Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

17

de
outubro

Conto primeiro a parte boa ou a meio ruim?

Como já mencionei (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/09/28/reflexoes-de-um-consumidor/), tenho feito bastante uso dos clubes de desconto na net.  Um investimento para os novos tempos de penúria $ (=aposentadoria). Havia usado vários sem problemas.  E desta vez não foi muito diferente.

Comprei um cupom de desconto para o Vinheria Percussi (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/09/08/nostalgia-gastronomica/) pela We Go.  Pago, cupom disponibilizado.  Como já escrevi, cada empresa de desconto ou estabelecimento define suas próprias regras e elas são diferentes (uns definem que vale um cupom por pessoa, outros uma cupom por mesa, vale apenas em alguns dias da semana, etc.). No caso desta promoção eu tinha lido por cima e não havia notado que o cupom era para duas pessoas. Ou seja, mesmo que eu consumisse menos e quisesse dar o cupom, não poderia (o restaurante confirmou isso). Até aí tudo bem. Estava escrito, eu não li.

No entanto a oferta foi anunciada assim “harmonize um bom vinho com o melhor da cozinha”…(como está na imagem acima).  E deu uma pequena confusão. Aí que a gente vê como redigir essas peças não é tão fácil.  Na minha cabeça, e na das outras 4 pessoas que estavam comigo (que são viajadas, vão constantemente a restaurantes, etc.) ficou gravado o harmonize, ie., normalmente quando a gente vai a refeições com harmonização temos os pratos e vinhos já escolhidos pela casa, com um preço definido/fechado, então todos “entendemos” isso. E esse preço seria um preço próximo do que estava no cupom de desconto, obviamente. Mas não, na verdade a gente podia escolher qualquer prato e, se quisesse poderia escolher um vinho ou não para acompanhar. Acho o esquema ótimo!  Só que para confundir um pouquinho mais, o restaurante começou a oferecer um cardápio harmonizado (a R$ 120) havia uma ou duas semanas. Bom, resumindo: como era de se esperar, pois a VP é um lugar fantástico sempre, com cozinha maravilhosa, serviço muito bom, preços nem tanto (mas o quê fazer? não se pode ter tudo…), o jantar foi ótimo. Só foi meio confuso no começo, pois a gente falava uma língua e o pessoal da casa outra. Our fault perhaps!  Mas vejam que essas empresas de desconto têm de ser mais cuidadosas com o que e como anunciam, para não gerar rusgas entre clientes e estabelecimentos. É preciso considerar cuidadosamente a experiência de vida da massa dos clientes.

Bem, mesmo com o desconto (os que utilizaram o cupom compraram por $50 um crédito de $110), o negócio pesa: couvert, água, café, serviço, o negócio vai lá em cima.  Os que optaram pela harmonização oferecida pela casa (3 comensais) ficaram muito satisfeitos. Uma amiga e eu optamos por pratos do cardápio, uma taça de vinho, sobremesa, café. Tudo estava excelente!  Mas bate nos $100 brincando.

Bem comparando com o horror do Carlino / Perdizes na sexta - almoço (quando voltar para usar meu cupom de desconto escrevo em detalhes, se eu sobreviver), o fato é que não adianta ser baratinho e ruinzinho, mas não precisava ser tão carinho.  Valeu por meus amigos, para relaxar e pela excelente comida.

Então, só foi meio ruim mesmo, né, não?

16

de
outubro

Foi bom, mas nem tanto

Como mencionei em post anterior (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/10/02/comer-passear-ver-um-filme-papear-tomar-cafe/), pela primeira vez ouvi um livro.  Reitero que acho que esse é o tipo de livro para se ouvir, um livro ligeiro. Não tem muita profundidade, é mais um relato de experiências, insights. Claro que tem informações/dados ou observações interessantes; tem partes divertidinhas, algumas mais densas (angústias, sofrimentos), mas não acho que passe disso: para divertir e só, o que não é pouco de jeito nenhum.  Também como mencionei, acho que se tivesse lido não teria gostado muito. A narradora do livro (Raquel Marinho) torna a coisa bem agradável, tem boa entonação ou interpretação.

E olha que até com audiolivro a gente aprende, ou tem de adaptar a experiência.  Comecei a ouvir à noite, antes de dormir.  Relaxante, não precisa de luz, ajuda a ir baixando a adrenalina. Mas havia noites em que tinha de voltar quase tudo o que tinha ouvido na noite anterior…não ficava nada, e não que eu tivesse dormido durante a audição.  Aí mudei um pouco: ouvia sentadinha, “sempre alerta”. Melhorou, mas mesmo assim havia pedaços de que, ouvindo novamente, eu não me lembrava absolutamente.Pensei: devo estar com problema de memória, só pode!

