Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

28

de
maio

Sem comentários

Depois de ver o espetáculo Tamo Junto (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/29/e-o-dia-nao-tinha-acabado/), e por gostar muito do Marco Luque (tv, Terça Insana), fui ver Entre meias e gravatas (http://www.teatrofreicaneca.com.br/home/193-entre-meias-e-gravatas). A última apresentação foi ontem (27). Felizmente!

O que foi aquilo? Teatro cheio (como sempre nos stand-ups),muita gente estourando de rir, e eu ali achando muito pouca graça. O Marco Luque, mesmo mudo, é engraçado. Ele consegue estabelecer uma empatia incrível e é divertido realmente, tem bons textos, a performance em geral é muito boa. E foi o que ajudou a suportar a noite.

Os outros participantes, ou bem porque não eram bons atores ou porque o texto era fraco - previsível, de baixo calão, etc.- foram difíceis de aguentar.  Foram duas horas de quase tortura.

Além do Marco Luque, uma boa surpresa, que nada tem a ver com humor propriamente, foi o Fenandinho Beat Box (http://www.youtube.com/watch?v=21NsUBViEdc). Eu já o conhecia de uma apresentação curtinha no Terça Insana. Mas ontem ele se estendeu e mostrou toda a sua arte. Foi realmente o momento alto do espetáculo.

Francamente, não sei como o M. Luque, tão esperto, inteligente, etc., coloca-se no palco em um espetáculo de tão pouca qualidade. Obviamente, o grande público não concordará/concordaria comigo. Afinal, como mencionei, as pessoas riam até não mais poder das frases de duplo sentido, sexistas, dos bordões repetidos à exaustão. Vai ver que eu não estava para brincadeiras…mas continuo gostando e botando fé no M. Luque. Quem sabe na próxima eu consiga me divertir um pouco mais.

28

de
maio

O silêncio fala alto

Pois é, este é um filme silencioso. Não mudo, mas silencioso.

Mdemoiselle Chambom (http://vejasp.abril.com.br/cinema/mademoiselle-chambon) (http://www.imdb.com/title/tt1285246/) tem um ritmo lento, denso, mas muito lírico. Mérito do diretor e atores conseguirem transmitir ao público tanta riqueza em termos de sentimentos. Há momentos de olhares apenas que seria possível “cortar com uma faca” tal a densidade. Não há caras e bocas, apenas posturas, olhares, arquear de sobrancelhas, pausas nos diálogos, tom do que é dito (e pouco se diz).

Apesar de ter visto muitos filmes franceses nos último ano, principalmente, não me lembro de ter visto qualquer um dos atores deste filme antes.  A performance dos dois atores principais (Vincent Lindon e Sandrine Kimberlain) surpreendeu-me.

A trilha sonora é magnífica (muito violino clássico: Bizé, Elgar).

É a história de um pedreiro (mais parecido com um empreiteiro daqui), casado e pai de um menino de uns 7 ou 8 anos.  Ele conhece a professora do menino (Mlle. Chambon) e conversa vai, conversa vem, estabelecem um entendimento silencioso. Uma atração fortíssima, sem arroubos, sem sensualidade, sexo quase 0. Um amor arrebatador, uma ligação aparentemente inquebrantável. Mas…

O filme é bem diferente: ritmo, enquadramentos, diálogos de menos. Enfim, uma boa surpresa! Muito bonito e muito interessante.

28

de
maio

Nem tão bravo! assim

Depois da Sala S. Paulo, fui almoçar no restaurante da Estação Pinacoteca.  Gente, não é implicância, nem má vontade, nem perseguição.

Já comi lá noutras vezes (lanche, café, almoço), e a parte alimentar é bem razoável. Francamente não sei se é a mesma empresa, se mudou, ou o quê. De todo jeito, a comida estava boa e continua a ser muito barata.  No entanto, o serviço…

O restaurante é espaçoso, mas não tem centenas de mesas. Além disso, elas são dispostas a serem vistas ou supervisionadas facilmente. Qualquer um vê que o balcão estão posicionado do lado errado, mas até aí não seria um grande problema.  Há pelo menos uns 5 funcionários e, vejam, no ápice do movimento hoje havia 4 mesas ocupadas. Então a gente imagina: atenção 100%, serviço nota 10, não precisa nem pedir que estarão todos prontos a realizar nossos desejos. Tááá. vai pensando…

Uma coisa de louco. De repente todos somem! E você tem de ficar acenando para conseguir as coisas. Como assiiiim? De novo: acabo de voltar da Europa. Se fosse lá, dois dariam conta de tudo, com o restaurante lotado. Do jeito que estava hoje, 1/2 faria o serviço com louvor. A gente percebe até pela postura dos atendentes. Um dos garçons parecia se arrastar, aquele jeito de “detesto isto aqui e não tô nem aí pra vocês”. Inacreditável.

