Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

18

de
dezembro

Tempos de festa (e sacrifícios também)! (2)

Ontem foi dia, aliás noite, de fazer um passeio pelo centro de S. Paulo que queria fazer há algum tempo. Juntei o útil ao agradáve.  Como estamos em tempos de Natal, a iluminação da cidade está bem bonita em alguns lugares e como gosto disso tudo, bem como do centro, de fazer passeios a pé, ia ser o máximo.

Perceberam o tempo verbal? Pretérito imperfeito? Pois é, foi isso mesmo: imperfeito!

Contatei um guia que participou do passeio a pé que fiz com a ArqTour pela Liberdade (post de 27/06), e que, à época, havia me dado seu cartão.  Supersimpático, sem dúvida!  Liguei, confirmei o passeio, e lá fui eu. Saída? 20h da frente do Teatro Municipal.

Aqui cabe uma observação: o Teatro Municipal (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/teatromunicipal/) está em obras, reforma.  Imagino que a reinauguração esteja prevista para 25 de janeiro, dia do aniversário da cidade.  Não imagino por que não pensaram em deixá-lo pronto para o Natal, afinal é um monumento importante para a cidade, quando está em ordem tem uma decoração natalina muito bonita, que vale a pena ver.  É, planejamento inteligente/coordenado não é o forte da administração da cidade.

Voltando à noite de ontem: cheguei às 19h30 na Xavier de Toledo. Aproveitei para ir ao banheiro (São Paulo não é pródiga em estabelecimentos com banheiros públicos, principalmente no centro) no Shopping Light (http://www.shoppinglight.com.br/). Eu odeeeeiiiooo aquele shopping!  Apesar de terem se valido de um prédio lindo (a decoração de Natal até está bonita, vocês verão nas fotos/fimes do link abaixo), usaram o espaço interno muito mal.  Além disso, como um local público, comercial, de 4 andares se não me engano, tem banheiro só no segundo andar, e pago! $0,50!  Não é pelo valor, mas pelamor!!! E tem segurança na porta, do banheiro claro!  Francamente, banheiros gratuitos não são um pressuposto de negócios do gênero? Não importa se está em local de grande circulação externa, muita gente entra ali (eu, por exemplo) para usar os banheiros apenas,mas e daí. A gratuidade, nesse caso, não é pressuposto?  A sinalização inclusive é ruim, a gente dá voltas para achar os banheiros (um masculino e outro feminino), ruins, e mal mantidos.

Seguindo…Vou para a frente do teatro e ligo para o guia para saber se estão por ali. Caixa postal e nesse exato momento, 19h45, começa a chover de monte!  Felizmente, tem a Casas Bahia ali onde ficava o Mappin, e deu para me abrigar da chuva sob a marquise (em meio aos vendedores de cd piratas…eles são moderníssimos: têm walktalkies, têm códigos para os postos coligados, um negócio!). Claro que eu tinha guarda-chuva e uma parca, mas chovia muito mesmo!  Chegou perto de 20h e me pareceu reconhecer o guia (eu o havia visto só uma vez, durante o passeio à Liberdade).  Liguei de novo e desta vez ele atendeu. Juntei-me ao grupo.

Antes de começar a narrativa da saga, reforço o que já devo até ter escrito em algum post, e repito sempre em conversas: não é porque é de graça que precisa ser ruim!  Vocês entenderão mais adiante.  Outro ponto importante: sou fã de passeios a pé! Já fiz isso aqui em S. Paulo e em outros países várias vezes!  Guiado por um bom profissional, é a melhor forma de conhecer uma cidade, mesmo se a topografia não for das mais favoráveis. Minha experiência é de que sempre vale a pena.

Retomando: o grupo para o passeio ficou bem grande, por volta de umas 20 pessoas aproximadamente. O passeio é promovido pelo restaurante Apfel (http://www.apfel.com.br/) do centro, gratuitamente, e acontece todas as quintas, sempre da mesma forma (saída às 20h da frente do Municipal), e a cada semana, até onde entendi, com um roteiro temático diferente.  E.g., semana passada, em comemoração ao tema direitos humanos, o passeio ateve-se ao que pudesse estar conectado ao assunto.  O passeio também é apoiado pela Associação Viva Centro (o representante AVC que encabeçou também é dono, ou um dos, do restaurante) (http://www.vivaocentro.org.br/hp.htm).