Mas acho que não. Depois, pensando um pouco, lembrei-me de que por mais que eu ouça uma música, muitas vezes, não sei a letra, ou não guardo a letra, e olha que eu decorei partitura por alguns anos para tocar violão solo…acho que me acostumei a, ao ouvir algo gravado, usufruir mas sem muito foco, sem prestar atenção. É um acessório apenas, não o protagonista da maioria dos momentos em que ouço algo.  Muito interessante de repente ter essa consciência clara apesar de eu sempre dizer às pessoas que não guardo letra de música.  Com o audiolivro a postura tem de ser diferente, senão acontece o esquecimento.

Bem, comprei mais dois audiolivros para ouvir no ipod e um amigo me emprestou dois cds. Vamos ver se a experiência adquirida com o primeiro audiolivro vai permitir que minha assimilação seja melhor, mais rápida. Se não for, acho que só me resta ir ao geriatra mesmo.

De qualquer forma, para uma cidade como S. Paulo, com seu trânsito caótico, gente parada em engarrafamentos, presa em seus carros, o audiolivro representa uma excelente opção. No meu caso, que uso transporte coletivo e ando bastante a pé, a instalação no ipod vai ser muito útil, imagino. Acho que é uma mídia interessante para aproveitar o tempo e se ilustrar.

14

de
outubro

A bruxa estava à solta mesmo

Fazia muito tempo, mas tempo mesmo que eu não ia a um espetáculo da Imago (http://www.ciaimago.com.br/).  Nem sei se os manipuladores eram outros, i.e., se o pessoal que está atrás da cortina e dos bonecos hoje é o original.  De qualquer forma, com expectativa lá em cima, fui ver o espetáculo duplo da companhia no Bourbon, no dia 12, feriado.

O shopping Bourbon é uma coisa de louco em finais de semana e feriados. Como sempre digo: miraram no que viram, e acertaram no que não viram. Aqulo é infernal!! Todos os restaurantes cheios, com filas; não dá para tomar um café sossegado, pelos corredores uma multidão; agora, o bom para os lojistas é que sempre tem gente nas lojas, não é como em muitos conjuntos comerciais em que só ganham restaurantes, lanchonetes, áreas de lazer (cinema, teatro, etc.).  É impressionante e, para mim, insuportável.  Só vou ali nesses dias quando não há outra opção.  E há um “intercâmbio” de público considerável com o West Plaza. Muita gente do WP vai para o B, e vice-versa. Oooh, gente animada, que gosta de um shopping…

O espetáculo foi no teatro Bradesco. Já mencionei (http://mskeller.blog.terra.com.br/?s=teatrobradesco) alguns problemas de operação, e desta vez não foi diferente.  Apagaram-se as luzes com uma plateia majoritariamente de crianças, e cadê a iluminação dos degraus? O espetáculo já havia começado quando as guias luminosas foram acesas.  Não dá para ter um check list e o mocinho ou a mocinha que cuida disso não bobear? Afinal, são itens de segurança!  Pode-se dizer: aah, mas um minutinho? Pois é, grandes acidentes acontecem em um segundinho, não minutinho. Enfim, o teatro estava lotadaço!

Ao espetáculo: o Imago ficou gravado na minha cabeça como algo com plasticidade, beleza, criatividade, mas o fato é que não dá para ganhar fama e deitar-se na cama.  Assisti a Pedro e o Lobo, baseado na obra de Prokofiev, e João e Maria, também adaptação de libreto de ópera.  Ambas são histórias de que adultos e crianças gostam ou gostaram um dia.  Ademais, já estão prontas, são ótimas, já têm empatia garantida com qualquer público.  Pois é, aí é que reside o perigo.

Como já escrevi várias vezes, gosto muito de teatro e literatura infanto-juvenil. Sempre há textos ótimos que possibilitam vários níveis de leituras, apesar do jeitão puramente lúdico.   E hoje, sobretudo com tantos recursos gráficos e a herança cultural acumulada, além do desenvolvimento da Psicologia, das áreas relativas à comunicação, educação,etc, teatro e literatura assumiram uma dimensão ainda maior.  Tenho visto coisas fantásticas (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/30/pes-descalcos-e-bom-demais/) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/20/um-pe-de-que-maravilha-oras/), tiradas do nada, criadas desde a base.  Por que todo este mambo-jambo? Para dizer que seria lógico imaginar que um espetáculo baseado em algo consagrado, testado e retestado, seria algo memorável.  Mas não foi, não.

Apesar da beleza que o teatro negro traz em si, do colorido dos componentes de cena, dos bonecos, da boa música, sobretudo em Pedro e o Lobo (com Pedro, o avô, o gato, o pássaro, a cobra, a pata), foi um negócio aborrecido, chato, difícil de aturar.  Claro que, em um momento ou outro, a criançada se contagiava, mas pelo que ouvi a minha volta foram alguns momentos apenas.  No caso de Pedro e o Lobo a narração era monocórdia, tediosa mesmo.  Quanto a João e Maria (com as crianças, a bruxa malvada, os pais das crianças), foi um pouquinho melhor, mas também não deu para encantar. Tanto que as cortinas se fecharam, o público (e olha que o teatro é grande) nem aplaudiu direito, já estava saindo, quando os manipuladores apresentaram-se e foram mormamente saudados.  Para que entendam o desnível entre visual, concepção e atuação, se eu estivesse com um ipod, ouvindo uma música bacana, talvez o próprio Prokofiev, e só visse o que ia em cena, tipo teatro-mudo, imaginando o que ia por ali, acho que eu teria gostado ou me divertido mais.

