Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

17

de
agosto

Eu quero um cacho do cabelo do seu …para fazer uma peruca para seu ……que está nu.

E o domingo terminou com  Celebração (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento/Celebracao.aspx?id=53980) de Harold Pinter.  A peça está no teatro da Cultura Inglesa, Pinheiros (http://www.culturainglesasp.com.br/folder/filial_pinheiros.mmp). O teatro tem uma administração do tempo dos dinossauros: não emite as entradas ali, ie., recebe tudo impresso; não tem lugar marcado (acho que um dos motivos é justamente não poderem mostrar para as pessoas onde elas sentariam, i.e., não têm um sistema informatizado de escolha de assentos e emissão de entradas).

Apesar disso, é um teatro bonzinho, com uma centena de lugares, acho, com um palco bom, ou seja, dá para fazer boas encenações.  Eu mesma vi ali mesmo Bichos do Brasil, da Pia Fraus, há uns 10 anos; há uns dois anos, A Festa de Abigaiu, e agora Celebração. Vantagens do teatro: bem localizado (pertíssimo para mim), estacionamento bom, seguro (fica quase em frente à 14a. - Delegacia de Pinheiros), a entrada é barata.

Pensei em ver esta peça, mesmo antes de sair a quotação na Veja SP, a qual me parece bem equivocada como tantas outras.  Não conhecia nada de H.
Pinter (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1C1CHMB_pt-BRBR292BR304&ei=3gGKStnYF5XilAfP8PGgCw&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=harold+pinter&spell=1) (oh, ignorância!), por isso a curiosidade e vontade de ver a peça.  É um autor como Edward Albee (post de 12/7 - Quase é o que poderia ter sido… ), muito premiado, badalado, etc. etc.  Como não li nada no original, não dá para avaliar, como no caso de Albee, se o problema é o texto original ou a tradução/adaptação do texto.  Há falas loongaaas, mas os atores pareceram-me afinados; o guarda-roupa, maquiagem, cenário me pareceram interessantes, criativos, agregaram à peça. Há personagens interessantes, mas o texto como um todo é bem limitado.  Durante a peça, a gente consegue ver muitas possibilidades do texto, mas elas não se realizam!  Como reler Albee só me  provou que A Cabra era aquilo mesmo que eu tinha acho que era, não tenho ânimo de ler alguma coisa deste autor para tirar a prova: sou eu ou é o texto?  Então vou deixar como está.

Ah, sim, a única coisa que me provocou riso histérico foi a musiquinha que serve de título para este post.  Gente, como eu ri ao cantarolar essa música após a peça, em casa, para colegas, amigos.  Não que seja boa, ao contrário, é tão tonta, de baixo nível, que só me restou ter ataques de riso…Bem, alguma coisa de bom a peça deixou!

16

de
agosto

Que dia!!!

Afeeee! Muita atividade e o dia nem terminou!

Já havia combinado com amigas de ir ao Outlet Premium (http://www.premiumoutlet.com.br/home/), inaugurado há quase dois meses.  Resolvemos ir hoje.

O acesso é bem fácil, pela Bandeirantes, há boa sinalização e fica perto do Serra Azul, Wet’n Wild e Hoppi Hari. Dá mais ou menos uma hora de SP.  Fomos cedo para evitar filas, ajuntamento ou “agentamento”, já que todas as notícias das pessoas que foram até lá eram de uma multidão visitando o lugar.  Chegamos umas 10h e pouco e o estacionamento estava vazio.  Foi ótimo, pois hoje a temperatura está bem alta, muito sol, e na região o calor estava maior ainda, e andar no meio de uma multidão com esse tempo, não dá!

Outlet multimarcas aqui é como outlet em outros lugares: um terrenão, com um monte de lojas espalhadas, restaurantes, lanchonetes, banheiros, estacionamento para carros, ônibus e motos.  O Premium é bem organizado e limpo.  Há várias lojas fechadas (algumas a gente percebe que estão sendo preparadas para abrir em breve, outras não dá para saber se vão abrir logo, se abriram e já fecharam, ou o quê).  O estacionamento é gratuito (ainda bem, né?).

Fizemos um percorrido por todas as lojas.  Entramos em algumas, até compramos umas coisinhas (mínimo), mas a conclusão é de que não vale a pena, a não ser pelo passeio, se deslocar de SP até lá.   Na cidade de SP há vários outlets, e.g., Adidas (vários endereços), Puma (parece que na V. Olímpia),etc.  No Premium há Hering, Casa das Calcinhas, TNG, Calvin Klein, Victor Hugo (nesta aqui os preços são de causar ataques de riso, tal a irrealidade, ainda mais considerando estar a loja em um outlet), e várias outras marcas (veja a relação no link acima).  Como mencionei, a estrutura é muito parecida (bem menor, mas parecida) com o de um Woodbury (NY/http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=7) da vida, mas os preços, nem de longe, muito longe!!!  O conceito de outlet não existe por aqui ainda, portanto, se o Premium quiser sobreviver vai ter de se adaptar. Claro que para o pessoal da região é uma boa opção de compras, mas que outlet, o quê?!  De jeito nenhum!  Pois é, um passeio gostoso, principalmente num dia como hoje, mas para ir uma vez e ponto.  Se pesquisar bem por aqui (SP), é capaz de achar coisas melhores e mais baratas.  Algumas fotos para terem uma ideia do local. http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Premium150809?feat=directlink

