Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

28

de
maio

Sem comentários

Depois de ver o espetáculo Tamo Junto (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/29/e-o-dia-nao-tinha-acabado/), e por gostar muito do Marco Luque (tv, Terça Insana), fui ver Entre meias e gravatas (http://www.teatrofreicaneca.com.br/home/193-entre-meias-e-gravatas). A última apresentação foi ontem (27). Felizmente!

O que foi aquilo? Teatro cheio (como sempre nos stand-ups),muita gente estourando de rir, e eu ali achando muito pouca graça. O Marco Luque, mesmo mudo, é engraçado. Ele consegue estabelecer uma empatia incrível e é divertido realmente, tem bons textos, a performance em geral é muito boa. E foi o que ajudou a suportar a noite.

Os outros participantes, ou bem porque não eram bons atores ou porque o texto era fraco - previsível, de baixo calão, etc.- foram difíceis de aguentar.  Foram duas horas de quase tortura.

Além do Marco Luque, uma boa surpresa, que nada tem a ver com humor propriamente, foi o Fenandinho Beat Box (http://www.youtube.com/watch?v=21NsUBViEdc). Eu já o conhecia de uma apresentação curtinha no Terça Insana. Mas ontem ele se estendeu e mostrou toda a sua arte. Foi realmente o momento alto do espetáculo.

Francamente, não sei como o M. Luque, tão esperto, inteligente, etc., coloca-se no palco em um espetáculo de tão pouca qualidade. Obviamente, o grande público não concordará/concordaria comigo. Afinal, como mencionei, as pessoas riam até não mais poder das frases de duplo sentido, sexistas, dos bordões repetidos à exaustão. Vai ver que eu não estava para brincadeiras…mas continuo gostando e botando fé no M. Luque. Quem sabe na próxima eu consiga me divertir um pouco mais.

28

de
maio

O silêncio fala alto

Pois é, este é um filme silencioso. Não mudo, mas silencioso.

Mdemoiselle Chambom (http://vejasp.abril.com.br/cinema/mademoiselle-chambon) (http://www.imdb.com/title/tt1285246/) tem um ritmo lento, denso, mas muito lírico. Mérito do diretor e atores conseguirem transmitir ao público tanta riqueza em termos de sentimentos. Há momentos de olhares apenas que seria possível “cortar com uma faca” tal a densidade. Não há caras e bocas, apenas posturas, olhares, arquear de sobrancelhas, pausas nos diálogos, tom do que é dito (e pouco se diz).

Apesar de ter visto muitos filmes franceses nos último ano, principalmente, não me lembro de ter visto qualquer um dos atores deste filme antes.  A performance dos dois atores principais (Vincent Lindon e Sandrine Kimberlain) surpreendeu-me.

A trilha sonora é magnífica (muito violino clássico: Bizé, Elgar).

É a história de um pedreiro (mais parecido com um empreiteiro daqui), casado e pai de um menino de uns 7 ou 8 anos.  Ele conhece a professora do menino (Mlle. Chambon) e conversa vai, conversa vem, estabelecem um entendimento silencioso. Uma atração fortíssima, sem arroubos, sem sensualidade, sexo quase 0. Um amor arrebatador, uma ligação aparentemente inquebrantável. Mas…

O filme é bem diferente: ritmo, enquadramentos, diálogos de menos. Enfim, uma boa surpresa! Muito bonito e muito interessante.

28

de
maio

Nem tão bravo! assim

Depois da Sala S. Paulo, fui almoçar no restaurante da Estação Pinacoteca.  Gente, não é implicância, nem má vontade, nem perseguição.