Saímos com atraso de 15 minutos, ainda sob chuva forte. Ué, quem sai na chuva…e depois o centro não inunda, pelo menos na parte mais alta, então não havia por que não fazer a caminhada. A primeira surpresa: uma música entoada por um coral - vários participantes se conheciam, ou de outros passeios, ou do referido coral, ou por terem se cruzado em momentos de formação relativa a turismo (cursos, workshops, faculdade), ou do próprio Apfel, ou da AVC.  E o coral cantou (nem me perguntem o quê, porque minha estupefação não me deixou registrar, felizmente): uma música, duas…Aos que conhecem, eu diria que algumas performances estiveram muito próximas de Miriansa…Pura maldade…fizeram o que puderam nas circunstâncias.

Bem molhados, seguimos pelo Viaduto do Chá que está bem bonito. A novidade deste ano, além da miríade de lampadinhas, é uma iluminação que simula gotas caindo das árvores. Bem bonito. Mesmo na chuva (vejam foto) deu para ver a beleza das luzes.  O prédio da Prefeitura também está bem bonito, mas não mais que o do Shopping Light.  Fora isso, a Faculdade de Direito está bonita como sempre.

Nossa primeira parada, e última lamentavelmente, foi no Convento de São Francisco (http://www.franciscanos.org.br/noticias/noticias_especiais/sfrancisco06/p_03.php), ali atrás da Faculdade e da Igreja.  Fomos lá para ver a 20a. Mostra de Presépios.  Antes do início da visita, o Frei Melo fez um rápido apanhado da história do convento e da tradição dos presépios (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pres%C3%A9pio).  Eu não sabia, por exemplo, que o primeiro presépio foi “montado” justamente por S. Francisco e que na igreja de Assis há um concurso mundial de presépios muito concorrido. O que me surpreendeu um pouco foi a pouca cultura ou clareza de discurso do frade. Ele não soube explicar (deu uma enrolada federal ou celestial, como queiram), por exemplo, a diferença de uso entre frade e frei. (Diferença seugndo Dic. Caldas Aulete: Frei / sm.1. Membro de ordem religiosa; FREIRE [Us. à frente de nome: frei] // Frade/ sm. 1. Rel. Indivíduo pertencente a ordem religiosa cujos membros seguem uma regra de vida e vivem separados do mundo social secular; FREI: Ele quer tornar-se frade franciscano).  Parece bobagem, mas é o core do que ele faz. Enfim…foi uma preleção relativamente curta, mas interessante.

Vendo a mostra, lembrei-me de que a visitei há uns 4 ou 5 anos e, francamente, até onde me lembre, esta é igualzinha à que vi, com exceção do presépio esculpido em tronco de árvore - talvez este até estivesse na exposição anterior,mas não me lembrei dele.

Os presépios pertencem ao acervo do convento, ou a um ou outro frade, então não muda mesmo. O lugar é acanhado, mal preparado (não o local onde está a mostra em si, mas o acesso). Aliás lamentável o desmazelo, o descuido. Sujeira, falta de manutenção, num prédio de 4 ou 5 andares, que tem até elevador para pouco mais de 1/2 centena de frades.  Não é porque se cuida do espírito que se larga o corpo. Afinal os dois são dádivas e criação de Deus, para aqueles que creem.  Bom, de qualquer forma, a visita aos presépios (fotos e vídeo), o que não levou mais de 20 minutos (e olhem que eu vi duas vezes a exposição toda).  Mas o pessoal foi ficando e ficamos quase uma hora ali!!!  Como a chuva continuava, não haviam definido se continuariam ou não a caminhada - muito cacique, isso é que dá - pensei: são quase 21h30, vou embora para casa e noutro dia faço o passeio sozinha, pois a única coisa diferente, mais especial, era justamente a visita ao convento.  Desço até a porta de saída e o que encontro?  A porta trancada a chave!  Pelamor…e não dava para ir lá e pedir para o Frei Melo abrir já que o grupo estava trocando orações animadamente com ele.  Então, aguardei que o grupo estivesse pronto para partir.  E tome mais duas músicas com o coral!

