Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

5

de
junho

Não sei o que foi melhor

Começou no meio desta semana (na 4a.) o festival Varilux de filmes franceses. Os filmes estão sendo exibidos no Reserva (http://www.reservacultural.com.br/index.htm) e no Frei Caneca. São 9 filmes, inéditos por aqui, e considerados bons filmes franceses.

Já estava com coceira para ver esses filmes e hoje deu certo. Fui ver Le Petit Nicolas (http://www.petitnicolas.com/#part=home) (http://www.imdb.com/title/tt1264904/) baseado nos quadrinhos de Sempé e Goscinny (ele mesmo, o coautor de Astérix com Uderzo).  Não li os livros, mas não fez falta. O filme fui uma grata surpresa! Fazia muito tempo que não ria de coisas tão inocentes, e tão divertidas por si só. Pureza e ingenuidade de um grupo de moleques de começo a fim.  Claro que tem o nerd, o bullying, um pouco de crueldade infantil, mas tudo muito longe de qualquer coisa que exista atualmente. Muita imaginação, muita ação implausível, com performances maravilhosas da criançada.  Uma delícia de filme! Dá para ver mais de uma vez, porque é muito, muito bom! Tanta trapalhada inocente, esquemas mirabolantes que não dão em nada.

Os atores-mirins são fantásticos. Tem também a Sandrine Kimberlain, que está no filme Mlle. Chambon (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/05/28/o-silencio-fala-alto/), no mesmo papel: professora, e Valérie Remercier e Kad Merad (pais de Nicolas) que também estão 100%.

A sessão das 14h. estava lotada (consegui um dos últimos ingressos). Digamos que 2/3 eram adultos e 1/3 crianças. Não sei se as crianças curtiram, porque apesar de todas terem lido (segundo comentários maternos) os livros do petit héro, como o filme é em francês, legendado, e as crianças eram pequenas (máximo 10 anos), não sei se conseguiram se divertir tanto quanto os adultos.

A trilha sonora é muito boa também, ajuda na diversão.

A sessão seguinte foi de Océans (http://www.imdb.com/title/tt0765128/) (http://oceans-lefilm.com/), produção Disney, dirigida por Jacques PerrinJacques Cluzaud.  Aliás, deem uma olhada no site do filme (aqui atrás). É muito bem feito.

O filme então…uma maravilha! Não sou muito de ver Discovery e coisas do gênero. Mas já vi muitos documentários no cinema (e.g.http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/08/10/e-muito-tarde-para-ser-pessimista/ ). Mas as imagens deste são fabulosas! Eles filmaram em todas as partes do mundo: Argentina, Venezuela, Califórnia, Flórida, Austrália, Bahamas, América Central, Ártico, França, Itália, Egito, e mais uma dezena de países pelo menos!

Vi coisas que nunca tinha visto antes: cardumes se organizando, milhares de caranguejos caminhando e se juntando (parece filme de terror, tipo 5a. Dimensão que eu assistia quando adolescente ou um bom Hitchcoch), zilhões de gaivotas fazendo seu voo preciso para capturar alimento, e depois pousando no mar, centenas de golfinhos fazendo manobras quase que militares pelo alimento e pela proteção, baleias de todos os tamanhos, cardumes, cardumes e mais cardumes diferentes, e tudo no momento preciso da ação, i.e, do mergulho, do ataque, do voo, da defesa. E há ainda cenas de uma tempestade marítima que é estonteante! A gente se dá conta que Nature rolls mesmo! E a gente não pode tudo, mesmo com todo conhecimento que a Humanidade angariou pelos séculos.

Fotografia magnífica, nem preciso dizer.  Há cenas nas geleiras da Antártida que são inacreditáveis! Aliás, esse filme deveria ser em 3D. Muitas tomadas seriam fantásticas com essa tecnologia.

A trilha sonora é outra maravilha.

