Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

21

de
abril

Tem gente que complica a vida, e como!

The Burning Plain (http://www.imdb.com/title/tt1068641/) virou Vidas que se cruzam.  Desta vez não ficou tão ruim, mas de novo se opta pelo óbvio.  Mas tudo bem, desta vez não compromete tanto.

Só para informação: plain = an area of land not significantly higher than adjacent areas and with relatively minor differences in elevation, commonly less than 500 ft. (150 m), within the area (Dic. Random House).

O filme tem um ritmo meio lento, mas os cortes temporais misturam tempos e personagens com tanta maestria que fazem com que a gente tenha de prestar uma atenção louca e deliciosa. Dramas humanos muito bem explorados que acabam resultando quase num thriller, e daqueles de excelente qualidade!

Charlize Theron está fantástica. Ela é a mesma atriz de um filme comovente, Sweet November, com Keanu Reeves (2001).  Também estão ótimos Kim Basinger, Jennifer Lawrence (que faz o papel de Charlize quando adolescente), Joaquim de Almeida, J. D. Pardo, e a menina Tessa Ia (Maria).

A história conta a traição, a tragédia, os traumas desde os tempos dos pais de Sylvia (Charlize) e Santiago (Pardo/Danny Pino).  Caminhos que se cruzam a partir de um incêndio, de mortes. Caminhos que vão se abrindo com convivência, amor, e que prosseguem com tristeza, angústia, reencontros e, finalmente, paz ou sua perspectiva bem próxima.  Um observar, destruir e reconstruir pessoas admirável! Comovente.

Muitos espectadores vão identificar situações muito próximas, reais, os mesmos sentimentos, as mesmas dúvidas, as mesmas reações presentes em suas próprias vidas. Um drama humano, recheado de tensão, suspense. Não perca! Vale muito a pena!

21

de
abril

China Town é aqui

Nossa, acho que fazia quase duas décadas que não ia ao Restaurante China Town, em Pinheiros. Um restaurante dos tempos da faculdade, para comer bem e barato. Totalmente low profile, para dizer o mínimo.  Era, juntamente com o China Massas (outro restaurante excelente), o único china da região. Tempos de muito menos restaurantes em S. Paulo.

O tempo passou, e o CT mudou. Literalmente!  Ou melhor, fisicamente! Venderam o imóvel onde ele estava instalado antes e ele achou outro lugar: Artur de Azevedo quase esquina com Pedroso de Morais.  Uns 30, não, não, 40 passos de casa.  Uaaaaaah. Ótimo!  O restaurante reabriu ali há poucos meses e eis que se apresenta a oportunidade e vontade de conhecê-lo.

Dia ensolarado, cidade tranquila (médio), cedo, restaurante vazio.  Mas logo começam a chegar frequentadores habituais, do antigo endereço, famílias (mesas grandes), e a gente nota que tem muito pedido por telefone.  O dono (ou um dos donos) no caixa e atendendo ao telefone. Ele consegue, gente! Nos tempos atuais de incompetência gerencial e operacional em negócios similares, é quase como admirar uma obra de arte.  As garçonetes são também muito atenciosas, proativas, simpáticas, e, ooooh, maravilha!, eficientes!  A comida é farta e muito saborosa.  Tudo muito fresco, legumes tenros.

Pedi uma porção individual de camarões no molho picante. Já vem acompanhado de arroz branco ou shop suey ($24).  Muitos camarões (claro, que não dos gigantes mas dos médios. Uns 30!), e um arroz na medida. Eu não tinha tomado café, só um iogurte bem cedo.  A fome era grande; mas ainda assim sobrou arroz (camarão, não, né, gente! que eu não sou tão boba assim). Aí pedi bananas carameladas. E que caramelado! Maravilhoso!  Tive de pedir para embrulhar, pois sobrou metade da porção.

A coisa é assim: se você for acompanhado, peça uma entradinha (pasteis ou rolinhos), um prato só e a sobremesa. Dá e sobra para até 3 pessoas, dependendo da fome.  No meu caso, com limonada, água, e embalagem para levar a banana (sim, eles cobram), saiu $49,00. Não é barato, mas lembrem-se de que comi camarão e muito e estava uma delícia!  Além de ter sobremesa para mais dois dias aqui em casa.  Os outros pratos (carne, macarrão) são muito mais baratos.

Esquema de atendimento: 2a a 6a. almoço/self-service; jantar, sábados e feriados/à la carte.  Não abre aos domingos.

21

de
abril

Me engana que eu gosto

Eu gosto muito das séries tipo Criminal Minds. Já gostei mais de CSIs, Cold Case, hoje menos.  Por acidente, porque eu não assisto muito à tv e fico zapeando entre os noticiários noturnos e uma ou outra coisa que assisto (Big Ban Theory, Two and a half man, Oprah, etc.), vi meio episódio da série Lie to Me (Fox / http://www.fox.com/lietome/#).  Achei meio esquisita, mas até que gostei.  Noutra semana vi outro episódio, desta vez completo, e aí foi “love at second sight”.

