Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

14

de
março

Hairspray is timeless to me - musical

Ontem foi noite de ver Hairspray (http://hairspray.com.br/) no teatro Bradesco (não gosto desse teatro / http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/11/14/irretocavel/) do Shopping Bourbon. Felizmente, o amigo que comprou as entradas conseguiu ótimos lugares, caros, claro, mas se não fosse assim a gente acabaria perdendo muito se optasse pelos mais baratos/altos/distantes.

Hairspray foi um marco em minha vida.  Isso mesmo: foi o primeiro dvd de filme que comprei para guardar.  Nunca tinha comprado um dvd para guardar e rever no futuro. Não é a minha.  Também fui ver duas vezes o filme, o que  é outra raridade no me caso.  Ou seja, adoro esse filme musical.  A temática é interessante e levada muito bem, sem exageros, sem se tornar melodramática, mas não foi absolutamente o que me cativou. Foi, sim, a trilha sonora, as letras, as interpretações de todos, mas todos mesmo, atores-cantores.

Não vi o musical na Broadway, que foi baseado num filme de 1988, e colocado no palco em 2002.  Então vamos ver o que o pessoal da terra está fazendo!  Este espetáculo foi adaptado e dirigido por Miguel Falabella.  Não me lembro de ter visto outros espetáculos dirigidos pelo ator/diretor, então fui com o espírito desarmado, até porque eu até que gostei bastante de alguns trabalhos que ele realizou em tv (programas humorísticos). Então, com um “nada contra” no bolso, lá fui eu.

Neste caso, diferente de Mamma Mia, em que, em minha opinião, a peça supera um pouco o filme,  o filme Hairspray é imbatível!  Então vamos olhar com olhos regulados para essa realidade.

O palco do teatro é muito bom para esse tipo de espetáculo,ie,  com muita gente, muito movimento, muito entra e sai.  O guarda-roupa me pareceu um tanto  pobre e o cenário então! Além de feio, pobre, pobre, pobre…Quem viu as produções da dupla Möeller e Botelho sabe do que estou falando. Não precisa ser grandioso, tecnológico, só precisa ser pragmático, inteligente e esteticamente harmonioso. Enfim: a orquestra esteve muito bem, as letras foram bem adaptadas.  Os enchimentos que fizeram para “engordar” o Celulari/Edna deram um formato mais harmonioso ao corpo do ator do que o que está no filme.  Menos caricato,mais bonito, mais feminino, e acho que mais realista. O único senão é que, talvez pelo material empregado, aparecem marcas e não proporcionam o mesmo efeito ou movimento que os enchimentos do filme conseguem.

Do elenco achei Edson Celulari admirável. Embora seja um espetáculo ao vivo, portanto com recursos muito mais limitados em termos de se chegar à perfeição (faz, refaz, grava, regrava), é tudo ali, na hora mesmo, e que a expressão facial do ator se perca um pouco (distância - não dá para dar close, teatro muito grande), acho que os trejeitos, a entonação, os números musicais, estavam na medida. John Travolta é JT e ponto, mas o ECelulari abraçou com coragem um papel bem arriscado, e deu conta plenamente do recado.  A Simone Gutierrez, cuja competência conheço de outros carnavais (Segundas Intenções, Café Paon como show Eletromovie (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/11/14/irretocavel/), só podia dar no que deu: ótima!  Dançou, cantou, representou lindamente!  Parabéns!  Tomara que esta seja a primeira de muitas oportunidades de estar no palco fazendo tudo que ela sabe de cor e salteado.

Quanto ao restante do elenco: Arlete Sales, de quem gosto demais, já vi muita coisa e adorei, na tv, cinema e teatro, decepcionou.  Foi ovacionada no final, mas não acho que era o caso.  Eu esperava muito mais de seu desempenho, sobretudo por quem ela é e pelo modelo, ou seja, o desempenho de Michelle Pfeiffer no filme.  Paciência, talvez o dia não estivesse bom e a coisa não fluiu. No mais, além de 3 moças negras que ombreiam com as que estão no filme, nenhum destaque. Nada, de nada. Aliás, corrigindo, a Heloísa de Palma, que faz a Penny, também estava muito bem.

A Graça Cunha, de quem gosto e já vi alguns shows, cantou bem, e só. O ator que fez o Corny Collins estava afetadíssimo!  A personagem no filme é aquele artista que quer todos os holofotes para si, o negócio dele é showbiz, é palco, e ele projeta isso, e o James Marsden fez isso com maestria!  Ele é esse homem-tv, canta, dança, abre aquele sorrisão, mas sem afetação nenhuma.  Apesar de o ator ser até parecido com o JM, tornou o papel caricato ao extremo, sem necessidade. Na verdade, conseguiu tirar um pouco o brilho da personagem. O ator que fez Seaweed (Benê Monteiro) também estava bem. Agora o ator que fez o Wilbur - no filme o maravilhoso Christopher Walken - deixou imensamente a desejar, infelizmente.

