Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

30

de
agosto

Nem tão estranho assim

Estava querendo ver há tempos Estranho Casal de Neil Simon (http://vejasp.abril.com.br/teatro/estranho-casal).  A peça já havia passado por outro teatro (Folha no Higienópolis, se não me engano) e migrou para o Renaissance.   Tentei comprar para um domingo há um mês, aproximadamente. Chegando na bilheteria, disseram-me que não haveria a sessão pois o hotel teria um evento.  Ai,ai,ai,ai,ai…não havia nenhuma indicação a respeito na Vejinha. O hotel explicou que não se responsabiliza por esse tipo de informação.  Esse é uma tarefa da produção do espetáculo, o que é óbvio e justo.  Enfim, fui ver outra peça (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/29/voltar-nem-sempre-e-bom/).

Mas como meu primeiro nome é teimosia, e o segundo turrice, deixei a coisa em banho-maria e finalmente pude assistir ao espetáculo. Felizmente, aliás.  É uma peça bem gostosa. Nada cabeça, com estereótipos esperados, mas com um texto leve, sagaz. O trabalho dos dois atores prinicpais e das duas atrizes que têm pequena participação na peça é ótimo.  Há outros três personagens que agregam um pouquinho, e são divertidos.

O tema: dois homens divorciados que acabam dividindo o mesmo teto por conveniência, pela amizade. E, claaroo, que a coisa acaba amargando.  Um dos moços é aquele homem nojento, bagunceiro, sem regras, sem freios. O outro…bom, melhor vocês verem com seus próprios olhos. Só posso dizer que muitas mulheres riram desbragadamente com as peripécias do descasado “certinho”. Portanto, não tenho dúvida, devem ter algo muito parecido em casa, ou tiveram, ou terão (pobrezinhas…).  O fato é que são dois tipos extremos de uma mesma espécie: homens, e homens separados.  No final tudo se ajeita.

O cenário é bem bolado e atende bem às necessidades de cena. Não é bonito, mas pragmático. O guarda-roupa é o que se poderia esperar para cinco homens classe média, durante um jogo de pôquer, em cena. Tem umas meias sujas, umas roupas desgrenhadas, tudo normalíssimo!

Os atores principais, Carmo Dalla Vecchia e Edson Fieschi, estão muito bem no contraponto. Até fisicamente são quase que opostos completos.

Duas coisinhas: a peça é longa, mesmo para uma comédia. Duas horas! E com o ingresso e no início da peça recebe-se a informação de que se pode jantar no restaurante do Renaissance (onde está a peça) com 20% de desconto. Meus amigos e eu havíamos pensado nisso pelo conforto, embora imaginássemos que mesmo com os 20% a conta não seria barata.  Surpreeesaaa! O restaurante estava fechado!  Não daria para no dia em que o restaurante está fechado agregar à mensagem no início da peça: quem apresentar o ingresso no rest. tal terá 20% de desconto no jantar, MAS HOJE NÃO, TÁÁÁ?  É o máximo da falta de comunicação, da descoordenação de ações, e isso num hotel estrelado.  Enfim…

A peça fica em cartaz mais um tempinho.  Como programa levinho de fim de noite, fim de semana, vale ver. Risadas nada estranhas esperam pelo público.

Depois da peça só nos restou caçar algo próximo. Domingo é triste para achar lugares bons (restaurantes mesmo) abertos para pós-teatro.  Fomos à Cantina do Piero, ali do lado do hotel (nós e metade da torcida do Corinthians…ou metade do teatro).  Já fui ali algumas vezes, mas ontem foi tudo ruim: atendimento, cheirinho do lugar onde estávamos, caro pra dedéu…ruinzinho demais!  De todo jeito valeu o programa pelos amigos, pela conversa.

