17
de
agosto
Eu quero um cacho do cabelo do seu …para fazer uma peruca para seu ……que está nu.
E o domingo terminou com Celebração (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Celebracao.aspx?id=53980) de Harold Pinter. A peça está no teatro da Cultura Inglesa, Pinheiros (http://www.culturainglesasp.com.br/folder/filial_pinheiros.mmp). O teatro tem uma administração do tempo dos dinossauros: não emite as entradas ali, ie., recebe tudo impresso; não tem lugar marcado (acho que um dos motivos é justamente não poderem mostrar para as pessoas onde elas sentariam, i.e., não têm um sistema informatizado de escolha de assentos e emissão de entradas).
Apesar disso, é um teatro bonzinho, com uma centena de lugares, acho, com um palco bom, ou seja, dá para fazer boas encenações. Eu mesma vi ali mesmo Bichos do Brasil, da Pia Fraus, há uns 10 anos; há uns dois anos, A Festa de Abigaiu, e agora Celebração. Vantagens do teatro: bem localizado (pertíssimo para mim), estacionamento bom, seguro (fica quase em frente à 14a. - Delegacia de Pinheiros), a entrada é barata.
Pensei em ver esta peça, mesmo antes de sair a quotação na Veja SP, a qual me parece bem equivocada como tantas outras. Não conhecia nada de H.
Pinter (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1C1CHMB_pt-BRBR292BR304&ei=3gGKStnYF5XilAfP8PGgCw&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=harold+pinter&spell=1) (oh, ignorância!), por isso a curiosidade e vontade de ver a peça. É um autor como Edward Albee (post de 12/7 - Quase é o que poderia ter sido… ), muito premiado, badalado, etc. etc. Como não li nada no original, não dá para avaliar, como no caso de Albee, se o problema é o texto original ou a tradução/adaptação do texto. Há falas loongaaas, mas os atores pareceram-me afinados; o guarda-roupa, maquiagem, cenário me pareceram interessantes, criativos, agregaram à peça. Há personagens interessantes, mas o texto como um todo é bem limitado. Durante a peça, a gente consegue ver muitas possibilidades do texto, mas elas não se realizam! Como reler Albee só me provou que A Cabra era aquilo mesmo que eu tinha acho que era, não tenho ânimo de ler alguma coisa deste autor para tirar a prova: sou eu ou é o texto? Então vou deixar como está.
Ah, sim, a única coisa que me provocou riso histérico foi a musiquinha que serve de título para este post. Gente, como eu ri ao cantarolar essa música após a peça, em casa, para colegas, amigos. Não que seja boa, ao contrário, é tão tonta, de baixo nível, que só me restou ter ataques de riso…Bem, alguma coisa de bom a peça deixou!












