Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

29

de
outubro

Cooking with Stella - 33a. Mostra Internacional de Cinema

Como mencionei em meu post de 25/10 (A gente não é sério mesmo!), fui ver um filme da 33a. Mostra.  Quando voltar das férias pretendo ver tantos quanto possa até 5/11, quando termina a mostra.

Optei por este- Cozinhando com Stella (http://www.imdb.com/title/tt1479676/ / http://www.cookingwithstella.com/synopsis.php), pois estava em um cinema próximo, horário ideal,e a sinopse me pareceu interessante.  Além disso, é com o Don McKellar que fez Ensaio sobre a Cegueira.  O enredo até que é simpático: um casal de canadenses vai morar na Índia. A mulher é diplomata e o marido (McKellar) um chefe de cozinha. Ele aceita deixar tudo para trás para colaborar com o momento de ascenção profissional da esposa. Eles têm uma filhinha pequena (bebê).  O objetivo do marido enquanto estivesse na Índia era aprender tudo que pudesse sobre a culinária local para, ao voltar ao Canadá, abrir seu próprio restaurante voltado para essa gastronomia.  Quanto chegam já encontram uma empregada (cozinheira, arrumadeira) de décadas na casa do alto comissariado canadense.  Ela já havia atendido a uma dezena de comissários. Além de Stella, essa herança, contratam uma moça (Tannu) para ajudar com o bebê, e aí começa o problema. Stella tinha tudo “dominado”: simpática, prestativa, dissimulada, se apropriava do que podia da casa dos patrões e ganhava dinheiro com isso.  Um país de miseráveis que assistem de camarote a abundância de estrangeiros ou terceiros só podia dar nisso.  Corrupção, roubo, falcatruas, etc.  Há um confronto inicial entre Stella e Tannu, mas no final todo mundo, até os patrões, se harmonizam. Pode?!

O filme é divertido, tem músicas bonitas, dá quase para sentir o sabor dos alimentos preparados pela descrição dos ingredientes, pelo prazer dos cozinheiros e do saborear posterior.  A fotografia é bonita, tanto McKellar quanto Lisa Ray estão muito bem.  O guarda-roupa é incrível! A gente fica pensando: como num país tão pobre, com tanta sujeira, pobreza, as pessoas conseguem ficar tão bonitas, vestir-se com aqueles tecidos fantásticos, de um jeito tão harmonioso?  Claro que é ficção, mas não é a primeira vez que isso me ocorre vendo o figurino de filmes indianos sobretudo.  Claro também que o ambiente enfocado no filme não é o mesmo do Quem quer se um milionário, que tratava de gente bem menos favorecida, com acessos mais limitados.  De toda forma, que é bonito esteticamente é.

O filme é agradável (não o máximo, aliás, bem longe disso), mas o que exatamente os autores e diretor quiseram dizer?  Pode-se tudo quando se trata de gente ignorante, pobre?  Se a gente tem o que sobre, não tem importância ser enganado, já que o indivíduo só quer melhorar sua vida? É preciso perdoar sempre?

O golpe que aplicam no final é inacreditável!  Primeiramente, porque quando começou a se delinear o desfecho eu já imaginava o que iria acontecer (90% de certeza) - ser brasileiro é isso, a gente tem PHD em maracutaias, então até antecipa umas e outras; quanto ao resultado do golpe e desenrolar posterior são de uma amoralidade impressionante!  E olhem que eu não absolutamente daquelas pessoas quadradinhas quanto a comportamentos, desvios de conduta, possibilidade de revisão de uma ação, reparo de danos, entendimento de circunstâncias, etc., a menos que realmente seja coisa de bandido.

O que ficou para mim foi um tremendo ponto de interrogação.  Vai ver que a coisa é tão sutil, tão  espiritual (já que há muita menção a religiões durante o filme) que eu não captei.  De qualquer forma não deixa de ser um filme interessante, levinho, despretencioso, mediano, que dá para divertir. E só.

25

de
outubro

See you soon!