30

de
agosto

Pés descalços é bom demais

Verdade verdadeira!  Quando vou à praia, ou tenho vontade de ir à praia, é sobretudo para andar descalça pela areia.  Sei que muitas de nossas praias (principalmente em SP) são poluídas, e em troca desse prazer corre-se o risco de levar de lembrança para casa vírus, bactérias, doenças…mas quê fazer?  Mas água para mim é a  doce mesmo. Respeito muitíssimo os domínios de Netuno ou Poseidon (http://pt.wikipedia.org/wiki/Posídon), pois sua força é imensa (vide tsunamis) e nem o homem, com toda sua esperteza e tecnologia, consegue dominá-lo ou salvar-se quando ele se enfurece.  Além de notícias recentes, filmes como Mar em Fúria (http://www.imdb.com/title/tt0177971/) mostram que, como dizia minha mãe: com o mar não se brinca.  Pular uma ondinha, caminhar pela beirinha d’água, molhar os pés, um baiinho rápido, tudo bem, uma delícia!, mas só!

E você estará se perguntando: e quico??

É que fui ver uma peça ontem, no SESC Pinheiros (http://www.sescsp.org.br/sesc/busca/index.cfm?unidadesdirector=57), maravilhosa e com o título Pés Descalços (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=176531), e a peça me deu a sensação do bem estar de pés descalços.  Já gostei de cara do conceito. A peça é encenada pelo grupo Morpheus Teatro. Os atores (5), vestidos de negro, participam da peça com seus personagens (pessoal de manutenção de um parquinho), mas participam mesmo é como manipuladores de bonecos.  Flô e Rô: lindos!  E que trabalho é esse de manipulador!  Que esforço, que concentração, que precisão.  Dois cantam e tocam, os outros ficam na representaçã e manipulação, além das vozes das personagens.

Adoro peças infantis! Ver a genialidade, a criatividade, a beleza, a poesia, o bom humor que elas trazem é fantástico. E ainda assim imagino que sejam consideradas um genêro menor. Mas não são, não: com o simples, com um talento que não carrega máscaras,  com humor, com alegria, com cor, com música, com conceitos puros (atenção: criança é um crítico cruel!), conseguem maravilhar pequenos e grandes. Claro que isso não vale para 100%, mas ou sou sortuda demais ou tem muita coisa boa por aí, já que as que tenho visto têm sido de primeira grandeza.

A história se passa em um parque, com um tanque de areia. Ali Flô e Rô se encontram e sonham, sonham, sonham…brincam, brincam, brincam…e acabam a peça como amigos para a vida…será?

A peça está só aos domingos, às 15h., no SESC Pinheiros. Apesar de ser pós-almoço, e eu não ter bebido, vi tudo aquilo que as crianças imaginaram. Bom demais! Emoção, torcida, divertimento de montão!  Teve slow motion, teve movimentos  acelerados, tudo feito com muita competência pelos manipuladores.

O teatro está quase totalmente lotado. Uma pessoa da loja do SESC disse-me que estava tudo lotado por alguns domingos.  Ainda bem que eu tinha comprado com antecedência, senão teria perdido a oportunidade de conhecer, sonhar e me emocionar (dei até uma choradinha…) com os fofos Flô e Rô.

29

de
agosto

Mirei em um e acertei em dois

Sempre que vou ao Ibirapuera, para algum show, tento ver o que estão levando no MAM, sobretudo, e em outros locais do parque.  Ontem aproveite para ver Ecológica e Dez anos do clube de colecionadores de fotografia (http://www.mam.org.br/2008/portugues/default.aspx).

Na verdade não esperava muito nem de uma, nem de outra. Afinal ecologia é moda, está na boca do povo, todo mundo acha qualquer coisa que se faz na área bacana, in.  Quanto à fotografia, é algo de que gosto, mas não é um must para mim.  Mas suuurpreeesaaa! As duas mostras são ótimas, interessantes, bonitas.  No quesito ecologia vi uma série de instalações ou obras plásticas, de bom gosto, se posso dizer assim, que me deram até ideias para itens de decoração para minha casa.  Havia algumas obras de estrangeiros, mas a maioria era de brasileiros. Algumas são mesmerizantes: Reflectwo de H. Kojin; Jardim fotográfico de André Feliciano; o filme de Marcelo Zocchio (divertido também). Enfim, vale ver.  Agora a pergunta que não quer calar: tem folder, catálogo da mostra?  Nãããõooo!  E olha que o MAM não é disso. Verdade que a exposição está no fim, mas mesmo assim…

Quanto à exposição de fotos, coisas muito bonitas, fortes, muito preto e branco. Amigos fotógrafos (Xandy, Ana), ainda dá tempo de ver.