Depois de uma manhã bem gostosa, com nossa colega Carolina, de B. Aires, Vila Madalena, aí vamos nós!  Primeiramente fomos ao restaurante Cordel.  Conheci o Cordel (http://www.cordeldavila.com.br/) no começo do ano passado, num dia de chuva arrasadora, após uma matéria na Vejinha, ou seja, durante uma hecatombe!  Não foi a melhor experiência.  Porém, como colegas da empresa haviam recomendado o restaurante e estávamos com uma visitante, fomos até lá para que ela pudesse comer alguma coisa da culinária nacional.

Graças que hoje o restaurante estava bem tranquilo quando chegamos.  Comemos um prato com carne acebolada, mandioca frita, feijão de corda e farofa. Estava bem saboroso!  A sobremesa também estava muito gostosa (eu comi filhoses na calda de cachaça e sorvete de côco, e estava muito bom!). Não é caro, os pratos dão para duas ou três pessoas, dependendo da fome.  O atendimento foi bem gentil. Tomei uma caipirinha de  tangerina com saquê, que também estava bem levinha e gostosa.

E last but not least: Feira da Vila Madalena (http://www.guiadavila.com/materias.asp?materia=1096 ).

Adoro a Feira da Vila…vou lá há muitos anos, acho que só falhei uns dois ou três. Nem que seja para dar uma passada, comer uma coisinha, eu gosto de ir.  Como fui um pouco mais tarde hoje, devido ao passeio da manhã e almoço, já encontrei o espaço bem mais cheio do que em outros anos.  Mas o astral é sempre muito bom!  Tem comidas diversas (normalmente eu vou mais cedo e faço uma boquinha ou bocona, depende), música, shows, artesanato da melhor qualidade. Sempre tem novidades, criatividade e capricho de montão.  Esta é a 32a. edição. A Feira acontece todos os anos em agosto, normalmente.  Se não me engano, até 2008 faziam no Dia dos pais. Neste ano alteraram para o domingo posterior. Acho que todo mundo ganha com isso.  Com um dia tão bacana, bonito, a Feira está ainda mais alegre, divertida.  Uma delícia de passeio, e a Carolina parece que gostou bastante também.  Que bom!  Ano que vem tem mais.

15

de
agosto

Teatro de sombras

Eu não conhecia essa arte: teatro de sombras.  Por acaso vi que a companhia chinesa de Tangshan (China) (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Criancas/Evento/Teatro_De_Sombras_De_Tangshan.aspx?id=55452#) ia fazer duas apresentações no SESC Santana.  A companhia tem mais de 60 anos e seus integrantes são conhecidos por haver renovado técnicas, personagens, cores.  Os manipuladores aqui em SP eram 4: dois homens e duas mulheres.  Chineses, operários da arte?  Pode ser.

Apresentaram-se no SESC Santana 5a. feira e hoje.  Foram cenas tradicionais como o O Grou e a Tartaruga, O Panda Mimi (uma graça de história!), O Disfarce do Demônio, Roubando do Palácio do Dragão (muito bonito) e Combate de Lutas Marciais (meu preferido).  A companhia apresentou-se em muitos países e recebeu o Leão de Ouro em 2003, prêmio dado pelo governo chinês.  Esse teatro de sombras especificamente é chamado de “arte mágica”.

Havia muitas crianças na plateia, afinal era uma matinê (15.30h), mas acho que os adultos é que aproveitaram mais.  A destreza, a beleza, os detalhes!  Tudo encantador.  Na saída do espetáculo (durou 50 min.) havia várias peças feitas pelos artistas sendo vendidas.  Feitas de couro de burro eram de uma delicadeza, beleza, leveza impressionante!

Que sorte que cruzei com a notícia do espetáculo e optei por vê-lo.  Muito bom!

Como relatei em meu post de 10 de agosto (Ai, que saudade do Casimiro!), o SESC Santana é uma beleza mesmo.  Fui mais cedo para almoçar lá. Têm uma variedade interessante de saladas, lanches, prato principal, sobremesa a bom preço.  O atendimento é um tanto confuso, mas muito gentil!  A decoração do restaurante é muito bonita, criativa. Puro bom gosto!

Depois fui dar um giro pela unidade.  Têm ótimas piscinas, solarium, loja de itens SESC: pequena, mas variada e de bom gosto.  O café do teatro também é muito bom! Vários móveis são feitos de itens reciclados (mesas, poltronas no hall do teatro).  O estacionamento é ótimo!  Enfim, uma unidade excelente! Vale conhecer.

15

de
agosto

La Mar…muita espuma, pouca onda!