Mas deve ter sido bom para as crianças que nunca viram o trabalho da Imago, nunca foram a teatrão, feito o Bradesco, e que puderam conviver um pouco mais com pais, avós, tios, ou o que seja.  Pelo menos isso.

12

de
outubro

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

Gosto muito do cinema argentino. Os filmes, em geral, são muito bonitos, profundos, sempre com aquela “broma” típica, muitas vezes dramáticos, sutis. Os diretores são bons, as produções não são glamurosas, mas cumprem seu papel direitinho. Os atores são também, em geral, excelentes. O Segredo dos seus olhos ainda está por aí, nas telonas, e se bobear vou ver de novo (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/07/duas-boas-noticias-e-outra-melhor-ainda/).

E foi com essa expectativa, tendo visto o trailer, que fui assistir a Dos Hermanos (http://www.imdb.com/title/tt1576382/) (http://www.interfilmes.com/filme_24146_Dois.Irmaos-(Dos.hermanos).html).  Os dois atores principais (seniores) - aliás, esta é uma característica da filmografia argentina atual, usam e abusam (ainda bem!) de gente madura - estão bem, principalmente Marcos / Antonio Gasalla.  Não me lembro de ter visto nenhum dos dois em algum outro filme. Na verdade, a atriz principal está tão “plastificada” que acaba dando a impressão de déjà vue, mas não sei bem onde, i.e., ficou igual a um montão de celebridades, então difícil localizar onde, quando…

O filme trata da história de dois irmãos que vivem sós, mesmo com certa idade. Aparentemente tiveram seus amores, seus companheiros, suas aventuras, mas o “fado” era viver só. E estão bem assim, um depende do outro, mas um espicaça o outro quanto pode. O irmão é muito mais paciente, tranquilo, amoroso. A irmã é muito mais belicosa, talvez menos contente com sua vida e acaba fazendo do pobre irmão um saco de pancadas.  O filme mostra bem as nuances desse relacionamento, e tal como ele, tem muitos altos e baixos.  Ele oscila indefinidamente entre comédia e drama, e indefinidamente aqui quer dizer sem saber bem a que veio.  Há momentos bem divertidos, as personagens são simpáticas, a história é interessante, mas falta alguma coisa. O filme acaba sendo apenas mediano.

O diretor é o mesmo Daniel Burman de Motivos para no enamorarme (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/dois-que-parecem-um/) de que gostei tanto pela criatividade, boas atuações, trilhas.

Bom, não dá para ganhar sempre. Não é um filme ruim, mas se tiver coisa melhor para ver, não perca seu tempo.

Agora dois assuntos aleatórios:

  1. antes do cinema, almocei no América da Paulista. Já mencionei que o serviço ali é um dos piores da rede. Não entendo como pode!  Claro, o América criou um padrão, um nome, e a clientela sai pelo ladrão, mas tornou-se um restaurante caríssimo (escorchante nos seus “festivais”), com atendimento irregular. Senão como se explicam 22 minutos para receber um saint peter meio torrado, com arroz morno e 4 aspargos grelhados a $31?  Aliás, tive o insight hoje: vou ver se me dou ao trabalho e desprazer (sim, porque enfrentar a mão-de-obra dscerebrada que abunda não é/será fácil) de passar a não pagar os 10% em restaurantes. De duas uma: ou a coisa melhora um pouquinho ou serei persona non grata por aí. Se isto acontecer, paciência, pois as casas têm se tornado tão ruins em atendimento, com preços totalmente descabidos, que só vale ou valerá a pena ir naqueles que são de fato muito bons.  O consumidor precisa educar os comércios e prestadores de serviços quando eles perdem o track do motivo pelo qual estão neste mundão de Deus…
  2. vi o Dos Hermanos no Belas Artes. Na bilheteria perguntam se queremos assinar um abaixo-assinado para que o cinema não feche. Se não conseguir patrocínio até dezembro vai fechar. Peeeaíííí…cheguei cedo e fiquei quase 30 minutos no cinema, isso às 16h30 de uma segunda. Tudo bem que é meio de feriadão, o ingresso é mais barato na segunda, mas podem acreditar: os caixas em operação (3) não pararam um minuto de vender ingressos, o café (que tem um servicinho ruim demais e é caro) não teve o balcão vazio um minuto sequer. Mais, quando saí, por volta de 19h, as filas estavam na rua, tanto para comprar ingressos quanto para entrar nas salas.  Então como assim não consegue patrocínio?  Já mencionei outros cinemas de rua, que prefiro aos de shopping, i.e., Sabesp, em Pinheiros, Reserva e Livraria Cultura, na Paulista, que vivem ou sobrevivem bem, e no caso do Reserva é benchmark de cinema. Nenhum deles, estou certa, tem o movimento que tem o BA, então como não consegue patrocínio? Há algo de bem podre por lá…não deve ser destino, falta de sorte, mas outra coisa muito diferente, pois acho que nem alguns cinemas de shopping têm o movimento que têm ali, e mais, nos shoppings há despesas adicionais: condomínio, taxas para divulgação, promoção, etc. Éééé, o BA é um bom case desafiador!  Ah, e a projeção é ruim em algumas salas. Ainda tem isso, mas consegue atrair um público heterogêneo, que afinal paga ingresso.

