Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

31

de
julho

Vida longa ao Azulejo!

Acabo de voltar do Restaurante Azulejo (http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/arch2010-07-01_2010-07-31.html#2010_07-23_14_41_49-10901658-0). Hoje é dia de brunch (das 12 às 17h).

Já havia estado lá para jantar, mas o brunch ficou na lista de to dos, e hoje foi o dia (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/pernambuco-e-aqui/).

Na verdade é uma degustação de pratos pernambucanos. Tudo saboroso, levíssimo, preparado com esmero pelo chef/gourmet André Palma.  O serviço, de novo, foi impecável, e o preço é imbatível.  São quatro pratos salgados: caldinho de feijão (não, não é qualquer caldinho…); escondidinho; picadinho com farofa, e um cozido ultrabom.  Tudo em porções pequenas para a gente poder provar de tudo e ir para as sobremesas (váááriiasss).  Suco de pitanga ou graviola, incluidos.  Preço: $28/pessoa e não cobram serviço.

Além disso, como comentei no blog anterior, e as fotos do MKatsuki revelam ainda melhor, o lugar é uma graça, pequenino, mas de um bom gosto ótimo. A trilha sonora também é uma delícia.

O brunch acontece aos sábados apenas, e não fazem reserva. O restaurante é muito pequeno e não daria para reservar mesmo, até pelo ritmo de um brunch, um pouco diferente de almoços ou jantares.

Considerando os restaurantes em geral, mesmo os mais gabaritados, os preços da praça, os serviços que nos oferecem, o Azulejo é quase um milagre. Vá conhecer, vale a pena!

30

de
julho

Não é assim um Toy Story

Fui ver Shrek, forever after (http://www.shrek.com/).  Da mesma forma que quando vi Alice no País das Maravilhas em Imax por aqui e em alemão em Hamburgo (http://alemanhaholanda2010.blogspot.com/2010/05/continuando.html), i.e., por pura curiosidade, para ver como ficavam filmes dublados na línga teuta, fui ver o Shrek em duas versões: 3D e Imax. Tem muuuitaaa diferença, sim!  Ah, e os óculos que trouxe da Alemanha não funcionaram. Sei lá, tecnologias diferentes; mas estão guardadinhos para o futuro.

Como mencionei no post de 25/6 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/25/to-infinity-and-beyond/), Toy Story pode ser visto sem 3D que não faz falta. O filme é excelente em tudo, mas isso não é fato para outras animações. Shrek é um exemplo.  Assisti ao primeiro e segundo filmes.  Adorei a trilha sonora do primeiro (ouço sem parar de vez em quando), e gostei mais do segundo desenho.  Não vi o terceiro, não deu vontade.  Uma amiga emprestou-me os 3 dvds e vou rever/ver, como fiz com Toy Story (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/16/nao-foi-assim-um-sacrificio/), afinal lá se vão quase 10 anos desde o primeiro filme.

O mais recente vi primeiramente em 3D, achei bacaninha, simpático divertido, e, de novo, ótima trilha sonora (até comprei). Depois vi no Imax.  Muito mais bacana, eu acho.  Não é um Toy Story, a Brastemp das animações pelo menos para mim (sem demérito de maravilhas como Up, Os Incríveis, Monsters S/A e tantos outros), mas ainda assim é bem legal.  Além disso, tem aquela coisa de desejar menos do que se tem, achar que o que é ótimo “encheu”.  Diz-se que nunca estamos contentes com o que temos. Tem até aquela frase: não tenho tudo o que gostaria, mas gosto de tudo o que tenho, como modelo de bom senso, de bem viver. E eu concordo mesmo com isso. É o tal “fazer do limão uma limonada”.  É a relatividade aí, gente!

O desenho mostra uma Fiona bem adaptada a sua vida de ogra, com a filharada, casa, marido e um Shrek bem menos satisfeito com a situação.  Os desejos do ogro acabam se realizando de forma desastrosa para todos por meio de um mago malandrinho, mau caráter mesmo.  Mas, as usual, happy end, que a gente não nasceu pra sofrer, como cantaria Tim Maia!  A animação é divertida, o desenho é bem bonito, as vozes são bacanas, a trilha é super, as personagens são deliciosas, até o mago mau caráter.  Então vale ver. E se puder ir no Imax, melhor ainda!

30

de
julho

Lições de Elisa e Mércia

Antes que pensem que estou descambando para o mundo-cão, como a mídia sensacionalista, vou contar uma história, fato verídico acontecido comigo, há uns 13/14 anos.

Sempre morei em Pinheiros (passei 15 anos no Alto de Pinheiros, o que dá na mesma). Depois da morte de minha mãe, meu pai mudou-se e eu fiquei sozinha num apartamento bem grande para uma pessoa, ali na Fradique Coutinho. Dois por andar, vizinha de andar ótima, porteiro 24 horas. Ainda não era tempo da disseminação enlouquecida de alarmes, tvs, cerca elétrica, etc.

Pois bem, um dia recebo um telefonema no trabalho, justamente de minha vizinha, dizendo que aparentemente meu apartamento havia sido invadido. A porta de serviço estava arrebentada.  Fiquei pasma! Como assim?  Bom, voei para o local; um colega generoso (Celsinho) me deu carona. Eu estava um tanto histérica com a situação…coitado do Celso!

