Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

31

de
dezembro

Ieeeebaaa!!!

Ai,ai,ai,ai,ai,ai…Isso é título para um post? No dia 31/12, do último ano da primeira década do século XXI é, sim, oras…Pois é, 31 de dezembro de 2009!  Um dia ótimo, como tantos outros deste ano e de anos passados e de anos que virão!

Há pouco mais de um ano tenho este blog e alguns outros para minhas viagens.  Tudo começou bem sem querer, só com a finalidade de informar, depois com a finalidade de confessar, o que provou ser muito bom! Um refrigério para a alma.

Escrevo o blog muito mais para mim, como já mencionei,  para dias futuros, para purgar visões, conceitos, dores, e, sobretudo, mas sobretudo mesmo, para ver refletidas minhas alegrias, que são muitas, felizmente. Há tempos melhores, há tempos não tão bons, mas estar aqui, de pé, saudável, em vários sentidos, pronta (acho!) para receber o que a vida quer me dar é uma dádiva! Só peço que ela, a vida, continue a ser generosa comigo, porque acho que mereço, e aqui não cabe modéstia de jeito nenhum.  Eu quero o melhor!

São 356 posts (com este), praticamente um por dia, considerando que estou no ar há um ano e três meses (uns 450 dias).  E cada texto me dá um prazer!  Uns são um pouco mais difíceis de sair, mas a grande maioria sai num espirro. Alguns minutos e pronto!  Dou uma burilada no texto, mas o importante é que eu estou ali, escancarada, e essa catarse me faz um bem enorme!

Bem, mesmo para os que não me leem, desejo que a vida sorria muito para eles, e para os que me leem, muito obrigada!  Um superano! E que estejamos juntos ciberneticamente pelo menos em 2010.

Supermegablasterhiperbeijo!

30

de
dezembro

Que domingo!

Havia combinado com duas amigas de ver Avatar no Imax.  Não estava muito entusiasmada em ver a animação, pois esse tipo de desenho não é muito a minha. Mas as duas estavam animadas, boa companhia, então vamos lá. E o Imax é sempre uma grande experiência (posts de 20/11 e 24/2).

Tinhas algumas coisas para fazer pela manhã, então fui ao Shopping Pompéia/Bourbon no início da tarde. A sessão pretendida era a das 17h30. Por que fui tão cedo? Porque foi impossível comprar entradas pela internet sábado à noite, então fui tentar pessoalmente.


Raramente vou a esse shopping nos finais de semana, menos ainda aos domingos. O quequiéaquilo?  Gente saindo pelas tampas!  E não era por causa do Natal, não - já havia passado -, ou possíveis trocas, havia várias lojas fechadas - era domingo e só abririam, não sei se todas, bem mais tarde. Tinha gente na praça de alimentação e no cinema. Filas, filas, filas…Surpreendente para mim!  A cidade está tão vazia…vai ver que todo mundo que ficou por aqui resolveu ir ao Bourbon de uma vez, no mesmo dia. Só pode ser!  Até para comer um lanche foi um sacríficio. A Casa do Pão de Queijo não tinha quase nada para oferecer! Como assim?  É comida pronta, pré-preparada, que vem de uma central…não tinha nenhum sanduíche, não tinha suco de laranja (isso, não de tangerina, lichia, ou alguma fruta exótica…laranja mesmo), enfim um terror! Só posso imaginar que os comerciantes do shopping não esperavam o movimento que tiveram, senão é pura incompetência mesmo.


Logo que cheguei ao shopping fui para os cinemas. No início da fila do IMAX, o seguinte cartazete: esgotadas entradas até 29/12. À venda somente a partir de 30/12. 31/12 não abriremos.  Bom, como já estava por ali, consultei minha amiga que estaria em SP pós-ano novo e acertei de comprar para 3/12 - domingo. Pasmem!  Mesmo para esse dia só havia uns 20 ou 30 lugares! Quequiéisso????  Bem, acabei comprando minhas valiosíssimas entradas para o Avatar. E já que estava ali, não ia perder a viagem. E não perdi mesmo!  Fui ver Hanami, Cerejeiras em Flor (
http://www.imdb.com/title/tt0910559/).  Não havia lido a sinopse. Só achei que podia ser um filme diferente, japonês, claro! (gosto muito dos filmes japoneses, chineses, etc.).  Oooh, ignorância!  O filme é alemão, mas com muitas referências ao Japão. Aliás uns 50% do filme se passa em Tóquio.  Bem, não errei tanto assim…

O filme é muito bonito, interessantíssimo! Trata bastante do butoh (http://www.butoh.com.br/taxon/dancabutoh.html) e tem o Tadashi Endo (http://www.tadashi-endo.de/) em algumas performances. Eu tive a sorte de ver o Kazuo Ohno (http://www.butoh.com.br/taxon/kazuo.html / http://en.wikipedia.org/wiki/Kazuo_Ohno ) se apresentando aqui, no SESC Consolação, há uns 20 anos, talvez.  Muito bonito!  Além das várias referências ao butoh, tem também música de  Ryuichi Sakamoto (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ryuichi_Sakamoto). Tem gente que não gosta, mas eu gosto.  Quem viu Merry Chritmas, Mr. Lawrence, O Último Imperados, e alguns shows da Yellow Magic Orchestra, sabe do que estou falando.

Dos atores do filme, só me lembro vagamente de Hannelore Elsner que faz a protagonista, em 40% do filme. Não me lembro de Elmar Wepper (Rudi Angermeier) ou dos outros artistas.  O fato é que tanto ela quanto ele estão maravilhosos. Os outros atores “quebram o galho” , não comprometem nem agregam. Ah, sim, a atriz Aya Irizuki (Yu) que é a protagonista na metade Japão do filme também está muito bem.  Uma delicadeza, uma poesia só.