Há também uma exposição de Alberto Magnelli - MAC (prédio da Bienal) que fica até 12/9.  Esta não fui ver por preguiça. Preferi ir devagar, estava calor, eu tinha o Coro Luther King e a Jazz Sinfônica, a partir das 18h, i.e., muito movimento pela frente, e nunca deixo de tomar um café com os deliciosos bolinhos de queijo e goiabinhas do restaurante do MAM, olhando para o parque. Então o Magnelli fica para a próxima visita.

29

de
agosto

Quebrando promessas

Então…como não jurei por Deus, acho que não é pecado…Mas já havia dito que não ia mais falar dos espetáculos no Auditório Ibirapuera já que nem eu mesma me aguentava de escrever tão bem sobre o que levam ali (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/01/estavam-todos-la-jazz-samba-bossa-nova-e-patty-ascher/).  Mas não dá para aguentar…

Hoje foi dia de Coro Luther King (http://www.lutherking.art.br/lutherking/) novamente.  Show lindo com a participação de Cida Moreira. Músicas de Chico Buarque, barítono italiano, flautista, arranjos primorosos.  Lindo, lindo, lindo!  E depois a Jazz Sinfônica (http://www.apaacultural.org.br/jazzsinfonica/), sob regência do maestro Galindo, recebeu o guitarrista Philip Catherine (http://www.philipcatherine.com/#). É, se escreve desse jeitinho mesmo.  Nascido em Londres, é na verdade belga (fala inglês com um leve acento francês).  Se puderem, deem uma olhada ou ouvida no site do artista. Uma delícia de som!  Uma guitarra suave, acariciante, ou como disse o maestro Galindo: com muita finesse.  Várias composições do próprio Catherine e outras de Guinga, Pixinguinha.  Uma delícia!  E que graça o guitarrista! Alegre, brincalhão, tudo de bom!  Duas horas de muita magia.  As músicas não eram animadíssimas (houve quem observasse que esperava algo mais mexido, mais vibrante), eram mais para o lento, ou introspectivo, mas mesmo assim achei muito bonito.  O som foi uma descoberta para mim.

Bom, acho que não prometo mais nada,não, senão serão dois trabalhos: prometer e descumprir. Melhor deixar por isso mesmo, e vou me repetindo.  Sorry!

29

de
agosto

Como eu queria…

Fui ver Trockadero (http://www.trockadero.org/) (http://www.youtube.com/watch?v=e__OvzOpP4o&feature=player_embedded) no teatro Bradesco (Shopping Bourbon) na sexta-feira.  Isso, naquele teatro que vocês jááá sabem que eu detesto (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/18/ceu-x-inferno/), mas era lá que estava o espetáculo. Como sempre desconforto, sobe-escada para ir ao banheiro, visão ruim, mesmo pagando caro!  Enfim…

Como eu gostaria de dançar só um pouquinho com aquela graça. Não clássico, popular mesmo…mas vai ser difícil…

Nunca tinha visto o grupo ao vivo, só na internet.  Já sabia que era um grupo de homens, bailarinos de primeira linha, travestidos de mulher (só um ou dois personagens são masculinos), que dançam peças clássicas ( Les Sylphides, Quebra-nozes, A lago dos cisnes, etc.) e obras modernas, mas sempre com um viés cômico. Com técnica apuradíssima, apresentam balê com lances divertidos: passos que poderiam ser de rap, street dance, remelexos bem diferentes mesclados a movimentos difíceis para qualquer bailarino clássico que se preze.

