!  Tinha cultura extensa, foi exímio e reconhecido tradutor, e era consideradíssimo por figuras como Mário de Andrade.  A casa está lotada de obras de artes (adquiridas e muitas presenteadas, e.g., por Brecheret, Anita Malfati, Lasar Segall).  O mobiliário é original em sua quase totalidade.

Casas-museu são sempre muito interessantes, pois ali se pode identificar a verdadeira personalidade do artista, mecenas. GAlmeida pegou em armas pela Revolução de 32, escreveu coisas lindas, ajudou a firmar a turma da Semana de 22, viveu, entendeu e influenciou seu tempo como poucos.  Sua casa reflete comedimento, apreço pela tradição e pelo novo. Tudo junto, numa harmonia inquestionável. Agora, bacana mesmo é a mansarda, onde ele escrevia, pensava, onde está o seu íntimo.  Por mim, moraria nela a vida toda. Um ambiente tranquilizador e inquietante ao mesmo tempo.

A Casa tem um Centro de Estudos de Tradução Literária, oferece cursos, e está se organizando para levar outros eventos.  Apesar de menor do que se pode imaginar é um mundo de beleza, cultura, encantamento. Vale a visita muitas vezes. E nem preciso dizer…atrás de publicações de GAlmeida djá!

Vejam os 3 posts mais recentes deste link. que interessante: http://iracenna.blogspot.com/?zx=da4ab5685a97a887

Depois disso, inspira, expira, inspira, expira…e um café, que ninguém é de ferro.   Fui conhecer Maison de Marie (http://www.maisondemarie.com.br/index.asp). Um microlugar, gracinha, à beira da Av. Faria Lima, pertinho do Instituto Tomie Ohtake.  Um atendimento simpático, café bem tirado, e doces muito bons.  Meu amigo e eu provamos o bolo de chocolate meio amargo (levíssimo) e uma torta de amêndoas.  Têm também salgados e fazem uns combinados para almoço.  Serei OBRIGADA a voltar, infelizmente…

E last, but not least: Instituto Tomie Ohtake.  Surpresa!!! O restaurante Santinho (filhote do Capim Santo) havia sido aberto ao público naquele dia.  Muito bem montado, bonito mesmo, lá no espaço onde ficava há anos o  outro restaurante do Instituto.  Único senão: eram umas 17h e as salas de exposição estavam impregnadas de cheiro de gordura.  O Instituto promete tomar providências. Vamos ver.

Já disse várias vezes por aqui como aprecio as exposições que levam no ITO.  Desta vez havia obras novas de TOhtake, fotos de Christian Cravo (algumas bem bonitas), e uma mostra de projetos arquitetônicos japoneses (Paralle Nippon).  O que me chamou a atenção nesta última foi o número de projetos de museus no Japão. Considerando o tamanho do Japão (a grande maioria dos projetos apresentados está no Japão mesmo), o número de museus que têm é impressionante.  Tomara tivéssemos um centésimo do que têm por lá. Foi uma visita agradável, encerrada onde, onde, onde? Na lojinha, claro, que tem preços proibitivos, mas coisas lindas.   Desta vez nem me embrenhei pela livraria, melhor não.

14

de
dezembro

Ai, que raiva!

Do começo: ontem fui conhecer o Aizomê (http://www.estado.com.br/suplementos/paladar/2007/03/01/paladar-1.93.18.20070301.30.1.xml) ali na Fernão Cardim. Uma amiga fez a gentileza de me convidar para um almoço.  O restô foi indicado por alunos nipônicos de minha amiga. Ele é um dos poucos que abre às segundas, sobretudo para almoço. É relativamente pequeno: lugares pelo balcão; uma sala com 3 mesas para duas pessoas; outra sala maior, daquelas em que a gente se senta num buraco, tira os sapatos; outra maiorzinha.  Desde a recepção, o atendimento é muito bom. Banheiros limpos, bem cuidados. O cardápio para almoço é bem reduzido (4 opções de menus completos com preços que vão de $35 a 90), mas muito interessante. Ficamos com o menu executivo: saladinha de entrada, um somen, carne de porco com legumes, sorvete de creme com gelatina (aquela de ágar-ágar) de café. Tudo muito saboroso, uma delícia.  E se a colônia indica é porque é bom mesmo. Na reportagem da Paladar (link acima) há vários pratos que estão disponíveis à la carte.  Barato não é, como qualquer lugar em S. Paulo atualmente, infelizmente, mas é tudo muito bem preparado, com sabor muito especial.

