Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

28

de
junho

Un dimanche très particulier!

Um domingo glorioso!  Primeiramente, era o domingo promovido pela Aliança + Reserva Cultural + Fnac em comemoração ao Ano da França no Brasil.  Então tinha o café da manhã + filme especialmente escolhido pela direção da Aliança (para os outros filmes a que assisti, ver post de 24 de maio - Ser e ter… e de 26 de abril - A franã não é…).  Eu não havia visto este filme, embora ele já tenha uns 3 anos.  Este novo ciclo de filmes enfoca imigrantes e hoje foi a vez de Le Voyage en Arménie (http://www.imdb.com/title/tt0491901/).  Um armênio, que vivia na França há muitos anos, tinha uma filha médica, francesa, é informado por ela de seu estado de saúde preocupante e que precisaria de uma cirurgia.  Ele se recusa a se submeter à cirurgia recomendada pela filha de imediato, e, à revelia, viaja à Armênia sem o conhecimento da família. Toda a história gira em torno dos esforços da filha de encontrar o pai em sua terra natal.  Lá ela começa a conhecer uma Armênia, uma história, uma sociedade, uma civilização pelas quais nunca havia se interessado, e havia mesmo renegado.  Para nós, fica claro, como em Alexandra (post de 19 de maio - Um pouco de tudo…), o mal que dominações, imposições políticas, militares, fazem a qualquer país, qualquer povo.  Há os heróis verdadeiros, que se sacrificam para libertar o país; outros ajudam na empreitada, mas depois visam proveito próprio; outros não se empenham, mas veem a oportunidade de ganhar de qualquer maneira.  Máfias instalam-se, o interesse comum vira mercadoria, moeda de troca, e por aí vai.   Uma Armênia que não é dos armênios de fato, mas de uns poucos.  No final, a história até acaba bem, e há momentos líricos, emocionantes, até de certo suspense, e, claro, de violência.  Um filme muito bonito!  E a trilha sonora também é ótima!

E, surpresa! Quem encontro na fila do café? Eunice, minha colega de USP (i.e., convertendo para números, de 30 anos).  A Eunice continua igual: sempre jovem, animada, ativa, conversante, interessada.  Eu  a havia reencontrado uns três anos atrás na Sala SPaulo, perdi o “track” de novo, e agora ali estava ela.  Um grande prazer.  Aliás, ela estava com uma amiga armênia (desculpem-me, no guardei o nome), muito simpática, bonita, que nos mostrou as fotos que fez em viagem à Armênia há alguns anos. Antes do filme, ela me passou algumas informações bem importantes e interessantes.

A preleção feita pela diretora da Aliança também foi muito boa, abrangente, clara.  Ajudou muito a entender um pouco do que estaria na telona.

Mês que vem tem mais!

Depois foi a vez de um almoço no restaurante do Reserva (eu já havia ido ali umas poucas vezes).  A comida é boa, bom preço, atendimento correto, ambiente bonito.  Uma boa opção pré ou pós-cinema.  E last but not least, visitar a nova feirinha da Paulisda. A mesma pessoa que organiza a feirinha do Center 3 está organizando esta num casarão da Paulista, ali entre a Padre João Manoel e a Ministro Rocha Azevedo (acho que é isso). É o mesmo casarão onde há uma feira de animais.  Pelo que entendi, a feira dali será temática: hoje era junina, nas próximas semanas haverá uma de malhas, e assim vai.  Acompanhe, pois o espaço é bem agradável, diferente em tudo, inclusive o público é um pouco diferente do que circula pelo Center 3. Ah, hoje tinha um quentão excelente!!

Aproveitei também para ver a exposição O Sonho e a Ruína (http://www.caixacultural.com.br/html/main.html), com fotos de Luiz Carlos  Felizardo (http://www.ufrgs.br/fotografia/port/05_portfolio/felizardo_2006/index.htm), que está no espaço cultural da CEF, no Conjunto Nacional.  A exposição encerrou-se hoje, infelizmente.  Fotos lindas, em preto e branco, das Missões de São Miguel.

Depois foi a vez de comemorar “atrasado” o aniversário do Edu (26/6).  Mais um filminho.  Desta vez, Stella (http://www.imdb.com/title/tt1174047/).  Um filme em que uma menina de uns 11 anos, cujos pais são donos de um bar, tem de enfrentar a vida sozinha.  Sozinha de verdade!  Felizmente para ela, não há agressões físicas, mas vive em um ambiente totalmente instável para uma criança de sua idade.  Na casa/bar ela vê de tudo, até gente ser assassinada.  Olha tudo com olhos vazios, parece que se ausenta do mundo em grande parte do tempo.  Embora pareça isso, o que ela sente é um imenso medo de tudo: do escuro, das pessoas, da escola, da vida!  Somente depois de encontrar uma amiga, judia-argentina, com um lar mais equilibrado, de ter o carinho, atenção e generosidade dessa amiga, é que ela consegue sair da zona de perigo na escola, interessar-se mais pelos estudos, ter um mínimo de conforto afetivo.  Pensar que uma menina de 11 anos, num país como a França retratada, i.e., uma França de 1977, sem os problemas de hoje, sofra de tal solidão, tema tudo e todos, é impactante, principalmente se fizermos análise tendo como perspectiva a realidade local.  O que sofrerão então nossas crianças?