21h38 e consigo minha libertação: Aleluia!  Ainda estavam decidindo se iam para o Páteo do Colégio ou se voltavam para o Municipal. And the rain was still pouring!

Bom, aí fui invadida pelo diabinho da impaciência, apesar da visita santificada, e, por minha conta, fui embora.  Fui até a Líbero Badaró, peguei um ônibus qualquer para sair dali.  Na Consolação peguei outro para ir para casa.  Mas vocês acham que terminou?  Never!! My name is ENDLESS adventure!

Peguei um ônibus até que rapidamente, bem vazio (22h).  Sentei-me e, de repente, o ônibus entra num posto de gasolina. Ai, minha nossa, o que foi agora?  E o cobrador pede uns minutos pois vão lavar o carro.  Hein????  Só aí, alertada por outro passageiro, percebo que no banco de trás tem vômito para todos os lados. Aparentemente um ubriaco pegou o ônibus num ponto, vomitou e desceu no outro.

Bem, jogaram uma boa água em tudo e seguimos viagem.  Diante da porqueira, mudei de lugar. Fui lá para o fundão.  Dois assentos à minha esquerda, na janelinha, senta-se um rapaz bem apresentável, carinha boa, que começa um interminável diálogo com ele mesmo ou com algum ser imaginário. Não deu para saber exatamente qual dos dois era, mas deixei passar…estava muito cansada. Aí é que começou a coisa: desatei a rir feito louca, e não conseguia me segurar. Depois de lembrar o mico-mor que tinha sido aquela noite, não deu para segurar. Mas, como dizia minha mãe e eu repito sempre, o negócio é fazer uma limonada com os limões.  E foi isso que eu fiz. E olha que a limonada foi até do tipo suíça, pois ainda rendeu um bom texto para o blog.

O que ficou da noite: (1) eu conheço muito bem a minha cidade. Em alguma noite, até o dia 30, vou dar um passeio solo à noite para ver tudo que há iluminado por ali. Talvez não tenha as informações de quantas lâmpadas, quanto custou, etc. - o que está nos sites oficiais é bem fraquinho -, mas me viro e vejo o que é importante; (2) SPaulo é bonita mas está feia, graças à incompetência administrativa municipal.  Que desmazelo, que sujeira, que mau cheiro (SP para mim, há muito tempo, cheira urina - judieira, esse é o cheiro da minha cidade!)!; (3) eu já intuia e é o que digo aos quatro ventos, e a pessoa do Viva Centro disse com todas as letras: não falta dinheiro à cidade, falta vontade política, falta pensar a cidade, falta empenho, falta capacidade, competência! Até quando?; (4) SPaulo está muito menos iluminada que em outros anos, talvez resultado da falta de painéis publicitários, está escura, triste, ôôôô peninha!!!

Se o tempo ajudar, vou pegar uma noite dessas e revisitar o centro da cidade.  Se der tudo certo - outro mico não,por favor!! - aviso vocês.

Links fotos/filmes:

http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/SPanoite1712200902?feat=directlink

http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/SPANoite17122009?feat=directlink

16

de
dezembro

Tempos de Festa (1)

E começamos as rodadas de final de ano.

Na segunda encontrei amigos para dar um semiadeus a 2009. Semiadeus, porque vamos dar o adeus final no próximo dia 29,com nosso tradicional bacalhau.

Por sugestão de um dos amigos fomos ao Sushi Yassu (http://www.sushiyassu.com.br/) da Manoel da Nóbrega, ali pertinho da Paulista.  Não conhecia o restaurante que tem outra unidade na Liberdade.

A localização é facílima, mesmo considerando a loucura que é o trânsito de SPaulo atualmente. Metrô, estação Brigadeiro, andar uns 500m se tanto e pronto!

