Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

29

de
junho

Uma experiência do Além

Minha relação com a morte é bem descolada. Eu não temo. Sempre digo que, obviamente, não quero dor ou sofrimento quando chegar minha hora, mas isso não tem nada a ver com a morte em si, mas com o processo, o que é bem diferente.

Durante minha vida fiz quase tudo o que quis, do jeito que queria, e o que não deu, acomodei, deixei passar. Olhando para minha trajetória, considero-me satisfeita com o que vivi. Até o momento, a vida tem-me sido generosa e espero que continue assim.  Portanto, passar para o outro lado não me atemoriza.  Além disso, tenho certeza de que, por qualquer crença que se olhe o assunto, pelo que fiz para outros, fizeram para mim, ganho pelo menos um purgatório básico. Já está bom demais!

Claro que sinto a morte de queridos. Afinal, fica a lembrança e também um vazio, que se a gente gosta de verdade não é preenchido jamais.  Não amargo esses momentos, ou fico remoendo, prefiro me lembrar das frases, das ações, e uso tudo isso constantemente, o que me conforta muito: minha avó dizia…., minha mãe dizia…. fazia…, meu tio uma vez fez tal coisa…, meu pai disse  isso ou aquilo….e por aí vai.  Para minha sorte, só consigo me lembrar das coisas boas, positivas, na maior parte das vezes. O que foi ruim, feio, fica como aprendizado, informação de natureza pedagógica.   Basicamente: morreu, as ruindades foram junto, por mais pusilânime que tenha sido a criatura. Além do mais, não vale a pena e vai saber o que o ser virou / vai virar do outro lado: CEO, CIO, Diretor de RH, consultor para assuntos terrenos, então deixa quieto.

Ainda não passei por isso, mas acho que vai ser bem duro quando os contemporâneos começarem a partir.  Ai, agora me deu uma vontade de rir…afinal, que coisa mais presunçosa: por que os outros é que partiriam e eu não?  Tem uma piadinha muito boa para isso: anunciaram a morte de uma pessoa. Um dos ouvintes disse: a vida é assim mesmo. Hoje ele, amanhã você, daqui a 50 anos eu…Acho que a gente sempre pensa assim mesmo, não tem jeito.

A morte em si, além dos sentimentos que pode causar, também causa incômodos. Isso mesmo: você lá deitado, olhando para o teto, e todo mundo correndo atrás de papéis, assinaturas, lugar para depositar seu sagrado corpinho.  Morrer é caríssimo! Sobretudo em uma cidade como S Paulo.  Caixão, flores, decoração, salão (parece que a gente está falando de casamento, se não mencionar o caixão) para  vigília/velório.  Uma nota preta!   Atualmente, felizmente, alguns seguros englobam o seguro funeral. Cobrem a maioria das despesas e, o mais importante, dão suporte à família ou responsável pelos finalmentes quanto aos aspectos burocráticos. Afinal, num momento já tão difícil, pungente, ainda ter de negociar cifras, quando não pega um achacador do serviço funerário pela frente, é dose!

A morte é poética só para os que vivem de escrever, pintar, cantar.  Para o homem comum é um peso em vários sentidos. Por isso mesmo, pensando em não dar trabalho para quem fica, ou pedir que tomem decisões difíceis, já deixei por escrito, assinado, firma reconhecida, que doem tudo o que puderem: olhos, pele, cabelo, coração, pulmões, rins, e que outro viva, de preferência bem, sua vida com minhas partes.  E isso há muitos anos, muito antes de surgir a obrigatoriedade da opção estar declarada nos documentos de identidade.  Toda minha família também sabe da minha vontade.  E o que sobrar, quero que cremem. Nada de ficar ocupando espaço, virar comida de verme. E que eu seja espargida sobre um jardim, um rio (não-poluído, pleaaaseee), nos campos (vejam esta reportagem, é coisa de primeiro mundo e não da minha cabeça: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_480673.shtml).

Considerando que é preciso deixar fundos para não colocar os que ficam num aperto a mais, providencialmente me inteirei dos custos. Um funeral recente saiu por quase R$ 2mil, numa cidadeca. O da minha mãe, há 17 anos, saiu bem caro até onde me lembre.  Então verifiquei o crematório. Não que eu tenha saído por aí perguntando, é que faleceu uma pessoa, pediram-me que verificasse/providenciasse cerimônia e cremação, então acabei tendo uma ideia de como a coisa funiona e o custo.  Pedagógico!