Trata da história de um casal alemão que vivia numa bucólica cidade alemã. Filhos crescidos, distantes. Aliás interessante como, coincidente, o mais forte do filme é a temática que comentei no post de 25/12.  Filhos que julgam seus pais verdadeiros imbecis, incapazes.  E, no contraponto, pessoas que com o avançar dos anos vão se libertando, continuam a sonhar, aprendem a viver melhor, se me faço entender.  Só que quem está de fora, sobretudo os “quadrados”,   antiquados, terra-a-terra dos filhos não conseguem enxergar isso, ficam no raso mesmo (e eu me incluo no grupo…aliás, me incluía, pois há alguns anos olho meu pai como um ser completo, que sabe muito bem o que faz. Se não tem visão, audição perfeitas, se anda meio cambaleante, tem uma cabeça privilegiada e uma experiência de vida que vale ouro, então o vejo como pessoa capaz, responsável por si e pelos seus atos - felizmente ele não tem nenhuma doença neurológica). Emocionante de ver os caminhos da mulher e do marido, como eles encontram maneiras de viver, e viver bem, independentemente daqueles filhos chatinhos, mas que se acham o máximo (acho que quase todos somos assim também como filhos).  E a repetida frase: não tenho tempo, não tenho tempo, não tenho tempo…desculpa para tudo que não se quer fazer de fato, de que se quer fugir, e como é fácil de dizer, de usar! E como é bem aceita na praça…


A fotografia do filme também é maravilhosa!  Hanami é quando os japoneses se reúnem sob árvores (cerejeiras basicamente) e fazem piqueniques e festejam e admiram e aproveitam a beleza e a efemeridade, em alguns casos, da Natureza.


Outra coisa interessante é como mostram Tóquio, os japoneses.  Bem impactante.  Mesmo em tempos de globalização tem montes de coisas que a gente desconhece e nem imagina, como, por exemplo, a cremação e a cerimônia posterior de acomodação dos restos mortais pelos parentes, amigos, na urna funerária.  É bem diferente do que vi em A Partida (post de 6/6). Talvez complementar, não sei.  De qualquer forma, o tratamento da morte ou do morto nos dois casos está muito distante do que o Ocidente faz.


Um filme lindo mesmo, nada convencional, com muitos momentos inesperados. E põe inesperado nisso!

29

de
dezembro

De nooovoooo! como diria o Baby da Família Dinossauro.

Pois é, a gente não escapa, mesmo! 365 dias vão-se embora periodicamente.  Não tem erro! E este final de ano foi o do Viagra. Gente, como recebi mensagens/spams oferecendo Viagra! Uns 100 por dia! Pra mim? Ai,ai,ai,ai,ai…Foi até divertido. Poderia ter proposto um joguinho com amigos/colegas/conhecidos: quem recebe mais?  apostas de quantos receberei hoje - quem se aproximar mais do número de mensagens, ganha…uma cx de viagra!

De uns anos para cá, apesar de eu ter aquela sensação tão explicada e reexplicada pela ciência de que o tempo parece voar, mas não voa de fato, tenho olhado para cada ano e fatos marcantes mais incisivamente, com atenção, calmamente (tento!) e com mais imparcialidade (tento!). Separando o joio do trigo, o que é bom fica indelevelmente na memória, na retina, o que é ruim vai embora.  O que é bom acaba ficando bem “espaçoso”!
Senioridade dá nisso!

O fato é que, não importa a idade, a gente sempre aprende (tento!), e percebi que o que para mim é “agility”, fácil, pura troca de informação, vontade de ajudar, ação proativa,  pragmatismo, para outros, aliás para a maioria, é intromissão, demanda. Agorinha mesmo, quase final de 2009,  recebi o adjetivo “demandante” pela frente de quem não poderia imaginar que visse minha atitude pela vida assim, até porque, pela minhas contas, em geral dou muito mais, sem que me peçam, do que “demando”.  Frustante?  Decepcionante?  De jeito nenhum! Só interessante e pedagógico (é assim que percebo essas coisas atualmente).  Difícil de entender, mas interessante e natural, imagino. Além do que, como sabiamente dizia minha mãe, a verdade tem três lados: o meu, o seu e ela própria. E com tudo é assim, com cada fato, cada ação, cada sentimento. Por mais que se imagine que tenhamos uma visão abrangente, não temos, não. Quando muito essa visão abrangente existe para o que é controlável: cálculos, negócios, experiências científicas, e vai por essa linha. Para o que envolve o ser humano tão-somente ou majoritariamente, a chance de perceber, apreender de forma errada, ou melhor, parcial é imensa!


Por isso, para 2010, em vez de muitas frases completas, elucubrações, emitir opiniões, dar a cara para bater desenfreadamente,  vou soltar muitos “hum, hum”s, fazer cara de paisagem,  já que é isso que se espera ou se quer ou se prefere. Tenho treinado e acho que vou conseguir! E o melhor de tudo é que depois do “hum, hum”, “sei, sei”, não fica nada: não fica preocupação, não fica culpa, fica o vazio, fica tudo levinho, não há comprometimento de nenhuma natureza, e ainda sobra a impressão de dever cumprido. Melhor impossível, né?


Li recentemente um texto (Betty Milan - Veja 23/12/2009 - pag. 197) que dizia que amigo “vê e ouve o que não somos capazes de ver nem ouvir. Assim sendo, pode fazer por nós o que não temos como fazer por nós mesmos” e que “a escuta é a característica do psicanalista e também do verdadeiro amigo” - eu ouço de monte, e felizmente tenho quem me ouça de vez em quando.  Depois ataca de “o amigo sabe se conter, exercita-se na ética da contenção”. Aqui não concordo muito, pois acho melhor dizer/fazer do que não dizer/não fazer, mesmo que isso fira, desestabilize. É obrigação, OBRIGAÇÃO, de um amigo amoroso alertar, verbalizar sua opinião, sempre visando ajudar o outro. Ficar quietinho quando o outro está surtando vá lá, mas acompanhar com o olhar, ficar ao lado, enquanto o outro se “ferra” de verde e amarelo…sem interferir.  Cooomooo assim????   Isso não é respeito, não é interesse genuíno, não é amor, sim, porque amizade envolve amor seguramente, isso é coisa para conhecimentos ligeiros, pró-forma, conveniência, cúmplices  (esclarecimento: o cúmplice não vê só o benefício do outro, mas o seu acima do outro).  Complementando escreve:”Por isso, ele (amigo) é de paz e a sua maneira de ser pode servir de modelo para todas as outra relações: marido e mulher, pais e filhos e irmãos”. Eu diria não de paz, mas de amor, de comprometimento, de respeito, de doação.