Já comi lá noutras vezes (lanche, café, almoço), e a parte alimentar é bem razoável. Francamente não sei se é a mesma empresa, se mudou, ou o quê. De todo jeito, a comida estava boa e continua a ser muito barata.  No entanto, o serviço…

O restaurante é espaçoso, mas não tem centenas de mesas. Além disso, elas são dispostas a serem vistas ou supervisionadas facilmente. Qualquer um vê que o balcão estão posicionado do lado errado, mas até aí não seria um grande problema.  Há pelo menos uns 5 funcionários e, vejam, no ápice do movimento hoje havia 4 mesas ocupadas. Então a gente imagina: atenção 100%, serviço nota 10, não precisa nem pedir que estarão todos prontos a realizar nossos desejos. Tááá. vai pensando…

Uma coisa de louco. De repente todos somem! E você tem de ficar acenando para conseguir as coisas. Como assiiiim? De novo: acabo de voltar da Europa. Se fosse lá, dois dariam conta de tudo, com o restaurante lotado. Do jeito que estava hoje, 1/2 faria o serviço com louvor. A gente percebe até pela postura dos atendentes. Um dos garçons parecia se arrastar, aquele jeito de “detesto isto aqui e não tô nem aí pra vocês”. Inacreditável.

Bom, pelo menos a comida estava boa e a conta não foi alta.

Hilariante mesmo é a lojinha que finalmente montaram na Estação. A loja da Pinacoteca é até bem razoável atualmente. Poderia ser melhor, muito melhor, não resta dúvida. Mas para quem, como eu, viu aquilo há quase uma década, já está muito bom (pena, que eu tenha me ler escrevendo isso, mas é a realidade). Mas a Estação Pinacoteca não tinha, e a rigor não tem, uma loja para comercializar produtos relativos às exposições ou à instituição propriamente.

Por exemplo, puseram itens da exposição do A. Wahrol para venda numa espécie de quiosque (visivelmente, algo bem improvisado e temporário, aparentemente). Itens legais, preços legais. Aí você quer pagar com cartão. Não dá, só dinheiro ou cheque. É que a exposição acabou e as máquinas de cartão foram retiradas. Como assiiiiim? Isso representa $ para a entidade (se não representa é porque é mal gerenciado), os itens estão lá para ser vendidos, então por que ignorar uma necessidade tão evidente, básica, i.e., as pessoas usam cartões de débito ou crédito para a grande parte de suas compras. Ou seja, preferem deixar de vender, ficar com as coisas encalhadas, a pensar ou achar uma solução que catapulte o negócio. Enfim, uma pena essa visão no mínimo estranha.

28

de
maio

Bravo!!

Depois de muitos meses (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/11/06/que-saudade-da-osesp/), tive a oportunidade, hoje, de ver um ensaio final da OSESP.

Como contribuinte da Fundação OSESP, tenho a oportunidade de assistir a alguns ensaios. A orquestra, normalmente, está quase pronta nesses ensaios que antecedem a apresentação da noite e dos dias seguintes.

Hoje não foi diferente. Como já vi um ensaio anterior com o maestro Tortelier, não estranhei tanto as paradas, as interferências, os discursos. Além disso, as peças eram muito bonitas (vejam na programação: http://www.osesp.art.br/novo/estatico/programacao2010.aspx).

A OSESP é um orgulho para paulistanos, paulistas e brasileiros. Tem uma qualidade inquestionável.

Como, desta vez, assisti ao ensaio completo (quase duas horas e meia), divaguei um pouco e percebi algumas coisas: (1) quando eu era assinante e ia a vários concertos por ano, conhecia a carinha de vários elementos da orquestra. Voltando após tantos meses, e com presença em espetáculos esporadicamente, vejo que houve grande renovação do grupo. Muitas caras novas. Interessante! (2) o pessoal do contrabaixo foi reforçado. Não eram tantos, com certeza. Além disso, fizeram um suporte (feiinho, poderiam dar uma melhorada na aparência) para que estes instrumentistas fiquem um pouco acima do nível do restante da orquestra; (3) apesar de o convite ser extensivo a todos que colaboram com a Fundação, pouquíssimas pessoas aproveitam a chance. Estavam lá, sobretudo, pessoas de mais idade, mas ainda assim éramos poucos. Claro que, se eu não estivesse em férias, não poderia ter ido. Antes havia pelo menos a cada dois ou três meses um ensaio à noite. Agora, com todos programados para dia da semana pela manhã, fica impossível para quem trabalha; (4) quando havia algo a ser anotado na partitura dos violinistas, as mulheres (e somente elas) violinistas é que faziam isso, mesmo que elas estivessem entre dois homens. Em todas as fileiras, somente mulheres faziam as marcações nas partituras. Why? Não sei…; (5) o maestro só fala em inglês com o grupo. Deu-me a impressão de que, como obviamente nem todos da centena de músicos tenham o inglês fluente, havia um ou outro para cada instrumento ou grupo de instrumentos que repassava para os companheiros algumas observações do maestro ou fazia chegar a ele observações dos músicos. Justamente o grupo dos contrabaixos é que me chamou a atenção para o fato. Pode ser uma impressão equivocada, mas me parece possível, pois, como mencionei, nem todos terão fluência absoluta em inglês.

