Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

21

de
agosto

Proibido para pedreiros,encanadores, faxineiros, meninos maluquinhos e afins

É isso mesmo! O show do Stomp (http://www.stomponline.com/show.php) deveria ser proibido para toda essa gente. Motivo? Se eles descobrem a sonaridade da vassoura, da pá de pedreiro, dos sacos plásticos, das pás, da areia, a maravilha que é uma panela, uma cadeira de metal…xiii, sua reforma não vai andar, não.  E o menino maluquinho, o filho da vizinha, não vai deixar seus ouvidos em paz.

O Stomp começou há quase 20 anos com dois brits.  E cresceu, cresceu, e viajou, viajou…e criou grupos alternativos para se apresentar no mundo todo. Até um brasileiro está lá. Aliás, o baiano Marivaldo está muito bem. O grupo é carismático, mexe com o público.

Não vi nenhum show lá atrás, mas imagino que seja o mesmo processo do circo ou Cirque de Soleil. No começo era a coragem, o destemor, uma certa criatividade, e muito, muito treino e dedicação. Depois fez-se o espetáculo. Menos circo, mas mais show. E o público gosta, e a renovação é mais fácil, e o preço do ingresso sobe.  O mesmo deve ter acontecido com o Stomp. No início, tirar sons, harmonias, de latões de lixo, de tampas de panela, de canos? Depois veio o espetáculo.  Tanto que eles não param de se apresentar por aí e voltar.

O espetáculo é um pouco longo, i.e., quase duas horas, mas dá para aguentar bem. São simpáticos, precisos, harmoniosos, espetaculosos…e que músculos nos bracinhos, homens e mulheres.  No final a gente até fica um pouco cansado fisicamente. É movimento que não acaba mais, nenhuma palavra dita, mas muito entendimento com o público e muito humor, também.

O show, a cada 5 ou 10 anos, vale muito. Agora tormento é o Credicard Hall (http://www.credicard.com.br/credicardhall/home/index.htm)! Desta vez comprei meu ingresso pelo Master Pass, na internet, sem cobrança de uma das taxas, o que ajudou muito. Cheguei lá no horário solicitado (1,5 hora antes do início do show) e fui super bem atendida pelo pessoal do Matercard.  Agora o pessoal do CH é uma piada: não são atenciosos, não dão informações claras, as bilheterias são poucas para o tamanho da casa e número de shows que põem ali. E quebrou a máquina do caixa! E ninguém conseguia resolver! E só duas posições continuaram abertas, e as pessoas que estavam havia 25 minutos na fila por causa desses problemas operacionais foram informadas de que “o show havia começado e, portanto, só poderiam entrar em 15 minutos”.  É brinca? Eles causam o problema, não resolvem e apenam o público pagante!  Depois de haver quase um linchamento, a coisa fluiu.  O CH é uma das casas de show mais antigas de SP, e aparentemente pouco se fez por ali. Faz muitos anos que não vou até ali, mas as escadas são velhas e não muito seguras, as cadeiras mezza-mezza, o piso é vetusto.  E a casa tem tremendos halls e meia dúzia de cadeiras para as pessoas sentarem enquanto esperam. Deve ser economia.

Agora o máximo: um copo de água mineral (copo, atenção!) = $4. Isso, $4.  É um verdadeiro assalto! E a gerência da casa deixa as coisas acontecerem assim?  Ou seja, não estão nem aí para os clientes, para o público pagante.  Além desses problemas, fica longe pacas…é longe até para quem mora na região, pois o acesso é complicado.  Ah, e estacionamento = $25!

Como disse uma senhora: se não se é assaltado fora, se é assaltado dentro! Sim, até porque o preço dos ingressos também é estonteante…Se não me engano, são mais de 4mil lugares, então não precisava enfiar a faca, né? Enfim, é um lugar a que não gosto de ir de jeito nenhum. Pelo menos o Stomp compensou.

21

de
agosto

A gente não pode elogiar (o retorno)

Ontem fui, pela terceira vez, à Sample Central, ali na Augusta. No meu post de 24/7 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/24/a-gente-nao-pode-elogiar/), fiz um comparativo entre a primeira visita (bem próxima da abertura do lugar) e a segunda, quase um mês depois.  Pois é, e a coisa não se alterou, acho até que piorou. Menos produtos ainda, vários que eu já havia experimentado quando da segunda visita.

Interessante que há muita gente que vai lá direto.  Muita gente adora aquilo ali. Francamente não consigo entender.  Ontem havia uns barris da Heineken de 5 litros, e percebi que muitos visitantes foram lá para pegar esse produto. Tudo bem, é Heineken, é cerveja, mas o negócio é conhecer produtos novos, poder opinar, poder até interferir no produto. Pelo menos essa é a grande coisa da empreitada para mim.

Da primeira vez era difícil escolher que produto levar dada a variedade e quanto alguns eram interessantes e novidade para mim.  Ontem foi talvez mais difícil de tão pouca opção que havia.  Enfim, ainda assim consegui meus 5 produtos.

Uma pena que algo que parecia tão promissor, tão inovador localmente, tenha perdido o gás tão rapidinho.  Não tenho dúvida de que tem gente que vai lá para encher a despensa, mais que tudo, mas não me parece que esse seja o conceito e objetivo do negócio, o que interessa aos expositores, e nem à maioria dos frequentadores.

Acho que não volto tão cedo…

21

de
agosto

Continuação…

Ai, não sei como pude, mas esqueci de mencionar um tópico:

8. Tudo pelo social: naturalmente, não há dúvida de que num país miserável ou carente, como queiram, como o nosso deve-se prover acesso gratuito a muitas coisas para que todos tenham a chance de conhecer, divertir, alargar horizontes, etc.  Mas não precisa nivelar tudo por baixo.  Como já mencionei em post anterior (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/06/foi-assim-tipo-uma-maratona/), por que, se se quer estender um benefício a muitos, não reservar 2/3, 3/4, sei lá, de um espaço para acesso gratuito e outro 1/3 ou 1/4 para quem quiser pagar ou dispuser de meios para comprar sua entrada com conforto, programar-se melhor.  Mas nãããõoo, vamos fazer o tudo pelo social sem critério.  Todo mundo espera, todo mundo perde tempo, todo mundo pega fila, e não há entrada de numerário, e isso para lazer, hein!  Então, ontem fui comprar ingresso para o festival de curtas que está acontecendo em vários espaços em SP.  Fui ao Cinesesc, já que estava nas proximidades, para comprar para domingo, 19h. Surpreeesaaaa! É gratuito. Eeeee??? Os ingressos só são distribuídos uma hora antes da sessão.  Então eu vou ter de chegar 18h,ou antes, pois obviamente ninguém sabe qual será a procura, eventualmente ficar em filas por uma hora ou mais, para poder ver os curtas.  Por que não me dão a opção de comprar com antecedência, pagar, isso mesmo, pagar?  Quem quiser de graça faz o sacrifício,oras!  E as pessoas de mais idade (eu, por exemplo)?  E os handicapped?   E olhem que o SESC, para seus associados, tem preços superacessíveis, mas a coisa é rasa, é do jeito mais fácil. Então que seja…

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