A atriz principal, Leora Barbara, de apenas 13 anos, leva o filme, tem no mutismo sua grande interpretação.  Seu olhar, sua expressão facial são comoventes, são convincentes; mesmo com pouquíssimas palavras, está tudo ali: o desamparo, o medo, a dúvida, a tomada de decisão; está tudo no olhar!  Além do talento, a menina é uma pintura de uma beleza incomum.

Para finalizar a comemoração, uma passadinha no Kebab Salonu (http://www.kebabsalonu.com.br/?gclid=CPa4lJuprpsCFQZlswodyjp6DA) ali na Augusta, um BBB inquestionável! E, claro, horas de conversa.

27

de
junho

Nada é tão ruim que não possa piorar?!

De jeito nenhum!!! Póparáááá!!!

A sexta não foi muito feliz.  Ganhei um vale-desconto para a peça Minha mãe é uma peça(https://teatrogazeta.showare.com.br/General/ShoWareFrontEndPortalHome.aspx), no Teatro Gazeta.  Então, lá fui eu! Tudo que li sobre a peça, menos na Vejinha (acertaram desta vez!), indicava que a peça é divertida.  Além disso, o ator/autor, Paulo Gustavo, foi quotado para o Prêmio Shell.   Enfim, parecia uma boa opção para uma sexta à noite.  Bem, apesar do ótimo atendimento do Teatro Gazeta (acho que nunca tido ido lá antes), a peça não decolou, pelo menos para mim.  O tipo criado pelo Paulo Gustavo é interessante, e podia até render, mas nada disso.  Uma série de obviedades, além de uma voz esganiçada por mais de uma hora (apesar do microfone), e um carioquês atropelado que dificultava a compreensão do que estava sendo dito.  Enfim, não recomendo!  Sei lá como pode ter ficado em cartaz 3 anos no RJ e já estar aqui em SP por algum tempo, com casa bem cheia.  E não é barato, não! R$ 60,00 a inteira!  Não há guarda-roupa (troca), o cenário é totalmente estático, sem muito brilho, só a iluminação é que dá um “tchan”.  Muito fraquinha mesmo.  Ainda bem que é curtinha!

Mas para compensar, lavei a alma hoje!  Fui a um tour pela Liberdade(http://www.arqbacana.com.br/arq_tour.php). Fiz a inscrição porque a empresa que anunciou o evento ( http://www.arqbacana.com.br/ - increva-se para receber a newsletter, vale a pena!), já fez passeios inéditos por SP.  Então fui ver como era.  Afinal adoro minha cidade, já fiz vários passeios a pé, de ônibus, de dia, de noite, e acho que nunca é demais para descobrir coisas novas, interessantes, que a gente não percebe no dia-a-dia.

Mesmo sendo anunciado um guia top: historiador, brazilianist, americano, Jeffrey Lesser, pensei: nossa, já fui tantas vezes lá, o que mais eu poderia ver?  Mesmo assim, lá fui eu (já disse que teimosia é meu primeiro nome).  E valeu cada minuto das 6 horas do passeio (das 10 às 16h) - era para ser das 10 às 14.30h, mas acabou se estendendo. Muita história interessante, locais a que eu nunca tinha ido: antigo Cine Tokyo, hoje Assembléia de Deus Japonesa, Igreja Santa Cruz dos Enforcados (linda!), Associação Okinawa Kenjin do Brasil (com uma “palestra” ótima pelo vice-presidente/diretor da casa, que nos atendeu maravilhosamente, e, se a gente tivesse tempo, ficaria contando coisas o dia todo), templo Zenbudista (onde nos receberam, fizeram um ritual nos abençoando, desejando paz, saúde, alegria para nós e para o mundo.  Também foram muito generosos!  Os monges nos deram uma recepção especialíssima!  Além disso, foi meu primeiro templo budista na vida!  O negócio foi tirar as botas…oooh, sacrifício! Mas valeu 100%). Enfim, foi tudo de bom, as histórias do Jeffrey foram fantásticas (e não eram invencionices, ele é um pesquisador sério! http://www.history.emory.edu/vitas/CV-Lesser.pdf).  Vejam algumas fotos e vídeos (http://picasaweb.google.com.br/miriamkeller/Liberdade062009?feat=directlink).

A gente sabia, mas teve a prova peremptória de que a Liberdade deixou de ser um bairro japonês há muito tempo. Claro que ainda há muitas lojas, restaurantes tradicionais, mas, hoje, a grande maioria é gerida por coreanos (já foram mais numerosos), mas sobretudo por chineses!  E estes, espertamente, fazem por manter a aura de “Japão”.  A comida continua ótima, mas, de novo, muitos restaurantes geridos por chineses, coreanos, e minimamente por japoneses. O bairro se deteriorou, como tudo no Brasil, nos últimos anos.  Muita sujeira, muito descuido, muita gente pelas ruas, muita poluição sonora, muita bagunça mesmo, e pedintes, drogados, menores. Mesmo assim o bairro ainda é uma referência étnica para os japoneses locais e seus descendentes, e forte.

