Escrever para viver!

Tudo que der na telha e que eu achar que vale a pena

19

de
maio

Um pouco de tudo…o retorno

E com muita preguiça comecei o domingo.  No Tecla SAP ( http://www.teclasap.com.br/blog/), que também indico aqui no meu blog, vi há uns semanas ( http://www.teclasap.com.br/blog/2009/04/28/passeios-tematicos-estimulam-o-aprendizado-de-idiomas/ - 28/4)+(http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&subTab=00000&newsID=a16138.htm&testeira=453) , uma postagem sobre walking tours em línguas estrangeiras.  Inscrevi-me no Downtown tour de ontem e no Tour en ville de junho.

O passeio de ontem, a pé, pelo centro histórico de S. Paulo foi excelente. Começou por volta de 9.30h (incrível como as pessoas não são pontuais! era para começar às 9h).  Houve um “aquecimento” entre os participantes, para interação, que foi ótimo, e aí fomos.  Ah, sim, o processo começou assim: peguei as informações na internet (endereço acima) e falei com cada unidade (inglês Anália Franco e francês Vila Mariana).  Desde o atendimento telefônico são muito atenciosos.  Aí foi marcada uma entrevista na língua do passeio, pois querem garantir a homogeneidade do grupo (o grupo é muito homogêneo mesmo, o que é importante para o sucesso do objetivo do passeio). A entrevista foi por telefone mesmo, levou uns 10 minutos.  Depois disso fiz o pagamento pela internet e, um dia antes do primeiro passeio, recebi por e-mail as orientações para o dia do passeio.  Tudo muito fácil (hello! Século XXI, né?), rápido, bem organizado.   No dia do passeio levantei cedo para não me atrasar. O encontro seria às 8.30h na frente das catracas da estação Sé do metrô.  E lá cheguei eu, 8.30h sharp”.  Fui muito bem recebida pelo grupo do Senac (organizadores, monitores, professores). Ganhamos uma linda camiseta e uma bolsinha com suco, barrinha de cereal, água, chocolates, biscoitos e algumas brochuras sobre o passeio e sobre a cidade.  No grupo conversei com várias pessoas, infelizmente não dá para falar com todo mundo.  Nossa, tive contato com gente muito interessante! Aprendi várias coisas, que inclusive já vou começar a pesquisar, em algumas horas apenas (o passeio vai das 9h às 14h, mas sai por volta de 12.30h, pois tinha outros compromissos)!  Foi muito bom e interessante mesmo.

O objetivo do tour não é só turístico.  Os professores fazem paradas entre os monumentos visitados e explicados para atividades em inglês.  E, interessante, todos que estavam lá só falavam em inglês. Faziam questão de falar em inglês!  Que bom!  Isso também ajudou no sucesso da empreitada. Portanto, além de rever lugares de S. Paulo que adoro, também valeu pelas pessoas, pelos profissionais do SENAC, e por ouvir tudo narrado inglês, o que não deixa de ser bem interessante.  Recomendo!

Bom, agora é esperar o de junho, em francês.  Também têm passeio a Paranapiacaba e Serra do Mar (respectivamente em francês e espanhol). Também vou tentar ir a estes.  Um jeito gostoso de exercitar os idiomas, ver coisas bonitas, conhecer gente interessante, diferente.

Foi tudo muito bem, tudo muito bom…mas cansa, né? Levantar cedo, transporte público, andar de montão, foco aqui e lá para não perder nada…voltei para casa para me preparar para a função vespertina, meio sonada, mas vamos lá!!

Decidi ver o filme Alexandra ( http://www.interfilmes.com/filme_20825_Alexandra-(Aleksandra).html ).  Filme russo (produção franco-russa de 2007), que está em várias salas. Optei pela Bombril (uma das que mais gosto).  Cheguei ao cinema por volta de umas 16h (a sessão começava às 16.30h).  Aí começou a saga!  Quase tão dramática quanto o filme: só havia uma bilheteria aberta.  E quem estava lá?  Um senhorzinho de uns 80 anos, que sempre esteve por ali, desde os tempos do Cinearte.  Ele é supereficiente, mas não é para estar em uma bilheteria.  Até porque ele é meio surdo…Bom, na verdade não foi dramático, não, foi sim é folclórico, hilariante!   A fila estava grande para o horário, para o filme, para o lugar.  Na minha frente havia umas 10 pessoas… e a coisa não fluía.  Vi o funcionário do cinema perder a paciência com uma senhora por conta da escolha de lugares (pois é, não sei por que não põem esse negócio de escolha só para horários de grande movimento, à tarde não tem função e só retarda o atendimento).  E lá foi a fila caminhando “tartarugosamente”! Finalmente abriu-se a segunda bilheteria, com uma moça.  Quando cheguei bem próximo delas, havia um homem comprando duas entradas.  Ele escolheu, o funcionário clicou e deu indisponibilidade. Explico: a sala 2 é pequena, a bilheteira era mais rápida, então nas três vezes em que o homem escolheu lugares deu indisponibilidade, pois as duas janelas funcionam vendendo os mesmos lugares, ao mesmo tempo, no clique, então já viu…parece até aqueles programas de pergunta/resposta de tv em que se tem de apertar uma campainha. Quem for mais rápido, responde.  Tive um acesso de riso, e o comprador das entradas um acesso de raiva.  Acabou comprando lugares separados!  A moça que estava na minha frente, tão delicada, escolheu o lugar, só que o senhorzinho não conseguia ouvir…era uma gritaria daqui e de lá do vidro da bilheteria!  Ela também escolheu um lugar, e a bilheteira do lado foi mais rápida.  No segundo acertou.  No meu caso não tive problema: já comecei dizendo bem alto (gritando) que lugar queria, então ele foi bem rapidinho.  A sala estava lotada!!!