A cremação em S. Paulo acontece apenas no V. Alpina. O processo inicial é como para qualquer outro sepultamento na cidade. Tem-se de recorrer ao serviço público, escolher caixão e agregados, contratar os traslados, e a cremação.  Francamente, não sei por que não privatizam um serviço como esse como em tantas cidades do país, enfim… Infelizmente, apesar de o atendimento telefônico do crematório ser bastante bom, depois de contratar tudo em uma das unidades do serviço funerário municipal tem-se de ligar para o crematório de novo para agendar a cerimônia, se se quer uma. Por que a coisa não é feita toda de uma vez, on-line?  A gente também percebe que quem atende o telefone no crematório faz outras coisas, ou seja, podia ser mais fácil e prático para todos os lados.  Ah, sim, para o caso de cremação é necessário que dois médicos ou um legista assinem o óbito.  Não entendo a diferença de procedimento quanto a um sepultamento normal: você acordar numa geladeira ou dentro da fornalha é pior que acordar dentro de um caixão debaixo da terra?  Ué, em qualquer uma das duas circunstâncias um profissional habilitiado deve confirmar que não há mais possibilidade de vida e ponto.

Mesmo assim, o processo está bem mais azeitado atualmente e, com envoltório bem baratinho, sai bem menos que um sepultamento comum, praticamente metade do preço.  Não é barato, mas já é um alívio nesse momento tão difícil para a grande maioria da Humanidade.

Bem, conhecer as opções para que as decisões sejam acertadas é sempre muito importante em qualquer área da vida.  Ah, e lamento se assombrei os sonhos de vocês com este tema. Não era minha intenção.

28

de
junho

Escritores dão filmes, uns mais, outros menos

Finalmente consegui assistir a Ghost Writer (Escritor Fantasma) (http://www.imdb.com/title/tt1139328/) (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-escritor-fantasma-novo-filme-de-roman-polanski,557709,0.htm) com E. McGregor e Pierce Brosnan, direção de Polanski.

Já mencionei várias vezes (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/13/phillip-morris-i-love-you-too/) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/05/31/a-carochinha-aqui-nao-tem-vez/)  que não sou fã (nunca fui) do E. McGregor, mas ele se recuperou, assentou, tornou-se queridinho de vários diretores, tem boa estampa e acaba dando conta do recado medianamente.  Não é um superator, e acho  também que os papéis que lhe foram atribuídos (pelo menos a grande maioria) não eram superpapéis, mas ele faz o delivery e ponto.  Para mim ele é como tantos, o ator dele mesmo, i.e,, não importa o papel é sempre aquilo.  Se pegarem este filme e Os homens que encaravam as cabras  (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/27/cabras-e-lagartos/), por exemplo, apesar de filmes completamente diferentes em termos de temática, direção, as duas personagens são ou acabam ficando bem similares justamente por conta dessa amorfia do EMcG.

Quanto a PBrosnan, ele é sempre presença marcante, bonito, então tudo bem.

O filme trata de um ghost writer (não conheço uma boa tradução para o termo e não consigo usar escritor-fantasma, então fica em inglês mesmo) que retoma o trabalho que estava sendo feito por outro ghost writer, o qual acabou morto (assinato ou suicídio?).  O autor (EMcG) vai ganhar uma bolada, mas tem de ir até a ilha onde está um poderoso ex-político britânico (PB), e aí começam as confusões. Tudo meio CIA, com alarmes, revistas, câmeras, códigos, muitos segredos e sussurros.  Além de escrever a autobiografia do político, que mora nos EUA e é acusado de colaboracionismo com aquele país, mandando ingleses e supostos terroristas para a morte ou tortura, o autor começa a se inquietar com suspeitas e acaba se tornando alvo de grandes esquemas políticos e/ou criminosos, interesses escusos, ideologias viciadas.  O filme tem um monte de furos e obviedades (já dá para saber quem é o real vilão lá pelo último terço do filme; ações como um atirador que não é percebido apesar do tremendo esquema de segurança refletem colaboração para um crime; revanchismo sentimental,  etc., etc., etc.).  O que salva é o ritmo do filme, com algumas cenas quase alucinantes.

Um filminho razoável, nada além disso.  O enredo é fraquinho, não sei se o livro é assim também, e Polanski ficou miles away de O Pianista.

Bem diferente é o filme sobre a vida de outro escritor. Este de verdade: John Keats (http://en.wikipedia.org/wiki/John_Keats).  Em inglês, Bright Start (http://www.imdb.com/title/tt0810784/) (http://omelete.com.br/cinema/critica-brilho-de-uma-paixao/), título de um poema de Keats feito justamente para sua musa, Miss Brawne, lindamente retratada no filme por Abbie Cornish.