Depois de momento quase pantagruélico, um filminho para relaxar.  Aaaah, táááá…e foi aí que o caldo entornou. Fui ver A Rede Social (http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.imdb.com/).  Inegavelmente um filme com grandes atuações: Jesse Eisemberg, Andrew Garfield, Armie Hammer, Justin Timberlake, para citar os mais importantes. Direção primorosa de David Fincher. A trama é boa, mesmo com aquela “gibberish” cibernáutica. Trilha boazinha também. Então, qual o problema?  O problema foi eu ter tido um insight (isso ainda acaba comigo um dia) de quanto eu ajudei e continuo a ajudar um escroque de primeira.  Obviamente, já vi montes de filmes de bandidos, fascínoras, gente crudelíssima, mas eu não ajudei nenhum deles, ou ignoro o fato completamente.  O que me deixou muito chateada e brava (se o tal Zuckerberg aparece na minha frente, pulo no pescoço dele e arranco os olhos…),é que fui usada!

Entrei no Face há uns 3 anos ou mais, quando ele nem existia direito.  Quando começou  a mudar (e como mudou!) deixei o Orkut de lado (que depois de vendido por seu criador também mudou muito e para pior) e me concentrei na nova ferramenta de relacionamento social. Ela congelou, saiu do ar, foi hackeada, incluiu montes de coisas viciantes (os tais joguinhos), mudou, mudou, e mudou para melhor.  Por quê?  Não pela genialidade de Zuckerberg ou seu pessoal apenas, mas pela ajuda, inputs de cada usuário, de cada um de nós, com certeza.  Nós ajudamos a construir a fortaleza, tijolo por tijolo, ou melhor, bit por bit, click por click. Fiz propaganda do site: bacana, dinâmico, divertido. E agora José?  Claro que, eu continuar a clicar ali ou não, não fará diferença para o pessoal do Face, mas para mim fará.  Incrível como perdi o entusiasmo! Ainda dou uma olhada, porque tem muita gente interessante e de que gosto por ali, mas não é a mesma coisa.

Poderão dizer: aah, vai,vai, vai…e o Gates, e o Jobs, e tantos outros que vivem da gente, são personalidades controversas, tem gente que os odeia, etc., etc, etc., e, fora o pessoal tecnológico, quantos outros escroques por aí aos quais servimos inocentemente?  Verdade, mas no caso do Face agora tenho consciência plena, inconstestável do mau-caratismo, da arrogância e ambição desmedidas do tal Zuckerberg. O homem é um mercenário.

Já li que nem tudo que está no livro ou no filme é verdadeiro. Isso não importa, o que importa é o factual: o homenzinho do Face tinha os melhores advogados que o dinheiro poderia pagar e muuuitooo dinheiro, então como ele é obrigado a pagar US$ 65 milhões aos Winklevosses, e ainda um valor “undisclosed” e reinstalar o nome de Eduardo Saverin no site como co-autor? E ainda exigir confidencialidade dos ressarcidos? É que a coisa é feia demais.  Além disso, ele, genial como se achava, recorreu ao sacana Sean Parker, criador e exterminador de supersites (e.g.Napster), que ajudou a criar e saiu corrido do Plaxo,  e ainda gere o Causes, que está lá pelo Face. Toda essa gente (Parker, Zuckerberg) vivem na mídia, são endeusados, afinal estamos falando do mercado americano que criou Hollywood, um monte de personagens irreais, o mundo da fantasia, e em que brotam dólares desse faz-de-conta, então não dá para levar muito a sério esse “estar sob as luzes dos holofotes”. E é preciso lembrar que muitos passaram: Yahoo caiu; o Google está aí lutando para continuar o negócio milionário em que se tornou; o Orkut mingou, apesar de ter se tornado um gigante; o Napster acabou; Microsoft e Apple, apesar de aparentemente imbatíveis, têm de se reinventar diariamente, então é tudo muito volátil nesse mundo internáutico. Quem será a bola da vez? Parafraseando um estadista: ninguém é tão esperto o tempo todo.