Adorei ver o Tim Roth (Brit) e sua trupe lendo rostos e gestos.  É a história de um britânico, com vida pregressa não das melhores, que estuda (é doutor) gestual e expressões faciais.  Ajuda FBI, polícia de Washington, o governo em geral, grandes companhias, tem um trânsito incrível, porque é bom e reconhecidíssimo, e “makes a bunch of money”.  Ele tem uma partner, doutora também, e alguns protégés (um rapaz e uma moça - esta ele descobre pelo mundo e ela tem o dom natural para saber tudo via rosto da pessoa).  Bom, como eu não ia conseguir ver os episódios mesmo, comprei os dvds (4) da primeira série.

Nossa, demorou um pouco para ver o primeiro, mas a partir daí impossível parar!  É excelente!  Eles descobrem tudo via enrugar de testa, sorrisos, lábios para baixo, para cima, franzires, coçar orelha, piscares e por aí vai.  Um luxo!  E o mais legal: quando chegam a um veredito sobre alguma expressão facial ou gestual, para justificar ou apoiar a tese (e.g. a pessoa cruzou os braços e deu uns passos para trás: está mentindo, não acredita no que está dizendo) colocam ao lado da personagem fotos de grandes personalidade em momentos idênticos e foram “pegos” depois e se viu que o que diziam ou queriam fazer crer não era verdade.  Fotos de Clinton, Nixon, Hugh Grant, Lady Di, Elizabeth II, o Papa, e por aí vai.  Muito interessante, o ritmo é ótimo.  Há alguns embates entre a personagem de Tim Roth e os “suspeitos”, mas ele é espertíssimo!

Agora é duro imaginar que haja gente por aí que possa ler microexpressões tão precisamente, e deve haver, sim!  Já pensou? Não dá nem para pensar em aplicar uma “mentira branca” que o gajo já vai sacar.  Esconder, não vai dar também, porque você vai saber que ele sabe que você está escondendo algo. De lascar!  As personagens da série acabam pagando o preço pelo dom ou expertize (todos, exceto a moça “naturally gifted”, estudaram e muito para poder reconhecer as facetas do rosto e gestos e interpretá-las).

Por conta do seriado, desenterrei um livro que comprei (não me perguntem por quê, pois não sei mesmo) lá por 1995 e deixei para ler algum dia. Título: The Naked Face - The Essential Guide to Reading Faces - Lailan Young (Ed. St. Martin’s Press - NY).  O livro, apesar de ter sido escrito por uma pessoa ligada à psicologia, antropologia, membro da British Humanist Association, me parece bem bobo.  Há, sim, uma parte em que aborda justamente do que trata o Lie to Me - expressões faciais e outros gestuais e expande para gestuais culturais, e.g., cuspir aqui é uma coisa, na China outra; piscar aqui é isto, lá aquilo.  Em 2/3 é a aplicação do chamado “siang mien” (Igual a ‘physiognomy’:1 : the art of discovering temperament and character from outward appearance/2 : the facial features held to show qualities of mind or character by their configuration or expression/3 : external aspect; also : inner character or quality revealed outwardly), a arte chinesa de decifrar uma pessoa pelo rosto. Um pouco generalista e impreciso demais para o meu gosto.

Embora se veja no livro, tal qual no filme, que algumas manifestações faciais servem para toda a humanidade, tipo morder o lábio inferior = nervoso, quando mentindo ou olhar para baixo = mentindo, e por aí vai,   outras têm a ver com a cultura em que se está inserido/se foi criado, o livro trata basicamente da constituição do rosto: por exemplo (esta é demais para mim), se você tem um v-hairline, o que é o couro cabeludo avançando um pouco como um v sobre a testa, aí seguem-se dois meio-arcos, tem problemas de autoestima. Mas se for um m-hairline (sim, um m é diferente de um v), aí a pessoa é muito sensível, é toma-lá-dá-cá, etc. etc. (fui correndo me olhar no espelho…); para mim, um tanto difícil acreditar.

Posso entender que uma pessoa, com o passar dos anos tenha uma boca com as extremidades voltadas para baixo, porque nunca ria, sorria, só reclamava, amargava.  Imagino que aí é o rosto de conformando ao que a pessoa é, pelo exercício ininterrupto, mas o contrário?  Acho difícil. De qualquer forma, o tal “siang mien” é milenar e deve ter boa base na observação dos seres humanos.

