28
de
junho
Un dimanche très particulier!
Um domingo glorioso! Primeiramente, era o domingo promovido pela Aliança + Reserva Cultural + Fnac em comemoração ao Ano da França no Brasil. Então tinha o café da manhã + filme especialmente escolhido pela direção da Aliança (para os outros filmes a que assisti, ver post de 24 de maio - Ser e ter… e de 26 de abril - A franã não é…). Eu não havia visto este filme, embora ele já tenha uns 3 anos. Este novo ciclo de filmes enfoca imigrantes e hoje foi a vez de Le Voyage en Arménie (http://www.imdb.com/title/tt0491901/). Um armênio, que vivia na França há muitos anos, tinha uma filha médica, francesa, é informado por ela de seu estado de saúde preocupante e que precisaria de uma cirurgia. Ele se recusa a se submeter à cirurgia recomendada pela filha de imediato, e, à revelia, viaja à Armênia sem o conhecimento da família. Toda a história gira em torno dos esforços da filha de encontrar o pai em sua terra natal. Lá ela começa a conhecer uma Armênia, uma história, uma sociedade, uma civilização pelas quais nunca havia se interessado, e havia mesmo renegado. Para nós, fica claro, como em Alexandra (post de 19 de maio - Um pouco de tudo…), o mal que dominações, imposições políticas, militares, fazem a qualquer país, qualquer povo. Há os heróis verdadeiros, que se sacrificam para libertar o país; outros ajudam na empreitada, mas depois visam proveito próprio; outros não se empenham, mas veem a oportunidade de ganhar de qualquer maneira. Máfias instalam-se, o interesse comum vira mercadoria, moeda de troca, e por aí vai. Uma Armênia que não é dos armênios de fato, mas de uns poucos. No final, a história até acaba bem, e há momentos líricos, emocionantes, até de certo suspense, e, claro, de violência. Um filme muito bonito! E a trilha sonora também é ótima!
E, surpresa! Quem encontro na fila do café? Eunice, minha colega de USP (i.e., convertendo para números, de 30 anos). A Eunice continua igual: sempre jovem, animada, ativa, conversante, interessada. Eu a havia reencontrado uns três anos atrás na Sala SPaulo, perdi o “track” de novo, e agora ali estava ela. Um grande prazer. Aliás, ela estava com uma amiga armênia (desculpem-me, no guardei o nome), muito simpática, bonita, que nos mostrou as fotos que fez em viagem à Armênia há alguns anos. Antes do filme, ela me passou algumas informações bem importantes e interessantes.
A preleção feita pela diretora da Aliança também foi muito boa, abrangente, clara. Ajudou muito a entender um pouco do que estaria na telona.
Mês que vem tem mais!
Depois foi a vez de um almoço no restaurante do Reserva (eu já havia ido ali umas poucas vezes). A comida é boa, bom preço, atendimento correto, ambiente bonito. Uma boa opção pré ou pós-cinema. E last but not least, visitar a nova feirinha da Paulisda. A mesma pessoa que organiza a feirinha do Center 3 está organizando esta num casarão da Paulista, ali entre a Padre João Manoel e a Ministro Rocha Azevedo (acho que é isso). É o mesmo casarão onde há uma feira de animais. Pelo que entendi, a feira dali será temática: hoje era junina, nas próximas semanas haverá uma de malhas, e assim vai. Acompanhe, pois o espaço é bem agradável, diferente em tudo, inclusive o público é um pouco diferente do que circula pelo Center 3. Ah, hoje tinha um quentão excelente!!
Aproveitei também para ver a exposição O Sonho e a Ruína (http://www.caixacultural.com.br/html/main.html), com fotos de Luiz Carlos Felizardo (http://www.ufrgs.br/fotografia/port/05_portfolio/felizardo_2006/index.htm), que está no espaço cultural da CEF, no Conjunto Nacional. A exposição encerrou-se hoje, infelizmente. Fotos lindas, em preto e branco, das Missões de São Miguel.
Depois foi a vez de comemorar “atrasado” o aniversário do Edu (26/6). Mais um filminho. Desta vez, Stella (http://www.imdb.com/title/tt1174047/). Um filme em que uma menina de uns 11 anos, cujos pais são donos de um bar, tem de enfrentar a vida sozinha. Sozinha de verdade! Felizmente para ela, não há agressões físicas, mas vive em um ambiente totalmente instável para uma criança de sua idade. Na casa/bar ela vê de tudo, até gente ser assassinada. Olha tudo com olhos vazios, parece que se ausenta do mundo em grande parte do tempo. Embora pareça isso, o que ela sente é um imenso medo de tudo: do escuro, das pessoas, da escola, da vida! Somente depois de encontrar uma amiga, judia-argentina, com um lar mais equilibrado, de ter o carinho, atenção e generosidade dessa amiga, é que ela consegue sair da zona de perigo na escola, interessar-se mais pelos estudos, ter um mínimo de conforto afetivo. Pensar que uma menina de 11 anos, num país como a França retratada, i.e., uma França de 1977, sem os problemas de hoje, sofra de tal solidão, tema tudo e todos, é impactante, principalmente se fizermos análise tendo como perspectiva a realidade local. O que sofrerão então nossas crianças?
A atriz principal, Leora Barbara, de apenas 13 anos, leva o filme, tem no mutismo sua grande interpretação. Seu olhar, sua expressão facial são comoventes, são convincentes; mesmo com pouquíssimas palavras, está tudo ali: o desamparo, o medo, a dúvida, a tomada de decisão; está tudo no olhar! Além do talento, a menina é uma pintura de uma beleza incomum.
Para finalizar a comemoração, uma passadinha no Kebab Salonu (http://www.kebabsalonu.com.br/?gclid=CPa4lJuprpsCFQZlswodyjp6DA) ali na Augusta, um BBB inquestionável! E, claro, horas de conversa.












