Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

17

de
setembro

Uma notícia boa, outra nem tanto.

Vamos começar com a boa, que cronologicamente é a primeira mesmo (estou escrevendo este post ao som de Dannilu  e sacudindo na cadeira, então alguma coisa pode sair meio estranha).

Ontem fui almoçar com a Fer, filha da minha prima, no La Marie (http://www.lamarierestaurante.com.br/site/index.asp). Já havia ido lá umas duas ou três vezes mas para jantar. Sempre ótima comida, um vinho honesto, a atenção e mão do dono na cozinha. O que mais gostei doi dos suflês (tanto salgado quanto doce).  Desta vez fui para o almoço.  Aí é que a gente vê que ou os restaurantes estão imitando ou a RW é que está imitando os restaurantes.  O preço do full course (couvert (gostosinho), entrada, prato quente, sobremesa, sendo que havia duas opções para entrada (Salada Italiana (folhas, tomate, e mussarela de búfala) ouTorrada à Provençal), três para o prato principal(Coelho ao Molho de Ameixas Pretas
e Azeite com Arroz ou Saint Peter grelhado com legumes ou Suflê de três cogumelos
), e uma sobremesa só) é $29,90!  E o cardápio muda semanalmente aparentemente. Pois é, e parece que há vários outros restaurantes, pelo menos na região de Pinheiros, onde moro, fazendo isso.  Vou atrás para ir provando e contando.

Comi a salada, o coelho (muito saboroso e quantidade ótima), e uma musse de chocolate (não gostei muito). O atendimento cordialíssimo, e eficiente (milagre!).  O lugar também é muito gostoso: pouquíssimas mesas na parte interna e na externa umas quatro mesas.  A trilha sonora merce um 10 também.  Foi uma delícia de almoço, com boa comida, bom serviço, fácil de ir e vir, e muita conversa gostosa.  No La Marie vale a pena voltar.

Lamento, mas agora vamos para notícia não tão boa:  Jantar no Na Cozinha (http://blognacozinha.zip.net/index.html). Estão fazendo o menu Cosme e Damião de 15 a 17/9 (hoje).  Como não conhecia o restaurante, e uma amiga queria ir também, lá fomos nós.  O jantar tem uma degustação de caruru, vatapá, bobód de camarão, arroz, feijão fradinho e xinxim de galinha. Sobremesa: cocada baiana. Preço $38,90.  O lugar é simpático, dá para achar que a gente está na cozinha de casa mesmo. Bem pequeno: só 24 lugares, mas estava meio deserto.  O atendimento foi simpático, meio trôpego como no resto dos restaurantes por aí, e a comida estava boa.  Apesar de dar medo comer essas coisas à noite, passei muito bem; estava tudo muito leve.  Provei uma caipirinha de maçã verde que não me convenceu, apesar da propaganda da simpático atendente. Sem gosto de tudo (talvez se fosse uma maçã mais doce e mais suculenta - tipo Fuji - fosse melhor).  De todo jeito foi um jantar agradável, sem grandes sustos, e ficou nos $60/pessoa.  A parte não tão boa é que para nós duas, mulheres, no jantar, o que veio foi o suficiente para comer bem e não empanturrar, mas se fossem dois homens ou um casal, não ia dar não. As porções poderiam ser um pouquinho mais generosas.  Mas é preciso dizer que pedimos reposição de arroz, e não foi cobrada.

Na parte superior do restaurante há outro espaço, também para 24 lugares, que normalmente é utilizado para cursos. Somente no final de semana abrem para receber comensais.  A casa tem 7 meses. Ainda não tem serviço de valet,que, segundo informação que recebi ontem, vai começar em outubro.  Também promovem degustações de vinho. Neste sábado, 19/9, vai ter uma harmonização com vinhos da Salton. Tenho compromisso, senão iria, pois o cardápio estava muito convidativo.  Vou ficar de olho para tentar ir na próxima.
Para o cardápio normal ou outro evento similar, não sei não.  Acho que não voltaria.  Ah, o blog (acima) do restaurante/chef é muito bem feito. Vale dar uma “sapeada”.

Bom, não foi assimuma notícia ruim de todo,

15

de
setembro

Up! é over, é megablastersuperdemais!

Hoje fui ver Up! (http://www.imdb.com/title/tt1049413/) (http://www.disney.com.br/cinema/up/). E não via a hora de chegar em casa para escrever sobre o filme.  Aliás, acho que vou ver mais uma vez. É bom demais!