Na verdade, eu esperava mais humor, talvez menos pastelão. Outro aspecto interessante é que na internet, no Youtube, focalizam o ou os bailarinos que estão fazendo a graça, e quando a gente está no teatro vê a cena toda e acaba perdendo algum detalhe, afinal são quase 20 bailarinos e nem sempre o principal é o que está fazendo a graça do momento.  De qualquer forma, houve momentos hilários. Há um bailarino imenso que de frufru é a bailarina mais simpática, risonha, entusiasmada e habilidosa que se pode imaginar.

As roupas são muito bonitas, a maquiagem é primorosa, a parte sonora também é muito boa. Agora o que vale mesmo é ver exímios bailarinos entre o sério e o cômico, exibindo uma técnica invejável, inquestionável.  Uma leveza incrível para homens fazendo-se passar por mulheres. E a gente até esquece disso, mesmo com montes de pelos aparecendo no peito, sob os vestidos/corpetes, ou nas axilas.

Com suas manobras bufas criam uma empatia interessante com a plateia.  Para quem dança/dançou, ou conhece bem balê (não é meu caso), acho que deve ser mais divertido do que foi para mim, pois focam bem na fogueira das vaidades, que deve existir na classe, nas “puxadas de tapete”, nas gafes que o público pode não perceber, mas que estão lá.

Foi um espetáculo interessante e, sem dúvida, resultado de muito suor, ensaio, dedicação, apesar de o objetivo ser sem dúvida fazer rir.  Não sei se assistiria a um segundo espetáculo, mas valeu ver pelo menos uma vez ao vivo.

28

de
agosto

Há curtas que se tornam longas

Pois é, às vezes a coisa não acontece como a gente imagina.  Aliás, em festivais é sempre bom assistir a uma batelada de x, pois a qualidade pode ser bem oscilante, pouco estável.

Como mencionei no post de 6/8/2010 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/08/06/foi-assim-tipo-uma-maratona/), assisti a umas 15 animações ou mais e o resultado acabou sendo positivo.  Tem muita coisa incormpreensível, hermética demais, pobrinha mesmo, então sempre bom ver um monte para tirar alguma coisa de bom.  Acho que em todo festival que tem gente que se inscreve por conta, que é convidado, que participa para concorrer é assim: música, cinema, teatro, dança.

Tivemos nos últimos 10 dias o 21.Festival Internacional de Curtas de SP    (http://www.kinoforum.org.br/curtas/2010/).  Infelizmente só pude ver uma das sessões.  Não deu para ver nenhuma de filmes brasileiros (havia horários dedicados só aos da terra) e nem outra de filmes estrangeiros. Uma pena!  A mostra estava em várias salas, mas escolhi o CINESESC.  Vi uma produção suíço-germânica, mediazinha: (1)  Ich bin Helmut. Tentou ser divertido, e o foi em poucos lances, mas no geral um tanto quanto sem-pé-nem-cabeça demais.  No final tem uma performance musical que valeu pelo filme.  Uma grega: (2) Aristera dexia (Esquerda Direita), com uma estética interessante, mas igualmente mediana, bem deprê! Uma sueca: (3) Handelse vid bank (Incidente no banco), bem fraquinha mesmo, mas a plateia se divertiu com algumas cenas. Retratou um fato ocorrido em 2006, segundo informado no próprio filme.  (4) Schonzeit (Fim de temporada), suíça, o melhor de todos. Bem pungente. O desmantelamento de uma família com a morte da mãe/esposa, um menino perdido no mundo, de uma solidão palpável.  (5) Uma pequena anatomia da imagem (Petite anatomie de l’image), belga, effrayant como diriam os franceses. Foi aplaudido de pé…quando terminou! Ninguém aguentava mais! Foi a parte mais divertida da sessão. Um filminho escuro, escatológico, parecendo mais uma apresentação PPT. E por fim: (6) 7.57AM=PM, francês, que repete o lance do violinista americano que tocou numa estação de metrô, ninguém reconheceu, ganhou uns trocados, e depois ou antes, que seja, teve casa lotada em um teatro classudo da cidade.  Refizeram o mesmo com um violinista francês de renome, e aconteceu o mesmo.  É um c.q.d bobo, pois nem que fosse Mozart em pessoa, Beethoven…é a pessoa errada no lugar errado para o público errado.  Não, a Humanidade em sua maioria não é formada por brucutus, insensíveis. O que existem são prioridades na vida e a música não é uma delas em grande parte de nosso dia-a-dia.  Como sabiamente diria minha mãe: há um tempo para tudo, até para admirar, deleitar-se, usufruir, abrandar-se, entusiasmar-se, comover-se com a artes.  Enfim… não agregou nada, mas ainda assim foi melhorzinho que o filme belga.