E não tenho dúvida, Zuckerberg é um ser do mal mesmo, considerando a tenra idade em que realizou tantas maldades, arrogâncias. Como mencionei, é ficção, mas nem tanto, pois os números cabalísticos que ele teve de desembolsar provam que tem muito, mas muito mesmo a esconder.  Sei não, está com jeito de ser algum filho perdido do Darth Vader…Enfim, fiquei muito brava comigo mesma, e isso mudou minha visão do Face. Uma pena!

Depois desse perrengue, fui ver Simone (http://www.simone.art.br/). Isso, aquela de Cigarra, Começar de Novo, Brilhante, Tô que tô. Tinha comprado o ingresso há tempos. Foi lá no Teatro Bradesco. Peguei frisa, no primeiro andar, e foi ótimo. O show foi para contribuir com a Abrale (http://www.abrale.org.br/) que cuida de pessoas com leucemia.  Também estava lá a Turma da Mônica (que lindinhos! que simpáticos!).

Nunca havia visto antes um show com a cantora, mas gostava de vê-la na tv, nos programas de auditório (lembrem-se: a tv cabo não existe desde o começo dos tempos). Ela continua bonita, muito bem fisicamente, tem domínio de palco e público, tem seguidores fieis, canta lindamente, sua voz é potente e afinada. Nunca achei que ela fosse uma intérprete fantástica, mas a voz é bonita e ela é (continua) carismática.  Foi um show de uma hora e meia, aproximadamente, que comoveu (quantas músicas lindas!), agitou, animou. Bom para terminar um dia tão inquietante para mim.

13

de
dezembro

Luzes da cidade

Como em vários anos (quase todo final de ano - 2009: http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/12/21/tempos-de-festa-3/), fui ver a decoração de Natal da cidade. Claaarooo, não somos NY, nem Paris, nem…mas SP é a cidade em que vivo e de que gosto muito, e até melhorou bastante em termos de decoração natalina nos últimos anos. Infelizmente o poder público ainda não entendeu (eles demoram mesmo para entender, se é que um dia chegam lá, passando por cima de interesses pessoais e não raro escusos) que, se bem feita, o investimento em luzes e cores, em música, em eventos de rua,  pode render $ muito para a cidade, não só em termos turísticos.

Temos o Centrão - sem o Teatro Municipal perde muito; os Jardins - as lojas fazem a festa; a Paulista - acho que sempre o lugar mais visitado; as árvores do Ibirapuera e Guarapiranga; a Gabriel Monteiro da Silva, a Ponte Estaiada e os shoppings.  Em geral visito vários lugares, e neste ano comecei com a Paulista.

Algumas fotos estão aqui:http://picasaweb.google.com/miriamkeller/Natal2010Paulista?feat=directlink.

Ontem a avenida estava lotada de gente e carros.  Está assim desde que as luzes foram inauguradas.  Há uma passarela ricamente decorada sobre a avenida.  Filona para visitar, mas nada tipo Disney. As luzes do Trianon estão bem pobrinhas neste ano e, como em quase todas as avenidas em que luzes foram instaladas em árvores, com muitas árvores com iluminação falha. Eita, servicinho porco! E garanto que nem por isso o negócio saiu baratinho.

Enfim, o MASP não colocou nem uma vela! É brinca?  Mesmo que tenha problemas políticos ou de outra ordem com a administração municipal, ou com quer que seja, isso não se faz com a cidade.  Parece bobagem, mas é, sim, um desrespeito ao cidadão paulistano.

O Bradesco está lindo como em anos anteriores. O Itaú também. Parece que são as empresas/bancos que mais respeitam o público que passa por ali.  A FIESP está mais modesta, mas bonita. Os shoppings (Top Center, Center 3) e o Conjunto Nacional estão bem incrementados. Aliás, o Conjunto Nacional continua a defender e a fazer uma decoração ecológica, sustentável. Neste ano bem mais bonita que a anterior (my humble opinion). Parabéns!  O Banco do Brasil (esquina com a Augusta) também está bem bonito. O BIC Banco saiu da Paulista, parece-me, e com ele se foram milhares de luzinhas…Idem para o Real.