Vejam bem, um espetáculo como esse vem pronto: o brilho do texto está lá. Claro que é preciso fazer uma adaptação pelo menos razoável, e isso o MFalabella conseguiu, mas só isso não basta. A graça está lá, a piada está lá, mas é preciso muito mais para fazer desse texto ou música algo realmente especial, e foi o que faltou. No filme,  a grande maioria é de atores que cantam, às vezes nem tão bem, caso do próprio Travolta, mas isso acaba não sendo o mais importante. Não sei qual foi o mix no musical nacional, mas alguma coisa não permitiu que se produzisse o mesmo efeito. Um monte de globais juntos não garante bom resultado, mas seguramente garante boa bilheteria, e isso também é importante, como não, para a sobrevivência do espetáculo, então tá…

De qualquer forma, acho que vale pelo entretenimento. Dá para rir, balançar ao som das músicas, que são ótimas (isso veio lá da origem, não é mérito daqui), e tem ECelulari e SGutierrez que proporcionam alguns momentos brilhantes de interpretação.

11

de
março

Está quase acabando

A semana foi tranquilinha em termos de Restaurant Week.

Na segunda, foi noite de La Vecchia Cucina (http://www.sergioarno.com.br/).  Eu nunca havia ido ao restaurante, mas já tinhja ouvido falar muito de sua qualidade.  A história que consta do site é muito interessante! O restaurante  já esteve em outro ou outros endereços, mas agora está lá no Itaim, num flat.

Fiz a reserva logo que a Restaurant Week foi anunciada, ou seja no final de fevereiro. Marquei para 2/3, mas como minha acompanhante teve um compromisso de trabalho de última hora liguei no dia 2, à tarde, para remarcar.  Surpresa! Totalmente vendido para terça ou quarta da semana seguinte, que seriam os dias pretendidos. Mas aí, a pessoa que me atendeu (Sr. Luís) disse: mas temos lugar para o dia 8. Segunda???!  Ótimo, pode reservar! Melhor impossível!  Não sei se entendi bem, mas aparentemente a abertura às segundas está acontecendo justamente por causa do evento da RW.

A primeira reserva (final de fevereiro) não me causou a melhor impressão. Foi uma coisa sofrida…a remarcação já foi melhor.  Mas devido a minha costumeira noia, reconfirmei na data (8/3).  A reconfirmação também foi sofrida. Primeiramente porque há alguns números de telefones divulgados ou bem pela RW ou em sites em que o restaurante é mencionado. E nada de atenderem! Até que uma pessoa, que me parece estava na cozinha pelo barulho de fundo, atendeu a ligação, e muito gentilmente teve de se deslocar até a gerência para reconfirmar minha reserva. O processo levou uns cinco minutos!  Por que todos os telefones não estão direcionados para uma pessoa apenas (gerente, recepcionista, o que for)?  Para quê divulgar um monte de telefones se ninguém os atende?  E olhem que eu liguei à tarde, então, supostamente, a função estava à toda para a preparação do jantar.

Bom, chegamos ao restaurante com uns minutos de antecedência, fomos encaminhadas a nossa mesa sem nenhum problema.  O menu (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=900&b=sp.jpg&cd=1&cid=1&id=1) tem entrada, dois pratos quentes e sobremesa, e não há opções, mas isso não gera nenhum problema considerando a qualidade do que degustamos.  O ceviche estava bastante bom.  A massa com ragu de ossobuco estava divino!  A carne com curry e purê de banana da terra, estava ótima também.  A panacota também estava fantástica.  O atendimento de salão foi muito eficiente e cortês.  A gerente passeou pelo salão conversando com os clientes - raridade hoje em dia!  A conta batetu em $ 85/pessoa.  Há que se considerar couvert a $15/pessoa, água $5 cada uma (e não era importada, claaroo!), além do serviço que é de 12% (não 10%).  De qualquer forma, mesmo com os tropeços durante o reserva, o momento do jantar merece nota 10!

O restaurante estava lotado e quando saimos, por volta de 22h., havia espera. Em plena segunda!  Valeu muito ter ido até lá e conhecido a casa e alguns pratos.  Evidentemente, em dias normais, couvert, entrada, prato quente, sobremesa, água/refrigerante, uma taça de vinho, serviço, deve bater em $ 150 a 200/pessoa, mas ocasionalmente vale o sacrifício financeiro.

Ontem foi noite de voltar ao La Marie com dois amigos que não conheciam o lugar. Já havia provado o almoço (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/03/05/mais-uma-incursao-pelo-mundo-da-restaurant-week/), e agora foi a vez do jantar (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=152&b=sp.jpg&cd=1&cid=1&id=1).  O serviço, como sempre, bastante bom, e a presença do proprietário garantindo que tudo fluisse bem.  O ceviche de entrada não estava grande coisa, mas serviu com oum acepipe, na verdade, então tudo bem. Agora o pato!!!! Maravilhoso! Porção generosa, também.  A crêpe suzette estava ótima também!  Fechou superbem le repas!

Bom, gosto muito do La Marie, com já mencionei algumas vezes. O lugar é simpático, o atendimento é bom, a comida é muito boa, preços são razoáveis. Um restaurante para se frequentar periodicamente.

Não sei se vou conseguir ir a mais algum restaurante nestes últimos dias de RW. De qualquer forma, mesmo tendo conhecido apenas dois (La Vecchia Cucina e O Pote do Rei) até o momento, ter voltado a restaurantes de que gosto (La Marie, Casinha de Monet), ter tido a oportunidade de reavaliar uma impressão anterior não muito positiva (Emprestado), com cardápios especiais, a preço mais que convidativo, foi muito bom!  Valeu muito a pena!

8

de
março

Que alívio!

Pois é, foi isso que senti quando assisti a dois episódios do National Kid (http://pt.wikipedia.org/wiki/National_Kid) (1960/1961 no Japão e de 1964 a 70 no Brasil (a série só parou de passar por aqui porque o então Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, censurou todas as séries que tinham superheróis voadores)).