Ela está melhor que Ben Wishshaw, mas ele também está muito bem.  A vida de Keats é como a de tantos artistas antes, durante e depois de sua época (hoje não é tão-somente a tuberculose que mata, mas a Aids que é muito mais cruel. Cada tempo com seu flagelo).  Keats morreu aos 25 anos, com uma produção bem respeitável se considerarmos doença e morte tão prematura.  Ele é contemporâneo de Coleridge e W. Wordsworth (http://en.wikipedia.org/wiki/William_Wordsworth) que firmaram o romantismo poético inglês.  Wordsworth teve uma vida bem mais prosaica e estável, viveu até os 80, mas  também era um mágico com as palavras.  Na verdade, Wordsworth é meu poeta preferido em inglês e no geral.  Tenho até versos dele tatuados nas costas.  WW é o poeta da natureza. Se vivesse hoje seria o grande arauto da sustentabilidade, da ecologia. Ele também tinha sua musa, Lucy, de identitidade meio nebulosa.

Voltando: Keats escreveu linhas lindas, etéreas, algumas sombrias; tudo muito inspirado.  Interessante ver sua dedicação à amada, pelo menos no filme. A história diz que o poema (Bright Star) foi feito para outra moça, e depois lapidado para Miss Brawne. E como ela era diferente do poeta, e como se entendiam bem!  Como tantos artistas, Keats também penou financeiramente pela vida e foi reconhecido somente pós-morte.

O filme tem uma linda fotografia, as produções de Miss Brawne (roupas) são maravilhosas (eu gostaria de usar algumas delas), o retrato da sociedade britânica, fora de Londres, é muito detalhista, preciso.  E que tempinho tem aquela terra!  A gente sai com frio do cinema de tanta neve, vento, chuva, frio, etc., etc.

Um filme muito bonito de se ver e de se ouvir - se entende inglês, feche os olhos um pouquinho e ouça os versos de Keats sendo recitados lindamente pelos dois atores principais. Se não entende, não importa.  Feche os olhos e ouça assim mesmo. Lindo, lindo, lindo!

Alguns trechos de poemas de Keats e de Wordsworth.  Espero que gostem.

Wordsworth

The Solitary Reaper (primeira estrofe - percebam a sonoridade)

Behold her, single in the field,

Yon solitary Highland Lass!

Reaping and singing by herself;

Stop here, or gently pass!

Alone she cuts and binds the grain,

And sings a melancholy strain;

O listen! for the Vale profound

Is overflowing with the sound.

Lucy Poems (última estrofe)

She lived unknown, and few could know

When Lucy ceased to be:

But she is in her grave, and, oh,

The difference to me!

Keats

Isabella (para esta moça Bright Star teria sido escrito inicialmente)

XXVIII

There was Lorenzo slain and buried in,

There in that forest did his great love cease;

Ah! when a soul doth thus its freedom win,

It aches in loneliness-is ill at peace

As the break-covert blood-hounds of such sin:

They dipp’d their swords in the water, and did tease

Their horses homeward, with convulsed spur,

Each richer by his being a murderer.

Bright Star

Bright star, would I were steadfast as thou art —
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like Nature’s patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth’s human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors —
No — yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow’d upon my fair love’s ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever — or else swoon to death.

27

de
junho

Hoje tem marmelada? Tem sim, senhor! E tem a Jazz Sinfônica também

Procurando bem, todo mundo tem…só a bailarina é que não tem (http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85948/).  Aliás, o Auditório Ibirapuera também não tem!  Uma cafeteria decente.  Todos os lugares, inclusive, as instituições públicas já perceberam que uma boa cafeteria, uma boa lanchonete agradam o público (e sempre tem procura, nunca falta) e trazem ganhos à instituição, pois quem explora esse tipo de ponto tem de pagar pelo espaço, e, em geral, muito bem.  Só o Auditório Ibirapuera é que não percebeu isso. Lá tem um balcão, com dois ou três atendentes, em que vendem café (ruim demais por sinal), refris, água, pacotihos de amendoim e meia dúzia de tipos de chocolates (tipo Chokito, Diamante Negro ou algo similar).  Nada mais!  Uma coisa bem estéril, triste de ver mesmo. Por quê? Por quê? Por quê?  E olhem que mesmo assim muita gente recorre a esse cardápio paupérrimo.  Mas tenho fé, um dia isso muda.