Um texto bem interessante, que me fez pensar que, só após cinco décadas de vida, tenho percebido que as relações,  até aquelas que eu julgava profundas (marido/mulher; pais/filhos, irmãos), são em sua maioria rasinhas, rasinhas, relações costumeiras e nada mais, com alguns momentos de brilho, de real envolvimento. No mais as pessoas vão se acomodando, “usando” (afinal todos somos “usados” também) e a grande maioria das relações é só conveniente mesmo.  Horrível isso? Não, só a verdade, aquela que não se quer ver, que se doura o tempo inteiro.  Isso não sou eu!?  Ah, é sim! A gente é muito feio lá no fundo!  Acho que nem Madre Teresa escaparia de um supercrivo.  Bottom line: isso é do ser humano: gregário por pura conveniência e predador até a medula, não adianta arrumar jeitos e tentar disfarçar.  Então, let us play!

Já escrevi algumas vezes que me julgo uma privilegiada, pois vivo uma vida muito boa, com suas inúmeras limitações, obviamente, mas tenho a dita (Google, pls) que muitos não têm, e sou grata ao Universo, a uma força superior, e a mim mesma, por certo, por ter conseguido um ótimo “aproveitamento” de minha vida até o momento, mesmo com as “curvas e derrapagens” que se apresentam a todos.  E agora chega 2010 (olhem que cabalístico - 20 é o dobro de 10!! Eeeeeee???? Sei lá!  Tenho de parar de beber…) e com ele mais uma vez coloco meu olho no horizonte, respiro fundo, cabeça erguida (acho que nunca serei sifonoide ou sifótica-não sei qual o correto-, justamente por isso), e lá adiante vou encontrar um novo olhar para o mundo e para as pessoas. Na verdade, esse deveria ser um exercício diário, mas nos acostumamos e acomodamos, só que com a chegada de um novo ano, a gente se força (ou se vê forçado) a rever, a repensar, a se renovar, e isso é muito bom!  Incrível, mas engana o cérebro e dá esperança! Pode?!


Então…gente, trema, pois desejo a vocês com muita força um 2010 tão inquietante, desestabilizador e renovador quanto, estou certa, será o meu! Excelente 2010 pra todo mundo!

29

de
dezembro

Tempos de Festa (6)…e se acabou!!!

E hoje foi finalmente o dia de ver a iluminação no Ibirapuera (parque) e a árvore de Natal. Depois do tradicional jantar de final de ano no Bacalhau da Barra Funda com meus amigos, muita risada, muita bobagem e algumas definições para 2010 (uma delas vamos todos participar da S. Silvestre…me aguardem), fui até o Ibirapuera para apreciar o que faltava: a árvore de Natal!  Está muito bonita mesmo!

Segue link com fotos e vídeos para que vocês também possam apreciar.  E ano que vem tem mais!

http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/ArvoreIbirapuera29122009?feat=directlink

27

de
dezembro

O Fantástico Sr. Raposo é fantástico mesmo!

Nossa, foi por um triz!  Na sorte fui ver ontem O Fantástico Sr. Raposo (http://www.imdb.com/title/tt0432283/).  E não me perguntem por que um desenho/animação tão bom está somente em um cinema em toda a minha colossal São Paulo!  Está só no Unibanco - 4: salinha modesta, pequeniníssima e que não estava cheia!? Incrível, considerando a qualidade do filme, que é legendado e não dublado, como a maioria dos desenhos que estão/estiveram nas telas recentemente, o que é um refrigério…Enfim, uma delícia de desenho de um diretor do qual não conhecia nada.  Além de uma história bem inteligente, divertida, tem as vozes de GClooney (Mr. Fox) e de Merryl Streep (Mrs. Fox - divina!),  Bill Murray, Willem Dafoe, e outros que, mesmo não sendo conhecidíssimos, fazem um trabalho excelente.  O Sr Raposo é tudo de bom: charmant!  A trilha sonora é um primor também!

O roteiro surpreende a cada momento, não tem nada óbvio, nada babaca; mesmo as lições de moral, normais nesse tipo de produção (desenho portanto para crianças, pré-adolescentes, etc.), são muito bem colocadas e não têm nada de prosaico.

Uma delícia de filme. Pena que tenha ficado tão pouco em mais salas, e tenha tido uma divulgação pífia - está como um dos melhores na listinha da Veja, o que muitas vezes não quer dizer absolutamente nada, mas neste caso vale a pena. Excelente!

Ah, sim, e não poderia deixar de acrescentar que o filme baseia-se no original de Roald Dahl (http://www.roalddahl.com/), um dos meus autores favoritos. Autor de contos antológicos (todos), e várias obras infanto-juvenis: Matilda, Charlie and the Chocolate Factory (que teve sua mais recente versão com JDepp), The Twitts, The Witches (no cinema com Angelica Houston), enfim, um sem-número de textos fantásticos! E o Sr .Raposo não é diferente.

Depois foi a vez de conhecer o Le French Bazar (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Gastronomia/Estabelecimento/Le_French_Bazar.aspx?id=101602).  Pertinho de casa, um visual externo bacaninha, já tinha aparecido em publicações, é de um pessoal da área, etc., etc.  Estava tranquilo, pelo fim de semana prolongado e no meio de dois feriadões (Natal/Ano Novo).  O lugar é bonitinho, fizeram uma boa transformação. Como sou do bairro vi várias coisas por ali, a última uma espécie de rotisserie e lanchonete.  Capricharam no ambiente, mas foi só.