Vamos combinar, cebichería é para comer cebiche, e só!  Será?   Adoro cebiche e vários pratos da cozinha peruana. Apesar de apimentados (pimenta para mim tem de ser de um comedimento franciscano), são muito saborosos!  Só de ouvir falar em cebiche começo a salivar.  Imediatamente me vêm à cabeça os pratos preparados pelo chef Ivan (peruano legítimo), no finado Empório Santa Madalena (acho que era esse o nome), ali na Fradique Coutinho.  Um microrestaurante, low profile, com tudo preparado pelo chef e um/a ajudante.  Mas que delícia!  Ali comi cebiche, frango com ají (http://es.wikipedia.org/wiki/Ají), lomo salteado, batatas de vários jeitos (os peruanos têm uns 300 tipos de batatas e muitos pratos diferentes com elas), enfim, aprendi a gostar da comida peruana ali.

Então,lá fui veu visitar o La Mar ( http://www.lamarcebicheria.com/web/intro.php) ( http://viajeaqui.abril.com.br/blog/vem-ai-la-mar-primeiro-restaurante-brasil-mega-chef-gaston-acurio-150969_comentarios.shtml?5883912 / http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,esta-e-a-cebicheria-la-mar,2937,0.shtm) cantado e decantado, pelo chefe estrelado, por ter filiais na Argentina, Chile, EUA, e sei lá mais onde.  O restaurante impressiona (ali na Tabapuã entre Mario Ferraz e Faria Lima).  Um caixotão de vidro, com pé direito altíssimo.  A foto aí de cima dá bem a ideia do que é.

Como acaba de sair em toda a mídia, e, sobretudo, na Veja SP, que provoca sempre o efeito Vejinha, a casa está bombando. Sem reserva (reservam até 20.30h e dão 15m de tolerância), a espera bate em uma hora e meia.  O atendimento telefônico para reserva é muito gentil, ligam no dia reconfirmando a reserva, e as recepcionistas são muito simpáticas e delicadas.

Chegamos 20.30h sharp!  Havia apenas umas 7 mesas ocupadas. Cedo, claro, para o padrão paulistano, mas preferimos isso a ter de amargar espera.   Lá pelas 21.30h a casa estava totalmente tomada. Enquanto estava meio vazia não deu para perceber, mas o pé direito alto, falta de materiais que absorvam o barulho, fazem com que a gente se sinta em uma praça de alimentação. Impossível conversar em tom ameno. É no grito em muitos momentos!  Um ruído perturbador.  Pior, como a casa está lotando, as pessoas que aguardam mesa ficam no bar, um corredor (na foto, à esquerda) ao lado do salão das mesas. Há uma separação até bem altinha, mas ela não previne que o barulho aumente ainda mais.  Mais, se alguém mais alto se debruçar sobre o “muro” a gente corre o risco de receber uma indesejada fungada no cangote.  Por que não colocaram um vidro bonito, bisotê, jateado, ou o que for?  Isso diminuiria o barulho consideravelmente e faria a gente se sentir menos em uma praça de alimentação.

Agora o serviço. Ai,ai,ai,ai,ai…de novo: bem intencionado, mas pobrinho.  O garçom que nos atendeu indicou como mais picante o que não era, descreveu os pratos feito papagaio e perguntado sobre um ingrediente ou outro não conseguiu verbalizar adequadamente.  De qualquer forma, pelo menos são gentis.  O serviço não é demorado.  Os pratos vêm em bom tempo.  Ah, sim, o couvert é cortesia e uma delícia (chips de banana, batata e mandioca com 3 molhinhos em uma escala de “ardido”). Não deixe de provar!

Como estávamos em uma cebichería, vamos ao próprio.  Pedimos a degustação de cebiches. Vem com quatro modalidades (também em escala de ardido).  Todas muito boas. Dá para duas pessoas tranquilamente e o preço é bom: $49.  Quanto ao prato quente, já é mais complicado: tinha só um prato com frango que não apeteceu; tudo é com peixe ou frutos do mar (exceto o lomo salteado).  Pedimos um arroz (tapadito nikei chaufa) com clara, frutos do mar, legumes e um mix de frutos do mar com purê de milho.  O arroz estava saboroso até porque leva o molho adocicado que os japoneses usam muito: molho teriyaki.  Minha amiga que está sempre com um pé no Japão, é descendência nipônica, e conhece culinária de todo lugar, não achou muita graça. Estava bom, mas era como comer um prato de comida nipo.  Eu achei bem gostoso, saboroso, mas concordo, em restaurantes japoneses a gente come coisas bem parecidas. O outro prato (macho) é pepian de milho (um purê na verdade, sem gracinha e bem pouquinho) com com pescado e mariscos apimentadinho.   Gostoso mas bem pequeno.