Chegando lá, vi a porta cortada ao meio. Na verdade, não precisava de muita tecnologia, mas conhecer o produto. Explico: essas portas, sobretudo as de entrada de serviço são feitas de isopor ou aglomerado, isso mesmo: isopor, e revestidas facilmente rompidas. Bom, não sei como é hoje, mas durante décadas foi assim, e era o caso em meu imóvel.  Entrei, e aquela sensação de nojo, sujeira, invasão de minha referência de proteção.

Não tinham mexido em grande coisa, foram direto aos quartos, remexeram armários, levaram algumas joias que estavam fora do cofre (sim, cofre, pois meu pai era do tempo em que não se deixava dinheiro em banco, a não ser que se fosse muito rico); não levaram cheques, cartões, só miudeza mesmo.   Como sempre tive seguro residencial, liguei para a corretora que me instruiu a chamar a polícia e não mexer em nada, pois para que o seguro pagasse as perdas seria necessário laudo da perícia (C.S.I., gente, C.S.I.).  Chamei a PM.  Veio um rapaz (não sei a patente) que mal sabia escrever, tanto que meu irmão, que também foi convocado, é que preencheu o relatório.  Aí fui à delegacia mais próxima para fazer o B.O. E não é que o delegado queria me demover de fazer o B.O.?  Acho que para poupar trabalho, para não aparecer nas estatísticas, afinal poderia ser mais um caso sem solução. Mas como havia o lance do seguro, ele acabou me deixando fazer o B.O.  Um negócio simples, mesmo se à época as delegacias não eram tão informatizadas como devem ser hoje, imagino.  O escrevente tinha tarimba, foi facinho, detalhes, o que roubaram, etc. etc.  E aí era aguardar a perícia.  Vejam bem, quando saí da delegacia devia ser umas 20h, disseram-me que a perícia poderia chegar a qualquer momento dentro de 24h. Balela! Numa cidade como SP, para esse tipo de coisa a perícia só trabalha em dias úteis e em horário comercial, podem crer.  Enfim, lá fui eu para casa aguardar os peritos.  Na verdade, não dormi não por causa deles, mas porque estava sem porta!

Quanto ao condomínio, perguntaram daqui, de lá, nenhum funcionário tinha visto nada.  Havia dois apartamentos em obras e não havia grande controle (acho que hoje também os cuidados são pífios) quanto a prestadores de serviços, então…vai saber.  Só soube pela vizinha do apartamento de baixo que tudo aconteceu por volta de 13h30. É que fizeram bastante barulho ao jogar as coisas dos armários no chão. Ela estranhou, pois meu apartamento era sempre silencioso, mas não se manifestou, pois estava havia apenas 15 dias no prédio.  E, claro, entrei na neura da segurança: instalei alarme na casa toda.

Voltando: os peritos chegaram só pela manhã. Lá do Instituto de Criminalística que fica na Academia de Polícia na entrada da USP. 4 profissionais. Pozinho, pincelzinho, luvas, olha daqui, de lá, perguntas, e observações tipo: muito estranho!  Ah, esqueci de contar que, ao olhar pelo apartamento para ver no que tinham mexido, vi uma chave-de-fenda, provavelmente a que utilizaram no arrombamento.  Tinha tantas impressões digitais que poderia ser feito um programa com ela tipo: minha chave-de-fenda, minha vida, ou minha chave-de-fenda, meus amigos.

Quando os peritos estavam de saída, entreguei a tal chave, que peguei e guardei com papel-toalha para não interferir na prova do crime (como assisti em vários filmes). Eu era fã, como ainda o sou, dos tais CSIs, Law and Order, Criminal Mind, Cold Case, etc.  O chefe da equipe disse-me ao sair, olhando desdenhosamente para a chave-de-fenda: a senhora ainda assistindo a muito filme americano!  Perdi a fé e a simpatia por ele naquele instante.

Bom, não preciso dizer que o laudo dos peritos deu como “inconclusiva” a identificação do/dos larápio/s.

Contei tudo isso, porque tenho acompanhado de longe os casos da morte das duas moças, Elisa e Mércia.  Além da violência aplicada nos dois casos, da crueldade, sobretudo como as investigações estão sendo conduzidas. Minha singela conclusão: ou os criminosos, quais sejam, são muito bons e espertos para não deixar pistas e se safar, ou nossa polícia investigativa/técnica é ruim demais!   Mesmo que alguém tente encobrir um crime, já diz o ditado: o diabo ensina a fazer, mas não a esconder, e isso é milenar!  Crime perfeito até pode ser, mas com gente com intelecto imbatível, com tecnologia, arte, sei lá!  Agora essas pessoas que estão envolvidas nos dois casos?  Difícil acreditar.

Aliás, toda a história da chave-de-fenda voltou hoje, porque vi as várias notícias sobre o goleiro Bruno pedindo para queimar os cabelos raspados diante dele (um direito, parece-me) para que não seja possível o exame de dna com eles. Gente, esse pessoal está em instituições públicas e policiais! Eles tomam água, comem, saliva daqui, dali, além de outras tantas possibilidades.  Para alguém achar que queimando o cabelo cortado a coisa fica mais difícil para a lei, é porque nossa polícia investigativa/técnica  e nosso sistema prisional realmente têm problemas e grandes! O bandido conduz a ação!