Explico: há uns dois meses, talvez um pouco mais, vi anunciado o lançamento de dvds com episódios do National Kid (http://www.imdb.com/title/tt0305075/).

Queeeem???? Ora, ora, ora…esse herói japonês foi o precursor de Ultraman, Spectroman, Jaspion, Power Rangers, e qualquer outro que tenha vindo depois.  Nós também tivemos um herói similar, made in Brazil, só que sem os mesmos recursos, mais ou menos pela mesma época, ou talvez um pouco antes: Capitão 7 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitão_7).   Era o máximo!  Não tinha nem videotape, não havia dinheiro para produzir nada. Para voar, vi numa entrevista ou li em algum lugar, que o ator pulava de armários ou coisas altas.  O padrão da roupitcha era o mesmo: macacão colado ao corpo, colorido, com símbolos, uma capa, botinhas. O National Kid era mais cruzeiro, ou melhor iene, mas nem chegava perto de Superman!

Os filmes em branco e preto faziam furor por aqui. Lembro-me de estar na frente da tv todos os dias para ver os capítulos da série.  E a gente torcia e vibrava!  O máximo! Só que na época, parece-me, os episódios eram fracionados, i.e., o filme que está no dvd e leva uma hora era dividido em não sei quantas sessões.

E vejam que se passaram 40 anos e ainda me lembro da musiquinha entoada no início, dos inimigos do NK, de sua roupa (havia me esquecido de alguns detalhes, verdade, como o rabinho do capacete ou helmo do NK. Quequiéaquilo?!).  Ainda bem…nem tudo está perdido!  Aliás, mesmo não tendo comprado os episódios referentes aos incas venusianos, lembro-me muito bem deles e do gestual, gritos de luta.

Os filmes a que assisti foram NK contra o Império Subterrâneo e A vingança do Império Subterrâneo.  Como disse, não tenho dúvida do mérito da produção japonesa, mas vendo com olhos de Avatar não dá para não rir e se divertir com algumas cenas que, hoje, parecem bizarras.  E.g.: num determinado momento o NK diz para uma menininha: X fique tranquila, o perigo passou. Eu estava mesmo indo para o Laboratório Hata. Vamos!  Aí a gente pensa que ele vai pegar a guria no colo e voar.  Nada, vão andando mesmo…

As cenas de luta são o máximo: dá para perceber que os socos não chegam nem perto dos alvos.  Eles até tornam os movimentos mais lentos quando o punho está chegando no outro para não ter perigo de atingir ninguém. E daí?  Mesmo assim era muuitooo bom!

É interessante que a gente se dá conta de uma Tóquio muito diferente, cheia de ruas de terra, mato, poucos prédios, bem “atrasadinha” se comparada ao skyline atual.  Já havia menção à tecnologia: transmissor para chamar o NK, telefone (eu só fui ter telefone uns 10 anos depois ou mais. Era uma dificuldade e caríssimo!) que funcionava sempre, carros bacanas - acho que não produzidos no Japão, mas importados, trens indo e vindo. E o quarto do hospital? Nossa, nem soro tinha, nenhum painel, nenhuma luzinha…nada.  Acho mesmo que lá como cá, os cenários eram de papelão…

Mas dá para entender porque o Japão deu seu salto em tão pouco tempo: uma das falas de uma personagem, hospitalizada, é: Sr. Y, leve as crianças de volta para Tóquio (estavam em Osaka), pois elas têm aula e não podem faltar!  Entenderam??? Isso num filme de superherói!

As personagens são Massao Hata (NK), uma moça que mora no Laboratório Hata e cuida de várias crianças (não captei o nome dela), 5 ou 6 pré-adolescentes que estão sob a guarda de Hata, não me lembro por quê. Esses meninos e menina (uma só) vão para a aula, estão sempre de uniforme, fazem tarefas escolares, são obedientes, corajosos, educados,etc., etc. Há também os malvados de plantão (cientistas, governantes, combatentes uniformizados). Vilão é o que não falta…mas eles sempre perdem, ora, ora… O Massao Hata é um cientista que só é chamado de professor por todos. Bonito isso!

Quem não viu os filmes, ou não se lembra deles, vale ver/rever.  As naves espaciais, os raios destruidores, as armadilhas, os risos sarcásticos.  E dá para ver como o NK era baixinho, comparativamente. Não se escondia isso. É tudo muito divertido, bacana mesmo!

Ah, e o que dá um gosto especial é a dublagem.  Cada vozeirão para os nipônicos que não dá para acreditar. Não é possível que todos os homens japoneses tenham aquelas vozes…Principalmente os homens são muito bonitos, alguns têm feições orientais bem suaves, não ocidentalizadas, só suaves.  Só tem gente civilizada, educada.Até os vilões são assim: urbanos. E até para investigar esgoto, passagens subterrâneas, o pessoal vai de terno, gravata, sobretudo, e até chapéu…uma coisa muito chic!

Foi um prazer rever os dois episódios que mencionei.  Vamos ver se consigo comprar/ver mais algum.  Acho que vai valer a pena.

E pensar que a personagem foi criada para uma campanha de marketing da fábrica National Electronics (hoje Panasonic)!

Mais rápido que os aviões a jato, mais forte que o aço! O invencível super herói, cavaleiro da paz e da justiça…. National Kid! Viva National Kid!