A hostess é blasée até não mais poder, o cardápio é limitado mas até que interessante.  Minhas amigas comeram o risoto vegetarianos que, segundo elas, estava muito bom. Eu pedi um brasato de lula e polvo com purê ao maracujá.  Estava gostoso, mas a quantidade era miserável pelo preço, e não havia mais nada no prato além de 4 pedaços entre polvo e lula e o tal purê ($35 ou $39, não me lembro bem).  O risoto estava bem servido.  Pedi sobremesa pois continuava com fome.  Estavam boas, mas muito grandonas, feias mesmo em termos de apresentação.  Como pedimos um vinho rosé para acompanhar a refeição (um francês bem interessante), a conta bateu em $92/pessoa.  Caro mesmo pelo que comemos.

E mais, como um restaurante que tem uma carta de vinho, é a primeira coisa que o garçom oferece ao comensal, não tem os vinhos oferecidos na temperatura correta? Trouxeram um outro, além do que pedimos, que estava na temperatura correta junto, já que o que havíamos pedido NÃO estava na temperatura correta. Vejam que o que pedimos era o rosé mais caro da casa, portanto, indesculpável além de meio dumb, ie, como não estávamos com pressa pedimos para gelar o vinho mais um pouco e depois trazer um balde de gelo à mesa para manter a temperatura ou baixar mais um pouco. Outra pessoa poderia recusar o vinho, e eles deixariam de vender o rosé mais caro da casa…

Ah, sim e como sempre (já estou até acostumada, nem sei porque me irrito ainda), quando pedi o café junto com a sobremesa (eu gosto, tá, gente?!), claaroo que não veio e tive de pedir de novo.

Outra coisa: uma quase regra nos restaurantes: quando se pede a nota fiscal paulista dizem que não podem dividir em vários cpfs,mesmo que a gente não faça questão de valores exatos.  Vários restaurantes fazem isso então só pode ser má vontade, um sistema “burro” que instalaram no restaurante, ou má fé mesmo. Bem, decisão de 26/12: a partir de agora a primeira pergunta será, quando eu não estiver sozinha e os acompanhantes quiserem nf paulista: vocês emitem nf paulista em vários cpfs? Não, então tire meu pedido separado ou “n” pedidos separados, emita “n” contas. Vamos ver se aprendem: vão ter mais trabalho, gastar mais papel e tinta (sorry, dear planet!), etc., mas quem sabe assim se esmeram em algo tão simples e que é obrigação. Aliás, comento que há restaurantes que, mesmo tendo o tal sistema ”burro”, sabem tratar o cliente: como muitas pessoas não pedem essa nf, oferecem a de outros clientes para compensar não poder dividir uma conta.  Não é o correto, mas pelo menos mostra que a casa respeita o cliente ou tenta prover o que ele pede de alguma forma e que é sua obrigação encontrar uma maneira de realizar.

Bottom line: restaurante bonitinho, dá para sentar na calçada em tempos calorosos, tomar um vinho, uma bebidinha, comer alguma coisinha e depois ir a outro lugar, ou até pedir uma sobremesa (afinal são grandes embora caras) e um café para terminar uma ida ao cinema, uma caminhada.

25

de
dezembro

Hoy puede ser un gran día! É só querer.

Dia de preguiça total!!! Delícia!  Então ver um dvd legal é tudo de bom! E Elsa & Fred não é só legal: é bonito, emocionante, ajuda a refletir, e muito.

O filme (http://www.imdb.com/title/tt0453047/) de 2005 ficou semanas em cartaz, mas não sei por que não o vi no cinema.  Mas antes tarde…

E foi um lindo “presente de Natal”.  A uruguaia China Zorrilla, em seus 83 anos, e Manuel Alexandre (espanhol), também por ali em idade, estão magníficos. Tem também Bianca Portilo (está em Abraços Partidos - post de 6/12 ), que está ótima!

É um daqueles filmes que, pelo envelhecimento da população global, cada vez mais tem lugar na telona.  O encontro da alegria, do humor, da vida que deveria ter sido vivida e não o foi antes, do grande companheiro ou companheira.  Claro que sempre há menção de coisas da idade: limitações que vêm com o passar dos anos, doenças, mas o que se discute hoje, sobretudo, é o velho (idoso como se diz para amenizar a questão) como ser capaz, independente, e que, na maioria das ocasiões, é destratado ou tratado com condescendência humilhante por quem os cerca (família, empregados, prestadores de serviços, etc.). O pior: os que condescendem dependem desses “pobres” velhinhos para viver (comer, morar, investir, etc.), mas se acham acima ou melhores que os tais.  No entanto, cada vez mais os “pobrezinhos” vão se posicionando, exigem viver plenamente o que lhes sobra de tempo, exigem seus “direitos”, aí filhos, netos, noras, genros, e agregados, se rebelam!  É tão interessante ver à distância como as visões de um lado e de outro são díspares, melhor: paralelas!  Pois é, cada um sabe do seu…Já escrevi que o ser humano é individualista, e apenas gregário por conveniência ou sobrevivência. Nada mais que isso! E é o que fica muito visível no embate entre as gerações.

O filme é lindo! Uma mulher que viveu e vive além dos limites. Não é fácil se viver com alguém que “viaja”, perde o pé da realidade.  Isso exige paciência, esforço e adoração - amor só não chega.  Mas tem horas (e muitas, acho) em que essa é a pessoa privilegiada, que pode, como no filme, levar alegria, desafio, movimento, vida à existência de outros.  É preciso ser imprevisível, olhar a vida com alegria (o que passou já foi, então é aprender, e tentar fazer melhor).