Então, aí vai uma dica de graça, que aprendi pela dor com alguém do ramo, para o pessoal que está trabalhando nos dois casos: vocês têm de assistir a mais filmes americanos!  Isso ajuda muito!  É ficção imitando ou se antecipando à realidade (vide Julio Verne), então não dá para desprezar.

Os dois casos são tristíssimos, horríveis, mas aconteceram, são realidade, e se os culpados não forem punidos, quantos outros poderão acontecer. Os criminosos, de qualquer nível, apostam sempre na impunidade.

29

de
julho

Voltar nem sempre é bom

Fui ver A Grande Volta (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-grande-volta-confronta-pai-e-filho-no-palco,544802,0.htm) no Teatro FAAP (http://www.faap.br/teatro/index.htm).

Primeiramente observações de sempre: que teatrinho ruim!  Não o atendimento telefônico, bilheteria, recepcionistas. Pelo contrário, são ótimos, melhor que a média (pelo menos para mim sempre foi assim).  Mas o teatro em si é horroroso!  Não tem inclinação suficiente, portanto se alguém mais alto senta na sua frente (no meu caso não é difícil, pois sou baixa), você fica com um cabeção na sua frente, pois além de não ter inclinação suficiente as cadeiras ficam em linha reta, não enviesadas, o que resolveria um pouco o problema.  Fora isso, a distância entre as fileiras é mínima, apertadíssima! Acho que só alguém macérrimo consegue passar por ali sem esbarrar nas pessoas e com algum conforto.  Um absurdo, considerando que cobram o mesmo que outros teatros bem mais confortáveis e estamos em pleno séc. XXI em que estruturas como essa não deveriam mais ter lugar.

Para minha sorte, a peça compensou.  A peça foi escrita por Serge Kribus (trad. Paulo Autran), a direção é de Marco Ricca (gosto muito dele como ator).  Não acho que seja um texto brilhante, inédito, mas é inteligente, divertido, e a atuação de Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi enriqueceram muito  o espetáculo.

O cenário é minimalista e pragmático, como a grande maioria atualmente dia. Aliás, é interessante, pois mesmo não tendo grandiosidade, cores, brilhos, não sendo intrincado, esse tipo de cenário agrada-me muito, porque é funcional, plástico, leve em geral, objetivo, e mostra claramente o gênio do cenógrafo.

A peça trata de um tema recorrente: um pai que se hospeda na casa do filho enquanto tenta retornar ao trabalho. Um filho de meia idade com muitos problemas (perda de emprego, perda da mulher, distância do filho), que até recebe bem e gosta do pai.  O que se vê são dois estranhos.  E a vida é isso mesmo na maioria dos casos: mães, pais que não reconhecem seus filhos e vice-versa a partir de um certo momento.  Mas acredito que isso seja normalíssimo, não apenas comum, afinal os pais criam os filhos, convivem muito até uma certa idade, em sua maioria, aí vêm os tempos de independência, de afastamento dos pimpolhos, e a ideia que fica para um lado e para outro é aquela lá detrás, i.e., uma imagem parada no tempo, uma ficção.  E quando essas pessoas, que foram tão próximas, carnalmente próximas, voltam, em algum momento da vida a ter uma proximidade epitelial, descobrem que não se disseram tantas coisas, que já não sabem quem são, e, muitas vezes, não gostam do que veem.  No entanto, é interessante: a relação de sangue é quase que inquebrantável, mesmo com diferenças evidentes, desconhecimentos evidentes, chocantes, os laços permanecem, para o bem ou para o mal.

Fúlvio faz um pai judeu lindo! E o filho, um homem angustiado, cheio de dúvidas que parecem certezas.  A experiência, o jeito de ver a vida através dos anos, ganham a parada.  Bom, eu acho que ganham, vai ver que é porque eu estou chegando lá, estou pertinho…

O texto é bonito, as discussões são interessantes, e não é pesado apesar de um tema tão intenso.

Se o teatro fosse melhorzinho, a coisa ficaria melhor ainda.  De qualquer forma, vale ver. Impossível não se identificar com um dos personagens em vários momentos da peça, impossível não refletir, impossível não se divertir nem que seja um pouquinho.

28

de
julho

Um legítimo Tarantino

Gosto muito de Tarantino (http://pt.wikipedia.org/wiki/Quentin_Tarantino), e mesmo que o flme da hora não seja totalmente de meu gosto, sempre tem uma surpresa, algo bem diferente, forte mas criativo. É como os Cohens, Almodóvar, e por aí vai.

Fui ver À prova de morte (http://www.imdb.com/title/tt1028528/).  Bem, pelo nome não dá para esperar um conto de fadas, alguma coisinha água com açúcar, evidentemente.  É a história de um dublê interpretado por Kurt Russell, que está ótimo!  A gente espera de cara alguma personagem esquisita, instável, e é exatamente o que se tem.  Mas até chegar aí, tem um caminho, e bem interessante. O diretor cria a chegada ao clímax por meio de tantos diálogos e ações desinteressantes, isso mesmo: desinteressantes, que quando a gente está quase no nível “tédio” lá vem a bomba!  O inesperado!  Ação pura, muito sangue, muita violência, mas sem arma, sem tiro, sem faca…não me entendam mal, mas é uma delícia!  Aí a adrenalina cai um pouco, e lá vem outra leva de diálogos e ações comezinhas, e a gente se pergunta: o que que isso está fazendo aí na tela? A gente sabe que vem alguma coisa boa ali adiante, mas começa a dar uma gastura, uma impaciência: poxa, esse negócio, essa lengalenga não vai terminar?  E aí outra surpresa, de matar! E como é um filme de dublê, aliás dublês, só se pode esperar muitas loucuras.