A sala S. Paulo continua linda, bem cuidada, o pessoal da sala atende a gente muito bem. Os acessos ficaram melhores (entrada, estacionamento).

A OSESP continua sendo um exemplo e um orgulho para todos nós.

24

de
maio

Um almocinho caprichado é sempre bom

Hoje almocei no Due Cuocchi. Fazia um tempinho que tinha ido lá. Da outra vez a experiência não foi das melhores. Almoço também, restaurante lotado, serviço desatento, um horror. Foi bem antes de começar o blog.

Porém hoje foi diferente.  Reservei, afinal o restaurante é muito procurado.  Chegamos no horário, mesa reservada, boa recepção.  O restaurante tem um menu almoço por R$ 49,00 (couvert, entrada, prato principal, sobremesa).  A entrada tinha duas opções (salada e caldo verde, que o garçom anunciou como creme verde), os pratos principais eram vários. Escolhi um nhoque com molho de tomate e rúcula, que estava muito gostoso (milagre, no caso de nhoques) e minha amiga (obrigada, pelo almoço!) outro macarrão com ragú (estava lindo).  Como sobremesa um singelo, mas saboroso, pudim de leite.  Claro que o valor fixo não inclui bebidas, café, serviço. Mas para o ambiente e pratos oferecidos o preço é bem honesto.

O serviço foi atencioso, mas continuo não entendendo por que lá fora, para o mesmo tamanho de restaurante e número de atendimentos, precisam de duas pessoas (que além de pegar o pedido, servir, cobram, fazem conta, dão troco), e aqui precisam de uns 10 pelo menos. Não vou entender nunca!  Mas tudo bem, isso é emprego para muita gente que talvez não tenha habilitação para outras coisas, então tá.

O almoço foi agradabilíssimo e a comida estava ótima.

23

de
maio

Mas veio um vento de Desesperança (Mário Quintana)

Adoro Mário Quintana, mas não é nada disso, não.

Ontem foi dia de bons ventos.  Visitei o Catavento Cultural e Educacional (http://www.cataventocultural.org.br/home.asp) ali no Parque D. Pedro II, no Palácio das Indústrias.

Estava querendo ir lá há algum tempo. Alguns amigos e conhecidos já estiveram por ali e todos gostaram.

Começando pelo prédio: lindíssimo! Foi construído no início do século XX pelo escritório de Ramos de Azevedo para ser um centro de exposições.  Passou por delegacia de polícia, porões da ditadura, prédio da prefeitura, até que, finalmente, foi destinado a um fim mais condizente. O prédio  foi bem recuperado. Os vitrais, os tetos, os lustres, as escadas, é tudo muito bonito! Pena que está numa área tão destruída, perigosa, feia.  Ele é vizinho de uma S. Paulo que se perdeu por miopia da administração pública, pela pobreza e ignorância do país que acaba atingindo todos os rincões. Veja as fotos no link abaixo. Há uma, inclusive, do S. Vito, aquela favela vertical que ninguém consegue recuperar ou eliminar.