Mas o que mais me chamou a atenção é que, apesar de ter várias obras publicadas, informar no livro que proferiu palestras organizadas por instituições oficiais de psicologia em Gales, por exemplo, e ser membro da British Humanist Association, a autora (chinesa de nascimento) não está em nenhum lugar: Enciclopédia Britânica, Wikipedia. Se bobear, até eu estou lá, e a autora nada.

Bom, de qualquer forma o livro estava na estante mesmo, e foi uma boa ocasião para lê-lo.

Agora, quanto a Lie to Me, se puder veja um episódio pelo menos.  Pelo seu olhar, acho que vai gostar…

18

de
abril

Um violão que emociona

Meio no susto, no meio desta semana, vi que haveria um show em homenagem a Raphael Rabello (http://pt.wikipedia.org/wiki/Raphael_Rabello), do qual participaria inclusive sua irmã, Luciana Rabello, no Auditório Ibirapuera (http://www.auditorioibirapuera.com.br/).

O RR foi um grande violonista, que morrei há uns 15 anos. Eu vi algumas apresentações na TV e no youtube (segue aí abaixo para terem uma ideia).  O músico é muito reconhecido, aqui e no exterior. Foi quem consolidou o violão de 7 cordas, ou melhor, conferiu status ao instrumento.  Seu legado para a MPB e, sobretudo, para o violão nacional.  Todos que estavam no palco ontem foram unânimes em relatar a maestria de RR.  Andei dando uma olhada no que há por aí sobre o violonista e, realmente, ele é reconhecidíssimo pela técnica (mas só isto não basta), musicalidade, sensibilidade, interpretação.

Como estudei violão por quase nove anos, sendo seis só de música clássica basicamente, sei que o exercício para se atingir um mínimo de qualidade é massacrante.  Eu fui medíocre e deixei o violão quando comecei o cursinho para entrar na faculdade. Acho que, primeiramente, porque não gostava tanto assim da coisa e, em segundo lugar, porque são necessárias quatro, cinco, seis horas diárias para poder conseguir ter um desempenho pelo menos mediano.  Lembro-me dos exercícios. Havia uns do Tárrega (http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Tárrega) - imaginem que já faz 40 anos, e ainda me lembro. Que trauma! - que, pelo nome do autor do método, remetiam-me à Inquisição. É, acho que minha sina não era ser violonista mesmo; mas vi vários contemporâneos de valor.  Muita dedicação, muito compromisso, muita dor, sim porque quatro horas com os dedos deslizando (ou quase) por cordas de aço ou de nylon doem bastante, podem crer.

Justamente por meu passado musical, sei quanto é preciso de técnica, talento, arte, sensibilidade para se obter o resultado que os músicos de ontem obtiveram, ou mesmo todo o brilho das performances do RR e de outros violonistas (Baden, Paulinho Nogueira, Toquinho, Rosinha de Valença, etc.).  Aliás, interessante que, mesmo sendo um instrumento pequeno, delicado, se comparado a outros (piano, harpa, violoncelo), homens é que se destacam no instrumento. Há bem poucas mulheres comparativamente.

Ontem, houve performances fantásticas, de tirar o fôlego. Parabéns a todos (Rogério Caetano convida Luciana Rabello, Danilo Brito, Alessandro Penezzi e Amoy Ribas).

Única pena: ou por problema de divulgação, ou porque o RR só é lembrado nos círculos musicais, havia pouquíssima gente no Auditório, talvez 1/3 da lotação. Uma pena, porque a sala é ótima, o som é fantástico, a iluminação estava primorosa, e o espetáculo merecia casa cheia. Hoje tem a segunda rodada, às 19h.

Depois de um momento tão lindo, vamos alimentar a carne.  E nos dirigimos ao Maní (Pinheiros). Chegando lá, 50 minutos a uma hora de espera, isso às 23h: nananinanãoooo. Ficamos com O Pote do Rei (http://potedorei.blogspot.com/ - http://www.opotedorei.com/), que conheci durante a RW (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/02/foi-dada-a-largada/), do ladinho do Maní.  Realmente, como eu havia comentado no post de março, o cardápio é bem interessante.  Fiquei com naco de atum em crosta de gergelim com acompanhamentos e minhas amigas com entrecôte.  A sobremesa também foi interessante (trio de chocolate e crumble de manga com sorvete).  Mas, as usual, o serviço é assim-assim. O garçom que serviu nossa mesa teve de ser solicitado a trazer o cardápio (hein???), não tinham o vinho que escolhemos (custa fazer uma uma marcação temporária na carta?) e o garçom, claaroo, não sabia. Somente um tempo depois do pedido é que o maître veio com a notícia. Pedi uma sobremesa, e um dos componentes não tinha - pedi justamente pelo sorvete de marzipan, oras! Enfim,bonito, simpático, teto retrátil que dá para ver estrelas, ficar á luz da lua, pratos saborosos, bem apresentados, um tanto caro, mas o servicinho…(quando eu chegar na menção 1.000.000 sobre serviços ruins, prometo que paro).