A trilha sonora é ótima, como em filmes anteriores.  As moças que contracenam (sempre em grupos de 3 ou 4), são bonitas, cumprem seu papel direitinho.  O brilho fica por conta de KR e Zoe Bell (uma dublê de verdade), e Tracie Thoms.

Um casal saiu da sala de cinema aos 20 minutos do filme, portanto, já aviso, se quiser uma coisinha levinha, ou algo quadradinho, não vá não, pois não vai gostar.

Eu diria que não foi o melhor Tarantino que vi (também, já vi tantos e tão bons, que às vezes fica difícil), mas seguramente um filme muito acima da média do que está por aí. Simples, direto, sem firulas, e muito diferente e interessante.  E muito cru!

A história é bem simplesinha: um dublê que deve ter enlouquecido pelo anonimato que lhe foi/é imposto enquanto mocinhas são endeusadas, mesmo que somente por sua boa aparência.  É como uma guerra particular, um jogo, um cabo-de-guerra.  Quem vai ganhar?  Não conto não!

27

de
julho

Promoção ou promocinho

Sei que é uma piadinha ou frase bem infame, mas algumas promoções são assim: mesmo que haja boa diferença no preço, às vezes a coisa não é tão boa quanto parece.

Como estou à beira (nossa, esta expressão é muito dramática!) da aposentadoria, tenho prestado bastante atenção a programas de fidelidade, clube de amostras, ofertas de fornecedores ou prestadores de serviços. Afinal, viver com aposentadoria por aqui é um exercício de criatividade, atenção, ação intrépida, muitas vezes. Sempre recebi e-mails de parceiros sobre descontos, promoções, mas só agora passei a abrir, ler, prestar atenção.


Providências tomadas: já me cadastrei em sites de companhias aéreas, afinal cada ponto ou milha vale muito para conseguir passagens gratuitas ou mais baratas.  Na Azul e na Gol foi facílimo, mesmo nesta última considerando que resgatam o número Smiles (ex-Varig). No meu caso, era de 1997, e mesmo assim foi tudo bem. Agora a TAM é um desastre! A gente não consegue se cadastrar de jeito nenhum. Não tem jeito, pedi a um conhecido que tente me fazer o favor numa loja da TAM, porque pela internet não dá mesmo. Como é possível, no século XXI, a maior companhia aérea do país ter esse tipo de problema por dias (estou tentando desde a semana passada)?  Agentes de viagem disseram-me que, na semana passada, por dois ou três dias não conseguiam emitir passagens pelo site nem com reza brava! E aí autoridades do país, ninguém faz nada? Isso também é a antevisão do desastre que poderá ser 2014. Não dá para exigir qualidade e estabilidade no nível de atendimento de uma empresa como essa? Então não dá para exigir de ninguém, oras!


Também recebi um e-mail com descontos para cliente TVA.  Havia coisas interessantes. Como nunca utilizei, comecei com o mais facinho para ver como funciona: pizza com desconto. Primeiramente a gente tem de imprimir o voucher da promoção. Não dá só para passar o número para anotar simplesmente e passar o número para o parceiro que estamos utilizando ou fazer alguma outra ação pela internet?  Afinal, internet muita gente tem, até no celular, mas impressora não!   Bem, para minha sorte tenho minha HPezinha que me serve muito bem. Iimprimi o voucher para uma pizza da Pizza Hut, que valia apenas para delivery: pizza grande de R$ 50 aprox. por R$ 30 aprox.  Um descontão, eu acho.


Fazia muito tempo que não pedia pizza por telefone - não, gente, eu não estou doente, louca, ou coisa do gênero, é que sempre compro das pequenas/individuais no supermercado, pois elas são gostosas, baratas e me servem muito bem.

O atendimento da PH não foi ruim.  Fiquei uns 3 minutos ouvindo a mocinha da gravação dizer que eu poderia fazer meu pedido pela internet - ok, mas eu QUERO fazer por telefone, dá lincença? então me economizem, por favor!, que tinham tal promoção, que em breve alguém me atenderia, até que o atendente apareceu na linha. Foi rápido, não muito simpático, mas resolveu a questão.  Pedi sugestão de pizza que não a de muzzarela ou peperoni. Sugestão dada: supreme.  Então, manda!   Aí a surpresa: realmente a economia era de R$ 20 na pizza, mas a entrega custaria R$ 7,50!  R$ 7,50!  Um absurdo!  Mas ainda assim era negócio, então vamos lá.  Tempo de espera, aproximadamente 20 minutos, o que foi cumprido.A pizza chegou quente, retinha, ie, em ordem, não destruída.  Só que me deu a impressão que o entregador que me atendeu não ganha R$ 7,50 por entrega de jeito nenhum. Enfim, vai saber…

Saboreei minha pizza comme il faut.  Foi uma experiência interessante. Já imprimi outros cupons para outros parceiros/estabelecimentos.  Vamos ver se funciona igual.