Dos pratos um conselho: peça a degustação de cebiche, pois cebichería é pra isso. Um prato como o tapadito nikei dá tranquilamente para duas pessoas. O outro que pedimos não daria, teria de ter um reforço. Lembre-se são pratos com sabor marcante, então pouco é muito geralmente. E,claro, deve-se guardar lugar para a sobremesa.  Com cebiche, prato principal (1 dividido), degustação de sobremesas, bebidas, café, serviços, dá para sair entre $ 80 -100/pessoa. Não é absurdo considerando o lugar, a proposta, a matéria-prima, o in do lugar, e o que se paga em SP hoje em dia (seguramente passou-se se um dos lugares mais baratos para se comer a um dos mais caros).

No link do restaurante (incluído acima) consta o cardápio.  Pena que não haja uma “tradução” e agente dependa da explicação dos garçons que talvez nunca tenham provado algumas das coisas que servem.

Como acompanhamento têm vinhos: pedimos um branco em taça e um pisco sauer. Os dois bem bons, não decepcionaram. Só que o preço do pisco sai quase o preço da degustação de cebiche: $ 21, se considerar que é para uma pessoa só e a degustação, que serve duas pessoas, sai por $49. Portanto, tome o pisco sauer em casa!

Há umas 8-10 sobremesas.  Pedimos a degustação, o que provou ter sido uma boa escolha.  Provamos uns aneis de massa de milho que parecem nosso bolinho de chuva, só que com gosto puxado para o milho; um doce de leite na medida, ie., sem ser enjoativo, com um creme de claras e um arroz doce com morangos que não chegou nem perto do que comi no Chou (post de 7 de agosto).  De qualquer forma, fechou bem a refeição.

O restaurante, para conhecer, como happening, não decepcionou, mas eu esperava pratos mais peruanos mesmo, montes de coisas com batata, com frango…  Dá para voltar e experimentar outras coisas, sem dúvida, mas não sei se paga o esforço e o custo. Deu a impressão de que é um restaurante para ficar um tempo e depois bye bye.  Vamos ver.  Mas, se puderem ir, vão.  A degustação de cebiche, pelo menos, valeu muito a pena.

13

de
agosto

Dias dos pais, dia das mães, dia das crianças. E o meu dia?

E lá se foram dia das mães, dia dos namorados, dia dos pais.  Agora vem dia das crianças.  E no meio deve haver o dia do tio, da tia, do avô, da avó.  Invenções capitalistas!  Não me entendam mal!  Acho uma delícia, pois as pessoas se preocupam, pelo menos nesses dias, em estar presente, em manifestar respeito, afeição de alguma maneira; mudam as atitudes, os comportamentos,mesmo que temporariamente apenas.  Quem é grato, atencioso, carinhoso fica mais, e quem não o é (a grande maioria) acaba se convertendo ao clima vigente, ou por repensar ações, atitudes, ou por culpa mesmo (a grande maioria também).  Como não tenho mãe, não me relaciono com meu pai (sem culpa, tá, gente! É da vida…), assisto a tudo de camarote, e pego carona em festas, almoços, reuniões de outros filhos/filhas.  É tudo muito bom, porque não há obrigações, deveres, etc., de ambas as partes (minha e dos festejados). É só mais uma festança, em que, se a coisa apertar, eu simplesmente saio pela esquerda ou pela direita.  Os acordos e dasacordos não são meus, não pelo menos em termos paternos x filiais, então, para mim só sobra a parte boa!  E no final, isso acaba se estendendo por Natal, Ano Novo, Páscoa; vou a tudo por que gosto das pessoas, sei que vou me divertir, elas me querem por lá. Felizmente, não faltam opções (tomara que seja sempre assim!).

E veio a elucubração: e meu dia? Ora, ora, ora…O que despertou o assunto foi uma conversa que tive neste final de semana. Um dos envolvidos está querendo emagrecer, segundo ele por questão de saúde.  Como a maioria na mesa já tinha passado dos 40 (eu há muito tempo!), e uma coisa leva a outra, ficou estabelecido: passar dos quarenta é uma m…! Discordei imediatamente. Aliás, discordo sempre, desde os 30, 40, 50.  Não acho mesmo!

Sempre fiz tudo o que achava que deveria ou poderia, em qualquer fase da minha vida. Portanto, passar dos 30, 40, 50 nunca me deprimiu ou me fez olhar a vida com menos gana e prazer.  Claro que mudei o eixo: coisas que fazia antes, não faço hoje, porque já não são importantes, não agregam, e faço outras que me dão enorme prazer, justamente porque posso apreciá-las, aproveitá-las melhor do que há alguns anos.

Ah, e vale uma observação: a vida, mesmo com as perdas que tive pelo caminho e com os problemas que tenho, como todo mundo,  tem sido muito generosa comigo.  Se me fizessem a clássica pergunta: o que você mudaria em sua vida? eu teria de pensar um tempo.  Poderia ser melhor seu eu morasse na Europa, se eu ganhasse na Mega, se eu…sim, poderia, talvez, quem sabe…isso é bem relativo!  Conheço tanta gente que aparentemente, e só aparentemente, tem uma condição privilegiada: financeiramente, ou um físico ou uma estampa acima da média, tem um companheiro ou companheira, bens materiais, capacidade intelectual e criatividade, mas que são tão rasinhos, sem brilho, atormentados! Pois é, aqui não se aplica “o hábito faz o monge”.