11

de
outubro

Cadê você?

Quando li a sinopse do filme, vi o trailer, pensei logo em Missing (http://www.imdb.com/title/tt0084335/) de 1982. Não sei por quê, pois são coisas bem diferentes. Missing trata de desaparecidos durante a ditadura chilena, jogo político, americanos (cidadãos) batendo cabeça para achar parentes desaparecidos. London River (http://www.londonrivermovie.com/) não é isso.

O filme trata de outro tipo de sociedade, de outro tratamento dado a quem procura desaparecidos, mesmo que haja forte suspeitas de que os desaparecidos não sejam vítimas, mas sim protagonistas de um ataque terrorista.  Como o mundo mudou, hein?!

Há de tudo: racismo, preconceito social, muita dor, e sobretudo um quadro claro do que a família, ou melhor, a relação pais x filhos transformou-se. Como já escrevi (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/29/voltar-nem-sempre-e-bom/), há um momento em que os pais não reconhecem mais seus filhos, isso em todos os tempos, mas hoje é muito mais forte e comum. Mesmo que todos estejam sob o mesmo teto, criador e criatura perdem o contato, o vínculo.  Em alguns casos, tornam-se não apenas desconhecidos, mas inimigos.  Gente é isso, e ponto.  O filme mostra de modo bem pungente, que, mesmo que o afastamento seja grande, pais, em geral, não poupam esforços por seus filhos. O contrário é bem outra história, não é, filhos?

No início do filme há um estranhamento entre a personagem de Brenda Blethyn (que eu adoro ver trabalhar!) e Ousmane (Sotigu Kouyaté - cuuumaaaa?). Os dois levam 90% do filme, quase solo, e estão grandiosos. A figura do africano é impressionante: altíssimo, macérrimo, elegantíssimo! Alguém que deixou sua terra para trás, sua família, para poder ganhar dinheiro para ela.  A produção é de 3 países: UK, França, Argélia.  As personagens, por causa de Ousmane, falam sobretudo francês.  Interessante ver os brits se virando (e vem) no francês e não o contrário.  Ééééé, o mundo mudou mesmo!

O ritmo do filme é bem lento, mas a gente sente cada nuance, entende cada ação, reação.  Quem gosta muito de filmes movimentados (eu gosto também, mas não só deles), não deve gostar do filme. É um filme denso, bonito, profundo, tocante, na minha opinião, e beeem leeentooo.

A trilha é bonita, há alguns cenários bonitos, mas a beleza está nas duas personagens principais.

Ah, leve um lencinho…pode ser necessário.

10

de
outubro

Eta visitinha boa!

Foi assim conhecer a casa da Ruth.  Mas verdade, verdadeira, não fui lá, não. Vi tudo remotamente,  em um DVD muito legal! Na Casa da Ruth (http://vejasp.abril.com.br/shows/na-casa-da-ruth) é o espetáculo mais recente de Fortuna (http://fortuna.uol.com.br/bio.htm).  Um espetáculo infantil delicioso!

Tudo começou assim: frio, frio, domingo de preguiça, hora de colocar os DVDs em dia..então…

O DVD, bem como o espetáculo, foram produzidos pelo SESC.  Participam do espetáculo Fortuna, Coral infantil do SESC Vila Mariana, Rafael Zolko. O musical é baseado em poemas de Ruth Rocha, que foram musicados por Hélio Ziskind.  Gostoso demais!  Pena que o espetáculo só leva uma horinha. Podia ser o dobro que daria muito gosto de ver.  Os músicos que participam do espetáculo são ótimos; os figurinos muito plásticos, bem bolados; adereços (cenário mesmo não tem) são pragmáticos.  E quem dirige: Naum Alves de Souza. Affeee! Precisa dizer mais?

Sem dúvida a regente do coral (Gisele Cruz) e a coreógrafa (Luciana Gandolfo) fizeram um trabalho incrível!

Pena que não deu para eu ver ao vivo, e olha que o espetáculo rodou! Pelos Sescs, Teatro Sérgio Cardoso, mas acabou não dando para ir. Pena!  De todo jeito, o dvd está muito bem gravado, e além do espetáculo traz um documentário com a “construção” da casa e as músicas do espetáculo.

Ah, sim, apesar de já ter passado muitíssimo da idade do público-alvo de Ruth Rocha, li vários de seus livros nos últimos anos.  Como já escrevi por aqui, aprecio imensamente tanto a literatura infantil quanto o teatro infantil.  As possibilidades de entendimento, de leitura são fantásticas.

