
Foi mais ou menos isso que escreveu/disse Flávio de Carvalho.  Eita, homem moderno!!
Vamos do começo: hoje fui ao Ibirapuera para ver a exposição de FC (http://www.mam.org.br/2008/portugues/default.aspx) e almoçar no restaurante do MAM (http://www.mam.org.br/2008/portugues/restaurante.aspx). E, claarooo, passar na lojinha do museu, com suas atendentes mais que simpáticas.
Primeiramente, a exposição.  Confesso minha enorme ignorância. Pouco sabia de Flávio de Carvalho, tudo meio por cima. Só sabia mesmo é o desfile com saia pelo centro de S. Paulo.  Portanto, a exposição que vi hoje abriu meus olhos e cabeça para uma personalidade única.  Ele fez de tudo: era engenheiro (inicialmente), arquiteto, escritor, pintor, teatrólogo, etc. etc. Uma mente brilhante, matemática, e extremamente criativa!  Tudo muito racional, tudo com porquês, mas tudo muito louco, muito divertido, inusitado.  Olha, ele podia ser até chato, paranóico, ou o que for, mas devia ser muito divertido acompanhar sua trajetória pela vida.  Linda as aquarelas! Fluidas, leves, delicadas! E os óleos, grafites, nanguins, até com caneta ele desenhou. Tudo muito esquemático - matemático - mas de uma beleza, de uma leveza incrÃveis.
Hilariamente ver como ele anunciou casas que construiu aqui em SP (esquina da Lorena com a Ministro Rocha Azevedo).  Tinha até o “modo de usar”.  E sabem que lá em 1938/39 ele já tinha conceitos que ainda hoje não estão generalizados? E, claramente, são modernÃssimos e racionais ao extremo.  Impressionante!
Fiquei tão fã que comprei um livro com suas obras e um pouco da história do artista (artista, acho pouco, ele era muito mais…).
Se puderem vão ver. Vale muito, muito, muito a pena.  E aproveitem: até 23/5 a entrada é gratuita, afinal é a 8a. Semana de Museus.
Como estou em férias, fui hoje (quinta, pela manhã), então vi algo que não estou acostumada a ver ali pelo MAM (normalmente vou nos finais de semana): monitores levando alguns grupos de crianças/adolescentes pelo museu.  Mas que barulho faziam os grupos! Não sabem falar baixo, não entendem onde estão, repetem seus comportamentos familiares provavelmente. Há momentos em que até o audio de filmes/projeções fica prejudicado. Os monitores se desdobram para aquietar; é “shhhh” daqui, “shhhh” dali, mas não tem jeito. É falta de educação formal e familiar mesmo, i.e., ignorância em vários nÃveis.
Nos museus que visitei fora daqui não tem ruÃdo, as conversas são em tom baixo, mesmo os grupos (e, olha, havia montes de grupos…) comportam-se com respeito pela arte, pelo ambiente em que estão inseridos, e, sobretudo, respeito pelo outros visitantes.  E os seguranças naqueles locais não têm dúvida: pedem para a pessoa comportar-se ou então…fora. É, vai demorar para chegarmos lá…
Depois foi hora de descansar e digerir tudo de bonito que havia visto. Â Quer lugar melhor que o restaurante do MAM?
O restaurante é lindo. Dá para o parque. Sua “parede” é toda de vidro, então não importa onde você esteja você vê o parque. E se estiver sol, chovendo, cinzento, não importa: a visão de qualquer maneira será sempre muito bonita.  Mas sabe que hoje, por exemplo, 4 pessoas sentaram de costas para a vista/paisagem? Mesmo que eu fosse lá todos os dias, acho que nunca faria isso. Interessante!
Já fui algumas vezes ao restaurante e no café também (dá última vez a coisa não foi bem (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/19/ok-ja-fui-ali-e-destilei-um-pouco-de-meu-fel/), embora eu goste bastante do lugar e do que servem ali).
No restaurante, nunca tive problema.  A comida (bufè) sempre ótima! O atendimento, excelente!  E hoje não foi diferente.  Normalmente fico no bufê, num suco, mas hoje exagerei: pedi sobremesa.  Além dos pratos do bufê maravilhosos (badejo al limone, farofa doce, feijão supergostoso, salada espertÃssima, quiche de berinjela e tomate, etc. etc) provei o “banana burguer”.  Oquequiéisso, minha gente?! Maravilhoso! IndescritÃvel! Bom, a conta (bufê+suco+água+sobremesa+café+serviço) ficou em R$ 75. Caro? Verdade, barato não é, mas pelo conjunto, como diria minha amiga “Sandora”, justificou plenamente. E dá vontade de voltar…e eu vou!
Ah, e uma novidade:osgemeos pintaram um painel, como só eles sabem, ali entre a Aranha e a entrada propriamente do MAM. Tem uma vista na foto daqui de cima.  Mas claro que só ao vivo é que dá para apreciar de fato.