No meu caso, a vida tem sido plena, alegre, proveitosa, positiva, do meu jeito (I am the queen of the world!).  I swallow frogs (engulo sapos) também, mas quem não o faz? E, olhem que não sou absolutamente adepta de filosofia zenbudista, de neurolinguística, de ioga, de meditação, só vou tentando viver bem. Claro que tudo pode mudar, ficar negro como as asas da graúna. Tomara que não!

Também me Lembrei de uma pessoa que conheci e com quem convivi há muitos anos.  Um homem que me ensinou algumas coisas importantes e uma delas, que ficou lá dentro da caixola, foi: your prime of life is today!  Obviamente o foco tem mudado, o jeito de olhar para as mesmas coisas, o que tiro ou não delas. Incrível, mas acho que tenho ganhado tanto com o tempo!  Minha prima sempre diz, isso não é coisa da idade, é senioridade, sabedoria.  Tomara que seja isso mesmo, e não senilidade…afinal as palavras são meio parecidas mesmo…

Com a idade vieram alterações físicas e psicológicas, evidentemente: a pele perde o tônus; as rugas chegam e não vão embora a não ser que expulsas sob chibata; o peso, para a grande maioria, aumenta e altera as formas; a ingenuidade vai embora; a calma e confiança diante das mais variadas situações crescem, em geral; os valores ficam mais claros, consequentes, realistas; vem a consciência do limite do tempo, então a gente valoriza o que é importante, i.e., não dá para perder tempo com bobagens ou quem não valha a pena como aos 10, 20, 30; a gente tenta pelo menos ficar bem, em paz, em vez de ter razão; e, last but not least, A GENTE PAGA MEIA ENTRADA!

A senioridade tem, sim, muitas vantagens, sobretudo para quem está bem consigo, com quem aceita o caminhar pela vida sem a alucinação de que parou no tempo ou de que o tempo parou para o dito cujo. E o prazer de estar por aqui é inebriante! Não tenho dúvida: meu dia é todo dia, pelo resto de minha vida!

10

de
agosto

Ai, que saudade do Casimiro!

Para aqueles que não se lembram e para os que nunca  ouviram falar (imagino que a grande massa), aí vai um trechinho de Meus oito anos de Casimiro de Abreu (http://pt.wikipedia.org/wiki/Casimiro_de_Abreu ):

MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

E com o verso de Casimiro, Naum Alves de Sousa ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Naum_Alves_de_Sousa) construiu esta peça: A Aurora da Minha Vida (http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&cd_verbete=67) em 1981.  Ganhou prêmios, foi um blockbuster assistido por muita gente. Pois é…onde eu estava que não vi?  Não sei…faz muuitooo tempo… Aliás, vale ressaltar que o NAS ganhou APCAs, Mambembes, Molières, ou seja, é um profissional muito reconhecido.

Mas, antes tarde do que nunca!  Um amigo viu anunciada a peça no SESC Santana e me deu a dica.  Ele assistiu à montagem original e se lembrava do bom texto, do divertimento, do humor refinado, ou “memorialista”, isso mesmo, memorialista!  Recordar é viver…(iiiiih, ditados demais!).  Como é uma pessoa entusiasmada, eu entusiasmei também, e lá fomos nós.

Primeiramente, fiquei impressionada com o SESC Santana. Nunca tinha ido lá. Fica perto do metrô Jardim São Paulo (uns 5 minutos a pé), é amplo, moderno, tem uma comedoria (restaurante/lanchonete como o SESC denomina seus espaços de alimentação) muito bonita, vários serviços aos associados, estacionamento amplo, e o teatro é bastante bom.  Segundamente…a peça foi exatamente como disse meu amigo: divertida, trazendo de volta, sobretudo para mim que vivi aquilo tudo em tempo real, muitas recordações dos colegas de classe, dos professores, dos/das diretoras, o momento do país, vários comportamentos-padrão de pais (só mudam de data e de endereço mesmo), enfim, uma visão bem hilariante do que eu vivi, e hilariante porque pude vê-la de longe no tempo.  Quanta coisa boba, quanta coisa cruel, quanta coisa simpática, edulcorada; a distância deu tanta humanidade a tudo!  A gente não percebia na época, mas tudo aquilo foi bom demais! Único! Nenhuma geração terá o que tivemos, o que vivemos, com a mesma riqueza e intensidade!  E isto não é saudosismo, é constatação.

A peça se passa em uma escola. Colegas de classe vão convivendo desde pequenos até chegarem na boca do vestibular. As idiossincrasias estão lá, sempre, pela vida.  Os professores são os professores de  meu tempo: ou respeita ou desce!  Ou estuda ou é reprovado! Ou se comporta ou vai pro castigo! E imagine que algum pai ou mãe tinha coragem de desafiá-los: eram autoridade, eram guardiões da disciplina, do saber!  E eram mesmo! Pobres, tristes professores de hoje!  A que condição eles, as escolas, os administradores escolares foram reduzidos!  E os alunos e pais pensam que são espertos, que estão ganhando alguma coisa e têm o poder, mas qual!  Que gente pífia vai resultar destes tempos…

A reencenação da peça está nas mãos da família Goulart/Bruno (Paulo/Nicete).  Direção de Bárbara Bruno. Assistimos à 4º ou 5º encenação, e o olho de meu amigo percebeu algumas coisinhas que não funcionaram como deveriam aparentemente. Nada grave, mas detalhes que olhos apurados e conhecedores percebem (não é meu caso, óbvio!).

