Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

18

de
fevereiro

É quase um Lost

Meu primeiro contato de terceiro grau com Dean Koontz (http://www.deankoontz.com/ - bacanésimo este site do próprio autor) (http://en.wikipedia.org/wiki/Dean_Koontz) deu-se com Beathless.  Um amigo trouxe o livro de NY muito gentilmente, aconselhado por familiares.  Eu não conhecia Koontz (não leio tanto em inglês quanto gostaria), mas uma amiga disse que gosta muito do escritor e já havia lido vários livros dele.

Realmente o livro tem um ritmo muito bom, a linguagem é clara mas não simplista, ie, tem um bom nível vocabular e estruturas corretas.  Li bem rapidamente (tem umas 340 páginas) justamente porque ele vai enredando as personagens, colocando mistério aqui e ali, fisgando a atenção, ou mais exatamente a curiosidade do leitor.  O negócio é que lá pelo meio toca a aparecer novas personagens.

Foi aí que me deu a impressão de estar lendo um Lost.  Explico: comecei a assistir ao seriado, mas não aguentei a segunda temporada. Primeiramente porque, até onde me lembre, mudou de dia ou horário e ficou impraticável para mim (eu não gravo nada, porque sei que não vou ver depois, então nem me dou ao trabalho), e depois começou a brotar gente de todo lado da ilha, gente que estava no tal avião que caiu, gente que já estava lá na ilha participando de um determinado experimento…só sei que o imbroglio foi crescendo de tal forma que desacreditei.  Na verdade, minha expectativa é que os roteiristas e diretores, pelo menos eles, saibam como termina a história de Lost.  Até onde assisti, tinha lógica, não havia pontas soltas, pelo menos que eu tivesse percebido. Conheço algumas pessoas que estão acompanhando o seriado (sei lá, 5o, 6o, ou… ano), então assim que acabar vou pedir um resuminho.

Pois é, em dado momento de Breathless fiquei com a mesma sensação incômoda: será que o autor vai conseguir terminar o livro, será que ele sabe o final da história?  Ah, me lembrou também um pouco novela em que a coisa vai indo, indo, indo e nos últimos capítulos, quando não no último capítulo mesmo, tudo é esclarecido, tudo se resolve, bons e maus recebem o tratamento que merecem.

Eu diria que 3/4 do livro são muito bons, e o 1/4 final é mais ou menos. É que a expectativa que o autor cria é enorme, e a gente vai indo, indo, indo, até que…não era bem aquilo que eu imaginava.  Chegando ao final, pensei em várias outras possibilidades de finalização do livro que, acho, poderiam agradar mais aos leitores (a mim pelo menos). De todo jeito o livro é bom, as personagens vão de integrando e formando uma teia interessante: joão-que-conhece-maria-que-conhece-josé-que-conhece-joão.

Vale conhecer.

Obs.: aparentemente há poucas publicações do mesmo autor traduzidas para o português: Do Fundo dos seus Olhos /Velocidade / Odd Thomas / Caminhos Escuros do Coração.

17

de
fevereiro

Então, foi assim que a coisa aconteceu…

Filme estrangeiro concorrendo ao Oscar sempre provoca um medinho quando a gente vai assistir.  O do ano passado (Slumdog - blog 14/3/2009) provou a teoria. Mas A fita branca (http://www.imdb.com/title/tt1149362/), que  concorre a melhor filme estrangeiro em 2010, produção austro-germânico-franco-italiana (uauuu!), em preto e branco, é diferente.

O filme leva quase duas horas e meia e, quando termina, a gente gostaria de ver mais, muito mais!  Um filme sobre a Alemanha do início do século XX.  Uma cidade rural, pequena, com macroproblemas apesar de ser mini em área, número de habitantes. Seguramente retrato fiel do que era a sociedade alemã, provavelmente austríaca também e outras da região.

Aliás, antes de visitar a Alemanha, há dois anos, pela primeira vez, era a ideia que eu tinha da sociedade alemã: retidão absoluta, empenho, sacrifício, dureza, aliás crueldade inquestionável. Para minha surpresa encontrei gente civilizada e por isso muito educada (não simpática, mas no limiar da gentileza), eficiente, committed com seu ambiente, sua cidade, seu bairro, seu meio de transporte, etc. etc. Uma surpresa muito interessante! Queria ter um pouco disso pelo menos por aqui…

Não tenho dúvida de que o ambiente retratado no filme foi nascedouro do que viria a ser, por exemplo, Hitler. Mesmo tirando a parte doentia de sua personalidade, a dureza, a exigência, a repressão que acaba gerando outras formas de manifestação, de expressão, a desconsideração do indivíduo como tal, o cenário e o humor cinzentos, tudo acaba resultando em gente triste, ressentida, dura, cruel ou insensível.