Outra experiência interessante são os sites de desconto: Imperdível, Peixe Urbano, We Go! Já comprei pelo Imperdível um curso que custaria R$ 400 por 1/4 do preço lá na Casa do Saber. Aparentemente não há nenhuma dificuldade em fazer a reserva para o curso (fiz para um que começaria agora, mas cancelei pois coincidia com o Anima Mundi).  Também comprei uma hora de paintball pelo PU; vamos ver no que dá.  Já usei o Privalia para alguns itens de casa que dei de presente.  Até o momento, veio tudo certinho e o preço é realmente menos de 1/3 do valor original do produto.  Muito interessante esse tipo de negócio.


Como diria minha mãe: a necessidade faz a ocasião; entenda-se: antes não dava muita atenção a essas coisas, passava por cima, aaah, pra que perder tempo com isso…tolinha, não? Vai saber quanto não deixei de economizar com essa atitude passiva e comodista.  Ainda bem que despertei para o maravilhoso mundo dos leilões e ofertas da internet.  Os cuidados que se deve ter são os mesmos de outras compras: não comprar por impulso, analisar bem o que está sendo oferecido (é disso que preciso? Preciso mesmo?), e tentar trabalhar com empresas sérias - muitas vezes a gente só vai descobrir se o são de fato depois, mas faz parte do risco, infelizmente.


Para quem ficou curioso e quer se aventurar por essas águas, aí vão alguns sites que já experimentei e de que gostei:

http://www.imperdivel.com.br/sp/

http://www.peixeurbano.com.br/sao-paulo

http://br.privalia.com/

http://www.wego.com.br/v1/index.asp?p=26

27

de
julho

Aloísio (Elessandra Paula)

- Estou cheio de mastigar vidro.

- Como assim?

- Isso. Mastigar vidro. Não enxergo o que tenho em minha frente e acabo mastigando vidro. E o pior, só percebo depois que engulo.

Este é a penitência de Aloísio. Sujeito rebelde, nervoso, que vivia nos confins do Judas. Nunca soube segurar sua revolta e sua indignação perante o mundo. Com ele era tudo resolvido na bala.

No tiro seco. No pé d’ ouvido. Dialogar não era com ele. Não gostava sequer de dizer palavra. Uns dizem que ouvia demais. Que muitos sofreram pela sua mão o que sequer expressaram pela boca.

Mas a vida é assim. Nem sempre quem ouve escuta, nem sempre quem fala diz alguma coisa. Mas o pior, o pior mesmo, é escutar o que não foi dito.

E Aloísio vivia assim. Sem nervos. Sua intolerância era tão grande, mas tão grande, que nem o próprio som de seu respiro ele suportava.

Vivia às turras com sons, com vozes, com tudo que se mexesse. Não era infeliz. Isso, não. Vivia bem, dizia aos dois seres esquisitos com o qual se dignava a dirigir palavra.

Olhava para os lados, apertava as pálpebras, respirava fundo (se irritava com o som, é claro), e mirava todos à sua volta, olho no olho. Ninguém em sã consciência sustentava essas encaradas, até que um dia alguém se atreveu a olhá-lo de frente, de lado, de tudo quanto é jeito. Foi aí que surgiu uma incrível discussão sem palavras.

Quem inventou a frase “olho no olho”, nem sequer imaginou como as coisas podiam se seguir desta maneira. Era um verdadeiro desafio. Aloísio se sentira invadido. Como que engolido por um não sei que, vindo de não sei onde. Pela primeira vez na vida Aloísio se sentiu gente. Mas não arredou pé, ou melhor, olho. Continuo fitando a estranha figura até que decidiu se aproximar.

E ficou surpreso ao notar que desta outra boca não saía som. Que seu respirar era leve, silencioso. Deixou cair o olhar por uma fração de segundo e ao voltar os olhos sentiu um frio na espinha. Tentou falar. Passou a mão nos bolsos, mas não encontrava arma alguma. De repente, sentiu-se despido. Desprovido de sua confiança e de sua alteza.

Foi quando do nada, sentiu um dedo em seus lábios. Fechou os olhos por segundos e ao abri-los não mais via ali a personificação daquilo que mais o havia apavorado em toda sua vida. Pavor, adoração, já não mais sabia.

Aloísio perdera-se. Confuso, aturdido, não soube o que recém lhe acontecera.

Sentiu que pela primeira vez havia encontrado alguém por quem se identificara. Sentiu-se menos rebelde, menos revoltado.

- Neste mundo que é só meu pode ser que caiba mais alguém – pensava

Foi quando decidiu ter com o seu amigo (se é que podemos chamá-lo assim) no bar da esquina. Sentou-se, nem precisou chamar ninguém, e lá veio o prato que comia todos os dias.

Na primeira garfada sentiu um trincar na boca, mas pouco se importou. Foi ao engolir que viu que algo estava errado. A comida lhe raspava a garganta, como se cortasse seu esôfago e chegasse em cacos ao estômago.

Pensou haver engolido uma pequena pedra ou algo parecido e deu uma olhada fulminante na direção do dono do bar.

Mais uma garfada e a mesma sensação. Deixou os talheres no prato e tomou um grande gole d’água. Foi a mesma coisa. A partir deste dia, Aloísio mal se alimentava, lembrava continuamente do momento anterior ao fatídico almoço, de quando tudo para ele havia virado vidro.