Agora ao que interessa: ontem foi dia de novo espetáculo da Jazz Sinfônica (http://www.apaacultural.org.br/jazzsinfonica/) (http://colheradacultural.com.br/content/20100624010627.000.8-N.php). O anterior foi um arraso de bom (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/25/que-palpite-feliz/).  Desta vez foi a apresentação de Circo Místico (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grande_Circo_Místico).  Músicas do espetáculo de 1983, feito para o balé do Teatro Guaíra por Edu Lobo e Chico Buarque.  Muitas tornaram-se grande sucesso. Nem poderia deixar de ser, pois são lindas.  A Ciranda da Bailarina, Meu namorado, O Tatuador…

E a JS é primorosíssima quando faz seus espetáculos.  Além da orquestra em si, sempre tem excelentes cantores, quando a oportunidade se apresenta, e ontem foi ainda mais surpreendente e simpático: para fazer surpresa para o público não colocaram no programa, mas participaram do espetáculo 6 artistas circenses.  No trapézio, nas fitas, no aro.  Apresentações lindas, harmoniosas, plásticas, que só agregaram beleza ao desempenho da orquestra.. Inclusive, uma das acrobatas é música da orquestra (violoncelo).  Os cantores que também se apresentaram estavam ótimos (Juliana Amaral, Tatiana Parra, Edson Montenegro).

A JS apresentou o Circo Místico orquestrado pela primeira vez em 1995, segundo o Maestro Galindo.  Realmente uma apresentação linda, de emocionar, embalar.

26

de
junho

يوميات من المدعي العام في المناطق الريفية

Bom, sinceramente espero que eu tenha escrito o título do filme corretamente.  Senão, que os céus me perdoem…

De 25 de junho a 11 de julho está acontecendo a mostra Clássicos do Cinema Egípcio (http://imo2010.icarabe.org/) (http://vejasp.abril.com.br/cinema/imagens-do-oriente-classicos-do-cinema-egipcio).  Fiquei curiosa, afinal nunca vi um filme egípcio (que me lembre ou que eu tenha consciência do fato).  Os filmes são da época áurea do cinema egípcio (décadas de 50,60 e 70).   Os filmes da mostra nunca foram exibidos por aqui e são do acervo da embaixada do Egito, até onde entendi.

Há vários filmes em preto e branco.  Ontem vi Diário de um promotor rural (é isso que está escrito no título, I guess), de 1968.  O filme, em preto e branco, 35mm, baseia-se em livro homônimo e retrata a vida de um promotor em uma pequena cidade egípcia no final da década de 30.  Há críticas à politicagem, à corrupção, discussões sobre o que é legal e o que é justo, e por aí vai. Há personagens bem bufos, e até um crime a ser desvendado.  O filme tem legendagem em francês e português.

Não é um filmaço, mas vale pelo ineditismo, pelo contato com uma cultura tão diferente. Interessante como os personagens masculinos, sobretudo os funcionários públicos (advogados, juízes, escreventes), são ocidentalizados nas roupas. As mulheres e homens de outras atividades não. E como tomam café, tudo em xícaras como a gente. Parece bobagem mencionar, mas eu esperava outro tipo de bebida e louça, enfim…

Pela idade da película (material), o filme está muito bem conservado. Não teve nenhum corte, não tem  chiados, a imagem é bem boa.  A trilha sonora é um tantinho decepcionamente.

Enfim, se der, vou ver mais algum para ter algum tipo de referência para comparação.

Legal seria se, daqui a um tempinho, levassem filmes produzidos mais recentemente para a gente entender um pouco melhor a indústria de cinema egípcio.

25

de
junho

Pernambuco é aqui

O Azulejo (http://www.obaoba.com.br/sao-paulo/restaurante/jardins/azulejo-pernambucano) é isso, um pedaço requintado de Pernambuco por aqui. Conheci o restaurante ontem e me encantei.  Começa pelo espaço: micro, pouquíssimos lugares, decorado no detalhe, sofisticado em tudo, um cuidado encantador, sem ser ostensivo. Respira-se bom-gosto, harmonia.

Bem, mas a gente foi lá para comer ou para admirar?  Acho que os dois. Como diz minha amiga Sandora-san, o que vale é o conjunto.

A comida, preparada pelo chef e proprietário, André Palma (simpatiquésimo), é muito interessante. O prato de cada dia da semana homenageia uma cidade de Pernambuco, mas além do prato “da cidade” há sempre uma opção para quem não gostar da carinha do que é oferecido.  A entrada (forminhas de massa folheada com queijo coalho -importado diretamente do nordeste- temperado e geléia de framboesa como toque final) estava ótima! Depois carne de sol com um molho saboroso e acompanhamentos. De sobremesa, um mix para a gente provar (bolos diversos acompanhados de doce de goiaba).  Até o suco de graviola estava no capricho!  R$ 53,00/pessoa (incluindo suco/água) e não cobram serviço.  Too good to be true!  Mas o melhor é que é verdade mesmo.

Aos sábados oferecem um brunch com delícias da terrinha, das 11 às 17h.  Vou me programar para provar.

25

de
junho

Dois que parecem um

É isso: um filme americano e outro argentino.  Mas os dois são muito parecidos: comédia romântica bem levinha, com chavões, claro, mas bem colocados, interpretações muito boas, duas trilhas sonoras fantásticas.  Ou seja, dois filmes para divertir, deixar o coração levinho, e, se for o caso, esquecer.  Valem a entrada e a pipoca, certamente.