No canteiro central, a Prefeitura instalou uma bonita decoração de rua, mas falta iluminação nos enfeites. Pois é, tenho certeza de que o Sr. Kassab passará à história como o prefeito das trevas, tal a escuridão que ele conseguiu lançar sobre a cidade pelo ano inteiro e até mesmo em tempos de luzes pelo mundo.

Adoro esta época do ano, não porque goste do dia de Natal em si, ou dos dias 31 e 1o., ou das liturgias em torno das datas, mas pela atmosfera. Verdade que a grande maioria passa por esta época como se fosse um tempo de guerra (estresse, agressividade, pressa, consumismo), mas o colorido diferente, o ritmo mais frenético, até a zonzeira das pessoas e do trânsito, transportam-me para um tempo incomum, que acontece só uma vez a cada ano, que traz embutido renovação, esperança, horizonte. Tudo muito psicológico,verdade, lá da minha cabeça, mas como é bom tento guardar essa sensação tanto quanto possível.

Agora, algumas dicas: não vá de carro, tente ir de ônibus ou metrô, ou deixar o carro bem distante da Paulista, pois o nó no trânsito a partir do anoitecer é certo; vá cedo, antes mesmo de as luzes se acenderem, para uma caminhada/observação mais tranquila; evite a calçada onde está a entrada da passarela - sentido Paraíso, lado direito, pois fica intransitável e insalubre, ie., só vá por ali se for atravessar de fato a passarela. No mais, deixe o espírito crítico muito acirrado em casa, olhe tudo com o encantamento possível, alegre-se por poder estar ali, ver tudo aquilo, poder caminhar, encontrar pessoas. Garanto que o balanço será positivo.

Programação divulgada pela Prefeitura:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=41721

12

de
dezembro

Quase um sábado como outro qualquer

Sempre digo que quantidade não é qualidade em qualquer ramo: relações pessoais, atividades, leitura, etc. Mas tem dias em que, felizmente, quantidade = qualidade ou vice-versa.

O dia começou tranquilinho.  Resolvi ver Megamind (que já havia sido recomendado por uma amiga) no Shopping Eldorado. Apesar de ser perto, dá para ir a pé por ruas superagradáveis, raramente vou por ali. Acho que vou começar a frequentar mais, pois o mix de lojas é ótimo; alimentação (praça e restaurantes espalhados pelos andares) é excelente, tem de tudo um pouco; tem um monte de salas de cinema num espaço bem bacana; é claro, arejado, amplo, tem um bom supermercado para alguma comprinha pequena/de última hora.  Lembro-me do Eldorado dos tempos de Credicard (uns 30 anos atrás). Era a melhor e mais prática possibilidade de uma refeição razoável pela região, além de compras e um pouco de segurança e conforto.  Tudo mudou: o Eldorado passou por maus momentos (administração capenga, brigas de família), até que chegou ao século XXI e com louvor!

Esta redescoberta do espaço não foi inspiração divina. Deu-se porque precisava utilizar um cupom de desconto do Wraps que estava vencendo.

Fazia muito tempo que não ia a um Cinemark.  Quando a companhia veio para o Brasil trouxe um novo conceito de cinema, muito melhor, sem dúvida (exceto pelas pipocas barulhentas, fedorentas, gordurosas e caras. Aliás, pensem nisto: onde aquele pessoal todo limpa a mão, já que brasileiro não acredita na indispensabilidade do guardanapo ou lenço de papel? Pense nisso quando for sentar em uma poltrona numa sala à meia-luz. Ecaaa!). Antes as salas estavam concentradas nas mãos de famílias, indivíduos, pequenas companhias, sobretudo na mão de portugueses ou seus descendentes. Interessante, não é?

O Cinemark tem o mérito de ter modernizado o negócio, mas só. É uma rede que respeita muito pouco o consumidor. Já tive várias mostras disso. O negócio é tão milionário, a clientela tão vasta, que eles não estão nem aí. Trouxeram a praticidade e esperteza business americana, sem o acompanhamento da devida eficiência e respeito ao consumidor. Até que no Eldorado os banheiros  estão em ordem (sim, porque no Higienópolis já vi cabines de banheiro sem porta por mais de mês, e o shopping alegou que não podia fazer nada, a responsabilidade era do Cinemark), mas o atendimento de bilheteria é ruim (aliás como nos da rede Unibanco/Itaú, por exemplo, com raras exceções). O pessoal que controla a entrada e saída é mais razoável.