Há várias histórias contadas paralelamente: o médico que sofre um acidente, que tem seus filhos cuidados por uma parteira; o reverendo com uma filharada louca que aplica seus conceitos sem dó nem piedade; a parteira com o filho excepcional; o professor que encontra uma noiva, um amor; os nobres dos quais depende a pequena cidade.  Um emaranhado de situações que acabam se encontrando nos vários acontecimentos suspeitos que começam a ocorrer.  A Primeira Guerra fica de pano de fundo. O ritmo é ótimo, a gente tem de prestar atenção para não perder nada (às vezes não adianta - explico abaixo). O branco e preto e suas nuances dão uma dramaticidade especial ao filme. A trilha é interessante.

Quanto aos atores, acho que não conheço nenhum de outros filmes. É meio difícil de ver filme alemão por aqui, nos últimos anos, então…

Agora, dureza é o resultado da intervenção nacional: a legendagem. Nem é por causa da qualidade (tradução, português), mas por conta da cor do texto. Como se pode imaginar há várias paisagens cobertas de neve, campos de trigo, e o branco e preto acaba criando uma fotografia meio prateada em vários momentos do filme. E de que cor é a legenda?  Branca, isso, branca!  Tudo bem que acontece de usarem preto e ficar misturado a cenas escuras de filmes, do mesmo jeito quanto às legendas brancas, mas neste filme especificamente a incompetência, a falta de cuidado, de respeito com o espectador é impensável. E não adianta me dizer que é caro, que é difícil, etc.,etc., se um brasileiro foi ao espaço, não será a legendagem de um filme um item intransponível tecnologicamente!

Mas o que me surpreende mesmo (a legendagem como foi feita me envergonha) é que a distribuidora, as redes de cinema, tenham aceitado mostrar cópias com essa baixa qualidade. Vejam bem: se fosse em inglês, francês, espanhol, italiano, já seria muito ruim, mas pelo menos as línguas próximas (espanhol e italiano) a gente entende “de ouvido” se a legenda é ruim.  O francês e inglês muita gente entende (muita gente quer dizer uns 5% da população), mas alemão?!  Eu mesma, que tenho um alemão canhestro, de mais de 20 anos, consegui pescar várias coisas que eu não conseguia ler, mas perdi outras tantas.  E o restante do público?  Acho que os conceitos do pessoal da cidadezinha alemã teriam boa aplicação com essa gente displicente: chibata neles!

O problema é tão grave que, pela primeira vez em tantos anos de cinema, e olha que eu fui ao cinema, hein?!, vi na entrada do cinema um cartazete dizendo: legendas em cor branca pouco legíveis em várias cenas claras do filme.  Dá para imaginar?

Meu conselho: dê uma estudadinha básica em alemão antes de ver o filme e seja “was Gott will”. Mesmo com esse tropeço, vá ver o filme. É bem interessante!

Ah, e o mais importante: o filme considera a inteligência do espectador. Não fecha tudo para a gente. O público tem de pensar. É o tipo de filme, tão raro hoje em dia, para trocar impressões, causar discussões acaloradas pós-exibição. Cada um terá sua teoria a apresentar, e tantas serão válidas! Só isto já vale o ingresso!

17

de
fevereiro

Vamos aquecer a bateria,ops, os motores!

http://www.restaurantweek.com.br/

15

de
fevereiro

É o Bafo da Onça que acabou de chegar…

Uou, uou, uou, uou…não é nada disso…esse negócio de Carnaval me deixou dizzy!  Nada de Bafo da Onça (bloco carnavalesco)…vamos falar é do Bar da Dona Onça (http://www.bardadonaonca.com.br/), isso!

Finalmente, depois de pensar várias vezes em ir a esse restaurante, sem sucesso (ou o horário não dava, ou mudava de planos), localizado no térreo do edifício Copan (como eu gosto daquilo!), hoje foi o dia!  E lá fomos nós para um almoço diferente e sossegado.

