Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

5

de
junho

Eu odeio o MASP!

Não me entendam mal: gosto demais do que levam ali em geral. O acervo também é digno de nota, e, finalmente, está sendo mostrado à população de forma organizada, inteligente.  Mas a administração e o operacional do MASP são de dar engulhos!

Já mencionei várias vezes (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/28/um-presente-para-os-olhos/) como atendem mal, não têm folder sobre as exposições, mesmo cobrando aproximadamente Euros 7. E hoje não foi diferente: como mencionei no post anterior, a cidade está vazia - pelo menos na região da Paulista. E a situação não era diferente no MASP. 11h40, nenhuma fila. Duas bilheterias abertas.

Comprei meu ingresso e perguntei: não tem folder para as exposições? Vejam bem, o Museu abre às 11h. Pasmem! Somente naquele momento o bilheteiro, que deve ter uma vida trepidante, cheia de tarefas atrás da boqueta da bilheteria, se deu conta.  -Espera aí!  E aí ele fez o favor de colocar dois bolos de folders: um para Max Ernst, exposição principal, e outro para Stockinger. E para Luise Weiss? Nem pensar…Aí a gente passa por aquele controle rídiculo, manual, que só quem está carregando uma metralhadora será brecado e vai para as exposições. Perguntei à mocinha do detector de metais: a exposição principal está em que andar? Não sei, melhor a senhora perguntar no elevador. Afeeee! É preciso paciência!

O que está sendo levado lá: http://www.masp.art.br/masp2010/exposicoes_emcartaz.php.

A exposição de Max Ernst (http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Ernst) é muito primorosa. Bem montada, com trabalhos fantásticos. Apresentam La semaine de la bonté. Trabalhos que não são apresentados comumente, devido à delicadeza dos materiais.  Maravilhosos! Se Max Ernst fosse ilustrador/quadrinista eu não perderia uma edição de suas revistas/livros.  Gostei, sobretudo, da última série/Saturday - The Unknown.  Há coisas ótimas em todas (cada série refere-se a um dia da semana e a um elemento diferente: água, fogo, sangue…), mas essa é a melhor para mim. Tem muita fábula, surrealismo, terror, drama em todas. Tudo muito forte. É um trabalho de filigranas.

Não deixe de ver o videozinho logo na entrada. Você vai entender melhor a exposição e o trabalho do artista, que é interessantíssimo. Porque se você pensa que vai conseguir se informar com o folheto do MASP, esqueça!  Acho que só Super-Homem, com visão superpotente, consegue ler aquela impressão cinza claro! Para que fazer isso? Já que fez um foheto, por que não faz direito?  Algo que dê para as pessoas lerem? Enfim, o artista vale a visita mesmo com todo esse imbroglio.

Aí fui ver Stockinger (http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Stockinger), no subsolo. Também muito bonito! As obras em bronze, sobretudo, são fantásticas. Um artista brasileiro de origem austríaca, que morreu no ano passado. Esculturas e xilogravuras muito expressivas.

Depois almoço no restaurante do museu, que ninguém é de ferro, e ver as obras de Luise Weiss (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,masp-abre-exposicao-com-obras-de-luise-weiss,538170,0.htm). Não conhecia a artista. Gostei bastante dos trabalhos (pinturas, gravuras,colagens).

Aí, passada na sempre inexpressiva lojinha do Museu - muitas publicações, mas pouco que identifique a loja do MASP, i.e., diferente do que acontece com as lojas do MAM, da Pinacoteca, que já adquiriram sua personalidade e com isso vendem de fato, o que interessa e ajuda bastante os museus (quem ouve o tilintar no Metropolitan, no Moma, no Van Gogh, no Rembrandt, etc., etc, sabe do que estou falando). Mas quem se importa?  O atendimento também é displicente ali.

Agora o mais hilário é que há dois totens para que a gente se cadastre para receber newsletters e um poster. Aí você tem de decorar um número (por que não posso pedir pelo meu nome simplesmente?), ou anotá-lo se tiver papel e caneta na mão, ir até um balcão (o lógico seria retirar na lojinha, até para levar as pessoas até ali, para que a conheçam. Quantas pessoas nunca entraram ali?) em que há um funcionário de nível duvidoso para atender a clientela do museu. Aliás, hoje ele estava mais preocupado em explicar endereços a algumas pessoas, sem sequer olhar para mim, que estava aguardando meu poster. Não houve um: pois não? posso ajudar? Se eu não digo o que quero, babau. Teria criado raízes ali.

Como é que, ano após ano, conseguem continuar com um atendimento tão ruim, e cobrando tanto dos visitantes?

Lamentável!

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