28
de
setembro
Um é pouco, dois é bom!
Ontem foi dia de ver, pela manhã, Swimming Pool (http://www.imdb.com/title/tt0324133/). Novamente um filme que faz parte do Cine Club promovido pela Aliança Francesa + FNAC + Reserva Cultural (post de 23/08 e os mencionados ali). O filme é muito bom! O ciclo atual é Literatura e Cinema: Idas e Vindas. Só para lembrar: o primeiro ciclo de filmes foi sobre educação; o segundo, sobre imigrantes.
A atriz principal é a Charlotte Rampling, a inglesa mais francesa que existe…se isso é possível! Quem já viu filmes com ela sabe que o francês dela é maravilhoso. Menciono isso porque no filme ela faz o papel de uma escritora inglesa que fala bem o francês, mas com forte sotaque. É até divertido para quem já viu a atriz em outros filmes falando francês.
Ela esta soberba, bem como Ludvine Sangnier, que faz Julie. A fotografia é maravilhosa, já que há muito de paisagens francesas campestres. A trama é muito interessante: uma autora inglesa precisa de inspiração. É uma autora de best-sellers, mas quer mudar o rumo de sua vida literária. Para isso pede ajuda a seu editor, e “caso”, pelo que dá para entender, e acaba indo passar um tempo na casa dele na França. E começa o novo livro! Mas no meio do caminho ela consegue o que pretendia: mudar de rumo. Aproveita a vida da filha de seu editor,Julie, para escrever outro livro, que era o que queria de fato. No meio dos conflitos, da convivência conturbada das duas, surge até um lance de crime, de romance policial, e há até mais sexo do que eu poderia esperar, mas nada exagerado. A história é uma delícia e a CRampling está ótima! O ritmo é lento, compassado, mas na medida certa para fazer a gente querer ver mais e mais. A trilha sonora também é bem interessante.
Espero que possam ver o filme. Se o virem, depois da última , última, ultiminha cena, me contem: é tudo verdade, é tudo imaginação, ou é o livro dentro do filme? Um filmaço!
E last but not least: depois foi a vez de Goodbye Solo (http://www.imdb.com/title/tt1095442/). Li a sinopse e achei interessante, então vamos lá! E o filme é realmente muito bonito, emocionante, diferente. Não tem atores famosos, estrelas, mas o Souleymane Sy Savane dá conta do recado plenamente. Os enquadramentos também são bem dramáticos, bem eficientes. A fotografia em alguns momentos - a maioria das cenas se passa em ambientes fechados, pobres, etc., então… - é muito bonita.
O filme trata da história de um senegalês que ganha a vida como taxista nos EUA. Ele quer algo melhor e tenta tornar-se comissário de bordo. É casado com uma latina que tem uma flha de uns 10 anos, e espera um bebê dele (Solo). É um homem bastante generoso, bom caráter, humano. É daquelas pessoas sociáveis e que só estão na condição em que estão porque a vida é assim: fala inglês perfeitamente, francês, “n” dialetos de seu país. Simpatiquésimo, e, mesmo com as agruras de sua vida, é de um alto astral invejável. Esse taxista, em uma de suas corridas, atende William, um velho amargo e que pretende se suicidar. Solo tenta dissuadi-lo e vai tentando cavar informações para achar alguma forma de ajudá-lo. Quase chega lá, mas o homem é amargo demais, está perdido para a vida e o desfecho é o triste e esperado, mas isso não tira o interesse do filme, a beleza do enredo, e valoriza ainda mais o trabalho de Sy Savane. Não vá esperando uma produção hollywoodiana (como em Gengis Khan - post de 30/7), mas, sim, um filme tocante, bonito, com atores pouco conhecidos, acho que até anônimos em alguns casos e produção baratíssima. Ah, e a trilha sonora também é bem boa!