O Jeffrey disse uma coisa, que me parece óbvia, mas a gente se esquece de vez em quando: o que os japoneses fizeram na Liberdade foi manter o orgulho, manter os costumes, manter a cultura, para não perder sua identifade étnica.  Pois é, às vezes acho que o que falta para nós, brasileiros e donos da terra, é isso: identidade étnica, ie., ter orgulho dos seus antepassados, da sua história, dar valor a sua cultura.  Um dia a gente vira uma nação de verdade.

Bom, aprendi montes de coisas interssantes, algumas até folclóricas, mas muito reais.  O grupo que participou do passeio, embora grande (umas 40 pessoas), foi bem tranquilo. Claro que houve os atrasos de sempre (para começar, para recomeçar pós-almoço), mas nada de muito grave.ah, e como a Liberdade tem subidas e descidas…é preciso uma certa condição física, senão não dá!

Vai haver outros tours no segundo semestre.  Vou ficar atenta! Se puder vou, e tomara que sejam tão bons quanto este.

25

de
junho

Intrigas de estado, um filmaço!

Quarta-feira, mais de uma semana sem ir ao cinema por causa do resfriado…ai, que inquietação!! Vamos ver, vamos ver, vamos ver…Intrigas de Estado (State of Play - http://www.imdb.com/title/tt0473705/) parece uma boa opção. Então, vamos lá!

Ainda com resfriado, tosse, ao shopping Higienópolis! Coragem!

O Higienópolis estava bem cheio para o horário e para uma 4a.  Lá os cinemas são geridos pela Cinemark.  Há um mês, mais ou menos, quando estive lá pela última vez, já fiquei espantada com o estado dos banheiros. Algumas cabines sem porta, uma sujeira terrível - claro que as usuárias também são “porquinhas”, descuidadas, mas tem de ter gente limpando o tempo todo, o que não acontece.  Enfim, uma sombra da Cinemark que aportou por aqui.  Os funcionários também estão todos nivelados por baixo.  Uma coisa!!!

Mas ao filme: só gostei de R. Crowe em The Insider (acho que seu primeiro sucesso mundial), Gladiator, outro arrasa-quarteirão, e A Beautiful Mind.  Em L. A. Confidential, com uma trilha fantástica, nem notei que ele existia. Nos outros filmes a que assisti, achei o ator bem fraquinho. Enfim, não é dos meus preferidos.  Mas neste filme ele está ótimo!  O Ben Affleck é que está superesquisito. Parece quase uma pintura de Modigliani.  Não sei o que houve com ele.  E, no filme, ele não  cheira nem fede.  Agora a mocinha, Rachel McAdams, e a veterana Helen Mirren (The Queen) estão ótimas!  Muita intriga, muita sujeira, uma reviravolta no final, mocinhos bem convincentes, o esperado matador enlouquecido, uma redação de jornal que não pode existir mais (eu já faria uma faxina de regra naquilo! Impossível trabalhar daquele jeito, principalmente nos dias de hoje, com tanta tecnologia!) - isso deve ser mesmo ficção ou ideia de algum saudosista, enfim: um thriller bem bolado e emocionante.  Lá como cá, política é para quem tem, ou talvez não, estômago.  O que rege tudo são interesses escusos de todos os lados, ninguém está isento, todo mundo de “rabo preso”, fins justificam meios sempre.  Diferenças entre lá e cá: lá o pessoal lida com cifras indecentes, e dominam o bailado, estão anos-luz à frente.  Vão de “Mustang”.  Aqui, vão de jegue mesmo; a coisa é folclórica, para dizer o mínimo.  Outra diferença: quando apanhados lá, normalmente, são punidos, isolados, “expelled”, enquanto que aqui, jamais!   No final, é tudo matéria da pior espécie, só que uns com um up, e outros com um down.

O R. Crowe é um jornalista que acredita no seu trabalho, na contribuição que pode dar à sociedade, em seu compromisso com o público-leitor.  A H. Mirren está à testa do jornal e numa encruzilhada: sabe de tudo que o RC sabe, acredita, mas tem de mostrar resultados, ou seja, $.  Está entre a cruz e a espada, literalmente!  A mocinha é uma novata com muito talento, fibra, garra, que aprende rápido, mas é de outra escola.  O mix dos três dá um bom caldo.  A trama é esperta,  bem desenvolvida, emocionante por quase todo o filme.  Até as personagens bem secundárias são simpáticas e contribuem para o bom andamento da história.  Imagino que muitos repórteres de verdade passem pelo que passam RC e RM no filme, talvez até em doses piores.  Então um tributo aos bravos repórteres, jornalistas de todo o mundo!