A sessão começou com uma pré-animação excelente!  Poxa, à esta altura da vida e agora sei, tenho certeza de que os bebês, de qualquer espécie/família animal, são trazidos pelas cegonhas. Que alívio! E também aprendi por que a chuva cai, por que há trovões e raios. Ficou tudo esclarecido, felizmente!  Uma graça de curta-animação! Lindo demais! Ah, e quero uma amiga cegonha para chamar de minha…

E aí veio Up!  Da mesma forma que em Anticristo (post de 3/9 -3o.§ - “No entanto, preciso dizer que os primeiros 5 minutos do filme têm uma densidade, uma dramaticidade, uma beleza, uma sensualidde, que a grande maioria dos filmes não consegue prover em hora e meia ou mais de filme.”), só que com outra natureza, Up!, em seus primeiros 10 minutos, tem dramaticidade, beleza, enlevo.  A animação nesse trecho inicial é sublime e sem palavras! Isso mesmo: 10 minutos com imagens, música (a trilha sonora é ótima), que têm uma densidade que dá para tocar, sentir com as mãos. Um poema em imagens!  Bem, eu normalmente não choro em filmes, mas não deu para segurar! E aí para parar?  Só mesmo com a outra hora e meia do filme.  Uma metáfora espertíssima! Aliás, se eu não morasse no primeiro andar, já estaria juntando uns balões para daqui a algum tempo levantar âncora. Se alguém aí, que mora no último andar quiser arriscar, eu ajudo, mas tem de me levar junto!

Primeiramente sonhar um sonho, sozinho ou com alguém, e um dia viver esse sonho! Bom demais! Acho que todos já fizemos isso várias vezes na vida, em determinada medida, mas o lance final ainda não chegou, não para mim pelo menos. Então, da mesma forma que Carl, poder ir atrás do sonho derradeiro, maior, sem restrições, com muita coragem e determinação um dia seria algo redentor.  Quem sabe!  Ou melhor, tomara!

A animação conta a história de um homem que viveu ao lado de sua mulher, seu grande amor, até sua morte.  Um dia, pela crueldade do mundo à volta, para o qual ele já não estava apto ou preparado, viu-se encurralado. Mas aí, com engenhosidade, e como era engenhoso o nosso Carl!, achou a saída. Literalmente, achou a saída! E com ele vai Russel, um molequinho simpático, divertido, que tão jovem já tem seus travos na vida.  A união dos dois além de propiciar a Carl a visão da vida por ângulos novos, compensadores, revitalizaores, garante ternura, humor, ação, pureza ao desenho.  Além das emoções que a viagem de balão tem em si, ainda há um vilão maluquete que proporciona muitos ooohs!, ufaaaas!,  aiiiiis!, respiração suspensa, e torcida na plateia.

Há imagens lindíssimas! Mas a história em si, a concepção das personagens, sua interação, são fantásticas! Montes de coisas pra pensar, mas sem nenhum melodrama.  Imagens, personagens, ideias, ações, tudo muito limpo, muito claro, e ao mesmo tempo muito eloquente, tocante, bonito.

E em tempos de envelhecimento da população, apreendam: aquele velhinho ou velhinha, seu vizinho, parente, ou o que for, que parece meio caquético, em quem você não aposta nada, pode estar mais vivo do que você mesmo. Então, observe, respeite, aprenda, pois, para o bem ou para o mal, eles têm a bagagem que ainda não carregamos.

Ah, e é preciso dizer que a dublagem está ótima! Gostaria de ver a versão original só por ver, afinal ouvir C. Plummer,  E. Asner dando voz a essas lindas personagens também deve ser emocionante. Mas é preciso dizer que os dubladores brasileiros fizeram um trabalho excelente. Aliás, neste campo estamos cada dia melhor.  Menção honrosa ao Chico Anísio que interpreta Carl. Fantástico! CA é o Carl e Carl é o CA, nasceram um para o outro!

E para variar, em algum lugar encontrei o nome dessa brava e talentosa gente brasileira:

DUBLADORES BRASILEIROS DE “UP: ALTAS AVENTURAS”
Carl Fredricksen … CHICO ANYSIO /Charles Muntz … JOMERI POZZOLI / Russell … EDUARDO DRUMMOND / Dug … NIZO NETO /Beta … REGINALDO PRIMO/ Gamma … MARCO RIBEIRO /
Alpha … DUDA RIBEIRO /Tom/Mestre de Obras … ANDERSON COUTINHO/Locutor do Jornal & Strauch … GARCIA JUNIOR/Jovem Ellie … FERNANDA RIBEIRO /Jovem Carl … LUCA BALTAZAR/
Policial Edith … BIA BARROS/Steve da Construção … MÁRIO JORGE/Enfermeiro George … PHILIPPE MAIA/Enfermeiro AJ … CARLOS ALBERTO.

Não percam, nem que tenham que ir de balão!

15

de
setembro

E terminou a Restaurant Week! / adendo

Pois é, acabei esquecendo de mencionar um restaurante de gostei bastante e que conheci durante a RW: Vira-Lata (post de 4/9).

No grid, acho que ele ficaria com nota 8 também, como o Blú Bistrot.  Da mesma forma, um lugar bonito, comida bem dosada, saborosa, criativa, atendimento gentil,  mas precisando azeitar um pouco.  No conjunto foi muito bom e eu voltaria com prazer.

Pronto, agora acabou mesmo!

15

de
setembro

Mais um Woody Allen.