A casa é bem ampla (vê-se que começaram com um imóvel e estenderam o restaurante para um segundo).  O atendimento é bem simpático e descomplicado.  Mesmo à noite servem um bufê que inclui pratos frios, quentes e sobremesa. Tudo a $50/pessoa.  O forte da casa parece-me ser o sukyiaki (http://cybercook.terra.com.br/sukiaki-na-comunidade.html?codigo=16281), mas servido à la carte, ie, além do bufê, têm a opção à la carte.

Mas o grupo todo acabou ficando com o self-service mesmo, por oferecer mais possibilidades de conhecermos a culinária da casa e ser mais econômico também. Afinal, a gente tinha de empregar o dinheiro no lugar certo: saquê, saquê, saquê…umas cervejas para quem quisesse.

Gostei muito dos pratos frios: tudo muito fresco, preparado e disposto continuadamente.  O atum branco estava uma delícia, os sushis e sashimis também estavam ótimos.  Dos pratos quentes não gostei tanto. Acho que o Hideki (http://www.sushibarerestaurantehideki.com/) - bufê só no almoço - tem pratos quentes mais gostosos e uma variedade maior.  Apesar de a sobremesa estar incluída no preço do self-service não deu para experimentar; fiquei mesmo com os pratos frios.

Um amigo provou o sukyiaki e disse que estava muito bom. O prato também é servido como parte do bufê, numa versão simplificada.  Não provei, pois estava muito quente e, como mencionei, foquei (nossa isso ficou bonito!) nos pratos frios.  Numa outra vez - tenho certeza de que vou voltar, não só pela qualidade do que é servido mas também pela facilidade de acesso e pelos horários bem convenientes-, experimento outras coisas.

Terça foi dia de ir ao Terça Insana (http://www.tercainsana.com.br/) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ter%C3%A7a_Insana), pela quarta vez.  Um amigo fez a gentileza de me convidar, então lá fui eu. Gosto bastante do trabalho do grupo. A Grace Gianoukas é uma corajosa empreendedora a meu ver.  Justamente neste mês, comemoram 8 anos de Terça.  Gosto tanto do humor do grupo que tenho os dois dvds que lançaram.

O trabalho do grupo é extremamente dinâmico, pois mudam tema, personagens, textos periodicamente.  Isso dá um trabalho imenso em vários aspectos: desde a criação, até o ensaio, o teste - nem tudo dá certo, a reestruturação do espetáculo. Enfim, é um espetáculo que dá para ver várias vezes em épocas diferentes. Mais que isso: dá para se divertir várias vezes.  A trupe muda a cada temporada. Fixos mesmo só a Grace e o Roberto Camargo (que abre o show e faz alguns personagens hilariantes e famosos como a Betina Botox).  Pelo palco já passaram muitos atores, alguns bem conhecidos:  Marcelo Mansfield (meste do stand-up), Luís Miranda (participou de programas da Globo), Marco Luque (CQC), Ângela Dip, etc.

A Grace é corajosa porque ela experimenta. Claro que num espetáculo semanal em se mudam personagens, piadas, temas, nem tudo dá certo. Estão sempre apresentando coisas novas para a plateia, medindo a cada nova leva de atores/atrizes, personagens, textos se funciona ou não. Não é como outros espetáculos em que 80% ou mais está estabelecido, testado, e se vai apenas burilando, mudando uma coisinha aqui e ali.  No Terça uns 20% é o que já foi consagrado.  O restante é novo, experimental.

E ontem foi uma noite em que nem tudo funcionou.  Achei divertidos de fato a Aline Dorel (Grace) e a Betina Botox.  A personagem Carmencita de Agnes Zuliani também deu para rir, mas o resto foi bem fraquinho.  Como mencionei, nem tudo dá certo sempre, o que não tira o mérito do espetáculo, afinal tem gente que ri até de defunto, então…

Durante os feriados de final de ano vou dar uma olhada de novo nos dvds, pois me deu saudade do melhor do Terça.  Aliás, eles têm um endereço oficial no youtube com vários treços de vários shows (http://www.youtube.com/user/tercainsanaoficial).  Dê uma olhada, de repente é a sua e você se anima a ver ao vivo.