Do outro lado, um homem que sempre viveu certinho, respeitando mulher e família, trabalhando.  Para mim também…chaatooo…

O amálgama resultante é maravilhoso, para os dois lados, mas só porque os dois abriram olhos, abriram corações, e se agarraram à vontade de viver irrestritamente. Olhando daqui, se eu estivesse na mesma situação de Elsa  e se tivesse talento faria tudo igualzinho!

Ah, e as referências a La Dolce Vita e a inclusão da cena de Anita Ekberg na Fontana di Trevi deslumbram!

24

de
dezembro

Tempos de Festa (5)

Ontem foi noite de lavar a alma.  Para entender, leiam meu post de 18/12.

Finalmente,sem chuva, e por minha conta e risco, fui ver a iluminação de Natal do centro da cidade. Fotos e vídeo: http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Centro2312209?feat=directlink.  Ficaram escuros porque não sei mexer mesmo com essa máquina (a outra, micro, bem mais simples, me dá um resultado melhor. De toda foram, juntando o link do posto mencionado acima e deste dá para se ter uma boa ideia).

Fiz um percurso bem proveitoso: Xavier de Toledo, tracessia do Viaduto do Chá, Praça do Patriarca - o que é aquilo minha gente!!!-, e CCBB (http://www.bb.com.br/portalbb/home22,128,10161,0,0,1,1.bb?&codigoMenu=9897), que está com uma exposição de design interessante, que pretendo voltar a ver.  O CCBB fecha às 20h, cheguei lá com amigos por volta de 19h30, então deu para dar um giro rápido.  E o prédio do Banco do Brasil, que tem mais de 100 anos, e foi plenamente recuperado para acolher o CCBB é maravilhoso!

Depois foi a vez do Páteo do Colégio (http://www.pateocollegio.com.br/newsite/apresentacao_pt.asp).  Pena que o restaurante e o acesso ao mirante feche cedo, mas ainda assim deu para apreciar a iluminação, o munumento  Glória Imortal aos Fundadores de S. Paulo, os vários prédios públicos no entorno.  Estava bem bonito.

Aí passamos em frente à casa da Marquesa de Santos - sempre em reforma…e fomos para a CEF da Sé, ver a parte cultural.  É preciso dizer que estava anoitecendo, o centro estava se esvaziando, e os moradores de rua já estavam tomando conta de tudo. É um verdadeiro depósito de gente, ou da miséria humana, a céu aberto.  Drogados, bêbados, derrotados, deficientes, tudo que se possa imaginar!  Eu frequento o centro da cidade desde de sempre e nunca, mas nunca mesmo, vi aquela região tão degradada em termos de gente, frequencia, sujeira, falta de iluminação, depredação ou falta de manutenção/cuidados. Parabéns, Kassab! Não sei para quem ele e sua camarilha trabalha, mas o inimigo deve estar dando pulos de contentamento, porque a destruição tem sido paulatina, abrangente e profunda.  Uma pena mesmo!

Bom, o prédio da CEF que data da época de Getúlio, foi recuperado/adaptado para receber o centro cultural em 2005, é muito bonito: colunas jônicas na entrada, granito negro por todo o hall, ferragens (corrimãos, grades, etc.) todas feitas pelo Liceu de Artes e Ofício, um vitral de 6 metros no saguão, enfim um prédio muito bonito, muito bem construído, com materiais de primeira. Só que a manutenção é bem mais precária que aquela do CCBB, que é impecável.  Há também algumas exposições muito interessantes (http://www.caixacultural.com.br/html/main.html), sobretudo a face indígena de V. Brecheret.  Faltou ver Cyber Art que está no 2o. andar, preciso voltar.

Dali, Marco Zero / Praça da Sé. Um horror a sujeira! Mas deu para mostrar para um visitante o que era. A Catedral infelizmente estava fechada  - considerando o entorno, os necessitados que ficam por ali o tempo todo entendo que ela, cristãmente, deveria ficar aberta 24 horas, enfim…

Depois, uma passada pela Faculdade de Direito, no Largo São Francisco (http://www.direito.usp.br/), e pernas para que te quero para ir até o Mosteiro de São Bento (http://www.direito.usp.br/) que data de 1600. Também fechado àquela hora (perto de 21h) e com uma iluminação bem fraquinha, se comparada com outros monumentos.

Para dar um descanso aos pés e ganhar energia para terminar o passeio, Café Girondino (http://www.cafegirondino.com.br/) para uma boquinha. Adoro aquele lugar!  Ontem estava muito barulhento, afinal final de ano, mesas grandes, véspera de feriadão para muita gente, mas estava bem gostoso, e a comida honesta como sempre.  Atendimento bem razoável.

Depois, Vale do Anhangabaú.  Está muito bonito, como mencionei no post de 18/12.  As árvores, os prédios à volta, tudo muito iluminado, colorido!

Bem, consegui fazer o passeio que eu tanto queria, rendeu bastante, foi divertido, vi o bonito da cidade - tomara tudo fosse bonito assim o tempo todo.  Aí foi seguir para casa e descansar.

Ainda não vi a árvore do Ibirapuera de pertinho, mas até dia 30 dou um jeito e vou. Vamos ver se consigo documentar melhor.

23

de
dezembro

Tempos de festa (4)

Ontem foi dia + noite de visitar o Museu Paulista (http://www.mp.usp.br/), ou Museu do Ipiranga e andar pelo Parque da Independência (http://www.sampa.art.br/parques/independencia/), depois de longo tempo.  Aproveitei para conhecer o Aquário de São Paulo (http://www.aquariodesaopaulo.com.br/).

Tudo isso foi motivado pela vontade de ver a iluminação/projeção noturna na fachada do Museu, conforme consta do site da Prefeitura (http://www.cidadedesaopaulo.com/natal/  + http://www.cidadedesaopaulo.com/natal/ ).  Posto isto, vocês já devem imaginar que minha caminhada começou bem antes e foi looongaaa, certo?

Como dizia minha mãe, numa variação sobre o tema limão - limonada: qualquer coisa me diverte. Então vamos lá!

