31
de
maio
A carochinha aqui não tem vez!
Fui ver Anjos e Demônios (http://www.imdb.com/title/tt0808151/). Lembro-me que li uns três livros do D. Brown (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan_Brown), o que começou com o furor de O Código Da Vinci. Na verdade, esse foi seu quarto livro. Bem “rocambolesco”, interessante pela menção de montes de obras de arte, lugares importantes pelo mundo, mas fantasioso demais, complexo demais! De qualquer forma, depois de ler esse livro, li Anjos e Demônios e Fortaleza Digital (nessa ordem). De todos, gostei mais de Anjos e Demônios. Para mim, à época, pareceu mais verossímil, mais próximo da realidade, mas mesmo assim cheio de aventura e ação, além das informações históricas/artísticas. Fortaleza Digital é um livro bem diferente dos outros dois. Gostei também.
Quando lançaram o filme dO Código fui ver, mas como o livro é empoladíssimo, o filme também o é. Foi ótimo também como ação, fotográfica, e tem sempre o Tom Hanks, garantia de uma boa película. Eu diria que gostei, mas não incondicionalmente. Sendo assim, lá fui eu ver Anjos e Demônios com um pé atrás. Livro melhor, mas vai saber o que Hollywood nos reservava. E foi uma ótima surpresa! O filme é muito bom mesmo, vai num ritmo mais tranquilo que o anterior, pode-se perceber os vaivéns mais claramente, e, mesmo para quem não leu o livro, dá para apostar em vários vilões. Ou seja, a trama é muito boa, o enredo leva bem várias teorias até o fim. Além disso, não só Tom Hanks está ótimo, mas o Ewan McGregor (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ewan_McGregor ) também. Quem diria, ganhou fama como o menino do mal de Laranja Mecânica e agora reina como…não vou contar para não tirar o suspense. O fato é que, agora aos quase 40 e aparentemente sem as drogas, está melhor: mais bonito, mais seguro como ator, consegue passar sentimentos controversos com competência, e olhe que eu nunca gostei muito dele (nem nos tempos de Laranja, nem em Star Wars, nem com W. Allen), mas tenho de reconhecer que ele está cada dia melhor, e valorizou muito a personagem neste filme. O restante do elenco também está muito bem. Portanto, divertimento garantido, num filme dinâmico, bem feito.
Depois foi a vez de 7 – O Musical, mais uma da dupla dinâmica Cláudio Botelho e Charles Moëller. Eles estão fazendo a festa. 90% dos musicais em cartaz no RJ e aqui são deles. Congrats, porque sabem o que estão fazendo, desenvolveram expertise na área, e estão entregando o que o público espera. Deles vi Beatles (post de 19/04 – Uma mina de diamantes). Ali souberam juntar a discografia dos Beatles de uma forma inteligente, interativa, o que,para os fãs da banda, resultou num espetáculo muito bonito. Já em 7, subvertem a história de um conto de fadas (Branca de Neve), com pitadas de alguns outros. A trilha é bem interessante e a forma como integraram a história de uma mulher abandonada pelo marido, com o conto de fadas é muito criativa. O vem-e-vai da história dá um dinamismo especial. Aliás, acho que os dois meninos não deveriam pagar royalties para os musicais que têm trazido de fora. 7 é prova de que podem criar um musical genuinamente nacional, com cores próprias, com temas próprios, e enredos muito interessantes, criativos, boa trilha sonora. Verdade que os “arrasa-quarteirão” de lá de fora são bilheteria garantida aqui, e já vêm meio prontos, mas os rapazes podem fazer mais que isso na cena nacional, como 7 demonstra.
Eu já havia ouvido opiniões bem contraditórias de algumas pessoas: uns odiaram, outros gostaram muito. Detesto isso! Gosto de ler a sinopse e ir, ou não ir, porque quero ou não quero e pronto. Quando vou a algum evento com informações divididas já vou meio de má vontade, incrédula mesmo. Aliás, neste caso, só fui porque um amigo disse que queria ver e ia comprar os ingressos, então me animei. Pois é, para minha sorte foi outra ótima surpresa! A peça é “gloomy”, mas a iluminação é muito bem feita e cumpre seu papel com maestria. O guarda-roupa é bem limitado, menos que nos Beatles, mas ainda assim limitado, o que não compromete em nada o espetáculo. São também uns 15 atores, só que a orquestra (não dava para ver de onde eu estava, mas parecia) era maior que no outro espetáculo. De novo os cenários têm boa parte fixa, mas neste caso há alguns elementos móveis, painéis que entram e saem, e compõem as várias cenas. Tudo muito econômico, muito prático, mas muito plástico e funcional. Cumpre seu papel com garbo! A trilha sonora é bem interessante, diferente mesmo de qualquer outra coisa que eu tenha visto (não sou muito de alternativos, então até pode ser que nesse tipo de espetáculo a coisa seja parecida, não sei).
Mas, sem dúvida, apesar das vozes lindas (como tenho visto alguns musicais e shows e os cantores são sempre ótimos – a questão é que a gente não sabia que tinha centenas de pessoas tão boas na área, ou sabia? Acho que não! – isso não foi tão surpreendente para mim), quem domina a cena é o grupo da velha-guarda. Gente escoladíssima, que canta, diz o texto, entrega a mensagem, tem empatia plena com o público, a saber: Zezé Mota (http://pt.wikipedia.org/wiki/Zezé_Motta) (quem a viu em tantos trabalhos por décadas não poderia esperar menos), Rogéria, Suzana Faini. Claro que a grande voz é de Alessandra Maestrini (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alessandra_Maestrini), que aliás também está muito à vontade com os textos, mas as três “senhoras” estão demais!
No final da sessão de hoje, anunciaram que era o último dia de espetáculo porque não tinham patrocínio?! Como assim? 800 e tantos lugares lotados? Até ator mambembe tem patrocínio, então como uma dupla estrelada, com espetáculo estrelado, não tem patrocínio e faz uma temporada curtíssima (de 17 de abril até hoje)? Num intendi!!! Enfim, quem viu, viu, quem não viu, só no Rio (rimou!), ou outra cidade. Foi uma sorte ter me animado e ver o musical! Valeu muito a pena!