8

de
março

Isto está se tornando um vício

De repente, no susto, me convidaram para almoçar no Casinha de Monet. E lá fui eu me sacrificar de novo!

Hoje optei pelo gaspacho, que estava ótimo e veio a calhar para o tempo mais quente, abafado.  Fiquei de novo com o pato (continua bom), e com a maçã cozida em calda de canela …., muito saborosa, leve.

A conta ficou em $ 37,00.  Só achei que hoje o serviço estava um pouco mais lento,na verdade os pratos demoraram bastante a sair, tanto que ficamos um pouco preocupadas com o horário. Mas no final deu tudo certo, e tivemos novamente um serviço muito bom.

Ao sair, deram-nos um pão-de-mel pelo Dia International da Mulher.  Inesperado e muito simpático!

7

de
março

Duas boas notícias e outra melhor ainda

Um domingo lindo!  Céu azul, sem aquele calor horrível! Superagradável! Ventinho outonal à tarde. Uma delícia!

Como não tinha programado nada, estava com um pouco de preguiça, pensei em aproveitar algum restaurante perto de casa que estivesse participando da Restaurant Week. Puxei a lista dos restaurantes do bairro e apareceu o Emprestado (http://www.emprestadorestaurante.com.br/).  Pertíssimo!  No entanto, na última visita, também durante uma RW, a experiência foi bem ruim (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/09/05/e-continuamos-com-o-sacrificio/). Mesmo assim, dei uma olhada no cardápio, e pensei: de repente mudou. Afinal já deu tempo de burilarem e aprimorar serviço e cozinha.  Então vamos lá! Segunda chance!  E foi uma boa escolha.

Liguei para reservar, afinal nunca se sabe! A moça que me atendeu foi gentil, anotou os dados.  Fiz reserva para 12h15.  Dali a meia hora liga a moça novamente, desculpando-se pois a casa só abria às 12h30 hoje (domingo).  Nenhum problema. Ainda bem que avisaram.  Noutro dia (14/2/2010) tive experiência semelhante com o Pomodori, tanto que acabei indo a outro restaurante. E ninguém ligou ou se desculpou, mesmo eu tendo informado o fato para o restaurante.  Jeitos diferentes de ver e tratar o cliente…

Cheguei ao restaurante por volta de 12h40.  Já havia várias pessoas na casa e percebi que praticamente todas as mesas estavam reservadas. Que bom!  Fui encaminhada para minha mesa na varanda - um espaço aberto, com ombrelones.  Mesmo com o calor/sol de hoje estava muito agradável.  Para umas duas outras mesas a coisa já não funcionou tão bem, pois o sol começou a bater nas cadeiras, mesa, e incomodar, e as pessoas acabaram optando por ficar na parte interna.

O Emprestado tem um conceito interessante: serve pratos consagrados em restaurantes de outros estados/cidades.  Hoje acabei ficando com o cardápio sugerido para o almoço. Eles também têm uma postura interessante (da última vez foi assim também). Pelo mesmo preço pode-se optar pelos pratos do jantar, fazer alguma troca, sem que o preço seja alterado.  Muito simpático.

A salada de pupunha, que nada mais é do que tiras bem finas de pupunha, estava temperadinha com limão, parmesão e ervas. Muito saborosa. Acrescentei um pouquinho de azeite e sal, e pronto!  Depois optei pelo peixe com banana de um restaurante de Parati (peixe com manteiga de alho e ervas, coberto com tirinhas de alho-poró e servido com banana da terra e arroz). Estava uma delícia! E finalmente um pudim de leite bem gostoso.

Alguns reparos: levou quase 10 minutos para alguém pegar meu pedido inicial. Pelo fato de eu estar no terraço/área externa e ser a única mesa lá, “esqueceram-me”.  Como eu estava sozinha, por uma questão de bom senso, vivência, deveriam ficar atentos pois o tempo entre os pratos é menor do que quando há mais pessoas à mesa.  Eu sempre levo uma revista, um livrinho quando como sozinha, mas mesmo assim o intervalo entre os pratos foi grande. Entre a entrada e o prato quente tive de chamar a atenção da garçonete para o tempo que estava tomando para receber o peixe.

Como sempre, pedi um café puro junto com  a sobremesa.  O café veio, e a sobremesa só uns minutos depois, o que foi suficiente para eu acabar tomando um café menos que morno.  E por fim: só um guardanapinho pequeno na mesa, daqueles bem pequenos e fininhos.  Tive de roubar o guardanapo do lado.  Não dá para colocar um um pouco mais “substancial” e maior, ou então um porta-guardanapos na mesa?

De qualquer forma, acho que 90% foi de acerto: atenção, gentileza, humildade, tentativa de acertar, comida gostosa, ambiente bonito.  Apagou a impressão ruim que tinha ficado. E a conta foi vem honesta: $46,00.

O jantar foi no Ferrara (http://www.ferrararestaurante.com.br/). Também estive lá em setembro passado (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/09/05/e-continuamos-com-o-sacrificio/), e igualmente a experiência não foi muito boa.  Hoje foi melhor: desde a reserva ( da outra vez foi bem também), a comida e o serviço.  O serviço estava supercoordenado, atento, sem atropelos.  Os pratos também estavam gostosos: o mix de salada estava crocante e com um molho saboroso. Como comi peixe no almoço optei pelo tortelli de vitela. Não estava fantásitco, mas estava bom. A sobremesa foi excelente: trio de cremes brulés.  Uma delícia!  Tomei uma caipirinha de lima preparada com vodca. Desta vez não sei quanto deu porque um amigo pagou a conta. Mas imagino que tenha batido nuns $55.  O Ferrara é meio contramão para mim, mas recomendo para quem mora ali por Perdizes, Sumaré, Pompéia.