Mais um DVD na fila para ser visto, e lá se foi Melinda e Melinda (http://www.imdb.com/title/tt0378947/).  Um filme nem tão antigo, mas que me pareceu muito envelhecido se comparado a outros bem mais antigos de W. Allen a que assisti recentemente (e.g. posts de 5/7, 21/6).  E, interessante, ao começar o filme lembrei-me de tê-lo visto no cinema, mas só voltaram a parte inicial e alguns flashes durante o filme.  Acho que à época não me agradou muito da mesma forma que agora.  Não que seja ruim, absolutamente! Um W. Allen ruim é difícil.

Este tem a “originalidade” de não ter WA diante das câmeras, nem nenhuma de suas mulheres, atual ou ex.  A trilha sonora sempre maravilhosa!  E a ideia, o roteiro são bem  interessantes, originais eu diria.  Já li contos na mesma linha, mas de novo “o que poderia ter sido, não foi”.  A atriz principal, Radha Mitchell = Melindas, não me convenceu.  Na pele da Melinda equilibrada até que eu gostei, mas na de Melinda problemática não.

WA pegou um bordão common sense ao extremo (Life can be a comedy or a tragedy, it all depends on how you look at it) e deu vida a ele.  Engraçado que do que mais me lembrei foi da discussão dos autores (comédia x tragédia), e muito menos das histórias paralelas que vão por todo o filme.

O filme trata de uma única história-base desenvolvida por autores à mesa de um restaurante.  Um é pela comédia, o outro pela tragédia.  Cada um argumenta em favor do gênero que julga ser o mais “nobre”, mais versátil. O desenrolar da história distancia as tramas conforme as situações vão exigindo soluções diferentes para um lado ou para o outro.  A tragédia tem momentos bem cômicos, e a comédia tem cenas tocantes também.  Então é isso! A vida é um pouco de tudo, se a gente não complicar.  Ela flui na medida da carga que podemos suportar, sem grandes exageros, e não estou falando de submissos ou destemperados apenas, mas de extremos muito mais críticos que aí, sim, podem desequilibrar uma existência.

Foi bom rever o filme.  Mesmo sem WA com seus diálogos enlouquecidos, de timing estonteante, deu para divertir e refletir.

14

de
setembro

E terminou a Restaurant Week!

Pois é, deu para visitar vários restaurantes (meus posts  de 31/8, 4, 5 e 11/9).  No grid de restaurantes minha classificação é a seguinte:

Nota 10:
Vinheria Percussi - atendimento excelente (desde a reserva), garçons treinados, proativos, que sabiam o que estavam fazendo; cardápio bem balanceado; comida muito saborosa, na medida para um bom jantar; ambiente bonito, agradável.  Dentre os restaurantes a que fui, mesmo tendo ido neste numa 5a. e em outros na 6a. e/ou sábado à noite, somente este e o Casinha de Monet (almoço de 6a. 11/9) estavam lotados e com espera.

Nota 8:
Blú Bistrô - o atendimento precisa melhorar um pouco, i.e., atencioso, mas trôpego em alguns aspectos.  No conjunto foi bom.

Nota 7:
Casinha de Monet - depois de ir lá duas vezes, a conclusão é a seguinte: os dois pratos quentes oferecidos estão muito próximos em termos de sabor.  O mix poderia ser melhor, justamente para o cliente conhecer outros sabores.  Obviamente os dois estavam gostosos (experimentei os dois nas visitas que fiz), mas gostaria de ter tido a oportunidade de ter provado um prato mais levinho.  Um detalhe: colocam o valor da contribuição ao Ação Criança na nota.  Não tive o cuidado de checar se aplicam serviço sobre isso, mas espero que não. É só $1 por pessoa, mas isso não se faz, até porque a doação é espontânea, como diz o site da RW.  Aqui também o serviço precisa melhorar muito.  Treinar os funcionários, até ensinar bom senso (incrível, mas está em falta nessa mão-de-obra), postura.

Nota 6:
B&B Burguer & Bistrot - serviço razoável, mas um tanto arrogante.  Lugar bonito, comida boa.  Mediano comparativamente.

Nota 5:
Ferrara - o lugar até é agradável, mas a comida é só boazinha.  O serviço também deixou a desejar de ponta a ponta.
Emprestado - apesar da tentativa de agradar, atender bem, o serviço é muito ruim.  A comida foi a pior de todas as que provei.
Balneário das Pedras - serviço horroroso, mas a comida estava saborosa.  Espaço pretensioso.