Uma vez a página da Prefeitura, apesar de bonitinha, traz informações de menos, e muuuitooo menos, ie, qualquer pessoa de bom senso, e não precisa ser marketeiro, comunicólogo, teria postado bem mais informações sobre os eventos, informações importantes para que recorrendo ao site fosse possível visitar tudo com segurança relativamente a horários, datas, etc. (http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=34354). Como isso não acontece, tive de fazer minha checagem pessoal.

No caso da Paulista (post de 21/12), não importou muito, procurei mais algumas coisas na internet e foi o suficiente. Faltou horário de shows nas páginas dos patrocinadores (bancos, sobretudo), ou nas de publicações (Vejinha, jornais, etc.), enfim tudo muito raso, parecendo coisa de quem faz o mínimo do mínimo por obrigação e não vê na informação ao cidadão algo de valor, algo que valha a pena.  Como mencionei, tudo isso não atrapalhou criticamente o passeio de luzes por ali, pois a avenida está bonita como um todo, há decorações em locais não mencionados que agregaram muito à beleza do local, e tudo fica reluzindo até bem tarde. Então, deu para agradar e divertir.

No caso do museu foi um pouco diferente. Como, no meu caso, eu iria ali especificamente para ver a iluminação/projeções, tentei obter mais detalhes. Semana passada liguei para o número do museu (central) e nada. Tentei pelo menos umas 10 vezes e em nenhuma vez consegui ser atendida.  Então entrei no site do museu e busquei outros telefones.  A primeira tentativa foi na biblioteca.  Naaadaaa, além de receber uma explicação exdrúxula, porém educadinha, de que não sabiam de nada porque “o que está para dentro da porta do museu” é da USP, e o que está para fora é da Prefeitura.  Bom saber, né, que mesmo sendo coisas públicas, as entidades não se entendem em coisas comezinhas, se enfrentam e antagonizam, e o contribuinte que paga de todos os lado ainda assisite a esse embate.  Bom, como a resposta não resolveu a questão, vamos para…Assessoria de Imprensa. Ah, essa não tem erro…

Um momento que tenho de me recompor, porque o assunto me provoca muito riso (nervoso)! Perguntados sobre os dias e horários de projeção durante esta semana (22 a 24/12), a resposta: nós não temos nada.  Vejam bem, é a Assessoria de Imprensa…as projeções começaram em 5/12, e ninguém,mas ninguém mesmo, se importou de cavar essa informação para passar ao público que a requisitasse. E tenho certeza quase que absoluta de que não fui a primeira a pedir essa informação.  A moça que me atendeu me disse que a recepção tinha as informações. E lá vamos nós…

A recepção ou portaria ou o que for me atendeu e perguntada a mocinha disse que tinha as informações. Aí ouço-a gritando: cadê meu papel com as informações das projeções?  Ai, que medo, meu santo!   Ela volta ao telefone e me diz que de 21 a 23 as projeções começariam às 19h30.  Repito a informação: então haverá projeções de 21 a 23 com início às 19h30?  Isso mesmo! Ela lê de novo o tal papel. Confiante na natureza humana e com meu habitual espírito de aventura, programei minha visita, que aconteceu ontem.

Primeiramente, uma visita ao Museu Paulista (Museu do Ipiranga).  Um prédio lindo!  Foi reformado há uns anos, os jardins refeitos, as fontes postas em funcionamento.  Um edifício primoroso feito à mão por operários italianos, sobretudo. Cada entalhe, cada nicho, cada adorno, tudo muito bonito, perfeito!  No entanto, como sabemos que os da terra não têm apreço a esse tipo de trabalho, de manifestação artísticas, digamos assim, esperaram tudo se deteriorar, para gastar uma grana preta para reformar e agora, de novo, já se percebe que outra manutenção extensiva é requerida.  E por que será que as fontes/chafarizes, nos quais se gastou tanto dinheiro para recuperação, não estão sempre ligados, principalmente em época de férias, de calor, quando o acesso ao parque é tão numeroso?  M-i-s-t-é-r-i-o!!!  A entrada custa $4,00 e meia só para seniores ou professores (muito justo).  A lojinha é canhestra, com poucas opções, algumas até bem legais. Muitos postais!  Os funcionários são até gentis, mas com muito pouca bagagem, gabarito. São mais fiscais, seguranças do que outra coisa.

Bem, chegando ao museu, primeira checagem: projeção!  Ninguém sabia coisa nenhuma. Um segurança muito simpático e prestativo foi garimpar a informação para a gente: tudo confirmado. Haveria projeção às 19h30. Ufa, que bom!

Aí foi apreciar o museu: enorme, com um acervo incrivel, uma iluminação péssima em muitos lugares, com banheiros só no subsolo, sem um mísero café ou lanchonete - isso é inimaginável nos dias de hoje!, só bebedouros nos banheiros, etc. De qualquer maneira, como fazia bastante tempo que não ia ali, valeu a pena. Acho que dá para ficar outros 15 anos sem aparecer, se a coisa continuar no ritmo atual.

Depois foi hora de conhecer o Aquário de S. Paulo.   As minhas referências nacionais são o de Santos - pequeno, mas muito simpático, mora no meu coração- e o do Guarujá - mais portentoso, grandioso, mais caro também, mas muito interessante, e há algumas internacionais, mas aí é covardia.   O de SP é muito interessante!  Bem montado,com espécimes muito curiosas.  Faltam indicações sobre as espécies de vários tanques. Há monitores bem simpáticos, claros em explicações, mas nem sempre estão à mão. Então deveriam caprichar e eliminar os gaps em termos de informações impressas/visuais, e os monitores ficariam para alguma dúvida remanescente.  De todo jeito, o “cenário” é muito legal! Divertido! Parece que estamos em cavernas submarinas, num submarino que afundou, com luzes fazendo as vezes de um curto da instalação elétrica; há um setor de água doce, outro de água salgada, outro de grandes peixes, outro reproduz o “parque dos dinossauros”.  A lojinha é bem boazinha e tem uma lanchonete que não experimentei, mas é bem espaçosa.  Há também um cinema, mas não deu para ver nada, pois cheguei às 17h, fechava às 18h, com tolerância para quem estivesse ali dentro, e o local é grande, com muita coisa para ver.  Valeu muito a pena. A entrada custa $20,00 e também meia só para estudantes, seniores.