De qualquer forma, valeu a segunda visita.

Agora, apreciem Raphael Rabello: http://www.youtube.com/watch?v=qa40u7JN4BM (fácil de entender porque é tão enaltecido, não?) ; e aqui uma das músicas de que mais gosto ao violão: http://www.youtube.com/watch?v=C3RmmXy6KBM&feature=related

17

de
abril

Mary ou Max? Max ou Mary?

Não sei de quem gostei mais: se da Mary ou do Max. Até o site oficial dessa animação é fantástico:http://www.maryandmax.com/.

Um desenho lindo, com vozes maravilhosas (http://www.imdb.com/title/tt0978762/). Tem até o Phillip Seymour Hoffman.  A voz da Mary (Toni Collette) é um afago!  Uma delícia de ouvir.  A narração não fica atrás (Barry Humphries).  A beleza da feiinha e desengonçada Mary e do Max, um homem com síndrome de Asperger (http://en.wikipedia.org/wiki/Asperger_syndrome), algo na linha do autismo, fica evidente no carinho, na gentileza, no brilho intelectual, na suavidade dos dois.  Eles têm “desordens” pessoais e sociais? Verdaaadeee? Quem não tem? Olhe-se com mente aberta. Você acha mesmo que é melhor que eles, que não tem limitações, que não se compara?  Melhor olhar de novo…Eu também olhei para mim, então sei do que estou falando.

Todos os altos e baixos, a sensibilidade exacerbada de Mary, sua baixa autoestima, o físico e a compulsão por comida de Max, é tudo tão normal, coisas que a gente vê, e muitas vezes vive, e nem se dá conta.  O filme é extremamente lírico, todo em branco e preto, com uma corzinha aqui outra ali. A gente dá muita risada com as tiradas da menina Mary e de seu correspondente, Max: duas almas ingênuas, ou melhor, puras.  Uma delícia de diálogos, de reflexões.  Duas almas amigas, que se dão conta de sua existência por acidente, e estabelecem um vínculo inquebrantável até a morte.

A trilha sonora (ouçam neste site uma amostra de cada música:http://www.cduniverse.com/productinfo.asp?pid=7942368) é primorosa. Música clássica, clássicos e composições inéditas misturam-se na medida e constituem uma personagem a parte.

Assistindo a essa animação, a pergunta que não quer calar: por que, por que, por que não temos a mesma qualidade de vozes em nossas dublagens?  Como mencionei no post sobre Como treinar o seu dragão (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/04/09/um-dragao-incomoda-muita-gente-mas-um-dublador-ruim/), uma voz mal colocada acaba com um filme.  Por que não se desenvolve aqui, já que a maioria dos filmes vem de fora e sempre será necessário dublar filmes, desenhos/animações - mais do que no exterior-, dubladores, vozes habilitadas.  Lembro-me de que no passado, quando era menina, adolescente, havia dubladores fantásticos.  O que fizeram com eles?  Hoje atores de grandes redes, que estão na mídia, arrogam-se uma qualidade que não têm! São recrutados para dublar, colocar vozes em personagens, como se soubessem fazê-lo.

Vejam que quem faz a voz da Mary é uma adulta, mas e daííííí? É a voz infantil mais fantástica que já ouvi e é isso que interessa. Mas não, me põe uma voz desagradável, com entonação pior ainda para dublar a personagem de uma produção da DreamWorks. A tal vozinha do moleque acaba com o filme! É mole?  Será que não tem ninguém melhorzinho?  Claro que tem! E que seja um adulto para dublar um menino, uma menina.  O que importa é o que é entregue ao público, um produto de qualidade. Tomara que um dia aprendam por aqui…

Voltando: a animação é linda, vale a pena, a temática e sua abordagem não são para crianças. Não perca de jeito nenhum.

17

de
abril

O bom filho à casa torna

Nossa, está parecendo um blog de flashbacks!  Voltei, voltei, voltei…ao Emprestado (http://www.emprestadorestaurante.com.br/) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/07/duas-boas-noticias-e-outra-melhor-ainda/). É que recebi um e-mail anunciando um festival de pratos com camarão.  Como a decoração/ambiente são bonitos, o atendimento é atencioso (desatento, mas atencioso), os preços são razoáveis, e, sobretudo, a comida é muito boa (houve uma derrapagem inicial no ano passado, mas o problema aparentemente foi sanado), lá fui eu aproveitar o tal festival.