Apesar de chegarmos lá pelas 13h30, ainda havia muito lugar. Mas lá pelas 14h a coisa mudou, lotou.

O lugar não é muito grande. A decoração é simpática, simples, ar condicionado (o calor estava uma coisa! então superbem-vindo), atendimento bem razoável.  A clientela também é bem diferenciada, gente middle age, bem ajeitada.

Os pratos parecem maravilhosos! Ooooh, dúvida cruel..E ficamos com um picadinho com arroz, feijão, farofa, ovo frito e tartar de banana (uma delícia!), e fígado acebolado com purê de batata (que estava também muito bom).

Os preços são salgadinhos. Qualquer prato está entre $30 e 40, aí junte um refri, uma água (ou várias considerando o calor de hoje), uma entradinha, serviço, e se bate facilmente nos $60 a $80/pessoa.

Mas tem tanto prato “luring” que não dá para a gente não voltar, e várias vezes.  As porções, os pfs, tudo dá vontade de experimentar.

Dona Onça, me aguarde em sua toca, em breve!

15

de
fevereiro

I am the master of my fate / I am the captain of my soul (W.Ernest Henley)

No fim do post está o poema-tema do filme dirigido por Clint Eastwood: Invictus (http://www.imdb.com/title/tt1057500/).

O filme trata da libertação, eleição e primeiros tempos de Mandela (http://en.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela) como presidente da África do Sul. Então vamos do começo: todo mundo já ouviu falar do apartheid, sistema político-social que garantiu a superioridade dos afrikaners (brancos de origem holandesa sobretudo) sobre os 80% da população negra.  O sistema se instalou em meados do século XX, após o National Party ter ganhado as eleições. A partir daí, começou a luta política de Mandela, descendente da liderança de um dos vários clãs do país, formado em direito, articulado, culto, extremamente politizado.

Vieram os conflitos, a prisão, e a liberação após quase 30 anos de cadeia.  É preciso que se diga que, embora ele tivesse grande projeção internacional, como mártir ou heroi de uma causa, como grande líder de seu povo, sua liberação e a mudança política aconteceram porque os últimos governantes afrikaners entenderam que o mundo estava mudando, que a África do Sul também, e que seria impossível continuar a manter aquela panela de pressão sob controle. De Klerk foi o grande estrategista da transição. E em 1990, De Klerk anunciou a soltura de Mandela. Aí veio a campanha política e a primeira eleição multirracial vencida por Mandela em 1994.

Aparentemente um estadista, dono de cultura, clareza política, bem aceito pelo mundo e por seu povo.  Foi presidente até 1999. Até há alguns anos, atuou como conselheiro legal de várias instituições humanitárias, ongs; hoje, aos 91, está recolhido, cuidando de sua saúde (teve um câncer de próstata detectado há quase 10 anos) e da família.

Seu casamento com Winnie Mandela terminou pouco depois de sua soltura. Muita confusão, acusações. Winnie permaneceu como sua esposa durante o tempo em que esteve preso, tinham filhas (uma delas retratada no filme). Um imbroglio que arranhou imagens temporariamente.  Ela não aparece e nem pelo nome é mencionada no filme.  Não fez diferença.

O fato é que, da forma como é apresentado no filme, Mandela é o sonho de todos os povos. Meu sonho de líder, com certeza: culto, esclarecido, determinado, com aquela chama que revela o interesse pelo bem público acima de qualquer outro bem, humano, forte.  Acho que nenhum líder é assim, por melhor que queira ser: o mundo é cruel, o poder é cruel, é apenas um ser humano, falível. Mas não custa sonhar…quem sabe um dia, em algum lugar…

O filme tem um ritmo ótimo. Levou duas horas, mas poderia levar três. Clint Eastwood (http://en.wikipedia.org/wiki/Clint_Eastwood) do alto de seus 80 anos (post de 2/1/2010, 7/5/2009) é fantástico tanto na frente quanto por trás da tela. My idol! E o filme tem Morgan Freeman, que tira água de pedra, é tudo de bom! Confere dignidade a qualquer papel; sou fã há décadas!

Matt Damon também está muito bem!  A trilha sonora é bem interessante!

E só essa gente de peso para me fazer ver montes de cenas daquele horror que é o rugby e achar que tudo bem! Estava até gostando um pouquinho.