Um alerta: o show aconteça às terças no Clube Avenida, ali na Pedroso de Morais, pertinho da Fnac Pinheiros.  A casa parou no tempo. O espaço é ruim, as cadeiras são desconfortáveis, a cozinha e o serviço de garçom é sofrível (esforçam-se mas o lugar e a lotação que colocam ali não ajuda).  Se for, vá munido de paciência para enfrentar um certo desconforto.  O espetáculo, em seus dias de brilho, compensa tudo isso com folga.

14

de
dezembro

Inspira, expira, inspira, expira….

O final de semana foi meio lento (uma paella na casa de uma amiga no sábado e ontem almoço na casa de outro amigo).  Sem cinema, teatro, bate perna…refletindo, só refletindo.  Mundo, melhor começar a tremer, porque quando eu penso, eu PENSO…

Já que estava pelo caminho da reflexão, para ver o que jogar fora ou redimensionar em casa, na vida (coisas, convivências), afinal a época é boa pra isso, nada melhor do que ver o lindo Up (post de 15/09) de novo, para sossegar.

Gostei tanto do filme e da dublagem em português que fiquei curiosa para ver como eram as vozes no original. E as conclusões foram:
(a) o filme foi bem traduzido para o português;
(b) Chico Anísio e a dubladora da menininha estão muito melhores, mas muito mesmo, do que as vozes originais (Edward Asner é o Carl no original);
(c) impossível não se emocionar revendo o filme. O início é lindo, lindo, lindo; e (
d) os bônus são ótimos, sobretudo aquele em que a equipe (diretor, diretora de arte, técnicos, etc.) mostra como foi a preparação o filme. Inacreditável!  Eles de fato passaram por Roraima (http://www.roraimahoje.com.br/view.php?Id=491) (http://www.boavista.rr.gov.br/conheca_monte_roraima.php), por vários tepuis (a tepui (or tepuy)  is a table-top mountain (mesa) found in the Guiana Highlands of South America, especially in Venezuela. The word tepui means “house of the gods” in the native tongue of the Pemon, the indigenous people who inhabit the Gran Sabana. Tepuis tend to be found as isolated entities rather than in connected ranges, which makes them the host of a unique array of endemic plant and animal species. Some of the most outstanding tepuis are Autana, Auyantepui and Mount Roraima (the highest and most famous one, on the border tripoint of Venezuela, Brazil and Guyana). They are typically composed of sheer blocks of Precambrian quartz arenite sandstone that rise abruptly from the jungle, giving rise to spectacular natural scenery. Auyantepui is the source of Angel Falls, the world’s tallest waterfall), sobretudo pelo Kukenan, pelo Vale dos Cristais, pelo Salto Angel (http://pt.wikipedia.org/wiki/Salto_Ángel),o maior salto do mundo, com 979 metros (tipos de quedas de água: catarata - queda de água de grande caudal e em forma de cortina. A extrema força da água corrói as rochas na parte baixa da catarata, até formar uma espécie de piscina; salto - a queda é em forma de esguicho, e em queda ininterrupta de grande altura; cascata - a queda parte de uma massa de rochas de inclinação irregular, no sentido vertical, e a água desliza sobre uma série de declives acidentados).

O DVD valeu pela filmagem da aventura, das explicações do que eles queriam encontrar, retratar, e por aí vai. O empenho, dedicação, compromisso com o que queriam fazer é emocionante. Os riscos a que se expuseram impressionam e o que vivenciaram certamente está lá no filme.  Acho que são uns 20 minutos de fotos, filmes, narrativas que encantam. Aliás, aprendi montes, já que nem imaginava, ou conhecia, uma série de coisas que relataram.

Ao rever a animação, assimilei algumas coisas de forma mais elaborada. Uma delas: quando Carl tem de fazer a casa voar em um determinado momento começa a jogar tudo que tem dentro (móveis,objetos) no tepui em que está ancorado. Ou seja, polui…um lixão de verdade…e onde é o tepui em questão? Venezuela! Inconsciente? Subliminar? Talvez, mas não deixa de ser interessante!

Bem, se não viram UP ainda, vejam. Vale a pena pelo lirismo, pela animação, pela técnica, pelo tchutchuco do Russel, e pela ótima dublagem nacional.