Bom, cheguei por volta de 13h - cedo para um sábado para a população em geral, não para mim.  Fui a primeira cliente do dia. Fiquei no piso inferior, bem gostoso, bonito, com ar-condicionado, assento super confortável e na visão da garçonete.  Tirei uma dúvida com a garçonete e fiz meu pedido. Vejam bem, só eu na casa, tranquila, zen, pedi meu prato, um suco e uma água sem gás, gelada, sem pressa, articulando bem as palavras.  E o que acontece?  Veio um outro prato e água com gás.  Somente quase 10 minutos depois de servir o prato a garçonete, que só tinha a mim como cliente até aquele momento, se deu conta de que eu não recebera o prato pedido. Normalmente eu reclamaria, chamaria atenção para o fato, mas eu estava ZEN (milagre! quem me conhece sabe), e, como mencionei, a comida do restaurante é muito boa.  O prato, além de ser mais barato do que o que eu havia pedido, estava delicioso.  Percebido o problema, ouço um diálogo entre o chefe,cozinheiro, sei-lá-eu-quem, e a garçonete. Lá vem ela, pede mil desculpas, oferece a troca do prato, um complemento.  Declino. Afinal, apesar do equívoco grosseiro, o prato estava fantástico, e foi isso que eu disse.

Depois da delícia do camarão salteado, com frutas in natura e secas, acompanhado de um arroz com canela (tudo de bom!), a sobremesa: papillote de frutas na calda de maracujá com sorvete.  Imperdível, fantástica, maravilhosa, enlouquecedora!

Agora, às considerações pé no chão: apesar de o serviço ser muito simpático (a garçonete que me atendeu pelo menos foi), um erro como esse (troca de prato) é inadmissível, sobretudo num restaurante vazio (quando saí já havia mais umas 3 ou 4 mesas ocupadas).  Houve certa demora para servir os pratos, também não muito justificada, já que pedi o que o restaurante está anunciando como cardápio principal do período - quase como um prato ou pratos do dia.  A conta, com café Nespresso, saiu por $80.  Acho que o preço é justo pelo sabor, qualidade, ambiente.  Só precisam melhorar o serviço que é um tanto capenga desde minha primeira visita.

Ah, sim, estava eu lá sentada, esperando meu prato principal, e ouço o sei-lá-eu-quem dizer a um funcionário: vai ali na feira e compra uma dúzia de banana-da-terra e salsão. Veja, isso à porta da cozinha, para que eu e quem mais estivesse ali ouvir, às 13h!  Não dá para tratar esse tipo de assunto no aconchego da cozinha, de porta fechada?  Aliás, acho que não contei, mas aconteceu uma coisa interessante quando fui com um amigo almoçar lá, após a Restaurant Week: anunciaram um período adicional em que serviriam os pratos da RW pelo mesmo preço praticado durante o evento.  Chegamos lá às 12h15, aproximadamente, já havia várias mesas ocupadas. Pedimos o primeiro prato da entrada do cardápio ofertado: Infelizmente, não temos esse prato. É que foram comprar agora o …..(não me lembro do ingrediente/componente do prato), e a pessoa ainda não chegou.  Como assiiiiiimmmmmm?! Tá, então ficamos com o que tinha mesmo.

Ai,ai,ai,ai,ai,ai…acho que vou desistir.  Analisando bem, a coisa é difícil mesmo! Pelo menos o core do negócio (comida) é de qualidade inquestionável. Pelo menos isso!

17

de
abril

O improvável acontece, sim

Pois é, fui ver Improvável (http://www.improvavel.com.br/) dos Barbixas, no TUCA (http://www.teatrotuca.com.br/) nesta quinta-feira.

No ano passado, eu nem conhecia o trabalho deles. Aí um amigo tanto falou que eu busquei na internet, fiquei interessada e fui ver (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/10/23/improvavel-mas-admiravel/).  Um sufoco para comprar ingresso, casa lotada, uma loucura, mas valeu muito a pena.

Durante as férias do CQC, na Bandeirantes, o grupo fez alguns programas.  Vi uns dois só. Acho que a fórmula não é para toda semana, nem para tv, mas mesmo assim achei divertido.

Aí soube que iam voltar à cena e lá fui eu vê-los de novo.  Coincidentemente, o mestre-de-cerimônias era o mesmo da vez passada (Bruno Motta, muito divertido), e a convidada também (Marcela Leal - de quem não gosto muito).  Casa lotadésima!  Minha expectativa estava lá em cima, pois da primeira vez foi pura diversão.  Só que desta vez não foi assim: claro que são divertidos, têm um timing incrível, são corajosos, montes de coisas inesperadas, e eu gosto de vários jogos que eles fazem, não enjoa, mas algo não funcionou tão bem.  Os atores tiveram dificuldade para jogar, muitas saídas não foram tão engraçadas assim.  Verdade que não enganam ninguém e o refrão do espetáculo, é “um espetáculo provavelmente bom”, já diz tudo, mas a gente sempre acha que vai ser o melhor.