Duas observações:  todos os filmes, exceto o francês e o germano-suíço, eram muito, mas muito escuros. Lúgubres mesmo.  E mesmo nos piores exemplares, a trilha sonora estava muito bem.  Salvou a pátria!

Sumário: uma seara bem fraquinha. Por isso seria interessante ter estado em mais sessões…seguramente haveria compensações.Mas tudo bem, na próxima edição do festival, quem sabe.

26

de
agosto

Essa teimosia ainda acaba comigo

Mas não foi desta vez…  Afinal, terceiro jantar no escuro só poderia me fazer muito bem.

O primeiro foi uma experiência única! Saí do jantar (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/05/15/blind-date-nao-blind-dinner/) impressionada com minha pouca mas existente capacidade para poder comer (mais ou menos, né?) como deficientes visuais.  E usei bastante os talhares, não derrubei nada, então foi pura felicidade. Superação! Além de perceber levemente como é para os que não enxergam. E foi bem difícil identificar o que estava comendo, sobretudo por se tratar de um restaurante vegetariano, tipo de comida a que não estou habituada.  As combinações representaram uma grande dificuldade para identificação. Além disso, por ser o primeiro jantar, a atenção estava extremamente dividida: sons, texturas, movimentos contidos, sabores, tudo requeria muita energia.

O segudo (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/05/20/blind-dinner-rides-again/) foi num lugar de que gosto mais, da comida pelo menos. A experiência foi ótima também; a disposição física do grupo na sala de jantar foi uma grande surpresa!  Já tinha a experiência do primeiro jantar, mas mesmo assim foi difícil reconhecer alguns alimentos, ou ingredientes dos pratos servidos.  Descobertas de outra natureza, mas mais foco no silêncio e nos sabores.

Fiquei um tempão sem ir a outro jantar do gênero. Agora a oportunidade se apresentou.  Ontem fui ao Consagrado (http://www.consagrado.com.br/consagrado/index.htm), ali na r. Bandeira Paulista.  Atrasou mais que os outros. Deve ter começado umas 20h45, mais ou menos.  O grupo era de umas 30 pessoas.  Meu grupo era de 5 pessoas.  Duas, além de mim, já tinham estado em outro jantar do gênero, e duas  não conheciam o evento.  Para as novatas foi interessante, aparentemente.  A comida estava ótima (eu diria que foi o melhor menu dos três jantares).  O menu foi inspirado no cinema francês, i.e., tivemos ratatouille, boeuf bourguignon e batata, blinis com ovas e um creme temperado, crème brûlée, vinho rosé e tinto.  Como sempre, alguns textos recitados pelas organizadoras, as sinetas que convidam ao silêncio, música (desta vez não ao vivo) de boa qualidade. A chef da casa também brilhou, oferecendo-nos muito sabor.   Depois do jantar, visualisamos os pratos e vimos de que filmes foram tirados.  Achei que desta vez fui melhor em tudo: no reconhecimento dos sabores, no manejo dos talheres (só usei mãos nos blinis, porque eram bem pequenos e com garfo não dava), e fiquei bem contente com isso. Será que estou evoluindo? Espero que sim!