O filme mostra como Mandela, com persistência, inteligência, tino político e social, vontade inquebrantável, conseguiu, via um esporte nacional, iniciar o resgate de um país multirracial, o resgate de entendimento, de orgulho, de trabalho conjunto por uma nação.  Obviamente tudo é mais difícil do que se pode imaginar pelo filme: apesar de ser o país mais industrializado, rico da África, tem índices absurdos, até para nós, brasileiros, de violência, aids, homicídios.  Tem turismo irregular.  Enfim, a população negra não conseguiu ainda atravessar o fosso que a separa da população branca, dominante até há pouco mais de uma década.

Nelson Mandela teria de ter uma segunda vida para poder terminar o que começou.

Um ótimo filme, sem dramas exagerados, sem uma visão tola do que foi a ascensão de Mandela e seu papel inicial no país.  Se vão cumprir o sonho dele, se vão chegar lá um dia, aí a história é outra.

Não perca!

Ah, e eu concordo plenamente com Henley: I am the master of my fate:/I am the captain of my soul. A responsabilidade por nosso caminho é nossa e de mais ninguém. Gente sem coragem, gente sem vontade, blasée, sem verdade consigo e com o outro…fora, fora, fora! O mundo não precisa de vocês!

Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

15

de
fevereiro

Bom demais para uma segundona de Carná

Além do dia lindo, sol, calor, azul no céu, um pouco de música. Acho que nunca escrevi sobre o que ouço em casa (fico tão pouco em casa…).  Não tenho carro, não ouço tanto rádio/cd como quem dirige e trafega pela cidade (afinal, hoje em dia, nada é rápido, tudo demora pelo menos um pouco, então dá tempo de fazer do rádio um amigo para essas horas), mas tenho meu ipod. Aliás sou fã do gadget: tenho 3.  Só que de vez em quando dá preguiça de ficar atualizando a lista de músicas, tirar umas por outras…mas mesmo assim, sempre que posso ouço meu “rádinho”.

Em casa tenho um minisystem da Panasonic, para 5 cds, duas fitas cassete (não funciona direito, mas nunca usei muito e hoje então…), rádio am/fm. O equipamento deve ter uns 20 anos. Tem coisa mais moderna na praça, mas não troco, não dou,não vendo: nunca quebrou (cadê a madeira: toc,toc, toc), tem um som ótimo, um tamanho compacto, e é supercômodo: 5 cds escolhidos, introduzidos, e pronto…música para muito tempo.  Às vezes ouço os cds que estão ali por meses, não só pela preguiça (de novo…) de trocar, mas, principalmente, porque só ponho para ouvir mais de uma vez aquilo de que gosto, senão “adios, baby”.

Agora está na “vitrola” Toquinho+MPB4 -40 anos de música.  São 17 músicas de um cd gravado ao vivo em 2008, no Fecap, aqui de SP.  Como é que eu perdi isso??? Enfim…

Sempre gostei muito de Toquinho (http://www.toquinho.com.br/). Além de letras, músicas lindas, é um excelente violonista, um artista articulado, simpática, leva shows com uma alegria, facilidade, prazer que encantam.  Gosto até da voz dele.  O MPB4 (http://www.mpb4.com.br/noticias/) também sempre foi dos meus preferidos. Tive LPs que passei para cd há alguns anos.  Tanto um quanto outro se fixaram na cena musical depois dos anos 60, e continuaram em boa evidência até os anos 80. Aliás, olhando hoje para a cena musical, que cantor/músico solo tem  a magnitude de Toquinho:compor,cantar, tocar? O mesmo quanto ao MPB4: que grupo vocal, quarteto, trio (dupla sertaneja não vale), tem a mesma qualidade e mesma projeção? São clássicos, por isso estão aí há 40 anos, com música de excelente qualidade.

Uma delícia Samba da minha terra, Modinha, Se todos fossem iguais a você, e até Faz parte do meu show (de Cazuza), Nada por mim (HVianna, PToller), e tantas outras na interpretação do grupo e de Toquinho.

Um cd que vale a pena! Acho que vai ficar mais uns meses rodando em meu “toca-dsicos”.

Gostei de escrever sobre o assunto.  Até uma próxima, então.