Resumindo: vale muito a pena assistir à peça.  É diversão garantida pra gente da minha época, anterior, ou mais jovem.  O texto é primoroso e os atores estão bem entrosados.  Com as apresentações vão ficar melhores? Possível, mas a coisa toda já está num nível bastante bom.  Tomara que reencenem outras obras, talvez No Natal a gente vem te buscar. Eu gostaria de ver.

10

de
agosto

É muito tarde para ser pessimista!

Mais um filme pelo Ano da França no Brasil, projeto da Aliança Francesa em parceria com a Fnac e Reserva Cultural.

Foi uma sessão especial em 9 de agosto, domingo. Normalmente os filmes são apresentados no último domingo do mês (meus posts de 26/7 - Un autre dimanche particulier; 28/6 - Um dimanche très particulier;24/5 - Ser e ter, eis a questão;26/4 - A França não é aqui mesmo).  Seguiu o mesmo padrão das outras vezes: R$ 5,00 com direito a um café da manhã e exibição do filme.   A Fnac, desta vez, também fez um agrado aos espectadores: distribuiu kits do filme (acho que um livro e mais alguma coisa) após a sessão. Colocaram algumas etiquetas embaixo de poltronas.  Então, além de assistir a um superfilme, algumas pessoas sairam bem contentes com seus brindes (eu não, buáááá!!).

O Home (http://www.imdb.com/title/tt1014762/) é um filme que não se encaixa no ciclo atual do Cineclube, que trata de imigração basicamente.  Maaas, como é Ano da França no Brasil, a sessão foi promovida pela Aliança, Reserva, Fnac - ou seja, instituições de origem/capital francês, a gente imagina que o filme será em francês, até porque, por melhor que seja o filme, o objetivo de ir a essas sessões é, seguramente, ver, apreender a cultura francesa, bem como ter oportunidade de mais um contato com a língua.  Além disso, no ingresso estava escrito “legendado”.

Mas, surpreeesaaa!!! O filme foi inteirinho narrado. Mais estranho: todos os textos do filme são em inglês (?!), e consta nos créditos que quem fez a narração em inglês foi Glenn Close (?!).  Adoro GC, mas como assim?  O filme foi patrocinado pelo grupo PPR, gigante dono das marcas Puma, Yves Saint Laurent, Balenciaga, La Redoute, Sergio Rossi, Boucheron e por aí vai; grupo francês, claro!  Na verdade, o que me parece é que o filme teve sua versão francesa/original, narrada pelo próprio Arthus-Bertrand (essa é que eu esperava ver), mas teve versões em outras línguas, inclusive em inglês, que deve ter sido a base da versão a que assisti no domingo. Só pode!

Por sorte o narrador fez um excelente trabalho, mas, como o filme leva quase duas horas, poderiam ter feito como em A Marcha dos Pinguins (http://www.imdb.com/title/tt0428803/). Havia dois narradores (um homem e uma mulher), porque havia a senhora e senhor Pinguim; no caso de Home, dois narradores tornariam a coisa menos monocórdia, daria mais dinamismo e, acho, até valorizaria o próprio filme.  De qualquer forma, a narração não tornou o filme menos interessante.

O diretor/idealizador do filme, Yann Arthus-Bertrand (http://www.yannarthusbertrand.org/), é um especialista em fotografia aérea em balão. Publicou dezenas de livros fotográficos, sempre em prol da natureza.  Seu trabalho foi divulgado em publicações mundiais como Geo, Life e National Geographic.

O fato é que as imagens são maravilhosas. Nunca vi nada igual nem em cinema, nem em TV (não vejo tanto, mas acho que mesmo nas produções do Animal Planet e Discovery é difícil ver a mesma qualidade das imagens que Home oferece).  É um filme que emociona pela beleza e pela mensagem.  Como tantos outros trabalhos, fica evidente o mal que nós mesmos causamos e continuamos a causar a nosso habitat.  Estamos condenando os recursos que são essenciais para nossa sobrevivência, para uma vida com qualidade: água, sobretudo, ar, flora e fauna.  Fica evidente quão pouco os governos de países desenvolvidos importam-se de fato com o que está acontecendo e como empurram com a barriga ações urgentes para salvaguardar a Terra.  Diante de tudo que tenho visto, lido, só espero não estar viva para presenciar a exaustão do planeta.  Afinal, depois de ter recebido as informações de quanto mal eu mesma estava fazendo, reprogramei-me, mudei minhas atitudes, faço a minha parte sempre, posso até dar o exemplo, mas não sou páreo para a irracionalidade que grassa por aí, então não quero receber a conta lá na frente, quando não houver mais como remediar a situação.