Agora o melhor do dia: O segredo dos seus olhos (http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/segredo-seus-olhos-apice-cinema-argentino-oscar-538123.shtml) (http://www.elsecretodesusojos.com/) (http://www.imdb.com/title/tt1305806/).  Está concorrendo ao Oscar entre os filmes estrangeiros. De tudo o que tenho visto nas últimas semanas, disparado o melhor filme. Se não levar estatueta, é marmelada.  RDarín está maravilhoso, como sempre. Acompanho-o desde Nueve Reinas (2000).  Para mim ele está no mesmo nível de MFreeman, SConnery, Brad Pitt (por que não?), THanks, e outros que tiram leite de pedra.

Fantásticos também estão: Pablo Rago, Soledad Villami (linda!), Guillermo Francella.

A direção é primorosa, a maquiagem, a trilha sonora também.  Agora o enredo (baseado em livro de E. Sacheri (La pregunta de sus ojos) é tudo de bom.  Supercoeso, bom do começo ao fim. Trata o espectador como um ser inteligente, pensante.  O filme leva umas duas horas, mas poderia levar mais. Dinâmico, intrigante o tempo todo.

Trata-se de um promotor que, após sua aposentadoria, quer escrever um livro sobre um caso que ficou mal resolvido.  Pensando, revendo, conversando, voltando a investigar, o resultado é surpreendente!  A produção é pobrinha, se comparada a filmes americanos ou integralmente europeus, mas isso não importa.  Está tudo no lugar, tudo cumpre seu papel com esmero.

Tem drama, suspense, e muito humor…quem diria considerando-se que o motor do filme é um assassinato violento!

Um filme que eu veria de novo (e olhe que eu detesto ver filmes mais de uma vez). Não perca de jeito nenhum!

7

de
março

Uma notícia ruim e outra boa

Dando seguimento à Restaurant Week, fui experimentar o Ávila (http://www.restauranteavila.com.br/).  Fiz reserva na semana passada, reconfirmei ontem, e, mesmo assim, ao chegar houve uma certa confusão, felizmente logo desfeita por uma recepcionista ou hostess, como queiram.  Pasmem! Na era da informática tinham uma lista em ordem “analfabética”.  Com tantos programinhas simples que fazem isso pragmaticamente, a primeira moça que me atendeu teve de bater a lista, que não era pequena, duas vezes para encontrar minha reserva. E não encontrou.

A casa é bonita, bem decorada, imponente.  Só não entendi porque lá pelas 21h e algo puseram uma música altíssima, bem balada. Como já estava de saída, não foi tão ruim quanto poderia ter sido.  O serviço foi canhestro para dizer o mínimo; gente demais para resultado de menos. Houve até um momento em que maître e garçons não conseguiam circular por um corredor, ou seja, estavam bem “desacertados”, um tanto perdidos aparentemente, dando trombadas.  Bem, como o que interessa no fundo,no fundo, é o alimento, vamos a ele: o molho da entrada estava forte demais para meu gosto (há quem goste, bem entendido), ou seja, sobrou no prato; todos à mesa escolhemos o risoto: forte demais, fora do ponto, ficou metade no prato. Salvou-se a sobremesa que estava leve, saborosa. A conta bateu em $ 64,50/pessoa, considerando $39/RW, serviço, águas, uma caipirinha a $18 (!) -de pinga mesmo. Caríssimo pelo que recebemos em todos os níveis.

Mas como sempre há uma esperança no horizonte…um cineminha para salvar a noite.

Como estávamos perto do Kinoplex (http://www.kinoplex.com.br/mostra_cinema.asp?mnPraca=17&msSala=KINOPLEX%20ITAIM) ali no Itaim, fomos ver um filme lá mesmo.  Quando cheguei para comprar os ingressos havia uma fila de umas 15 pessoas que fluiu bem rápido. Na minha vez o atendimento foi cortês e eficiente. O espaço é bem amplo, com várias salas. Nunca havia estado ali, aliás havia estado na praça de alimentação mas não nos cinemas. E foi uma surpresa agradável: a sala do filme que eu veria (6) é bem ampla, confortável, tela beeem grande, ótima imagem e som, aparentemente estava bem limpa.  Ah, sim lugares marcados, o que no horário em questão facilita bem, sobretudo considerando que chegamos em cima da hora, ie, mesmo que os lugares não sejam fantásticos não há atropelo maior.

Fomos ver Entre irmãos (Brothers -http://www.imdb.com/title/tt0765010/ ).  Interessante que é uma refilmagem exata de um filme dinamarquês de 2004 - Brodre(http://www.imdb.com/title/tt0386342/). O enredo é interessante, mas não é extraordinário, portanto não entendi porque a recorrência tão rencente. Se alguém souber do motivo, por favor, ilustre-nos.

Tanto este filme quanto Guerra ao Terror (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/28/guerra-e-guerra/), enfocam a guerra e seus participantes de um jeito um pouco diferente. Pelo menos eu acho.  Já vi muitos filmes de guerra, era até fã (série Combate, como consta do post de 28/2/2010), mas nestes dois casos pareceu-me que a visão do combatente está mais aprofundada, mais humanizada, mais individualizada e, apesar do paradoxo, consegue com isso mostrar a dimensão abrangente, compreensiva e generalista do resultado de qualquer conflito do gênero.

