13
de
junho
Noitão bão, sô!
Dia de Santo Antonio é hoje, dia dos namorados foi ontem, e o Noitão do HSBC ficou bem no meio do caminho, 0h.
Vamos começar pelo começo: a sexta começou meio chatinh, tempo feio. Antes de ir trabalhar, à tarde, fui almoçar no Pie in the Sky (http://pieinthesky.com.br/site/) (perto do trabalho). Para um dia friozinho, uma torta de carne, carneiro, fígado, frango, ou o que fosse parecia muito auspiciosa. E lá fomos nós. Casa pequena, ali em Perdizes, bem simples mesmo. Havia apenas outros três clientes, que logo terminaram e se foram. O dono do local (Irish, imagino ou algo por perto disso), com suas tatoos e cabelo moicano, incomoda um pouco, já que não fala, brada com as pessoas. A moça que estava no caixa, não sei se dona ou gerente, foi de uma má vontade absurda para nos atender e responder a algumas perguntas. A garçonete não podia ser grande coisa nesse “environment”. No mínimo do ambiente é “posh”, e não sei por que, já que é um espaço bem pobrinho, só ajeitadinho. E me parece que a filosofia da casa é: para os amigos e conhecidos tudo, para os outros clientes nada de atenção, cortesia, commitment. Enfim, ao que interessa: as tortas. Boas, sem dúvida. Dividimos uma Stake and Stout e uma Lamb and onions, e duas batatas diferentes. Como disse, estavam boas, mas não justificam ir até lá de novo. Uma boa alternativa, até para fugir do ambiente pouco amistoso, é se utilizar do delivery e comer suas tortas em casa. Dividimos também uma de chocolate, que estava boazinha. O fato é que só dá para comer uma salgada ou (não e) uma doce, ou uma salgada e outra sobremesa (há algumas que fogem da massa de torta), senão fica tudo muito igual, dull, chato. Ah, sim, o preço é bem salgado. Comparando com um restaurante como o Hora da Gula (meu post de 30/05 – Gula aqui não é pecado), é salgadíssimo. No HG há um bufê variadíssimo e diferenciadíssimo de saladas, além do prato quente, muito caprichado, por R$ 22 na semana e R$ 28 no sábado, enquanto que o que comemos ontem (duas tortas salgadas, dois acompanhamentos de batata, uma torta doce, dois ou três refrigerantes e dois cafés) bateu em R$ 30/pessoa. Por tortas? Too much! Não deixa de ser interessante conhecer, mas tornar-se habitué é meio difícil, a não ser que você seja vizinho, passe na frente todos os dias, etc. Eu não me abalaria de Pinheiros para lá de novo!
E depois de uma tarde bem trabalhada, preparação para o Noitão do HSBC (http://www2.hsbc.com.br/hs/quem_somos/cultural/hsbc_belas_artes_noitao.shtml), que acontece toda 2ª. sexta do mês. Os ingressos começam a ser vendidos no dia anterior. Este Noitão comemorou cinco anos do evento. Normalmente são três filmes, sendo dois conhecidos/já anunciados e um surpresa. Ontem, como era um dia especial, foram quatro conhecidos e um surpresa. De todo mundo para quem eu disse que ia ao Noitão ouvi: ah, mas três filmes é demais! Nossa nesse horário? Ta louca?!
Então vamos aos prós e contras desde o princípio da história: há uns meses pensei em ir ao Noitão. Talvez mais pelo happening do que pelos filmes em si. Há um aspecto financeiro importante: você vê três filmes pelo preço de um e isso também deve ser considerado, principalmente se forem filmes razoáveis, pelo menos os conhecidos. Pois bem, dei uma olhada na programação do mês passado e não me apeteceu. Neste mês, além de uma amiga estar bem animada para ir também, os filmes pareceram melhores. Então vamos lá! Entradas garantidas antes para não haver problemas no dia.
