Ontem foi o casamento do Michel e Adriana (vida longo aos dois!).
Como já disse várias vezes, não sou de ir a casamentos (não gosto mesmo), da mesma forma que a outras liturgias, e.g., velórios, funerais, missas de qualquer espécie, formaturas, etc..  Não que eu coloque tudo no mesmo nÃvel. São eventos de naturezas bem diferentes, evidentemente!  Mas nunca gostei, hoje gosto menos ainda, e me reservo o direito (a idade acaba concedendo isso para a gente, felizmente!) de não ir e ponto.
Os casamentos mais recentes a que fui foram, pelo que me lembre: o da Sany e Carlos, do Rodrigo (em Santos), da Lola (em 2007, mas a Lola é um ser especialÃssimo, filha da Silvia, que eu vi nascer, e de quem fui/sou madrinha), e agora do Michel.  Nos da Sany, Rodrigo e Michel, não me perguntem por que fui: claro que gosto dos três, como de outros amigos que casaram e a cujas cerimônias não compareci.  Todos são queridos para  mim, torço por eles, por seus pares sempre, mas por que as exceções, não sei: uma força maior me empurrou para as cerimônias. É isso, algo incontrolável…  No entanto, os casórios do Rodrigo e do Michel tiveram um componente diferente: ambos foram realizados no Valongo (http://ssavalongo.sites.uol.com.br/historia/santuario.htm), uma igreja do século XVII.  Bom, Santos para mim é tudo de bom.  Acho que no caso do casamento dos dois juntei o carinho pelos meninos e a oportunidade de ir a Santos. No do Rodrigo eu ia para ficar o fim de semana, mas no final acabei indo com amigos no sábado mesmo e voltando a SP depois da festa. Mas no caso do casamento do Michel…ai, foi ótimo rever a cidade, poder passar dois dias inteiros (desde 6a. final do dia até domingo inÃcio da tarde) ali.
Então, vamos por partes: o casamento do Michel.  Pois é, a foto aà de cima é dele antes do casamento. Nervoso, muito ansioso na verdade. Mas, com uma satisfação estampada em cada molécula!  Mesmo meio “enlouquecido” cumprimentou a todos, simpático e conversando com todo mundo.  Muitos parentes e amigos presentes.  Estava elegantÃssimo. Os que conhecem o Michel sabem que ele é um palito, mas perdeu quilos nas últimas semanas.  Pensamos, ingenuamente, que fosse pela correria, preocupação, ansiedade. Mas qual!  Durante a festa ele e a agora esposa (Adriana) dançaram um bolero com passos ensaiados, terminando hollywoodianamente!  Então, os quilos perdidos seguramente devem-se à s aulas de dança para poder encantar os convidados!!!
A noiva - vocês sabem como eu sou com fotos, então façam um esforcinho (Rodrigo, mande as fotos para eu poder publicar. Tenho certeza que as suas estão melhores…) - Adriana, foto aà de cima também, estava  muito bonita e igualmente feliz, só que me pareceu mais tranquila que o Michel.
Um casamento na igreja do Valongo é por si só um acontecimento. A igreja é emocionante! Uma das mais bonitas que já vi no Brasil, e está muito bem cuidada. Há alguns anos começou sua recuperação e hoje me parece “accomplished”.  Ir ali é para mim um grande prazer. Sempre que vou a Santos tento visitar a igreja, e eu não sou nadinha religiosa, hein!  Mas a visita é sempre inspiradora.  Os próprios santistas não vão muito ali, a não ser em ocasiões especiais. Aliás há casamentos de monte na igreja!  Dizem que a região é perigosa. Eu já fui algumas vezes, durante o dia e durante a semana, quando estive por Santos, e não me causou essa impressão, mas eles devem saber do que estão falando. De qualquer forma, para os casamentos há estacionamento, segurança ou guardadores, lugar na rua para os carros.
O casamento foi lindo, a festa a seguir também foi muito bonita e animada, com detalhes definidos pelos noivos que surpreenderam.  Tudo muito bonito mesmo! Tomara que a alegria dessa noite se estenda pela vida dos dois!
Agora é preciso dizer que Santos, desde que cheguei, estava com um calor absurdo!  Um calor incrÃvel, mesmo sem sol, com chuviscos e pancadas de chuva pelo dia e noite, mas nem um refresquinho.  Um negócio de matar, pelo menos para mim. Acho que nunca passei tanto calor na vida, que eu me lembre. Mas vale mencionar que os da terra também reclamaram muito do calor, então não é impressão ou sensibilidade da minha parte.