Bem, para quem não conhece, ou conhece e tem crianças à volta, ou simplesmente gosta como eu, seguem links para ouvir/ler algumas histórias da autora. Vale muito a pena.

http://www.radio.uol.com.br/#/busca/ruth rocha

http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias.htm

Balanço: domingo preguiçoso para ninguém botar defeito!

9

de
outubro

Vou vomitar ali e já volto…

Desculpem a crueza da frase, mas Tropa de Elite 2 provoca engulhos. Não porque seja ruim, pelo contrário; ou porque seja muito violento, não mais do que vários hollywodianos por aí. A discussão e o retrato dos meandros políticos aliados ao crime que jogam com a vida dos cidadãos é que dão asco. Eu não imaginava? Claro que sim!  Eu não sabia, ou ao menos intuia? Claro que sim! Mas ver ali, na telona, detalhado, com a crueza que a coisa tem, é dose.

Gostei do Tropa 1. Foi uma pintura corajosa do que acontece no RJ. Ufanou o BOPE, sim, mas ufanou com justiça.  No primeiro filme (http://www.tropadeeliteofilme.com.br/), foi mais o combate ao crime, ao tráfico, mostrando o treinamento duro que a instituição tem de dar, como ela exige de seus membros retidão, competência, vigilância, sob pena de pagarem com suas vidas qualquer “vacilo”. São homens especiais, sem dúvida.  E, como em qualquer área profissional, têm seus dramas pessoais, familiares.  Alguns incontornáveis por conta da natureza da atividade.

O TE 2 (http://www.tropa2.com.br/) é mais articulado, mais fundo na discussão dos problemas, mais abrangente eu diria.  Wagner Moura, Seu Jorge, André Ramiro, entre outros, estão ótimos.  Seguros, convencem.  Tem sangue, tem tiro, tem crueza de monte, mas desta vez não é só polícia x ladrão, entram na história com força total os corruptos, os vendidos, os políticos.  Se no primeiro filme, além de uma imagem redentora da corporação, o enforque era: culpado do tráfico não é o traficante, é quem alimenta o tráfico na verdade, agora a visão é mais profunda: além do usuário, comprador, a “roda da fortuna” que, uma vez existente o tráfico, se alimenta dele ou de suas estruturas, i.e., as comunidades, ou morros.  A discussão é bem mais complexa: fica difícil saber se melhor com os traficantes ou sem eles. Eles são visíveis, identificáveis, seu crime é claro, os que vêm no seu rastilho não. Milícias, corruptos, políticos, que ignoram totalmente sua razão original de existir -servir dignamente os cidadãos - é que são os mantenedores de um status quase indestrutível.

Quase porque países próximos, a Colômbia por exemplo, combateram e reduziram a níveis controláveis o tráfico. E olha que Escobar era de lá!  Então  vontade, consciência, coragem, retidão de propósitos, amor à cidade, ao estado, ao país, ao cidadão podem, sim, mudar o quadro catastrófico mostrado no filme.  Tem exagero? Possível, mas não muito. Se não é aquilo, está bem pertinho.

A trilha sonora continua parecida, mas melhorou com releitura do tema e uma ou outra inclusão musical (tem Paralamas - acho que não tinha música deles no 1).

A gente não vê o tempo passar. O filme não se repete, é sequência vibrante e triste, muito, mas muito triste.  Prefiro acreditar que a PM e Polícia Civil daqui não estejam nem perto do que acontece no RJ. O dia que se igualar, só carimbando o passaporte e dando adeus a meu querido país.

Vale muito ver o filme. Tomara que seja premiado como foi o 1 (em Berlim, 2008). O filme não tem fotografia bonita, o som não é bom, apesar do mundo de gente trabalhando entre produção, extras, stunts, etc., não tem nada de glamuroso. Mas é, inegavelmente, um bom filme.

Antes de ver o filme fui a um restaurante perto de casa: Suri - ceviche-bar (http://www.suri.com.br/).  Fica na R.Mateus Grou. Essa rua é um exemplo de como a ação de moradores e comércio local consegue recuperar e manter um espaço. A rua é um “oásis”, se assim posso dizer.  Ao lado do Suri, há outro restaurante (não conheço). Por ali há o Itaú, várias lojas bacanas, inclusive a Desmobilia, da qual sou fanzoca.  O Suri ocupa um espaço que era de um restaurante bem popular, se não me engano. Tipo quilo ou bufê comercial. O espaço está muito bonitinho, bem cuidado. É pequeno (33 lugares), com mesas e balcão. O cardápio não é extenso, mas é bom. Vários ceviches, pratos quentes peruanos, sobremesas interessantes.  Hoje comi o couvert (chips de inhame, mandioca e banana da terra, crocantes e sequinhos, acompanhados de guacamole e molho picante de tomate. Tudo uma delícia); o ceviche tradicional (com corvina), muito, muito bom!; urabá de sobremesa: torta de banana, com sorvete de creme e bananas carameladas, bem bom também. E, claaarooo, um pisco sour que ninguém é de ferro!  Friozinho, chuva vai, chuva vem…tinha de ter um álcoolzinho.