Eu não vi nenhum filme recente do Homem Aranha. O heroi não é dos meus favoritos. Então este foi o primeiro contato com o Tobey Maguire na telona e acho que ele se saiu muito bem. O papel poderia descambar para o patético, mas ele consegue mostrar a batalha (desculpem pelo termo tão óbvio) interna, as perdas imensas de quem sobrevive e volta para casa.  A vida perdida, como ele mesmo cita no final: difícil voltar a viver mesmo tendo sobrevivido!  Não é à toa que países mais estruturados criaram serviços de apoio pós-guerra superdimensionados.  Pessoas que querem ou não vão para uma área de conflito, aplicam e recebem crueldade, vivem riscos imensos, e quando acham que receberam um prêmio por poder retornar à casa, começa o segundo pesadelo.  Realmente dolorida e tocante a situação.

Também estão muito bem o Jake Gyllenhaal (Brokeback Mountain) e a Natalie Portman (Star Wars III). Mas grandiosa está Bailee Madison, que faz a filha do casal Maguire/Portman. A menina é incrível!  Não só as falas são perfeitas, como a expressão facial e gestual surpreende a cada momento.  Lindinha e talentosa!

A história trata de um militar americano enviado para o Afeganistão. Seu time sofre um acidente (o helicóptero em que estão é abatido). Apenas ele e mais um comandado sobrevivem e são aprisionados pelos guerrilheiros locais.  Durante meses eles são submetidos a vários níveis de tortura e chegam a uma situação excruciante, um dead end mesmo, que vai afetar inexoravelmente a vida de todos.  A volta para casa é dramática e comovente.

A trilha sonora, com várias músicas como U2, também é ótima.

Mesmo que a temática não seja a sua preferida (hoje não é a minha, com certeza), vale ver.

5

de
março

Mais uma incursão pelo mundo da Restaurant Week

E hoje foi dia de almoçar no La Marie (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/01/27/valeu-o-esforco/).  Já fui algumas vezes a este restaurante e sempre foi muito agradável: o ambiente, a comida, o serviço. Hoje não foi diferente.  O La Marie apresentou uma proposta bem simpática: além de um cardápio para a Restaurante Week, para almoço e jantar, com opção para o prato quente e sobremesa (a entrada é única), também idealizou um menu vegetariano.  Não provei, mas pela descrição parece bem apetitoso.  Quem sabe dê para voltar ainda durante o evento e experimentar.

O restaurante é pequeno, mas estavam organizados para o afluxo gerado pela Restaurant Week.  O atendimento telefônico para a reserva foi muito bom (gentil, rápido, eficiente). O proprietário estava por lá (parece-me que normalmente está só à noite), ajudando nas mesas, orientando seu pessoal, atento às necessidades dos clientes.Sua atenção fez diferença! Pedimos o couvert para esperar a terceira comensal. Estava bem gostoso: manteiga, chutney, um embutido, pãezinhos. Bem farto.

A salada estava boa, o sabor era o esperado. Correta, nada de surpreendente.  Todos escolhemos o Saint Peter. O molho de laranja estava muito saboroso, o peixe estava bem temperado, com consistência apetitosa. O arroz também estava muito gostoso. A sobremesa também estava uma delícia. Mangas mornas acompanhadas por sorvete.  Um sabor delicado!

Considerando couvert, cardápio da RW, café, serviço = $50/pessoa.  Um preço razoável pela qualidade dos pratos e do serviço.

Para mim, o La Marie é sinônimo de excelentes suflês, portanto, mesmo fora da RW, vale conhecer o lugar, sobretudo à noite, e degustar com calma essas delícias.

3

de
março

E a luta continua!!! (jantar)

Como mencionei no post de 27/2/2010 (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/02/27/inspira-expira-inspira-expira-2/), realmente o que mais se precisará durante esta RW, considerando a mão-de-obra de serviços que existe hoje, somando-se a falta de educação formal, ignorância, falta de raciocínio, de bom senso, de comprometimento profissional desse grupo, será de muita paciência para poder aproveitar o core do evento: a comida, o sabor, o inusitado eventual.

Explico: no dia 26/2 - 11h15, liguei para o restaurante Limon (nem vou dar referências, porque não merece), falei com Wagner/Vagner e fiz reserva para hoje, 3/3 - 20h, duas pessoas. Vejam bem, se alguém atende o telefone de um restaurante que fica num bairro nobre de SP, que está num evento como a RW, é de se imaginar que essa pessoa esteja habilitada e autrorizada a fazê-lo, tem o devido treinamento, ou, baixando bem o nível, tem pelo menos noção do que sua ação requer e qual a abrangência dela.  Pois é: considerando o primeiro parágrafo deste post, liguei para reconfirmar a reserva.  Falei com Vivi, hoje, por volta de 11h30.  Primeiramente, ela procurou, procurou e não achou a reserva. Aí passei todos os dados mencionados acima.  Não deu outra: Waaagnerr! Da. Miriam disse que fez reserva com você e a reserva não está aqui. E eu ouvindo tudo, inclusive a conversa de fundo que se seguiu: Zumzumzumzumzumzumzumzumzum. Ou seja, dois ou três para resolver um casinho comezinho. Qual seria o procedimento racional, inteligente, comprometido, efetivo e esperado? “A senhora  nos desculpe a falha. Um minuto que já vou ver como resolver.” Telefone no mute. Simples não é?  Não para essas pessoas.