Aloísio não era um sujeito perspicaz. Nada nele se assemelhava a inteligência, astúcia ou sagacidade. Era um sujeito simples e bruto. Contudo, fora suficientemente atento de se lembrar do leve toque em seus lábios e dos distantes olhos que o fitaram.

Passou a acreditar que fora enfeitiçado.

Mas nada, nem ninguém nesse mundo pode dizer que o que Aloísio vira fora verdade. Ninguém assistiu a cena. Nada foi revelado a ninguém além do próprio Aloísio.

Nossa imaginação possui asas, é verdade. E talvez tenha sido este o fim de Aloísio.

O homem que não suportava ouvir tornara-se um torturador de si mesmo.

Não, esta estória não tem um final feliz, nem um final infeliz. Não possui moral, não possui fadas, feiticeiras, mandingas, nem lições éticas.

Palavras machucam, é verdade. Seja quando ditas, seja quando ouvidas, seja, principalmente, quando presas lá no fundo da garganta, no fundo da alma.

Ao nosso Aloísio, pouco podemos oferecer. Em pouco podemos correr a seu socorro. Pois pior que mastigar e engolir vidro, é dizer a alguém que o que se sente seja somente arte de sua imaginação.

25

de
julho

Agora está em suas mãos, Matsuri

Como mencionei no post de 10/7 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/07/10/liberdade-liberdade-abre-as-asas-sobre-nos/), ontem e hoje seria realizado o Tanabata Matsuri (http://saopaulocity2010.wordpress.com/2010/07/14/32º-festival-tanabata-matsuri-da-liberdade/) na Liberdade.  O ideal seria ter ido ontem, mas não deu.  Fui lá há uns dois anos e estava sentindo falta, afinal a gente tem de dar uma mãozinha para a sorte e renovar esperanças sempre que a ocasião se apresentar. Dia fantástico, ensolarado, calorzinho, domingão, então vamos lá!

O acesso à Liberdade é facílimo de metrô. De carro, em dias como hoje, acho que deve ser complicado, sobretudo para estacionar. Quando cheguei lá, por volta de 12h, não estava cheíssimo, mas quando saí, por volta de 14h, a área estava lotadaça!

Primeiramente, uma massagem comme il faut com o pessoal da Oniki (http://www.oniki.com.br/). Relaxando, gente, relaxando…

Aí fui dar uma voltinha: além da feirinha de artesanato de domingo, muita música, movimento. As fotos aqui de cima mostram um pouco do colorido, Pena que não levei minha maquineta para filmar, porque a música e a dança estavam ótimas! Uma delícia. Deu para balançar bem…A meninada nipônica é muito bonita (acho que dá para ver na foto).  Simpáticos, cabelos lindos (mesmo os meninos), muita animação.  Mas não pensem que o pessoal avançado nos anos ficou para trás…nã,nã, ni, nã, não…

Aí foi a hora de fazer os pedidos. A gente compra por cores (branco=paz, amarelo = dinheiro, azul = proteção dos céus e aqui está incluía a saúde, etc., etc.). Cada tanaba custa $2,00.  Bom comprei vários, né? A gente tem de se cercar de todas as garantias, principalmente no campo bençãos.

Deve-se escrever o pedido, pendurar em uma das árvores de bambu que estão espalhadas pela praça e esperar. Dia 6 de agosto tudo será queimado em Atibaia, com muitas preces, e aí é só Matsuri não bobear no gol e agarrar todos os nossos anelos com mãos firmes e arregaçar as mangas. Pelo número de papeluchos pendurados nas árvores, vai ter trabalho por um ano pelo menos.

Depois: como cantaria Genghis Kahn (não o imperador mongol, claro) : http://www.youtube.com/watch?v=mWd9Oy2Cn3Y / comer, comer, comer, comer, é o melhor para poder crescer. Um tumulto total, piorado pelo pessoal que comprava o que queria nas barraquinhas, estacionava ali e ficava, então a gente não tinha como chegar…uma muvuca. Aliás, uma muvuca deliciosa!!!

Eu escolhi uma porção de takoyaki (http://en.wikipedia.org/wiki/Takoyaki), que é um bolinho bem macio, levinho, com recheio de peixe, camarão ou misto e vem acompanhado de um molho de shoyu, peixe desidratado, alga ralada.  Muito saboroso.  E, claaaroo, um tempura básico também, que só o engenho japonês poderia fazer de um jeito que a gente consegue comer feito pastel, sem garfo, faca, hashi.  E, last but not least, que estava quente pra caramba!, um sorvetinho. Comprei um de chocolate a R3,50. Pasmem! Coreano, importadíssimo e não ali do Bom Retiro. O site do fabricante é este; impossível ter alguma dúvida depois de vê-lo: http://www.bing.co.kr/ (http://companydatabase.org/c/yogurt-manufacturers/flavored-milk/binggrae-co-ltd.html). O sorvete é bom, menos doce que os brasileiros, o que para mim é o ideal. Agora, como $3,50 um sorvete que vem acondicionado (e bem acondicionado, pois estava com a textura correta) do outro lado do mundo, já no vendedor final, está levando seu lucro? Por que os nossos, brasuquinhas custam o que custam exatamente?

E o coreano vem com um plus: estou sentindo meus olhinhos repuxarem…será?  Adeus às rugas?