E como é interessante a visão das pessoas.  Havia duas senhoras na fila ao lado conversando.  Uma delas esconjurou o filme chinês Desejo e Perigo ao passar por mim e pela moça que estava na minha frente.  Opinião dela: uma droga, luxúria sem fim que acaba sendo até aborrecida, não vão!!!  Aí passou a senhora que estava conversando com ela (ambas estão lá pelos seus 70), e disse exatamente o contrário, ou quase: tem muito sexo, mas vale muito a pena!   Ai,ai,ai,ai,ai…e agora?  Vamos ver se dá para ver então.

Ah, e o que achei interessante também, para o dia e hora, é que o público era 80% de casais, e 90% de pessoas de mais de 60, muitos de mais de 70 e assim vai.  Pois é, se a tal regra de restringir o acesso de idosos e aposentados, ou as meias, a 40% dos espaços, muita coisa vai ficar vazia…melhor pensar bem, pois quem sustenta muito da cultura nacional são os “velhinhos” mesmo.

Bom, ao filme: pesado, pesado, pesado.  Uma avó visita seu neto na Chechênia. O soldado russo defende o país contra os chechenos. É um soldado profissional, portanto, quando em ação, é duro, cruel mesmo, implacável.  É outra pessoa com a avó, como se vê no filme.  O filme é bem lúgubre, até nas cores, bem arrastado, mas não deixa de ser interessante e tocante. Quantas avós, mães, esposas, irmãs não passaram ou passam por isso em tantos países?  As tristezas, misérias, desencantos, tristezas acontecem dos dois lados, é isso que vemos, i.e., tanto do lado russo quanto do checheno é tudo igual!  E a destruição dos dominados, de suas cidades?! Que coisa pavorosa!!!  Mas interessante: mesmo inimigos têm de conviver para ter algum horizonte, alguma chance de futuro.  O fato também de ser em russo complica.  Acabei ficando sem saber se o discurso do filme é que é ruim ou a tradução/legendagem mesmo.  Claro que línguas de ramos diferentes, e.g., eslavas, têm uma lógica diferente, mas não pode ser um discurso tão entrecortado, às vezes sem sentido até!  O problema deve estar em outro campo.  E nem os créditos foram traduzidos, nem um diálogo tipo “mumbo jumbo” foi minimamente traduzido e legendado.  Uma pena!

E “last but not least”…fui ver pela segunda vez Não sou feliz, mas tenho marido (http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Artes_e_Teatro/Evento /Nao_Sou_Feliz_Mas_Tenho_Marido.aspx?id=49817 ), com Zezé Polessa.  Havia visto a peça há uns 3 anos ou mais, não tenho bem certeza.  À época, como ontem, dei boas risadas, achei o texto divertido.  É, obviamente, uma peça feminina, mas homens também se divertem (alguns, muito).  Tinha gostado tanto da peça que comprei o livro que serviu de base à peça.  A autora é uma argentina, se não me engano, mas só encontrei o livro traduzido.  A peça abordou divertidamente boa parte do livro, mas não tudo, claro.  Então a leitura também é bem interessante e divertida.

A peça trata da vida de uma mulher, casada há 27 anos, escritora, que está lançando seu primeiro livro.  Conta tudo, desde os tempos de namoro, todas as agruras de 27 anos de convivência, que não foram poucas, o não-entendimento entre a linguagem e pensamento de homens e mulheres, i.e., muitos fatos que todos os casais presentes no teatro conheciam (uns melhor, outros pior), com certeza. Dá para divertir bastante. Claro que, apesar da excelente performance da ZP, sempre há texto previsível, escracho demais às vezes, mas a média é muito boa!

Bom, e para terminar messsmoooo…Paris 6 (blog 1/5 - Paris 6…).  De novo, desde a reserva, até o atendimento quando no restaurante foram ótimos.  Pratos ótimos: comi ovos beneditinos deliciosos!  E teve muita conversa boa com meus amigos, o que não poderia fechar melhor o domingo e me preparar para a  volta à realidade na segunda.

Ah, e aí em cima tem foto da Olívia. O batizado dela foi domingo. Linda, linda,linda!!! Long life to Olívia!

19

de
maio

Um pouco de tudo…

Sábado foi dia de flashback.  Fui ver novamente a casa de Ema Klabin (http://emaklabin.org.br/), ali no Jardim Europa (post de 28/2 - Um dia insolitamente lindo!).  Voltei porque um amigo estava querendo conhecer, eu estava querendo voltar, então uma ótima oportunidade se criou.  Queria voltar porque são tantas as peças, são tão fantásticas, o acervo é tão eclético, a organização das peças por Da. Ema foi tão primorosa, que uma visita só não dá.  Na primeira visita fui informada de que o guarda-roupa dela seria exposto mais ou menos por esta época, mas ficou para o segundo
semestre.  E, claro, que vou lá ver!     Depois conto.

Também foi dia de dar seguimento a meus dotes culinários (ai,ai,ai,ai,ai…tem gente que não realiza….). Só menciono isso porque utilizei três receitas do blog da Lola (http://tudonapanela.blogspot.com/) que recomendo aqui no meu blog.  Podem por nos favoritos e acompanhar!  Fiz a batata com queijos, o frangos aos 40 alhos e o Vulcano.  Só o frango fiz igualzinho.  As outras receitas mudei um pouco - vejam comentário no próprio Tudo na Panela - só para acomodar ao que gosto mais.  Mas as três receitas são facilésimas e muito gostosas.  Valeu, Lola!

Depois disso tudo, foi a hora do filme do Woody Allen (post de 16/05 - Let us misbehave!) e o sábado se acabou.  Tinha de descansar, porque o domingo ia ser “wild” e foi.

Próximo post, pls!

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