O atendimento é cortês, simpático. Os pratos não demoram. Sábado a casa abre às 13h para almoço. Umas 13h30 já estava bem cheia.

No andar de cima (mezanino) estão os banheiros e uma sala com exposição de pinturas, fotos - Galeria do Mezanino.

Hoje me sentei em uma mesa, mas na próxima visita vou para o balcão. Dali dá para apreciar a montagem dos pratos.

Deem uma olhadinha no site.  Ele é bem feito e bonito.

Valeu conhecer.

6

de
outubro

Tô dizzy!

Bom, perto dos Dzi Croquettes (que eu insisto em chamar de Dzi Crocket - com perfeito acento anglo-saxônico), por mais dizzy (Random House: 2. bewildered; confused) que eu fique, esteja, não chego nem aos pés da “porralouquice” daquele pessoal.

Os Dzi Croquettes são do meu tempo, mas nunca fui assisti-los. Acho que não era a minha, eu não estava aberta, preparada para o que eles propunham.  Isso ficou evidente para mim depois de ver Dzi Croquettes http://www.dzicroquettes.com/), feito pela filha do cenógrafo dos DC.

Na verdade, sempre gostei muito do Lennie Dale (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lennie_Dale). Ele estava sempre nos programas de tv. Ele trabalhou muito com a Elis Regina, tinha acesso à Globo, Record.  Mesmo com aquele jeito andrógino, mais para o afeminado no gestual, nas expressões, mesmo sendo uma pessoa instável, até pelo uso de drogas, era muito bem quisto, admirado. E ele era mesmo brilhante.  Saiu da Broadway como “naughty boy” e veio para cá aprender e ensinar. Ele trouxe técnica, tecnologia, uma visão show business para o palco nacional. Captou nossa alma musical perfeitamente, e contribuiu muito para enriquecer o cenário local. Quanto ao grupo, DC, formado pelo próprio LD, Claudio Tovar, Paulette (que eu vi se apresentar também várias vezes e era ótimo bailarino), além de outra dezena de bailarinos (o idealizador foi Wagner Ribeiro), não resta dúvida de que foram  no mínimo corajosos, pelo over na maquiagem, o mínimo de roupas, homens vestidos de mulher, mostrando quem eram de verdade: homossexuais, o que era algo inédito em tempos de ditadura, de um Brasil provinciano - aliás, de um mundo provinciano.

O documentário sobre o grupo e seus componentes, com declarações de várias personalidades que participaram de suas atividades, ou tiveram contato com eles pelos motivos mais diversos (Marília Pera, As Frenéticas - surgiram com base em As Dzi Croquettas-, Miele (ele continua ótimo!), Elke Maravilha, etc.), revelou-me diversas coisas: criaram linguagem: Tá boa, Santa?, Meu amorrrr, e várias outras que a gente acha que nasceram lá no Láscio; estiveram onde ninguém nunca esteve, ie., abriram passagem para o besteirol (que não é invenção brasileira, como dá a entender o documentário, mas aqui ganhou cores e motivações muito fortes, até pelo “jeito brasileiro” de ser); mostraram que o travestir-se não é ofensivo, pode ser lúdico e plástico, além de inteligente, ou seja, botaram o bloco dos homos no palco sem pudor; brilharam no exterior por vários anos; arrebanharam seguidores em parte da Europa; que mesmo sendo tão paz e amor, e tão brilhantes, e tão alegres, e tão criativos, os egos também eram colossais, como o de grande parte de artistas/talentos, o que desintegrou o grupo em um dado momento por motivo mais que irrelevante. Ou seja, romperam muitas fronteiras.

Agora, como quer fazer crer o documentário, que eles estavam numa cruzada pró-gays, que estavam aí para fazer frente à ditadura? Acho que não.  Aliás, a censura demorou a chegar para eles porque eles eram inovadores, irreverentes, surpreendentes, irônicos, descarados, mas não panfletários, ou ameaçadores.  E estamos falando dos anos de chumbo mesmo.  Claro que mudaram a cena nacional, claro que trouxeram o novo, claro que significam um rompimento ou no mínimo abalo do status artístico nacional, e tudo isso foi importantíssimo! Catapultaram o palco nacional a anos-luz. Mas mártires, não, né?

Além disso, uma ou outra declaração enaltecendo o grupo, seu percurso, suas contribuições, vá lá, mas é um rosário de gente dizendo: não havia melhor; igual não houve nem haverá; todos eram boníssimos, simpaticíssimos, inteligentíssimos.  Um ufanismo que, pelo menos para mim, tem o efeito reverso.  Se o tom fosse mais comedido, ou até mais realista - afinal dá a impressão que só eles, sem eles nada vale a pena, possibilidades acabaram-se com eles, etc., mas o mundo não funciona assim -, eu teria visto o filme com mais encantamento, porque minha visão dos DC sempre foi muito positiva, mas com essa postura de “melhor não houve, nem haverá”, a coisa começa a ficar difícil de engolir.  Acho que se perdeu a mão no elogioso, sem nenhuma necessidade.