Haverá outro jantar no Ají, em 16 de setembro. Já me inscrevi…não tenho dúvida, essa teimosia vai acabar comigo…

25

de
agosto

E mais uma missão cumprida

E antes todas fossem assim tão facinhas e gostosas…

Como mencionei no post de 30/7(http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/30/nao-e-assim-um-toy-story/), havia me proposto, da mesma forma que fiz com Toy Story (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/16/nao-foi-assim-um-sacrificio/), a rever os desenhos de Shrek.  Vi do 1 (http://www.imdb.com/title/tt0126029/) ao 3 (http://www.imdb.com/title/tt0413267/).

Eu havia visto o primeiro, do qual gostei muito, e por isso vi o segundo (http://www.imdb.com/title/tt0298148/) que representou um salto imenso relativamente ao anterior (my humble opinion, of course!).  Aliás, o segundo desenho tem uma das melhores trilhas sonoras de filmes/animações em geral que conheço.  E a introdução de novos personagens (o gato de botas, o príncipe encatado, por exemplo) valorizou muito a história, abriu possibilidades de ação. O roteiro do segundo é melhor também.   Aí veio o terceiro da série e, não me lembro exatamente por que, não assisti a este.  Não sei se foi o trailer que me desanimou ou outra razão, já que eu tinha gostado tanto do segundo.  E o quarto (http://www.shrek.com/), lançado recentemente, é bom mas ainda não bate o segundo.  Olhando para os quatro, eu classificaria as produções da seguinte forma (do melhor para o “menos bom”): 2; 4; 1; 3.

Só para recordar: toda a série começa com Fiona, a princesa, presa em uma torre guardada por um dragão (aliás, “uma dragona”) e Shrek a liberta. Aí começa uma linda história de amor entre os dois, até porque Fiona também é vítima de um encanto que a transforma todas as noites.  Está tudo lá: quem ama o feio bonito lhe parece; quem vê cara não vê coração; não diga desta água não beberei; se você quer você pode; a grama do vizinho parece, só parece, mais verde e por aí vai.  O mesmo do que está em tantas histórias infantis, desenhos, peças de teatro, mas tudo verdade verdadeira, com certeza!  Em Shrek as mensagens são claras e não são piegas. Desenho bacana, cores legais, música boa sempre, personagens divertidos.  Não vi nenhum dublado, então não dá para saber como ficou, mas as versões originais são impagáveis: Mike Myers (Shrek), Eddie  Murphy (burro), Cameron Diaz (Fiona) e Antonio Banderas (gato) estão fantásticos.  Acho que não é um Toy Story mesmo, mas vale ver a série.

22

de
agosto

Quase deprimi

As pessoas que me conhecem bem sabem: eu posso espernear, perder as estribeiras, esbravejar, mas entristecer ou deprimir, jamais! Não que eu tenha encontrado alguma fórmula mágica. Acho que é só química + perfil mesmo.  Felizmente para mim não fico para baixo nem com grandes perdas pessoais/sentimentais.  Meu olhar está sempre no horizonte.  Às vezes fico até impressionada comigo mesma, sobretudo quando me dou conta que pessoas que fizeram parte de minha vida por tanto tempo, foram tão importantes, ficaram para trás, esquecidas. Algumas tão esquecidas que quando me vem alguma lembrança levo até um susto. Como foi possível um sumiço tão completo? E olhem que, até onde eu saiba, não estou esclerosada ou com doenças similares. Mas é muito fácil para mim esquecer o que não serve, o que não é bom.  E que fique claro que isso acontece não por superficialidade, já que que, no campo “pessoas”, quando me relaciono sou  muito atenciosa, presente, interessada. Tem gente que gosta, tem gente que não. Que fazer?  Aí os contatos vão rareando, rareando, e tudo se apaga…O fato é que a fila anda para mim e para os outros, então o que ficou para trás, ficou, e ponto. E sem deprê, o que é o mais importante para mim.