Não digo que não vá a outro espetáculo para tirar a prova, mas vou deixar passar um tempo. Talvez no segundo semestre. E, reiterando, a trupe é boa demais, muito criativa, ótimos, simpatiquinhos, mas como dependem do que vem da plateia também, não dá para controlar a qualidade de todas as performances, evidentemente.

E o Teatro Tuca é muito bom! Visão boa de qualquer lugar, razoavelmente confortável (cadeiras).

Ah, sim, antes de ir para o espetáculo, uma paradinha no Café Raiz (http://caferaiz.com/). Já tinha estado lá uma vez. Atendimento bem simpático, comidinhas gostosas e a bom preço. A casa é bonita, bem cuidada.  Vale a visita.

14

de
abril

O politicamente correto virou o racionalmente incorreto

No post de 31/03/2010 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/31/um-sonho-mais-que-possivel-mas-essa-nao-e-a-questao/), mencionei que no filme Um sonho possível se vê o politicamente correto levado ao extremo.  isso está também em Preciosa (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/13/nao-sei-o-que-dizer/) ainda mais escancaradamente, e vários outros filmes.

Como tenho tempo de casa, já vi de tudo: ditadura, segregação racial, preconceito muito mais acirrado que o que existe hoje (sim, ainda existe e muito: mulheres, homossexuais, negros, vermelhos, amarelos, judeus, pobres, tanto faz, preconceito racial, social, sexual, o que for, ainda existe e muito), sou do tempo em que não havia o politicamente correto. Quando a onda começou (vejam Current Usage deste link: http://en.wikipedia.org/wiki/Politically_correct) não tinha internet (até havia, mas muito restrita, cara), não tínhamos localmente tv a cabo, não havia celular, o mundo estava dividido em ilhas.  Eu ouvi daqui, ouvi dali, e fui atrás.  Mesmo sem as facilidades de hoje, à época, já se podia comprar livros no exterior (que me lembre a Amazon ainda não estava por aí, mas havia Barnes & Noble, algumas livrarias ou empresas inglesas de que comprei muitos livros), e achei - não me perguntem como, porque não vou me lembrar nunca - Politically Correct - The phrase book, por Niguel Rees, ed. Bloomsbury, ed 1993 (isso mesmo, quase 20 anos atrás).  Pela capa aí de cima vê-se que o pessoal já era meio “visionário”, “intuitivo” na época, parecem que adivinhavam no que se transformaria o movimento.  Tudo começou devagarzinho lá pelos EUA, foi tomando força, porque americano gosta de fazer bem feito e sabe que o mundo irá atrás se souber vender a ideia direitinho.

A coisa virou meio que caça às bruxas por lá.  Acho que aí é que apareceram pessoas dizendo: náááá, vamos devagar, pessoal! Mas mesmo assim, era a minoria. E o conceito espalhou-se pelo mundo todo. Até aqui temos reflexo da corrente “politicamente correto” extremada atualmente.

A coisa acabou se invertendo de uma forma absurda: mesmo quem está errado, acaba sendo “paternalizado”. As pessoas têm medo de que a ação punitiva, educativa, devida e necessária, se mais contundente, firme, seja rechaçada, criticada, ou até criminalizada. Como ouvi de um taxista há mais de 30 anos: quem está errado, está certo, e quem está certo, está errado.  E garanto que ele nunca tinha ouvido falar de politicamente correto, mas já visualizava o que vinha por aí.

Dou um exemplo bem recente, daqui da terra mesmo: passeatas de protesto de professores em SP (hoje parece que houve até uma de médicos-residentes?!).  Ninguém tira o direito de qualquer pessoa negociar seus direitos ou interesses, evidentemente. O que não pode acontecer é um grupo de centenas, ou até mesmo de milhares, atrapalhar a vida de milhões e achar que sua causa justifica.  Não justifica,não.  Mas até aí, é questão de consciência social, pública, valores pessoais e sociais, etc.  Acontece que a cidade tem autoridades instituídas para defender os cidadãos, ou a maioria dos cidadãos, sua ordem, integridade, e não o faz. Por quê? Por medo de represálias, do julgamento de grupos, da mídia, etc., se investir contra uma minoria rebelde, arruaceira, que não sabe usar caminhos legais ou de diálogo, argumentação, preferindo o espalhafato. Então, somos milhões prejudicados por um ou alguns milhares, devido ao politicamente correto, mas incorreto por qualquer outro ângulo de avaliação.   Ou seja, tenho impedido meu direito de ir e vir, minha vida profissional e social atrapalhada, porque o poder instituído não consegue dizer a outrém que não pode fazer passeata onde quer, onde dá na telha, que tem de respeitar a maioria, etc.etc.etc.