Além do prédio, que já é um espetáculo, de área enorme, o que está ali dentro é fantástico! A entrada custa R$6,00 (inteira), tem um amplo estacionamento na área do Palácio, maaaas…quando pedimos um mapa do local para podermos nos localizar e não perder nada, o que ouvimos? Acabou! Ai, que surpresa… E veja que o Catavento não é uma instalação temporária, está ali há tempos e assim vai continuar (espero, pelo menos). Recebe escolas, visitantes (o lugar estava bem cheio), então se os mapas estão para acabar, que tal providenciar com antecedência? Deixa pra lá, nem toda a ciência que está ali conseguirá um dia explicar esse fenômeno que assola os locais dedicados à cultura por aqui.

Se não tem mapa, vai sem mapa mesmo. O lugar é imenso, a variedade de instalações é fantástica, tudo muito interativo, acessível. Montes de monitores nos equipamentos que requerem. Enfim, as crianças enlouquecem, e os adultos (eu, por exemplo) se divertem de monte.  Tem tudo ligado à física, à biologia, ao Universo. Até a nanotecnologia está por lá.  Uma delícia!

Mas o negócio é ir com tempo (umas 3 horas dá para ver muita coisa, não tudo, hein!). Com pressa nem adianta, pois você vai se sentir frustrado, aí não dá…Vá com calma e aproveite. Vai aprender zilhões de coisas com muita alegria! Quer melhor que isso?

http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Catavento052010?feat=directlink

23

de
maio

Eu fui, voltei, e tudo continua igual

Não sou fã incondicional de óperas, mas há algumas de que gosto muito.  Tenho visto anunciado nos cinemas, há meses, as apresentações de óperas gravadas no Metropolitan.  Como estou em férias, com possibilidade de experimentar novas atividades, decidi ir ver Hamlet (Ambroise Thomas) (http://www.moviemobz.com/film/profile/mid/1149 ). Esse filme ou gravação é exibido/a apenas em alguns cinemas, em horários alternativos (normalmente sábado e domingo a partir de 11h).  Os cinemas são o Bombril, Unibanco Shopping Bourbon e Unibanco Frei Caneca.

Como o local mais conveniente para hoje seria o Unibanco do Bourbon, lá fui eu. E aqui é que entra a inércia.

Cheguei por volta de 10h40. O espaço das bilheterias principais estava fechado.  Não havia nenhuma indicação de onde estariam sendo vendidos os ingressos para a sessão da ópera.  Perguntei a um segurança que me indicou a bilheteria que normalmente vende para o Imax. Realmente, aquela bilheteria, além de vender para o Imax, estava vendendo para a ópera. Custa colocar uma indicação, um aviso?

Pasmem, o preço é R$ 25,00!!! Muito mais caro do que qualquer sessão de cinema. Acho que o preço se equipara às sessões 3D (não Imax).

Ingresso na mão, passo por um café da manhã, com montes de adultos e crianças. Imagino que seja alguma promoção, ou sessão especial. Já vi isso por ali noutras vezes. De qualquer forma, é algo “fechado”. Como já eram 10h45 dirigi-me à entrada. Nenhum funcionário. Fui afundando. Quando chego à sala 9 (sala indicada no ingresso), encontro um funcionário e o mesmo me diz que posso esperar na sala, embora faltasse algum tempo. E lá vou eu me acomodar.

Chegam mais duas senhoras, um homem, outro, mais algumas pessoas. Acho que éramos uns 10.

10h55, 10h58, 10h59, 11h, 11h03, 11h05, 11h09, 11h10. Saio para ver o que está havendo. Encontro um funcionário e peço que veja o que está acontecendo, pois a sessão já estava muito atrasada.  O rapaz leva quase 5 minutos para voltar com a informação de que, apesar de na entrada estar “sala 9″, a sala de exibição era a 7.  Volto à sala para pegar minhas coisas e avisar às outras pessoas.

