Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

27

de
janeiro

Valeu o esforço!

Depois de ter lido sobre o Le Jazz Brasserie (http://www.lejazz.com.br/Le_Jazz/Brasserie_Le_Jazz.html) em publicações e montes de blogs (e.g. http://www.guloseima.net/2010/01/20/o-novo-le-jazz/) voltados à gastronomia, ter gostado do jeitão do lugar, da proposta fiquei curiosa.

A primeira tentativa foi em 20/1 - quarta-feira. Liguei na tentativa de fazer reserva, mas os lugares passíveis de reserva para o jantar já estavam esgotados (o restaurante é pequeno-38 lugares-, mas muito bem ajeitado), e, claro, não reservam todos os lugares.  O atendimento por telefone foi muito gentil e me disseram que se eu chegasse até 20h30 máximo haveria possibilidade de uma mesa para 2 sem muita espera.  E lá fui eu com meu fiel escudeiro para a aventura de conseguir um lugar no restô.  Francamente, eu não estava acreditando que a coisa fosse tão “feroz”, mas foi!  Chegamos lá por volta de 20h20 (o restaurante abre às 20h). A casa estava cheia, todas as mesas ocupadas, e com 5 pessoas na espera. Nem perguntei quanto tempo levaria. Aaaah, tenha dó, né?  E aí fomos ao La Marie (), que fica pertinho.

E aqui cabe menção ao La Marie (post de 17/9/2009) (http://www.lamarierestaurante.com.br/site/index.asp).  Foi ótimo ter ido lá. Ambiente tranquilo, também pequeno, toalhas brancas, guardanapos de tecido, decoração simpática, atendimento razoável, bom fundo musical, e suflês especialíssimos. Mesmo sendo uma quarta, e mais caro que o Le Jazz, por volta de 21h já estava quase cheio.

Além do couvert, pedimos um risoto de três cogumelos e um suflê de brie.  Os dois estavam muito bons. De sobremesa um petit gateau e um suflê romeu e julieta, que estava fabuloso!  A conta bateu em $80/pessoa, com refrigerante, serviço.  Mas valeu a pena a visita, até porque o suflê, como leva tempo para preparo, deu aquela acalmada depois da correira para tentar um lugar no Le Jazz. Que estresse! Mas passou rapidinho, felizmente, e no melhor estilo.

E como uma boa taurina, o Le Jazz ficou na mira de tiro…Na quinta já liguei para fazer reserva para esta semana.  E a noite foi ontem!

Acredito que todos devem ter passado por isso aqui em SPaulo: chuva por mais de hora, caindo o mundo, tudo inundado, tudo parado, não dava para ir nem vir de muitos lugares. Mas eu não desisti! Afinal sou brava, sou forte, sou filha do norte (um tantinho de exagero, né?!)…Mesmo com uma hecatombe, tendo de dar a volta na cidade para poder chegar a Pinheiros, lá fui eu.  Afinal a reserva era para as 20h, com 10 minutos de tolerância.  Levei uma hora e vinte minutos para ir da Barra Funda até Pinheiros, passando pelo centro da cidade, via Angélica, Dr. Arnaldo e Cardeal. Um verdadeiro “tour deforce”, mas deu certo.

E para cumular o sucesso da operação “escapa-da-chuva-chegando-ao-destino-no-horário”, conseguimos chegar às 19h58 no restaurante.  Estava fechado ainda, mas abriu em seguida. Além de mim e de meu escudeiro, só mais uma pessoa sentadinha no banco na frente do restaurante aguardando seu/sua acompanhante.  Fomos os primeiros a entrar, a sentar, escolhemos lugar. Uma beleza!

O serviço/atendimento foi simpático e efetivo, eu diria, durante todo o tempo.  O restaurante lotou por volta de 20h30.  Quando saímos, por volta de 21h45, ainda estava cheio e com pequena espera. Vejam bem, isso numa terça, com a chuva que acometeu São Paulo, com o caos por toda a cidade!  Tomar que continuem assim…

Ao que interessa: a comida! Estava ótima. Os pratos são generosos e no final, “miracolo”!, $53/pessoa, com entrada, prato principal, sobremesa, refrigerante, suco, café, serviço.  É preciso esclarecer que dividimos a entrada e a sobremesa, mas foi mais que suficiente para nos satisfazer quanto a sabor, paladar, e “alimentarmente”.

Vi que têm opções de vinho em taça interessantes e a bom preço, mas não optei por vinho ontem.

Tudo começou com serviço que, acredito, catapultou o lugar pelo lado curioso: servem um couvert (pão gostoso, crocante, com manteiga) acompanhado de água mineral. Aliás a água é reposta sem custo durante toda a refeição.  Feito nos EUA. Que coisa mais simpática e civilizada!

Pedimos uma entrada (brie com mel coberto com uma casca de pão assada, acompanhado de uma fatia generosa de pão também crocante e torrado), que dividimos. Era bem grande, e comemos até não mais poder. Estava muito boa. Depois um filet au poivre e o hachis parmentier (http://en.wikipedia.org/wiki/Hachis_Parmentier) feito com rabo desfiado e acompanhamento de uma saladinha. Este estava levíssimo, uma delícia! Muito saboroso!  As porções são generosas então foi muito sacrificante chegar à sobremesa.  Por consenso, ficamos com uma torta de chocolate com macadâmia, acompanhada de sorvete de creme.  Também muito gostosa, sem ser enjoativa, sem pesar.

Resumo da ópera: um jantar delicioso, valeu a visita, a reserva, a luta para vencer as águas de janeiro e chegar ao restaurante na hora marcada.  O que ficou foi vontade de experimentar outros pratos. Então, vou recuperar forças, e me programar para outra incursão, que espero, numa próxima vez, seja menos parecida com um filme de Indiana Jones: “No reino das águas abundantes”.

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