Bem, como vou viajar por uns dias, o Escrever vai ficar parado. É que tenho optado por fazer blogs separados para cada viagem.  Organizo-me melhor assim e as informações ficam guardadas de forma mas coerente.  Então, vou tentar alimentar o novo blog sobre minha viagem (não sei que condições terei de fazê-lo, pois não conheço a estrutura que os locais que visitarei oferecem).  Aqui vai o link do referido blog.  Vemo-nos na volta! Até lá!

http://mknopantanal.blogspot.com/

25

de
outubro

Casinha rides again!

Pois é, o Casinha de Monet (http://www.casinhademonet.com.br/home/) já mora o meu coração. Depois de duas Restaurant Week ali, apesar dos tropeços relatados nas últimas visitas (posts de 11/09 e 14/09), ainda assim é um espaço diferenciado, gostoso, com boa música de fundo, com atendimento razoável (quando os da casa é que estão por ali, e não os “freelas”), e tem o Eduardo que faz muita diferença. Claro que o cardápio ajuda muito!

Desta vez também teve um senão: estão com a semana de pratos finlandeses desde a semana passada, mas só recebi o e-mail de divulgação na 5a. desta semana! Pena, porque com a viagem não vou poder provar os dois full courses (o evento termina semana que vem e eu só volto em 2/11).  De qualquer forma, lá fui eu provar o festival de pratos finlandeses hoje. Há várias opções de drinques alcoólicos com a vodca que patrocina o evento.  Obs.: o site deles é muito bonito, só que essa promoção não foi colocada ali, o que é uma pena.  Então vai mais ou menos de cabeça o cardápio que estão servindo: salada com molho de mel (foi esta que comi e estava bem gostosa. Para o dia quente, caiu superbem) ou salmão sobre torradas; prato principal: carne com trouxinha de purê de maçã ou bacalhau recheado com gruyère e legumes (comi este e estava divino. Parabéns ao chef!); sobremesa: suflê de … (não lembro) com sorvete ou panquecas com calda de frutas vermelhas (comi esta e estava fantástica).  Os pratos são mais complexos do que o que relatei, mas não tenho mais o e-mail que me enviaram com a divulgação do festival e no site, como mencionei, não há nada, então, desculpem-me, but I did my best! O preço: $39, para lá de camarada considerando a escalada de preços na cidade. O fato é que vale muito a pena experimentar o festival de pratos finlandeses, com ou sem vodca.

25

de
outubro

A gente não é sério mesmo!

Pois é, atribui-se a frase a várias pessoas: o Brasil não é um país sério!  Ninguém quer assumir a paternidade da tal frase, fica um diz-que-me-disse. Muito bem, assumo a maternidade então!

Vou relatar o que me aconteceu somente hoje, um diazinho só, para que entendam o motivo de minha disposição. Vamos começar pelo mais comezinho da história: chamei uma empresa que lavou meus tapetes persa há 3 anos. À época eu estava de mudança, com reforma, obviamente tive um monte de fortes emoções com os prestadores de serviços que utilizei, e algumas com esse prestador de serviços também.  Houve uma troca de tapetes, data não cumprida para entrega, mas nada que me chamasse muito a atenção no meio de tantos desacertos.

Pois bem, para não me dar ao trabalho de procurar outro prestador de serviços chamei o mesmo para retirar vários tapetes (vejam bem, vários, não um só) hoje pela manhã. Liguei na 5a., combinei tudo, quem me deu a hora (9h) para estar em minha casa foi o próprio prestador de serviços.  Muito bem, hoje deu 9h05 e eu liguei para o celular que, obviamente, só dava caixa postal perguntando se estavam vindo retirar os tapetes.  Como viajo amanhã tinha várias coisas para fazer e encaminhar durante o dia, então comecei a fazer saídas-relâmpago, pois poderiam chegar a qualquer momento para retirar meus tapetes (olha o estresse!). Ah, sim, vale dizer que cobram $ 30,00 para lavar o metro quadrado. Não é pouco, certo? E eu tenho muitos metros…

Bom, deu 10h20 e nada, aí deixei recado na caixa postal, após várias tentativas no celular que me pareceram ser desligadas, dizendo que tinha coisas para fazer em casa até 11h30 e se não aparecessem até aquele horário não precisavam vir mais.