Resumo da ópera:  não sei qual é a relação dos organizadores da RW com os estabelecimentos que participam do evento, isso não fica muito claro no site da RW, mas eles têm a obrigação de checar o que os estabelecimentos estão fazendo, e parece que isso não é feito nem no granel, muito menos no detalhe.  Dou um exemplo: uma parente fez reserva no Paris 6, local ao qual já fui algumas vezes, sempre com bom atendimento antes, durante, com comida a preço razoável, ambiente agradável. Eu mesma recomendei o estabelecimento.  No entanto, minha parente contou-me que fez reserva para o final de semana de 5/9.  Ao ligar na 6a. ou no sábado para aumentar o número de pessoas foi informada de que o gerente da casa havia decidido que não faria a RW naquele final de semana.  Aqui vários problemas: 1) o estabelecimento pode se abster de cumprir o que está sendo anunciado?; 2) pelo menos o que já havia sido reservado não deveria ser honrado?; 3) quando fazemos uma reserva sempre nos pedem telefone de contato. Por que não ligar avisando, i.e., se a cliente não houvesse ligado chegaria lá e daria com a cara na porta em termos de RW.  A organização RW não sabia disso?  Se sabia, a coisa é assim? O estabelecimento faz o que quer?. Para culminar, a cliente recebeu um “Não vai ter, tá?!” pelo telefone e ponto!

Além de supervisionar e corrigir ocorrências graves como essa, a função da RW é que as pessoas conheçam lugares novos, e que se fidelize o cliente.  Isso implica melhoria da qualidade dos estabelecimentos em termos de ambiente, alimento servido, serviços.  Não somos NY, nem Londres, nem Tóquio, então temos problemas gritantes com educação formal, educação informal, postura profissional, apesar do acesso à informação e formação ter crescido muito nos últimos anos. Só que quantidade não é qualidade, muitas vezes é justamente o contrário.  Então a organização da RW deveria sim se preocupar não em aumentar o número de estabelecimentos, tão-somente, mas exigir dos estabelecimentos delivery, ou seja, qualidade sempre em alta em tudo: serviços, ambiente, produtos comercializados (comida, bebida).  A lógica de tudo isto é que, se na próxima edição da RW tivermos 300 restaurantes, isso não garante ganho para o cliente, para os que querem conhecer um lugar novo, e seguramente, podem escrever, não trará nenhum benefício efetivo para os próprios estabelecimentos.  Dos que mencionei acima, a vários eu não volto nem por decreto.  Alguns de meus acompanhantes também não.

Os donos de restaurantes que precisam do cliente normal, i.e, não aqueles que são donos de lugares onde os ricos e famosos gostam de ir - tais estabelecimentos são poucos, e não interessam para a maioria do público pagante, essa é a verdade-, precisam entender que há muitos restaurantes em SP, a oferta é imensa, e se você não me oferecer o esperado, o justo pelo meu dinheiro, não preencher minha expectativa, eu vou no vizinho, e você não vai ver a cor do meu dinheirinho. E vamos e venhamos, a não ser gente que tem dinheiro para jogar fora ou vive a meio metro do chão por qualquer que seja o motivo, os donos de restaurantes fazem o que fazem para ganhar dinheiro em primeiríssimo lugar, para poder viver, para suprir suas necessidades e as da família.  Se gostam do que fazem, melhor ainda, mas falando objetivamente, a ordem é essa mesmo: 1) um negócio para gerar ganho; 2) um negócio de que se goste ou dê prazer.

Vamos ver se a próxima RW atenta para esses pontos, senão a tendência será, diferentemente de outros lugares, só gerar zumzumzum, agradando e beneficiando a poucos, e quem sabe vindo a fenecer. É preciso que os organizadores se comprometam com a qualidade, sem fazer concessões.  E digo isso  porque, como o público minguou nos restaurantes, e muito, há vários que fazem menus executivos a preços muito próximo dos da RW, com a vantagem de que há mais alternativas; outros criam semanas temáticas ou algo parecido, também a preços bem acessíveis, com a mesma vantagem: mais alternativas.

Vamos ver se a coisa não vira por acomodação, displicência ou arrogância um “o que podia ter sido e não foi”.  Eu, pessoalmente, torço para que isso não aconteça.

12

de
setembro

RW na reta final, mas ainda dá para aproveitar.

Hoje foi noite de B&B Burger & Bistrot, ali Na Bela Cintra (Endereço: Rua Bela Cintra, 1693 - Consolação -Tel: (11) 3062-0643). Infelizmente, não achei na net (o site do restaurante está fora do ar, bem como do proprietário) nenhuma foto digna para colocar no post, então vai a foto de dois pratos que comi. A casa é bonita, tem espaços bem agradáveis, um bar bem interessante, e o ambiente que fica na frente (deve ter umas 15 mesas ali) tem uma decoração bonita, é bem agradável.  De dia deve ser bem bonito e agradável também, mas imagino que um pouco quente, pois é fechado com vidros e o telhado ou cobertura deve esquentar bastante.  Mas há ventiladores pelo salão, então imagino que o calor seja bem controlado.

Acabei indo lá porque uma amiga foi ontem e recomendou. Realmente os pratos (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=189&b=sp.jpg&cd=1&cid=1) são bem gostosos. Pedimos o mix de alface, hamburguer e chocolate lamour.

Como decidi somente à tarde ir lá hoje com uma amiga, e pensando em não pegar fila ou esperar, fiz reserva para 20h.  O atendimento telefônico, como em 99% dos restaurantes visitados até o momento, foi gentil, atento, muito agradável.  Mas ao vivo e em cores a coisa já foi diferente. Não foi o desastre de alguns restaurantes, mas também é o tal parece mas não é. Muita pompa e circunstância que não tem razão de ser.