Percebe-se claramente que o grande problema aconteceu nos últimos 50 anos, e, lamentavelmente, temos uma década, se tanto, para reverter a situação. Muito pouco tempo!  E os efeitos poderão ser catastróficos! Então não dá para lamentar, ser pessimista, só dá para empreender, tentar, fazer.

Aprendi, também, muita coisa com o filme: 20% das reservas de água potável estão na Groenlândia; há água fóssil, que está se esgotando rapidamente devido à exploração irracional em países como a Arábia Saudita; a infertilidade da Terra se espalha por países como a Índia de maneira avassaladora, etc.  Como sempre digo: não importa quão grave seja a notícia, mas sempre é melhor saber, pois só assim se pode tomar alguma providência a respeito e, eventualmente, até tornar a realidade menos negativa.

A trilha sonora é bem bonita também.  Muito apropriada, não briga com o flme, complementa-o harmoniosamente.

Ah, sim, e pelo que vi no filme, não programe suas próximas férias para Lagos/Nigéria, nem em sonho, ou qualquer outro país próximo (Chade, Burkina Faso, etc.).  Nem com a maior poesia dá para encarar, infelizmente, já que há tanta cultura e história por ali.

9

de
agosto

Mamma Mia!

Pois é…como sempre digo: fazer qualquer coisa com a musicografia do Abba é meio caminho para o sucesso.  Não importa se cover do Alasca, de Timbuquitu, se com bom guarda-roupa, se com riqueza de produção ou não.  Abba é receita de sucesso certo!  A não ser que o negócio seja ruim demais!

E foi pensando nisso que fui ver o Abba Magic (http://www.abbamagic.com/ ), que é um grupo inglês, que está pelo mundo há anos vivendo de Abba, ou conjugando o verbo Abbar.O show foi no Via Funchal  (http://www.viafunchal.com.br/shows.asp?ID=391), ali na Vila Olímpia.

Essa casa de espetáculos sempre me dá a impressão de um espaço meio inóspito: põem gente demais, fica todo mundo apertado, só para começar. Sorte que, espertamente (dããããã), escolhi uma mesa que dava para um “vácuo”, então deu pra dançar bastante e ver bem.  Mas a casa tem pontos cegos de monte, colocam caixas acústicas de forma a tapar parte do palco, o serviço de alimentação é quase caótico, embora os garçons sejam gentis e tentem ser atenciosos, é um assalto (cada refrigerante R$ 5,00 e a isso soma-se o serviço), dependendo do show põem os ingressos nas alturas (e olha que a casa é grande! Não precisava disso), o atendimento das bilheterias é confuso (de novo: os atendentes tentam ser eficientes, são gentis, mas não dá muito certo).  Pelo menos trocaram todas as cadeiras (da última vez que estive lá (post de 24/10/2008 - A Broadway já não é mais a mesma), as cadeiras eram horríveis, desconfortáveis, gastas), mesas, mas os marcadores de mesa continuam aquela coisa sem-vergonha. Os banheiros não foram remasterizados, mesmo considerando gripe aviária, suína e companhia: um negocinho caquético! Precisavam fechar aquilo, dar uma garibada geral, modernizar mesmo.  Só fico pensando: do jeito que estavam todos ali, amontoados (não há outra definição), se houvesse algum pânico, sei não…ia ser uma desgraça!  Pois é, não gosto mesmo do lugar.  É voracidade demais pelo ganho e pouca atenção pelo cliente/consumidor. E olha que levam artistas excelentes, durante o ano todo. Difícil um dia da semana em que a casa não esteja com espetáculo e grandes lotações. Não dá para entender o raciocínio e displicência de quem gere a casa.

O show começou com uma banda bem interessante: a RodHanna (http://www.rodhanna.com.br/).  Eles cantaram anos 70 e conseguiram aquecer o público para o show do ABBA Magic.  Têm guarda-roupa cuidado, boa tecnologia, um dj bem legal, dançarinos muito bons, dinâmicos, cantores ótimos.  Um show excelente!

Depois de quase uma hora de RH, entra o Abba Magic.  Como eu disse, e como esta no meu post de 3/2/2009 - The winner takes it all!, o Abba foi, é e sempre será um marco!  Eles foram eficientes, brilhantes, criativos, profissionais para ninguém botar defeito.  Vozes fantásticas de Agnetha e Ann-Frid!  Não tem quem não goste: gente da minha geração, que curtiu em tempo real, gerações posteriores, jovens de hoje.  Só que o Abba Magic não fez jus a quem eles representavam.  São alegrinhos, cantaram umas 10 músicas, as moças cantam bem (acho que até plástica fizeram para ficar parecidas com as cantoras originais), os músicos são bonzinhos, mas falta muito: falta coreografia, falta guarda-roupa, falta brilho, falta reinvenção.  Tenho certeza de que um amigo, o Marco, que tem sua companhia Broadway Brasil e está introduzindo números do Abba nos shows, vai dar de 10 a 0 no AM quando estiver no palco.  Pra dizer a verdade, o RH deveria ter ficado junto com o AM até o fim, pois os recursos sonoros, instrumentais do grupo brasileiro eram muito melhores.