Vi Megamind (http://www.imdb.com/title/tt1001526/) em 3D. Aliás, os óculos especiais passaram a ser descartáveis por aqui (pelo menos naquele Cinemark, não sei em outros) como em vários outros países (são iguaisinhos aos que eu trouxe da Alemanha em maio passado). Um alívio! A versão era dublada.  Aqui no blog fui do céu ao inferno em termos de dublagem.  Escrevi sobre coisas excelentes, entusiasmei, aí comecei a ver dublagens péssimas, inacreditáveis, sobretudo se considerarmos a qualidade das animações e o material humano de qualidade que temos na área (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/14/malvada-sou-eu/), aliás sempre tivemos. Matusaléns como eu, lembram-se dos filmes, seriados, ainda em preto e branco, da tv? Quem queria saber de versões legendadas?  O pessoal de dublagem era arrasador!

Quando vi que para o horário em que gostaria de ver o filme só havia a versão dublada, tremi! Mas, felizmente, com Megamind voltei ao céu.  A dublagem está excelente. Outro filme que vou comprar para ver a versão original e fazer um comparativo, e guardar.  No entanto, tenho certeza de que vai ficar ali juntinho com as vozes originais.  Quanto ao filme, um dos melhores do ano, e olha que eu gosto das animações quase que incondicionalmente. Em geral são de qualidade inquestionável. A história é bem comunzinha: vilão pelas circunstâncias de vida acaba gostando da brincadeira, derrota seu grande inimigo do bem, sente falta dele, tenta tê-lo de volta e se mete numa roubada. No meio descobre que gosta de uma repórter, mas tem de se disfarçar. Ah, sim, Megamind é um alien. Rings a bell? Superman!!! E algumas outras referências a heróis que conhecemos tão bem. Mesmo a história não sendo originalíssima, a grande coisa do desenho são as personagens: riquíssimas! Sobretudo o próprio Megamind. Também são ótimos o Metroman (sim, tem a ver um pouco com metrossexual) e o criado.  Na versão original, nada menos que Brad Pitt e Will Ferrell dão voz aos dois personagens principais. O texto é ótimo e seguramente foi muito bem traduzido/adaptado.

Depois de uma delícia de sessão da tarde fui almoçar no Wraps. Comi o default (que eu adoro): salada Caesar, bowl Santiago (base cuscuz). O atendimento foi excelente (mencionei no post anterior). Ah, sim, antes de entrar no cinema, para não ficar com fome já que o filme começava às 13h e só almoçaria depois, resolvi tomar um sorvete no Yogoberry: leve, e enganaria a fome.  Vejam o post anterior pois não tenho paciência para rememorar o tema. Sorry, mas me tira do sério!

Fui flanando para casa para me concentrar para o segundo tempo: Harry Potter (http://www.imdb.com/title/tt0926084/) e jantar.

Infelizmente HP e as Relíquias da Morte (http://harrypotter.warnerbros.com/harrypotterandthedeathlyhallows/mainsite/index.html) não tem exibição em 3D (estava em 2D no Bourbon, mas acho que já saiu e não justificaria o preço da entrada do Imax) pelo menos por aqui. Pena, porque tem muita coisa ali que ficaria fantástica em 3D. Thrilling!

Meu caso com HP começou no primeiro livro.  De todos, li apenas um em português, que estava magnificamente bem traduzido. A operação de lançamento dos livros era surreal: segredo absoluto;lançamento em todos os grandes centros na mesma hora; gente tomando avião para ir para onde o fuso horário é outro e comprar o livro primeiro; autora conversando com seu público no início das vendas, ali ao vivo. Enfim, marketing de primeira!  Desde o primeiro comprei sempre no lançamento. A partir do terceiro ou quarto já não lia de imediato. Quanto ao último, comprei no lançamento também, mas ainda não o li…E sabe que achei isso interessante, pois a experiência foi bem diferente.  Antes eu sabia da história e fazia comparações. Desta vez fui “virgem” para o cinema: boa surpresa. Além de a trama continuar muito boa (a autora do HP é para mim um caso de competência extraordinária e continuada), achei o filme bastante bom também.  Se tiverem paciência, leiam este post mais antiguinho:  http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/07/16/eu-adoro-harry-potter/, para entender minha admiração.