Chegamos por volta 19.55h.  Havia apenas uma mesa ocupada, um garçom que a estava atendendo e que nem sequer disse boa noite ou perguntou qualquer coisa. Fomos afundando pelo salão até que apareceu alguém para nos encaminhar.  Sentamos na parte frontal, bem bonita, meio escura demais, com um vaso e uma flor incompreensíveis para o tamanho da mesa e circulação: grandes e altos demais. Não falo pela estética (bonita), mas porque é um convite ao acidente, à queda e quebra.

Nosso garçom tomou nota dos pedidos, e, claaaaroooo, voltou para perguntar do que era mesmo a caipirinha. Ah, sim e quando dissemos o que queríamos - vejam bem, a RW está correndo há duas semanas, são 5 pratos fixos no almoço e 5 no jantar (entrada, prato quente, sobremesa), e mesmo assim ele ficou um tanto confuso quando dissemos o que queríamos comer.  Fora isso correu tudo bem,. Ah, sim, não tiraram meu copo de suco vazio a não ser quando solicitei, e não colocaram garfo para ajudar na sobremesa, que era mole e ficava fugindo pelo prato. Minha amiga não precisou do garfo, mas eu, que sou meio maladroite, receberia um com alegria, além do mais por que não colocar os talheres todos?

Milagrosamente trouxeram o café junto com a sobremesa, o que estatisticamente é uma vitória: de 100 vezes 98 não atendem a meu pedido.  A conta bateu em $ 74/pessoa, mas houve bebida, café, serviço.  Só não ficou mais alta (talvez uns $7/pessoa), porque dispensamos o couvert.

Ah, sim, interessante ver a hostess e o gerente de salão ou algo parecido brincando, pegando na mão, se cutucando, bem ali no meio do salão, na porta de entrada do restaurante.  Mesmo assim, não foi o pior grupo destes dias de aventura gastronômica.  Então, viva o amor!

Valet = $ 15, para deixar seu carro na rua.  Estacione você mesmo. A rua/região permite, pelo menos nos finais de semana.

Resumindo: um lugar bonito, com um atendimento razoável, comida muito gostosa, porções médias, que vale voltar para provar outras coisas. Não vi os preços do menu normal, mas deve ficar bem acima do que pagamos.

12

de
setembro

Esse negócio cheira bem!

Conversando com um amigo na semana passada, descobri (ooooh, ignorância!) que a CEAGESP (http://www.ceagesp.gov.br/) (http://www.ceagesp.gov.br/varejo/)t em uma feirinha de flores às 3as. e 5as. das 22h à 1h.  Incrível!  Só em SP mesmo para a gente ter algo assim e achar o horário bacana para ir a um centro de abastecimento.  Esta é diferente da feira da madrugada, que começa 0h e vai até 6h. e da outra que vai das 5h às 10h.  É menor e fica ao lado do galpão/cobertura, a céu aberto.

Lá fui eu com o Danilo, que entende muito de plantas e flores, faz decorações e me deu uma aula em vários aspectos.  Na 5a. estava meio frio e garoando em alguns momentos, mas mesmo assim deu para encarar tranquilamente os quilômetros andados, sim, porque se anda muuuitooo. Mas, como gosto de andar e era tudo novidade, foi uma delícia.

Chegamos por volta de 22.30h.  Só se pode circular com mercadoria a partir das 23h. e sair com os produtos a partir de 23.30h. Regras de sempre da CEAGESP…Enfim, fizemos um percorrido pela feira, olhando os produtos, comprando aqui e ali, vendo coisas maravilhosas: zilhões de rosas colombianas, do Ceará (são lindas, mais baratas, mas, aparentemente, não da mesma qualidade das colombianas); muita orquídea, de todos os jeitos e cores; muito lírio (eu adoro lírio, mas não gosto do cheiro que ele exala depois de alguns dias. Então aprendi que o lírio branco não tem cheiro. Tks Danilo! Só vou comprar desses daqui em diante).  Vi montes de flores que não conhecia, ouvi seus nomes (aprender é outra história, afinal foi muita informação para duas horinhas só); havia samambaias lindas; gérberas, que adoro, a preço inacreditável (pelo menos para a gente que compra em floricultura ou supermercado); folhagens inusitadas, para dar aquele corpo a um vaso, a um arranjo.  Enfim, um deslumbre para os olhos, para a cabeça.  Comprei minhas flores e umas mudinhas de amor-perfeito que plantei hoje.  Nossa, como isso faz bem para a gente!

Quinta que vem, se meu amigo for lá de novo, quero ir para comprar umas coisinhas que faltaram.  Se ele não for, vou de todo jeito. Virei fã.  Pena que seja um pouco fora de mão, mas com planejamento dá para ir vez por outra e não sai muito caro.