Depois de um tempo, a moça volta ao telefone, pergunta para que horas a reserva, quantas pessoas, meu telefone (tive de repetir o número três vezes pois ela não conseguia ouvir e anotar ao mesmo tempo. Típico!).  Aí, minha pergunta: está confirmada a reserva? E ela: a senhora não pode chegar 19h30? Não, eu fiz a reserva há uma semana, para o horário que sei que posso cumprir. A resposta, bem de má vontade: fica confirmado 20h, mas sem nenhuma tolerância!  É brinca ou vocês querem mais? O funcionário da casa não consegue passar adiante dados de uma reserva, e eles ainda se sentem no direito de “ditar” esse tipo de regra ao cliente e num tom completamente inadequado.


Bem, depois de meu almoço no Casinha, sabem o que eu fiz? Mudei de restaurante para o jantar, e mais: não me dei ao trabalho de cancelar a reserva (coisa que não faço para nada: manicure, médico, qualquer coisa). Retribuo com o mesmo descompromisso, ineficiência, miopia com que fui tratada.   Nesse restaurante, never more!


Decidi ir ao Dois (http://www.restaurantedois.com.br/).  Pertinho de casa (Rua Antonio Bicudo , 116 - Pinheiros / 2533-5028/ www.restaurantedois.com.br). O cardápio (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=335&b=sp.jpg&cd=1&cid=1&id=1) estava interessante, o restaurante é bonito, o atendimento telefônico para reserva é bom, o de salão nem tanto, mas não é catastrófico.

A outra visita foi antes da RW, quando achei muito caro para o que foi oferecido (http://mskeller.blog.terra.com.br/2010/01/24/entre-uma-pancada-de-chuva-e-outra/). Desta vez imaginei que a coisa seria melhor, mais condizente com a realidade.  Foi mais ou menos: não pedimos couvert, pedimos duas águas, café e batemos em $57/pessoa.  Ainda caro!

Enfim, o que comi:

  1. salada de camarão, que de camarão tinha uma sombra (uns 4 ou 5 micros). Pra quê? O camarão não faria falta. As folhas estavam crocantes, a laranja+vinagre deram sabor diferente, e os chips de batata doce também agregaram.  Se é para por camarão, então ponha!
  2. galinhada com arroz de pequí: muito saboroso!  Estava na medida! Ótimo!
  3. sagú de cupuaçu, creme de chocolate branco: eu adoro sagú (amigos sabem disso)!  Mas este aqui estava irritantemente azedo. Pedi o sagú porque gosto da textura e por causa do cupuaçu, mas o contraponto (creme de chocolate branco) estava insosso demais. Podia ser um pouquinho mais cremoso e adocicado. Aí ficaria agradavelmente azedinho, que era o que eu esperava.

O serviço foi rápido, cortês (afinal havia quase que um garçom para cada mesa!). Os pratos não demoraram e nem poderiam, já que as reservas são para 20h. e 21h30 (duas turmas). Ou seja, já informam por telefone que às 21h30 você tem de deixar a mesa.  Esse esquema foi adotado em uma RW passada pelo falecido Nam Thai.  Acho um tanto demais, mas que seja. Por ser uma quarta não houve problema, já que o restaurante não estava cheio, pelo menos no período 20/21h30.   Só um reparo: iluminação de menos. Poderiam manter o ambiente agradável, cosy, sem deixar tão escuro. Até a garçonete teve dificuldade em ler a conta.

Algumas pessoas, perguntadas se queriam o cardápio da casa ou o da RW, não sabiam o que era RW! No mínimo, interessante!  Ah, e ponto para o Casinha de Monet (post anterior) de novo! O Casinha apresenta ao cliente seu cardápio e o da RW juntos. Não foi o caso no Dois. Tive de pedir, ou seja, para mim não perguntaram se queria um cardápio ou outro. Para não dar confusão, ou aborrecer os clientes, poderiam adotar o procedimento do Casinha, assim se evita o esquecimento do garçom e algum mal-entendido.

3

de
março

E a luta continua!!! (almoço)

Segundo dia da RW!  E vamos para o sacrifício.

ALMOÇO
Casinha de Monet (R Francisco Leitão , 713 - Pinheiros / 3032-7403 / www.casinhademonet.com.br) (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/10/25/casinha-rides-again/)(http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/09/14/e-terminou-a-restaurant-week/) .  Um dos restaurantes de que mais gosto: pratos muito diferenciados, sabores interessantes, boa apresentação, serviço muito bom (já houve tropeços, mas tudo corrigido), atendimento do Eduardo impecável, a casa é pequenina, mas linda!

Liguei para fazer a reserva e atendeu o chef.  Tomou nota dos dados para que alguém me confirmasse a reserva posteriormente. Como até 11h não houvesse nenhum contato, liguei para lá e falei com o Eduardo (dando bronca, claaroo! Afinal, quem entra em um movimento como a RW tem de ter atendimento estendido, pronto, inteligente, dar retorno,  etc. etc. Verdade que tinha mencionado reserva para 12h30, e eram só 11h, mas mesmo assim…). Gentil como sempre, ele confirmou a reserva e se justificou (tinha acabado de se organizar para começar as confirmações).  Fora isto, tudo muito bom. O rapaz que atendeu nossa mesa (ai, falha, falha, falha, não guardei o nome) foi excelente!