A trilha sonora também é ótima!  Creedence Clearwater Revival (http://video.google.com/videosearch?rlz=1C1CHMB_pt-BRBR292BR304&sourceid=chrome&q=creedence+clearwater+revival&um=1&ie=UTF-8&ei=6C9ESsveGufBtwenj5y4Ag&sa=X&oi=video_result_group&ct=title&resnum=840284257#)!  Quem???? Eu gosto deles, dancei muito na minha época dance, cantei muito, tenho 2 cds, portanto podem tirar essa cara de espanto.  Eles são bons demais!

Ah, sim, achei que o cabelo do R. Crowe está ótimo!  Combina bem com ele, com o papel, mas nos créditos um susto: o que para mim parecia só resultado de desleixo mesmo, sujeirinha, etc., tem um hair stylist por trás.  Ai, no puedo creer!!!

State of play, ótima pedida!

21

de
junho

Fim de resfriado pra ninguém botar defeito!

Zelig (http://www.imdb.com/title/tt0086637/) (http://en.wikipedia.org/wiki/Zelig). Acho que vi no cinema, me lembro de algumas cenas, mas de muito pouco, afinal são 26 anos! Diferentemente do que utiliza o capo da nação, não é uma metáfora simplesmente, mas uma parábola.  Parábola da aceitação incondicional, do que alguém pode fazer para não se sentir um “outcast”, não se sentir rejeitado, ser amigo de todo mundo.  E isso é tão comum!  O suposto amigo que não diz o que tem de dizer, não alerta, não critica, não dá um toque, prefere ser “amigo” de todos, tem medo do confronto, do desacordo, só quer ficar no “bem bom”.  O marido que cala, a mulher que cala, o namorado que cala, o companheiro que cala.  São tão bonzinhos, tão  cordatos!  E, um dia, o resultado óbvio: você olha para o cidadão e não sabe quem ele é, ele nunca se mostrou de fato…tão bonzinho!!! Claro que o filme trata do assunto em termos extremos: Zelig muda a forma física - cor, tamanho, cabelo, barba, só não muda de sexo, para se enquadrar, ficar igual ao outro.  Passa até a viver a vida do outro ou como o outro vive sua vida.  E quantas pessoas não há assim?  Conformadíssimas, sem  estofo, sem brilho próprio, sem energia, que se amoldam, que não têm nada pra dar, a não ser aquela falsa anuência, aquela falsa simpatia, aquela falsa compreensão.  Quando estou com pessoas assim, me dá a impressão de conversar com surdos, algumas vezes até com surdos-mudos.  Mas no corre-corre da vida, no estresse do mundo, eles têm seu lugar.  Quantas vezes a gente mesmo não monta a armadilha: cansados, querendo sossego, a gente acaba achando essas pessoas o ideal!  E a gente ainda diz com um tom de satisfação e encantamento: ah, mas ele é tão bonzinho!  Vade retro!

Voltando: o filme é brilhante! Tanto faz ser livro, filme, pois o texto, o timing são fantásticos. É desse Woody Allen que eu gosto!  Witty, leve, criativo!  Além do WA, a Mia Farrow também está bem.  É interessante porque as personagens principais falam pouquíssimo, o filme é 80% narrado, o que o torna mais fantástico ainda, mantém o tom e o ritmo por todo o filme. Mais fantástica ainda é a participação (real!) de Susan Sontag, Saul Bellow, John M. Blum e outros luminares.  Incrível, eles entraram na brincadeira e com muito garbo e realidade!

Enfim, um filme memorável, com tiradas fantásticas, dá para rir e muito!  Ainda bem que o revi.  Se não viu, pegue na locadora. Vale a pena.

21

de
junho

Dedinho de prosa.

Bem, embora eu goste muito de conversar, e até ache que “dedinho de prosa” seria um bom apelido pra mim, não vim em busca de conversa.  Gostaria, sim, de comentar esta coleção da CosacNaify.

Como mencionei no post de 17/06 (Ler é bom em qualquer idade!), meus vizinhos da Bibliomania me recomendaram essa coleção.  Eu não juntei o nome à pessoa, mas já havia lido há quase um ano O Nariz de Gogól, da mesma série.  Vendo os títulos, a encadernação, impressão, fiquei entusiasmada e trouxe um quilo de livros da série para ler.  Graças ao resfriado da semana (que já está indo embora…e já vai tarde…), pude ler vários.  A série é juvenil,embora a editora classifique como infanto-juvenil (http://www.cosacnaify.com.br/infanto/). Apenas um outro título poderia ser clássificado como infanto-juvenil.  Um deles é Kachtanka de Tchekhov.  Todos os outros, mesmo os nacionais, excelentes, seguramente têm um vocabulário que a meninada de hoje vai penar para entender, mas como os volumes são muito bem cuidados, todos, com raras exceções, têm ao final um glossário, a biografia do autor e do ilustrador, a tarefa será menos penosa. Os temas, embora possam ter várias leituras pela vida, estão mais para adolescentes no mínimo.  Vai ser difícil fazer algum minisser, por mais esperto que seja, entender a graça da obra de Boccaccio.  De qualquer forma, são todas grandes obras, algumas de delicadeza comovente, outras para o riso, e todas encantam olhos, mente e coração.