Bom, pelo menos a comida estava boa e a conta não foi alta.

Hilariante mesmo é a lojinha que finalmente montaram na Estação. A loja da Pinacoteca é até bem razoável atualmente. Poderia ser melhor, muito melhor, não resta dúvida. Mas para quem, como eu, viu aquilo há quase uma década, já está muito bom (pena, que eu tenha me ler escrevendo isso, mas é a realidade). Mas a Estação Pinacoteca não tinha, e a rigor não tem, uma loja para comercializar produtos relativos às exposições ou à instituição propriamente.

Por exemplo, puseram itens da exposição do A. Wahrol para venda numa espécie de quiosque (visivelmente, algo bem improvisado e temporário, aparentemente). Itens legais, preços legais. Aí você quer pagar com cartão. Não dá, só dinheiro ou cheque. É que a exposição acabou e as máquinas de cartão foram retiradas. Como assiiiiim? Isso representa $ para a entidade (se não representa é porque é mal gerenciado), os itens estão lá para ser vendidos, então por que ignorar uma necessidade tão evidente, básica, i.e., as pessoas usam cartões de débito ou crédito para a grande parte de suas compras. Ou seja, preferem deixar de vender, ficar com as coisas encalhadas, a pensar ou achar uma solução que catapulte o negócio. Enfim, uma pena essa visão no mínimo estranha.

28

de
maio

Bravo!!

Depois de muitos meses (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/11/06/que-saudade-da-osesp/), tive a oportunidade, hoje, de ver um ensaio final da OSESP.

Como contribuinte da Fundação OSESP, tenho a oportunidade de assistir a alguns ensaios. A orquestra, normalmente, está quase pronta nesses ensaios que antecedem a apresentação da noite e dos dias seguintes.

Hoje não foi diferente. Como já vi um ensaio anterior com o maestro Tortelier, não estranhei tanto as paradas, as interferências, os discursos. Além disso, as peças eram muito bonitas (vejam na programação: http://www.osesp.art.br/novo/estatico/programacao2010.aspx).

A OSESP é um orgulho para paulistanos, paulistas e brasileiros. Tem uma qualidade inquestionável.

Como, desta vez, assisti ao ensaio completo (quase duas horas e meia), divaguei um pouco e percebi algumas coisas: (1) quando eu era assinante e ia a vários concertos por ano, conhecia a carinha de vários elementos da orquestra. Voltando após tantos meses, e com presença em espetáculos esporadicamente, vejo que houve grande renovação do grupo. Muitas caras novas. Interessante! (2) o pessoal do contrabaixo foi reforçado. Não eram tantos, com certeza. Além disso, fizeram um suporte (feiinho, poderiam dar uma melhorada na aparência) para que estes instrumentistas fiquem um pouco acima do nível do restante da orquestra; (3) apesar de o convite ser extensivo a todos que colaboram com a Fundação, pouquíssimas pessoas aproveitam a chance. Estavam lá, sobretudo, pessoas de mais idade, mas ainda assim éramos poucos. Claro que, se eu não estivesse em férias, não poderia ter ido. Antes havia pelo menos a cada dois ou três meses um ensaio à noite. Agora, com todos programados para dia da semana pela manhã, fica impossível para quem trabalha; (4) quando havia algo a ser anotado na partitura dos violinistas, as mulheres (e somente elas) violinistas é que faziam isso, mesmo que elas estivessem entre dois homens. Em todas as fileiras, somente mulheres faziam as marcações nas partituras. Why? Não sei…; (5) o maestro só fala em inglês com o grupo. Deu-me a impressão de que, como obviamente nem todos da centena de músicos tenham o inglês fluente, havia um ou outro para cada instrumento ou grupo de instrumentos que repassava para os companheiros algumas observações do maestro ou fazia chegar a ele observações dos músicos. Justamente o grupo dos contrabaixos é que me chamou a atenção para o fato. Pode ser uma impressão equivocada, mas me parece possível, pois, como mencionei, nem todos terão fluência absoluta em inglês.

A sala S. Paulo continua linda, bem cuidada, o pessoal da sala atende a gente muito bem. Os acessos ficaram melhores (entrada, estacionamento).

A OSESP continua sendo um exemplo e um orgulho para todos nós.

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