Como algumas pessoas já disseram: é escuro, talvez longo demais. Mesmo assim, gostei.  O duro é ter parte II. Espero que não demore muito, pois minha ideia é ler o livro só depois de ver tudo, para fazer a comparação ao contrário. De todo jeito não foi um sacrifício ver o filme, e assim que sair o II, vou ver também.  Pena que meu caso de amor com HP vai acabar, mas terá sido bom enquanto durar…

E para fechar um sábado glorioso, voltei após longa ausência ao Casinha de Monet (http://www.casinhademonet.com.br/breve/).  Já estive lá várias vezes (há vários posts a respeito), já tivemos nossas rusgas, mas é inquestionável a qualidade do menu/comida e do serviço. E agora a casa está em novo endereço (R. Fradique Coutinho quase esquina com a R. Pinheiros), num lugar maior, mais agradável, e muito bem cuidado - o capricho já existia no endereço anterior, mas aqui ganhou dimensão. Sei que têm um almoço executivo a bom preço, mas ainda não tive a oportunidade de provar. Ontem fui para queimar um cupom de desconto.  O cardápio fixo para a promoção era muito bom. Optei por uma salada de folhas incrementadíssima e saborosíssima, risoto e cordeiro com chutney de manga, e profiteroles de pão-de-mel com doce de leite e outras coisas que não ouso dizer porque é pecado mesmo.  Não sou muito de pão-de-mel, nem doce-de-leite em sobremesa, mas que essa estava maravilhosa, aah, estava! Minha amiga e eu também tomamos um rosé italiano (não me lembro do nome) muito bom, ideal para a temperatura da noite, e de preço bastante razoável.  A casa me recebeu muito bem, então vamos deixar nossas diferenças no passado.  O Casinha merece muitas visitas.

11

de
dezembro

Esquecimentos

Pois é, é tanta coisa que quero comunicar que acabo esquecendo de mencionar alguns fatos:

  1. Quando voltava do teatro (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/11/uma-ganhada-e-uma-roubada/), na sexta, de ônibus, pela segunda vez meninos de rua (alguns homens de rua eu diria) se penduraram no ônibus colocando a própria vida em risco e podendo causar problemas para o motorista (se eles caem ou se machucam, até saber se foi João, José ou Maria, o negócio rende…).  Isso aconteceu há umas semanas, quando eu voltava do teatro do CCBB (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/11/um-pouco-mais-de-tudo/). Esse pessoal sempre aborda os ônibus no mesmo ponto da R. Augusta, penduram-se, surfam nos ônibus (quando não entram, se algum motorista meio leso permite isso. Aí achacam passageiros, fazem uma bagunça federal, mostram toda sua agressividade e incivilidade. E não me venham com conversas humanitárias, pois quem está dentro do coletivo fica refém dessa malta, com risco de integridade física), e descem mais ou menos no mesmo ponto.  Os motoristas e cobradores ficam numa situação complicada, de risco. E onde está a polícia que não faz um cerco efetivo a esses ataques?  Se eu percebi onde, quando, em apenas duas ocasiões, como é que o poder público não consegue fazer uma supervisão que detenha esse tipo de ação?
  2. Como o pessoal que atende balcão em restaurantes, lanchonetes, são displicentes, têm má vontade! Já mencionei isso várias vezes no blog. Além de preguiçosos, são pouco inteligentes, pois mão-de-obra porca se acha em qualquer lugar e esse pessoal não tem nenhuma especialização, então são os primeiros a ser descartados. Aí reclamam da vida.  Nos últimos tempos, as bolas da vez foram: Yogoberry do Shopping Eldorado (imaginem que às 12h30 de um sábado alegavam não ter recebido mercadoria! Não tinham, por exemplo, o mirtilo, cuja cobertura sai por $2 (isso mesmo, $2), pode? E o desânimo das duas mocinhas que estavam ali sem fazer nada! Interrompidas por meu pedido tão pouco cabível…); sorveteria de iogurte do Subito, no Conjunto Nacional; caixas do Cinemark do Shopping Eldorado - devem tomar o mesmo suco de desânimo do pessoal do Yogoberry. Em compensação: nota 10 para o Wraps do Shopping Eldorado; para o Matriz (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/12/02/bandola-pelo-itaim/) - ontem, mesmo com a casa bombando por causa da promoção de cupom de desconto, mesmo assim o maitre, que me atendera na semana passada, foi perfeito, e o time de uma gentileza ímpar.  Pois é, ainda há esperança, pouca, mas há.