Bom, foi um meio de dia ótimo, muito divertido, vendo coisas bonitas, músicas ótimas, gente animada, colorida, muita festa. E, claro, meus pedidos prontos para serem trabalhados por Matsuri. Olha lá, hein, Mat! Não vá me falhar!

24

de
julho

A gente não pode elogiar

Há uns meses, vi numa revista uma nota sobre a Sample Central (http://www.samplecentral.com.br/interna/).  Imediatamente me inscrevi.

O conceito é interessante e foi trazido para o Brasil recentemente, copiadinho de lá de fora, claro!  Não entendi bem se é uma filial, uma franquia, mas é por aí, um braço da Sample Central de lá de fora. Os sócios são de peso, e alguns da área (propaganda e marketing).

Dito isto, muitos estarão boquiabertos, entusiasmados,correndo para o link, fazendo cadastro, etc. etc. Aliás, foi o que fiz quando li a matéria.

Pensei em escrever logo que fui à loja, mas depois pensei: nãããão, vamos esperar a próxima visita. Nesse meio de tempo, comentei com amigos, recomendei, pois havia ficado muito bem impressionada com a empreitada. A gente sempre acredita que as coisas por aqui serão profissionais, bem feitas. Não custa sonhar, e sonhar é preciso!

A SC foi inaugurada no final de junho. Como me cadastrei lá atrás, fui à loja em 3/7.  Cheguei 30 minutos antes como solicitam, levei os documentos solicitados para ratificar meu cadastro e o comprovante da taxa anual de R$15. Achei a coisa meio estranha.  A cada hora de visita 70 pessoas são confirmadas. Claro que, como é da cultura nacional, tem gente que não vai, não avisa, mas 70 pessoas são, imagino, o máximo para o espaço de forma confortável ou, no mínimo, segura. Já havia umas 15 pessoas.  O espaço de espera não dá para 30  a não ser de forma desconfortável (de pé, ambiente muito quente num dia mais caloroso) e arriscada.  As pessoas acabam se amontoando e/ou fazendo fila pela calçada.  Nesse período (parece que isso foi até 19/7), pessoas não agendadas (o agendamento é feito pelo site), havendo ausências de agendados após 15 minutos de tolerância,  podiam entrar. Isso não é mais possível.  Achei que com o tempo, afinal o empreendimento era recente, esse tipo de coisa seria resolvido. O primeiro e único contato com o público presente era (continua sendo) de um segurança, com as limitações esperadas nesses profissionais. Pelo menos o horário foi cumprido.

A loja estava lotada de produtos, inclusive bem caros (linha Renew da Avon, por exemplo).  Havia demonstração de vários produtos também (e.g. uma cafeteira moderna e cara da Nestlé, com direito a degustação).  A gente pode levar 5 produtos obedecendo a algumas combinações que têm a ver com o valor dos produtos, evidentemente.  No meu caso, foi bem interessante. Travei conhecimento com cinco produtos novos que, muito provavelmente, não tinha visto ou não veria num supermercado.

O senão foi que o check-out só começava aos 30 minutos da hora de visitação. Como sou rapidinha, tive de esperar uns 10 minutos para passar os produtos pelos controles e ir embora. De qualquer forma, acho que valeu a pena.

Tem-se que responder a pesquisas pela internet (super fáceis, pragmáticas, bem boladas) em até 15 dias. Elas contam pontos e definem o número de produtos que você poderá levar na próxima visita e se poderá continuar a fazer visitas.  Um esquema interessante, mas com vários buracos, e.g., alguém que queira usar a loja para “fazer a feira” pode chegar em casa, responder qualquer coisa, só para poder agendar novas visitas, poder retirar os 5 produtos permitidos, etc. etc.Não sei se o sistema pega os espertos de alguma maneira.

Marquei nova visita para hoje.  Cheguei antes do horário, como solicitado. De novo o problema da aglomeração. Não aconteceu comigo, mas as pessoas que chegaram próximo do horário da visita ficaram pela calçada e estava frio e escuro. Lembrem-se: estamos em SP, que não é um exemplo de segurança pública. Enfim…18h30 entramos na loja.  O check-in foi rápido, o pessoal é treinadinho, gentil.

Mas que decepção! A loja parecia ter passado por um arrastão!  Pouquíssima variedade de produtos, muitas prateleiras vazias, demonstração de um produto apenas, geladeiras vazias…o que é isso!  Nem 30 dias e esse horror?  Verdade que há aqueles lembretes: não garantimos todos os produtos, estoques, etc., etc. , mas se é assim, fechem as portas! Que absurdo! Nem um mês da inauguração e não conseguem manter um padrão e o interesse dos consumidores!

Marquei outra visita, não porque ache que valha muito a pena, mas quero ver como estará a coisa daqui a quase 30 dias. Não recomendo mais a loja, pois, como mencionei, não há garantia de qualidade, de performance, de oferta de produtos interessantes. Mesmo que na próxima visita a situação esteja melhor, não dá para confiar. Posso até ir novamente, mas não recomendo mesmo, pois uma empresa que se lança no mercado com alarde (http://www.samplecentral.com.br/interna/), com os sócios que tem, com a proposta que tem e não consegue em um mesinho manter linearidade na performance não dá, né?  Agora, se a coisa continuar como hoje, não dá mesmo!! Que pena!