De qualquer forma, os título que li até o momento: O homem que sabia javanês, conto brilhante de Lima Barreto; Vingança em Veneza de Boccaccio (este não é infanto-juvenil nem com reza braba); Será o Benedito! de Mário de Andrade e O presente dos magos de O. Henry (http://www.cosacnaify.com.br/loja/produtos.asp?codigo_categoria=12&codigo_subcategoria=41&language=pt&showPromo=False&promocao=), todos ilustrados divinamente por Odilon Moraes, autor de A Princesinha Medrosa, também maravilhoso, valeram o investimento.  O esmero da CN é impressionante!  Todos os detalhes são muito bem cuidados. Um prazer ter um livro dessa editora nas mãos.  E, olhem, não são mais caros do que a grande maioria que está no mercado e que, absolutamente, não tem a mesma qualidade em termos de impressão, organização da obra, até de revisão, ou mesmo escolha de autores e títulos.

Bom, uma criança sortuda vai ganhar o Kachtanka, os outros vou guardar mais um pouco para apreciar mais algumas vezes, depois repasso para adultos igualmente sortudos.  Ainda tenho alguns títulos para ler. Tenho certeza de que o prazer vai ser o mesmo.

Se puder, vá a uma livraria (alguns títulos estão esgotados) e dê uma olhada! Quem gosta de ler e gosta de livros vai se apaixonar.

20

de
junho

Uma semana esquisita.

Todo ano, mais ou menos por maio, junho lá vem ele: o resfriado!  É infalível!  A explicação que já me deram inúmeras vezes é que a mudança brusca de temperatura acaba provocando isso.  Pode ser até que eu nem ache tão brusca, mas meu “corpitcho” entende assim.  Eu tenho excelente saúde, estou bem basicamente 100% do tempo, se vem algum incômodo, ele vem e vai sem fazer grandes estragos, mas o resfriado anual é sagrado.  Ainda acho meio confuso saber se é gripe ou resfriado. Leio, leio, leio sobre o assunto e não consigo chegar a uma conclusão.  O fato é que vem a coriza, o mal-estar (sobretudo porque a gente sempre está em ambientes insalubres, desde o ônibus, o escritório com seu maléfico ar-condicionado, espaços com fumantes, etc.), talvez uma febrinha, e muita tosse (esse é o meu caso).

Depois de uma semana certinha de resfriado agora estou bem melhor, mas ainda tenho acessos de tosse violentos.  Surgem do nada!  Eu digo: pode parar, não vai tossir não, mas não adianta, lá vem ela, arrombando todos os caminhos, todas as vias de saída, me tirando o ar!  E por conta disso, sobretudo, acabei ficando a semana toda em casa à noite.  O receio desses acessos é tão grande, pelo desconforto que causam, que acabei ficando de “molho”.  Hoje já começo a botar a vida para andar, devagar, bem entendido.  Ainda não vou poder fazer tudo o que havia planejado, queria, mas é pelo bem geral da nação!  Semana que vem eu compenso!

De toda forma, como sempre digo, como a festa está lá dentro mesmo, até esse retiro foi bom: deu para descansar - eu precisava, pois as noites foram muito mal dormidas, deu para ler mais, para assistir a um pouquinho de tv, que normalmente não vejo, fazer tudo com mais calma, mais devagar.  Então, não houve perdas, só menos ganhos.

Hoje ainda estou “slow” - só um almocinho com a família (eitcha…lá vem a tosse!).  E, vamos que vamos…cough, cough, cough!

17

de
junho

Ler é bom em qualquer idade!

Felizes as crianças de hoje em dia!  Afinal têm tantas escolhas do que ler, publicações de boa qualidade, que eu chego a invejar.  Claro que nos meus tempos de criança a gente também tinha coisas boas, boas publicações, encadernações primorosas.  Aliás, dei para a sobrinha de uma amiga, há uns dois anos, um livros das Mil e Uma Noites que ganhei do meu pai. Enorme, capa dura, impressão lindíssima.  Eu li e reli aquele livro e o carreguei por mais de 40 anos.  E, olhem, ele estava em excelente estado!  Lembro-me de algumas coisas que li e me despertaram o gosto pela leitura: alguns livros infantis - poucos, afinal eram muito mais caros à época e o dinheiro em casa era curto; miríades de gibis (desde W.Disney até o melhor dos Marvel); gibis do Maurício de Sousa (depois de conhecê-lo, deixei os outros para trás); Monteiro Lobato,  enfim, lembranças “literárias” ótimas!

Mas hoje, além da variedade que mencionei, a qualidade das publicações cresceu exponencialmente.  E literatura infantil é tudo de bom!  Gosto de ler até hoje, tanto a infantil quanto a infanto-juvenil. Xiii, muito …il, mas ainda não estou senil, não (acho!).