Claro que não apareceram. Saí às 11h30 e fui cuidar da vida, ou seja recuperar na correria o tempo que me fora roubado pelo tal prestador de serviços.  Às 11h45 recebo uma ligação do talzinho dizendo que estaria chegando em 20 minutos, que tinha havido um contratempos, enfim, aquela história que todos conhecemos. Aliás, como essa gente tem contratempos na vida!!! Coitados! Obviamente não deu samba, mas tango, e daqueles bem tristes!  O tal entendeu que deveria sumir do mapa.  Pois é, agora, quando eu voltar da viagem vou procurar outro prestador de serviços. Um dia acerto.

Todos estão cansados de saber que esse pessoal que presta serviços (lavanderia, encanador, pedreiro, etc.) com raríssimas exceções, não entende que o tempo da gente, que também tem de trabalhar para sobreviver (ooooh! surpresa!), não tem preço!  Mas, aparentemente, todos eles têm trabalho de sobra e não precisam do dinheiro da gente de jeito nenhum. Bom saber, né? Que alívio!

A outra prova de que não somos sérios mesmo (ou será competentes?) foi minha primeira ida à 33a. Mostra Internacional de Cinema de S. Paulo.   Como volto de férias e a Mostra ainda vai estar correndo, depois comento os filmes de uma vez, já que vários, seguramente, irão para o circuito comercial.

Pois é, é a 33a., não a 3a., mas mesmo que fosse a 1a., não se justificaria o ocorrido. E mais, o primeiro dia foi ontem, portanto, as falhas já teriam tido tempo de ser sanadas.  Qual…

Chego no Cine da Vila (ex-UOL, e IG, na R. Fradique Coutinho) e pergunto pelo catálogo. Um amigo coleciona e queria comprar para ele. Resposta: $10, mas ainda não chegou! Como assim? E quando chega? Não sabemos!  Tá, e  o guia da programação? $ 1, mas só temos este para consulta. Também não chegou para venda.

Como assim, como assim, como assim? Não é possível que seja uma coisa tão difícil, sem compromisso, sem profissionalismo, tão amadora, após décadas! Mesmo que tudo mudasse: formato, fornecedor, o que fosse, quem está lá, à testa, já fez 33, não pode errar desse jeito em assunto tão comezinho!

Enfim, por essas e por outras, alguém aí acredita de fato na Copa e nas Olimpíadas aqui? Não sou contrária de forma alguma, pois vejo mais benefícios que malefícios nos processos como um todo, mas que a mim não pegam, ah, isso não!  Se viva e operante, vou estar bem longe na ocasião das duas efemérides! Que venham turistas, os fanáticos por futebol ou esportes que aproveitem, mas eu não… Só mesmo , vendo para crer. E eu não acredito nem um pouquinho!

23

de
outubro

Improvável, mas admirável!

Ontem foi meu batismo no show Improvável.  Na verdade, não sei como classificar: peça não é, show exatamente também não.  Talvez um espetáculo ou uma performance. Isso! P e r f o r m a n c e é a melhor definição.

Na verdade, até há bem pouco tempo não conhecia o trabalho d’Os Barbixas (ooh, nominho feio e se escreve desse jeito mesmo) (http://www.barbixas.com.br/).   Ai, um amigo comentou sobre o espetáculo, vi alguns vídeos que me enviaram, procurei outros na internet (e.g., Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=QJ_G-bMSh_A  //  http://www.metacafe.com/watch/586579/os_barbixas_a_maleta/ ), e achei que valia a pena assistir.  E aí começou o improvável de fato: como estão se apresentando no teatro da PUC (TUCA / http://www.teatrotuca.com.br/) e - ontem vi isso - o público do grupo, justamente pelo gênero do espetáculo, fica sobretudo na faixa de adolescentes, pós-adolescentes, e jovens adultos (15 a 20 e poucos anos), ou seja, estudantes, sobretudo, o negócio lota! Mas lota mesmo!  Além disso o espetáculo só é levado às 5as. feiras - 21h30, em curtas temporadas.  Então, foi um périplo de algumas semanas para conseguir entradas.  Primeiro na bilheteria do teatro: naaadaaa! Depois várias ligações para a CompreIngressos torcendo por desistências. Só assim!  E foi assim que consegui ingresso, pagando a “taxa de serviços” escorchante que cobram da gente.