11

de
dezembro

Uma “ganhada” e uma roubada

Pergunto-me muitas vezes na vida (aqui no blog já me perguntei várias vezes):por quê, por quê, por quê? Mesmo tendo todos os dados, informações, inputs necessários, a gente insiste em se aventurar por searas pouco compensadoras. Em bom português: se mete em cada roubada! Felizmente, esses momentos não são maioria, pelo menos em minha vida.

Hoje o dia começou com céu de brigadeiro.  Fui ver Tetro (http://www.imdb.com/title/tt0964185/) de Francis Coppola (http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Ford_Coppola). Tinha visto uma vez o trailer e, francamente, não tinha simpatizado muito com as imagens. Pareceu-me um pouco Drácula de Bram Stockler (também de Coppola), e algo um tanto quanto cibernético demais.  De todo jeito, quem viu Apocalypse, Dracula, Rumble fish, The Godfather, todos de Coppola, não dá para não botar fé e apostar no filme. Dito e feito: um filmaço.

É a história de um rapaz que vai em busca do irmão. Este saiu de casa e prometeu voltar, mas nunca o fez. Encontram-se onde? Onde? Onde? B. Aires. E verdade seja dita, pessoas que não gostam dos hermanos e da cidade, ela está linda no filme. Vi lugares que conheço (estive lá há anos - volto agora no final do ano) repaginados, plásticos, poéticos, encantadores! Toda a história se passa na cidade, um pouco na Patagônia (que fotografia linda!), exceto os flashbacks. Aliás, não vou cantar a bola, mas prestem atenção à alternância de cores que o diretor propõe. Muito interessante e diferente do que estamos acostumados a ver.  Não é uma progressão apenas, mas uma inversão do padrão.  Muito bacana!

Além disso, a inserção de dança, ópera, representação dentro da representação enriquece o filme imensamente. São momentos mágicos.

Tetro é uma personagem difícil, um homem torturado, com amargor, mas que ama e vive. Vincent Gallo está magnífico no papel, consegue transmitir todo esse carrossel que vai pela alma de Tetro. Sua companheira, Miranda, representada pela maravilhosa Maribel Verdú, é crucial para a trama.   Bennie, o irmão, representado por Alden Ehrenreich, está muito bem. Uma personagem rica, da qual percebemos a progressão (sexual, emocional) claramente, graças ao brilho do ator. Klaus Maria Brandauer está ótimo também.

Como personagens mencionam, o filme trata de rivalidade, competição, desamor, crueldade, sofrimento mal processado.  A história é comovente e tem um final um tanto quanto inesperado, mas bem achado e bem verossímil.

A trilha é algo à parte: além de bandoneóns lindos, alguns clássicos.

Mas nem tudo é festa nesta vida. Eu havia me interessado em ver Os Penetras (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Os_Penetras.aspx?id=70199) de Mike Leigh, mesmo autor de A Festa de Abigaiu, que tem feito tanto sucesso por aqui.  Vi esta peça há uns 3 anos no teatro da Cultura Inglesa, em Pinheiros. Já à época estava bem cotada, premiada. Achei o texto bom, a atuação razoável, mas nada demais. Com Os Penetras a coisa foi bem pior: texto muito fraco (sei lá se foi um problema de tradução), atores mais que irregulares.  Como é que a crítica está cantando loas ao espetáculo?  De fato, achei a sinopse interessante, mas fui sobretudo pela repercussão na dita mídia especializada. Oooooh, engano ou engodo. Foi duro aguentar a hora e meia de espetáculo. Ruim demais.  E, de novo, muitos da plateia se esfalfavam de rir, com um humor raso, previsível.  Francamente, deu para eu dar uns 3 sorrisos.  Nem cenário, nem guarda-roupa ajudaram muito. Falharam no quesito beleza, plasticidade, competência, atrativo. Tempo, paciência e $ perdidos.

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