Pessoalmente, eu veria um espetáculo como o dos DC sem pestanejar. Acho que gostaria, não sei. Pode ser até que voltaria, como grande parte do público, inúmeras vezes, não sei também. Talvez me maravilhasse também, não sei.  Quem sabe um dia tenhamos um revival, uma releitura.  Certo que nunca será igual, mas pode ser tão bom quanto. Por quê não?

De qualquer forma, foi bom ter visto novamente Lennie Dale, com sua técnica magistral, domínio de corpo, sensibilidade estupenda.  Deu saudade!

Minha preparação para ficar dizzy foi supimpa.  Com mais um cupom de desconto, fui ao Bardo Batata (http://www.bardobatata.com.br/base/).  Algumas pessoas que tinham ido lá gostaram, então fui aproveitar meu cupom antes que vença.  Como demanda o site, liguei para reservar: ah, não precisa. Se vai chegar lá pelas 19h30/20h, não é necessário. Só a partir de 4a. ou 5a. feira e depois das 21h, senão é tranquilo.

Chego e primeira surpresa: o maitre pergunta: veio para o lançamento do livro?  Nope!  E a casa cheíssima!  Por sorte tinha uma mesa num canto.  Então, como assim?  Como é que uma pessoa atende o telefone, dá uma informação descabida, e o cliente que se dane?  Já escrevi várias vezes: ou se treina o funcionário muito bem para atender o telefone e dar informações corretas, ou nem atende. Deixa tocar. É melhor,podem crer.

O restaurante é muito bem localizado, ali na Bela Cintra. É bem montadinho, mas não diria agradável, aconchegante (não é tão grande; é uma casa adaptada).  Ruidoso por ser meio apertado e cheio de mesas,  mas até aí…não é lugar para jantares calmos, de horas.

A casa serve as batata suíça (http://tudogostoso.uol.com.br/receita/10283-batata-suica.html).  Nunca tinha comido. Primeiro pedi uma limonada suíça. Uns 5 minutos depois vem o garçom dizer que o leite condensado acabou e tinham ido comprar,mas ia demorar um pouco. Vejam bem, 20h!!!   Como assim, acabou o leite condensado?  Não dá para manter um estoque mínimo de umas 5 latinhas?  ou 5 caixinhas? ou 10, que seja? Entende-se, é um produto caro e difícil mesmo…

Bom, pedi uma  Saci Pererê de carne seca, creme de abóbora e mussarela e com salada da casa.  Meu amigo pediu uma Cecília Meireles.  5 minutos depois, o garçom: Infelizmente a cozinha me informou que não tem todos os ingredientes para a CMeireles. Poderia escolher outra?  Coooooomoooooooo   asssssssssssiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmm????

Diante de prospecto tão tenebroso, pensei: putz, aqui não dá para voltar e vou perder meu outro cupom de desconto! Mas, apesar de demorar um tantão, os pratos vieram certinhos (aleluia!) e estavam muito gostosos. Enormes (já me haviam dito)!  Muito saborosos mesmo!  Sendo assim, acho que vale a segunda tentativa para usar meu segundo cupom.  Tomara que o pessoal de compras melhore substancialmente até lá.

6

de
outubro

Mamma mia! Ma che domenica!

Foi uma overdose mesmo.

Dia chuvoso, feiinho, dia de votar, dia de preguiça. E de repente deu vontade de comer um fígado à veneziana (http://culinaria.terra.com.br/receita/0,,OI26032-EI166-IC3,00.html). Perto de casa tem um restaurante bem tradicional, o Nello’s (http://www.nellos.com.br/).  Quem não viu, já ouviu falar do dono do restaurante: Nello de Rossi. Ele estrelou comerciais da camisa US Top: bonita camisa, Fernandinho!  O engraçado é que ele ficou mais famoso que o “Fernandinho” (nem sei qual era o nome da personagem nas propagandas).

O restaurante é um cantinão que a família leva há décadas. Tem massas, alguns pratos como o fígado à veneziana, um ambiente descontraído, decoração própria desse tipo de restaurante. O dono, já com bastante idade, está ali entre as mesas, conversando com os clientes, com muita disposição e simpatia. A geração seguinte (filho, genro, se não me engano) é que está no operacional.