Quando chego à sala 7, já havia pelo menos umas 30 pessoas lá.  Como é possível???  Só havia a sala do tal evento - acho que era algum filme infantil, e a nossa.  Como é possível emitir entradas com o número de sala errado?  Como é possível que nenhum funcionário se desse conta do equívoco?  Enfim, um amadorismo só. Um absurdo! Afinal, quem cobra R$ 25,00 (Euros 10 - não paguei isso para ver 3D em Hamburgo) tem de tratar melhor seu público.

O funcionário que havia buscado a informação, atônito com toda a bagunça - acho que nem ele estava entendendo o que estava acontecendo -, disse-me: Desculpe por qualquer coisa (lembrei-me imediatamente do Oscar Filho (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/05/16/desculpe-qualquer-coisa/). Fiquei com vontade de rir, mas segurei…). E respondi: Não desculpo, não! Perdemos 15minutos da ópera pelo menos! Perdemos Q U I N Z E minutos! E saí marchando.

Um rapaz, que vinha atrás de mim (estava também na sala 9), perguntou se não poderiam voltar o filme. Claarooo que não!! Afinal, os outros espectadores estavam na sala certa desde o começo e não dava nem para cogitar isso. Enfim, pobre do menino, funcionário que não podia resolver nada, ficou ali, aguentando a pressão e nosso mau humor.  Não havia gerência ou um responsável pela sala presente.  O mínimo que poderiam fazer seria dar-nos, como compensação por erro tão grosseiro, entrada para outro filme, ou até devolver o dinheiro do ingresso. Mas qual o quê…É a verdadeira casa da mãe Joana.

Bem, o jeito foi pegar o negócio já andando. Por sorte a ópera é muito bonita, os cantores são fantásticos, e a filmagem é muito boa.  Depois de 1h30 aproximadamente, dão um intervalo de 15 minutos.

Vou experimentar (em outro cinema, claro) outra ópera. Talvez alguma de que eu goste, conheça mais. Vamos ver. A experiência, tirando a incompetência do cinema, foi bastante interessante. E, segundo os anúncios, a partir do segundo semestre serão transmissões ao vivo.  Deve ser bem bacana.

22

de
maio

Agora foi a vez do bandolim

Ontem fui ao Auditório Ibirapuera, meu queridinho, para assistir ao show de Danilo Brito e Mike Marshall (http://www.auditorioibirapuera.com.br/detalhe_eventos.aspx?id=510), dois bandolinistas.  Conheci o DBrito (http://www.danilobrito.com.br/pt/Biografia.aspx) durante o show em homenagem a Raphael Rabello (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/18/um-violao-que-emociona/).  Já tinha gostado do músico, não só pela qualidade técnica, indiscutível, bem como pela articulação, bom humor, empatia com a plateia.

Quando recebi a circular do Auditório com os espetáculos do período, e vi que ele estaria se apresentando, não tive dúvida: fui comprar meu ingresso.

O espetáculo seria ontem (21) e hoje.  Fui no de ontem, 21h.  Infelizmente, talvez por divulgação insuficiente, o teatro devia ter umas 100 pessoas, no máximo (o teatro tem 800 lugares).  Uma pena! Você não foi? Então perdeu, e muito!  Impressionante a beleza da apresentação, a alegria dos músicos em estar ali, a performance apaixonada e generosa de todos.  Ouvimos peças compostas pelos bandolinistas (Sussuarana, e Egypt, por exemplo, lindíssimas), e tesouros como Santa Morena (Jacob do Bandolim), Desvairada (Garoto), L’indifference (Tony Murano), e várias outras.

Danilo Brito trouxe MMarshall, americano, simpático, e também executor de coisas maravilhosas, muitas das quais de sua autoria, para o show.  E lá tivemos dois bandolins, o brasileiro e o americano, diferentes em inspiração, timbre e sonoridade.  Muito interessante!

Francamente, eu não podia imaginar que um bandolim, ou melhor dois, pudessem produzir ou reproduzir tão maravilhosamente.  Para mim foi uma surpresa, e das melhores.