Plano B (http://www.imdb.com/title/tt1212436/) conta a história de uma moça (J. Lopez) que, lá pelos seus 40, sozinha (não encontrou “the one”), decide ter um filho por inseminação. Mas aí, tinha uma pedra no meio do caminho, aliás um companheiro no momento em que não esperava. E aí começam os imbroglios. J. Lopez (http://www.imdb.com/name/nm0000182/) faz o que sabe fazer, não é pretensiosa, está para mostrar que é linda, sabe fazer rir. Gosto de J. Lopez por Shall we dance, Monster-in-law, por exemplo.  É isso: não é uma Meryl Streep, uma Glenn Close, uma Kathy Bates, mas é boa no que se propõe a fazer: divertir e encantar. O galão, Alex O’Loughlin, também faz o que tem de fazer.  Um filme gostoso, levinho, para passar o tempo, com NY de fundo, e uma trilha ótima.

O outro filme é Motivos para no enarmorarse (http://www.motivoslapelicula.com.ar/). Mesmo considerando que estamos em tempos de Copa, e os inimigos mortais, jogando ou não com eles, são os argentinos, tenho de dizer: o filme é muito gostoso. Igualmente divertido, levinho, com seus chavões usados espertamente. Um homem maduro dá guarida a uma moça que está buscando seu lugar na vida. De uma convivência um tanto forçada, nasce carinho, apreço, companheirismo, desejo. Melosinho, mas sem ser grudente. Da mesma forma que Plano B, dá para divertir bastante.  E, diferentemente do outro filme, é bem mais baratinho. Incrível como los hermanos sabem fazer filmes bons com produção paupérrima (e.g. http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/07/duas-boas-noticias-e-outra-melhor-ainda/), e como os atores são bons em geral.   E outra trilha muito, muito boa.

É isso, de vez em quando é bom ver, ouvir, devanear, não pensar, rir, esquecer = sair levinho do cinema. Isso também vale uma entrada.

25

de
junho

To infinity and beyond!

É assim Toy Story 3 (http://disney.go.com/toystory/):além, muito além!

Vi o filme no Imax. Telona, som ótimo. Para a maioria dos filmes ou desenhos/animações faz diferença veralgo ali, mas não para Toy Story 3.

Claro que fica melhor ainda no Imax, em 3D, mas se você vir o filme normalzinho vai adorar!  É bom demais. O roteiro é super! Tem hora que a gente não tem como não torcer, emocionar-se, fazer caras e bocas, arregalar os olhos. Enfim, diversão de primeira, com lindas imagens, texto fantástico.  E as vozes?!  Tom Hanks, ótimo como sempre, Tim Allen (Buzz) maravilhoso (não sei por que, mas sempre achei que fosse o Clooney?!),  John Morris (Andy) e toda a patota. Impecáveis!  As aventuras não param um segundo e Woody (cowboy) é o arquétipo de tudo que todos (de crianças a adultos) deveriam ser, pelo menos um pouquinho: amado, carinhoso, amigo, presente, honesto, íntegro, corajoso, esperto, inteligente…impossível não gostar muuitooo dele.  Os vilões também são malvados de doer…e quando eles sofrem uma virada, a gente fica bem contente (credooo!).

A série começou em  1995  (http://www.imdb.com/title/tt0114709/).  De repente, deu vontade de ver pelo menos o episódio 1 para ver o que pode ter mudado tecnicamente, porque em termos de roteiro deve ter-se mantido a qualidade.  Lembro-me bastante bem, e com carinho, do episódio inicial e do no. 2 (http://www.imdb.com/title/tt0120363/), ou seja, TS nunca decepcionou.  Mas quero dar uma olhadinha para ver o que mudou nesses 15 anos, além de tudo que é tecno, claro.

Não perca de jeito nenhum. Leve o lencinho para algumas lágrimas e prepare-se para muita risada, para ver muita coisa bem bolada, e torcer para valer pelos nosso heróis.

Ah, sim, a maioria das sessões é com cópias dubladas. Não sei como está a dublagem para opinar (como tenho dito em vários posts, as dublagens nacionais têm melhorado muito), mas se puder ver a legendada acho que ainda seria melhor.

25

de
junho

Coisas da cidade grande

Como estive em férias durante o mês de maio, e fiquei uns 10 dias pela cidade, pude observar coisas que não vejo normalmente, ou para as quais não dou atenção. É o horário que preme todos os dias, 10 horas pelo menos dentro da empresa sem ver outras cores, outras paragens, ou seja, um olhar limitadíssimo e apressado do mundo, até porque aos sábados e domingos a gente tem de fazer tudo o que não deu para fazer em centenas de horas da semana (lazer e dever).