Ingresso na mão, lá vamos nós!  Antes uma passadirnha básica no Café Raiz (http://www.caferaiz.com.br/).  Muito bacaninha, bem gostoso, bom atendimento, comidinhas saborosas, bebidas à base de café variadas e gostosas, preços bons.  Super agradável.  Vale conhecer.

O TUCA tem a questão do estacionamento, já que fica do lado ou em uma universidade.  Mas há muitos estacionamentos próximos (somente no final de semana têm serviço de valet), inclusive com desconto ($10) no Hotel Transamérica a duas quadras do teatro, na mesma rua. Pelo menos ontem, nem este nem outros estacionamentos próximos pareciam lotados no horário.

Voltando ao espetáculo: teatro lotadaço! Muito pré-adolescente, adolescente e pós, e EU, claro!  Tudo é baseado em improvisação, e os meninos-base do grupo são muito bons!  O humor é escrachado, levinho, não tem apelação, um ou outro palavrão mas muito bem colocados.  O mestre-de-cerimônia (sempre convidam participantes e mdc diferentes: Marco Luque foi um deles, Mion outro, e assim vai) vai apresentando os “jogos”.  Na verdade formas de os humoristas do grupo mostrarem sua criatividade, sua verve.  Imagino que depois de tempo na estrada já estejam relativamente acostumados à tarefa árdua (e é árdua mesmo!) de ser divertido, sem roteiro, diferente a cada espetáculo. E dão a entender que se divertem muito também.

Obviamente é preciso ter perfil para fazer algo assim, e um perfil muito específico!  Minha avaliação: eles são admiráveis, sem sombra de dúvida, para dizer o mínimo!    Vão pedindo dicas para a plateia, sorteiam dicas recolhidas antes do show, guardadas em caixas de acrílico, e com isso controem um espetáculo de aproximadamente 60 minutos em que é impossível não rir.

Os vídeos postados na net são legais, mas não dão a dimensão do que os meninos e convidados fazem de fato. Só estando lá para sentir a adrenalina e a atmosfera, ou será gás do riso (http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/030418_gasdorisoon.shtml /  http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93xido_nitroso)? Sei não…

Foi uma experiência muito interessante, divertidésima.  Vou ficar de olho para tentar assistir aos próximos espetáculos. É ineditismo e diversão garantidos!

19

de
outubro

Maria x Elizabeth

“Mais fácil fora que se acomodassem a água e o fogo,

que amorosamente cordeiro e tigre se beijassem…

entre nós duas não haverá conciliação de valha!” (Maria Stuart, de Schiller).

Eu já havia assistido a vários filmes sobre Elizabeth I e Mary Stuart (http://englishhistory.net/tudor/relative/maryqosbiography.html).  Sempre aquela briga entre duas mulheres especialíssimas, fortes, guerreiras mesmo em tempos de paz. Aí vi o anúncio da peça Maria Stuart (http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=158773), SESC Consolação, com Julia Lemmertz e Ligia Cortez, ambas atrizes e filhas de grandes atores/atrizes.  Coincidentemente, uma pessoa que conheci num tour a pé em inglês do SENAC (post 19/05) sugeriu ver a peça, então lá fomos nós.

O texto em português está muito bem, afinal foi Manuel Bandeira que fez a tradução da obra de Schiller (http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Schiller).

Já vi filmes em que uma é a vilã, em outros é a outra, enfim, como diria minha mãe: a verdade tem três lados, o meu, o seu, e ela própria.  A verdade é que as duas tinham sede de poder, não se suportavam aparentemente, e viviam em um mundo masculino, em um ambiente de traições, perigos diversos (guerras, ataques, tentativas de assassinado, atentados, conselheiros corruptos…não, elas não estão vivas ou viveram há pouco, isso foi no século XVI), só que não havia CIA, FBI, MI5, satélites, iphones, internet, então era tudo mais difícil, mais tenso.  Dependia-se muito do valor pessoal e de, sim por que não?, intuição, tino para a coisa.