Então, atenção, se virem esse nome por aí (Danilo Brito), vão ver, porque vai valer a pena.  A não ser que você seja do negócio, também vai se surpreender com o que vai ouvir, com o que o músico vai tirar de seu instrumento.

20

de
maio

Mais um da lista eliminado

Aiiiiiiiii (sentiram o peso deste suspiro?)!  Pois é: A single man (http://www.imdb.com/title/tt1315981/) virou Direito de Amar (http://cinema.cineclick.uol.com.br/index.php/filmes/ficha/nomefilme/direito-de-amar/id/16172). Nada a declarar…

O filme já está há tempo na praça. Aliás, agora está em pouquíssimas salas, mas deu para vê-lo antes que saia do circuito.

É o primeiro filme (direção, coprodução, enredo) de Tom Ford (http://www.tomford.com/). Isso mesmo, o estilista Tom Ford.  E, olha, ele se deu bem!

O filme é baseado em livro homônimo (http://en.wikipedia.org/wiki/A_Single_Man_(novel)) de Christopher Isherwood (http://en.wikipedia.org/wiki/Christopher_Isherwood), contemporâneo e relacionamento de W. H. Auden.

Não li o livro, mas imagino que a delicadeza extrema venha do texto.  Mas só um ator como Colin Firth (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/01/10/noel-coward-e-o-cara/), que eu adoro, para dar o tom certo, sem resvalar no patético, no caricato, e perverter o resultado do filme.  A produção é um altar à delicadeza!  Claro que, nas relações reais, sobretudo nas homossexuais masculinas, por razões fisiológicas/hormonais, culturais, históricas, a relação como é retratada ali deve ocorrer em 1% dos casos, e olhe lá.  De qualquer forma, vale como literatura e ficção cinematográfica.  Afinal, sonhar é preciso. Além disso, mostra ou estimula relações na mesma linha, o que só faria muito bem a toda a humanidade.

Além de Firth, Juliane Moore (olha ela de novo aí! /http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/05/17/chloe-virou-o-preco-da-traicao-por-que-por-que-por-que/ ), Nicholas Hoult e Matthew Goode estão excelentes! Todo mundo na frequência correta!

A trilha sonora é muito bonita também (http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/B0030ATZHG/24fmll-20).

Na verdade só não gostei do final (não vou contar), mas não me parece consistente com a discussão. Verdade que o livro (base do filme) é de 1964, tempos de repressão, tempos de “invisibilidade” para homos e outras minorias, como se discute no filme, mas este é de 2009 e as adaptações não precisam seguir o texto-base à risca.  Então TFord poderia ter dado grande contribuição à causa do homossexualismo se não fosse até o fim, fim do livro (imagino que seja o fim do livro).  Terminasse ele o filme um pouco antes e ficaria a dúvida do desfecho para George, o que, considerando que a imensa maioria não leu ou lerá o livro, deixaria na memória a “certeza” de que havia um caminho, o mundo havia mudado, e realmente se tinha o “direito de amar”.

O filme é delicado, bem melancólico, e também muito bonito! Valeu ter visto.

Daisypath Friendship tickers

20

de
maio

Para que a humanidade progrida é preciso que o homem mude

Foi mais ou menos isso que escreveu/disse Flávio de Carvalho.  Eita, homem moderno!!

Vamos do começo: hoje fui ao Ibirapuera para ver a exposição de FC (http://www.mam.org.br/2008/portugues/default.aspx) e almoçar no restaurante do MAM (http://www.mam.org.br/2008/portugues/restaurante.aspx). E, claarooo, passar na lojinha do museu, com suas atendentes mais que simpáticas.

