6
de
dezembro
Aaah, melhorou muito…
Hoje foi dia de ir à Paulista. Como eu gosto daquilo! Foi bom ver o prédio do Bradesco (à direita, abaixo) enfeitado, com uma casinha musical, que está ali a qualquer hora, para quem quiser ver. O Banco Real, depois do susto da semana passada (post de 29/11), ao ver o prédio peladinho, hoje já tinha uns enfeites. Nada que se compare a anos anteriores, mas não ficou naquela esterilidade total.
E para que fui à Paulista? Para ir ao MASP, primeiramente. Há exposições de Rodin (http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_Rodin) (http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI99796-17357,00-MASP+RECEBE+EXPOSICAO+DE+RODIN.html) e de grafiteiros ali. Naturalmente, a de Rodin é a mais bonita, com peças que jamais saíram do Museu Rodin. Como sempre, um prazer ver suas esculturas em bronze e mármore. Nem tudo é o máximo, e.g., a escultura de Balzac, mas em geral tudo muito bonito, muito plástico, com um conhecimento do corpo e de seus movimentos incrível! A exposição, além das esculturas, traz fotos do trabalho pronto e em andamento por fotógrafos autorizados por ele. O acervo de fotos de Rodin é enorme (aprox. 7 mil fotos). Rodin e o surgimento da fotografia são contemporâneos, portanto não deixa de ser interessante ver a riqueza dos registros feitos. No subsolo do MASP está a exposição de alguns grafiteiros. Interessante. Nada bonito, só interessante,algo inusitado, colorido, alegre.
Como sempre, o MASP prima pelo preço alto (inteira $ 15,00), como pelo serviço ruim. Às 11h, mesmo com uma fila colossal, só abrem uma das 3 bilheterias. A lentidão da fila de compra de ingresso é algo que não dá para entender. Há um detector no acesso ao Museu, mas pasmem, visual e manual (uma moça faz o trabalho), não há um raio-x!
Agora, aleluia!, instalaram um café no 1o. subsolo (da Nestlé), pequeniníssimo, mas melhor que nada. Agora o restaurante do MASP (http://www.seurestaurante.com.br/restaurante.php?id_rest=404), no 2o. subsolo, continua ótimo. Uma delícia almoçar ali: ambiente amplo, claro, bom atendimento, comida ótima e preço justo.
Ah, e se você tentar entrar no site do Masp, vai receber a informação de “em breve novo site” (http://www.masp.art.br/teaser/index.html), ou seja, um dos mais importantes museus de SP, da América do Sul, não tem um site no ar. Por que não deixaram o antigo até que o novo estivesse prontinho? É brinca, ou quer mais? Por isso, de o mais querido museu para mim o MASP passou nos últimos anos ao menos querido, se posso dizer assim. Detesto ir ali pelo preço, pelo mau atendimento, pelas condições de subutilização, pela lojinha fuleira, (hoje até que estava melhorzinha), e por aí vai. Quem sabe um dia ele retome o brilho de antigamente! Agora, ter uma exposição de Rodin em andamento e não ter um site no ar? É triste, hein?!
Depois foi a vez do Reserva e de ver Abraços Partidos (http://www.imdb.com/title/tt0913425/), novo filme de Almodóvar com Penélope Cruz. Da mesma forma que W. Allen cria suas divas, Almodóvar também o faz. A atual é PCruz, mas não há nisto crítica, como no caso de W. Allen (post de 23/11 - SJohanson atualmente). A PCruz tem crescido a cada novo trabalho. Cada vez mais segura, e sempre linda! Lluis Homa, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Carmen Machi, e outros estão fantásticos! O filme é muito diferente dos outros Almodóvares que vi. Um imbroglio, tem mistério, flashbacks, mas, como sempre muito sentimento, emocionante! E, apesar do tema tão denso, também tem momentos bem cômicos. É a história de um triângulo que acaba em morte, cegueira, vingança, destruição, anos de consciência pesada, e por aí vai, mas em que se salvam muitos feridos, e há poucos mortos. Nada que seja maravilhoso e lacrimoso como Hablé con ella, Todo sobre mi madre e até Volver. É um Almodóvar novo, pelo menos para mim, mais elaborado, mas um pouco prolixo. De qualquer forma, o filme traz o selo Almodóvar de qualidade, então vale ver.