A peça trata do embate entre as duas soberanas, após a prisão de MStuart na Inglaterra, do caminho até sua sentença de morte e execução.  O texto é pesadíssimo mas todos, sobretudo as duas atrizes, estão afiadíssimos.  É um texto bonito, mas loooongooo: quase 3 horas de peça.  Apesar da beleza, do trabalho fantástico das atrizes, do guarda-roupa bem bonito, do cenário minimalista mas muito funcional, chega uma hora em que a gente quer mais é que as duas se atraquem e resolvam aquela pendenga num nível bem chãozinho, tipo “barraco” mesmo, para a gente poder ir embora.  Eu não havia atentado ao fato de que a peça demorava tanto, senão, com ou sem recomendações, não a teria visto.  Minha filosofia é: tudo o que tem muito mais de 2 horas não serve para mim. Nada justifica espetáculos, filmes, peças tão longos, a não ser puro espírito de contradição.  Os tempos de Schiller eram outros, então uma adaptaçãozinha não faria mal.

Segundo MBandeira, há várias “inverdades” na peça de Schiller, mas nada que macule o brilho do texto.

Apesar da duração exagerada, gostei do espetáculo como um todo, principalmente da coragem e habilidade das atrizes principais.

19

de
outubro

Depois dos coreanos, os gregos.

Tudo planejado, tudo dominado! Eu imaginava que O Caçador seria pesado, então pensei: depois um filme bem light.  Um amigo disse que Falando Grego (http://www.imdb.com/title/tt0865559/) era divertido, então lá fui eu tirar o gosto amargo da trama coreana da boca (nossa, isto ficou lindo!). Agora por quê, por quê, por quê um trocadilho brilhante considerando a saga da personagem na Grécia (aquele país cheio de ruinas, entenderam?), virou Falando Grego? Ai, tô quase desistindo de entender…

Não esperava nada mais do que vi: a Nia Vardalos é a mesma atriz de Casamento Grego (http://www.imdb.com/name/nm0889522/).  Ela participou de outros filmes e vários programas de tv, mas eu só me lembro dela daquele filme mesmo.  De qualquer forma, é uma personagem basicamente igual, mesmos trejeitos, mesmas caras e bocas, mesma linha de construção da personagem: uma moça simpática, sorridente, confusa com sua vida sentimental, que, no final, acaba se achando.  Para mim a coisa boa do filme foi ver a atuação de Richard Dreyfuss (http://www.imdb.com/name/nm0000377/), que eu não via há muito tempo. Ele continua ótimo e é quem reforça o tom do filme. É tão “ator principal” quanto a NVardalos.

É a história de uma americana, de ascendência grega, que se muda para a Grécia em busca de novos horizontes (nossa, lindo de novo!).  Lá se torna guia turística, vive os percalços que quem já viajou em grupo sabe que existem mesmo e sempre, acaba mudando de ideia, fica farta daquela vida, apaixona-se, e muda de ideia de novo.  Os gregos/a Grécia são mostrados no seu melhor e pior: lindos monumentos, alegria, simpatia, tempo ótimo, paisagens deslumbrantes, repositório da história universal, indolência, nada funciona como deveria, etc., etc.

É um filminho para divertir, não pensar em nada. Realmente foi uma boa opção depois do policial coreano.  Além disso, assisti ao filme no  Gemini, cinema do coração.

19

de
outubro

O primeiro filme coreano a gente nunca esquece…

Alguém porderá me perguntar: por que assistir a um filme coreano, policial, de título O Caçador (http://www.imdb.com/name/nm2947553/news#ni0673136) (http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/o-cacador/id/16231)? E eu responderei: não sei, não sei, não sei…

Enfim, foi uma experiência interessante sob vários aspectos (filme e público).

O filme, com atores/atrizes que nem imagino quem são, mas que achei até bem bons, passa-se em Seul.  Diferente do que agente vê por aí, ou viu, sobretudo durante eventos esportivos mundiais, não é toda aquela maravilha. Aliás, que lugar o é?  Claro que a gente vê alguns lugares bem padrão desenvolvido: delegacia, hospital, algumas partes da cidade, mas como se trata de um filme sobre cafetões, prostituição, crime, policiais, ex-detentos, etc., há ambientes bem sórdidos, sorturnos.  Umas ruazinhas incríveis! Como é que conseguem botar tantos carros nelas e conseguem circular?

