10
de
janeiro
Noel Coward é o cara!!
Antes de falar sobre esta delÃcia de filme, uma historinha: muito antes, mas muito antes mesmo da internet, da Amazon, eu tive de dar um jeito de comprar as peças de Nowel Coward (http://pt.wikipedia.org/wiki/Noël_Coward) (http://en.wikipedia.org/wiki/Noël_Coward).  Tive meu primeiro contato com o autor há uns 25 anos (Blithe Spirit em português) e virei fã de carteirinha!  Só que por aqui a oferta em português e inglês era escassa e cara. Aà achei uma empresa na Inglaterra que tinha várias obras do autor.  O negócio era por carta ou fax no máximo, mas deu certo. Não me lembro do nome certinho da empresa mas era Old Book Guide, ou  Old English Book Guide, enfim, algo por esse caminho. E foi uma parceria por vários anos, tipo Nunca te vi, sempre te amei (post de 8/2/2009), até aparecer a internet, Amazon, etc.
Consegui várias peças (Private Lives, Present Laughter, Blithe Spirit, Relative Values, e talvez mais uma ou outra.  Coward, homossexual, estava marcado para morrer pelos nazistas, caso eles ocupassem for good a Inglaterra.  Nasceu logo após a morte de Oscar Wilde (http://en.wikipedia.org/wiki/Oscar_Wilde#Sexuality), e, não há dúvida, a linha de seu discurso é a mesma de seu precursor.  Witty, perfect timing, deep observation, e por aà vai.  É, com certeza, o dramaturgo inglês de que mais gosto.  Costumes com humor, despindo a alma humana, no que ela tem de melhor e de pior.
Coward também foi ator e cantor. Enfim, um artista multimÃdia!
Acaba de estrear Bons Costumes (Easy Virtue), filme baseado na peça de Coward.  Do mesmo diretor de Priscila: Stephan Elliott. Não bastasse tudo isso: Kristin Scott Thomas (post de 7/7/2009) e Colin Firth (post 7/12/2008), dos quais gosto de mais!  Um filme superBritish, com momentos hilariantes, mas, sobretudo, uma crÃtica, ou melhor, retrato afiado da sociedade britânica pós-guerra.  Conveniência, pompa e circunstância a toda prova, sufocando individualidades. Na verdade, se olharmos para os lados veremos várias pessoas (casais, famÃlias, conhecidos, “amigos”, heteros e sobretudo homossexuais) amargando as mesmas misérias, submergindo, anulando-se, negando-se, e levando a vida. Jessica Biel (Larita Whittaker), que eu não conhecia (participou de The Illusionist, mas não me lembro dela), está soberba!  Todos os outros atores, até o mocinho, são secundários se comparados aos três, mas dão conta do recado.  Belos cenários, fotografia, e uma trilha sonora…marvellous! A room with a view, Sexbomb, I’ll see you again, e muito mais.
Enredo: um herdeiro de famÃlia inglesa falida se casa com uma americana. A primeira mulher a ganhar um prêmio automobilÃstico (depois desclassificada).  Ela casada pela segunda vez enfrenta a engessada sociedade inglesa.  Mas encontra grandes aliados: no mordomo, no jardineiro, no Sr. Whittaker, patriarca da famÃlia, e em alguns varões da região.  É totalmente hostilizada pela ala feminina. Uma guerreira que …. (não vou contar o fim, não).  Vão ver! Vocês vão gostar!  Dá para rir do genuÃno humor britânico.
E aà vai um pouco de Noel Coward in person para vocês:
http://www.youtube.com/watch?v=lASc-zeWP6o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Prk_nwE4A2I&feature=related



Comentário por elê — domingo, 10 de janeiro de 2010 (20:17:34)
Pois é. Ótimo filme, que não está passando em grande circuito e que é de 2008. Como estamos atrasados… é uma pena.
Bem que eu lembrei do rapazinho mas não sabia de onde… ele é o prince caspian do cronicas de narnia.