Ontem foi dia + noite de visitar o Museu Paulista (http://www.mp.usp.br/), ou Museu do Ipiranga e andar pelo Parque da Independência (http://www.sampa.art.br/parques/independencia/), depois de longo tempo. Aproveitei para conhecer o Aquário de São Paulo (http://www.aquariodesaopaulo.com.br/).
Tudo isso foi motivado pela vontade de ver a iluminação/projeção noturna na fachada do Museu, conforme consta do site da Prefeitura (http://www.cidadedesaopaulo.com/natal/ + http://www.cidadedesaopaulo.com/natal/ ). Posto isto, vocês já devem imaginar que minha caminhada começou bem antes e foi looongaaa, certo?
Como dizia minha mãe, numa variação sobre o tema limão - limonada: qualquer coisa me diverte. Então vamos lá!
Uma vez a página da Prefeitura, apesar de bonitinha, traz informações de menos, e muuuitooo menos, ie, qualquer pessoa de bom senso, e não precisa ser marketeiro, comunicólogo, teria postado bem mais informações sobre os eventos, informações importantes para que recorrendo ao site fosse possível visitar tudo com segurança relativamente a horários, datas, etc. (http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=34354). Como isso não acontece, tive de fazer minha checagem pessoal.
No caso da Paulista (post de 21/12), não importou muito, procurei mais algumas coisas na internet e foi o suficiente. Faltou horário de shows nas páginas dos patrocinadores (bancos, sobretudo), ou nas de publicações (Vejinha, jornais, etc.), enfim tudo muito raso, parecendo coisa de quem faz o mínimo do mínimo por obrigação e não vê na informação ao cidadão algo de valor, algo que valha a pena. Como mencionei, tudo isso não atrapalhou criticamente o passeio de luzes por ali, pois a avenida está bonita como um todo, há decorações em locais não mencionados que agregaram muito à beleza do local, e tudo fica reluzindo até bem tarde. Então, deu para agradar e divertir.
No caso do museu foi um pouco diferente. Como, no meu caso, eu iria ali especificamente para ver a iluminação/projeções, tentei obter mais detalhes. Semana passada liguei para o número do museu (central) e nada. Tentei pelo menos umas 10 vezes e em nenhuma vez consegui ser atendida. Então entrei no site do museu e busquei outros telefones. A primeira tentativa foi na biblioteca. Naaadaaa, além de receber uma explicação exdrúxula, porém educadinha, de que não sabiam de nada porque “o que está para dentro da porta do museu” é da USP, e o que está para fora é da Prefeitura. Bom saber, né, que mesmo sendo coisas públicas, as entidades não se entendem em coisas comezinhas, se enfrentam e antagonizam, e o contribuinte que paga de todos os lado ainda assisite a esse embate. Bom, como a resposta não resolveu a questão, vamos para…Assessoria de Imprensa. Ah, essa não tem erro…
Um momento que tenho de me recompor, porque o assunto me provoca muito riso (nervoso)! Perguntados sobre os dias e horários de projeção durante esta semana (22 a 24/12), a resposta: nós não temos nada. Vejam bem, é a Assessoria de Imprensa…as projeções começaram em 5/12, e ninguém,mas ninguém mesmo, se importou de cavar essa informação para passar ao público que a requisitasse. E tenho certeza quase que absoluta de que não fui a primeira a pedir essa informação. A moça que me atendeu me disse que a recepção tinha as informações. E lá vamos nós…
A recepção ou portaria ou o que for me atendeu e perguntada a mocinha disse que tinha as informações. Aí ouço-a gritando: cadê meu papel com as informações das projeções? Ai, que medo, meu santo! Ela volta ao telefone e me diz que de 21 a 23 as projeções começariam às 19h30. Repito a informação: então haverá projeções de 21 a 23 com início às 19h30? Isso mesmo! Ela lê de novo o tal papel. Confiante na natureza humana e com meu habitual espírito de aventura, programei minha visita, que aconteceu ontem.
Primeiramente, uma visita ao Museu Paulista (Museu do Ipiranga). Um prédio lindo! Foi reformado há uns anos, os jardins refeitos, as fontes postas em funcionamento. Um edifício primoroso feito à mão por operários italianos, sobretudo. Cada entalhe, cada nicho, cada adorno, tudo muito bonito, perfeito! No entanto, como sabemos que os da terra não têm apreço a esse tipo de trabalho, de manifestação artísticas, digamos assim, esperaram tudo se deteriorar, para gastar uma grana preta para reformar e agora, de novo, já se percebe que outra manutenção extensiva é requerida. E por que será que as fontes/chafarizes, nos quais se gastou tanto dinheiro para recuperação, não estão sempre ligados, principalmente em época de férias, de calor, quando o acesso ao parque é tão numeroso? M-i-s-t-é-r-i-o!!! A entrada custa $4,00 e meia só para seniores ou professores (muito justo). A lojinha é canhestra, com poucas opções, algumas até bem legais. Muitos postais! Os funcionários são até gentis, mas com muito pouca bagagem, gabarito. São mais fiscais, seguranças do que outra coisa.
