Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

15

de
setembro

Enfim!

Sabem que eu nunca tinha pensado na implicação positiva da palavra dita assim?  Que coisa!  Vou usar mais. Repitam comigo: enfim!  enfim!  enfim!  Dá uma alegria, uma paz, uma sensação de “achievement”. Dá para suspirar…

Enfim! Enfim! Enfim! Enfim!  Ai, que delícia…


Pois é, só percebi o positivo da expressão lendo o título e assistindo ao filme Enfin veuve! (
http://www.interfilmes.com/filme_20864_Enfim.Viuva-(Enfin.veuve).html) (milagre: tradução literal! Viram como é fácil?).

É a história de uma mulher que por um golpe de sorte, digamos assim, torna-se viúva e tenta viver a vida como acha que tem de ser. Claro que não é tudo uma maravilha. Surpresas de monte pelo meio do caminho, e o fato acachapante de que a vida é mais forte do que a gente, ou as circunstâncias, ou as situações, ou as pressões sociais/ institucionais/familiares.

Hay que tener! para escapar das imposições comuns, diárias, que sacrificam, escravizam, deixam as pessoas infelizes.  Mas como a humanidade só está aí  vivinha porque é facinha, adapta-se, o que quer dizer que se acomoda de alguma maneira, muitos aceitam, engolem, criam calos, e continuam sem viver a vida como creem que deveriam, poderiam, mereceriam.  Pena, porque o Shangri-lá (http://pt.wikipedia.org/wiki/Shangri-La), que é bem tangível, factível,  está na ponta de nossos dedos.


Voltando: é um divertido filme francês. Fotografia linda, atores (Michèle Laroque, Jacques Gamblin e Tom Morton) em grande forma, música boa (filme francês geralmente tem boa trilha - um pouquinho do filme aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=eZf3d_bj7MI). Roteiro inteligente, leve, sem ser piegas. Aliás, a discussão do “ai, se eu tivesse”/”ai, se eu pudesse” não é exatamente original, mas bem interessante e contundente.

Risadas com conteúdo. Um filme para ver a qualquer hora.

Aleatória:  vi o filme no Belas Artes.  Vazio, claro, afinal 3a. feira, 18h30 não dá para ser diferente.  Sala 1. Mal deu tempo de o pessoal da sessão anterior sair, limparam rapidinho (até aí tudo bem, devem ter saído umas 10 pessoas) e a minha sessão entrou. Terminou o filme a que eu assistia, imediatamente, mesmo antes de acenderem as luzes, um funcionário se posta embaixo da tela, encarando a plateia. Por quê, por quê, por quê?  Eu adoro ler os títulos, ver as músicas, etc., etc.  Isso é parte do filme, da sessão. Tem gente que gosta de ver essa parte, sabiam? Eu, por exemplo.  Mas com o funcionário encarando a gente, batendo o pé, fica difícil…Não custava as companhias de cinema se programarem melhor, deixarem a sanha pelo ganho de lado, e ensinar aos funcionários o que é cinema de fato, o respeito ao que está na tela e sentado nas poltronas, porque, obviamente, eles nem imaginam.
Depois os cinemas fecham, têm problemas, etc., e não sabem por quê.

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