Antes, um bufê de sopas no Consulado Mineiro da Cônego (http://www.consuladomineiro.com.br/), afinal eu só havia comido as benditas tortas, tinha trabalhado, e precisava de um reforcinho alimentar. Todos os anos vou a esse bufê que acontece entre final de maio e começo de agosto, mais ou menos. Não tenho dúvida em afirmar que é um dos melhores, senão o melhor, bufês de sopas de SP. Em primeiro lugar, porque o Consulado é low profile, atende bem, com generosidade, preço ótimo (R$ 19,90/pessoa), não regula pãezinhos, nem as próprias sopas (acho que são umas 12 diferentes). E todas são uma delícia. A gente é recebido ali como se fosse de casa (oooh, diferença com o Pie!). Depois de forrar o estômago com aquelas delícias, numa noite friorenta, vamos à luta…
Algumas elucubrações: eu nunca havia ido ao Noitão, portanto, na minha cabeça, uma maratona de três filmes, terminando com um café da manhã, só poderia ser coisa para cinéfilo, ou seja, gente pra cima dos trinta em sua maioria. Claro que há jovens, vintões, que adoram um filme, mas não são maioria, há que se reconhecer, principalmente se há filmes diferentes, “cabeça”, menos comerciais. Surpresa no. 1: 99% do público vai dos 18, talvez, até uns 22-25 no máximo. Da minha idade só “moscas brancas”. Isso confere ao evento um barulho, uma movimentação que chegam a incomodar, além de atitudes bem pouco civilizadas (falação, troca de fluídos – os hormônios estavam a toda- de forma acintosa, agressiva, contínua, mastigação ininterrupta, barulhos de embalagens sem-cerimônia, pés empurrando cadeiras, etc.). Enfim, o ambiente é de dar medo! Surpresa no.2: tem de encarar como happening mesmo, pois a organização é pífia. Filas serpenteando loucamente (aliás, fila para tudo), sinalização parca e porca. E tem uns sorteios entre as seções. Sorteiam DVDs, camisetas, bolsas…mas eu não ganhei nada, tááá?
Quanto aos filmes que vi: Last Chance Harvey ( Tinha que ser você - http://www.imdb.com/title/tt1046947/) com Dustin Hoffman e Emma Thompson e Paris (http://www.allocine.fr/film/fichefilm_gen_cfilm=114860.html), que tem a Binoche, Romain Duris, etc., foram, pela ordem: bonzinho, e bonzinho. O primeiro é uma comédia média, melosinha, sobre encontros e desencontros de duas pessoas maduras. A história se passa em Londres, por ocasião do casamento da filha de Hoffman. DHoffman e EThompson podem muito mais, quem já os viu em outros filmes sabe disso, mas não decepcionam, aliás, o filme é bonzinho por causa deles mesmo. A trilha sonora também é interessante. Deu para divertir. O outro, Paris, que, na verdade, era o filme surpresa e será lançado ainda por aqui, pelo que entendi, é mediano. Um monte de histórias paralelas que vão se cruzando, meio forçadamente, pelo caminho. Bons atores, alguns bons diálogos, divertidos, a beleza das imagens de Paris, aquelas angústias de filmes franceses, mas não diria que é um filmaço, não surpreende, bem rasinho.
Dito isto, tirei duas lições para um próximo Noitão: 1) tem de dormir antes, descansar, pra poder aproveitar, principalmente se você não está na tal faixa dos 18 aos 20 e poucos anos – lembre-se, essa gente vira noite em raves, baladas, etc. Você já fez isso um dia (eu nunca gostei disso, pois sou uma pessoa diurna, apesar de ter tido meus tempos de diversão e algumas madrugadas), mas já não faz mais, então, ojo!; 2) consulte a programação mesmo, pois para ir até o 3º filme os dois primeiros filmes têm de ser ótimo e muito bom, ou muito bom e ótimo. E olhem que eu estou acostumadíssima a assistir a dois filmes por vez numa mesma tarde, tarde e noite! Então sei do que estou falando.
E como o cansaço bateu por tanta fila, barulho, desorganização, so long Noitão! Aliás, achei até bom, pois nem imagino como seria o tal café da manhã com aquela multidão (até o final do segundo filme e indo para o terceiro, as salas estavam totalmente lotadas. Pode ser que algumas pessoas tenham se retirado, tipo eu, mas muito poucas com certeza!), já que nem para organizar as filas, para a gente ficar esperando os filmes tinha espaço razoável, agradável, salubre. Tudo uma confusão só.
Bem, sei que tem algo similar no Unibanco. Vamos ver se me animo a ir, pois acho que deve ser pelo menos mais seletivo e organizado. Se for, conto.
4.30h e indo para a cama…Acordei às 9.30h e tudo vai bem até o momento. Mas hoje me dei tempo, tranqüilidade, um ritmo mais suave. Afinal, amanhã tem mais.