Bem, chegando ao museu, primeira checagem: projeção! Ninguém sabia coisa nenhuma. Um segurança muito simpático e prestativo foi garimpar a informação para a gente: tudo confirmado. Haveria projeção às 19h30. Ufa, que bom!
Aí foi apreciar o museu: enorme, com um acervo incrivel, uma iluminação péssima em muitos lugares, com banheiros só no subsolo, sem um mísero café ou lanchonete - isso é inimaginável nos dias de hoje!, só bebedouros nos banheiros, etc. De qualquer maneira, como fazia bastante tempo que não ia ali, valeu a pena. Acho que dá para ficar outros 15 anos sem aparecer, se a coisa continuar no ritmo atual.
Depois foi hora de conhecer o Aquário de S. Paulo. As minhas referências nacionais são o de Santos - pequeno, mas muito simpático, mora no meu coração- e o do Guarujá - mais portentoso, grandioso, mais caro também, mas muito interessante, e há algumas internacionais, mas aí é covardia. O de SP é muito interessante! Bem montado,com espécimes muito curiosas. Faltam indicações sobre as espécies de vários tanques. Há monitores bem simpáticos, claros em explicações, mas nem sempre estão à mão. Então deveriam caprichar e eliminar os gaps em termos de informações impressas/visuais, e os monitores ficariam para alguma dúvida remanescente. De todo jeito, o “cenário” é muito legal! Divertido! Parece que estamos em cavernas submarinas, num submarino que afundou, com luzes fazendo as vezes de um curto da instalação elétrica; há um setor de água doce, outro de água salgada, outro de grandes peixes, outro reproduz o “parque dos dinossauros”. A lojinha é bem boazinha e tem uma lanchonete que não experimentei, mas é bem espaçosa. Há também um cinema, mas não deu para ver nada, pois cheguei às 17h, fechava às 18h, com tolerância para quem estivesse ali dentro, e o local é grande, com muita coisa para ver. Valeu muito a pena. A entrada custa $20,00 e também meia só para estudantes, seniores.
Considerando o dia esplendoroso que fez ontem, o final de dia que usei para visitar o museu, o aquário, e depois o próprio Parque da Independência, foi um presente! O parque é muito bonito, uma imensidão, mas tão mal cuidadinho, não só pelas fontes/chafarizes que não funcionam o tempo todo, mas também pelo gramado aparado mais ou menos, pelos caminhos, passeios, destruídos, pelo espaço imenso utilizado por skatistas e que poderia ter muito gramado, árvore, banco, pelo próprio monumento da Independência, vandalizado ao extremo. Sujo, com várias partes em bronze destruídas, com escadarias imundas, e por aí vai. O riacho do Ipiranga então…que mal cheiro! Tem de tudo ali! Um riachinho, será que é tão difícil limpar e manter? E os pais da pátria do monumento? Sujos, vilipendiados! E olhem que o há fartura de seguranças terceirizados. Uma pena!
Bom, depois de tanto passeio, de ver coisas tão bonitas e interessante, apesar do descaso administrativo que pesa sobre elas, o momento da projeção. Quase 19h30, e o dia ia claro. A fachada do museu começa a se acender. E passa o tempo e nada. E vamos dar uma volta por trás do museu, ir ao banheiro, conhecer um pouco mais do parque. 20h e nada, nenhuma movimentação. Só a fachada ficando cada vez mais iluminada e bonita!
Aí divisei um funcionário e fui conversar com ele. Ele era da família dos da Prefeitura, não da família dos da USP (tipo Montecchio e Capuleto, sacaram?). Aí veio a revelação, afinal tempo de Natal é assim…revelação, atrás de revelação: não tinha projeção nenhuma. Só mesmo de 5a. a domingo como estava num painel ali perto. Mesmo dizendo que eu havia ligado e um funcionário do museu, naquela mesma tarde, havia verificado e confirmado a projeção para aquele dia 19h30, o bruto não se comoveu e, claaarooo, não fez menção de comunicar isso a alguém, tentar descobrir o que aconteceu, etc.,etc. Até disse para EU reclamar mesmo…ai, ai,ai,ai,ai…a gente tem de ter muito espírito natalino mesmo…
Bom, de qualquer maneira, seguem fotos e vídeo. Achei tudo muito bom, divertido, interessante, mesmo sem a tal projeção que só serviria para coroar um dia fantástico. E por falar em Natal, tenho ganhado grandes presentes diariamente: vendo coisas lindas, segurando minha usual fúria assassina com situações como as que tenho relatado na série “Tempos de festa”, convivido ricamente com amigos, companheiros de “pernadas”. Enfim, um período esfuziante que deixo registrado para um dia poder reler, recordar, reviver. O que é bom, é para ficar mesmo! O resto a gente joga fora…
Segue o link de fotos/vídeos. Espero que gostem.
http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/MuseuIpirangaAquario122009?feat=directlink