Bom, eu sempre digo que adoro SP, poderia até ter morado em outros lugares, mas daqui não saio!  Adoro a cidade! Claro que ela tem muito a melhorar, mas mesmo assim é o meu lugar, com que me identifico sempre.  Pois é, e mesmo tendo viajado bastante, sabem qual seria a outra cidade no mundo em que eu gostaria de morar? Santos (http://www.santos.sp.gov.br/), isso mesmo!  Amo demais os jardins à beira-mar, a estrutura da cidade, a proximidade do grande centro, o jeito da gente de lá.  Aliás, acho que o santista tem o sotaque mais bonito do Brasil.  Quem sabe um dia eu consiga passar mais tempo por lá e aproveitar não só o pézinho na areia, mas os monumentos históricos - e Santos tem história! - tão bem cuidados!  Fazia dois anos que não ia à cidade e notei algumas coisas interessantes: (1) a sinalização das ruas melhorou muito! Os locais turÃsticos são identificados também em inglês; (2) estão cuidando de lugares que de que eu gosto muito mas estavam precisando de melhorias. O orquidário, por exemplo!; (3) ao longo de toda a praia - nota: Santos tem a faixas de areia mais larga que eu já vi! - bem perto dos jardins, ou seja, no ponto mais distante do mar, houve a instalação de várias tendas. Cada uma de uma associação (professores de Santos, Banco do Brasil, Fisco, etc.), grêmio, associação recreativa ou desportiva (todas antiquÃssimas)!.  Há alguns aspectos interessantes decorrentes dessa cessão de espaço: (a) naturalmente isso não deve ser gratuito, i.e, o municÃpio, imagino, ganha alguma coisa; (b) mesmo que não ganhe, o fato de as tendas estarem instaladas e haver um cuidador (todas têm alguém que fica ali para servir os frequentadores, servir) deve garantir a limpeza do local. E garante, pois está tudo bem limpinho; (c) esses cuidadores devem ser pagos pela associação, sindicato, etc., que mantém a tenda, ou seja, geração de emprego; (d) como estão no ponto mais afastado do mar, não prejudicam o banhista comum, frequentador comum, nem aqueles que têm seu negócio na praia.  Os espaços mais próxmos ao mar, ficaram para o público em geral. E esse espaço é enorme! (4)há inúmeros lançamentos imobiliários (carÃssimos, sei não…) e muitos negócios se abrindo, sobretudo restaurantes estilosos!
Ah, hoje, enquanto esperava o transporte para deixar o hotel, conversei (vocês sabem que eu sou calada, mas não deu para evitar…) com uma amazonense que trabalha para a Petrobrás. Faz auditoria ecológica em suas unidades. Tem percorrido sobre tudo o sudeste.  Ela foi categórica: se não morasse em Manaus moraria ou em Santos ou em Ubatuba (outro lugar que conheci tardiamente, mas adoro. Só acho que não moraria lá)!
Os jardins de Santos (que muito provavelmente serão ratificados como os maiores do mundo pelo Guiness book - jardins contÃnuos à beira-mar) estão lindos, muito bem cuidados! A cidade é limpÃssima, mesmo recebendo hordas de turistas, e considerando a porcalhice do brasileiro em geral. A iluminação permite que se aproveite tudo noite adentro! O transporte público, que sempre foi bom - foi a primeira cidade em que vi uma passagem similar ao nosso bilhete único, aos bilhetes de NY que permitiam fazer trajetos por preço único - continua muito bem, pelo que vi. Abundância de ônibus, carros limpos, modernos.
O mar de Santos, é preciso que se diga, não é dos mais bonitos. A cor nunca foi aquela maravilha, e com o porto ali pertinho é difÃcil mesmo. Mas mesmo assim, a água é bastante limpa. Além disso o Estado testá patrocinando e envolvendo a população no Programa Onda Limpa (http://www.programaondalimpa.com.br/) Após sua conclusão a cidade vai ficar melhor ainda!
E Santos tem ruas como a Barão de  Penedo…uma coisa linda de andar…toda vez que posso vou até ali para ir e vir.  Um boulevard lindo!
Se você não conhece Santos, se não vai lá há muito tempo, ou se acha que conhece mas não reconhece muito do que eu mencionei acima, me avise! Faço uma programação completa para você! Você vai se surpreender com a cidade!
Ah, só mais uma coisa: levei minha máquina, mas não tirei fotos. Fiz um acordo comigo mesma: não tiro fotos de Santos (acessem os links acima e vocês verão fotos lindas), assim me obrigo a voltar sempre para rever.  Com fotos às vezes a gente se satisfaz. A memória ou o olhar pregam uma peça na gente: o pictórico, a imagem, acaba valendo tanto ou mais que o real (os grandes pintores, escultores, etc., souberam usar isso como ninguém).  Por isso, nada de fotos: ver in loco é o que eu farei tantas vezes quantas puder.