No domingo cheguei por volta de 12h30. A casa ainda estava bem vazia, mas quando saí, por volta de 13h30, já tinha espera. Vê-se que os frequentadores são antigos, clientela cativa, do bairro muitos.  Bem, serviço caótico. Umas duas dezenas de garçons indo e vindo, como zumbis, olhar no horizonte.  Só a título de comparação: estive, recentemente, em uma casa similar a essa em Hamburgo e com movimento igual ou maior e não havia mais do que 10 garçons!  Aqui o que se vê é um vai-vem, movimentos e ações improdutivas. Parece que está todo mundo correndo, e estão! Mas não sabem bem para quê, para onde.  Eles se trombam! É um negócio divertido de ver.  E mesmo com tanta gente, demorou quase 10 minutos, após eu sentar, para alguém me perguntar se eu havia feito o pedido.  Pedi o prato que tinha na cabeça: fígado à veneziana. Sei que tem gente que até vomita (blearghhhh) só de ouvir falar, pensar, etc., nessa víscera,  mas eu gosto. Minha mãe fazia fígado de várias formas: à veneziana, acebolado simples, com molho de creme de leite, enfim, uma delícia!

Após nova demora, chegou o prato. Um negócio feio, mal apresentado, e o pior: bem ruinzinho. O da minha mãe era muuuitoo melhor, aliás o meu é melhor. Mas já que estava ali, vamos lá: comendo.  E a casa enchendo, e aquele pessoal indo e vindo, olhar vazio, no horizonte. É interessantíssimo ver esse tipo de atuação, e porque é assim é que se precisa de tanta gente por aqui para fazer tão pouco.  Mais 10 minutos para tirarem o prato e verem se eu queria algo mais.

Enfim, comi, pedi café e conta, e saí.  Ainda bem que não foi tão caro.

Depois: Baaría - A porta do vento (http://www.imdb.com/title/tt1081935/).  Só Baaría já estava bom, mas tudo bem…O filme é de Giuseppe Tornatore (http://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Tornatore), o mesmo de  Cinema Paradiso, Estamos todos bem.  Ou seja, para quem gostou de um deles, a expectativa vai lá em cima e pode ser um desastre, mas não foi o caso. Um filme maravilhoso, com temática auto-biográfica, que conta a história de quatro gerações dos Torrenuova. Lindo, lindo, lindo!

Passa-se na Sicília, começa lá antes da 2a. Guerra Mundial e acaba em tempos recentes.  O ritmo é ótimo, montes de cortes que obrigam a gente a prestar muita atenção, e dão um ritmo frenético ao filme. Música linda, fotografia ótima, atuação de todos fantástica!  E aquela língua mezzo siciliana, mezzo italiano-padrão, é maravilhosa. E aquele gestual incrível, gerando movimento, caos no mundo, gritaria. Verdade que isso todo dia, toda hora, deve ser estressante, mas ali, na tela, é muito interessante, divertido, mesmerizante.  Uma história pungente de uma família completa vivendo na mesma mesma cidade, cujo desenvolvimento é mostrado lindamente. As idas e vindas políticas (e como tem política no filme - e bem no dia da eleição por aqui. Que boa escolha!), a luta de homens simples pelo pão de cada dia, a doença, a morte, os golpes de sorte, as crenças ou crendices. Uma cascata de emoções.  Ume delícia de filme. Duas horas e pico de encantamento.

Bom, a parte dedicada à “bota” terminou. Aí viajei para outro continente.  Fome, comer, onde?

Mahdu, comida indiana (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Gastronomia/Estabelecimento/Madhu_Restaurante.aspx?id=103065).  Já tinha passado em frente do restaurante algumas vezes, mas de fora ele não é muito convidativo, não sei por quê.  O lugar é pequeno, mas muito claro, limpo. É um fast-food de comida indiana. Não conheço tanto da culinária e imagino que não sirvam muitas coisas que se servem em restaurantes indianos, mas mesmo assim o cardápio parece muito diversificado. Experimentei um combo com frango, arroz branco, uma salada spicy, e uns pãezinhos típicos que estava uma delícia! Muito saboroso!  E o prato é super generoso! Acho que dá para dividir dependendo da fome. O preço é bastante bom!  Vi várias opções interessantes. Vou tentar voltar para experimentar.

Bom, acho que para um domingo feioso, chuvisquento, friorento, foi muito bom!

4

de
outubro

Dois anos! Como é bom!

Dois anos de blog, e bem na hora em que a vida vai dar uma mudada!! Novos horizontes, ou não; novas rotinas, ou não…

Estou bem contente de ter chegado até aqui, de ter podido manter minha frequência de posts (agora são quase 570).  Uma atividade importante, primordial para mim e de que gosto tanto!

E ontem, ouvindo Cold Play (que eu adoro!), descobri a música do resto da minha vida.  Rei morto, rei posto? Não, quem é rei, nunca perde a majestade.  Mas é preciso botar a vida “in due perspective”,

Enjoy!

Viva La Vida

(http://www.youtube.com/watch?v=44xirQ55IgA)

I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets that I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemy’s eyes
Listen as the crowd would sing:
“Now the old king is dead!
Long live the king!”

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can’t explain
Once you go there was never, never an honest word
That was when I ruled the world

It was the wicked and wild wind

Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People couldn’t believe what I’d become

Revolutionaries wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells a ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can’t explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

I hear Jerusalem bells a ringing

Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can’t explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world

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