Pois é, quando vejo alguma coisa que acho que vale a pena, não me controlo: vou lá e leio. Aconteceu isso com a série Crianças Famosas, que conheci durante minha visita à exposição Era Uma vez, no CCBB (meu post de 25/04 - Retina afogada…).  Da série, arrisquei os títulos Santos Dumont, Anita Malfatti, Aleijadinho, Mozart, Bach e Tchaikovsky (http://www.callis.com.br/portal/busca.asp?TemaID=2&param=colecao).  Apesar de serem livros de capa mole, a impressão é muito caprichada, as ilustrações são muito bonitas, e os textos, então?! São fantásticos. Os títulos referentes a personagens brasileiras foram escritos por autores locais, mas os outros foram traduzidos do inglês.  Mesmo estes foram muito cuidados!  A forma como a história da infância dessas pessoas famosas é contada é uma delícia!  Foi um prazer ler esses seis livros, além de ter aprendido várias coisas.

Sábado passado, comprei mais alguns títulos, nos meus vizinhos da Bibliomania (http://www.bibliomania.com.br/), publicados pela Cosac Naify.  Já, já vou começar a lê-los (aliás já li um, lindo, lindo, lindo!).  Depois comento.

16

de
junho

Mosaico - Elessandra Paula

Elizete voltava para casa após um dia extenuante de trabalho. Suas costas doíam, seus braços doíam, suas pernas doíam. Todo aquele cansaço levou-a ao sono profundo.

Cabeça batendo contra o vidro do ônibus lotado. Sonhos. Sonhos que lá no fundo eram um resumo de sua vida. Restos. Sim, Elizete vivia de restos, das sobras do mundo. Ora de roupas, ora de comida, ora de carinho, ora de vida.

Foi acordada no ponto final pelo cobrador. Havia perdido seu ponto.

Não procurou uma desculpa. Passou a mão nos olhos, borrou ainda mais a maquiagem que já se esvaía. Abraçada à sua bolsa, desceu, atravessou a rua e esperou por um outro ônibus. Um que pudesse levá-la em casa.

Desta vez sonhava acordada. Pensava naquilo que havia visto em seu sonho. Olhou para o céu, olhou para a calçada, para as pessoas no ponto. Ao seu olhar, todos eram sobras. Vidas que mal começavam e que precisavam remontar-se. Olhares tristes, vidas tristes. Bocejos e conversas nos celulares lembravam-na de que, apesar da visão de miséria, as vidas continuavam. Corriam soltas pelas ruas e pontos de ônibus. E de que sobras eram feitas essas vidas, afinal? Ou seria somente a sua vida, resto entre restos?

Sim, morava num resto de casa, num bairro que era um resto de bairro.

Suspirou profundamente. Mas não se deixou tocar pela epifânia que lhe havia acometido.

Chegou em casa já tarde da noite, como de costume. Beijou os filhos que se amontoavam na cama improvisada no chão. Eram boas crianças. Cuidavam de si. Amparados pela filha mais velha, do alto de seus 7 anos, ficavam em casa, iam à escola, enquanto Elizete madrugava todos os dias. Mas era o mais novo, de apenas 13 meses que mais a comovia.

Chorava todas as manhãs, quando o céu ainda se fazia escuro e corria de encontro ao dia, pois sabia se que sua mãe partia e que não a veria até a madrugada seguinte.

A cada madrugada, um pedaço de Elizete ficava em sua casa. Pedaços que, sabia ela, nunca se recompunham. Uma hora ou outra voltavam a fazer parte de si, mas nunca no mesmo lugar.

Elizete deixava estas sobras de si ao sair de casa, no caminho do trabalho e perdia-se em tristezas e amarguras durante o dia. Pensava em escolhas, em como não as tinha tido. E dos pedaços que faziam de sua vida, uma vida.

Parte mãe, parte empregada, parte mulher, parte que não se encaixava em nenhum contexto.

Mas não era uma mulher comum. A tudo isto se sobrepunha aquela que conseguia recolher as sobras do dia e fazer do dia seguinte mais um dia.

Mais um dia, que de restos em restos lhe trariam o prazer de voltar para casa. A dor de não ter o que gostaria se esvaía ao ver olhos, bocas, braços e pequenas pernas que a faziam sentir-se mais completa, mais inteira.

Foram estes restos de vida, estes restos de desejo e alegria incontida que a fizeram, pela primeira vez em muitos anos, sentir-se mais do que um apanhado de acontecimentos infelizes. Fizeram com que visse sua vida como um mosaico - feito dos retalhos que o mundo resistia a lhe oferecer e que tão cuidadosamente eram colados, pedaço a pedaço, até que seu mundo fosse um só.

Passou a chave na porta, acendeu a luz que vinha da pequena lâmpada pendurada por um fio descascado, olhou por inteiro para os seus pequenos no chão e disse a si mesma: e que vida não é feita de sobras? E que vida não é, em si, um grande mosaico?

14

de
junho

Dream, that’s the thing to do!