10

de
dezembro

Julia Child é que tinha razão…

Ontem fui ao Julia Gastronomia (http://juliagastronomia.com.br/) (post  de 4/3).  Já conhecia o restaurante. Além de pratos bastante interessantes, ambiente agradável, o atendimento é excelente!  Impecável! Milagre nos dias de hoje, como devem ter percebido por vários posts deste blog.

O Julia tem o seu nome como homenagem ou referência a Julia Child (http://pt.wikipedia.org/wiki/Julia_Child) que é retratada no filme Julie and Julia (post de 29/11).  Aproveitando o filme, o tema, o JG está servindo um cardápio-degustação (consta do site também) baseado em receitas de JChild no jantar.  E para quem viu o filme e apresentar o ingresso dão 15% de desconto.


Então
vamos lá conhecer JC ao vivo e em sabores.

Interessante que, ao fazer a reserva, achei que todo mundo no restaurante estaria provando o cardápio-degustação. Mas não! Ontem o restaurante estava tranquilo, evidentemente, mas rodou pelo menos uma vez todas as mesas.  Talvez duas ou três, contando com a minha, optaram pelo cardápio especial.

O JG tem o livro de receitas de JC e da escritora que serviu de base ao filme.  Dá para consultar e saber como é cada receita. Uma ideia simples, mas muito simpática e pragmática.

O restaurante está oferecendo dois cardápios, na verdade: um completo, com 7 pratos ($ 100 ou $140 harmonizado) e com 5 pratos ($70).  Claaarooo, que optei pelo completo. Uma delícia!

Tudo na medida certa, porções pequenas que permitiram que, mesmo sendo à noite,  comer tudinho, sem pesar.  Os vinhos também foram muito bem escolhidos.  O Nativa Terra que acompanha a sopa e ovos, é fantástico! Um buquê incrível! Os licores também, enfim, tudo muito gostoso!  E tudo num timing certinho, com uma atenção das proprietárias indacreditável!

Sugeri até que a casa, considerando que só um livro da JC tem mais de 500 receitas distribuídas nos capítulos sopas, ovos, frutos do mar, aves, carnes, sobremesas e bolos, ofereça outros cardápios-degustação futuramente. Sei lá, a cada dois ou três meses.  Seria muito bom provar as outras receitas, e nesse esquema de variedade.

Pelo que vi no filme, a JC realmente publicou o que testou (vejam este blog - tudo que é publicado também é testado antes e funciona, pois já utilizei algumas receitas: (http://tudonapanela.blogspot.com/ ), então o restaurante disse ter seguido exatamente suas receitas. O resultado foi excelente. Tudo muito saboroso, sem exageros de temperos, tudo perfumado!  Bom demais!

Algumas observações sobre o JG: (1) o atendimento, desde a reserva por telefone, é impecável. Acho que é um dos melhores de São Paulo, senão o melhor que vi nos últimos tempos; (2) apesar de ter apresentado apenas um ingresso para receber os 15% de desconto (claro que se entende que um ingresso, desconto para uma pessoa, dois, para duas pessoas, etc.), a proprietária concedeu desconto para minha acompanhante também.  Gentileza e generosidade que são raríssimas hoje em dia; (3) as proprietárias estão sempre atentas ao andamento dos serviços, da cozinha, etc.  Algum deslize é corrigido/compensado imediatamente.

Não sei até quando servirão o menu especial Julie/Julia, mas deem uma ligadinha para se informar. Vale muito a pena!

10

de
dezembro

“Gray hair is God’s graffiti” Bill Cosby / “All art requires courage” Anne Tucker

Nossa, ainda bem que não perdi a exposição d’osgêmeos (http://www.lost.art.br/osgemeos.htm)  (http://en.wikipedia.org/wiki/Os_Gemeos)!  Perdi a do Christian Lacroix, mas esta não.

E foi tudo o que eu imaginava: cor, imagens, objetos lúdicos, divertidos, e responsáveis ou será sustentáveis?  Uma exposição para ver, rever, sentar, olhar, andar, sentar de novo, olhar de novo. Impossível captar tudo numa tomada só!  A Faap, como sempre, montou uma exposição ótima, de um jeito ótimo para o visitante apreciar grafites.