Mas, como eu disse, qualquer um faz sucesso em cima do Abba, porque é deles mesmo que a gente gosta. Claro que musicais como o Mamma Mia da Broadway, que daqui a pouco está por SP, ou um filme como o Mamma Mia, souberam aproveitar todo o potencial da herança Abba e encantaram também, com beleza, criatividade, excelentes vocais, capacidade instrumental.  Mas qualquer Abba diverte, como diriam os sábios.  Então, dançamos de monte (fazia tempo que não dançava com tanta alegria e vontade), cantamos, batemos palmas, fizemos uma festa danada!  Foi bem divertido e valeu a pena por esse aspecto.  E sorte que pagamos o preço mais barato (R$60), por um lugar até que bem razoável e confortável.  Desta vez, pelo menos, ficou longe do mico do show Spírit of Broadway. Tk God!

9

de
agosto

A vida secreta das abelhas

Pois é, parece título de programa do Animal Planet, Discovery, ou algo assim. Mas não é. É,sim, um filme lindíssimo, comovente, impactante (http://www.imdb.com/title/tt0416212/ ).  Levem lenços, muitos, ao cinema.

O filme trata da história de uma menina que sofre um trauma imenso quando tinha 4 anos.  Cansada dos destratos do pai, ao completar 14 anos, resolve ir embora de casa e procurar informações sobre sua mãe, que morreu de forma trágica quando ela tinha justamente 4 anos.

Estamos falando de 1964 nos EUA. Ano em que é promulgada a lei que permite aos negros votar.  Mesmo com isso, o preconceito ainda estava muito arraigado, presente, evidente.  Violência de monte, mesmo contra os negros que já tinham alcançado algum sucesso financeiro, social ou cultural.  Impressionante pensar que, há pouco mais de 50 anos, os EUA eram uma selva no aspecto conceito e pré-conceito!  Bem, hoje isso ainda existe por lá, aqui, em qualquer lugar, mas que é impactante, isso é.

A atriz principal, Dakota Flamming, que já fez algumas dezenas de filmes, está muito bem.  Soberba, eu acho! Tem também Queem Latifah, com toda sua empatia; Sophie Okonedo e Jennifer Hudson, também negras, estão ótimas, comoventes!

Enfim, um filme de mulheres mas que agradará a todos certamente.  Além de uma fotografia interessante em várias passagens do filme, a trilha sonora também é lindíssima.

Um filme sobre fatos, dores, perdas, ganhos que podem fazer parte da vida de todos nós, de um jeito ou de outro, em várias medidas.  Mas se a gente topa com alguém generoso, solidário, tudo fica mais fácil, tudo se resolve.  A boa nova: não só na ficcção, na vida também tem gente assim.  Aleluia, irmãos!

7

de
agosto

Xuxu, Chuchu ou Chouchou??Mas pode me chamar de Chou mesmo!

Fui conhecer este restaurante que abriu há um ano aproximadamente: Chou (http://colunistas.ig.com.br/comidinhas/2008/07/01/o-novo-chou/ ). Pertinho de casa (como tudo que é bom…sou bairrista mesmo!), dá para ir a pé. Ali na Mateus Grou, 345.

O lugar é bem bonitinho, aproveitaram bem uma das casinhas da MG: estreita e compriiidaaa. Há um jardim bem agradável no fundo - área que é a primeira a lotar. A casa acomoda até que um número razoável de pessoas e estava cheia.  O menu é variado, não muito extenso, mas bem interessante.  Comemos uma corvina, com batata doce (fatias bem finas e adocicadas), salada morna de trigo e cogumelos (estava ótima!), cebola orgânica adocicada com queijo (super!).  Tudo muito gostoso!  Pedi uma caipirinha de saquê de mexerica. Bem sem gracinha!

A sobremesa foi um arroz doce com raspas de limão e doce de leite. Uma delícia! Combinação super-harmoniosa. Mas o café é bem ruinzinho.

Para a casa, a qualidade do que é servido e originalidade dos pratos (parabéns à chef!), o preço está na média de S. Paulo= R$ 80/pessoa.

O único senão (lá vou eu de novo….) é o serviço: para uma casa que está no ar há um ano, deveria ser mais coordenado, mas eficiente. É gentil, mas caótico, demorado, há um descompasso claro entre qualidade da comida e de serviços.  Na mesa ao lado, o garçom, por acidente, quase fura o olho de um comensal.  O que serviu nossa mesa parecia um tanto desesperado, com pressa; sei lá aonde ele queria ir.  Apressado, porém ineficiente.  Enfim, já era para a coisa estar bem mais azeitada.

Apesar disso, creio que o core, que é a comida, conquistou habitués.  A casa estava cheia, como mencionei, e parece que esse é o movimento normal por ali.   Vale a visita pela leitura esperta dos pratos.

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