Só para terem uma ideia, havia orquídeas fantásticas, e põe fantástico nisso, por $ 20.  Paguei $5 por 12 gérberas lindas, firmes e frescas, que devem durar muito; e $8 por 15 mudinhas de amor-perfeito.  Tudo de bom!

Se você não conhece a CEAGESP, acha complicado, acha que não vale a pena, esqueça! Vá pelo menos pelo passeio.  Vai virar fá!

O estacionamento é amplo, mas quando saimos de lá, por volta de 23.45h, já estava bem cheio (http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/CEAGESPFlores092009?feat=directlink). Muita gente que vai para essa feira, espera a da madrugada, mas aí só pode sair com as mercadorias a partir das 4h. se não me engano.

O público era formado de gente como eu, i.e., consumidores domésticos curiosos; gente de decoração, eventos; donos de floriculturas, bancas, quiosques.  Apesar de muita gente circulando, tudo muito tranquilo.  A única coisa é que a iluminação poderia ser melhor e o piso deveria ser mais bem mantido (há buracos enormes e se você não prestar atenção corre o risco de cair, torcer o pé, enfim, acidentar-se. E não precisa ser assim).

Muitos, e talvez a maioria, dos expositores/vendedores são orientais (nipônicos) ou de descendência. Incrível como os japoneses contribuiram para o desenvolvimento e continuam presentes nessa área.  Arigatô!

Estou contente até agora pelas minhas aquisições, pela beleza que vi, pelo passeio tão gostoso. Imagino que com o tempo mais firme e quente que vem por aí, vai ficar ainda mais agradável passear por ali.

11

de
setembro

Prova de fogo

Realizei uma experiência interessante nesta versão da Restaurant Week.  Já conhecia o restaurante Casinha de Monet (http://www.casinhademonet.com.br/home/) da RW anterior (post de 11/3/2009).

De novo um excelente atendimento ao telefone (creio que a mesma pessoa  da outra vez - Eduardo , se não me engano), reserva descomplicada, mas necessária, pois a casa é pequena.  Bem decorada, dá impressão de um bistrozinho mesmo, e se o tempo ajuda dá para sentar nas 3 mesinhas da parte externa. Têm uma cave no subsolo, onde se pode esperar pela mesa degustando um vinho e uns acepipes bem gostosos.  O cardápio é diferente daquele oferecido na RW anterior (http://www.restaurantweek.com.br/cardapio.asp?ie=322&b=sp.jpg&cd=1&cid=1), mas mesmo assim muito bom.

A experiência foi a seguinte: ir ao mesmo restaurante durante a mesma RW em dias diferentes.  Primeiramente fui lá no feriado (7 de setembro). A casa estava mais tranquila, com movimento bom, mas não lotada.  Provei o vol au vent e o coq au vin. A sobremesa não é a mesma da outra vez (um suflê de goiabada fantástico!), mas estava muito boa.   A conta ficou em $ 35 por pessoa (não pedimos couvert).  Hoje, fui com um grupo maior e pedi a tosta de queijo e o filé minhom.  De novo, achei bem gostoso.  De novo a sobremesa estava bem saborosa e delicada.  $ 37, 50 com um couvert.  Hoje a casa estava bem mais cheia. Chegamos por volta de 12.15h e saimos perto de 14h. Havia espera de várias pessoas.

O Casinha de Monet é um restaurante para se voltar.  O lugar é agradável, a comida é bem gostosa (o cardápio não é extenso, mas as opções são interessantes). Claro que fora da RW o preço é outro.  No almoço, durante a RW, o  preço é de $27,50.  Para terem uma ideia, só  a sobremesa servida durante a RW custa normalmente $ 15,00.  De toda forma, é um restaurante interessante.

Mas de novo, novamente, outra vez: o serviço é uma coisa!  De novo, novamente, outra vez, gentileza, tentaiva de acertar e servir, mas nenhuma noção de nada!  Na 2a. e hoje, a entrada de uma pessoa veio errada, isso depois de um garçom anotar o pedido e eu reforçar quais eram os pratos.  Diferente de 2a. feira, a entrada demorou bastante, depois os outros pratos vieram numa sequência mais razoável de tempo.

Infelizmente a gente vê que, também neste restaurante, recorreu-se à mão-de-obra temporária que, por mais que tente ser educada, gentil, simpática, é de uma efetividade baixíssima.  Como mencionei em meu post de 31/8/2009, os donos/gerentes de restaurantes deveriam dar atenção especial ao treinamento de seus funcionários, o que não fazem pelo que pude perceber, e deveriam dar muita atenção a isso já que a cada dia a mão-de-obra tem menos qualidade e preparo.  Parece um contracenso, já que há mais acesso à informação, supostamente mais acesso à educação formal, mas não é.  Pena mesmo que em muito poucos (e.g. exceção Vinheria Percussi) estabelecimentos cuidem com o mesmo esmero do ambiente/decoração/limpeza, da comida e também do serviço.  Como mencionei em post anterior, o que fideliza é o conjunto. Naturalmente um ou outro aspecto sobressai, mas o que conta mesmo é o conjunto.

