30
de
agosto
Nem tão estranho assim
Estava querendo ver há tempos Estranho Casal de Neil Simon (http://vejasp.abril.com.br/teatro/estranho-casal). A peça já havia passado por outro teatro (Folha no Higienópolis, se não me engano) e migrou para o Renaissance. Tentei comprar para um domingo há um mês, aproximadamente. Chegando na bilheteria, disseram-me que não haveria a sessão pois o hotel teria um evento. Ai,ai,ai,ai,ai…não havia nenhuma indicação a respeito na Vejinha. O hotel explicou que não se responsabiliza por esse tipo de informação. Esse é uma tarefa da produção do espetáculo, o que é óbvio e justo. Enfim, fui ver outra peça (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/29/voltar-nem-sempre-e-bom/).
Mas como meu primeiro nome é teimosia, e o segundo turrice, deixei a coisa em banho-maria e finalmente pude assistir ao espetáculo. Felizmente, aliás. É uma peça bem gostosa. Nada cabeça, com estereótipos esperados, mas com um texto leve, sagaz. O trabalho dos dois atores prinicpais e das duas atrizes que têm pequena participação na peça é ótimo. Há outros três personagens que agregam um pouquinho, e são divertidos.
O tema: dois homens divorciados que acabam dividindo o mesmo teto por conveniência, pela amizade. E, claaroo, que a coisa acaba amargando. Um dos moços é aquele homem nojento, bagunceiro, sem regras, sem freios. O outro…bom, melhor vocês verem com seus próprios olhos. Só posso dizer que muitas mulheres riram desbragadamente com as peripécias do descasado “certinho”. Portanto, não tenho dúvida, devem ter algo muito parecido em casa, ou tiveram, ou terão (pobrezinhas…). O fato é que são dois tipos extremos de uma mesma espécie: homens, e homens separados. No final tudo se ajeita.
O cenário é bem bolado e atende bem às necessidades de cena. Não é bonito, mas pragmático. O guarda-roupa é o que se poderia esperar para cinco homens classe média, durante um jogo de pôquer, em cena. Tem umas meias sujas, umas roupas desgrenhadas, tudo normalíssimo!
Os atores principais, Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi, estão muito bem no contraponto. Até fisicamente são quase que opostos completos.
Duas coisinhas: a peça é longa, mesmo para uma comédia. Duas horas! E com o ingresso e no início da peça recebe-se a informação de que se pode jantar no restaurante do Renaissance (onde está a peça) com 20% de desconto. Meus amigos e eu havíamos pensado nisso pelo conforto, embora imaginássemos que mesmo com os 20% a conta não seria barata. Surpreeesaaa! O restaurante estava fechado! Não daria para no dia em que o restaurante está fechado agregar à mensagem no início da peça: quem apresentar o ingresso no rest. tal terá 20% de desconto no jantar, MAS HOJE NÃO, TÁÁÁ? É o máximo da falta de comunicação, da descoordenação de ações, e isso num hotel estrelado. Enfim…
A peça fica em cartaz mais um tempinho. Como programa levinho de fim de noite, fim de semana, vale ver. Risadas nada estranhas esperam pelo público.
Depois da peça só nos restou caçar algo próximo. Domingo é triste para achar lugares bons (restaurantes mesmo) abertos para pós-teatro. Fomos à Cantina do Piero, ali do lado do hotel (nós e metade da torcida do Corinthians…ou metade do teatro). Já fui ali algumas vezes, mas ontem foi tudo ruim: atendimento, cheirinho do lugar onde estávamos, caro pra dedéu…ruinzinho demais! De todo jeito valeu o programa pelos amigos, pela conversa.