Tudo começa com um ex-policial e se estabeleceu no negócio de agenciar prostitutas. As moças começam a sumir.  Logo de cara o assassino é identificado (pelo público e pela polícia), o que não tirar o ritmo e o interesse do filme.  Muito sangue, muito murro, muito palavrão (ainda bem que é em coreano…), muita violência, mas é um policial bem trepidante.  Até o final a gente não sabe bem como as coisas vão terminar, tantos os vaivéns.  As legendas não deixam a gente na mão, mas há vários erros de português, sobretudo problemas de estrutura.  No começo também não traduzem para caracteres ocidentais o nome dos artistas (não custava nada, pois a gente podia saber se é João, Maria ou José que está atuando. Pura curiosidade, mas não custaria).

A trilha sonora só reforça a ação do filme, ou seja, diferente do que se vê por aqui não tem nenhuma canção interpretada, não há letras, não há músicas propriamente.  Pareceram-me sobretudo efeitos musicais, se posso colocar assim, para destacar momentos da trama.

Ah, outra coisa interessante: o filme é de 2008 e mesmo que retrate algo um pouco mais antigo, não é tão mais antigo (a gente percebe pelos celulares, carros), mas pasmem…não tem tela plana em nenhum lugar, nem para micros nem tevê, e o nome da Samsung está lá. Como não põem uma super plasma ou uma tela de computador de 22polegadas num filme que está aí pelo mundo?  Interessante, no mínimo!

Não é um filmaço mas está na média, só que é bem longo: quase duas horas cravadas.

O divertimento paralelo foram duas senhoras (mãe e filha suponho), sendo que uma bem provecta.   Lá pela hora e meia a mais velha começou a dizer (que voz tonitroante ela tinha): que filme longo, né?  Lá pela hora e cinquenta: esse filme não acaba mais?  Pelas duas horas: não acaba? quero fazer xixi!  A suposta filha sempre acalmando, e no “quero fazer xixi”  veio um “shhhhhhhh” de alguém da platéia (éramos uns 6 ou 8 apenas). O martírio da pobrezinha acabou 5 minutos depois.

Apesar de não ter sido experiência negativa, não recomendo. Pra mim valeu pelo ineditismo.

19

de
outubro

Duas noites musicais bem diferentes (Parte II)

Sábado foi dia, ou noite, de Auditório Ibirapuera (http://www.auditorioibirapuera.com.br/#) e de ver a Jazz Sinfônica (post de 30/08, 29/03).  Como já mencionei, o Auditório é um espaço privilegiado e que deveria ser muito mais explorado pela estrutura que tem, acústica, beleza, manutenção, etc.  Gosto muito do lugar e da orquestra JS também.  O espetáculo foi bonito, sem dúvida, afinal músicas de cinema, músicas que se tornaram clássicos e que todas as gerações (não só os de minha idade ou mais) devem conhecer, senão estarão perdendo beleza, cultura, poesia.  Infelizmente, há pessoas que pensam que o que se ouviu ali era coisa de gente “velha”. Não era não: tanto que muitas daquelas músicas, escritas durante o século passado, são lembradas, relembradas, cantadas, servem a filmes, produções, espetáculos, até hoje.  O que é bom dura mesmo e seria uma pena não se conhecer.

O espetáculo foi montado basicamente sobre músicas de Rodgers, Herrmann e Rota (Vertigo, Taxi Driver, Amarcord, A Doce Vida, Casanova, Blue Moon e por aí vai).  A cada música faziam projeção de um pedacinho do filme em questão, davam o nome da música e do respectivo compositor.  Um jeito bem interessante de apresentar as obras.  O Fabio Caramuru (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fábio_Caramuru) estava muito à vontade.