Pois é, no final é isso mesmo para poder enfrentar melhor a vida. Está na letra de Dream (http://smickandsmodoo.com/lyrics/dream.htm) de Johnny Mercer, um profícuo compositor americano. E essa música, como outra Dreams (interpretada por The Cramberries), faz parte da trilha sonora de You’ve got mail (Mensagem para você - http://www.imdb.com/title/tt0128853/). O filme é de 1998. Não sei por que não o vi à época. Um daqueles mistérios que não cabem na minha cabeça! Enfim, fazia tempo que eu queria ver o filme, o DVD em casa, e nada… Então hoje foi o dia. Tom Hanks, as usual, está ótimo e Meg Ryan cumpre sua tarefa direitinho (gostei muito dela em When Harry met Sally de 1989). A história é um Nunca te vi sempre te amei (meu post de 8/2/2009) mais moderno, menos sutil. Enfoca uma “queda de braço” de outro nível, i.e., a delicadeza daquele foi substituída por doces desencontros/encontros sentimentais. A história gira em torno do fechamento de uma livraria de bairro, especializada e reconhecida pelos clientes, depois da abertura de uma megaloja nas proximidades. Paralelamente e sem saber, claaarooo, algoz e vítima entendem-se perfeitamente na internet. No final, tudo dá certo, felizmente!

Algumas digressões:

1) naquela época não havia celular – pelo menos não se vê nenhum em cena, e até menção a um problema de comunicação devido a um problema com telefones. O celular poderia ter poupado grandes desgostos aos protagonistas.

2) A internet era discada…pode?! Mas os protagonistas já tinham laptops modernos, leves, práticos. Eu ainda vou comprar o meu…

3) Os protagonistas moram numa NY linda, como a que vi há dois anos, há 10 anos, há 12 anos, ou seja, para quem ama aquela cidade, e eu gosto dela demais, é um refrigério rever alguns cantos lindos de lá.

4) O que acontece no filme é o que tenho visto nos últimos 20 ou 30 anos à minha volta: pequenos comércios engolidos por grandes redes de lojas, supermercados, etc. Claro que, como pensa a MR no filme, também acho que a modernidade está aí para o bem, ou deveria estar, mas para a gente que não está na pele das pessoas que dependem de seus negócios para sobreviver, sustentar família, fica muito fácil pensar assim. Na minha família mesmo, microcomerciantes sentiram isso na pele, mas de algum jeito sobreviveram até certo tempo, mas ficou claro que não tinham preparo nem cacife para enfrentar de frente negócios maiores que apareceram na região. Tiveram de achar outro caminho, ou se conformar. Mas voltando ao negócio das livrarias, que é do que trata o filme: também nós, um país de não-leitores, assistimos ao mesmo enredo, em menor proporção. Grandes livrarias engoliram muitos pelo meio do caminho: a Duas Cidades, por exemplo, lá no centrão; livreiros que faziam seu negócio de intermediação entre estudantes e lojas maiores, com grandes benefícios para aqueles; livrarias como a Cultura tiveram de se acomodar, mudar de atitude para sobreviver e se projetar; e quem é o grande vendedor de livros? Amazon, Submarino, Fnac, tudo via internet… Mas, felizmente, o movimento contrário por aqui começou tanto para os pequenos negócios (quitandas, mercadinhos, lojas), quanto para as livrarias. Se não fosse assim livrarias como a Rato de Livraria, sebos como o Bibliomania (meus vizinhos), que também trabalha com livros novos, não estariam por aí “blooming”. O que faz desses pequenos negócios, dessas livrarias, sebos, etc., negócios sobreviventes, negócios que progridem, que inovam, que surpreendem seus clientes, é o conhecimento que seus responsáveis têm de seus produtos e o atendimento ao cliente. Eles se importam com as necessidades de seus clientes de fato. No caso das livrarias, sempre digo: são livreiros, não vendedores de livros. Aliás, no filme, em um dado momento, um dos vendedores da megalivraria não conhece o autor de um determinado livro que uma cliente quer comprar. Quando a MR diz o nome do autor, ele não sabe escrevê-lo. Nossa, eu já vi isso de monte, até na Cultura, onde acho que há vendedores bem preparados. Eu mesma tive de digitar na Siciliano o nome do autor,que o vendedor ignorava completamente. Quase o mesmo na Fnac (aliás esta está triste, como caiu a qualidade de seu atendimento!). Enfim, agora é o refluxo; felizmente, estamos voltando ao agradável mundo dos negócios menores.