Quando a gente está mais disponível cerebralmente e temporalmente, surpreende-se com coisas que estavam ali o tempo inteiro, e a gente cega para tudo aquilo. Nem sempre é bom, porque a gente vê as qualidades e os defeitos, e como tem defeito! Principalmente numa cidade como S. Paulo.

Então vamos lá:

- todos, ou quase todos, os cestos de lixo (aquelas coisas horríveis de plástico, bem porcaria) que espalharam pela cidade há bem uns seis ou sete anos, sumiram!  Os tais cestos eram fixados em postes com umas cintas fraquinhas. Não deu dois tempos e muitos, pelo menos no meu bairro, já estavam pelo chão devido ao peso ou descuido de quem lançava lixo neles. Além disso, o material do cesto é inflamável. Perto do trabalho queimaram um, talvez até não intencionalmente, e.g., uma bituca mal apagada jogada num cesto com papéis pode ter provocado o fogo, o problema é o cesto não resistir, derreteu inteirinho!  Hoje mesmo vi uma queimada na Teodoro Sampaio, quase esquina com Dep. Lacerda Franco. Um perigo!

De qualquer forma, para uma cidade suja (a atual administração conseguiu deixar mais suja ainda) como SP, com moradores ou passantes tão porquinhos e incivilizados, o número de cestos, latões, ou o que for, para abrigar o lixo das ruas deveria ser o dobro ou triplo do que numa cidade mais civilizada.  Se NY, Hamburgo, Oslo, Colônia, Bruxelas têm um a cada esquina, nós deveríamos ter 2 ou 3 por quadra, no mínimo. É por repetição e imitação que os ignorantes conseguem assimilar bons modos, civilidade;

- os relógios da cidade, que também já se incoroporaram à vida de todos nós, nem tanto por informar temperatura e grau de poluição, mas as horas mesmo, estão fora de funcionamento há mais de 6 meses. Novo milagre da administração da cidade!  Como pode ser tão difícil conseguir empresas que cuidem dos relógios? Além da falta que faz (só me lembro de isso ter acontecido durante a administração Pita. Também ficaram muitos meses sem funcionar), claro que o arrendamento ou autorização de funcionamento trazia fundos para a cidade (só não traria se o negócio fosse muito mal feito).  Então não dá para entender toda essa demora, essa falta de ação. E vejam que estamos falando de algo que não requer grande habilidade ou inteligência, não se trata de nada crítico, difícil para a vida da cidade;

- também andei um pouco mais de taxi por esses tempos.  E como os seviços de taxi pioraram na cidade! Com exceção de taxistas com um pouco mais de idade, a maioria leva o ambiente doméstico para o taxi: som no último, de gosto ou qualidade duvidosos, e como não conhecem a cidade!   Tudo bem que SP é grande, desorganizada, mas se um prestador de serviços da área não conhece os pontos principais dos vários bairros, aliás nem os bairros em que a cidade vive de fato: Cerqueira Cesar, Jardins, Paraíso, Pinheiros, Itaim, etc., exatamente o que ele está fazendo na rua?  Eu ouvi de um taxista a explicação mais exdrúxula para ele não saber o caminho para a Lapa: é que saindo da minha casa dele, ele se localiza bem, mas estando em outros pontos (?!) Duro é estar em outros lugares e saber os caminhos.  Eu posso?!  Só me resta calar e ficar de olho, senão vão pelos piores caminhos e em velocidade de cruzeiro, como se estivessem a passeio. Não me entendam mal, eu sou partidária de que aquele negócio de ficar pulando de uma faixa para outra na cidade é bobagem, porque tudo está parado e a não ser que haja algum evento diferente (acidente, queda de motoqueiro, blitz, etc.) todas as faixas andam igualmente.  Mas justamente quando há o evento diferente o taxista, cujo core é dirigir bem e com destreza acima da média, deveria saber cavar um caminho, sair do nó, etc., mas não, parece que estão mais interessados em ouvir suas músicas, os debates ou notícias das rádios, e a gente que fique com o prejuizo do tique-taque do taxímetro;

- e como a cidade está escura! Moro num bairro de bom acesso que ainda não sofre com a violência que há em grande parte da capital.  Tem muito transporte, a gente ainda pode chegar tarde e caminhar pelas ruas. Mas que escuridão! E não é só por conta da lei que retirou os luminosos das fachadas. É porque a iluminação é de péssima qualidade.  Dizem que são lâmpadas econômicas e que iluminam bem, mas não é assim.  Ou bem são fracas mesmo, ou estão muito altas e a iluminação acaba chegando ao solo muito defasada. Um verdadeiro horror! Voltamos à idade das trevas por aqui;