Agora, o mais interessante é que é um filme quase sem texto. As inserções do narrador são mínimas.

Normalmente quando a gente vê documentários do gênero tem bastante discurso, o pessoal explica, explica, explica. Neste não. As imagens falam por si. Aliás, agradeci pelo silêncio, pois é preciso focar todos os sentidos para captar todos os detalhes, toda a beleza do que está na tela.

Outro filme que dá para ver uma, duas, três vezes. Fantático!

Bom, vamos ver se dá para pegar mais algum filme da mostra.  Vou fazer força!

5

de
junho

Eu odeio o MASP!

Não me entendam mal: gosto demais do que levam ali em geral. O acervo também é digno de nota, e, finalmente, está sendo mostrado à população de forma organizada, inteligente.  Mas a administração e o operacional do MASP são de dar engulhos!

Já mencionei várias vezes (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/28/um-presente-para-os-olhos/) como atendem mal, não têm folder sobre as exposições, mesmo cobrando aproximadamente Euros 7. E hoje não foi diferente: como mencionei no post anterior, a cidade está vazia - pelo menos na região da Paulista. E a situação não era diferente no MASP. 11h40, nenhuma fila. Duas bilheterias abertas.

Comprei meu ingresso e perguntei: não tem folder para as exposições? Vejam bem, o Museu abre às 11h. Pasmem! Somente naquele momento o bilheteiro, que deve ter uma vida trepidante, cheia de tarefas atrás da boqueta da bilheteria, se deu conta.  -Espera aí!  E aí ele fez o favor de colocar dois bolos de folders: um para Max Ernst, exposição principal, e outro para Stockinger. E para Luise Weiss? Nem pensar…Aí a gente passa por aquele controle rídiculo, manual, que só quem está carregando uma metralhadora será brecado e vai para as exposições. Perguntei à mocinha do detector de metais: a exposição principal está em que andar? Não sei, melhor a senhora perguntar no elevador. Afeeee! É preciso paciência!

O que está sendo levado lá: http://www.masp.art.br/masp2010/exposicoes_emcartaz.php.

A exposição de Max Ernst (http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Ernst) é muito primorosa. Bem montada, com trabalhos fantásticos. Apresentam La semaine de la bonté. Trabalhos que não são apresentados comumente, devido à delicadeza dos materiais.  Maravilhosos! Se Max Ernst fosse ilustrador/quadrinista eu não perderia uma edição de suas revistas/livros.  Gostei, sobretudo, da última série/Saturday - The Unknown.  Há coisas ótimas em todas (cada série refere-se a um dia da semana e a um elemento diferente: água, fogo, sangue…), mas essa é a melhor para mim. Tem muita fábula, surrealismo, terror, drama em todas. Tudo muito forte. É um trabalho de filigranas.

Não deixe de ver o videozinho logo na entrada. Você vai entender melhor a exposição e o trabalho do artista, que é interessantíssimo. Porque se você pensa que vai conseguir se informar com o folheto do MASP, esqueça!  Acho que só Super-Homem, com visão superpotente, consegue ler aquela impressão cinza claro! Para que fazer isso? Já que fez um foheto, por que não faz direito?  Algo que dê para as pessoas lerem? Enfim, o artista vale a visita mesmo com todo esse imbroglio.

Aí fui ver Stockinger (http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Stockinger), no subsolo. Também muito bonito! As obras em bronze, sobretudo, são fantásticas. Um artista brasileiro de origem austríaca, que morreu no ano passado. Esculturas e xilogravuras muito expressivas.

Depois almoço no restaurante do museu, que ninguém é de ferro, e ver as obras de Luise Weiss (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,masp-abre-exposicao-com-obras-de-luise-weiss,538170,0.htm). Não conhecia a artista. Gostei bastante dos trabalhos (pinturas, gravuras,colagens).