Esse preâmbulo todo, para dizer que fiz um passeio pelo Tietê (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tietê) hoje, aqui dentro de S. Paulo, e quase, quase deprimi tal o impacto do que vi! É que fatos, experiências, pessoas a gente substitui, tem muito por aí, dá-se um jeito, mas o rio…sei não! Brincadeira! É que o estado do rio, por culpa de todos nós, tanto por nossa ignorância antes da conscientização recente, como pela inabilidade, inoperância, paralisação, desonestidade, desamor pela cidade/estado e por seus cidadãos dos governantes (prefeito, vereadores, governador, órgãos que deveriam cuidar do nosso meio-ambiente) é terminal.  Vejam as fotos e filmes no link: http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Tiete22082010?feat=directlink

Uma tristeza imensa! Como é que todos nós deixamos o rio chegar a esse ponto?  E continuamos paralisados? Há ações interessantes e efetivas, mas poucas e limitadas, já que aparentemente o poder público joga continuamente o assunto para baixo do tapete.  O passeio foi promovido pela Arqtour (http://www.arqbacana.com.br/arq_tour.php) e teve o patrocínio da Trisoft (http://www.trisoft.com.br/site/) que, como disse seu representante, tem fins lucrativos, sim, mas tem certeza de que a responsabilidade social e ambiental podem andar par a par com lucros. O passeio é realizado pela Navega S. Paulo (http://www.navegasp.org.br/).  Vejam que interessante: dois indivíduos- aliás um deles nos deu uma linda palestra- compraram o “Almirante do Lago”, trouxeram-no para SP e começaram um trabalho de conscientização junto a escolas e público em geral. Muitas escolas levam seus alunos para passear pelo Tietê no barco; hoje o SESC tinha um grupo navegando além do da Arqtour. Ou seja, a atividade do barco é grande. E se a gente ouve um dos mentores do projeto fica impressionado com a confiança, a fé dele no projeto, de que é possível mudar, aliás, tem de mudar! E que esse barco é uma bandeira vibrante, forte, que faz a diferença.

No barco música, espumante, vários palestrantes, fotos que contam a história do Tietê, ie., quando se nadava por ali, quando havia tantas regatas, famílias aproveitando as águas do rio para se banhar. Um jeito legal de chamar a atenção e informar.

E alguns aspectos percebidos durante o passeio por um Tietê que nunca tinha visto de tão perto:

  1. Pais levam crianças e tentam explicar a elas porque o rio está daquele jeito, que elas não devem jogar lixo por aí, devem dizer isso aos amiguinhos, etc. Parabéns, pais! Mas tem de fazer isso todo dia, em todas as oportunidades.
  2. Gente de toda idade e profissão estava por ali. Muitos foram tocados pelo gigante agonizante.
  3. O cheiro do rio é pior na margem que dentro dele, tanto que grande parte do pessoal que faz manutenção na beira da marginal usa máscara. E hoje a coisa estava ruim mesmo, sobretudo pelo calor.
  4. Mesmo materiais mais pesados não se mexem. Ficam ali parados na superfície do rio. Nem com as ondulações provocadas pelo barco elas se mexem. A água é sólida por ali.
  5. Vi uma cutia (está nas fotos/vídeos) e uma garça (solo, tadinha…) que não deu tempo de fotografar antes de ela sair voando.
Depois de fazer tantos passeios fora daqui por canais, rios, lagos, eu fico pensando: já pensou o Tieté de volta para a cidade? Para navegação comercial (em vez de trem, metrô, a gente pegaria um barco. Muito mais gostoso), de carga, de turismo. Em dias lindos como hoje eu não perderia a oportunidade de dar uma navegadinha, tomar um vinhozinho, comer algo a bordo de um barco pelo Tietê.  Acho que não vejo isso, não.  Quem sabe de algum plano espiritual, no futuro.  Mas ainda dá tempo e é preciso que todos nós abracemos todas as oportunidades para salvar nosso rio. Aliás isso é o que esquecemos durante tempo demais: é o nosso rio, de mais ninguém!