Mas tenho algumas observações sobre o espetáculo: (a) como tem acontecido em vários espetáculos da JS, o repertório apresentado normalmente é muito longo (o espetáculo sempre leva 2 horas ou mais).  Tudo bem que é tudo muito bonito, a orquestra é fantástica mesmo, para a gente ufanar-se, mas é muito longo.  Foram 16 músicas, fora o bis; (b) além disso, neste caso específico, há várias músicas que têm letras lindas e conhecidas (Bewitched é uma das minhas preferidas) e poderiam ter sido lindamente cantadas, o que quebraria um pouco o ritmo unicórdio do espetáculo.  Isso foi utilizado no espetáculo anterior (post acima) com o Marcel Powell; (c) como o Auditório tem uma parede móvel no fundo (abre-se para o Parque do Ibirapuera), poderia usar esse recurso mais vezes para dar mais beleza ainda aos espetáculos, sobretudo à noite.

De qualquer forma, foi bonito e valeu a muito a pena.

18

de
outubro

Duas noites musicais bem diferentes (Parte I)

Sexta, meio no susto, fui pela primeira vez ao MIS (http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=431).  Vocês poderão julgar isso uma falha de caráter, mas o interessante é que apesar de ter ido “n” vezes ao MUBE, que é do lado, à Fundação E. Klabin, que é em frente, ver a programação do MIS em jornais/revistas várias vezes, nunca se apresentou a oportunidade, ou talvez a vontade de ir ali nesta minha longa vida.  Bem, de qualquer maneira esta lacuna foi sanada.  O espaço é interessante, cheirava a novo/tinta, portanto devem ter dado uma boa mexida recentemente. Quem conhecia o espaço disse-me que realmente estava bem diferente, melhor acredito.  E tem uma coisa interessante: por ficar na boca da Avenida Europa tem um estacionamento bem prático, razoável, o que é um achado considerando o ponto em que está instalado.  O teatro é bem confortável e grandinho.

E lá fui eu ver o Daniel Salve.  Você já tinha ouvido falar do DSalve?  Não minta! Eu não! O que é uma pena, ou era. Aí vão uns links para conhecerem: http://www.youtube.com/watch?v=8efJjkul3VMhttp://www.youtube.com/watch?v=fJvVeQov69Mhttp://www.danielsalve.com/

Bom, vocês me perguntarão por que ele canta em inglês, e eu respondo: não sei, aliás acho que sei.  No começo do show fiquei um pouco incomodada. Apesar de a pronúncia ser ótima, as letras boas, por quê, por quê?  Mas aí fui devidamente brifada: como tantos talentos por aí, o DS come pelas bordas. Explico: apesar de ser bom, versátil, letrista, bom cantor, bom de palco, já ter tido um grupo vocal, ter feito espetáculos, ter vivido um tempo nos EUA (daí a facilidade de expressão em inglês), ser criativo (o primeiro vídeo comprova isso), e mais um monte de coisas, ele conseguiu sobreviver graças a jingles/propaganda, aulas, e por aí vai.  Imagino que, da mesma forma que esta fazendo com o novo cd Psychotropic, i.e., divulgando, fazendo apresentações, tenha feito isso para outros trabalhos, mas a vida de artista é fogo em qualquer lugar do mundo, mas, sobretudo, aqui, afinal poucos são os eleitos.

E o inglês: imagino que diante de tantas andanças, o DSalve tenha tanto no inglês quanto no português uma forma natural de se expressar. As duas línguas funcionam bem com ele (as músicas em português também são muito boas).  Então não é “bestagem” é só um jeito natural de ele criar e se comunicar, aliás um jeito bem efetivo.  Além do swing que se vê no primeiro vídeo, há um toque sobretudo de musical, o que torna o quadro todo muito interessante.  O grupo que o acompanha também é bastante bom.  E durante todo o show trabalharam com canhões de luz e projeções, o que deu um bom dinamismo, além de deixar a coisa esteticamente bonita.  O único senão foi a qualidade do som que impedia que a gente conseguisse entender algumas letras direito, aliás às vezes ficava impossível entender o que ele cantava, e ele tem uma voz bastante boa, não potente, mas muito interessante.  Imagino que seja um problema do auditório. Enfim…

Bom, fica a sugestão para que conheçam e acompanhem o trabalho do Daniel Salve.  Eu gostei bastante e pretendo adquirir o cd (bobeei, pois estavam vendendo após o show).

Próximo post: Auditório Ibirapuera - Jazz Sinfônica e Fábio Caramuru = Música de Cinema. Em breve…

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