De qualquer forma, acho que vale a pena uma visita ao Casinha de Monet.

11

de
setembro

E o seu SAC, como vai?

SAC, que sigla interessante!  Nunca havia olhado por esse aspecto: ela está próxima do que “enche” se temos que recorrer ao SAC (ai, que coisa mais esdrúxula…mas que fazer?) e que explode quando conseguimos falar com ele.

Eu me considero uma reclamona de plantão. Acho que em outras vidas devo ter sido açoitada, pisoteada, estapeada, cuspida, de tão pouco pavio que tenho para serviços mal prestados, mercadorias de baixa qualidade, gente que quer enganar os outros, mais especificamente o cliente, o consumidor. Claro que tem enganador de todo tipo: familiar,  político, religioso, mas o enganador empresarial, comercial, ou como queiram defini-lo, não pode ficar impune.

Pelo menos para esse há um código bem claro de direitos e deveres.  Já ouvi e li várias vezes que  o código brasileiro é um dos mais avançados do mundo.  Também  percebi que nas últimas décadas o consumidor brasileiro, sobretudo seu acesso ao respeito, melhorou imensamente, mas ainda está muito aquém do que acontece em outras plagas (não é praga dita pelo Cebolinha, é plaga mesmo).

Claro que em todo lugar há o esperto, ou espertalhão, o que é muito pior, mas ainda não chegamos ao nível do americano em que ele pode devolver uma mercadoria se encontrar preço mais baixo em outro lugar; ou do alemão. Nem se pensa em enganar o germânico, pois pode vir um Honigmelone pela cara, ou pior, um Geburtstagskarte e a coisa vai pegar!  Também é evidente em que há países em que estrangeiros e autóctones (uauauauauau!) são vítimas a todo o momento.  Uma amiga fez uma viagem recentemente a um país além-Grécia em que em todo lugar se tenta tirar vantagem.  E, em alguns países que pensamos que a coisa grassa, pelo que lemos nos jornais, pela personalidade do povo, o pessoal tem de andar na linha, não por um código do consumidor eficiente, mas porque a polícia tem tolerância zero, ou quase, o sentimento de “ou andas na linha ou te devoro” (frase da esfinge adaptada aos tempos modernos) se estende a várias áreas: criminal, de consumo, de produção, e por aí vai.

Já tive várias experiências gratificantes com SACs, mas, recentemente, a maioria tem sido frustrante.  Um exemplo: ao receber o contato de um shopping em bairro nobre de SP, sobre uma reclamação mais que procedente sobre o estado dos banheiros na área dos cinemas (mantida por uma cadeia multinacional), quase chorei, pois a pessoa do atendimento mostrou-se tão ou mais impotente do que eu quanto à solução do problema.  Ou seja, quem está lá para defender o cliente, o consumidor, é tão “vítima” quando a gente.  Alguma coisa está muito errada!

Há também os SACs que deveriam se chamar SOC - Serviço de ódio ao consumidor ou ainda DAC - Departamento de “abaixo o consumidor”, tal o despreparo, tal a visão pouco cidadã de seus componentes, tal a pouca inteligência de seus atendentes, e, como inteligência não está sobrando, acham que o cliente/consumidor é do mesmo naipe, ou seja “dumb”.

O fato é que, com raras exceções e dependendo muito do assunto, imagine que eu vou perder meu tempo ligando (disque 1, disque 9, disque 22.033; por favor, aguarde…sua ligação é muito importante para nós…22 minutos depois…aguarde…sua ligação é muito importante para nós), para falar com alguém que desliga o telefone na sua cara, vem com argumentos energúmenos, etc. etc.  Hoje, o grande aliado do público é a mídia.  Sempre faço propaganda dos veículos que utilizo.  A Rádio Bandeirantes, via programa O Pulo do Gato, é de uma eficiência, responsabilidade, pertinácia na tentativa de solucionar, esclarecer problemas, inquestionáveis.  Também já fui muito ajudada pelo JT, FSP, DSP, e não me perguntem por quê, pois minha reclamação não deve ser notícia que venda jornal, mas mesmo assim as equipes que tratam do assuntos de consumo são bastante efetivas e corajosas.

Por que mesmo comecei com esta conversa toda?  Por causa de minhas experiências com (1) convênio médico (mandaram uma senhora para um hospital que não dava atendimento de internação. A idosa ficou lá por horas até o hospital receber a confirmação de não-cobertura do mesmo convênio que a havia dirigido ao hospital); (2) com laboratório de exames (alguns exames, até bem simples, só acontecem durante a semana, como se todo mundo pudesse perder período/dia de trabalho, e ninguém pensa no assunto); (3) com lojas (15 caixas na Americanas do West Plaza, e só dois funcionando em pleno horário de almoço.  A loja deixou de vender montes não por falta de mercadoria ou clientes, mas por falta de caixas…dá para acreditar? Eu vi!); (4) com salão de beleza (eu que estou trabalhando e corro para lá para receber um serviço, tenho de esperar a profissional que constantemente chega atrasada, sendo que seu horário de trabalho inicia-se às 12h = meio-dia!); e com os estabelecimentos da Restaurant Week e tantos outros na praça então?  Se a gente for ver bem, a postura, o comprometimento são tão limitados que, a rigor, teríamos de dispender o dia reclamando.  O pior é que num número mínimo de casos isso adiantaria, mas em sua grande maioria não.