- outro tópico são as calçadas.  Calçadas são de responsabilidade dos donos dos imóveis. A Prefeitura não precisa fazer nada, só verificar, notificar, de preferência sem pedir propina, sem achacar.  O que se vê, mesmo em bairros que não estão na periferia, é calçadas destruídas que represenam perigo de acidente sobretudo a idosos, crianças, gestantes. Quanto aos deficientes físicos é melhor nem falar!  Uma tristeza o desmaselo e falta de continuidade de ação, afinal começaram com reformas em várias calçadas da capital: Augusta, Paulista, R. Pinheiros, etc., e pararam. Aí só cabe a pergunta: por que parou, parou por quê?

- e a sujeira?  Não há coleta competente então se joga de tudo em todo lugar. Não há fiscalização (sei lá se é melhor não ter mesmo, porque do jeito que continua sendo a classe de fiscais de SP, achacadora, sei não…) e como mencionei acima a ignorância, a falta de educação formal e familiar só tornam o quadro pior;

- e quem foi o descerebrado que permitiu instalarem-se numa cidade com vias públicas terríveis, mal mantidas, cheia de sobe-desce, com motoristas de ônibus totalmente desqualificados, que dirigem com extremo risco para os passageiros (brecan, aceleram, param longe das calçadas, não têm respeito pelo idoso, pelo cidadão comum), os tais ônibus com degraus internos. Pelamor…eu já viajei bastante, não o mundo todo, mas muito do mundo civilizado, e nunca vi isso, não pelo menos nas condições mencionadas. É um tal de gente caindo, se machucando, tirando braço, punho, ombro do lugar para conseguir se manter ereto, seguro;

- as vias de rolagem  (ruas, avenidas) também, em muitos lugares, estão em estado deplorável. Quando fizeram o recapeamento de várias vias importantes, há alguns anos, devem ter usado o pior dos materiais. Não demorou muito, ruas como a Cardeal Arcoverde, com tráfego pesado de ônibus, passaram a apresentar deformações absurdas, além de burados. E foi feito algo? Não, então a frota sofre, o passageiro sofre, os riscos são imensos e desnessários.

Bom isso aí foi o básico, o mais gritante, o inapelável.  Há algumas outras coisas, sobretudo na área de serviços, mas melhor deixar para lá, senão vocês vão pensar que eu sou reclamona por natureza. Não sou, não. Eu só gosto muito da minha cidade, gostaria que ela, e por extensão seus moradores/cidadãos, tivessem o melhor que há no mundo, mas com as administrações canhestras e com viéses políticos que temos tido fica difícil. E olha que a gente paga muito em imposto territorial para ser essa bagunça e essa falta de competência, de resultado.

Mas eu tenho esperança, sempre tive e continuarei a ter. Tomara que eu consiga ver um dia minha cidade como acho que tem de ser: bonita, limpa, organizada, amada e bem-tratada por quem nela habita e por quem a administra.

Acho que vou começar minha novena “djá”…

21

de
junho

A vida é feita de grandes cortes

Parece filosofia daquelas que vêm em papel de bala, embalagem de bombom (e.g. como no flme I love you, Phillip Morris - http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/06/13/phillip-morris-i-love-you-too/), pastelzinho chinês.  Mas não é, não.

Olhando para minha vida, vejo que ela foi construída com e apesar de grandes cortes: dramáticos, dolorosos, alegres, sentimentais, intelectuais, profissionais, materiais.  É a vida muitas vezes decidindo por nós, e para minha sorte minha vida não tem sido malvada.  Também sempre achei, e continuo achando, que boa parte do tamanho de um problema é a gente que faz.

Os cortes, não importa se mais ou menos críticos ou cáusticos ou dramáticos, acabam servindo para que se olhe a vida por outros ângulos, perspectivas que estavam ali mas a gente nunca viu, nunca deu atenção, ou até preferiu ignorar. Mas aí chega aquele momento que tira a gente da zona de conforto.  Muita gente pode achar que isso é o caos, um desastre, mas não é.  Essas ocasiões dão-nos a oportunidade de sacudir a poeira, inspirar profundamente, olhar diferente para nossas rotinas, amigos, conhecidos, objetivos, prazeres.

Como sempre digo, somos as escolhas que fazemos.  É duríssimo assimilar e praticar isso, pois a tendência é que nos vitimizemos, atribuamos ao outro a culpa ou responsabilidade por alguma coisa de que não gostamos, que não estava nos planos. Mas no fundo a gente sabe que o grande motor daquilo é a gente mesmo. Tão difícil de aceitar!