Obviamente o politicamente correto tem seu lado positivo, pois veio para “normatizar” o que o bom senso, respeito, conhecimento, informação, educação familiar já ditavam espontaneamente, mas padecia de método talvez. Não conseguiu, é verdade, absolutamente eliminar racismo e preconceito de várias naturezas; não conseguiu, como se vê acima, incutir em todos que o bem comum é soberano, mesmo que o individual seja inalienável e de importância capital; que ter não é poder, não torna as pessoas melhores do que são de fato, e por aí vai E não por si, mas provocou o efeito contrário, como relatado acima.

Para que entendam o que já se antevia no início da década de 90, i.e., o “devora-te a ti mesmo”, alguns exemplos tirados do livo de Nigel Rees:

flight attendant: This is the completely non-sexist version of the acceptable airline steward and the utterly unacceptable [airline steardess], even though it has unfortunate echoes of “lavatory attendtan” (for which, curiously, there never seems to have been a politically incorreect term). flight attendant was in use by the late 1940s.

spinster: Avoid this appellation at all costs anduse, rather, single-by-choice.  hence any [old maid] is, rather a “single-by-choice senior citizen”.

gay: não vou colocar aqui, pois há 2 páginas e meia com o histórico de termos, que explica o inexplicável, e termina com use LBG, lesbians, bisexuals and gays.

blind: American suggestions include unseeing person and visually impaired individual. Optically challenged is more for people with seeing difficulties rather than those who are out and out blind.

hispanic, outra página e maia para explicar, explicar e dizer que se deve usar Hispanic American for any Latin-American descent or Spanish-speaking person.

girl (s): These words for a pre-pubertal personal should be replaced by pre-woman and pre-women - except that this was a joke coinage by the American cartoonist Jeff Sheshol in his strip “Politically Correct Person” (by 1990).

e last but not least:

fat: It is unforgivable to use this non-PC word. Attempts have been made for many years to find suitable euphemisms, of course. Mrs. Oliphant wrote in Salem Chapel (1863) of “Miss Phoebe”  that she was ‘Pink -not red - a softened youthful flush, which was by no means unbecoming to the plump, fullfigure which had not an angle anywhere.”  But all the traditional euphemisms are non-PC namely [bonny], [broad in the beam], …-all because they are not “political” enough and do not present sufficiently positive images. [Adipose], [obese] and [stout] are too direct.

e a coisa vai…

Also in the US, horizontally challenged, larger than average, person of size, and person of substnace may be spoken with a straight face. In clothing matters, for [extra-large] it is probably in order to substitute generously cut  despite what I have said about [generously proportioned] above.

Gente, eu sou GORDA, e ponto!

Muito cansativo, totalmente tangiversante. Mais, eu diria que é politicamente ridículo, isso sim!

Vejam esta notinha que apareceu na Newsletter do CONAPUB: http://www.conapub.com.br/pagina.asp?id=3768.  É ou não é um absurdo?

13

de
abril

Vida, minha vida, olha o que é que eu fiz…fui ver Bethania…

Para acabar com o dia…nada disso, para coroar o domingo, show de Maria Bethania (http://www.mariabethania.com.br/) no Citibank Hall (http://207.36.181.42/hall1/home.cfm), ali em Moema.

O Citibank Hall é o antigo Palace. Que eu me lembre, nunca havia ido a nenhum show lá.  Havia ido, sim, a uns três no Via Funchal (http://www.viafunchal.com.br/). Um horror: essas casas metem zilhões de pessoas onde caberia no máximo a metade com conforto. Cobram uma baba, prestam um serviço de comes e bebes sofrível, caro.  São mesas grudadas umas nas outras, cadeiras desconfortáveis, pouco espaço de circulação (para sorte de todas essas casas, acho que nunca houve nenhum grande problema que exige evacuação rápida, em massa, com segurança, senão não sei, não…por mais que digam que estão preprados, só vendo, pois não dá para acreditar), visão prejudicada lá no fundo, e preços compatíveis com um lugarzinho no paraíso.

A salvação foi a voz e a presença de palco (o que deu para ver) de MB.  Os músicos que a acompanharam também eram muito bons.  A seleção de músicas foi primorosa. Uma lindeza!  E que segurança na voz, que interpretação!

Aliás, pela primeira vez, prestei atenção às letras de algumas músicas superconhecidas, e.g. É o amor (Zezé de Camargo e Luciano) (http://www.youtube.com/watch?v=9wCDE8Lln50). A roupagem diferente que ela deu a essas músicas torna impossível não prestar atenção a elas, não descobrir belezas que não tão evidentes. Aliás, até letras assim-assim ficam lindas na voz da cantora. Um arraso!

Eu sempre gostei da MB, desde os tempos de Carcará.  Tenho vários cds da cantora, mas nunca havia ido a um show. Aliás eu não sou muito de shows musicais. Musicais e algum espetáculo diferente, tudo bem, mas show de um cantor ou grupo musical não é a minha.  De qualquer forma, o show de MB foi muito bonito, cenário bem pensado, sem muito glamour, mas sensível, plástico, leve, comovente como foi todo o show

E Bethania é simpática com seu público, atenciosa, gosta de quem gosta dela, deu dois “bis” alegremente.  Tomara que ela viva 102 anos como sua mãe (Da. Canô), lindamente homenageada no show, e que cante 110.