Outra incongruência, como a coisa estava muito pobre hoje, não deu 15 minutos e 50% dos consumidores já estavam na fila para check-out, com 20 minutos eram 80%.  Por que não iniciar o check-out antes dos 30 minutos padrão? Não tinha nada lá para as pessoas, que só ficaram cansadas e irritadas com toda a situação. Não há ninguém com bom senso para avaliar a situação e resolvê-la e desgastar menos os clientes?

Peguei vários produtos que não conhecia, mas não fiquei satisfeita, pois os produtos não são interessantes como os da leva anterior. Peguei porque não ia sair de mãos abanando, mas deu trabalho encontrar os tais 5 produtinhos!

Há outro clube de amostras na praça. Já me cadastrei, mas devo visitá-lo somente em agosto. Depois relato as duas visitas: a terceira à SC e ao novo clube.

Continuo sonhando…

23

de
julho

Baixou um Adoniran na Maria Alcina

Fazia tempo que não ia ao SESI Paulista (http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_Music.asp) ver um show/espetáculo (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/28/excellence-is-not-a-skill-it-is-an-attitude-ralph-marston/).

O SESI fica super bem localizado, mas o teatro é meio antigão, precisava de uma ajeitada, sobretudo no piso. O teatro tem uma inclinação ótima, mas os corredores de acesso às poltronas estão meio vetustos, escorregadios e não há corrimão para a segurança de quem se utiliza das rampas.  Como a cada dia cresce o público idoso, isso se torna um tanto preocupante e arriscado.  Fora isso, a distância entre as fileiras é muito boa, as poltronas, apesar de velhinhas, ainda são confortáveis.  O ar condicionado é potente e o palco é bem interessante.

Além disso, o SESI cobra $10 (inteira) ou $5 (meia) para seus espetáculos. Os únicos inconvenientes da venda são que: (a) não há tela mostrando os assentos livres para o comprador. A bilheteira olha na tela dela e aponta num desenho fixado no balcão.  É ruim porque ela pode não me dar a poltrona que eu gostaria, mesmo se estiver livre, ie, ela é que decide entre que poltronas devo escolher, e (b) não se pode comprar com antecedência, somente no dia mesmo do espetáculo.  Verdade que vários espetáculos só são cobrados no final de semana sendo gratuitos durante  a semana. Neste caso as pessoas têm acesso por ordem de chegada. Louvável, mas não precisava tanto. Cobrassem pelo menos um real. Tem lugar, tem, não tem bye bye.  Enfim…tudo pelo social.

Nesta quarta tive a oportunidade de ver um show por lá.  Foi no susto, estava perto da região, resolvi ir.  Era um show de Maria Alcina (http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Alcina), homenageando Doniran Barbosa (http://pt.wikipedia.org/wiki/Adoniran_Barbosa).Fazia muito tempo que eu não via a cantora.  Lembrava-me dela do tempo de roupas mais que coloridas e extravagantes, mas sempre muito histriônica, alegre, sorridente.  Magriiiinhaaa!  Aí, como acontece com a maioria dos artistas, vieram os tempos mais econômicos em termos de shows, programas, tv, e ela sumiu, ou eu não a via mais com tanta frequência.  Quando ela reapareceu, estava bem mais gordinha, mas ainda muito pra cima, simpática, voz ótima.

E foi assim o show: uma Maria Alcina com voz firme, no início com uma roupa bonita, mas sóbria demais  Fiquei desanimada com o visual, embora o vocal (as músicas escohidas, a performance dos dois músicos que acompanhavam, a voz da cantora) estivesse soberbo. Aliás, a única coisinha que achei que poderia ser incrementada foi o número de músicos. Verdade que quantidade não é qualidade, mas dois, mesmo se  excelentes (os arranjos feitos pelo Sérgio Arara foram fantásticos!), é pouquinho. Enfim…músicas de Adoniran que eu nunca tinha ouvido, ou não me lembrava de ter ouvido, daquelas menos conhecidas mas igualmente brilhantes. E MA brincando com a voz, com o ritmo. Encarnou um Adoniran básico! Imagino que o compositor gostaria muito do que a cantora fez com suas músicas.

E o show foi indo, foi indo, e eis que MA troca de roupa. Agora sim! Cor, leveza, mais movimento no palco. E troca uma terceira vez por uma fantasia de palhaço estilizada, linda, linda! Ótimas surpresas!

Um show de alta qualidade em todos os aspectos. E MA com sua simpatia, carismática, vozeirão, alegria o tempo todo! Teatro lotado, aplaudindo muito! Merecidíssimo!

Arnesto, tá bom para uma quarta-feira, ou quer mais?

E um pouco de Adoniran para vocês. Há letras que não permitem que a gente fique séria, tal a picardia, a perspicácia, o bom humor. Divirtam-se!

Pafunçahttp://www.youtube.com/watch?v=hoqa9F-QDmk&feature=player_embedded

Pafúnça, Pafúnça.
Pafúnça que pena pafunça que nossa amizade virou bagunça

Chora na Rampa

Chora na rampa negão
Chora na rampa
Chora que etus olhos se destampa

Chorei, chorei

Chorei, chorei
Quando perdi
Seu grande amor

Agora volta
A me querer
Pra seu castigo
Não quero mais você

As Mariposashttp://www.youtube.com/watch?v=HlkJyInsjUg&feature=related

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