14
de
novembro
Só queria acrescentar umas coisinhas
Fui ver Minhas Mães e Meu Pai (The kids are all right - http://www.imdb.com/title/tt0842926/).  De novo (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/11/10/para-que-querer-inventar-a-roda/) vou recorrer ao Iracenna.  No blog já consta uma análise ótima do filme (http://bit.ly/aLerkv), mas eu gostaria de acrescentar algumas coisinhas. Cosméticas, apenas.
Em primeiro lugar, fui ver o filme no Cine Livraria Cultura, ali no Conj. Nacional (antigo Cine Bombril). Felizmente a sala estava bem vazia (pelo horário), pois a cadeira em que sentei (os assentos são marcados) rangia só de eu respirar. Mudei para a do lado, que rangia também mas bem menos. Mandei e-mail pra a LC para que peçam ao administrador do cinema uma revisão. É um procedimento simples, obrigatório, e importante, pois os ruÃdos chegam a um patamar insuportável. Foi o caso de meu assento (G05). Vamos ver se dão a devida atenção ao assunto.
Quanto ao filme, gostei muito da atuação das duas atrizes principais.  O Mark Ruffalo também está muito bem. No entanto, o que mais me surpreendeu foi a atuação de Mia Wasikowska (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/24/voce-esta-atrasado-voce-esta-atrasado/).  A atuação atual está muito melhor, bem diferente mesmo, do que vi em Alice. Ou a menina melhorou muito, ou ela não havia gostado do outro papel. Enfim, a diferença é marcante: a atriz está segura, convincente até a medula.
O filme fez-me perceber que, por mais que a gente goste da mãe da gente, se dê bem com ela, a Natureza é sábia: duas mães é demais!  Melhor mesmo que isso seja apenas uma situação “incomum”. Seria dose uma célula familiar totalmente matriarcal, por assim dizer.
Também foi interessante perceber a consciência que o doador de esperma atinge no filme.  Não que esteja certo ou errado ter ou não ter uma famÃlia, viver sem vÃnculos ou não. O fato é que a personagem de Ruffalo mostra de forma clara que sua hora chegou, hora de mudar, hora de estabelecer laços ou vÃnculos fortes, que é possÃvel alterar a rota de uma vida se se quer de fato. Há momentos em parece que a personagem não se reconhece, “se estranha”. Seu caminho é muito interessante e até tocante.
Um bom filme para pensar, já que ali está o retrato de qualquer relação humana (pais/filhos; marido/mulher; amigos; companheiros; profissionais). O dominante, o dominado, as crÃticas mudas que acabam vindo à tona nos momentos de crise e machucam, as concessões que custam a alma e, muitas vezes, a longevidade ou qualidade de uma convivência.  E nunca se deve esquecer que as pessoas mudam, e muito, com o tempo, senão é bem possÃvel que dois iguais se transformem em dois estranhos ou até inimigos.
O filme é muito maior que a temática de uma famÃlia gay. É um filme de relações humanas universais.