E osgêmeos, claro, pintaram e bordaram, quase literalmente!

Eu gostaria de ter vários trabalhos deles em minha casa, em minha porta, em minha janela…mas não dá. Hoje os artistas, felizmente, estão muito valorizados.

Têm obras no exterior (Inglaterra (Tate Modern), EUA, Alemanha, etc. ) e merecem. Há instalações ou objetos (um carro, uma casa, um carro-casa, um barco com periscópio e tudo - este estava quebrado e a gente não podia entrar, mas mesmo por fora é demais!).  Ah, tem muito brilho também em trabalhos com montes de lantejoulas.

Quem puder, vá ver. Acaba no domingo, dia 13.  Pena que o catálogo da exposição esteja esgotado. Segundo a lojinha da Faap, acabou há algum tempo, e como era feito por eles mesmos não houve reimpressão. Peninha mesmo!  Só me resta recorrer a publicações na praça para poder apreciar mais do trabalho desses artistas.

Enquanto estava ali pela exposição, fiz algumas perguntas a um monitor (falha imperdoável, não me lembro do nome) que foi supersimpático e me passou um monte de informações.  O mais interessante (e triste…) é que, acabando a exposição, as obras que são de colecionadores, galerias, e d’osgêmeos voltam para suas origens, mas o que foi feito para a exposição e recobre muita parede do espaço vai para o lixo. Oooh, pena…

Eu adorei e me diverti com o traço e ideias elaborados da dupla.

A exposição é ótima para crianças. É muita cor, uma viagem fantástica…os pequenos vão adorar!

6

de
dezembro

Aaah, melhorou muito…

Hoje foi dia de ir à Paulista. Como eu gosto daquilo! Foi bom ver o prédio do Bradesco (à direita, abaixo) enfeitado, com uma casinha musical, que está ali a qualquer hora, para quem quiser ver.  O Banco Real, depois do susto da semana passada (post de 29/11), ao ver o prédio peladinho, hoje já tinha uns enfeites. Nada que se compare a anos anteriores, mas não ficou naquela esterilidade total.

E para que fui à Paulista?  Para ir ao MASP, primeiramente.  Há exposições de Rodin (http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Rodin) (http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI99796-17357,00-MASP+RECEBE+EXPOSICAO+DE+RODIN.html) e de grafiteiros ali.  Naturalmente, a de Rodin é a mais bonita, com peças que jamais saíram do Museu Rodin.  Como sempre, um prazer ver suas esculturas em bronze e mármore.  Nem tudo é o máximo, e.g., a escultura de Balzac, mas em geral tudo muito bonito, muito plástico, com um conhecimento do corpo e de seus movimentos incrível!  A exposição, além das esculturas, traz fotos do trabalho pronto e em andamento por fotógrafos autorizados por ele.  O acervo de fotos de Rodin é enorme (aprox. 7 mil  fotos).  Rodin e o surgimento da fotografia são contemporâneos, portanto não deixa de ser interessante ver a riqueza dos registros feitos.  No subsolo do MASP está a exposição de alguns grafiteiros. Interessante.  Nada bonito, só interessante,algo inusitado, colorido, alegre.

Como sempre, o MASP prima pelo preço alto (inteira $ 15,00), como pelo serviço ruim. Às 11h, mesmo com uma fila colossal, só abrem uma das 3 bilheterias.  A lentidão da fila de compra de ingresso é algo que não dá para entender.  Há um detector no acesso ao Museu, mas pasmem, visual e manual (uma moça faz o trabalho), não há um raio-x!

Agora, aleluia!, instalaram um café no 1o. subsolo (da Nestlé), pequeniníssimo, mas melhor que nada. Agora o restaurante do MASP (http://www.seurestaurante.com.br/restaurante.php?id_rest=404), no 2o. subsolo, continua ótimo. Uma delícia almoçar ali: ambiente amplo, claro, bom atendimento, comida ótima e preço justo.