14

de
fevereiro

Gallo i Vino rides again

Hoje, quase ano e meio depois (post 25/10/2008) da última visita, voltei ao  Gallo i Vino ali no Itaim Bibi (r. João Cachoeira, 278 - tel. 30786268 - www.galloivino.com.br).

O preço continua muito bom, o atendimento idem, a sequencia de pratos também é generosa em termos de acompanhamentos, só que tiraram alguns pratos de galeto.  Ainda há a asa, bem crocante, pedaços do peito, coxa, tudo muito gostoso, mas o frango assado com alho já não vem mais e, se não me engano, mais alguma coisa que não sei o que é. De toda forma, de tudo que vem se pode pedir à vontade e o preço por pessoa continua camarada: $39,00.  Pedimos caipirinha (estava bem boa), e muita água…O sagu continua delicioso.

Fui com bastante fome (não tinha tomado café da manhã), então deu para comer com gosto e muito bem e não chegou a pesar.

Continua valendo a visita.

14

de
fevereiro

Presente dos deuses

Um pouco de exagero, verdade, mas o filme Percy Jackson e o ladrão de raios (http://www.imdb.com/title/tt0814255/) é muito bom!  Na mídia está como um filme para crianças/adolescentes, até 14 anos máximo. Ora,ora,ora, faça-me o favor!  Até Pinóquio, Branca de Neve, e tantos outros, desde que com alguma elaboração, têm várias possíveis “leituras”, dos 8 aos 80.  E não é diferente com este filme.

Infelizmente não li os livros (são 5) da saga de Percy Jackson (http://pt.wikipedia.org/wiki/Percy_Jackson). Acho que teria gostado bastante. Sempre prefiro ler o livro e depois ver o filme.  Fiz isso com Senhor dos Anéis, todos os de Harry Potter, Desventuras em Série.  Li outros juvenis também que ainda não foram para o cinema, que eu saiba. Não me lembro do nome da personagem (ou dos livros), mas um dos meninos é um superespião, o outro um gênio em computação. Li vários das duas séries.  A literatura dita infanto-juvenil tem muita coisa boa. E o que está aí é a fonte para que meninos e meninas criem o gosto pela leitura. Hoje há muita opção, e, claro, muita coisa ruim também, mas os que li, achei ótimos.

Não sei se vai dar para ler a saga de Percy Jackson. Vamos ver…

De qualquer forma, fui, de novo, sem grande expectativa ver esse filme. Afinal, quem viu Lord of the Rings e Harry Potter, viu coisas ótimas.  E não é que o Percy Jackson, além de ser uma personagem muito simpática, um menino que não é boboca, nem metido a besta, tem uns lances bem inteligentes, divertidos, que ensinam um pouco de senso prático, coragem, moral à garotada sem pieguice?

Os efeitos especiais são ótimos, a música é muito boa, os atores juvenis principais estão fantásticos, e tem Pierce Brosnan, Uma Thurman, Sean Bean, Catherine Keener (também foi mãe da personagem principal em Onde Vivem os Monstros -post 17/1/2010).  Interessante: os atores/atrizes que fazem os deuses do Olimpo têm um sotaque britânico que lhes confere grande nobreza…éééé, coisa do subconsciente: colônia é colônia sempre, não importa o que digam.

O filme conta a história de semideuses (rebentos da relação entre deuses e humanos) que acabam tendo de viver em um lugar especial (Hogwarts de HPotter, lembram-se?) para se desenvolver. Enfrentam perigos, monstros míticos (Hidra, Medusa, etc.), e os problemas comezinhos de simples mortais (questões familiares, escolares, etc.).  Há seres bons, outros nem tantos, mentes doentias, patológicas, caso da personagem Luke (filho de Hermes).

Um imbroglio total, inverossímil até a medula, mas que pelo ritmo, concatenação da ação, efeitos especiais, boa atuação, captura a atenção do espectador do começo ao fim.  Fantasia pura, mas da melhor qualidade.

E para encerrar um dia tão Olímpico: uma pizza bem gostosa na Fábrica Pizza Bar, Rua Caraibas, 386, Perdizes.

Sei não, acho que foi mesmo um presente dos deuses!

13

de
fevereiro

E ele saiu da escuridão.

Da mesma forma que com RGere, eu também gostava muito de Mel Gibson: Mad Max, Brave Heart, Maverick, Ransom, Conspiracy Theory, The Patriot, etc.. Aí veio A Paixão de Cristo, que dirigiu, vieram os problemas do ator com álcool, polícia, declarações disparatadas, ie, um comportamento bem questionável para quem está tão exposto. E aquela coisa religiosa meio patológica, enfim, dei um tempo.