Considerando o dia esplendoroso que fez ontem, o final de dia que usei para visitar o museu, o aquário, e depois o próprio Parque da Independência, foi um presente!  O parque é muito bonito, uma imensidão, mas tão mal cuidadinho, não só pelas fontes/chafarizes que não funcionam o tempo todo, mas também pelo gramado aparado mais ou menos, pelos caminhos, passeios, destruídos, pelo espaço imenso utilizado por skatistas e que poderia ter muito gramado, árvore, banco, pelo próprio monumento da Independência, vandalizado ao extremo. Sujo, com várias partes em bronze destruídas, com escadarias imundas, e por aí vai.  O riacho do Ipiranga então…que mal cheiro! Tem de tudo ali!  Um riachinho, será que é tão difícil limpar e manter?  E os pais da pátria do monumento? Sujos, vilipendiados!  E olhem que o há fartura de seguranças terceirizados.  Uma pena!

Bom, depois de tanto passeio, de ver coisas tão bonitas e interessante, apesar do descaso administrativo que pesa sobre elas, o momento da projeção.  Quase 19h30, e o dia ia claro. A fachada do museu começa a se acender.  E passa o tempo e nada. E vamos dar uma volta por trás do museu, ir ao banheiro, conhecer um pouco mais do parque. 20h e nada, nenhuma movimentação. Só a fachada ficando cada vez mais iluminada e bonita!

Aí divisei um funcionário e fui conversar com ele. Ele era da família dos da Prefeitura, não da família dos da USP (tipo Montecchio e Capuleto, sacaram?).  Aí veio a revelação, afinal tempo de Natal é assim…revelação, atrás de revelação: não tinha projeção nenhuma. Só mesmo de 5a. a domingo como estava num painel ali perto. Mesmo dizendo que eu havia ligado e um funcionário do museu, naquela mesma tarde, havia verificado e confirmado a projeção para aquele dia 19h30, o bruto não se comoveu e, claaarooo, não fez menção de comunicar isso a alguém, tentar descobrir o que aconteceu, etc.,etc. Até disse para EU reclamar mesmo…ai, ai,ai,ai,ai…a gente tem de ter muito espírito natalino mesmo…

Bom, de qualquer maneira, seguem fotos e vídeo. Achei tudo muito bom, divertido, interessante, mesmo sem a tal projeção que só serviria para coroar um dia fantástico.  E por falar em Natal, tenho ganhado grandes presentes diariamente: vendo coisas lindas, segurando minha usual fúria assassina com situações como as que tenho relatado na série “Tempos de festa”, convivido ricamente com amigos, companheiros de “pernadas”. Enfim, um período esfuziante que deixo registrado para um dia poder reler, recordar, reviver. O que é bom, é para ficar mesmo!  O resto a gente joga fora…

Segue o link de fotos/vídeos. Espero que gostem.

http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/MuseuIpirangaAquario122009?feat=directlink

21

de
dezembro

Tempos de festa (3)

Ontem foi dia de conhecer o PingPong (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Gastronomia/Estabelecimento/Ping_Pong.aspx?id=101656). Restaurante de dim sum/dumpling (http://en.wikipedia.org/wiki/Dim_sum) (http://en.wikipedia.org/wiki/Dumpling) que abriu recentemente.  A PingPong (http://www.pingpongdimsum.com/) é uma rede britânica (http://www.dimsum.co.uk/food/top-10-dimsum-restaurants-in-london.html), que serve esses quitutes deliciosos de origem chinesa.  Tanto em Londres quanto em NY (sobretudo aqui) esses restaurantes são bastante comuns em Chinatown e são baratíssimos. Você cansa de comer e não gasta mais do que US$ 20, ie., menos de R$ 40.

Aqui, a colônia chinesa não implantou isso de forma marcante, como em outros países, e a gente não tem o costume do dim sum.  Temos de outras iguarias, bem além do frango xadrez, mas especificamente do sistema dim sum, não. E acho que por tudo isso, aqui a coisa é cara.  A casa, ali no Itaim, é bem bonita, bem elaborada, mas não funciona com os carrinhos que funcionam no exterior para servir as iguarias.  Recebemos os pratos em “caixas” de bambu ou travessinhas de louça.  O cardápio é bem extenso. Para uma primeira vez, para quem conhece ou não, esse tipo de cozinha, o ideal são os combos/combinados. O mais completo custa $42 e traz um exemplar da vários dim sums, além da sobremesa.  Dá para ter uma boa ideia. Também servem bebidas diferenciadas: chás e bebidas não-alcoólicas bonitos, muito perfumados, e pouco comuns.  Se a fome for grande, pode-se completar o “full course” com algum prato específico/individual - cada um vem com 3 unidades.  No final, com bebida, sai uma média de $60/pessoa, se não exagerar nas bebidas e não pedir nenhum adicional. Não é caro, mas está longe do barato que é lá fora.

Claro que, como mencionei, o lugar é muito estiloso e tem um séquito de gente para atender, mal, como normalmente tem acontecido.  Um descompasso absurdo!  Uma tropa de gente jovem, bem apessoada, com cara de quem raciocina, mas sem o menor bom senso em vários momentos, que parece ter aportado ali por acidente, não sabendo muito bem a que vieram.  Um terror para conseguir a atenção de algum deles, para conseguir algumas coisas básicas (a casa não tem vinagre!!!! nenhunzinho…e segundo quem come os pratos direto lá fora é um item importante para acompanhar), para ter um cafezinho decente, para conseguir a nota fiscal paulista. E olhem que é tudo computadorizado, informatizado quanto a registro de pedidos, emissão de conta, etc.  O menino que atendeu a nossa mesa foi simpático e tentou, mas não deu mesmo. Irritante!