5) Começou lá atrás, mas hoje é o normal: já vi gente desfazer uma relação por MSN. Não se olha nos olhos para conversar, para acertar arestas ou romper mesmo. Entramos na zona do conforto e autoproteção máximos. Claro que o e-mail, a internet estão aí para facilitar a vida, tanto quanto foi o papel do telefone durante anos, e não há mais volta. Mas hoje, acho que chegamos ao exagero. Eu mesma me vejo contaminada por isso e não gosto nada, nada disso. Para mim, para resolver qualquer coisa, tem de ser pessoalmente, olho no olho, mas já me vi substituindo conversas tête-à-tête por e-mails. Não por que eu não quisesse esse modo de resolver o assunto, mas porque eu tive pressa e do outro lado não havia vontade de resolver o assunto assim. A verdade é uma só: se não falo por telefone, se não converso pessoalmente, é porque não quero. Tão simples quanto. Portanto, não se engane, cada vez mais nos escondemos por trás dessas modernidades não por falta de tempo, não por praticidade, mas por escolha consciente ou não, e, sobretudo, medo e falta de vontade de enfrentar muitas coisas da vida de frente, e uma conversa, cara a cara, é, sim, componente, parte importantíssima e insubstituível da vida, sob pena de nos perdermos de nós e do outro.

6) Outro aspecto interessante: escrever é uma catarse. Não importa se escrever um diário, uma carta, um blog. Escrever, pelo menos para os personagens do filme, e para mim também, é uma forma de visualizar pensamentos, ordená-los, enxergar melhor situações, relações, deixar coisas para trás sem dor ou dúvida, assumir novos caminhos mais “concretamente”. Por isso, meu blog se chama Escrever para viver, oras!

Concluindo: o filme é uma delícia, inteligente, simpático, tocante, gostoso de ver. Bom entretenimento garantido.

13

de
junho

Um sábado tranquilinho!

Como mencionei no post anterior, hoje me resguardei um pouco. Afinal, virar quase 24 horas, requer uma recuperação. Então levantei um pouco mais tarde (9.30h.), fui até a Bibliomania (http://www.estantevirtual.com.br/acervos/bibliomania), sebo que é vizinho, para trocar alguns livros que tenho por alguns que queria adquirir. O Günter e o Luis são ótimos. O Günter sabe tudo de livros e é ótimo de negociar!

Depois de alimentar a alma e o cérebro, ou tentar, uma visitinha básica ao Bob (http://www.gellystatoo.com.br/), tatuador, para combinar as novas (sim novaS) tatoos. Vão ficar lindas. Vou fazer no começo de julho, depois posto fotos.

Ainda não estava com fome, então fui buscar os brigadeiros que havia encomendado na Maria Brigadeiro (http://www.mariabrigadeiro.com.br/). Na verdade, entrei em contato com eles porque recebi o link de uma colega de trabalho, achei interessante, bonito, então resolvi experimentar. Uma amiga que já havia consumido os brigadeiros me avisou que eram bons, mas nada especialíssimo, além de serem mais caros pelo tamanho. Mas teimosia é meu primeiro nome, como já disse. Então, quis experimentar. Alguns aspectos sobre esta experiência: começa que você tem de encomendar, sem degustação prévia, pois trabalham a portas fechadas, com hora marcada para a retirada das encomendas; não se vende brigadeiro solto, só nas tais embalagens, o que não é o ideal para todo mundo; ao retirar minha encomenda hoje, a pessoa que me atendeu, embora gentilíssima, não sabia passar o cartão de débito; também não tinha uma lista impressa dos sabores para me ceder e não sabia como fazer para imprimir. Enfim, imagino que vendam sobretudo em quantidade para eventos, festas, e o varejo não seja de muito interesse para eles. Comi uns brigadeiros para experimentar e são bons de fato. Mas da mesma forma que a Pie (post de hoje), não vejo por que me dar ao trabalho de ligar, encomendar, marcar hora, pagar caro. Tem brigadeiros excelentes por aí. A minha mãe fazia um ótimo (eu ajudei a fazer várias vezes), então vou procurar a receita e ver se faço – lembro-me que era praticamente imbatível.

Como hoje estava tranqüila, fiz tudo a pé. Andar por certas ruas de Pinheiros ainda é um grande prazer. Então bateu a fome. Estava próxima do El Guatón (http://vejasaopaulo.abril.com.br/comidinhas/est0133408.html?enderecoID=198c7301571b3110VgnVCM1000000b0417ac) e, desde domingo passado quando fui a uma feira de produtos peruanos em Moema, continuava com vontade de comer cebiche (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche), então hoje era o dia…O El Guatón, chileno, é conhecido sobretudo por suas empanadas (as chilenas são excelentes, bem como o pastel de choclos), mas fazem também o cebiche, embora o melhor seja o peruano (desculpem-me chilenos, mas é verdade). Experimentei o cebiche de congrio (congrio é tudo de bom, podem acreditar). Estava muito bom, mas realmente o peruano é superior. Aproveitei e comprei algumas empanadas (são enormes no El Guatón) para levar para casa. Vi várias pessoas deliciando-se com elas, e pareciam ótimas. Não deu para provar as sobremesas (há algumas tentadoras!). O cebiche é dos pratos mais caros, principalmente o de congrio, mas dá para duas pessoas, bem como a maioria dos pratos. Além disso, servem o cebiche com um pão chileno assado na hora, quentinho, fresquinho! Maravilhoso! O atendimento ali é bem correto e os donos estão sempre de olho para tudo funcionar. Matei a vontade!

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