18
de
fevereiro
É quase um Lost
Meu primeiro contato de terceiro grau com Dean Koontz (http://www.deankoontz.com/ - bacanésimo este site do próprio autor) (http://en.wikipedia.org/wiki/Dean_Koontz) deu-se com Beathless. Um amigo trouxe o livro de NY muito gentilmente, aconselhado por familiares. Eu não conhecia Koontz (não leio tanto em inglês quanto gostaria), mas uma amiga disse que gosta muito do escritor e já havia lido vários livros dele.
Realmente o livro tem um ritmo muito bom, a linguagem é clara mas não simplista, ie, tem um bom nível vocabular e estruturas corretas. Li bem rapidamente (tem umas 340 páginas) justamente porque ele vai enredando as personagens, colocando mistério aqui e ali, fisgando a atenção, ou mais exatamente a curiosidade do leitor. O negócio é que lá pelo meio toca a aparecer novas personagens.
Foi aí que me deu a impressão de estar lendo um Lost. Explico: comecei a assistir ao seriado, mas não aguentei a segunda temporada. Primeiramente porque, até onde me lembre, mudou de dia ou horário e ficou impraticável para mim (eu não gravo nada, porque sei que não vou ver depois, então nem me dou ao trabalho), e depois começou a brotar gente de todo lado da ilha, gente que estava no tal avião que caiu, gente que já estava lá na ilha participando de um determinado experimento…só sei que o imbroglio foi crescendo de tal forma que desacreditei. Na verdade, minha expectativa é que os roteiristas e diretores, pelo menos eles, saibam como termina a história de Lost. Até onde assisti, tinha lógica, não havia pontas soltas, pelo menos que eu tivesse percebido. Conheço algumas pessoas que estão acompanhando o seriado (sei lá, 5o, 6o, ou… ano), então assim que acabar vou pedir um resuminho.
Pois é, em dado momento de Breathless fiquei com a mesma sensação incômoda: será que o autor vai conseguir terminar o livro, será que ele sabe o final da história? Ah, me lembrou também um pouco novela em que a coisa vai indo, indo, indo e nos últimos capítulos, quando não no último capítulo mesmo, tudo é esclarecido, tudo se resolve, bons e maus recebem o tratamento que merecem.
Eu diria que 3/4 do livro são muito bons, e o 1/4 final é mais ou menos. É que a expectativa que o autor cria é enorme, e a gente vai indo, indo, indo, até que…não era bem aquilo que eu imaginava. Chegando ao final, pensei em várias outras possibilidades de finalização do livro que, acho, poderiam agradar mais aos leitores (a mim pelo menos). De todo jeito o livro é bom, as personagens vão de integrando e formando uma teia interessante: joão-que-conhece-maria-que-conhece-josé-que-conhece-joão.
Vale conhecer.
Obs.: aparentemente há poucas publicações do mesmo autor traduzidas para o português: Do Fundo dos seus Olhos /Velocidade / Odd Thomas / Caminhos Escuros do Coração.