Meu corte mais recente foi provocado (aliás, está sendo, porque a data final não chega nunca…) por uma reestruturação no trabalho:17 anos de empresa e 36 de trabalho.  Incrível, incrível, incrível, mas eu nunca, até agora, havia olhado para minha história profissional, por que não de vida?,  com o peso de números: 36 anos!!!   Aí olhei para os lugares em que trabalhei, as coisas que fiz, as pessoas que conheci. Algumas estão no meu rol de amigos/contatos há quase 36 anos: Doris, Keizo, Ricardo, Cida, outros há mais de 20: Simonetta, Rita, Arthur, Elva, Jacira!  Nunca havia medido o tempo como agora! E foi tão reconfortante!  Olhar para o tudo o que produzi, o que agreguei, como contribuí, embora as organizações nem sempre vejam dessa forma ao dizer adeus. Fiquei tão tranquila, tão aliviada!

Espero poder encontrar um trabalho menos demandante, não só porque tenho seguramente mais uns 5 ou 6 anos de plena produtividade, como o financeiro é importante também para não baixar muito o padrão de vida, para poder continuar fazendo com folga as coisas de que gosto. Vamos ver, mas o contrário também não seria desesperador.

De repente parece que cada dia trabalhado, cada pressão, cada vitória, cada derrota, cada final de semana, feriado, dedicado ao meu empregador, tudo foi depositado de uma vez só e por completo sobre minhas costas. Como isso pesa! E como eu trabalhei, e como eu realizei!  E esse peso deu-me a sensação do dever cumprido, de que é preciso mudar, produzir, sim, mas com outras perspectivas, outros parâmetros.  Alçar voos, na verdade. Todo esse movimento “cósmico” acabou por me fazer olhar mundo, gente, meu caminho de outro jeito. Nem certo, nem errado, nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Assim, declaro: está dada a largada para uma nova fase, novas experiências, um novo olhar sobre a vida. E como eu estou contente com isso!

20

de
junho

Quem é(foi) rei nunca perde a majestade! E rainha também.

Já vi vários filmes em que se conta a história de Elizabeth I (http://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_I_of_England), o mais recente de 2007, com Cate Blanchett (http://www.imdb.com/title/tt0414055/), mas nenhum, que me lembre, em que se foca a vida da rainha Vitória, que teve o mais longo reinado da Inglaterra.

Ontem fui ver A Jovem Rainha Vitória (http://www.imdb.com/title/tt0962736/). Tanto quanto sua predecessora, uma soberana que soube valorizar o cargo, dedicou-se a seu país e seu povo, dobrou políticos duvidosos, aprendeu a dança do poder e, sobretudo, teve um grande aliado, seu marido, Príncipe Albert. Alçada ao trono muito jovem só lhe restou confiar em seus ministros ou conselheiros, mesmo com todo o preparo que lhe fora dado para prepará-la para possível a sucessão.  Aparentemente, foi perspicaz o suficiente para fugir a um destino medíocre e submisso e achar bons conselheiros pela vida. Uma personalidade e tanto.

O filme é lento, mas consegue dar a ideia da intriga que reina em classes dominantes, da dinâmica quase que frenética da guerra pelo poder, das dissimulações mesmo entre pessoas muito próximas (mãe e filha, cunhados, irmãos), das decepções,  do que as pessoas são capazes para chegar ao topo e por aí vai.  O guarda-roupa é lindo, a trilha muito interessante.

Os atores Emily Blunt e Rupert Friend estão muito bem. Também Paul Bettany, Lord Melbourne, está ótimo! Os atores de papéis secundários também desempenham tudo na medida.

O que mais me chamou a atenção foi a solidão do dominador, do soberano. Se ele tem um forte e fiel aliado (no caso Albert), ainda vá lá, senão é um oco só, um vazio imenso, um peso esmagador. E há também o papel do companheiro.  Albert era inteligente, amado e amante, fiel, forte, então cavou o respeito que lhe era devido. Mas não foi fácil pelo que conta o filme e, imagino, isso ocorre com todos os consortes: homens e mulheres. Sim, mulheres também, por que não?  Mulheres que têm sua profissão, que deixam carreiras, gostos, preferências de lado para ser a sombra do marido (presidente, rei, imperador, governante, executivo).  Olhando por esse lado a coisa já parece bem difícil, é preciso muito respeito, carinho, dedicação e confiança.  Agora, quando a gente pensa no quadro oposto: um homem como sobra de uma mulher, a coisa parece ainda mais complicada.  Albert não me parece um exemplo dos mais drásticos, mas penso no marido de Thatcher, de Elizabeth II, de Bachelet, e por aí vai.  Não deve ser fácil mesmo. Como somos as escolhas que fazemos, o negócio é respirar fundo, empinar o peito e mandar ver. Não é muito refinado, aristocrático, mas é a vida.

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