Uma daquelas casas que a gente tem a impressão de que, quando passar a moda, a novidade, não vai ficar. Bem, eu pelo menos tive minha quota de dim sum por aqui.

E, para dar continuidade ao domingo esplendoroso: luzes da cidade. Isto é decoração de Natal em SP.  Acho que a cidade já esteve mais bonita em anos passados, mas mesmo agora ainda tem seu esplendor.  Um amigo, generosamente, me levou para ver a ponte estaiada.  Como estava claro, já que o dia ficou bonito até bem tarde, sem chuva (ooh, milagre!), a gente teve de dar umas voltas para lá e para cá para conseguir ver a iluminação a toda.  E é bem bonita mesmo!

Depois tentamos ir para o Ibirapuera para ver a árvore que, neste ano, está maior ainda!  Mas qual o que…impossível! Uma muvuca federal! Trânsito para todos os lados…Pelo poquinho vi, vale muito a pena. Então vai ficar para outro dia.

Aí foi a vez da Paulista.  Tem coisas lindas: o Trianon está imperdível, tão ou mais bonito que em 2008.  O Bradesco caprichou, o Real minguou um pouco, o MASP desapareceu.  O BIC Banco e o Itaú da esquina da Ministro Rocha Azevedo estão lindos!  O BB também, e outros prédios também fizeram uma decoração primorosa. Mesmo depois das 21h o movimento é enorme. Gente que não acaba mais. A gente percebe que há muitos ônibus de excursão (a Prefeitura de SP faz um passeio natalino bem popular e há outras empresas que o fazem também). O bom é que “seja rico ou seja pobre”, como diz a canção, todo mundo se maravilha com as luzes, o movimento, o ar de festa.  Nossa, me diverti muito e, apesar de andar bastante, acho que valeu cada passo dado.  As fotos acima não fazem justiça (estava sem minha máquina, e foi de celular mesmo), mas dão uma ideia.

A grande maioria das decorações fica até início de janeiro, então, se puder, vá ver.

20

de
dezembro

Uma imagem vale mais que 1000 palavras! Às vezes…

Ontem foi dia de saturar os olhos com imagens memoráveis. Primeiramente fui à exposição de Cartier-Bresson (http://www.henricartierbresson.org/index_en.htm) que está no SESC Pinheiros (http://www.sescsp.org.br/sesc/busca/index.cfm?unidadesdirector=57)  (vai até hoje). Apesar de o essa unidade do SESC ficar superperto de casa, como fica em uma área muito feia, degradada do bairro, nunca tinha me animado a ir até ali.  Pensei, quando começou a construção do SESC - que é um prédio de grande porte, tem um teatro, segundo me disseram, excelente, leva shows ótimos ali-, que a região sofreria uma revitalização, mas isso não aconteceu infelizmente.  Talvez com a chegada do metrô a coisa melhore, mas sem uma intervenção urbanística “violenta” acho difícil. De qualquer forma, percebi que chegar ali não é tão ruim assim para mim, então, muito provavelmente, aproveitarei mais futuros eventos.  O prédio é bonito, a comedoria é muito boa - a melhor de todos os SESC a que já estive, os espaços de exposição são bem interessantes, o acesso é fácil, tem uma ótima sala de leitura, muitas unidades para uso de internet grátis, o estacionamento é muito bom - como na maioria dos SESCs.  Vale a visita. Quanto à exposição, ela se distribui por três andares, sendo que um deles é para fotos de artistas nacionais na linha do Cartier-Bresson.  Bem bonito ver fotos branco e preto tão densas, com momentos tão especiais. O olho do fotógrafo percebeu momentos, ângulos mágicos.  No térreo são projetados vídeos sobre/com Cartier-Bresson. Assisti a um deles.  Fica claro que para o fotógrafo o importante era o momento da fotografia, como ele diz a dança da vida.  Para ele a foto depois, o revê-la, admirá-la, analisá-la não tem importância.  O momento da captação é que importa para ele.  Há imagens muito interessantes!

Depois segui para o Instituto Tomie Ohtake (http://www.sescsp.org.br/sesc/busca/index.cfm?unidadesdirector=57).  O espaço do Instituto é privilegiado (a lojinha aquela loucura, como já comentei, bem como a livraria Gaudí).  Conseguem levar várias exposições paralelamente sem tirar o conforto do visitante, com uma organização e praticidade admiráveis.  SEMPRE têm folhetos/folders sobre as exposições e é gratuito. Coincidentemente, um dos artistas presentes era Mario Cravo Neto (http://www.cravoneto.com.br/), com suas fotos.  Bonito, mas prefiro o Cartier-Bresson.

Outra mostra  era a de Robert Reuschenberg (http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Rauschenberg).  Interessante, mas não muito a minha.

Agora, bacana mesmo (pelo menos foi o que achei) é a exposição de capas da gravadora Elenco (http://bizarremusic.com.br/elenco/sobre.htm). Muito interessante ver a história da gravadora, os artistas que ela colocou no mercado, as capas fantásticas sobretudo de Cesar Villela.  Para mim, ver ali retratados tantos cantores e cantoras que vi e ouvi na minha infância e adolescência e que de repente sumiram de vista foi emocionante.  Além do que as capas são fantásticas.

Depois fui comer uma coisinha no Grill da Vila, ali na Inácio Pereira da Rocha.  A casa sempre esteve cheia, mas de uma  hora para outra fechou sem aviso de reabertura. Não entendi nada. É uma casa tradicional de Pinheiros.  Reabriu há algum tempo.  Fui lá com uma amiga.  Comidinha razoável, preços mais ou menos, mas o serviço é a mesma tragédia de outrora: lento, desatento, um terror! Bom, mas acho que isso é o comum hoje em dia, lamentavelmente.

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