Tudo isso está na raiz da população: devido ao empobrecimento de fato (apesar de o governo dizer o contrário) da população,  da falta de educação formal, de acesso à cultura, de assimilação de informação o nível da referência do outro lado do balcão ficou baixíssimo.

Por isso, só gente teimosa (como eu), continua escrevendo, cobrando. Muitas vezes isso não resolve mais para mim, o prejuízo, o desgaste já foi, mas poderá resolver para os outros.  Isso também se chama cidadania.

Ah, sim, e não adianta procurar o meu “fale conosco” aqui no blog.  Ele não está funcionando!

11

de
setembro

E foi tão fácil!

Uma e Outro não se viam há algum tempo. A coisa não ia bem.

Após alguns anos, tantas escorregadelas do Outro, tantas posturas arrogantes disfarçadas sob uma capa de amabilidade, compreensão, equilíbrio.  E as pseudodificuldades!  Tudo era tão penoso, tão difícil, tão cheio de não-me-toques!  Uma pequena dificuldade transformava-se num turbilhão.

O tempo foi passando, o afastamento chegando.  No começo, ela pensou que talvez estivesse exagerando. Talvez devesse mesmo ser mais tolerante, afinal deve-se sempre tentar ver os dois lados do balcão. Ela estava longe de ser unanimidade nacional: assertiva demais, independente ao extremo, teimosa, pouco afável em geral. Nossa, quantas limitações…Ele não: delicado, educado, aparentemente paciente, cordato ao extremo.   E foram tantas tentativas!  Mas um dia Uma deu-se conta, revendo a história dos dois, que tinha ganhado tão pouco! Não materialmente, pois isso não importava, mas emocionalmente, em termos de atenção, de informação, de experiência, de carinho verdadeiro.

E os contatos foram se espaçando! Muitos poetas por aí (até Shakespeare) dizem que uma amizade à distância pode ser mantida.  Verdade, mas isso só para almas irmãs, o que é uma raridade! No mais, quando a distância e o silêncio se instalam, o que acontece com o reencontro é o entusiasmo de colocar as notícias em dia, pela redescoberta; quando o processo vai se realizando aí se vê que tudo mudou, o mundo mudou e aqueles dois também. Por sorte, muitas vezes as duas pessoas começam uma “nova” amizade, que pode dar certo ou não;  neste caso, passam a manter a relação no patamar dos “conhecidos”, que tantos chamam equivocadamente de amigos, porque fica a memória de outros tempos, que já não existem. É só gente que se dá bem porque não se dá mal. Há afinidades, não amizade.

E cada vez menos conversas, menos e-mails, telefonemas então, quase nunca. Pior, Uma, que antes sentia tanto prazer em conversar, sair junto, começou a ver cada ocorrência, cada contato como um peso, um sacrifício.  A cada telefonema ficava incomodada.

É preciso dizer que o Outro fez um bom trabalho: conseguiu extenuar e fazer com que Uma sangrasse qualquer vestígio de interesse, atenção, carinho.  Ou, quem sabe, não, talvez só não tenha tido a coragem de se posicionar e dizer: “Olha, para mim não dá. Me esquece”, e deixou a coisa correr do jeito mais difícil, mais penoso, mais doloroso para ela, que já havia percebido de longa data: do outro lado não havia generosidade mesmo!

Uma levou tempo, mas entendeu, ou melhor, aceitou, sem ranger de dentes, sem cenas, utilizando a mesma estratégia: disfarçada e suavemente.  Por ela teria encerrado a questão há muito tempo, radical e definitamente, mas havia amigos em comum e ela não queria que eles, nem ela, passassem por momentos constrangedores, ou que fosse excluída do grupo, pois outra característica do Outro era autovitimização. E ela, a forte, a geniosa, a de “maus bofes” ficaria como a culpada de tudo. De jeito nenhum! Não ia deixar ser pilhada dessa maneira!

Mas ainda havia um último encontro pendente.  O último, ufa!  Afinal tinha de retribuir uma atenção (formal, é claro) que havia recebido.   Os resíduos de sua educação cristã não permitiam que ficasse devendo favores, sobretudo a pessoas como ele.  E assim foi! Depois achou engraçado: tinha havido momentos em que tinha se desligado de tal forma que a voz do Outro ficava lá no fundo…ela nem sabia do que ele estava falando…só ficava olhando, rezando para ele não fazer nenhuma pergunta, e continuar falando, falando…

No final, despediram-se como se amigos fossem. Foi tão fácil!  Uma estava aprendendo…

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