E foi com esse espírito que fui ver O fim da escuridão (http://www.imdb.com/name/nm0000154/ ), com Mel Gibson, ator.  E foi uma surpresa das boas!  Um thriller de primeira linha, bem inteligente, bem pouco previsível, com Gibson atuando soberbamente.  Sempre achei o conjunto olhos verdes+sorriso Kolynos imbatível, e continua sendo uma beleza, mas quanta diferença…Ele tem só 53 anos. Se comparado a RGere (post anterior), 61, está um caco!  É, ele realmente não se respeitou, não se cuidou. Está tudo ali, na cara.  Não é só dna, não, é ultrapassar limites indevidos, com certeza.

De toda forma ainda é um homem lindíssimo, e um grande ator.

A história começa meio simplista, uma trama policial normalzinha, mas vai caminhando por vielas que levam a patologias, corrupção (tá vendo, gente, lá também tem…), crueldade, contaminação nuclear, e muito mais baixaria humana.  O negócio fica bem intrincado e prende a atenção até o final.

Está muito bem também (eu diria, maravilhoso!), Ray Winstone. O filme se passa em Boston, e o britânico Winstone consegue ser ainda mais real que a realeza, com seu aplomb, seu sotaque.  Está soberbo e sua personagem, além de dar um toque de requinte à trama, surpreende também com lances bem inesperados.

O final é que é um tanto incongruente, pelo menos para um ator que se diz seguidor ferrenho  do catolicismo romano, tem o cacife de MGibson, ou seja, poderia ter feito as coisas serem retratadas de outra forma.  De qualquer forma, da mesma forma que em Sempre a seu lado, a imagem da morte fica envolta em beleza e leveza.  Melhor assim.

13

de
fevereiro

Au,au,au…RGere, I am lost!!!

Diga a verdade: dá vontade de ser um cão perdido vendo o RGere na tela, com sua presença, seu jeito tranquilo, seu “interior’ privilegiado, na plenitude de seus 61 anos…dá vontade de ser adotada ou não dá?

Eu gostava muito do RGere (American Gigolo, Pretty Woman), mas aí houve um tempo em que nos desencontramos. No entanto, de uns tempos para cá, acho que depois que ele abraçou fortemente o budismo, voltamos às boas.  Gostei muito de First Knight, Shall We dance, Chicago.  Ele passou a transmitir leveza de espírito, tranquilidade, segurança inegáveis!  Então, hoje, onde RGere está, eu tento estar também.

A história de Sempre a seu lado (http://www.imdb.com/title/tt1028532/) é uma delícia. Baseia-se em um caso real ocorrido no Japão nas décadas de 20/30.  Um cão akita é encontrado por/encontra um dono e a ligação entre os dois supera a morte do dono.  Os cães utilizados na produção americana são lindos, fofos, fofos.  O papel de Gere é o de um bom sujeito, superdoce, compreensivo, tranquiiiloo, amoroso.  Aliás quase isso é a mulher, a filha, o genro, a cidade, o cara do cachorro-quente. Acho meio difícil uma realidade assim, mas e daí?  É ficção, então vamos fazer de conta, aceitar. Afinal dá uma massageada no coração, e vale a pena o distanciamento do real.

A morte é retratada com uma leveza, uma dignidade admiráveis! Há cenas lindas como a passagem do tempo representada por uma árvore na pracinha onde cão esperar por seu dono incansavelmente. Uma solução plástica muito bonita!

RGere está ótimo. Sarah Roemer também está ótima! A trilha sonora é linda!

Está em poucas salas, então corra!  Não diria que é imperdível, mas é um filme muito gostoso, sensível, tocante.

Ah, eu assisti ao filme no Gemini. Cada vez que entro ali, viajo para outra época, não sei qual, mas que é uma viagem, isso é: aqueles carpetes anos 70, aqueles sofás, a paçoquinha que dão para o público (de graça, vem junto com a entrada), como as meninas/os que trabalham ali atendem a gente, é tudo tão retrô, tão passado, tão “recordar é viver”, que dá um aperto no coração sempre. Até quando aguentam manter esse esquemão? Tomara que para sempre.

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