Aí, passada na sempre inexpressiva lojinha do Museu - muitas publicações, mas pouco que identifique a loja do MASP, i.e., diferente do que acontece com as lojas do MAM, da Pinacoteca, que já adquiriram sua personalidade e com isso vendem de fato, o que interessa e ajuda bastante os museus (quem ouve o tilintar no Metropolitan, no Moma, no Van Gogh, no Rembrandt, etc., etc, sabe do que estou falando). Mas quem se importa?  O atendimento também é displicente ali.

Agora o mais hilário é que há dois totens para que a gente se cadastre para receber newsletters e um poster. Aí você tem de decorar um número (por que não posso pedir pelo meu nome simplesmente?), ou anotá-lo se tiver papel e caneta na mão, ir até um balcão (o lógico seria retirar na lojinha, até para levar as pessoas até ali, para que a conheçam. Quantas pessoas nunca entraram ali?) em que há um funcionário de nível duvidoso para atender a clientela do museu. Aliás, hoje ele estava mais preocupado em explicar endereços a algumas pessoas, sem sequer olhar para mim, que estava aguardando meu poster. Não houve um: pois não? posso ajudar? Se eu não digo o que quero, babau. Teria criado raízes ali.

Como é que, ano após ano, conseguem continuar com um atendimento tão ruim, e cobrando tanto dos visitantes?

Lamentável!

5

de
junho

Falta justificada

Quem me conhece sabe que levo meu blog muuuitooo a sério!  E como fiquei uma semana sem escrever?

Não é preguiça, não.  Foi falta do que dizer mesmo.  Fui para BH sexta passada (http://bhumalindasurpresa.blogspot.com/). Voltei domingo tarde da noite e comecei a trabalhar 2a.  Dias de trovão!  E quinta? Tive de descansar, para me recuperar da volta ao trabalho, então chá de casa! Mas estou terminando duas coisas para contar para vocês (leitura e dvd).

E ontem? Pois é. Fui ao Ibirapuera de novo. Almocei no restaurante do MAM, só não vi de novo (pela terceira vez) a exposição do Flávio de Carvalho (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/05/20/para-que-a-humanidade-progrida-e-preciso-que-o-homem-mude/). Pronto, faltas justificadas!

Mas hoje tudo voltou ao normal…

Antes de começar a postar o que vi por aí, gostaria de fazer algumas observações:

  1. a cidade está muito, mas muito vazia. Claro que tem o feriado prolongado, mas eu já fui ali pela Paulista em outros feriados e nunca vi as coisas tão calmas. E temos de lembrar que tem Parada Gay amanhã, então, não entendi bem o que está acontecendo;
  2. blindaram as estações de metrô da Paulista.  Tem uma capa (deve ser de aço) em volta dos vidros de todas elas. Interessante.
  3. mesmo com tantos turistas na cidade (deve ter, a Parada Gay traz muito $ de fora para cá), o transporte coletivo não funciona. Está como num fim de semana normal: poucos ônibus, demorados, mesmo com um trânsito mais do que calmo;
  4. ontem fui até a estação nova do metrô (Faria Lima) encontrar com um amigo. Ou seja, não peguei o trem, não cheguei a descer até o embarque, mas vi que não há roletas, mas portas automáticas (ficou bem bonito). Só que, como é ano de eleição, entregaram tudo meia boca: (a) só tem escadas rolantes para subir, não tem para descer, i.e., um velhinho não pode conhecer a estação. Verdade que tem vários elevadores, mas não estavam funcionando; (b) não tem banheiro (?!!!); (c) a segunda saída ainda está sendo terminada; (d) o entorno não foi urbanizado: calçadas sem terminar - a gente quase quebra os pés para andar pela redondeza, nenhuma, mas nenhumazinha árvore ou verde plantado ao redor, apenas as avenidas foram abertas, mas tudo dá aquela sensação de deserto, de coisa inóspita. Enfim, podiam entregar a coisa melhorzinha.
Bem, acho que é isso.  Agora aos novos posts!

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