Primeiramente, a exposição.  Confesso minha enorme ignorância. Pouco sabia de Flávio de Carvalho, tudo meio por cima. Só sabia mesmo é o desfile com saia pelo centro de S. Paulo.  Portanto, a exposição que vi hoje abriu meus olhos e cabeça para uma personalidade única.  Ele fez de tudo: era engenheiro (inicialmente), arquiteto, escritor, pintor, teatrólogo, etc. etc. Uma mente brilhante, matemática, e extremamente criativa!  Tudo muito racional, tudo com porquês, mas tudo muito louco, muito divertido, inusitado.  Olha, ele podia ser até chato, paranóico, ou o que for, mas devia ser muito divertido acompanhar sua trajetória pela vida.   Linda as aquarelas! Fluidas, leves, delicadas! E os óleos, grafites, nanguins, até com caneta ele desenhou. Tudo muito esquemático - matemático - mas de uma beleza, de uma leveza incríveis.

Hilariamente ver como ele anunciou casas que construiu aqui em SP (esquina da Lorena com a Ministro Rocha Azevedo).  Tinha até o “modo de usar”.  E sabem que lá em 1938/39 ele já tinha conceitos que ainda hoje não estão generalizados? E, claramente, são moderníssimos e racionais ao extremo.  Impressionante!

Fiquei tão fã que comprei um livro com suas obras e um pouco da história do artista (artista, acho pouco, ele era muito mais…).

Se puderem vão ver. Vale muito, muito, muito a pena.  E aproveitem: até 23/5 a entrada é gratuita, afinal é a 8a. Semana de Museus.

Como estou em férias, fui hoje (quinta, pela manhã), então vi algo que não estou acostumada a ver ali pelo MAM (normalmente vou nos finais de semana): monitores levando alguns grupos de crianças/adolescentes pelo museu.  Mas que barulho faziam os grupos! Não sabem falar baixo, não entendem onde estão, repetem seus comportamentos familiares provavelmente. Há momentos em que até o audio de filmes/projeções fica prejudicado. Os monitores se desdobram para aquietar; é “shhhh” daqui, “shhhh” dali, mas não tem jeito. É falta de educação formal e familiar mesmo, i.e., ignorância em vários níveis.

Nos museus que visitei fora daqui não tem ruído, as conversas são em tom baixo, mesmo os grupos (e, olha, havia montes de grupos…) comportam-se com respeito pela arte, pelo ambiente em que estão inseridos, e, sobretudo, respeito pelo outros visitantes.  E os seguranças naqueles locais não têm dúvida: pedem para a pessoa comportar-se ou então…fora. É, vai demorar para chegarmos lá…

Depois foi hora de descansar e digerir tudo de bonito que havia visto.  Quer lugar melhor que o restaurante do MAM?

O restaurante é lindo. Dá para o parque. Sua “parede” é toda de vidro, então não importa onde você esteja você vê o parque. E se estiver sol, chovendo, cinzento, não importa: a visão de qualquer maneira será sempre muito bonita.  Mas sabe que hoje, por exemplo, 4 pessoas sentaram de costas para a vista/paisagem? Mesmo que eu fosse lá todos os dias, acho que nunca faria isso. Interessante!

Já fui algumas vezes ao restaurante e no café também (dá última vez a coisa não foi bem (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/19/ok-ja-fui-ali-e-destilei-um-pouco-de-meu-fel/), embora eu goste bastante do lugar e do que servem ali).

No restaurante, nunca tive problema.  A comida (bufè) sempre ótima! O atendimento, excelente!  E hoje não foi diferente.  Normalmente fico no bufê, num suco, mas hoje exagerei: pedi sobremesa.  Além dos pratos do bufê maravilhosos (badejo al limone, farofa doce, feijão supergostoso, salada espertíssima, quiche de berinjela e tomate, etc. etc) provei o “banana burguer”.  Oquequiéisso, minha gente?! Maravilhoso! Indescritível! Bom, a conta (bufê+suco+água+sobremesa+café+serviço) ficou em R$ 75. Caro? Verdade, barato não é, mas pelo conjunto, como diria minha amiga “Sandora”, justificou plenamente. E dá vontade de voltar…e eu vou!

Ah, e uma novidade:osgemeos pintaram um painel, como só eles sabem, ali entre a Aranha e a entrada propriamente do MAM. Tem uma vista na foto daqui de cima.  Mas claro que só ao vivo é que dá para apreciar de fato.

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