21

de
agosto

Proibido para pedreiros,encanadores, faxineiros, meninos maluquinhos e afins

É isso mesmo! O show do Stomp (http://www.stomponline.com/show.php) deveria ser proibido para toda essa gente. Motivo? Se eles descobrem a sonaridade da vassoura, da pá de pedreiro, dos sacos plásticos, das pás, da areia, a maravilha que é uma panela, uma cadeira de metal…xiii, sua reforma não vai andar, não.  E o menino maluquinho, o filho da vizinha, não vai deixar seus ouvidos em paz.

O Stomp começou há quase 20 anos com dois brits.  E cresceu, cresceu, e viajou, viajou…e criou grupos alternativos para se apresentar no mundo todo. Até um brasileiro está lá. Aliás, o baiano Marivaldo está muito bem. O grupo é carismático, mexe com o público.

Não vi nenhum show lá atrás, mas imagino que seja o mesmo processo do circo ou Cirque de Soleil. No começo era a coragem, o destemor, uma certa criatividade, e muito, muito treino e dedicação. Depois fez-se o espetáculo. Menos circo, mas mais show. E o público gosta, e a renovação é mais fácil, e o preço do ingresso sobe.  O mesmo deve ter acontecido com o Stomp. No início, tirar sons, harmonias, de latões de lixo, de tampas de panela, de canos? Depois veio o espetáculo.  Tanto que eles não param de se apresentar por aí e voltar.

O espetáculo é um pouco longo, i.e., quase duas horas, mas dá para aguentar bem. São simpáticos, precisos, harmoniosos, espetaculosos…e que músculos nos bracinhos, homens e mulheres.  No final a gente até fica um pouco cansado fisicamente. É movimento que não acaba mais, nenhuma palavra dita, mas muito entendimento com o público e muito humor, também.

O show, a cada 5 ou 10 anos, vale muito. Agora tormento é o Credicard Hall (http://www.credicard.com.br/credicardhall/home/index.htm)! Desta vez comprei meu ingresso pelo Master Pass, na internet, sem cobrança de uma das taxas, o que ajudou muito. Cheguei lá no horário solicitado (1,5 hora antes do início do show) e fui super bem atendida pelo pessoal do Matercard.  Agora o pessoal do CH é uma piada: não são atenciosos, não dão informações claras, as bilheterias são poucas para o tamanho da casa e número de shows que põem ali. E quebrou a máquina do caixa! E ninguém conseguia resolver! E só duas posições continuaram abertas, e as pessoas que estavam havia 25 minutos na fila por causa desses problemas operacionais foram informadas de que “o show havia começado e, portanto, só poderiam entrar em 15 minutos”.  É brinca? Eles causam o problema, não resolvem e apenam o público pagante!  Depois de haver quase um linchamento, a coisa fluiu.  O CH é uma das casas de show mais antigas de SP, e aparentemente pouco se fez por ali. Faz muitos anos que não vou até ali, mas as escadas são velhas e não muito seguras, as cadeiras mezza-mezza, o piso é vetusto.  E a casa tem tremendos halls e meia dúzia de cadeiras para as pessoas sentarem enquanto esperam. Deve ser economia.

Agora o máximo: um copo de água mineral (copo, atenção!) = $4. Isso, $4.  É um verdadeiro assalto! E a gerência da casa deixa as coisas acontecerem assim?  Ou seja, não estão nem aí para os clientes, para o público pagante.  Além desses problemas, fica longe pacas…é longe até para quem mora na região, pois o acesso é complicado.  Ah, e estacionamento = $25!

Como disse uma senhora: se não se é assaltado fora, se é assaltado dentro! Sim, até porque o preço dos ingressos também é estonteante…Se não me engano, são mais de 4mil lugares, então não precisava enfiar a faca, né? Enfim, é um lugar a que não gosto de ir de jeito nenhum. Pelo menos o Stomp compensou.

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