E o menu (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=322&b=sp.jpg&cd=1&cid=1&id=1)? Não devíamos, mas aceitamos o couvert.  Pães diversos, grissini, mateiga, pasta de azeitona (ótima), queijo de cabra.  Do cardápio da RW ficamos com as cebolinhas, eu fiquei com o pato (sempre o meu preferido e desta vez com um molho delicioso, além das batatas de acompanhamento com a crocância das nozes e a suavidade dos cogumelos. Bem douradas!), minha acompanhante com o filé minhom (o risoto estava muito bom, o filé um pouco crú demais, mas não se perguntou do ponto, não lembramos de mencionar. Algo que precisa de atenção), e petit gâteau (muito bom! o pesto de hortelã deu um sabor especial).

Considerando couvert, refrigerante/água, café - $ 48,00/pessoa.  Serviço de valet bem razoável, $10.

O Casinha é bom em qualquer época. Quem não conhece, aproveite os preços da RW para um primeiro contato. Vale a pena.

A luta vai continuar…que venha o jantar!

2

de
março

Foi dada a largada!

Estreia (e boa!) na Restaurant Week. Almocei no O Pote do Rei (Rua Joaquim Antunes, - Jardim Paulistano - São Paulo/ tel (11) 3068-9888) (http://potedorei.blogspot.com/).  O cardápio está aqui:http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=918&b=sp.jpg&cd=1&cid=1&id=1.

Ah, sim, e só participa da RW no almoço.  Bom, pelo menos o começo foi melhor do que o da RW da estação passada (http://mskeller.blog.terra.com.br/2009/08/31/e-comecou-a-restaurant-week/).

O restaurante fica onde ficava o antigo Toro (restaurante espanhol, caro, caro…).  O lugar foi repaginado. Está mais bonito, claro, aproveitaram bem a área dos fundos que é bem iluminada, quase um jardim, há um bar de ostras, um bar na entrada para espera, dois salões amplos e arejados.  Enfim, a estrutura é basicamente a do antigo restaurante, mas com outra leitura (nossa, ficou bonito isto…).


Fiz reserva na semana passada (cada vez isso é necessário).  Fui atendida gentilmente por uma moça, mas ela não sabia bem onde estava (se era JAntunes para lá ou para cá da Rebouças), foi um pouco titubeante na reserva. Então resolvi ligar mais tarde e fui muito bem atendida pelo Sr. Gil, e reconfirmei a reserva.


A reserva foi feita para 12h30.  Agora, vejam que coisa: o restaurante abre às 12h30!  Não seria lógico, se ele abre às 12h30 marcar as reservas a partir de 12h40, por exemplo? Por quê, vocês perguntarão! E eu respondo: porque tem gente pontual nesta terra! Meus amigos e eu chegamos às 12h22 e as portas estavam fechadas!  E estava garoando…e a gente lá, de pé, esperando as portas se abrirem, e nem um cobertinho para a gente se proteger, só o ombrelone do manobrista, que também não estava lá. E estamos em SP, com trânsito caótico, quem trabalha, em geral, tem horário para voltar ao trabalho.  Bem, o restaurante abriu às 12h30 finalmente; fomos cortesmente atendidos e ficamos na área mais bonita, que é a do “jardim”.  O menu é interessante.  Os pratos não são fartos, mas dá para satisfazer, além disso são muito bem preparados.  Dispensamos o couvert.  Ficamos com a salada de folhas verdes, escalope (2), rigatoni (1), semifredo (2) e frutas laminadas (1).


A salada estava crocante, com um molhinho muito bom (um amigo faz igual e realmente é uma delícia, e o crocante de pão caseiro deu um sabor diferente. Aliás, talvez não seja sabor, mas sensação bem diferente. Muito interessante! só uma coisinha: não fez falta, mas o tomate cereja não veio na salada. Esquecimento do cozinheiro/chef? Ai,ai,ai,ai,ai…Ou falta do item? Ai,ai,ai,ai,ai ao quadrado.


O escalope estava gostoso, bem spicy (apimentadinho), mas sem exagero, e as batatas também estavam gostosas. Eu comi o escalope, mas me pareceu que o rigatoni estava mais saboroso. O semifredo estava uma delícia! Muito suave.  Nas laterais um risco líquido de goiabada e requeijão, que agregaram um sabor bem diferente, quebraram a possível mesmice da massa do semifredo. Agora quanto às lascas de frutas: só umas lasquinhas mesmo de abacaxi.  Não corresponde ao anunciado, ou o garçom deveria avisar: hoje a fruta é tal, ou o cardápio deveria informar fruta do dia laminada. Mas que não custava nada fazer um pratinho mais bonito, mais generoso, não custava.


Com água/refrigerante e café = $40/pessoa.  Um preço bom pelo ambiente, serviço atento (com aquelas coisinhas de sempre - trouxeram o café diferente do que foi pedido) e gentil.  Além disso, o garçom que nos atendeu teve a presença de espírito de mostrar o cardápio normal da casa.  Com certeza volto, pois há pratos muito simpáticos (basicamente uma linha hispanoportuguesa), atrativos mesmo!  E os preços são os da média de casas similares. Vamos tirar a prova!


O restaurante abre de terça a domingo, para almoço e jantar.

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