Aí vai uma amostrinha: http://www.youtube.com/watch?v=nu1JIctPP4g

12

de
abril

Jóias inquestionáveis!

Mencionei várias vezes quão bem montadas e interessantes são, normalmente, as exposições do Instituto Tomie Ohtake (http://www.institutotomieohtake.org.br/inicio/teinicio.htm) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/12/20/uma-imagem-vale-mais-que-1000-palavras-as-vezes//http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/08/30/quanta-beleza/).  E não foi diferente desta vez.

Primeiramente, fotografias de João Luiz Musa.  Muitas em branco  e preto, poucas coloridas, muitas feitas no exterior, poucas no Brasil.  A grande maioria foi tirada na década de 70. Imagens bem bonitas!  Até reconheci alguns lugares que visitei no exterior. Dá uma emoçãozinha…

Tem de tudo: paisagens e pessoas.  Particularmente, gostei mais da produção em branco e preto da década de 70. O universo de fotos  para a mostra foi muito bem escolhido. Vale ver.

Aí foi a vez de Herói, Wagner Malta Tavares. “Mudernu” demais para mim, mas ainda assim interessante. fotos de e instalações propriamente.  Tudo está ligado ao vento, à brisa, à tempestade.  Como disse, no mínimo interessante.

Agora o máximo é a exposição do design finlandês.  Maravilhosa!  Além de texturas (tecidos e tapeçarias) bastante interessantes, roupas, também muito interessantes, os móveis, objetos de vidro e cristal são fantásticos.  As peças (todas) são lindas, engenhosas. Algumas estão aí pelo mercado, produzidas em escala. Muitos itens são da década de 30, da década de 50, e por aí vai.  E quando você vê  a beleza, a praticidade, o engenho fica boquiaberto. Parece coisa do século XXI!

Há dois filminhos (no máximo 10 minutos cada). Não deixe de ver: um trata da arte da madeira (bétula, sobretudo); o outro da produção de peças sopradas em cristal.  Nos dois casos tecnologia de ponta amparada pelo capricho, cuidado, olho, compromisso do artesão com seu trabalho.  É impressionante ver a habilidade dos profissionais que lidam com o cristal!  Como fazem cortes, dão formas ligeiramente, trabalham cores com maestria.  Quanto aos que lidam com a madeira, o mesmo: muita tecnologia, máquinas fantásticas, mas a mão do artesão é imprescindível.  A delicadeza com que trabalham a madeira, pulem, lixam é muito interessante.

Importante notar que em peças mais modernas utilizam fibras de papel (reciclado) em tecidos, móveis.  Ou seja, a preocupação com a Natureza também pode produzir coisas lindas. Ah, e claro que a Nokia está por lá também…afinal design finlandês é isso também.

Vejam este link, da grande produtora de cristais/vidros: http://www.iittala.com/web/Iittalaweb.nsf/en/home. Maravilhoso!

Depois do Instituto fui conhecer uma hamburgueria ali perto, na Pedoroso, Villaa’s Burger.  A casa até que é bonitinha, mas dentro é meio “botecão”.  Primeiramente, ao entrar, se sente aquele cheiro de gordura típico de boteco.  Fiquei na parte aberta do salão, que dava para fora, mas nem assim…saí defumada.  O mobiliário é meio kitsch, sem sê-lo. Fica a dúvida: foi de propósito?

O serviço também é mais que capenga (o suco veio com açúcar, quando pedi sem, a água veio com gelo, quando pedi sem, enfim…).  Pedi um cheeseburger da casa e 1/2 porção de fritas.  As fritas estavam ótimas, bem sequinhas e quentinhas, só que o hamburguer demorou tanto (vejam bem, eu estava em uma hamburgueria, cujo core é hamburguer, mesmo assim levou quase 15 minutos para eu receber o meu e só havia outra mesa ocupada além da minha) que, quando chegou, eu já tinha comido quase toda a batata frita.  É preciso dizer que o hamburguer estava bem gostoso, mas não tão bom quanto o do Oregon, por exemplo (outro ali na Pedroso com R .Pinheiros, com décadas, e que se assume como lanchonete mesmo).

E o preço??? Bate nas alturas: $32,00 por 1 hamburguer+1/2 porção de fritas+1 limonada suíça +1 água sem gás + serviço.  Caro demais para o ambiente, serviço, e,por que não?, pelo que comi e ainda sair defumada… Ah, e lá se foram outros 10 minutos esperando a conta. Só depois de reclamar, finalmente ela chegou…

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