7
de
novembro
E não é que o Curupira quase encontra a Pororoca?!
Era uma vez uma turma da pesada, liderada pelo Curupira, que quase bateu de frente com a Pororoca.
Epa, que viagem!
Recomeçando: era uma vez…o Centro Cultural do SESI, ali na Av.Paulista.  Um violão e um violino resolveram se juntar para tocar músicas lindas.  E formaram o Duo Leonardo Padovani (violão) e Diogo Carvalho (violino) (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_Music_Result3.asp?id=60).  Além de Piazzola, Jobim, Debussy, composições próprias também (muito bonitas!). Uma hora de puro encantamento.  Além disso, teve a simpatia de LPadovani, interagindo com a plateia. E de graça! Muito legal! O SESI da Paulista é assim: sempre tem shows ótimos, gratuitos, domingo à s 12h, ou a preços superconvidativos à s 4as., 20h. (o próximo é este aqui: http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_Music_Result.asp?id=30).  O auditório, que é bem grandinho (acho que uns 400 a 500 lugares), estava bem cheio.
Antes de ver o duo, peguei ingressos para Quem tem medo de curupira? (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_teatro_curupira.asp), à s 16h, no mesmo teatro.  Teoricamente uma peça infantil, mas que, seguramente, agrada a todas as idades. De novo: de graça. Desta vez o teatro estava lotadaço. Apesar de distribuÃrem os ingressos com lugares marcados, na hora da entrada, ali, na porta da sala, disseram que os assentos eram livres. Bom para quem estava no inÃcio da fila (meu caso e de meu acompanhante).  Ainda bem que não deu muita bagunça, mas isso não se faz, e para que fazer isso? Se os ingressos estão com os assentos, por que não deixar a coisa correr assim? Enfim…
A peça é de autoria de Zeca Baleiro (texto e músicas). Gostei de todos os atores, sobretudo de Danilo Grangheia. O enredo é sobre a ida de entidades da floresta (Curupira, Iara, Boitatá, Saci, Caipora e Iara) para a cidade, para descobrir o que as pessoas pensam deles, se ainda se assustam com suas figuras e travessuras. O fato é que as cidades são tão crueis, que as pessoas assustam-se com muito pouca coisa hoje. Mas todo mundo tem um medinho (ou medão) de escuro, de sons estranhos, de um ventinho não-identificado passando pela orelha, ou seja, a passagem deles pela cidade grande foi redentora. SaÃram satisfeitos! As músicas são divertidas, as personagens carismáticas, a criançada e a adultada divertem-se muito. Produção elaborada: cenários, luz, som, projeção, guarda-roupa, adereços. Só acho que não é peça para criancinhas. Menos de 7 ou 8 anos pode ficar com medo. No mais, diversão garantidÃssima!
E se eu vir alguém jogando sujeira por aÃ, pelo chão, pelo gramado, no mato, na praia, invoco todos eles, criaturas descoladas, amantes da Natureza, e corajosas..aà vocês vão ver o que é que é medinho ou medão…
E o que tem de ver a Pororoca com o Curupira? Bem, isto é uma outra história que fica para uma outra vez, como diria personagem famosa de escritor famoso (não ouso mencionar os nomes, senão posso até sofrer retaliações), que está sendo caçado (na verdade, quase caSSado mesmo) pelos inquisidores de plantão por obra escrita há exatos 77anos!  Uma caça à s bruxas para ninguém botar defeito. Bruxas? Ué, isso não é do folclore ou da cultura nacional! Huuummm, acho que deu curto-circuito na cabeça do pessoal que não tem grande coisa para fazer. Afinal, este é um paÃs que não tem problemas maiores de educação (no sentido formal mesmo, que é o que me interessa, não no sentido dos salamaleques, secundário para mim), em que a grande parte da população que conseguiu ir à escola é analfabeta-funcional, outra grande parcela lê e entende a mensagem a duras penas. Isso dá só uns 80% dos escolarizados…Então, está tudo tinindo no campo da educação formal. Sobra $ e tempo para preocupações deletérias, né, não? E vamos elucubrar, achar, ver fantasmas onde não existem…aaah, bom, melhorou muito, afinal fantasma é coisa da terra…