Ah, e se você tentar entrar no site do Masp, vai receber a informação de “em breve novo site” (http://www.masp.art.br/teaser/index.html), ou seja, um dos mais importantes museus de SP, da América do Sul, não tem um site no ar.  Por que não deixaram o antigo até que o novo estivesse prontinho?  É brinca, ou quer mais? Por isso, de o mais querido museu para mim o MASP passou nos últimos anos ao menos querido, se posso dizer assim. Detesto ir ali pelo preço, pelo mau atendimento, pelas condições de subutilização, pela lojinha fuleira, (hoje até que estava melhorzinha), e por aí vai. Quem sabe um dia ele retome o brilho de antigamente! Agora, ter uma exposição de Rodin em andamento e não ter um site no ar?  É triste, hein?!

Depois foi a vez do Reserva e de ver Abraços Partidos (http://www.imdb.com/title/tt0913425/), novo filme de Almodóvar com Penélope Cruz. Da mesma forma que W. Allen cria suas divas, Almodóvar também o faz.  A atual é PCruz, mas não há nisto crítica, como no caso de W. Allen (post de 23/11 - SJohanson atualmente).  A PCruz tem crescido a cada novo trabalho. Cada vez mais segura, e sempre linda!  Lluis Homa, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Carmen Machi, e outros estão fantásticos!  O filme é muito diferente dos outros Almodóvares que vi.  Um imbroglio, tem mistério, flashbacks, mas, como sempre muito sentimento, emocionante!  E, apesar do tema tão denso, também tem momentos bem cômicos.  É a história de um triângulo que acaba em morte, cegueira, vingança, destruição, anos de consciência pesada, e por aí vai, mas em que se salvam muitos feridos, e há poucos mortos. Nada que seja maravilhoso e lacrimoso como Hablé con ella, Todo sobre mi madre e até Volver.  É um Almodóvar novo, pelo menos para mim, mais elaborado, mas um pouco prolixo. De qualquer forma, o filme traz o selo Almodóvar de qualidade, então vale ver.

5

de
dezembro

Um por todos…tsc, tsc, tsc…a história é outra!

Hoje fui conhecer um restaurante a que tinha intenção de ir há bastante tempo (acho que desde final de 2008), mas a oportunidade nunca se apresentou.

Fomos comemorar o aniversário de uma amiga no Robin de Bois (http://www.robindesbois.com.br/#/home), filial do restaurante de mesmo nome em NYork.  O atendimento por telefone e ao vivo são bastante gentis e eficientes.  Só garçons (homens) - interessante, faz tempo que não vejo uma casa em que não tenha alguma garçonete, caixa, barista mulher, etc.

O restaurante está instalado em uma das últimas casas (um pouco dramático, mas quase isso mesmo) de Pinheiros, ali na Capote Valente. Uma casa ampla, de dois andares, bem explorada. A decoração é primorosa, bistrô mesmo, até nos banheiros. Há um fundo musical muito agradável também. A iluminação é que é pouca demais.  A gente tem de lançar mão das velas para poder ler o cardápio, a ficha de avaliação. Ah, sim, o cardápio (impressão) também é de muito bom gosto.

Quanto aos pratos, há um gama bem interessante. Além do que está no cardápio, há uma sugestão do chefe para o mês.  Três do grupo ficaram com essa sugestão.  A entrada foi ótima (cuscuz com salada), mas o prato principal estava um pouco salgado (tender com risoto de ameixa).  Também pediram um escalope com purê de mandioquinha que estava bem saboroso, e um confit de pato com purês e espinafre, que também estava muito bom.  Não pedimos sobremesa, pois os pratos são bem fartos e nos entupimos com o couvert desavisadamente…

Os preços são bem razoáveis (a sugestão com entrada e prato principal estava por $42,00); mesmo para os vinhos (tomamos Merlot chileno) o preço é o da praça.

De dia a casa deve ser muito bonita também, pois há um lindo conjunto de plantas na entrada.

O restaurante não é grande, é acolhedor e  bem confortável. Um restaurante para voltar, seguramente, e experimentar outros pratos.

Só uma observação: o site do restaurante é lindíssimo, muito bem bolado, mas não tem a atenção que deveria. O cardápio sugestão do mês ainda é o do dia das bruxas. Uma pena, pois é um lindo trabalho e deveria estar devidamente atualizado.

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